Capítulo 125
Teria passado uma semana? Não, parecia ter sido um pouco mais.
Tudo o que tocava a ponta de sua língua sabia a doce. O nariz de Marvin, que roçava seus lábios entrelaçados, estava gelado. Suas bochechas, suas mãos, tudo estava frio.
Jang Jin-woo segurou seu rosto e foi preenchendo-o de calor por diferentes lados. Uma vez na bochecha, outra na ponta do queixo. Com a pele entre seus lábios, esfregou o lóbulo da orelha e a região do pescoço, e beijou também suas pálpebras fechadas e a testa. Depois, de forma natural, voltou a unir seus lábios aos dele, bloqueando-lhe a garganta como se fosse deixá-lo sem fôlego.
Com um gemido baixo que se foi espalhando, a mão de Marvin deslizou até rodear a cintura de Jang Jin-woo. Quando seus corpos se enredaram e a respiração se tornou agitada, a força nas mãos que se agarravam um ao outro aumentou. Entre suas bocas, que não paravam de se chocar e sugar, escapava vapor quente em grandes ondas. Só pela expectativa, o corpo dele já tinha se acendido.
— Vamos assim direto para o hotel?
— Sim, se para o senhor não houver problema, promotor.
A língua úmida de Marvin, visível entre seus lábios entreabertos, brilhava. Tinha um jantar programado, mas se o cancelasse não haveria problema algum. Naquele instante só queria tê-lo em seus braços. Até ir buscar o carro lhe pareceu uma perda de tempo, então pegou um táxi que passava e se dirigiram ao hotel.
Um SUV preto os seguiu lentamente, mas não houve nenhuma interferência particular. Ao chegar ao único hotel quatro estrelas do distrito de Oseong, ambos desceram e subiram depois de registrar um quarto. Apenas se fecharam as portas do elevador, Jang Jin-woo voltou a rodear o rosto de Marvin com ambas as mãos e se inclinou para ele.
— Promotor…
Apesar da advertência de Marvin, Jang Jin-woo não se afastou nem um centímetro e voltou a unir seus lábios. Por dentro, buscou e capturou a carne macia com a boca, sugando-a.
— O que foi? Não me diga que já quer parar.
— Não é isso, mas, mmf…
As palavras se tornavam ininteligíveis pela língua que não deixava de explorar sua estreita cavidade bucal. Ainda assim, Marvin estruturava o que tinha a dizer.
— Só quero dizer que não é preciso fazer isso aqui também. De qualquer forma, já não podem nos ver.
Jang Jin-woo soltou uma risada suave, como se achasse engraçado. Desde o princípio, ele não tinha aceitado o beijo por mero teatro.
— Entendido. Então me diga por que insistiu tanto em se mostrar entrando no hotel. Aquele carro de agora há pouco, não eram os mesmos que o perseguiam da outra vez no terminal de ônibus, senhor Kim Marvin? De onde vem agora que voltou a trazer um problema nas costas?
— Isso…
Apenas Marvin abriu a boca, o elevador chegou ao seu destino: o quinto andar. Quando as portas se abriram, havia outros hóspedes esperando. Desceram por enquanto. E justo quando Marvin abriu a porta do quarto atribuído, Jang Jin-woo voltou a segurar seu ombro.
Diante de outro torrente de beijos, qualquer resistência se desfez em seguida. O poder de um espaço fechado era imenso. A tal ponto que as palavras que acabava de dizer — de que não fazia falta continuar atuando se já não podiam vê-los — ficaram sem sentido, pois Marvin também envolvia com força a cintura de Jang Jin-woo com notável iniciativa.
Sem tirar o sobretudo, Jang Jin-woo lhe abriu a camisa. Lambeu com rudeza seu peito descoberto, seus mamilos, e o empurrou sobre a cama.
— Esteve em Seul?
— Sim. Huh…
— Quem foi ver lá?
Jang Jin-woo colocou-se sobre o corpo estendido de Marvin. Afundou seu rosto no torso nu de Marvin, aberto de par em par, e com a língua umedeceu e roçou diferentes pontos.
— A secretária Park Sang-hee. Eu a vi.
— Quem? Ah…
Jang Jin-woo não acrescentou nenhum comentário, como dando-lhe espaço para que continuasse falando, e ao mesmo tempo não deixou de sugar e acariciar o peito de Marvin. Marvin, com a respiração agitada, começou a desabotoar a camisa de Jang Jin-woo.
— Fez-me uma proposta. Que queriam que eu fosse embora. Huh…
— Que fosse embora? O que significa isso?
— Expulsão do país. Que salvariam a minha vida, mas que não voltasse.
Diante dessas palavras, Jang Jin-woo levantou a cabeça. Enquanto franzia a testa, ajudou Marvin a tirar sua própria camisa e se desnudou da parte superior. De imediato, levou a mão à fivela da calça de Marvin.
— Não me diga que aceitou. Isso é uma bobagem.
Jang Jin-woo despiu rapidamente Marvin, jogou sua calça e camisa debaixo da cama e voltou a cobri-lo com seu corpo. Estavam discutindo algo importante que em teoria não era compatível com o sexo, mas nenhum dos dois tinha já tempo nem margem: deixaram-se levar pelo desejo que sentiam um pelo outro.
— Não sei. Talvez isso também me deixasse mais tranquilo. Ah…
Jang Jin-woo colocou o mamilo de Marvin na boca e o rolou com a língua. Ao mesmo tempo, meteu a mão dentro de sua roupa íntima. O pau de Marvin, já inchado, reagiu ao seu toque.
Parecia que já tinham chegado a um ponto em que não fazia falta pedir permissão. Os beijos, as carícias e o sexo surgiam de maneira tão natural que não havia nenhum incômodo.
— Deixe de pensar bobagens e fique ao meu lado. Se precisar de um esconderijo, posso lhe buscar outra casa.
Jang Jin-woo abaixou a roupa íntima de Marvin e tirou seu pau, começando a esfregá-lo em sua mão a seu bel-prazer.
— Ha…
Marvin jogou a cabeça para trás e deixou escapar um gemido baixo quando a sensação de prazer lhe subiu do baixo ventre. Com apenas algumas sacudidas, a glânde já fluía líquido pré-seminal. Preparando o pau de Marvin, Jang Jin-woo tirou então sua própria calça. Assim que ambos os membros, tão tensos que pareciam a ponto de explodir só de se roçarem, juntaram-se, acenderam-se ao instante. Sem que nenhum tomasse a iniciativa formalmente, buscaram-se os lábios.
Com um beijo longo e profundo, os gemidos escaparam. Marvin agarrou as nádegas de Jang Jin-woo e o empurrou com força contra si. Incapaz de conter seu desejo transbordante, mordeu inclusive a mucosa interior de sua boca. Jang Jin-woo lambeu com a língua o sangue que manava de seus próprios lábios enquanto levantava a cabeça.
— Pensa em me devorar?
— Haa, não… Sim, se o senhor me permitir.
Marvin, tendo mudado de ânimo, respirou agitadamente enquanto se lambia. Jang Jin-woo, sorrindo suavemente e deixando sair ar entre os lábios, voltou a colar seu torso ao dele, como dizendo-lhe que fizesse o que quisesse. E então enredou mais ativamente sua língua com a de Marvin. Ao esfregar suas cadeiras e seus paus, a excitação foi subindo. Ainda assim, continuou com a conversa.
— Então, essa gente é a que agora colocaram para tirá-lo do país, senhor Kim Marvin?
O lóbulo da orelha de Marvin, que até esse momento era a única coisa que continuava fria, começou a enrubescer. Quando lhe tocaram essa zona sensível, Marvin encolheu os ombros e se estremeceu de prazer.
— Suponho que sim. Que estão me vigiando. Ugh… Não sei até quando permitirão, mas, por mais que seja, não acho que cheguem a nos seguir até o quarto do hotel para nos tirar de lá. Ah…
Com a estimulação contínua, do buraco de Marvin começou a escorrer fluido. A mão de Jang Jin-woo, que estava tocando o pau e o períneo de Marvin, desceu de maneira natural ainda mais para baixo. Ao confirmar tudo o que ocorria ali, o canto de seus lábios levantou-se levemente.
— Então agora está me usando?
— Sim. Pareceu-me que seria mais “eficiente”.
Marvin, imitando seu tom e olhando-o com força nos olhos, foi observado por Jang Jin-woo com uma expressão das mais divertidas. Ele se incorporou e lhe abriu as pernas.
— Muito bem. Fez bem.
— Huh.
O orifício de Marvin, excitado ao máximo, estava, como era de se esperar, completamente encharcado. O pau de Jang Jin-woo também já estava pronto, pingando pré-seminal. Ele se colocou entre as pernas de Marvin. Ambos sabiam perfeitamente qual era o passo seguinte.
— Não tem compromissos hoje? Huh…
Quando Jang Jin-woo levou lentamente a ponta de seu pau à entrada do buraco de Marvin, este soltou um suspiro tenso.
— Tenho, sim, mas penso em cancelá-los.
Agarrou seu próprio pau, duro como pedra, e o girou suavemente. Então, o interior úmido e aberto de Marvin sugou a ponta grossa.
— Fique para dormir.
A glânde que tinha conseguido entrar se acomodou dentro da úmida caverna.
— Já que chegamos até aqui.
— Ahhh…
Como sempre, Marvin resistiu ao primeiro empurrão. Mas Jang Jin-woo, sem parar, voltou a empurrar e metendo o resto. Apesar da expressão de dor de Marvin, suas paredes internas reagiram quentes. Ao ir aumentando a superfície de contato, Marvin aspirou profundamente e arqueou seu torso.
Quando finalmente o meteu todo até o fundo, Jang Jin-woo também deixou escapar um profundo gemido. Com uma expressão de absoluta satisfação, começou a penetrá-lo pouco a pouco, mas muito fundo. O movimento foi se tornando mais rápido, e seu pau começou a esfregar e raspar com força dentro do buraco de Marvin.
— Ah…, huh.
— Hoje você está mais sensível.
— Haa, talvez porque o lugar é diferente.
— Parece que quando muda o ambiente você sente mais.
— Não é assim com a maioria? Uh.
— Por que não atendeu a minha ligação?
Jang Jin-woo tinha-lhe deixado uma ligação perdida dois dias atrás. Só uma, nada mais.
— É que a minha cabeça estava, hah, feito uma confusão.
Com os embates constantes que Jang Jin-woo lhe metia, Marvin já sentia chegar ao orgasmo. Seu queixo se levantava sozinho e a boca se entreabria. Para controlar o ritmo, Marvin rodeou o pescoço dele com os braços. Graças a isso, moveram-se e se colocaram como um só corpo, diminuindo a fricção superficial.
— Sua cabeça estava feito uma confusão… E agora? Já se esclareceu?
Jang Jin-woo afastou-lhe a franja úmida de suor enquanto perguntava. Marvin sustentou o olhar dele. Com a respiração agitada, respondeu com palavras significativas:
— O que o senhor acha?
Mesmo em meio ao prazer, o olhar de Marvin era bastante afiado. Jang Jin-woo sorriu levemente, entortando a boca.
— Parece que ainda não se esclareceu.
Meteu de novo seu pau duro mais rápido do que antes, golpeando com o quadril. Com uma mão levantou a perna de Marvin, envolvendo-a em sua cintura, e depois a pressionou enquanto empurrava seu pau com força para dentro. Não afastava nem um instante a vista do rosto de Marvin, que, embora seu corpo se sacudisse de dor e prazer, mantinha-se firme recebendo a sensação.
Era estranho. Seus lábios macios e seu interior estreito, seus gemidos ensurdecidos pelo desejo, tudo era igual a sempre, e contudo sua intuição enviava sinais de perigo. Sabia que não era uma boa ideia estar assim com um homem que levava uma bomba na cabeça, mas já não podia parar. Mais do que isso, não sentia nem uma pitada de vontade de parar.
⚖ ─── Α · Β · Ω ─── ⚖
Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Othello