Spin Off 04.2
❀ 7 Minutes Of Heaven 04, Parte 2
Spin Off 2 – The Jones
Se ele não estivesse gostando, poderia parar. No entanto, Jeong-in não conseguia parar de se mover.
Sem sequer notar o olhar persistente de Chase observando seu rosto soluçante, Jeong-in estava completamente absorto no prazer. Toda a autoconsciência sobre sua aparência, se seu estado impulsionado pelo instinto era desagradável, havia desaparecido há muito tempo.
Os movimentos rítmicos de Jeong-in vacilaram e tornaram-se desorganizados. Conforme o prazer ultrapassava seu limite, seu corpo, como um robô quebrado, dava solavancos e recusava-se a se mover como ele desejava.
Como se percebesse o dilema de Jeong-in, Chase começou a se mover em seu lugar. Ele investiu a pélvis com força, usando sua força central.
A penetração intensificada fez as entranhas de Jeong-in revirarem.
Chase estremeceu novamente. O corpo de Jeong-in era perigosamente viciante. Ao entrar, um calafrio agradável o percorria como se estivesse abrindo algo, e ao retirar, apertava com força como se estivesse torcendo roupa, como se para extrair o gozo.
— Haa… Seu interior, hngh, é tão bom…
A expressão de Chase tornou-se atordoada, como se estivesse perdido no êxtase, e ele investiu o quadril descontroladamente. Ele ainda segurava o pau de Jeong-in em uma das mãos.
Slap, slap. Com sons como se estivesse sendo chicoteado, a visão de Jeong-in embaçou. Todo o seu períneo parecia que ia explodir e suas coxas tremiam incontrolavelmente.
— Solte! Sua mão, hngh, solte o meu pau!
Em algum momento, Jeong-in percebeu que gozar apenas por trás era mais emocionante. Se estimular seu corpo parecia espremer o prazer de sua virilha, gozar por trás produzia um prazer como se fosse atingido por eletricidade em todo o corpo.
Chase rapidamente soltou a mão do pau de Jeong-in. E no momento seguinte, Jeong-in soltou um grito agudo e estancou. A energia condensada explodiu em uma onda de prazer.
— Haag!
Todo o seu corpo estagnou e suas pupilas negras vibraram com um tremor impossível para a vontade humana. Suas pálpebras oscilaram minuciosamente e, então, suas pupilas reviraram para cima, revelando o branco de seus olhos.
Ao mesmo tempo, da ponta do pau ereto e balançante de Jeong-in, o gozo jorrou. Como ele vinha gozando com frequência, o fluido ralo espirrou em todas as direções devido aos movimentos contínuos de Chase.
Chase, com um olhar de grande satisfação e admiração por provocar uma ejaculação tão explosiva em Jeong-in, continuou a investir o quadril. Ele lambeu o gozo de Jeong-in que havia respingado em seus lábios e disse:
— Haa… É como o 4 de julho.
Ele quis dizer que o 4 de julho era o Dia da Independência Americana e o lembrava dos fogos de artifício tradicionalmente soltos naquele dia.
Os membros de Jeong-in tremeram e ele terminou de gozar. Conforme perdia as forças, as duas mãos de Chase seguraram firmemente o corpo de Jeong-in, que habitualmente desabava para a frente.
Ainda com o pau dentro de Jeong-in, Chase sentou-se e puxou para perto Jeong-in, que estava sentado de frente para ele sobre suas coxas.
Em uma posição onde se fazia o maior contato pele a pele possível, ele abraçou Jeong-in apertado e moeu o quadril profundamente. O balanço do colchão ajudava em seus movimentos.
Ele movia o corpo de Jeong-in para cima e para baixo, e também esfregava sua pélvis lentamente. Além dos movimentos de pistão de entrada e saída, ele balançava o quadril em todas as direções, esticando o buraco e moendo o interior enquanto ainda estava inserido.
O pau de Jeong-in, agora primorosamente sensível por ter acabado de gozar, era esfregado vigorosamente contra o abdômen de Chase.
— Haa… Dói…
Chase ofegava no ouvido de Jeong-in enquanto continuava a balançar o quadril.
— Haa… Aguente só mais um pouco. Nngh… Eu, nngh, estou quase lá.
A voz, densa de excitação, vibrava perto de seu ouvido. Um leve calafrio percorreu a espinha de Jeong-in. A voz de Chase, que já era baixa, aprofundou-se com uma ressonância naquele momento, como o rosnado de uma fera.
— Hhht, haa… Jeong-in, entrelace suas pernas em mim.
— Hngh… Nngh…
Diante da voz misturada com respirações irregulares, Jeong-in mal conseguiu se mover. Ele levantou as solas dos pés do colchão e lentamente envolveu as pernas na cintura de Chase. Suas pernas se abriram ainda mais, trazendo seus corpos para um contato mais profundo.
Jeong-in enterrou o rosto no ombro de Chase, encolhendo-se como se buscasse um lugar para se esconder.
— Haa… heuk, hht, keuut…
Chase, que vinha se contorcendo como se estivesse em uma luta enquanto abraçava a cintura de Jeong-in com força suficiente para quebrá-la, estancou ao sentir um relâmpago de prazer.
Jeong-in sentiu o pau dele pulsar fortemente dentro de si. O buraco no meio da glande dilatava-se gananciosamente enquanto despejava o gozo em seu estômago.
— Huu… Eu adoro isso.
Depois de gozar, Chase afastou um pouco o corpo, acariciou gentilmente o rosto de Jeong-in, úmido de suor e lágrimas, e então retirou-se lentamente. Ele puxou o pau tão devagar quanto o desrolhar de uma garrafa de champanhe.
— Haa…
O corpo de Jeong-in tremeu levemente com a sensação da glande grossa enganchando no buraco antes de deslizar para fora.
Chase manteve as coxas de Jeong-in afastadas e olhou fixamente para o buraco. Por mais que ele tivesse gozado lá dentro, um muco pegajoso começou a escorrer preguiçosamente depois de um longo tempo. Fosse pela sensação remanescente ou pelo desejo de mais, o buraco vermelho vivo e aquecido partiu-se como uma boca desafiadora.
Chase segurou seu pau, espalhou o gozo que havia vazado na ponta e o esfregou contra o buraco de Jeong-in. O muco branco ficou preso entre as dobras densas do buraco, fazendo uma bagunça. Nesse ínterim, ele ficou totalmente ereto novamente.
A maioria dos homens na casa dos vinte anos é cheia de vigor, mas Chase era excepcionalmente diferente. Seu gozo era lento e totalmente controlável, e sua ereção era rápida. Uma segunda ereção ocorria antes mesmo que a primeira tivesse diminuído.
Poderia ser o que todos os homens sonham, mas era uma história diferente se a pessoa que recebia não tivesse uma resistência comparável.
Antes que Jeong-in pudesse sequer recuperar o fôlego disperso, uma mão suave acariciou suas laterais e cintura. Então, ele foi naturalmente puxado para um abraço e virado de bruços.
— Vou estocar de um ângulo diferente.
Seu tom era tão gentil quanto o de um enfermeiro oferecendo uma injeção indolor.
Chase subiu em cima de Jeong-in, que estava deitado de bruços na cama. Sentando-se perto de suas coxas, ele envolveu as nádegas de Jeong-in com as duas mãos e as afastou ligeiramente. Então, alinhou a ponta de seu pau com o buraco e estocou para dentro enquanto se inclinava sobre Jeong-in.
— Hhup…
As paredes internas, escorregadias pelo gozo derramado, aceitaram seu pau sem resistência. Com respirações quentes e úmidas, uma língua molhada penetrou no ouvido de Jeong-in. Sondando o estreito canal auditivo com a ponta da língua, Chase ergueu a parte inferior do corpo e a golpeou para baixo. A visão de Jeong-in ficou branca.
As estocadas de Chase ganharam velocidade rapidamente. Cada vez que ele retirava o pau, um som úmido ecoava, e o gozo acumulado entre as dobras das paredes internas vazava com espuma, respingando aqui e ali.
— Haa… Está bom?
Chase perguntou, pressionando os lábios contra a têmpora de Jeong-in. Sua voz, pesada de umidade, aquecia o ouvido úmido de Jeong-in.
A mão de Chase sobrepôs-se à de Jeong-in, que agarrava os lençóis.
O tempo todo, toques suaves, beijos gentis e uma voz mansa continuavam, mas, embaixo, uma massa de carne rígida e excitada estocava violentamente no buraco.
O pau de Jeong-in era esmagado e esfregado contra os lençóis. Os lençóis, trocados recentemente para a primavera, eram macios, mas tinham uma textura ligeiramente áspera ao toque. Conforme as fibras grossas roçavam em sua glande, Jeong-in se contorcia e lutava.
— Haa, ah! Haak… Não, eu não gosto! Haa, eu não gosto disso…!
Assustado com a reação súbita e feroz, Chase recuou os quadris, com o rosto confuso, e deitou Jeong-in de costas. Uma poça redonda de gozo, de sabe-se lá quando foi cuspida, havia se formado na área onde o pau de Jeong-in estivera.
— Haa…
Chase soltou uma risada vazia.
Jeong-in estava tremendo pelos efeitos posteriores de um gozo inesperado, mas Chase ainda não havia atingido o seu clímax.
Chase colocou uma das coxas de Jeong-in entre seus próprios joelhos e levantou a outra perna. O corpo de Jeong-in virou-se metade para o lado, e seu tornozelo seguro foi apoiado sobre o ombro de Chase. Suas pernas se cruzaram como tesouras.
Chase puxou uma das pernas de Jeong-in em seu abraço, aproximou-se entre suas virilhas e enfiou seu pau.
— Aagh…
Parecia que um pau estranho havia entrado nele. As protuberâncias em sua glande e as veias ásperas ao redor do corpo do pau raspavam as paredes internas em um ângulo diferente.
No quarto silencioso, dois suspiros ásperos se misturavam.
— Haa… Bom?
— Heeut… Haa…
Como Jeong-in só conseguia gemer sem responder, Chase puxou a perna segurada com mais força. Então, ele investiu o quadril como uma fera, chamando repetidamente o nome de Jeong-in como se estivesse implorando.
— Jeong-in… Haa… Jeong-in…
Um pau tão grosso quanto o antebraço de uma criança entrava e saía rapidamente da abertura. A respiração de Chase ficou irregular, como durante um exercício intenso.
— Haa, heut, acho que vou gozar de novo.
Ele mudava de posição quando queria segurar o gozo. Desta vez, a posição mudou com ele ainda inserido. Chase baixou as pernas de Jeong-in, entrou entre suas coxas afastadas e então segurou a parte de trás de seus joelhos. Ele dobrou o corpo dele para cima, exatamente como fizera quando lambeu pela primeira vez a parte inferior de Jeong-in.
— Eut…
Jeong-in, que estudava genética e biologia como cientista, conhecia bem as estratégias reprodutivas. Em muitas espécies, incluindo os humanos, a “competição de esperma” é uma estratégia evolutiva importante.
Ela tinha dois componentes: “alcançar profundidade” e “volume de gozo”.
Indivíduos com órgãos reprodutores longos, capazes de alcançar o fundo, e aqueles grossos o suficiente para evitar a expulsão do gozo, possuindo gozo abundante, tinham mais probabilidade de sucesso em espalhar seus genes e, por esse motivo, eram reconhecidos como machos superiores em inúmeras espécies.
Jeong-in testemunhou o momento em que a estratégia genética e os desejos primais de Chase se entrelaçaram enquanto ele se aproximava do gozo. Como se um impulso instintivo de plantar sua semente na parte mais profunda do corpo do outro tivesse sido acionado, Chase desejava uma penetração profunda quando estava perto do clímax.
Chase pressionou a parte de trás das coxas de Jeong-in com as duas mãos e sentou-se sobre o corpo dobrado. Ele colocou os pés na cama e baixou o corpo como se fizesse um agachamento. Seu pau mergulhou direto de cima para baixo.
— Haaaah!
— Haa…
Era uma posição em que as nádegas e as coxas de quem estava deitado ficavam esticadas, permitindo que a parte inferior dos corpos se encaixasse perfeitamente. Também era conhecida como a posição que permitia a penetração mais profunda.
O pau de Chase, estocando verticalmente com o peso extra, agitava seus órgãos internos.
Chase golpeava o corpo para baixo, inserindo fundo o suficiente para que seus testículos pesados batessem contra a fenda da bunda de Jeong-in, e então retirava completamente até a ponta da glande. Por causa disso, Jeong-in tinha que sentir repetidamente a sensação de inserção e reinserção.
— Heeuk… Hagh…
O som do atrito do ar e do gozo ecoava lá de baixo. Jeong-in quase gritou com o pau dele arando suas entranhas.
— Aag… Haaek…
— Haa… Tão bom…
Chase se expressava sem reservas, olhando para o rosto de Jeong-in abaixo dele.
Nesta posição, onde a cabeça fica mais baixa que o coração, o sangue corre para a cabeça, intensificando o orgasmo. De fato, o rosto de Jeong-in estava vermelho e corado.
Seu rosto pequeno, balançando a cabeça repetidamente como se quisesse escapar e espalhando lágrimas, era patético e digno de pena, mas despertava algo profundo dentro de Chase.
— Heut, acho que vou gozar de novo.
Chase, com os olhos avermelhados, sorriu de forma inapropriada. Sua cabeça ligeiramente abaixada, sorrindo timidamente, combinada com sua voz falha e gemida, o deixava incrivelmente sedutor.
Chase baixou o corpo e ajoelhou-se sobre as pernas dobradas de Jeong-in. Então, ele puxou Jeong-in, dobrado ao meio, para um abraço completo. O abraço era tão apertado que restringia a respiração, quase como se estivesse amarrado.
Completamente subjugado, Jeong-in nada podia fazer. Ele só conseguia se contorcer e gritar como se estivesse prestes a desmaiar com a penetração que parecia cavar seu estômago.
Os movimentos de seu quadril tornaram-se cada vez mais rápidos. Era um gesto primal, confiando apenas no instinto.
A sensação vertiginosa que começou entre suas pernas subiu por sua espinha até o topo da cabeça. Jeong-in piscou os olhos cheios de lágrimas em vão. Em momentos de prazer avassalador que embaçavam sua visão, ele sentia que perderia a consciência a qualquer momento.
Naquele instante, Chase ergueu o queixo de Jeong-in com o dedo indicador.
— Jeong-in, sua língua… Por favor, coloque a língua para fora.
Jeong-in mal conseguiu colocar a língua para fora, em ponta. Suas línguas se entrelaçaram descontroladamente fora de suas bocas. Chase engoliu, mordendo a língua de Jeong-in para dentro de sua boca. Então, ele a sugou ferozmente, como se tentasse arrancá-la pela raiz, e investiu o quadril em movimentos curtos e rápidos.
Enquanto seu pau esfregava rapidamente contra a área sensível, as paredes internas de Jeong-in se contraíram com força.
— Heeut…
— Euk…
O fogo que havia começado entre suas pernas parecia estar se espalhando por todo o seu corpo, queimando-o até a ponta dos membros. Como se alguém tivesse acendido um sinalizador dentro de seus olhos, dentro de sua cabeça, fogos de artifício explodiam em sua visão, embora seus olhos estivessem claramente fechados.
— Heeuk…
Este foi o terceiro gozo de Jeong-in. Não havia sobrado muito para sair, apenas algumas gotas de um líquido turvo escorreram da ponta de seu pau descansando entre as pernas. Ele não conseguia dizer se seus olhos estavam abertos ou fechados.
Enquanto isso, Chase ainda estava gozando, seu corpo dando solavancos intermitentes. Mesmo enquanto gozava, ele investiu o quadril várias vezes, cerrando os músculos das nádegas com força, e gozou até a última gota dentro de Jeong-in.
— Heeu… Haa…
Conforme seu corpo dobrado se endireitava, todos os seus músculos gritavam de dor. Os cílios de Jeong-in, grudados e encharcados de lágrimas, tremeram e baixaram.
Uma sensação de exaustão o dominou, seus membros pareciam pesados como se estivessem carregados de chumbo. Mas com as mãos de Chase mais uma vez acariciando seu quadril, ele vagamente previu que a noite não terminaria assim.
Quando ele recobrou os sentidos, estava debaixo d’água. O box do chuveiro era espaçoso o suficiente para cinco ou seis pessoas, mas os dois estavam prensados contra uma parede como se estivessem em um elevador lotado.
A água quente caía implacavelmente de cima, e ele via uma parede de azulejos de mármore diante de seus olhos. E, por trás dele, um pilar de carne rígido perfurava repetidamente entre suas pernas.
— Haaek…
O som da carne batendo contra a carne ecoava mais alto devido à água que caía. O ruído úmido e de chapinhada reverberava pelo banheiro cheio de vapor.
— Chay, heut… Eu, eu quero parar…
Como roupa batida em um ciclo de centrifugação, todo o corpo de Jeong-in era sacudido e espremido. Ele já havia perdido a conta de quantas vezes tinha gozado. Não havia mais nada para sair, e tocar em seu pau só trazia dor.
— Haa… Desculpe. Só mais uma vez.
As pontas dos dedos de Jeong-in, agarrando a parede do banheiro, ficaram brancas. Os dedos de seus pés subiam no ar cada vez que Chase investia o quadril por trás.
Suas pernas, que tremiam como se estivessem prestes a ceder, finalmente fraquejaram. Conforme seus joelhos dobraram e seu equilíbrio vacilou, Chase envolveu os braços em volta do baixo ventre de Jeong-in e o ergueu. Os pés pendentes de Jeong-in deixaram o chão e subiram no ar.
Enquanto os antebraços de Chase pressionavam seu abdômen, suas entranhas se apertaram naturalmente. Chase tremeu com o êxtase do aperto extremo, e Jeong-in sentiu seu próprio interior inchar como se o pau dele estivesse crescendo de forma anormal.
— Heeut, tão apertado… Vou enlouquecer…
Chase, erguendo Jeong-in por trás, investiu o quadril com força. As pernas de Jeong-in, suspensas no ar, balançavam frouxamente.
— Chay! Haa, isso, isso é estranho! Heut, estranho!
Parecia segurar a vontade de urinar por horas. Jeong-in olhou para sua metade inferior com uma expressão precária, sentindo a crise de sua bexiga prestes a estourar. Seu pau inutilmente ereto, sem nada restando para expelir, balançava como um pêndulo.
— Chay! Estou com medo… Chay!
Sentindo uma sensação de queda de uma grande altura, Jeong-in chamou desesperadamente por Chase, arranhando freneticamente os braços em volta de sua barriga. Chase, segurando Jeong-in com um braço, esticou o outro para baixo, segurou o pau de Jeong-in e o esfregou.
— Ah! Haa… Haa, hee, heuk, hak…
Jeong-in arquejou e sufocou, como se tivesse perdido o ritmo da respiração e estivesse sofrendo de hiperventilação.
E então, do pau de Jeong-in, que tremia pateticamente acima de seu escroto encolhido, um líquido claro escorreu.
— Haa…
Chase sentiu como se sua visão tivesse ficado momentaneamente vermelha. Poderia a cabeça de uma pessoa girar tanto por luxúria excessiva?
Ele desceu a mão um pouco mais e envolveu o escroto de Jeong-in com a palma da mão. As duas pequenas e fofas esferas, geralmente perceptíveis, estavam agora significativamente menores e pressionadas firmemente contra seu pau.
— Está vazio aqui, por isso encolheu. Haa… Tão fofo.
Normalmente, Jeong-in teria lançado um olhar fulminante com o orgulho ferido ou dado um soco no braço de Chase, mas ele nem sequer tinha forças para isso agora.
Sentindo o desejo avassalador de gozar, Chase ergueu o corpo de Jeong-in e o segurou com mais força. Então, rangendo os dentes, investiu o quadril como se não fosse deixar um único rastro para trás.
Os pés de Jeong-in, suspensos no ar, debatiam-se. Ele sentia que deveria estar implorando por sua vida em vez de dizer que gostava. Mas sua razão havia desmoronado, e todas as palavras em inglês que conhecia haviam evaporado de sua mente. Ele se sentia como uma folha em branco. No fim, apenas uma palavra escapou de seus lábios.
— Por favor… Por favor…
Chase exalava respirações irregulares ao lado do ouvido de Jeong-in. Parecia que uma fera estava respirando com a boca aberta bem ao seu lado, enviando um calafrio pelo seu pescoço apesar da água quente.
— Ah… Jeong-in, keut…
Logo, com uma voz rouca, Chase soltou um gemido denso e começou a gozar mais uma vez.
— Haa… Haa…
O box do chuveiro, tomado pelo vapor, estava preenchido pelas respirações ofegantes de duas pessoas.
Depois de gozar, Chase colocou Jeong-in no chão cuidadosamente e retirou o quadril lentamente. Conforme o corpo longo se retirava, um pouco da membrana mucosa rosada foi puxada para fora antes de se retrair de volta para as dobras.
Jeong-in, com as mãos trêmulas, agarrou a parede e mal conseguiu abrir os olhos. Ele sentiu seu buraco sobrecarregado escancarado contra a sua vontade.
Baixando a cabeça, ele viu um fluido pálido, espesso e viscoso escorrendo entre seus pés. A última coisa que a visão de Jeong-in capturou foi o fluido turvo misturando-se ao fluxo de água e rodopiando pelo ralo.
Com essa cena, a consciência de Jeong-in também se desvaneceu, como se estivesse sendo puxada para algum lugar.
Após aquela última noite quente e gloriosa, os sintomas de abstinência começaram no terceiro dia.
Chase esticava a mão como se estivesse possuído, mesmo dormindo. Sonolento, ele tateava a cintura de Jeong-in sob o cobertor ou enterrava o rosto em sua nuca. Ele também se pressionava logo atrás de Jeong-in enquanto este dormia de lado e esfregava sutilmente a parte inferior de seu corpo.
Em cada uma dessas vezes, Jeong-in removia silenciosamente as mãos de Chase e suspirava como se estivesse exausto. Então, na madrugada da noite passada, pensando que aquilo não podia continuar, ele se mudou discretamente para dormir no quarto de hóspedes.
— Jeong-in! Onde você está?
Depois de terminar seu turno da noite e chegar em casa, Chase correu o olhar pela casa antes mesmo de tirar os sapatos. Jeong-in, no meio dos preparativos para o trabalho, estava trocando de roupa no closet.
— Aqui!
Ao seu chamado alto, Chase seguiu a voz e apareceu no closet. Tendo acabado de tomar banho, com o cabelo ainda ligeiramente úmido, Jeong-in estava vestindo as calças sobre o corpo que trajava apenas uma cueca.
— Foi difícil, certo? Vá logo se lavar e dormir. Você deve estar cansado.
Jeong-in disse enquanto pegava um cinto de couro marrom. Chase nem sequer respondeu e não tinha a menor intenção de trocar suas próprias roupas, apenas encarando Jeong-in com um olhar vago.
— Ah! Minha tia-avó está vindo da Coreia. Ela chega por volta do meio-dia de sexta-feira.
Jeong-in disse enquanto prendia o cinto com movimentos praticados.
Suzy havia informado a família na Coreia sobre a notícia do casamento de Jeong-in. Ambos os pais haviam falecido cedo, e ele era o terceiro de quatro irmãos, com um irmão e uma irmã mais velhos e uma irmã mais nova. Mas apenas uma pessoa expressou a intenção de comparecer — apenas sua tia-avó.
Suzy disse a Jeong-in que todos estavam ocupados e tinham suas próprias circunstâncias, então não havia o que fazer. Mas Jeong-in sabia. Aquela não era a história toda. Algumas pessoas ficariam desconfortáveis por ser um casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Chase se ofereceu para cobrir todas as passagens aéreas, acomodação e outras despesas necessárias para a família na Coreia. Uma celebração não deveria ter o dinheiro como obstáculo. Mas Jeong-in recusou firmemente a oferta.
Tempo e dinheiro eram, claro, grandes obstáculos. Mas, mesmo assim, ele só queria pessoas que viessem apesar disso. Ele queria apenas aqueles que genuinamente celebrariam este casamento ao seu lado. Ele não queria pessoas vindo para umas férias gratuitas na América.
Claro, para aqueles que viessem, ele planejava fazer com que o tempo e o gasto investidos não fossem em nada desperdiçados, ou que até os superassem. Acomodações surpreendentemente maravilhosas e upgrades de voo, passeios locais e outras recompensas materiais. Mas isso só era possível quando a “sinceridade” era a premissa.
Chase observou Jeong-in em silêncio e perguntou com cuidado: não seria uma desconfiança excessiva? Tratar a família dessa maneira poderia ser interpretado como um tipo de teste por eles, não poderia?
Ele falou em um tom misto de preocupação e cuidado, mas o coração de Jeong-in estava firme.
Chase ficou em silêncio por um momento, mas logo assentiu. Ele agora sabia que a cautela de Jeong-in e sua natureza excessivamente precavida faziam parte de seu caráter.
Jeong-in queria receber apenas felicitações sinceras, mesmo que isso significasse passar por esse processo de filtrar as pessoas. E Chase decidiu não ir contra esse desejo.
— Minha tia vai ficar tão surpresa quando descobrir, de repente, que o assento dela mudou para a classe executiva, não vai? Devemos ir buscá-la no aeroporto?
Jeong-in perguntou enquanto pegava uma camiseta branca cuidadosamente dobrada na prateleira. Ele parecia muito animado imaginando o rosto de sua tia com os olhos arregalados. No entanto, Chase estava apenas encarando fixamente o peito de Jeong-in ou, mais precisamente, apenas seus mamilos rosa-claro.
Jeong-in apontou para o próprio peito com os dedos indicador e médio, e depois moveu essa mão para cima para apontar para seus olhos.
— Meus olhos são aqui.
— …Hã?
Chase parecia não ter ouvido a pergunta de Jeong-in. Seu rosto parecia atordoado, como se toda a atividade cerebral tivesse parado.
— Eu disse que minha tia-avó está vindo da Coreia. Com meu primo.
— Ah… certo. Coreia… A Coreia é boa.
Observando o rosto ainda paralisado de Chase, Jeong-in balançou a cabeça. Percebendo que ele não tinha condições de conversar, Jeong-in vestiu rapidamente a camiseta para cobrir o corpo.
Chase aproximou-se lentamente, com o olhar ainda fixo na área do peito coberta pelo tecido branco. Ele fingiu abraçar Jeong-in e trouxe seu corpo para perto, então levou as mãos às costas dele e agarrou gentilmente as nádegas de Jeong-in. Era uma clara violação das regras.
— Chay.
Chase falou com uma voz tingida de desespero.
— Podemos só colocar para fora e esfregar um pouco?
— O que você quer dizer com “esfregar um pouco”? Nada de esfregar.
— Então você pode apenas me mostrar seu peito como antes? Eu faço sozinho.
— Você sabe que isso não é permitido.
Então Chase mudou de tática e implorou como alguém que tivesse sofrido a maior injustiça do mundo.
— E se os testículos preciosos do seu marido apodrecerem e caírem por causa disso? Você vai assumir a responsabilidade?
— …Você é mesmo um médico?
Jeong-in balançou a cabeça com incredulidade e continuou.
— Eu também estudei biologia. Se você não gozar por um certo período, o corpo absorve o esperma desnecessário por conta própria ou o reabsorve na urina ou no sangue.
Chase desesperou-se e ressentiu a inteligência de Jeong-in. Jeong-in vestiu um suéter de malha por cima da camiseta e ofereceu uma solução simples.
— Você pode simplesmente fazer sozinho no chuveiro.
Aquele não era realmente um método eficaz, e certamente não era o tipo de método que Chase queria.
— Meu pau ficou esperto. Ele reconhece o dono.
— Ah! Já é hora de… estou atrasado. Já volto.
Jeong-in plantou um beijo na bochecha de Chase e saiu rapidamente do closet. Sem dar sequer uma olhada na virilha de Chase, que estava com um volume espesso como se fosse rasgar o tecido.
Chase estava experimentando sintomas de abstinência de forma clássica. Primeiro, ele sofreu de ansiedade e nervosismo por não poder tocar em Jeong-in; depois de alguns dias, suas flutuações emocionais tornaram-se severas e, então, até sua atenção ficou dispersa. Agora, no décimo dia, ele começara a falar bobagens.
— Estou na fissura agora.
“Jones” era uma expressão metafórica que simbolizava “um estado de forte vício ou desejo”, um termo que ia além das drogas para abranger uma obsessão ou desejo incontrolável por coisas como comida ou sexo.
— Mas por que chamam o sofrimento dos sintomas de abstinência de “jonesing”?
Chase, sentado quase deitado no sofá com a cabeça apoiada no encosto, fazia e respondia perguntas para si mesmo enquanto olhava para o teto. Então, pegou o telefone e pesquisou.
— Existem várias teorias, incluindo uma de que é porque o nome de um traficante era “Sr. Jones”.
Achando-o um pouco fofo, Jeong-in riu e balançou a cabeça.
— A diferença é que eu preciso do Sr. Jeong-in em vez do Sr. Jones… Eu preciso do Sr. Jeong-in agora mesmo. Ha, mas isso soa reverente demais.
Ouvindo Chase resmungar sozinho, Jeong-in estalou a língua com um olhar solidário.
— Você deve estar realmente sofrendo. Nesse caso, talvez…
— Você vai? Vai fazer?
Uma faísca apareceu nos olhos ressecados de Chase diante da vaga esperança.
— Não. Se você estiver realmente sofrendo, eu vou ficar em um hotel ou na casa do Justin hoje à noite. É mais torturante se eu ficar balançando na frente dos seus olhos.
— Isso é demais…
Chase jogou-se de bruços no sofá.
Antes que ele pudesse cair novamente em imaginações sombrias, Jeong-in mudou rapidamente de assunto, mencionando sua empresa.
— Ah! Um microscópio novo chegou ao laboratório hoje. É enorme e a resolução é incrível. Fingi que estava trabalhando e brinquei com ele por horas.
Mas aquelas palavras foram interpretadas em uma direção completamente diferente por Chase. Chase, que estivera deitado no sofá como um tronco com o rosto enterrado em uma almofada, levantou a cabeça e olhou para Jeong-in com olhos tristes.
— Eu também tenho um microscópio enorme, de alto desempenho, com o qual você pode brincar…
Jeong-in soltou um longo suspiro, como alguém sem energias. Mas havia uma emoção sutil escondida em seu rosto.
Ser o objeto do desejo de Chase, vê-lo desesperado para tocá-lo, oscilando entre o desespero e a esperança a cada palavra ou expressão trivial sua — na verdade, ele não desgostava disso. Sentia como se tivesse descoberto, de alguma forma, um prazer sádico e estava preocupado consigo mesmo.
Ainda assim, não querendo que Chase percebesse esses sentimentos secretos, Jeong-in mudou de assunto novamente.
— Vamos nos apressar e fazer as malas. Temos que pegar nosso voo amanhã.
Chase, que voltara a ser um tronco estirado no sofá, não conseguia se mexer. Jeong-in olhou para ele e sacou sua arma guardada.
— Quem sabe. Talvez, depois que o casamento acabar e voltarmos, eu faça algo que você queira. Aquela fantasia ridícula sobre a qual você falou uma vez.
Antes mesmo de Jeong-in terminar de falar, Chase deu um salto e correu para o closet para fazer as malas.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna