Spin Off 04
❀ 7 Minutes Of Heaven 04
Spin Off 2 – The Jones
O tempo passou voando e agora faltavam exatamente duas semanas para o casamento.
Os dois smokings, que eles conseguiram ajustar sem que um descobrisse o modelo do outro, estavam prontos, e os cartões de confirmação de presença (RSVP) enviados com os convites já haviam sido todos recolhidos.
O organizador de casamentos contratado para gerenciar a cerimônia era certamente competente. Mas havia uma área que nem eles podiam resolver sozinhos: a organização dos assentos dos convidados.
Quem sentar onde, quem deveria evitar quem, quem deveria ser colocado junto para evitar constrangimentos. Apenas os próprios noivos sabiam dessas coisas.
Por isso, hoje, para a importante tarefa de organizar os lugares, os dois padrinhos deste casamento, Vivian e Justin, reuniram-se em um só lugar.
Vivian arregaçou as mangas e, mais uma vez, autonomeou-se estrategista-chefe. Mas ninguém se opôs. Ninguém conseguia igualar o entusiasmo e a paixão dela pelo primeiro casamento onde serviria como madrinha de honra.
— Cavalheiros, este é o último obstáculo. Prontos?
— Sim.
A sala de estar de Chase e Jeong-in parecia um centro de comando de operações.
Jeong-in e Vivian sentaram-se lado a lado no sofá, enquanto Justin sentou-se no chão com o laptop aberto na mesa de centro, pronto para seguir as instruções.
Enquanto isso, Chase estava no balcão da ilha da cozinha, sorrindo afetuosamente para os três reunidos de forma aconchegante na sala. A visão de três adultos seriamente amontoados parecia, de alguma forma, crianças brincando de casinha.
Ficar tão absorto em algo como a organização dos assentos… Balançando a cabeça, Chase preparou lanches para eles.
Ele assou nachos no forno para tirar a umidade, empilhou-os em um prato e adicionou fatias de bagel torradas crocantes ao lado. Para mergulhar, preparou guacamole e homus polvilhado com páprica defumada. Pensando que combinaria bem com cerveja gelada, tirou quatro garrafas da geladeira.
Quando ele dispôs os lanches em um lado da mesa de centro, Jeong-in, agradecido, deu um beijo leve na bochecha de Chase.
Chase pegou uma garrafa de cerveja e abriu a tampa. Em seguida, limpou levemente a boca da garrafa com a bainha da camiseta e a colocou na mão de Jeong-in. Foi uma consideração incrivelmente natural, como se estivesse enraizada há muito tempo.
— Não vai fazer o mesmo por nós?
Quando Vivian deu a entender, Chase riu e repetiu o mesmo movimento, entregando garrafas de cerveja tanto para Vivian quanto para Justin. Depois, acomodou-se no sofá de canto da sala, um bom lugar para observá-los.
— Agora, o Jay e eu vamos conferir os cartões de RSVP.
Os convites de casamento americanos costumam incluir cartões de RSVP. Eles têm espaços para preencher o status de presença, número de convidados, opções de refeição, etc., e um envelope de retorno com selo também é anexado para que o cartão possa ser enviado de volta. O endereço já vem impresso, então basta colocá-lo em uma caixa de correio para responder.
Para quem prepara um casamento, os RSVPs não eram apenas uma questão de cortesia. Tudo, desde a organização dos assentos até os tipos de refeição — como regular ou vegana, informações sobre alergias e até a quantidade de lembrancinhas —, dependia das informações escritas nesses cartões.
Hoje em dia, as respostas são frequentemente feitas através de sistemas online, como URLs de sites de RSVP ou códigos QR, mas Jeong-in e Chase também usaram o método tradicional. Porque as pessoas da família Prescott não conseguiam entender métodos tão convenientes. O casamento é uma cerimônia solene e simbólica, e buscar conveniência em tal evento é absurdo, diziam eles.
Duas semanas após o envio dos convites, a maioria das respostas havia chegado.
Cartões com nomes escritos à mão pelas pessoas tinham marcas de verificação e, ocasionalmente, breves mensagens de parabéns adicionadas.
— Nerd, abra a tela.
— Certo.
Às palavras de Vivian, Justin operou o laptop.
Em algum momento, o apelido “Nerd” não pertencia mais a Jeong-in. O apelido de Jeong-in fora atualizado de “Nerd” para “Jay”, e o título de Nerd transferiu-se naturalmente para Justin. Jeong-in estava secretamente orgulhoso, e Justin, que recebera um apelido de Vivian, também parecia silenciosamente satisfeito.
Logo, a tela do laptop de Justin foi espelhada na grande TV da sala de estar.
Um diagrama do local do casamento ao ar livre com mesas espalhadas apareceu na tela, e um programa de simulação que permitia organizar as pessoas em cada mesa foi executado. Parecia um programa de organização simples superficialmente, mas continha um algoritmo precisamente projetado em seu interior.
Não apenas os nomes dos convidados, mas informações detalhadas como ocupação, personalidade, número de acompanhantes e relações familiares podiam ser inseridas, e Justin havia codificado uma lógica para calcular as interações entre eles com base nesses dados.
Por exemplo, A e B tiveram um relacionamento romântico no passado, e B está comparecendo com outra pessoa agora, então é melhor colocá-los nas mesas mais distantes. Por outro lado, C e D são primos que se encontram após muito tempo, então, se sentados juntos, a conversa provavelmente será animada. O próprio programa analisava e sugeria tais combinações.
Clicar em uma mesa até exibia a atmosfera esperada daquela mesa em cores. Verde era estável, amarelo exigia cautela e vermelho significava potencial conflito. A cena do casamento, como uma mistura de festival e operação militar, estava sendo recriada na tela digital.
Vivian, parecendo bastante fascinada, pediu para usar este programa em seu próprio casamento. É claro que ela não estava namorando ninguém agora, mas se prepararia com antecedência.
— Você tira o primeiro cartão.
Vivian gesticulou para Jeong-in como se estivesse concedendo um grande favor. Jeong-in colocou a mão na caixa como se estivesse sorteando algo e puxou um envelope.
O nome que surgiu do primeiro cartão tirado imediatamente fez Chase franzir a testa.
— Victoria Ferguson.
Victoria Ferguson, uma representante de vendas da Verixxa que outrora tivera sentimentos por Jeong-in.
Mesmo após saber que Jeong-in tinha namorado, ela não havia se distanciado de fato. Dizendo que queria permanecer por perto nem que fosse como amiga, ela se aproximara de forma mais natural, e essa atitude frequentemente despertava a cautela de Chase.
Vivian tomou o cartão da mão de Jeong-in.
— Você precisa falar o que está escrito embaixo também. Victoria Ferguson. Ela marcou mais um acompanhante. Insira que ela trará um parceiro, Nerd.
A expressão de Chase, que estava franzida em desaprovação, suavizou-se um pouco apenas após ouvir “trará um parceiro”.
Diante do nome desconhecido, Vivian perguntou:
— Mas de quem é essa convidada?
— Minha convidada. Ela é funcionária da Verixxa, como eu.
— Vamos designar uma mesa para a Verixxa. Como provavelmente serão pessoas chatas, coloque no ponto mais próximo do edifício; atribua a mesa 16, Nerd.
— Certo.
Justin clicou silenciosamente na mesa 16 e inseriu “Verixxa” como o nome da mesa.
A organização dos convidados progrediu rapidamente. Pessoas que namoraram e terminaram mal foram sentadas longe uma da outra, e o parente de Chase que, aparentemente, agarrava quem estivesse por perto para divagar sobre seus problemas sempre que estava bêbado, foi sentado o mais longe possível do bar.
Sean McCarthy, colega médico de Chase, informou que compareceria sozinho. Vivian, que o encontrara na festa de noivado, rapidamente colocou seu próprio nome ao lado do dele, satisfazendo seu interesse pessoal. Era um privilégio desfrutado por aqueles que ajudavam na organização dos assentos.
Todos os ex-alunos de Wincrest convidados confirmaram presença. Até Darius, que estava em treinamento pessoal após o fim da temporada regular e dos playoffs, respondeu que compareceria com uma parceira.
— Este é o último! Terminamos!
A caixa que continha os cartões logo revelou seu fundo e, antes que a segunda garrafa de cerveja estivesse vazia, eles haviam terminado de inserir o último cartão.
Chase aplaudiu em admiração e Jeong-in esticou os dois braços acima da cabeça. Como quem entrega uma folha de prova e sai da sala de aula, seu rosto misturava satisfação, alívio e um leve cansaço.
Com isso, a parte dos noivos nos preparativos do casamento estava toda concluída.
As configurações do local do casamento, como decorações de flores e ensaios de som, foram todas delegadas a fornecedores de casamentos locais da Califórnia. Agora, restava apenas uma coisa: chegar em segurança a Bellacove três dias antes do casamento.
— Vocês trabalharam tão duro todo esse tempo.
Jeong-in expressou gratidão abraçando Vivian e Justin, os maiores colaboradores desta preparação.
— Terminamos, então vamos, Nerd.
Às palavras de Vivian, Justin rapidamente enfiou o laptop na mochila. Vivian, que havia reservado um hotel perto do Aeroporto Logan, também pegou sua jaqueta e se levantou, preparando-se para sair.
Vivian, que já havia se despedido e estava prestes a cruzar a porta da frente, exclamou de repente um “Ah!”, como se tivesse lembrado de algo. Ela se virou rapidamente e, forçando o corpo através da fresta da porta que se fechava, perguntou ao casal que estava parado lado a lado:
— Faltam pouco mais de duas semanas agora, vocês vão fazer jejum sexual?
— Hã?
— O quê?
Jeong-in e Chase responderam simultaneamente. Jeong-in, sem entender o que ela queria dizer, inclinou a cabeça, enquanto Chase inspirou profundamente meio segundo mais rápido.
Vivian repetiu a pergunta em um tom extremamente calmo e casual, como se estivesse confirmando itens básicos de um check-up de saúde:
— Vocês vão se abster? Muitos casais não fazem sexo por um mês antes do casamento. Especialmente casais que namoram há tanto tempo quanto vocês.
Chase rapidamente moveu os olhos para avaliar a reação de Jeong-in, então franziu a testa bruscamente.
— Você poderia não interferir nos assuntos particulares de outras pessoas?
Vivian continuou firmemente, como se esperasse tal reação:
— Comecem agora mesmo, a partir de hoje. São apenas duas semanas, de qualquer forma, e se vocês não conseguirem aguentar nem isso, vocês são sequer humanos?
As palavras de Vivian soaram leves como uma piada passageira, mas na verdade existem muitos casais assim.
Chamado de “jejum sexual” ou “período de abstinência pré-nupcial”, esse costume envolvia manter distância física e evitar contato sexual por um certo período logo antes do casamento.
Alguns diziam que usavam esse tempo para focar nos preparativos do casamento e reconstruir a intimidade emocional, enquanto outros o consideravam um ritual para maximizar o simbolismo do casamento como um “começo especial”.
Na verdade, alguns casais acreditavam que manter tal distância física criava uma tensão sexual explosiva após o casamento. Era uma produção emocional e um dispositivo psicológico para saudar a primeira noite após o casamento como se fosse verdadeiramente a primeira vez.
Chase apressadamente empurrou Vivian para fora de casa. Sua expressão continha desespero, e seu movimento de empurrar foi bastante óbvio.
Lançando um olhar para Jeong-in, ele imediatamente sentiu uma crise maior. A expressão de Jeong-in era incomum.
— Nós resolveremos isso sozinhos, então vá embora logo — disse Chase com uma voz urgente, mas mesmo enquanto Vivian cruzava a soleira, ela deixou um último comentário:
— Provem que não são feras! Isso é tudo pelo casamento perfeito de vocês!
— Só vai embora de uma vez!
Como se para impedi-la de voltar, Chase encostou as costas firmemente contra a porta da frente fechada. Após soltar um longo suspiro de alívio por ter mandado Vivian embora, quando levantou a cabeça, viu o rosto de Jeong-in ainda exibindo uma expressão séria.
Ao ver aquele rosto como se estivesse perdido em pensamentos, Chase sentiu uma ansiedade extrema percorrer friamente sua espinha.
A voz de Chase tremeu levemente enquanto ele perguntava, acreditando piamente que não poderia ser verdade:
— Você não está… ouvindo seriamente esse absurdo ridículo, está…?
Mas seu pressentimento sinistro, como sempre, nunca falhava.
— Ela tem um ponto. Não acho que ela esteja errada.
— Ela não tem ponto nenhum! Ela está errada! Completamente errada!
Os dois faziam sexo quase todos os dias. Não apenas nos primeiros anos, mas até recentemente também.
Houve uma época em que Chase pulou alguns dias enquanto se adaptava à agenda esmagadora no início de sua residência, mas isso foi breve. Ele rapidamente recuperou seu ritmo e, mesmo nos dias em que saía para o hospital de manhã cedo e voltava para casa tarde da noite, eles pegavam fogo no momento em que seus olhos se encontravam.
Era natural para dois homens vigorosos na casa dos vinte anos se aquecerem facilmente. Eles faziam sexo mesmo abrindo mão de comida e reduzindo o sono.
Eles nunca haviam ficado fisicamente separados por mais de um dia ou dois, no máximo. Como resultado, nunca houve uma seca sexual entre eles que durasse mais de uma semana.
— Acho que é uma boa maneira de sentir que o casamento é um novo começo.
A voz de Jeong-in era baixa, mas firme. Não parecia que ele estava simplesmente sendo influenciado pelas palavras de Vivian, mas sim que era o resultado de um raciocínio do qual ele mesmo se convencera.
Chase resistiu instintivamente. Seus olhos estavam cheios de ansiedade e urgência.
— Não é, tá? Você é novo para mim todos os dias. Que versão sua eu vou encontrar esta manhã — eu fico animado e nervoso todos os dias.
Chase estava desesperado. Para ele, “duas semanas de abstinência” não era apenas uma questão de paciência. Era uma provação severa, uma crise existencial.
— Chay…
— Ngh… Me chamar assim nesta situação é trapaça.
Quando Jeong-in o chamava com aquela voz tão baixa e suave, Chase sempre ficava indefeso. Como se todo o grande poder de persuasão estivesse contido naquela sílaba curta de apenas chamar seu nome, suas defesas sempre desmoronavam, de forma quase comicamente fácil.
Com um olhar de ressentimento persistente, ele contou os dias que faltavam para o casamento.
— O quê, ainda faltam 15 dias!
Seu lamento carregava toda a injustiça que sentia. Para ele, ouvir que teria que passar 15 dias sem tocar em Jeong-in não era diferente de ouvir que deveria atravessar um deserto sem água.
— O tempo voa. Se começarmos a contar de amanhã, são apenas duas semanas.
Jeong-in disse isso enquanto organizava um por um os cartões de confirmação de presença espalhados sobre a mesa. Seu tom era calmo, como se já tivesse se decidido.
Chase caminhou apressadamente para a cozinha sem dizer uma palavra. Jeong-in observou suas costas se afastando por um momento antes de desviar o olhar. Ele acreditava que Chase também logo faria um julgamento racional e entenderia sua decisão.
Enquanto isso, Chase despejou o café coado e já frio, que havia preparado naquela manhã, da cafeteira para uma caneca grande. Em seguida, ele engoliu o líquido fresco como se fosse água.
Tendo esvaziado rapidamente cerca de metade da caneca, ele se aproximou de Jeong-in e ofereceu o copo.
— Aqui.
Sentindo o aroma do café, Jeong-in franziu a testa e afastou a caneca.
— Café a esta hora da noite? Não, estou bem.
— Sério?
Chase recolheu a caneca, perguntando brevemente, e logo em seguida terminou o restante do café. Observando o pomo de adão dele subir e descer significativamente enquanto engolia, Jeong-in franziu ligeiramente a testa.
— Por que café de repente? Do nada.
Murmurando para si mesmo, Jeong-in voltou seu olhar e se concentrou em arrumar a mesa.
Ele colocou cuidadosamente os cartões, preenchidos com a caligrafia dos convidados, dentro de uma caixa. Ao colocar o último cartão e esticar o braço para a tampa da caixa, a mão de Chase agarrou o pulso de Jeong-in.
— Você disse que começa amanhã, então hoje ainda pode, certo?
— …Hã?
Chase arrancou a caixa da mão de Jeong-in e a deixou cair no chão. Então, com olhos que carregavam um brilho sombrio, ele se aproximou de Jeong-in. Seu olhar parecia um tanto sinistro.
— Nem pense em dormir esta noite.
Com essas palavras, o corpo de Jeong-in foi erguido no ar. Jeong-in, pego de surpresa, soltou um suspiro curto. Os braços de Chase sustentavam firmemente a cintura e as coxas de Jeong-in, e Jeong-in instintivamente envolveu seus braços nos ombros dele.
Segurando Jeong-in daquela forma, Chase caminhou em direção ao quarto com passos inabaláveis. Seu destino era a cama colocada no centro do cômodo.
Chase ajoelhou-se na cama e, em seguida, deitou Jeong-in suavemente no centro.
Ele pretendia saborear Jeong-in lentamente de agora em diante, sem pressa, muito parecido com a forma como os franceses saboreiam uma refeição de vários pratos.
Ele não apressaria nada, do aperitivo à sobremesa. Ele desfrutaria com os olhos antes de colocar na boca, saborearia seu aroma e só então o colocaria na língua, rolando-o lentamente pela boca para deixá-lo derreter.
Ele despiu Jeong-in mais lentamente do que o habitual. Sua camiseta, calças e cueca. A cada revelação da pele sob o tecido, ele absorvia cada ponto com os olhos e o tocava para sentir sua textura.
Jeong-in sentiu o rosto corar e mordeu o lábio. Ele se sentia como um prato artisticamente arrumado, esperando pela faca que logo o cortaria.
Completamente nu, os ombros de Jeong-in se encolheram levemente. Ele já tinha feito sexo com Chase inúmeras vezes, tantas que contar era sem sentido, mas, estranhamente, sentia-se tímido e nervoso todas as vezes.
A mão de Chase, como se medisse sua temperatura, tocou a testa redonda de Jeong-in e deslizou para cima, segurando o topo de sua cabeça para mantê-la firme. Então, ele se inclinou e beijou os lábios de Jeong-in. Com sons úmidos, ele sugou os lábios pequenos por um longo tempo e, habilmente, empurrou a língua entre os dentes.
A massa espessa de carne vagou pela boca de Jeong-in, explorando cada canto. Ela se contorcia devassa, traçando seus dentes e fazendo cócegas na gengiva logo abaixo. Cutucou a parte interna de suas bochechas até que elas ficassem estufadas, esfregou seu paladar e até sondou o fundo de sua garganta.
Então, como se o estivesse atraindo, ele tocou a língua de Jeong-in, puxando-a para fora, e as entrelaçou como cobras em acasalamento. Logo, Jeong-in, sem fôlego, arquejou e deu tapinhas no ombro de Chase, e os lábios de Chase deslizaram para sua bochecha.
— Haa… Chay…
Chase, prendendo os dentes com os lábios e mordiscando sua bochecha e têmpora, levou o lóbulo da orelha de Jeong-in à boca e o sugou com força. O som úmido ecoou nos ouvidos de Jeong-in, fazendo suas costas estremecerem involuntariamente.
Enquanto isso, Chase desceu um pouco mais, estendendo a língua e lambendo o pescoço de Jeong-in em um movimento longo e ascendente.
Ele provava obsessivamente o corpo inteiro de Jeong-in como se fosse devorá-lo por completo. Como uma criança que precisava colocar tudo na boca para ficar satisfeita, ele raspou a clavícula dele com os dentes e mordeu seu ombro com a boca bem aberta.
— Ah… Chay. Não morda com força.
— Desculpe. Doeu?
O problema era que ele parecia tão fofo, como um cachorrinho dando mordidinhas.
Sabendo que Jeong-in era vulnerável aos seus encantos, Chase deu um sorriso tímido e então enterrou o rosto de volta no “prato”, como se fosse comer. Em seguida, inseriu a língua na fresta entre o braço de Jeong-in, que estava pressionado contra o corpo, e o peito.
— Aah…
O movimento de sua língua, cutucando e acariciando a axila, era descarado. Alegando que todas as frestas do corpo eram sensuais, Chase não hesitou em lamber a virilha de Jeong-in, bem como suas axilas, entre seus dedos das mãos e entre os dedos dos pés.
Os lábios de Chase deslizaram lentamente pela pele pálida e morderam com força toda a areola de Jeong-in. Enquanto sua língua áspera passava pela areola algumas vezes, Jeong-in podia sentir claramente os pequenos caroços endurecendo e lentamente ficando pontiagudos.
Chase aplicou pressão, sugando como se quisesse extrair algo, e então moveu a língua dentro da boca. Os caroços eram dobrados e esmagados em várias direções.
Como se verificasse se ele estava sentindo direito, seu olhar se voltou para cima. Quando seus olhos se encontraram, com as pupilas dele largas e dilatadas, o estômago de Jeong-in revirou.
— Ngh…
Seus olhos pareciam brilhar estranhamente e, então, ele mordeu o mamilo de Jeong-in como se fosse arrancá-lo. Chase cerrou os dentes, roendo o mamilo.
Claramente doía, mas a sensação emocionante cutucava o seu baixo ventre e se espalhava como ondas. Uma sensação de formigamento, como eletricidade fluindo até os dedos dos pés, fez seus joelhos se juntarem involuntariamente.
O tecido áspero da camisa de Chase roçava na pele macia da parte interna de suas coxas.
Jeong-in franziu a testa, descontente por estar nu enquanto Chase estava totalmente vestido.
— Tire a sua logo também.
Diante das palavras de Jeong-in, os lábios de Chase se curvaram ligeiramente e ele perguntou de volta, sem vergonha:
— Quanto de gorjeta você vai me dar?
Ele de repente imitou um stripper que teria saído de uma despedida de solteiro. Jeong-in o repreendeu, dizendo “Isso não tem graça”, e lançou-lhe um olhar que dizia “Não brinque”, mas Chase parecia imperturbável, seus olhos azuis sorrindo de forma brincalhona e travessa.
— Tirar a parte de cima é $100, tirar tudo é $300.
— Eu disse que não tem graça.
Ignorando as palavras de Jeong-in, Chase levantou-se e sentou-se com os joelhos afastados. Então, sem qualquer constrangimento ou timidez, ele deliberadamente tirou a roupa como se estivesse se exibindo. Seus movimentos eram pausados e intencionais, como se estivesse realizando um strip-tease.
Sob a iluminação suave, sombras profundas caíam sobre o corpo nu de Chase. Os músculos ganhavam profundidade com as sombras, e seus ombros imponentemente largos pareciam ainda maiores quando estava nu do que quando vestido.
Os músculos firmes do peito dele se erguiam de forma atraente e, abaixo deles, seu abdômen definido era esculpido como uma tábua de madeira. Apenas olhar para a parte superior de seu corpo nu já deixava sua garganta seca.
— E aí? Vale a pena casar?
— Hã?
— Você mesmo disse. Que está se casando comigo estritamente por causa do meu rosto e do meu abdômen.
Isso foi o que Jeong-in disse durante a discussão sobre o acordo pré-nupcial.
Jeong-in deliberadamente percorreu o corpo nu dele de cima a baixo, como se estivesse lhe dando uma nota, e então respondeu com indiferença.
— Bem. Não é ruim.
— Ha.
Chase soltou uma risada vazia e passou lentamente a palma da mão pela parte superior do abdômen, onde o olhar de Jeong-in estava fixo, e então baixou deliberadamente a mão até a fivela do cinto. O gesto foi abertamente pretendido para parecer sensual.
Com movimentos pausados, como se tivesse todo o tempo do mundo, Chase desafivelou o cinto e abriu a frente das calças. Agarrando a cueca e a calça juntas, ele as puxou para baixo, e seu pau, que estava confinado à sua coxa direita sem ter para onde ir, saltou elasticamente e aderiu ao seu abdômen.
No centro de sua virilha meticulosamente depilada, seu pau, terrivelmente grande, balançou lentamente. Veias saltavam proeminentemente da base do pau até o baixo ventre.
— Ngh…
Sempre que via o pau ereto de Chase, algum lugar em seu corpo doía. Parecia ser perto das têmporas, ou dentro do umbigo, ou entre as coxas.
Jeong-in franziu a testa involuntariamente. Seu pau era de um rosa claro e reto, mas o problema era a glande triangular terrivelmente desenvolvida e as veias acidentadas que cercavam o pau.
Na verdade, a questão mais séria era o seu tamanho, que estava completamente fora da faixa normal.
— Toque nele.
Chase disse isso como se estivesse pedindo para ele tocar em um animalzinho inofensivo e digno de pena que precisasse de um toque humano. No entanto, seu pau erguia-se alto e ameaçador, como se fosse atacar Jeong-in a qualquer momento.
— O quê… como um tratador de zoológico me dizendo para tocar em um coelho ou hamster.
Mas o de Chase estava mais para uma píton do que para um coelho ou hamster.
Sem perceber, as palavras escaparam.
— …É nojento.
— O quê? É isso que você diz para o pau do seu futuro marido?
Jeong-in, com uma expressão de incredulidade, caiu na risada. Chase fez beicinho e cutucou o próprio pau.
— Viu? Você o magoou.
Mas o pau dele parecia robusto demais para ser magoado. Na verdade, a glande estava brilhando, úmida com o líquido de pré-gozo que havia escorrido ansiosamente.
— Já está molhado?
— Está chorando porque está triste. Dê um beijo nele como pedido de desculpas. Por favor?
Estava claro que ele queria um beijo, mas não nos lábios. E, a essa altura, esse ato era bastante familiar para Jeong-in.
Jeong-in sentou-se lentamente. Ele sacudiu todos os cobertores amassados para o chão, limpando o caminho, e virou-se para Chase. Então, sem hesitar, empurrou o ombro de Chase e o deitou. O corpo grande caiu, fazendo o colchão dar um solavanco.
Mãos brancas alcançaram as calças e a cueca de Chase, que estavam apoiadas no meio das coxas, e as tiraram com habilidade. Chase, levantando os quadris para ajudar Jeong-in a despi-lo, tinha os olhos brilhando de antecipação.
Jeong-in afastou os joelhos e posicionou-se entre as coxas de Chase, acomodando-se no espaço entre suas pernas. Então, ele se inclinou lentamente.
As mãos de Jeong-in repousaram nas coxas de Chase. Ele tocou levemente as pontas dos dedos na pele dele, traçando uma linha enquanto movia as mãos em direção à área do pau. Ao gesto que causava cócegas, os músculos maciços das coxas de Chase estremeceram.
Finalmente chegando ao seu destino, a mão de Jeong-in envolveu gentilmente o pau grande e quente. A parte mais grossa era muito mais grossa que o pulso de Jeong-in, por isso não cabia inteiramente em uma mão.
Além disso, não era apenas grosso e longo; era incrivelmente duro, parecendo um cano de plástico coberto por pele.
Depois de acariciar o pau, que era tão longo que levava um tempo para mover a mão para cima e para baixo, Jeong-in baixou lentamente os lábios.
Primeiro, ele beijou a glande. Então, estendeu a língua em ponta e lambeu ao redor da base, antes de lamber lentamente o caminho para cima pelo pau. Enquanto espalhava a língua pela glande e a esfregava, os músculos das coxas de Chase se contraíram como pedras.
— Mmm…
O gemido baixo que emanava de cima era doce.
Jeong-in olhou para o rosto de Chase. Seus olhos, geralmente um tanto afiados, agora estavam relaxados. Ele continuava lambendo os lábios como se estivessem secos, o que parecia incrivelmente decadente.
Instantaneamente, a temperatura do quarto subiu e o ar ficou denso.
Jeong-in abriu bem a boca e engoliu a glande. Mesmo isso já preenchia sua boca, não deixando espaço para se mover para frente e para trás. Enquanto segurava o pau dele, ele só conseguia mover a língua para dentro e para fora, esfregando a glande e parte do corpo.
No entanto, apenas com aquela carícia desajeitada, Chase já começou a gozar o líquido de pré-gozo. Sentindo o gosto levemente metálico em sua boca, Jeong-in abriu a garganta o máximo possível e inclinou a cabeça ainda mais para baixo.
Mesmo empurrando até a úvula, ele não conseguia acomodar nem metade. Embora Jeong-in já não fosse estranho ao sexo oral, o volume absoluto preenchendo sua boca era opressor todas as vezes. Ainda assim, era uma grande melhora o fato de ele não ter mais ânsia de vômito com a estimulação na garganta nem precisar correr para o banheiro.
Enquanto ele tentava levar a língua mais para baixo e envolver a garganta mais profundamente, Chase subitamente segurou o rosto de Jeong-in com as duas mãos. Ao puxar os quadris para trás, a glande dura bateu contra os dentes superiores de Jeong-in antes de deslizar para fora de sua boca.
— Ngh… Pare, Jeong-in.
Jeong-in olhou para Chase, com a boca ainda entreaberta. Sua mandíbula, esticada ao limite, doía, e a área atrás das orelhas parecia dormente.
— Por que… eu posso fazer mais.
— Não. Você vai machucar sua garganta. Não continue tentando ir tão fundo.
A garganta de Jeong-in era fraca. Ele sempre ficava com dor de garganta quando pegava um resfriado, e suas cordas vocais eram sensíveis, então sua voz falhava se ele as forçasse um pouco. Depois de gritar em meio a uma multidão em um show ou festival, ele sempre passava o dia seguinte com a voz rouca.
Ele era grande demais, e a boca de Jeong-in era pequena demais. Era impossível engoli-lo completamente de qualquer maneira e, além disso, Chase preferia ver Jeong-in com o seu pau na boca do que a sensação de receber o prazer oral em si.
— Agora eu vou fazer para você.
Chase, que havia se sentado subitamente, ergueu Jeong-in pela cintura e o deitou de costas.
Chase segurou as duas coxas internas de Jeong-in e dobrou suas pernas para cima. Os joelhos de Jeong-in ficaram acima de seus ombros, dobrando seu corpo ao meio. Suas nádegas se abriram naturalmente, revelando tudo, desde o seu buraco até o seu pau. Exposto ao teto, na posição que Jeong-in achava mais humilhante.
Jeong-in já sabia o que Chase estava prestes a fazer, como se pudesse ver na palma de sua mão. Hoje, também, ele pretendia dar prazer com a boca no lugar onde iria entrar. Enquanto examinava meticulosamente o rosto de Jeong-in.
— Eu não gosto disso. Prefiro ficar de bruços.
— Vamos apenas fazer assim. Eu quero ver o seu rosto. Tudo bem?
Sua voz suplicante, beijando as panturrilhas de Jeong-in que se contorciam como se pedissem para serem soltas, era cativante. Jeong-in não conseguia mais dar voz à sua recusa e só podia assistir impotente enquanto Chase baixava lentamente o rosto.
Logo, ele sentiu o hálito quente entre suas pernas. Chase pressionou o nariz contra o períneo de Jeong-in, esfregando-o suavemente como um beijo esquimó, e então balançou a cabeça para a esquerda e para a direita. Depois, ele beijou o buraco. Foi um beijo como um cumprimento.
O beijo se aprofundou, pressionando e achatando o nariz de Chase. Toda a parte inferior do rosto de Chase, do escroto ao períneo e à abertura, esfregava-se com força contra a pele macia.
Então, usando sua língua áspera, ele começou a esfregar o buraco. Ele mordiscou e abocanhou o períneo farto com seus lábios e dentes. Quando ele sugou o buraco completamente molhado com um som de sucção, Jeong-in sentiu uma pressão que parecia que suas paredes internas estavam sendo puxadas para fora.
A pele ao redor do buraco ficou vermelha, e seu períneo até a fenda das nádegas ficou escorregadio de saliva.
Chase pressionou a ponta da língua firmemente na dobra e entrou nas paredes internas. Enquanto ele movia a língua suavemente naquele estado, os dedos dos pés de Jeong-in se retesaram.
— Hngh… Nngh…
Tão estimulante quanto a sensação da carne úmida penetrando era a expressão de Chase, deliciando-se com a área entre suas pernas como se saboreasse uma comida deliciosa.
Os olhos de Chase, voltados para baixo e focados entre as coxas abertas de Jeong-in, e sua língua mergulhando no buraco eram claramente visíveis. Esta era uma posição onde cada expressão e ação de Chase ficava exposta. Era por isso que Jeong-in queria ficar de bruços, com as nádegas bem erguidas, uma posição tão estranha quanto esta.
Chase enfiava e tirava a língua repetidamente, observando a reação de Jeong-in. Enquanto Jeong-in apertava os olhos e depois os abria, ele via Chase, com a língua profunda dentro de sua parte mais secreta, encarando-o fixamente de volta.
Não fazia sentido suas pupilas estarem tão dilatadas, a menos que ele estivesse viciado em drogas. Um medo estranho floresceu, como se ele fosse ser consumido pelas pupilas negras que quase engoliam suas íris azuis.
A língua, tendo penetrado o mais fundo que podia, curvava-se na ponta e raspava as paredes internas enquanto se retirava. Então, mergulhava de volta, lambendo e provando cada ponto.
— Mmm…
Chase gemeu em uma voz terrivelmente baixa, como se tivesse provado uma sobremesa do céu. Sons úmidos e de sucção ecoavam continuamente, e Jeong-in sentia seu corpo se abrindo lentamente.
— Hnggg… Nngh…
As mãos de Jeong-in, que estavam agitando-se no ar, agarraram os lençóis. Seu pau, visível entre as coxas, estava rigidamente ereto sem que ele sequer tocasse. Um fluido claro que de alguma forma vazou formou um fio pegajoso conectando o abdômen e a glande de Jeong-in.
Os quadris de Jeong-in tremeram, a estimulação era tão tantalizante que ele queria esticar a mão e coçar. Embora estivesse apenas ali deitado recebendo prazer, sua respiração tornou-se irregular. O quarto espaçoso encheu-se com os sons ganciosos de algo sendo comido freneticamente e suspiros ofegantes.
— Haa, pare… Nngh, apenas, hngh, apenas me foda.
Isso equivalia a pedir para ser machucado.
Chase afastou o rosto lentamente. Seu olhar, baixado para a abertura brilhante e amolecida, parecia ascético, como se não tivesse acabado de enterrar o rosto ali.
— Haa… Haa… Nngh!
Enquanto ofegava por ar, um dedo longo e duro de repente mergulhou em seu buraco sem aviso.
Chase inseriu o dedo indicador até o fim e o puxou para fora, como se para confirmar. A abertura adaptou-se rapidamente, tendo sido feito ontem e anteontem. Chase então inseriu o dedo médio na abertura e girou levemente o pulso. A mucosa úmida agarrava-se como uma ventosa, aderindo aos seus dedos.
Chase lambeu os lábios, como se estivesse diante de comida, e pressionou seu corpo para perto.
Ele segurou seu pau e mirou no buraco. Ele o esfregou para cima e para baixo ao longo da fenda das nádegas de Jeong-in, depois o tocou contra o buraco, períneo e escroto. Ele estava tentando acalmar seu desejo urgente adiando a penetração.
Seu corpo tremia com uma excitação intensa, como se este fosse o último sexo de sua vida. Seus lábios pareciam secos com o desejo de enfiar tudo até o fim.
— Haa… eu não consigo. Jeong-in, você fica por cima.
Chase sabia que perderia o controle se permanecesse no comando. Por segurança, ele decidiu entregar as rédeas a Jeong-in. Ele deitou-se de costas no colchão e então ergueu o corpo de Jeong-in, sentando-o em cima dele.
Jeong-in, usando os joelhos como apoio, sentou-se de forma um pouco desajeitada sobre a pélvis de Chase. Para manter o equilíbrio, ele inclinou o tronco ligeiramente para a frente, apoiando as mãos no abdômen firme de Chase.
Chase segurou a cintura de Jeong-in com uma mão e usou a outra para guiar seu pau, ajustando suas posições como naves espaciais se acoplando. Então, ele esfregou sua glande ao longo da fenda das nádegas de Jeong-in. O fluido pegajoso que havia vazado agarrou-se úmido à entrada e ao períneo, facilitando uma penetração suave.
— Sente-se devagar.
— Você, hngh, fique parado.
Quando Jeong-in removeu as mãos de Chase de sua cintura e assumiu o controle, Chase soltou uma risadinha, seu corpo vibrando com diversão. Então, ele levantou as duas palmas das mãos em um gesto de rendição.
A luxúria torna as pessoas imprudentes. Respirando fundo, Jeong-in levou uma mão para baixo e segurou o pau de Chase, alinhando a carne romba com o buraco. Então, ele baixou os quadris levemente.
— Ah…
Mesmo estando bem lubrificado, o buraco era ridiculamente estreito em comparação ao pau de Chase, e mordiscava a ponta da glande.
— Hngh…
— Haa… Que delícia.
A reação de Chase foi imediata. Ele gemeu de forma densa e acariciou as coxas de Jeong-in com as duas mãos.
— Está apertado demais… Hngh…
A testa lisa de Chase franziu-se em sinal de incômodo. Suas mãos, que antes acariciavam as coxas, subiram, agarrando as nádegas de Jeong-in e as afastando como se fosse parti-las.
— Hiaa!
A abertura se alargou horizontalmente. Como uma cobra deslizando pela entrada estreita de uma caverna para dar o bote na presa, o pau de Chase separava as dobras das paredes internas uma por uma, enterrando-se na barriga de Jeong-in.
— Hngh…
Ao baixar o quadril, uma dor surda se espalhou por ele, como se seu corpo estivesse sendo dividido em dois. Quando o contorno distinto da glande roçou o ponto alto, ele sentiu um clarão diante dos olhos e suas entranhas se apertaram involuntariamente.
Gemidos irromperam de ambos simultaneamente.
— Haag….
— Nngh, por que você está se agarrando tanto hoje. Haa…
Faziam apenas duas semanas, mas eles agiam como amantes enfrentando uma longa separação, cada respiração desesperada e cheia de anseio.
Talvez por causa das circunstâncias. Chase sentia cada sentido aguçado. Parecia que o corpo de Jeong-in também estava excepcionalmente sensível hoje.
— Me segura mais fundo. Haa… Isso.
— Haa, Nngh…
A carne quente empurrava sem parar, as veias no corpo do pau raspando contra a mucosa macia.
Chase observava como se estivesse analisando, aceitando pausadamente o prazer que Jeong-in lhe dava. Suas mãos, incapazes de segurar o quadril de Jeong-in, vagavam para arranhar gentilmente os mamilos dele e depois traçavam uma linha rasa do esterno até o umbigo.
Então, ele cutucou levemente o umbigo estreito com o dedo indicador e desceu mais, acariciando suavemente os pelos pubianos macios enquanto aproveitava a penetração contínua.
Enquanto isso, o quadril de Jeong-in, que vinha baixando lentamente, finalmente tocou a virilha de Chase. Conforme seu corpo era preenchido, um leve contorno subiu no baixo ventre liso de Jeong-in.
— Aag…
As mãos de Jeong-in, apoiadas no abdômen rígido de Chase, fecharam-se involuntariamente como se agarrassem algo. Marcas vermelhas de unhas ficaram claramente impressas na pele uniformemente bronzeada dele, resultado de suas viagens para surfar.
Chase não conseguia tirar os olhos do rosto de Jeong-in. Sua testa estava profundamente franzida como se estivesse com dor, e suas sobrancelhas caíam de forma piedosa. Seus lábios, pressionados como se prendesse a respiração, estavam mais vermelhos e inchados de tanto serem mordidos pelos dentes. Apesar do rosto contorcido de dor, por que ele era tão bonito? Apenas olhar para ele fazia a ponta do pau de Chase latejar.
— Haa… Tão lindo…
Quando Chase, incapaz de se conter, levantou o quadril, o interior de Jeong-in teve convulsões e se contraiu bruscamente. A penetração súbita e profunda claramente estimulou o ponto alto.
— Haag!
Jeong-in torceu o quadril levemente para evitar a estimulação que raspava no ponto de contato, mas Chase era grande demais. Além disso, o limite nítido de sua glande inchada era tão claro que enganchava nas paredes internas como um gancho de escalada, tornando difícil a retirada sem uma penetração muito bruta.
— Haa…
Franzindo a testa, Jeong-in deu um tapa estalado no abdômen de Chase.
— Eu disse para você não se mexer.
— Desculpe, desculpe. Eu sei. Vou ficar parado.
Chase riu baixo e ergueu as mãos em rendição, mas seus olhos ainda brilhavam com travessura.
Jeong-in fechou os olhos e moveu-se com cuidado, focando na sensação. Ele balançou o quadril lentamente, como se estivesse nadando na água, aceitando profundamente a parte quente e dura de Chase em seu corpo.
Sua respiração ficou pesada e a velocidade dos movimentos de seu quadril aumentou gradualmente. À medida que a intensidade do prazer se aprofundava, Jeong-in começou a dizer “Bom” em coreano. Este era o momento que Chase tanto esperava.
Como se para ajudar os movimentos de Jeong-in, Chase empurrava o quadril para cima no ritmo da descida de Jeong-in. O ponto alto inchado era repetidamente esmagado pela glande que investia.
Os movimentos suaves de Jeong-in ganharam gradualmente mais elasticidade e velocidade. Sentindo a sensação erógena se espalhar de suas pernas por todo o corpo, Jeong-in quicava no corpo de Chase como se estivesse cavalgando.
Como se estivesse sentado em lenha em chamas, Jeong-in debatia-se descontroladamente, moendo-se por dentro. Quando sua próstata era estimulada, ele estremecia e erguia o quadril como se quisesse escapar, apenas para afundar de volta e sentir aquela sensação novamente.
Seu nariz formigava e seus olhos se encheram de lágrimas. Um soluço escapou de seus lábios secos.
— Ah, hack… Hnghh, haag…
— Haa… Cavalgue mais rápido, cowboy.
A mão de Chase segurava o pau de Jeong-in como se fossem rédeas.
Como se sua razão tivesse evaporado completamente, Jeong-in moveu-se de forma mais violenta. A cada quique, seu traseiro era cutucado e sua frente era esfregada pela palma áspera de Chase. Ele conseguia ouvir seu coração batendo forte como se estivesse bem ao lado de seus tímpanos.
— Haa… Nngh, hngh, hngh…
Jeong-in não conseguia acreditar em si mesmo, debatendo-se descontroladamente em cima de Chase em um estado de êxtase. Parecia que sua alma havia deixado o corpo; seu próprio corpo parecia estranho.
No entanto, Jeong-in não conseguia parar. Toda vez que ele afundava no pau de Chase, o prazer explodindo do fundo de seu corpo consumia sua razão, e sua mente se perdia.
E o mesmo valia para Chase.
— Mais… Me dê mais. Haa… Jeong-in.
Parecia estar sendo cutucado por uma gelatina firme, feita com muito colágeno. A cada estocada, ele sentia uma resistência agradável. Era um prazer que ele não encontrava em nenhum outro lugar, um prazer que apenas Jeong-in poderia dar.
Chase sentia um prazer intenso com o estado desgrenhado de Jeong-in, encharcado de êxtase, sua aparência habitualmente limpa e arrumada desaparecida. Seus olhos, normalmente límpidos, estavam nublados, e uma saliva rala escorria de seus lábios entreabertos. Lágrimas de dor fisiológica escorriam dos cantos de seus olhos enquanto Jeong-in soluçava continuamente.
— Hngg, hngg… Hngh… Hiaa!
Quando seu ponto alto foi esmagado como se estivesse sendo moído em um pilão, ele soltou um som que era quase um grito. Jeong-in cobriu rapidamente a boca com uma mão.
— Por quê? Haa… Sua voz, hngh, deixe-me ouvi-la.
— Não, hngh, não. Os Whitmore… Hngh, eles vão ouvir.
Além da parede do quarto principal onde estavam, ficava o escritório de seus vizinhos, os Whitmore.
— Se nos encontrarmos amanhã, direi que fui eu.
— Isso não faz, hahk… sentido nenhum.
Ele teimosamente manteve a boca fechada, mas logo os soluços escaparam novamente. Aqueles gritos piedosos logo se transformaram em gemidos de prazer.
— Heuk… Hngg, hngh… Haa, hiaa, haag…
Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna