Spin Off 04
❀ 7 Minutes Of Heaven 4
Spin Off – House Call
Após bloquear a tela do computador e organizar grosseiramente os memorandos e notas de laboratório espalhados em sua mesa, Jeong-in pegou sua bolsa e se levantou. Ao sair do escritório, a luz do pôr do sol que começava a se espalhar pelas janelas do corredor coloriu sua visão.
Ele entrou no elevador misturado às pessoas que saíam do trabalho. Cada rosto carregava fadiga e uma sensação de libertação; entre essas expressões, ele sentiu um estranho senso de parentesco que apenas pessoas que suportaram o dia com segurança poderiam compartilhar.
Caminhando pelo saguão, ele percorreu as rotas de ônibus em seu telefone. Do local de trabalho de Jeong-in, a Verixxa, até o Brannum Medical Center não era uma distância longa, mas exigia duas transferências.
Jeong-in deslizou uma alça da mochila para fora do ombro e enfiou seu crachá de funcionário, que pendia no pescoço, no bolso frontal da bolsa. E foi exatamente quando ele estava prestes a se mover em direção à entrada novamente.
— Saindo do trabalho?
Com a voz vinda de trás, Jeong-in encolheu levemente os ombros. Quando virou a cabeça, o rosto glamoroso de Victoria Ferguson apareceu. Jeong-in soltou um suspiro curto e a cumprimentou.
— Victoria.
Victoria Ferguson era uma bela mulher latina mestiça, com longos e volumosos cabelos cor de chocolate e olhos âmbar. Como sempre, ela exibiu um sorriso caloroso com os olhos e aproximou-se de Jeong-in.
Ela vestia uma blusa de seda azul-celeste com calças de silhueta elegante e saltos pretos brilhantes. Sua altura parecia ser de cerca de 1,70m, mas, com os saltos, Victoria era ligeiramente mais alta que Jeong-in.
Sempre que a via, ela parecia que deveria ser uma artista em vez de uma funcionária de uma empresa farmacêutica. No entanto, ser uma representante de vendas farmacêuticas como Victoria poderia ser melhor do que ser uma artista medíocre.
Representantes de vendas como ela eram famosas por serem “mercadorias valiosas”. Aparência excepcional e eloquência eram o básico, e sabia-se que recebiam compensações inimagináveis baseadas no desempenho de vendas.
Ela estufou as bochechas exageradamente para expressar insatisfação.
— Eu continuo pedindo para você me chamar de Vicky.
Mas Jeong-in não era um alvo tão fácil.
— Senhorita Ferguson.
— Oh meu Deus, esqueça. Apenas me chame de Victoria.
— Isso que é uma parede séria — resmungou Victoria, balançando a cabeça como se ele fosse formidável.
Os dois caminharam lado a lado pelo saguão e para o lado de fora. As portas automáticas abriram-se suavemente, e a luz inclinada do fim da tarde esticou suas sombras no chão.
— O que você vai fazer depois do trabalho, Jay? Quer jantar comigo?
Victoria mais uma vez convidou Jeong-in para um encontro.
No início, ele pensou que fosse apenas uma provocação brincalhona. Por volta da terceira vez, sentiu que era surpreendentemente sincero e, da quarta vez em diante, começou a se tornar um fardo.
Ela sempre revelara seu tipo ideal, dizendo que gostava de pessoas sábias, inteligentes e atenciosas. Que não suportava homens estúpidos que falavam demais como se fossem algo especial.
No entanto, Jeong-in não poderia ser o par dela.
— Como eu já disse antes, eu tenho um parceiro. É um homem, e estou a caminho de vê-lo agora.
Para emprestar a expressão de Justin, Jeong-in era um “ímã de garotas”. Estranhamente, as mulheres ao seu redor frequentemente se apaixonavam por ele.
Para Jeong-in, isso era completamente incompreensível.
Um pesquisador que trabalhava no mesmo laboratório e que se assumira gay também ficou bastante surpreso ao ouvir que o parceiro de Jeong-in era um homem. Ele agiu como se fosse uma mancha em seu currículo, dizendo que seu “gaydar” nunca havia falhado antes.
Com certeza, Victoria também não aceitou as palavras de Jeong-in pelo valor nominal.
— Você não tem uma mentira mais sincera?
Victoria não era alguém que recuava facilmente. Talvez aquela natureza tenaz estivesse diretamente ligada ao seu desempenho em vendas.
Jeong-in olhou diretamente para ela e falou com clareza.
— Meu namorado e eu namoramos desde o ensino médio. Frequentamos Harvard juntos, ele passou pela faculdade de medicina e agora está trabalhando como residente de cirurgia cardiotorácica.
Diante disso, Victoria juntou as mãos na frente do peito e soltou uma exclamação.
— Oh meu Deus! Isso é uma história de contos de fadas!
— É verdade.
— E a aparência dele? Por acaso ele é um príncipe de cabelos loiros e olhos azuis?
Ele ficou momentaneamente sem fala porque era exatamente como ela descrevera. Jeong-in moveu os lábios impotente e depois virou a cabeça bruscamente.
— …Não acredite se não quiser.
Decidindo não responder mais, Jeong-in apressou o passo. Mas o som rítmico dos saltos batendo no chão o seguiu rapidamente e, antes que percebesse, Victoria estava ao seu lado novamente.
— Você vai para casa? De bicicleta de novo hoje?
— Vou ao hospital. Retirar os pontos.
Hoje, Jeong-in planejava passar no hospital onde Chase estava para retirar os pontos e sair do trabalho junto com ele.
— Ah, você disse que sofreu um acidente de trânsito recentemente, certo? Sem sequelas?
Victoria olhou para Jeong-in com um rosto preocupado. A expressão brincalhona de momentos atrás tornara-se séria. Jeong-in respondeu com uma voz um pouco mais suave.
— Sim, estou bem. Apenas alguns pontos, só isso.
— Eu te dou uma carona até o hospital. Onde fica?
Observando Victoria sorrir abertamente enquanto jogava e pegava as chaves do carro no ar, Jeong-in soltou uma risada como quem se rende.
— Brannum Medical Center.
— Certo. Vamos lá.
Quando Victoria pressionou o controle remoto, um Mustang preto estacionado bem em frente ao prédio, na melhor vaga, piscou os faróis ao dar a partida. A carroceria preta brilhante e os assentos de couro vermelho visíveis através das janelas fechadas combinavam bem com ela.
Victoria encarou Jeong-in, que havia entrado no banco do passageiro.
— Você precisa colocar o cinto. A menos que queira que eu faça isso por você.
Um sorriso astuto com os cantos dos lábios levemente elevados, um tom brincalhão porém casual, um tempo de reação que não perdia nenhuma brecha e uma atitude desenvolta.
Ele sentira que aquilo era estranhamente familiar e agora entendia o porquê. Ela era a versão feminina de Chase Prescott.
Já que por acaso pensara nele, Jeong-in pegou o telefone e enviou uma mensagem para Chase.
Para Chay❤️: [Uma colega de trabalho está me dando carona até o hospital]
: [Deve levar cerca de 20 minutos]
Uma resposta simples veio de Chase dizendo que esperaria.
Enquanto isso, o Mustang preto saía do estacionamento com o som de um motor rosnante. Assim que entrou na estrada, o carro rapidamente ganhou velocidade e deslizou suavemente, costurando entre as faixas. Jeong-in segurou firmemente o cinto de segurança como se fosse uma tábua de salvação e arrependeu-se brevemente de sua decisão. Naquela velocidade, parecia que chegariam em 10 minutos, e não em 20.
Victoria, girando levemente o volante, olhou para o banco do passageiro.
— Passe bem o remédio. Uma cicatriz nessa pele bonita… até eu sinto pena.
Victoria costumava invejar particularmente a pele de Jeong-in, perguntando com frequência quais cosméticos ele usava e como cuidava dela.
— E, Jay. Eu estou falando sério. Quando eu disse que estou interessada, não disse apenas por dizer.
— Eu também estou falando sério. Quando eu disse que tenho um parceiro, não disse apenas por dizer.
Mesmo diante das palavras de Jeong-in, ela permaneceu firme.
— Você sabe quantos hospitais eu já fiz cancelarem os contratos com a Noderma para mudarem para os nossos medicamentos?
Grande confiança com um impulso implacável, olhos cheios de convicção. Quando ele soubera que ela havia subido para candidata a gerente de filial com um desempenho de vendas excepcional, ficara surpreso, mas agora só podia assentir.
O Mustang acelerando pela estrada parou no estacionamento do Brannum Medical Center. Jeong-in sentiu um leve alívio ao soltar o cinto e colocar a mão na maçaneta da porta.
— Você poderia ter apenas me deixado na rua… Obrigado.
Jeong-in agradeceu brevemente e saiu do banco do passageiro. Assim que fechou a porta e estava prestes a se afastar, ouviu outra porta de carro se fechar atrás dele.
Olhando para trás, Victoria havia saído do carro e caminhava em sua direção, puxando com uma mão a mala que representantes de vendas sempre arrastam por aí.
— Por que você está saindo?
— Já que estou aqui, pensei em passar e dar as caras para o diretor da farmácia deste hospital.
— …
Jeong-in semicerrou os olhos com desconfiança. Mas Victoria não se importou e aproximou-se com um sorriso descarado.
— Vamos.
Enquanto caminhavam naturalmente ombro a ombro, ele viu a silhueta de alguém se aproximando de longe. Um homem alto vestindo um jaleco branco sobre um uniforme cirúrgico azul.
Cabelos dourados que brilhavam como ouro sob o pôr do sol ondulavam como ondas.
— Você está aqui?
Chase, que se aproximara rapidamente, segurou o rosto de Jeong-in com uma mão, como se não pudesse ver mais ninguém ao lado dele, e abaixou a cabeça.
Ele pensou que Chase o beijaria levemente, como de costume. Mas, imediatamente, sua língua empurrou, abrindo seus lábios e alcançando o fundo de sua boca.
— Mm…
Chase era realmente bom em beijar. A princípio, Jeong-in tentara afastá-lo, consciente de que estavam no meio do estacionamento de um hospital, mas no momento em que sua língua roçou levemente a gengiva ao lado de seus molares, seus olhos se fecharam automaticamente.
Com a língua de Chase nadando suavemente dentro de sua boca, toda a força de seu corpo se esvaiu, como se um interruptor tivesse sido desligado. As mãos que tentaram empurrá-lo repousaram nos ombros de Chase. Enquanto isso, Chase apertou a cintura de Jeong-in como se a estivesse espremendo.
Somente após beijar sem pressa, como se tivessem todo o tempo do mundo, Chase libertou Jeong-in. A essa altura, os olhos de Jeong-in estavam nublados e sem foco.
— Ahem…
Ao som de Victoria limpando a garganta, o foco retornou aos olhos sonhadores de Jeong-in.
Em sua visão aguçada, ele viu o rosto de Chase. Com um canto da boca levemente levantado, ele exibia uma expressão como se tivesse conquistado a vitória.
Só então Jeong-in percebeu. Chase não estava alheio ao que os rodeava. Pelo contrário, ele o beijara precisamente por estar totalmente consciente disso. A visão de Victoria caminhando perto de Jeong-in, o olhar favorável dela para ele, parecia ter acionado seu sinal de alerta.
Victoria deu um sorriso amargo.
— …Não era mentira. Era tão parecido com um conto de fadas que pensei que fosse uma história que você inventou para me rejeitar.
Era um tom calmo, mas a emoção não havia desaparecido completamente. Dentro de sua resignação um tanto fria, ele podia sentir algo como um apego remanescente que inevitavelmente se infiltrara.
Tendo terminado de falar com Jeong-in, Victoria virou a cabeça para Chase. E estendeu a mão com bons modos.
— Olá. Sou Victoria Ferguson. Trabalho com o Jay na Verixxa.
Chase semicerrou os olhos e examinou lentamente o rosto dela. Então, assentiu brevemente e aceitou o aperto de mão.
— Sou Chase Prescott.
Assim que soltou a mão dela, Chase ostensivamente puxou o ombro de Jeong-in para um abraço.
— Obrigado por trazê-lo até aqui, sendo que você deve estar ocupada.
Havia um significado oculto naquela polidez. Expressar agradecimento em nome dele era um tipo de declaração. Uma exibição muito simples e clara de posse: “esta pessoa é minha”.
Victoria levantou o canto da boca.
— Eu quis trazê-lo, então me ofereci primeiro. O Jay é muito charmoso, sabe?
Ela continuou, olhando fixamente para o rosto de Jeong-in.
— Na verdade, eu gosto muito do Jay. Até trabalhamos na mesma empresa e, não importa o quanto eu o veja, nunca me canso.
Aquelas palavras carregavam uma nuance que parecia ostentar sutilmente o fato de que ela passava muito tempo com Jeong-in.
Uma inesperada disputa de poder eclodiu. Com Jeong-in no meio, uma tensão aguda fluía entre as duas pessoas que sorriam superficialmente.
Chase apontou para o carro de onde ela saíra.
— Então você deveria ir. Deve estar ocupada.
— Não. Também pretendo encontrar um médico que conheço.
— Entendo, então.
Chase, que exibira um sorriso docemente profissional, virou-se com o braço ainda em volta do ombro de Jeong-in.
— Vamos, “baby”.
Ele sentiu o rosto esquentar levemente com o termo carinhoso embaraçoso que Chase deve ter usado deliberadamente. Jeong-in virou a cabeça para Victoria e fez uma breve saudação.
— Vou entrando primeiro. Obrigado por hoje.
— …Certo.
Diante da reviravolta inesperada, um leve sentimento de derrota passou pelo rosto de Victoria. Deve ter sido uma sensação bastante desconhecida para ela. Parecia que ela realmente considerara a história do namorado que Jeong-in contara consistentemente apenas como uma desculpa para evitar encontros.
Enquanto caminhavam para o hospital grudados como se fossem um só corpo, Chase esfregou o rosto no ombro de Jeong-in e agiu de forma manhosa.
— Eu só consegui comer metade de um sanduíche o dia todo hoje.
Observando Chase agir como se fosse para o benefício de alguém, Jeong-in engoliu o riso internamente. E, fingindo não saber, ele entrou no jogo e acariciou suavemente o cabelo dele.
— Oh, não…
— Era minúsculo, como a palma da mão de um bebê.
— Eu vivo te dizendo para pelo menos comprar uma barra de chocolate na máquina de vendas. Vamos comer algo bom depois que você sair do trabalho.
— Deveríamos comer na Noel House Tavern? Eu quero bife.
— Sim, vamos fazer isso.
Mesmo sem virar a cabeça para verificar, ele percebia que o olhar de Victoria estava direcionado para eles. Mas decidiu não se importar. Se isso pudesse aliviar a ansiedade de Chase, mesmo que um pouco, ele de bom grado encenaria esse tipo de situação. Aliás, isso também ajudaria a traçar um limite claro com ela.
Os dois passaram pela entrada do hospital e seguiram pelo corredor em direção à sala de tratamento.
Chase ainda mantinha o braço em volta do ombro de Jeong-in. Não era particularmente incômodo para se mover, mas Jeong-in deu um toque no braço dele e disse:
— Chay, você já pode soltar agora.
— Não quero.
Chase continuou em um tom um tanto amuado.
— Eu realmente não posso baixar a guarda nem por um momento.
— Hum?
— Aquela pessoa de agora pouco era a que você mencionou antes, certo? A pessoa que foi número um em vendas no último trimestre. Victoria?
— Sim. Victoria Ferguson. Pelo visto, ela também entrou para a lista de candidatos a diretora regional de vendas de Boston desta vez.
Chase balançou a cabeça e disse:
— O Justin não estava nem um pouco errado. Jeong-in, você é realmente um ímã de garotas. No ensino médio foi Madison Wilkes, em Harvard foi Andrea Sherman, durante o seu mestrado… quem era mesmo, aquela garota coreano-americana que tocava violoncelo?
— Amy Kim?
— Isso, ela. E agora é a Victoria Ferguson.
Jeong-in soltou uma risada e puxou gentilmente a mão de Chase que envolvia seu ombro.
— Mesmo assim, elas não se comparam a você, Chay.
Sempre que ele ia a um pub ou clube junto com Chase, chegava ao ponto de não conseguirem manter conversas. As pessoas enviavam bebidas em intervalos de poucos minutos, aproximavam-se diretamente para conversar e pediam informações de contato.
Números de telefone escritos em guardanapos, olhares significativos, até comentários descarados que revelavam abertamente suas intenções.
Acontecia com tanta frequência que, eventualmente, eles criaram um manual para lidar com tais situações.
— As pessoas que se aproximam de mim são apenas aquelas cujas partes de baixo estão instigadas. Só há uma coisa que elas querem de mim.
Chase continuou com um sorriso amargo nos lábios.
— Mas as pessoas que se aproximam de você são diferentes. Elas se aproximam com sinceridade. Querendo passar muito tempo com você. Além disso, cada uma delas tem uma aparência excepcional e é bem resolvida também.
Jeong-in deu de ombros levemente.
— É mesmo?
— Quando eu morrer, doe meu corpo para uma instalação de pesquisa. Meu coração provavelmente vai estar torrado de ciúmes.
Chase bateu na área do peito com o punho algumas vezes, como se reclamasse de uma dor no peito.
Enquanto caminhavam lado a lado pelo corredor daquela forma, o olhar de Jeong-in inadvertidamente tocou uma placa pendurada na parede. No momento em que viu a placa onde se lia “Depósito de Suprimentos”, uma memória antiga subitamente veio à mente.
Cerca de 10 anos atrás, a festa de Halloween em Wincrest.
Chase estava vestindo um jaleco de médico naquela época também, exatamente como agora, e ele vestia uma bata de paciente, enquanto Justin estava fantasiado de enfermeiro com uniforme cirúrgico.
Instigados por Justin, os dois entraram em um depósito de suprimentos como se estivessem reencenando uma cena de um drama de romance médico, e compartilharam um beijo emocionante ali. Um beijo estranho e secreto no espaço escuro e estreito.
Antes que percebesse, Jeong-in havia parado de caminhar e ficou parado, olhando para o nada em frente à porta do depósito, relembrando o passado.
— Jeong-in?
Com a voz de Chase, os ombros de Jeong-in deram um leve sobressalto. Ele estava parado no fim do corredor com a porta da sala de tratamento entreaberta, gesticulando. Jeong-in moveu-se apressadamente e entrou na sala de tratamento.
O ar carregava levemente o cheiro de desinfetante, seguido pelo odor metálico de instrumentos médicos. Em uma das paredes, armários alinhados guardavam ordenadamente suprimentos como gaze estéril, bolsas de soro, ataduras e luvas, e no centro havia uma cama simples. Era um espaço preparado para suturas, curativos e procedimentos simples.
— Por favor, sente-se, paciente.
Chase disse brincando e fez Jeong-in sentar na cama.
Ele calçou as luvas de nitrilo com movimentos familiares e puxou com a ponta do pé uma cadeira redonda com rodas para se sentar à frente de Jeong-in. As duas pernas de Jeong-in, apoiadas na cama, ficaram presas entre os joelhos de Chase, que se sentou com as pernas abertas.
Chase pegou e segurou a mão de Jeong-in. Dedos longos mexiam no pulso de Jeong-in. O pulso de Jeong-in era fino o suficiente para ser facilmente envolvido apenas com o polegar e o indicador de Chase.
— Tão esguio.
— Suas mãos são grandes.
— É apenas fascinante.
— Há muita coisa para se fascinar.
Chase estava sempre maravilhado. Que alguém com um corpo tão esguio e delicado pudesse, simultaneamente, ser tão sólido e forte.
Jeong-in afastou levemente a mão de Chase que mexia em seu pulso, sem saber como o tempo passava.
— Pare com o assédio sexual e me examine.
— Ahem… Deixe-me dar uma olhada.
A gaze branca foi descascada lentamente, revelando a pele que estivera escondida por baixo. Chase inclinou levemente a cabeça e observou o ferimento de perto. A carne avermelhada e inchada havia cedido para um tom branco, e as marcas de laceração visíveis entre os pontos também estavam suavemente cicatrizadas.
— Cicatrizou bem.
— Graças a você, doutor.
Embora falasse como se estivesse acompanhando a brincadeira, havia sinceridade nisso.
Mesmo exausto do trabalho no hospital, Chase havia desinfetado o ferimento de Jeong-in e trocado o curativo sem pular um único dia. Não importava o quão tarde voltasse do hospital, não importava o quão exausto estivesse a ponto de desmoronar, ele nunca se esqueceu uma única vez.
Houve até um dia em que Jeong-in pegou no sono primeiro. Quando acordou de manhã, Chase já havia tomado banho, trocado de roupa e saído para o trabalho novamente. E no braço de Jeong-in, uma nova gaze estava fixada com capricho. Ele cuidara dele com tanta cautela que ele nem sequer sentira um sinal de sua presença.
Chase, segurando tesouras esterilizadas e pinças em ambas as mãos, puxou e cortou cuidadosamente a ponta de um ponto. Com uma sensação de picada, o fio roçou pela carne e saiu. Esse processo teve que ser repetido mais quatro vezes.
Jeong-in encarava Chase com a boca entreaberta.
Desde o cabelo suavemente ondulado até a ponte do nariz lisa e esculpida, os ombros largos cobertos pelo jaleco branco e as mãos grandes manuseando os instrumentos com habilidade.
Pensar que aquelas eram as mãos que exploraram habilmente cada parte de seu corpo por baixo das finas luvas médicas cor de marfim lhe dava uma sensação estranha. A nuca formigou com um calor extemporâneo subindo.
Chase falou sem tirar os olhos do antebraço de Jeong-in.
— Não olhe para mim com olhares tão quentes, paciente.
— Ah…
— Você vai assumir a responsabilidade se minha mão tremer e houver um acidente médico?
— …Sinto muito, doutor.
Parecia algum tipo de “roleplay” provocativo. Talvez por isso, palavras que normalmente nunca sairiam de sua boca vieram à mente.
— Hum… Doutor.
— Sim, o que foi?
Chase respondeu enquanto cortava cuidadosamente o último ponto e o puxava com cautela.
— Você faz visitas domiciliares?
A mão de Chase segurando a pinça parou.
— …Claro. Posso não parecer, mas vivo com o Juramento de Hipócrates profundamente gravado no meu coração. Contanto que haja um paciente, correrei para lá imediatamente, seja em uma nevasca ou do outro lado do mundo.
Diante de sua declaração solene, Jeong-in finalmente não conseguiu se conter e explodiu em uma risada.
— Tudo pronto.
Uma pomada branca foi espalhada finamente onde os pontos haviam sido removidos, e um curativo fino a cobriu cuidadosamente.
Chase disse em um tom severo que ele precisava aplicar a pomada consistentemente para evitar cicatrizes. Enquanto ele tirava as luvas e se levantava primeiro, Jeong-in perguntou.
— Você vai trocar de roupa, certo? Vou esperar no saguão.
— Hum… não, você pode ficar aqui? Eu volto logo.
— Hm? Bem, está bem.
Ele achou que sabia o que Chase estava pensando sem precisar perguntar. Ele não queria que Jeong-in ficasse sozinho no saguão e corresse o risco de encontrar Victoria novamente.
— Eu estarei aqui. Pode ir.
Chase beijou levemente a bochecha de Jeong-in e saiu.
Depois que a porta se fechou e tudo ficou em silêncio, Jeong-in deitou-se espalhado na cama e olhou fixamente para o teto, perdido em pensamentos.
Dizem que, quando você se apaixona, vê a outra pessoa através de lentes cor-de-rosa. As falhas tornam-se borradas e os pontos positivos brilham ainda mais.
Parecia que, aos olhos de Chase, ele aparecia dessa forma. Como alguém tão maravilhoso e incrível que chegava a ser preocupante e indutor de ansiedade.
Quando a espera se tornou mais longa do que o esperado, Jeong-in pegou seu telefone. Ultimamente, ele vinha pesquisando programas de doutorado.
A Verixxa, onde Jeong-in trabalhava, tinha acordos de cooperação acadêmico-industrial com Harvard e várias universidades próximas, e seu mestrado fora obtido como parte disso. Desta vez seria um desafio de longo prazo, mas ele achava que era algo necessário eventualmente.
Assim que entrou no site de admissões de Harvard, a porta se abriu de repente. Jeong-in sentou-se por reflexo. Felizmente, não era um estranho.
— Chay?
Chase ainda estava com o uniforme cirúrgico. O suor que ele não havia conseguido limpar brilhava em sua testa, e um olhar excitado pairava em torno de sua boca. A julgar pela respiração desordenada, parecia que ele tinha corrido todo o caminho até ali.
— Você está bem? O que aconteceu?
— Jeong-in, o que eu faço? Consegui uma chance de entrar em uma cirurgia de emergência. Um residente sênior não estava disponível, então disseram que qualquer um poderia entrar como substituto.
Os olhos de Jeong-in se arregalaram.
Participar de uma cirurgia era o sonho de todo residente. Especialmente para os do primeiro ano, a sala de operação era uma área muito restrita. Só era possível entrar quando um residente sênior experiente não estivesse disponível. Embora realizassem apenas tarefas básicas, como passar instrumentos e auxiliar na hemostasia, ainda era uma oportunidade de aprender observando diretamente o coração de um paciente.
Jeong-in tornou-se ainda mais urgente e gritou:
— Mas o que você está fazendo parado aqui? Você precisa ir agora mesmo!
— Eu te compenso mais tarde.
— Pare de falar e corra!
Chase virou-se para correr, depois parou. Ele voltou rapidamente, com o jaleco esvoaçando, e deixou um beijo curto e intenso nos lábios de Jeong-in. Então, correu pelo corredor como se estivesse se lançando.
Ao som de seus passos leves ecoando pelo corredor, um sorriso gentil brotou nos lábios de Jeong-in.
* * *
Toc toc.
Ao som da batida fraca, a mão de Jeong-in parou no teclado. O cursor piscava na tela do laptop. Pensando que poderia ter ouvido errado, ele virou a cabeça levemente para olhar para a porta.
Toc toc.
Desta vez ele ouviu claramente. Alguém estava batendo na porta.
A maior vantagem deste prédio era a segurança. Havia uma entrada comum no primeiro andar, e os visitantes geralmente tinham que apertar o interfone ali para entrar.
Mesmo que entrassem no prédio, funcionários do “concierge” estavam sempre posicionados no saguão, e pacotes ou entregas eram recebidos através de uma área de armazenamento designada separadamente.
Então, se alguém vinha até a porta para bater assim, havia uma alta possibilidade de ser um vizinho do mesmo prédio ou um funcionário do “concierge”.
Levantando-se de seu assento e caminhando até a porta, Jeong-in olhou para fora pelo olho mágico. Então, inclinou a cabeça e abriu a porta.
A pessoa parada à porta era Chase.
— Você perdeu sua chave?
Quando Jeong-in perguntou, Chase piscou inocentemente e disse:
— Chave? Estou aqui para uma visita domiciliar.
Jeong-in sorriu e virou-se para a sala primeiro, e Chase o seguiu com passos familiares.
— Eu queria vir vestindo o uniforme cirúrgico e o jaleco, mas o hospital não permitiu.
Chase resmungou enquanto tirava os tênis e trocava pelos chinelos de casa. Levar roupas cirúrgicas para fora era proibido por princípio para o controle de infecções.
Jeong-in avançou mais para dentro da sala e perguntou em um tom agradável:
— Como foi entrar na cirurgia hoje? Você aprendeu muito…
Antes que pudesse terminar de falar, seu braço foi agarrado. No momento seguinte, seu corpo foi envolvido pelas mãos de Chase e, quando deu por si, estava preso firmemente em seu abraço.
Foi tão repentino que ele ficou desorientado a princípio, mas logo um sorriso suave surgiu no rosto de Jeong-in.
— Hmm, o que diabos aconteceu?
— O Dr. Campbell, o cirurgião responsável, me deixou tocar o coração com as mãos.
A voz de Chase tremia levemente com uma emoção avassaladora.
— Para ser exato, foi no momento em que o coração começou a bater novamente. O sangue circulando, e o coração que havia parado começou a pulsar sob minha mão. Como se alguém tivesse capturado uma vida tentando escapar e a colocado de volta no lugar.
A cirurgia da qual ele participou hoje foi uma revascularização do miocárdio. Durante a cirurgia, eles ativam uma máquina coração-pulmão e param temporariamente o coração, para então passarem pelo processo de reconectar o fluxo sanguíneo e reanimar o órgão.
Embora fosse uma cirurgia realizada com relativa frequência, o coração era sempre especial.
Um órgão que faz as coisas começarem e faz as coisas paradas se moverem novamente. A própria vida, e o ponto de partida da existência.
Hoje, Chase havia retornado após ver com seus olhos, tocar com as pontas dos dedos e gravar profundamente em seu íntimo o momento em que a vida fora soprada de volta.
— É tudo graças a você, Jeong-in.
— Você estudou até a morte para fazer o MCAT, você foi para a faculdade de medicina, por que é graças a mim?
— Porque se você não estivesse lá, eu nem teria escolhido este caminho em primeiro lugar.
As mãos de Jeong-in, que estavam caídas, deram tapinhas gentis nas costas de Chase. De repente, uma ponta de travessura apareceu nos lábios de Jeong-in.
— Verdade. Se eu não estivesse lá, você provavelmente estaria fazendo um MBA em Harvard ou algo assim e dirigindo alguma megacorporação financeira. Voando por aí em um jato particular e recebendo toneladas de ofertas para entrar na política. Uau, isso teria sido realmente patético.
Jeong-in até acrescentou um suspiro exagerado de propósito. Era o seu jeito de brincar.
Mas Chase não riu. Em vez disso, ele falou com uma voz baixa e profunda.
— Eu te amo.
— …
Diante da confissão sincera lançada de repente, algum lugar no peito de Jeong-in pareceu um pouco pesado. A atmosfera lúdica assentou-se silenciosamente em um instante.
Jeong-in deslizou lentamente a mão que estivera batendo em suas costas pelas costas musculosas e irregulares dele. Então, ele afastou cuidadosamente o peito de Chase.
— Você não está cansado? Vamos nos lavar e dormir logo.
— Eu me lavei depois da cirurgia. E eu te disse, estou aqui para uma visita domiciliar.
Antes mesmo que essas palavras terminassem, Chase levantou Jeong-in colocando o braço sob seus quadris. Jeong-in, subitamente erguido no ar, arquejou de surpresa.
Chase dirigiu-se direto para o quarto. Logo o corpo de Jeong-in foi depositado na cama com um baque surdo.
— Com licença, eu sou um paciente.
— Como sou médico, sei que o paciente está totalmente recuperado. Você pode fazer exercícios extenuantes agora.
Os dois eram jovens e, por mais ocupados que estivessem, faziam amor sacrificando horas de sono. O sexo que continuara em intervalos de um ou dois dias havia parado depois que Jeong-in se machucou.
Desde então, limitara-se ao que chamavam de “sweater action”, onde ele alcançava por baixo das roupas e tocava seu peito. Eles haviam estabelecido um limite para si mesmos, sabendo que não seriam capazes de parar se fossem além. Fazia duas semanas, como se tivessem retornado aos dias de colégio.
Talvez por terem sido privados por tanto tempo, Chase hoje parecia muito mais impaciente do que o habitual. Sua respiração rude e ofegante transmitia uma excitação palpável e ardente.
— Deixe-me ver. Vou dar um beijinho no seu dodói.
“Dodói”? Aquele era um termo usado para ferimentos de crianças. Jeong-in soltou uma risadinha e semicerrou os olhos, olhando para Chase.
— Você é mesmo um médico?
— Sim. Deixe-me ver. Onde doeu?
Com o tempo tendo acabado de esfriar com o início de setembro, Jeong-in estava vestindo pijamas finos de mangas compridas. Se ele pretendesse olhar para o ferimento, bastaria dobrar a manga, mas Chase começou a desabotoar a parte de cima do pijama.
A impaciência podia ser sentida em seu rosto corado. As pontas de seus dedos apressados escorregaram várias vezes, errando os botões.
Assim que todos os botões foram desfeitos, Chase abriu a frente do pijama com as duas mãos, revelando o tronco de Jeong-in, sua pele pálida, mamilos pequenos e proeminentes e sua cintura esguia.
Seu olhar persistente varreu o corpo nu de Jeong-in e depois voltou para o seu rosto. Seus olhos, que eram de um azul muito brilhante, escureceram de desejo.
Chase, encarando intensamente os lábios de Jeong-in, que se abriram ligeiramente como se estivesse desconfortável, abaixou a cabeça como se não pudesse mais suportar.
Como se ele estivesse esperando, seus lábios se encontraram de forma úmida. Chase lambeu os lábios de Jeong-in e empurrou sua língua para dentro, inclinando a cabeça.
Logo, uma massa quente de carne empurrou através de seus dentes entreabertos e entrou. As bochechas de Jeong-in estufavam e recuavam como uma bala rolando enquanto sua língua nadava por toda a boca.
A saliva que transbordava era doce. Jeong-in, percebendo que também ansiara por este momento, envolveu seus braços ao redor do pescoço grosso de Chase.
A língua de Chase, que roçava o freio escorregadio e depois se curvava para cima, guiava os movimentos de Jeong-in. Um gemido escapou da garganta de Jeong-in.
— Mmmph…
Jeong-in sugou a língua de Chase freneticamente, com suas línguas entrelaçadas. A saliva transbordante agia como um lubrificante, fazendo suas línguas deslizarem.
Seus braços grossos cavaram sob a cintura de Jeong-in e o puxaram para si como se fosse esmagá-lo. Chase torceu a cabeça várias vezes, empurrando a língua profundamente como se quisesse alcançar a úvula de Jeong-in, lambendo o interior de seu paladar.
— Hic… Ugh…
Um som borbulhante, como se estivesse se afogando na água, veio da garganta ofegante de Jeong-in. No momento em que uma breve brecha se abriu para respirar, Chase sussurrou:
— Haa… Eu quero escrever na camiseta que você costumava usar, bem onde as fórmulas matemáticas estavam desenhadas. Bem aqui. “Propriedade de Chase Prescott”.
Os lábios baixos de Chase beijaram levemente o centro do peito de Jeong-in. Enquanto seu hálito quente se espalhava, seus mamilos endureceram instantaneamente.
Antes de conhecer Chase Prescott, Jeong-in nunca havia pensado no peito de um homem como uma parte sexual. Em vez disso, ele se perguntava por que não havia atrofiado, já que não servia para nenhuma função. Mas o peito de Jeong-in agora parecia outro órgão sexual.
Era isso que significava ser desenvolvido? Chase nunca deixava de acariciar o peito de Jeong-in antes da penetração e, agora, apenas o seu hálito tocando seu peito fazia seu corpo antecipar a penetração, com seu baixo ventre formigando.
Como esperado. O sangue acumulou-se abaixo do umbigo e ele sentiu seu centro inchando gradualmente.
Chase sentiu isso através de seus corpos inferiores unidos? Chase levantou a cabeça e olhou para Jeong-in. Seus olhos pretos como breu estavam nublados, seus lábios, agora mais vermelhos e úmidos, abriram-se levemente, exalando respirações úmidas. Até suas bochechas estavam vermelhas, como se estivesse com febre. Todos os vestígios de seu comportamento aguçado habitual haviam sumido, substituídos por um rosto mergulhado em cor.
— Você é tão lindo.
Com uma expressão de grande aflição, Chase continuou:
— Eu te amo. Tanto que quero gritar para o mundo inteiro que você é meu.
Chase olhou para Jeong-in com olhos cheios de emoções misturadas. Ele claramente possuía Jeong-in, e ainda possuía, mas sentia um desejo insaciável. Como a sede que aumenta ainda mais depois de beber água do mar, ele estava desesperado por mais.
Com um suspiro profundo, Chase baixou a cabeça para o peito de Jeong-in.
Quando seus olhos se encontraram, a língua de Chase lambeu levemente o mamilo como se o estivesse provando; as coxas de Jeong-in tremeram e sua testa se franziu. Seu pênis, preso dentro da cueca, estava rigidamente ereto e desconfortável. Querendo esfregá-lo em algum lugar, ele não conseguia manter o corpo parado e torceu a cintura, arrancando uma risada baixa e satisfeita de Chase.
Ele apertou o peito seco de Jeong-in com toda a força, fazendo seus mamilos se destacarem. Então, ele engoliu toda a aréola de uma só vez.
— Aangh…
Chase sugou seu peito avidamente, fazendo sons de estalo. Enquanto Chase aplicava pressão com a boca e enrolava o mamilo de Jeong-in com a língua, as mãos de Jeong-in, agarrando os lençóis, apertaram-se.
A mão de Chase, que estivera sob a cintura de Jeong-in, desceu e pressionou firmemente as nádegas de Jeong-in através da roupa. Jeong-in soltou um som gutural.
— Mmm…
Chase afastou os lábios do peito que estivera sugando e alcançou a cintura de Jeong-in.
— Vamos tirar sua calça. Vou dar um beijo no seu dodói.
— Isso… Hng, não é um dodói.
— Você vai se machucar logo. Vou beijar antes.
Sua calça e cueca foram arrancadas de uma vez só. A blusa de pijama que ele estava usando, que era pior do que não estar vestindo nada, também caiu no chão.
Chase rapidamente se livrou de suas próprias roupas e ajoelhou-se na cama, com o corpo nu. Seu pau enorme, como um porrete, balançava pesadamente com seus movimentos.
Um calafrio, fosse de antecipação ou nervosismo, percorreu as costas de Jeong-in. Arrepios surgiram por todos os seus braços e pernas.
Justo quando ele pensou que Chase logo o cobriria com seu peso quente e estável, duas mãos deslizaram sob suas axilas e gentilmente sentaram Jeong-in.
— Vem por cima de mim.
Chase deitou-se na cama primeiro e ajustou sua posição. Jeong-in subiu cuidadosamente em seu estômago. Quando ele estava prestes a rastejar pelo corpo dele, Chase, erguendo Jeong-in como uma boneca, girou-o para ficar de frente para os seus pés.
— Ah…
Jeong-in entendeu imediatamente o que ele pretendia fazer. Tendo passado tanto tempo juntos, eles já haviam tentado todas as posições, e não restava lugar neste condomínio que não tivessem explorado.
O corpo de Jeong-in foi puxado para trás. Assim que um calor úmido tocou a fenda de sua bunda, Jeong-in se viu sentado no rosto de Chase.
— Hng, Chay!
As mãos grandes de Chase separaram as nádegas de Jeong-in como se estivessem abrindo uma fruta. E no momento em que sua língua molhada tocou a membrana sensível, Jeong-in deu um sobressalto como se tivesse sentado no fogo e então desabou para frente.
Suas têmporas encontraram a pelve rígida de Chase.
— Haa…
À medida que sua visão turva retornava, a primeira coisa que viu foi a massa carnal massiva latejando bem na frente de seu rosto. Era um comprimento e uma espessura aos quais ele nunca conseguiria se acostumar. A pessoa que carregava tal coisa era incrível, mas o fato de que ele conseguia abraçá-la até a raiz agora parecia ainda mais milagroso.
— Se estiver entediado, brinque com isso.
Olhar para o pau de Chase sempre evocava uma sensação peculiar.
Aquela massa carnal, ereta como uma haste, era uma parte do corpo dele, mas entrava no corpo de Jeong-in e se tornava parte dele. Era uma parte do corpo que desempenhava funções inteiramente diferentes normalmente, mas na cama, era usada como uma ferramenta para despertar seu prazer.
— Ah…
Enquanto isso, a língua de Chase, que estivera traçando suavemente o buraco, movia-se com intensidade crescente. Chase, segurando as nádegas de Jeong-in separadas com uma mão, moveu a outra mão para o pau de Jeong-in, que alcançava sua clavícula, e o envolveu gentilmente.
— Hng…
As costas de Jeong-in tremeram enquanto ele estava sentado na mandíbula inferior de Chase. Ele exerceu toda a sua força nas coxas para evitar colocar peso sobre Chase. No entanto, seu corpo trêmulo apenas resultou em ele vibrando seu buraco e períneo contra os lábios e o queixo de Chase.
— Ugh, hng…
O corpo de Jeong-in, que estivera meio erguido, desabou novamente, trazendo seu rosto para mais perto da virilha de Chase. De sua virilha sempre perfeitamente raspada, um aroma rico e almiscarado emanava.
Com as mãos trêmulas, Jeong-in agarrou o corpo do pau de Chase. Ele puxou o pau de Chase, que se curvava em direção ao umbigo dele, para perto de si e levou os lábios à ponta romba.
— Mmm…
A reação de Chase foi imediata. Como se estivesse retribuindo o favor, ele esfregou e lambeu vigorosamente o buraco de Jeong-in, e então, de repente, enfiou a língua profundamente lá dentro.
— Ah… Haa…
Quando ele afastou os lábios da ponta, Chase empurrou sua pelve para frente insistentemente. Jeong-in agarrou o pau excitado novamente e abriu bem a boca, levando a grande glande para dentro.
Até mesmo engolir apenas a glande enchia sua boca, tornando o sexo oral adequado impossível. Jeong-in envolveu o corpo do pau, estufado de veias, com uma mão, acariciando-o para cima e para baixo para maximizar a área de superfície de fricção. Mas mesmo isso não durou muito.
— Haa, eu não consigo… mais.
Sua mandíbula doía tanto que Jeong-in finalmente cuspiu o pau de Chase. Ele então desabou sobre a virilha de Chase, sinalizando sua rendição.
A essa altura, o buraco de Jeong-in não estava apenas molhado, mas transbordando com uma saliva rala que encharcava seu períneo e escroto.
Chase retirou a língua, que estivera profundamente lá dentro, e esfregou gentilmente as dobras úmidas com o polegar como se as examinasse. Jeong-in tensionou o buraco por reflexo. O buraco contraiu, expelindo uma saliva espumosa.
Chase a lambeu com as pontas dos dedos e então enfiou três dedos de uma vez lá dentro.
— Ungh…
Seus movimentos eram sem hesitação. Com os dedos profundamente inseridos, Chase girou o pulso, pressionando e massageando o interior. Os quadris de Jeong-in empinavam sem parar.
Depois de alargar o buraco por um tempo mais longo que o normal, Chase retirou o conjunto de dedos.
Ele ergueu o corpo de Jeong-in e então se sentou. Jeong-in, ajoelhado e ofegante, tinha o corpo grande de Chase pressionado logo atrás dele.
Chase abraçou firmemente a parte superior do corpo de Jeong-in com um braço, então agarrou o próprio pau e encaixou o corpo dele na fenda das nádegas de Jeong-in. Enquanto movia os quadris lentamente, seu pau comprido se movia para frente e para trás na divisão.
O lubrificante natural, vazando em antecipação à penetração, molhou a área ao redor do cóccix de Jeong-in.
— Haa… Não consigo esperar. Vou colocar.
A ponta, pesada e já tocando a entrada aquecida e avermelhada pela estimulação contínua, a beijou. Então, a glande dura como pedra começou a penetrar, pressionando contra a pele.
— Agh…
O corpo inteiro de Jeong-in se tensionou, e seus olhos assustados se arregalaram. Mesmo com apenas a ponta da glande entrando, ele sentiu uma pressão opressora, como se sua pelve fosse se partir.
Ele podia sentir a passagem de duas semanas com seu corpo. Eles costumavam ser íntimos quase todos os dias, e Jeong-in às vezes conseguia acomodá-lo sem ter que relaxar demais e sem que isso lhe causasse dor. Mas agora, ele se preocupava se conseguiria aguentar até a metade dele.
Jeong-in virou a cabeça para trás para olhar para Chase.
— Haa… Você ficou maior?
Essa era quase a única explicação lógica para como ele se sentia agora.
— Hng, não. Não coloque tudo.
— Tudo bem, eu entendo.
Chase respondeu prontamente, mas vendo seus olhos nublados, Jeong-in sabia que não podia levar suas palavras ao pé da letra.
Assim que a glande inteira se alojou lá dentro, Chase soltou o aperto em seu pau e envolveu os braços em volta do estômago de Jeong-in. Então, ele começou a empurrar os quadris lentamente.
Ele sentiu uma presença imensa entrando, partindo as dobras delicadas das paredes internas uma a uma. O baixo ventre de Jeong-in involuntariamente apertava e relaxava, espremendo o invasor.
— Haa… Porra…
Chase descansou o queixo no ombro de Jeong-in e estremeceu. Ele movia os quadris para cima e para baixo com o pau inserido pela metade, e às vezes girava os quadris. A haste de carne quente girava lá dentro, alargando o buraco.
À medida que as paredes internas começaram a se adaptar lentamente, a penetração se aprofundou como se estivesse esperando. Chase, que vinha entrando mais fundo pouco a pouco, de repente empurrou a pelve para frente.
— Haa…!
— Haa…
Ambos gemeram simultaneamente. Foi uma penetração profunda, pressionando as nádegas de Jeong-in contra a pelve rígida de Chase até sentirem que seriam esmagadas. Jeong-in estremeceu com uma sensação de faíscas se acendendo dentro de sua barriga. Se ele não estivesse sendo segurado firmemente por Chase, teria caído para frente e enterrado o rosto no colchão.
— Haa… Está tão bom assim?
Chase beijou o ombro de Jeong-in e começou a empurrar os quadris rapidamente. A parte superior de seus corpos permaneceu pressionada, mas a parte inferior se separava e se encontrava com sons altos de estalos.
— Hng… Ugh, hng… Hngk…
— Eu consigo sentir. Haa… Aqui, eu dentro de você… Haa… Eu amo tanto isso.
Chase pressionou a palma da mão firmemente contra o baixo ventre de Jeong-in, onde o contorno de seu pau estava saltado.
— Hng…
Parecia que seu estômago estava sendo perfurado. Jeong-in lutou e tentou escapar de sua mão. Seu corpo libertado desabou para baixo. Ele acabou de bruços no colchão, com apenas as nádegas elevadas.
Chase, como se estivesse esperando, agarrou as nádegas de Jeong-in. Ele as apertou com tanta força que a carne saltava entre seus dedos. Com a outra mão, ele acariciou gentilmente o buraco, que estava bem aberto como se fosse para abraçar seu pau.
O interior das coxas de Jeong-in tremia. Era uma coceira insuportável, como insetos o roendo.
— Chay… Hng… Agh…
Chase desabou sobre Jeong-in, com o peito pressionando as costas dele. Ele beijou o antebraço de Jeong-in e roçou o nariz na pele ao redor da faixa.
— Jeong-in, haa… Estou tão fundo e quente dentro de você…
— Hng, ugh, hng…
— Posso meter mais forte?
Jeong-in já havia caído no reino do instinto. Se ele quisesse algo mais, teria apenas assentido.
Assim que recebeu o sinal de afirmação, Chase se ergueu e agarrou a pelve de Jeong-in como se fossem rédeas. Rangendo os dentes, ele começou a dar estocadas selvagens. O suor brotava em sua testa devido à concentração.
O corpo do pau dele, com veias saltadas como minhocas, entrava e saía rapidamente do buraco. O aperto era tanto que parecia que seus órgãos internos estavam sendo puxados para fora como ganchos quando a glande se retirava.
Jeong-in estava soluçando sem perceber quando começou.
Palavras em coreano escaparam novamente, mas o próprio Jeong-in não notou.
Os movimentos de quadril de Chase se ampliaram. Seu pau, que havia se retirado o suficiente para que apenas a glande ficasse exposta, mergulhou de volta como uma estaca.
Justo quando o prazer acumulado estava prestes a explodir, Chase empurrou o ombro de Jeong-in para o lado.
— Haa… Jeong-in, tente assim. Quero gozar olhando para o seu rosto.
— Haa!
Seu corpo girou com o pau ainda enterrado dentro dele. As paredes internas foram estimuladas, e uma sensação emocionante se espalhou por sua coluna, fazendo seus dedos dos pés encolherem involuntariamente.
No momento seguinte, Jeong-in se viu deitado de costas, olhando para o teto. Ele dobrou as pernas, apoiando as solas dos pés no peito de Chase.
Chase agarrou os tornozelos de Jeong-in e os trouxe sobre seus ombros. Então, ele começou a estocar em direção ao orgasmo como um louco.
Uma sensação como um choque elétrico disparou de dentro de seu períneo até o topo de sua cabeça. Estrelas explodiram diante de seus olhos. Ele sentiu como se seu cérebro estivesse derretendo, transformando-o em um idiota.
— Chay… Chay…
O prazer extremo que se aproximava do orgasmo às vezes trazia medo. Parecia ser empurrado de um penhasco de mil metros.
Jeong-in olhou para Chase com os olhos cheios de lágrimas e estendeu a mão.
— Hng, hng, me segura…
Chase imediatamente cobriu o corpo de Jeong-in com o seu. Seu corpo grande e quente era tão pesado que dificultava a respiração. Fosse nos ombros, nas costas ou nos antebraços, tudo o que ele tocava parecia pedra sólida.
Mesmo se tivesse nascido como algo além de humano, Jeong-in teria sido cativado. Chase Prescott seria um líder de matilha, onde quer que estivesse.
Enquanto seus olhos se encontravam, e ele pensava que os olhos azuis de Chase se assemelhavam aos de um lobo, Jeong-in retesou todo o seu corpo e começou a gozar. Enquanto seu pau massivo mergulhava para dentro e para fora, o sêmen jorrava como se estivesse sendo espremido.
— Haa… Eu vou gozar também… Hng, posso gozar?
Jeong-in assentiu freneticamente.
Quando Chase abaixou a cabeça para olhar para suas partes unidas, Jeong-in rapidamente envolveu o rosto dele com as duas mãos, fazendo-o olhar para ele.
Jeong-in amava ver Chase gozar.
Chase frequentemente mantinha uma postura irritantemente calma. O momento em que ele perdia essa habilidade e compostura habitual era agora. Ver seu rosto se contorcer em uma expressão que parecia de raiva, ou dor, lhe dava um êxtase mental mais intenso do que nunca.
— Agh… Hng… Jeong-in…
Chase arquejava como uma fera faminta diante de sua presa.
— Hng… Ugh, kgh…
Ele soltou gemidos de grande dor enquanto empurrava os quadris em um ritmo irregular. Observando-o se contorcer em prazer extremo, Jeong-in sentiu um deleite secreto.
Seu corpo grande e musculoso ficou tenso e relaxou várias vezes. Jeong-in podia sentir claramente o pau de Chase pulsando dentro dele, gozando.
Chase, que vinha estocando persistentemente mesmo durante o orgasmo, desabou para baixo somente após gozar a última gota.
O quarto, agora vários graus mais quente, estava preenchido por suas respirações pesadas.
— Haa… Jeong-in… Eu amo tanto isso…
— Hng, você está pesado…
— Eu não quero tirar…
Jeong-in deu tapinhas nas costas de Chase com a palma da mão, apressando-o. Um som pegajoso veio da pele úmida de suor.
Enquanto Chase levantava lentamente a pelve, seu pau semiereto, coberto por um sêmen turvo, deslizou para fora com um som úmido.
Plop. O colchão balançou quando Chase se deitou ao lado de Jeong-in. Seu peito ainda subia e descia pesadamente.
Jeong-in, perdido em um estado de exaustão após encarar o teto por um longo tempo, tentou se levantar apoiando-se nos cotovelos.
— Vou me lavar primeiro.
Mas seu braço foi segurado, e ele foi empurrado de volta para a cama. Deitado de lado, de costas para a cama, Chase se pressionou logo atrás de Jeong-in.
— Vamos trocar os lençóis de qualquer jeito, vamos fazer mais uma vez.
— Você tem trabalho amanhã. Estou cansado.
— Você só fica parado. Eu cuido de tudo. Tá bom?
Não houve tempo para esperar por uma resposta. Chase envolveu a cintura de Jeong-in com um braço, puxando-o para perto, e esfregou seu pau molhado contra a fenda das nádegas de Jeong-in.
Com um pouco de fricção, seu pau, que já estava recuperando a rigidez, encontrou a entrada. Então, como se estivesse em casa, ele se enterrou profundamente. O interior úmido e relaxado aceitou suavemente a grande massa de carne.
— Hng…
Segurando a cintura de Jeong-in com um braço, Chase deu estocadas por trás. O som de carne batendo contra carne se misturava ao som pegajoso da fricção do sêmen acumulado lá dentro.
— Haa… Eu amo tanto isso.
Ele deu estocadas rápidas em sucessão e, quando a vontade de chegar ao ápice o dominou, ele parou brevemente, roendo e mordendo as escápulas de Jeong-in para ganhar tempo. Então, quando a vontade diminuiu um pouco, ele começou a mover o corpo com entusiasmo novamente. As nádegas e as coxas de Jeong-in ficaram vermelhas como se ele tivesse sido chicoteado.
— Hnngh, olhe para mim. Por favor? Jeong-in… Olhe para mim.
Jeong-in virou a cabeça para trás e, como esperado, seus lábios se encontraram. Chase mordeu e sugou os lábios de Jeong-in como se quisesse arrancá-los, então inseriu a língua rudemente.
Como se fosse incapaz de inserir a língua livremente, Chase agarrou a mandíbula de Jeong-in com a mão. Sua boca se abriu o suficiente para fazer o osso da mandíbula doer, e sua língua grossa preencheu a boca de Jeong-in. Por ter virado a cabeça tanto para trás, os músculos esternocleidomastóideos de Jeong-in se destacavam claramente ao longo de sua nuca.
O quarto foi preenchido pelos sons úmidos de beijos e línguas entrelaçadas por um tempo.
— Ah, ugh…
Chase usou a força de seus quadris para balançar todo o corpo como uma onda. Seu pau, com a coroa proeminente, cutucava agudamente o interior de Jeong-in. A próstata, estimulada inúmeras vezes, estava inchada e enviava uma corrente elétrica através de seus membros toda vez que era tocada.
— Haaak, ugh… Chay! Heingh…
— Mmm… Jeong-in, haa… Jeong-in…
Chase pressionou os lábios no ouvido de Jeong-in e continuou chamando seu nome, suplicante.
O corpo de Jeong-in se contorcia incontrolavelmente, traindo sua vontade. Seus membros tremiam erraticamente. Ele não queria mostrar uma exibição tão feia, mas não conseguia controlar nada.
— Heeuungh…
O interior de seu abdômen se contraiu, e a área abaixo do esterno de Jeong-in se afundou. Junto com isso, seu clímax começou. Antes que pudesse fazer qualquer coisa, ele já havia derramado um fluido molhado nos lençóis.
Chase demorou um pouco mais para chegar ao ápice. Ele soltou gemidos pegajosos no ouvido de Jeong-in, com os quadris contraindo rapidamente.
O interior de Jeong-in, agora sensível após gozar, contorcia-se descontroladamente. Enquanto as paredes internas se retorciam e apertavam, Chase não conseguiu se segurar e gozou pela segunda vez. Desta vez, também foi uma quantidade tremenda, e demorou muito tempo.
— Haa… Isso é tão… Bom…
Como se prolongasse o brilho posterior de seu clímax, Chase acariciou o corpo de Jeong-in aqui e ali com as mãos e o beijou.
— Eu te amo, Jeong-in… Eu te amo de verdade.
Ouvindo a confissão fazendo cócegas em seu ouvido, Jeong-in não conseguiu mais resistir e caiu em um sono profundo.
Ele acordou com uma sensação sufocante, como se algo estivesse pressionando seu corpo. O culpado era o braço de Chase, descansando pesadamente sobre seu peito.
Ele estava segurando o corpo de Jeong-in, que estava deitado de costas, como uma criança se agarrando ao pai. No entanto, para uma criança, seus antebraços eram grossos e sólidos demais.
Jeong-in empurrou cuidadosamente o braço dele. Chase se mexeu durante o sono sem abrir os olhos, então deitou-se de costas, de frente para o teto. Pensando que era uma sorte ele não ter acordado, Jeong-in sentou-se com cuidado.
Seu corpo parecia limpo quando ele o tateou, e os lençóis da cama estavam tão impecáveis como se fossem novos. Ele viu o cesto perto do banheiro cheio de toalhas e lençóis. Chase havia limpado seu corpo com uma toalha úmida e até trocado a roupa de cama.
Ainda estava escuro do lado de fora da janela. Jeong-in estendeu a mão para o criado-mudo, pegou o telefone e verificou a hora.
4:50 da manhã. Não faltava muito tempo para Chase ter que acordar. Como já estava desperto, Jeong-in decidiu começar o dia um pouco mais cedo também.
Ele se lembrou dos esforços de Chase todas as manhãs para se preparar sem fazer um único som, e um canto de seu coração doeu. Hoje, ele decidiu esquentar um pouco de pão e fazer café enquanto Chase tomava banho.
Para espantar o resto do sono, Jeong-in recostou-se na cabeceira por um momento. Então, olhou para Chase, que estava deitado ao seu lado.
Um homem loiro dormindo pacificamente. Seus cílios eram longos, a ponte do nariz era distinta, e seu peito musculoso subia e descia lentamente a cada respiração. Ele parecia um jovem deus da mitologia grega que ele vira em desenhos animados quando criança, dormindo bem ali ao seu lado.
Era compreensível que Victoria pudesse tê-lo confundido com um personagem de ficção. Até ele mesmo, às vezes, achava difícil acreditar que um homem tão deslumbrante fosse seu.
De repente, ele recordou as palavras e ações de Chase quando encontraram Victoria ontem.
Ele sabia que Chase era uma pessoa ciumenta desde que ele confessou ter sido quem arrancou o cartão-postal do armário de Jeong-in, que Madison havia decorado no ensino médio.
Ele pensou que as coisas melhorariam à medida que os dias juntos aumentassem, mas Chase continuava o mesmo. Além disso, ele parecia ansioso ultimamente.
As palavras de Chase ecoavam em seus ouvidos. Parecia haver sinceridade escondida sob seu tom leve, e não era algo que ele pudesse simplesmente ignorar.
“Eu te amo. Tanto que quero gritar para o mundo inteiro que você é meu.”
Na verdade, Jeong-in vinha tendo pensamentos semelhantes ultimamente.
Se houvesse maneiras de declarar ao mundo que pertencemos um ao outro, quais seriam?
Até mesmo Jeong-in, que se orgulhava de ser mais esperto que a maioria, tornava-se um pouco cauteloso diante dessa pergunta.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna