. ₊ ⊹ . ⋆ Capítulo 04.6
. ₊ ⊹ . ⋆ Capítulo 4.6: O Rei do Norte
Mesmo com seus esforços, a língua persistia. Sem terminar a frase, Rensley apenas ofegava. A língua, que descia para lamber o períneo, voltava à entrada úmida. Cada vez que deslizava sobre a prega que se contraía, gemidos inarticulados escapavam.
Sua visão tremia, ele tinha sede. O prazer intenso, que o fazia querer esconder sua entrada, roubava sua vontade e força. Quando seus braços cederam, seu tronco caiu sobre a mesa. Seu quadril se ergueu, ajudando o ato.
Rensley, sem conseguir fechar a boca, ofegava. Seus olhos se molharam, e a saliva escorreu para a mesa, mas ele não podia se importar. A carne úmida que sentia em sua parte íntima, o som molhado que se arrastava sem fim, tudo parecia mentira. Quando Gizel ergueu a cabeça, Rensley, encharcado de suor, tremia como se tivesse sido espancado. Um líquido claro e viscoso escorria da ponta do membro trêmulo, molhando a mesa com a saliva.
Olhando para a entrada ruborizada, Gizel sussurrou lentamente, como se explicasse:
— Como você disse, não há óleo, e hoje, com minha aparência assim, não posso usar os dedos…
— Hah, nh, pare… Alteza, Alteza… agora…
— Não há jeito.
— Aah, haaah!
Quando Gizel enterrou o rosto novamente, a voz de Rensley se elevou. Gemendo como um grito, ele derramou lágrimas quentes.
A língua, que lambia sua entrada, pressionava e penetrava, cutucando seu interior. A carícia lasciva fazia sua parede interna, já aquecida, se contrair e agarrar a intrusão com avidez, uma sensação vívida para Rensley.
Sua boca gritava “não”, mas seu orifício se contraía e o prazer inegável o envergonhava. O calor que crescia a cada movimento de sua língua se espalhava, aquecendo seu baixo-ventre. A língua, mais comprida que o normal, que no beijo cutucava sua garganta, agora penetrava fundo. Como os dedos, não pressionava os pontos sensíveis com força, mas acariciava a carne sensível por todos os lados.
— Haa, ah, ngh, aah…
Os braços de Gizel apenas seguravam levemente suas coxas, mas Rensley nem notou. Com o rosto enterrado nas próprias mãos, ele gemia sem controle. Em vez de recuar, ele movia os quadris, aproximando o corpo dos lábios que o atormentavam.
Falta. Uma voz, que parecia não ser sua, sussurrou com avidez. Mais, mais fundo. Ele se contorceu e tremeu. Coloque. Esfregue mais fundo… Quando pensamentos lascivos surgiam, ele soluçava sem saber o que fazer, até que a carícia em sua entrada parou de repente. Antes que pudesse se acalmar do prazer viscoso, seu corpo foi virado. Mesmo antes da penetração, Gizel franzia a testa, excitado.
— Se você diz essas coisas…
Que coisas? Rensley o olhou atordoado. Antes de processar o prazer residual, ele não conseguia pensar. A mandíbula de Gizel se contraiu, como se rangesse os dentes. Suas pernas foram erguidas sobre seus ombros largos.
Rensley sabia o que ele ia fazer e, soluçando, baixou a mão. Ele tinha que ajudar o rei, pois Gizel não podia usar as mãos. Quando Rensley segurou as próprias nádegas, expondo o interior vermelho, Gizel suspirou mais alto.
A glande quente e dura tocou a entrada úmida. Gizel, sem hesitar, empurrou os quadris.
— Ngh, ah… haa, ah…
Parecia que uma barra de ferro em brasa estava abrindo seu corpo.
A dor era como se seu corpo fosse se partir. O prazer que parecia derretê-lo não era páreo para a dor da penetração. Rensley, recuperando o juízo, agarrou os braços de Gizel e ofegou. Por mais que tivesse lubrificado, o membro não era algo que se pudesse aceitar facilmente.
— Alteza, espera… fuu…
No entanto, em vez de diminuir, seu membro pulsava e se erguia. A dor era dor. O prazer era outra coisa. Sua entrada, ruborizada, engolia o falo, mesmo com a dor. A dor surda de abrir seu corpo era agonizante, mas as protuberâncias grossas arranhavam a parede interna suavemente, aliviando a dor. Entre o sofrimento, um doce prazer se infiltrava, uma sensação indescritível.
— Nnn, ngh… ng, ah…
Em vez de resistir ou endurecer, Rensley aceitou o membro, e Gizel continuou a empurrar. Rensley, gemendo, apenas suportava.
Quando apenas metade havia entrado, a mão grande agarrou seu quadril. Gizel começou a penetrar lentamente, erguendo os quadris. A glande dura, mudando de ângulo, cutucava seus pontos sensíveis. Repetidamente, o prazer insistente e persistente no mesmo ponto era suportável no início, mas se tornava selvagem. Rensley, ofegando, soluçou. A cada entrada e saída lenta, a ponta romba e dura penetrava mais fundo. Seu corpo aquecido parecia ferver. Era quente e doloroso. Mas, erguendo os olhos úmidos para o homem que o observava, a própria dor se dissolvia e se espalhava por seu ventre.
O homem, que se movia lentamente, parou, ofegante. Abraçou Rensley, ainda enterrado. Rensley, ofegante, finalmente o abraçou de volta, e Gizel murmurou como um suspiro:
— …Se eu me mover mais, não vou aguentar…
Gizel enterrou o nariz na nuca de Rensley. Com os rostos próximos, o som rouco de sua garganta era claro. Rensley sentiu seu interior se contrair, e Gizel gemeu baixinho.
Onde seu membro estava, uma vibração elétrica percorria seu ventre. Parar ali não era mais possível; seu corpo estava quente demais. Rensley sussurrou:
— Eu… estou bem…
— Parece que você vai se despedaçar.
O rei de Oldenlant parecia genuinamente assustado.
Mesmo em meio à dificuldade, Rensley riu. Talvez ele se despedaçasse, mas, mesmo assim, ele queria se gabar.
— Se eu fosse me despedaçar com isso, já teria… hnn, me despedaçado umas… cem vezes.
Isso não era dor ou sofrimento.
Coisas piores tinham passado, e agora, o ato com a pessoa amada, por mais difícil que fosse, não o despedaçaria.
— Deixe-me pelo menos reclamar…
Ao ouvir isso, Gizel ergueu a cabeça. Seus lábios, sempre fechados, se entreabriram, e seu queixo forte tremeu. Rensley suspirou. Não havia afrodisíaco melhor do que ver a excitação do homem sempre calmo.
Gizel, sem demora, penetrou fundo. Mais excitado que antes, ofegando como uma fera, ele puxou Rensley para perto e o penetrou. Rensley também parou de pensar e gritou. Mesmo quando suas garras arranhavam sua pele, Gizel não percebia, continuando a segurá-lo e penetrar.
— Ah, haa, haa!
Com a sensação de seu ventre cheio, Rensley se debateu. Depois de dizer que a dor era fingida, mesmo soluçando e se contorcendo, Gizel não o soltava.
A pressão subia até seu peito, sua respiração acelerava. Sua parede interna, forçada a se abrir, tremia em espasmos, tentando aceitar a intrusão. O membro, mais longo e grosso que o normal, cutucava seus pontos com mais força. A cada prazer vívido, Rensley, suado, gemia e torcia os quadris.
Em um determinado momento, o membro, que penetrava com mais violência, cutucou um lugar tão profundo que ele não conseguia identificar.
Foi um instante, mas a sensação da glande dura tocando um lugar que nunca fora tocado fez sua boca se abrir e seus olhos se arregalarem. Um arrepio percorreu sua espinha. Isso nunca acontecera antes. Sem tempo para processar a sensação estranha, o mesmo lugar foi esmagado. O medo o dominou ao sentir o canal estreito, que deveria estar fechado, ser aberto impiedosamente.
— Ah, não, aaaah!
Antes que pudesse dizer “não”, o membro recuou e, antes que pudesse se recompor, penetrou novamente. O mesmo lugar foi violado. A voz de Gizel, como se estivesse maravilhado, estava cheia de calor.
— Aqui está… fuu, estranhamente apertado.
O mesmo lugar foi esmagado repetidamente. Ofegante, Gizel não parava. A náusea que ele não sentia nem quando sua garganta era arranhada o dominou, e Rensley mordeu os lábios, mas logo abriu a boca para gritar.
— Ah! Ah, ng…! Ah, hnn…!
Enquanto se contorcia, a sensação estranha se transformava em um prazer intenso.
Depois de ser penetrado naquele lugar profundo inúmeras vezes, Rensley tremeu. A cada impacto, seu membro pulsava, ejaculando um líquido turvo.
— Haa, ah, Rensley…
A voz chamando seu nome, o prazer cruel de cutucar repetidamente a mucosa fraca e sensível, fez sua visão girar. Apenas a sensação permanecia; ele esquecia até quem estava o penetrando. O prazer era tão intenso que parecia enlouquecer.
Ele pode ter gritado que ia enlouquecer, ou implorado para parar. Quando sua consciência se turvou, Gizel o penetrou com força, como se fosse a última vez, e o abraçou com força.
Rensley, preso em seus braços firmes, sentiu o orgasmo dele. Um líquido quente jorrou no fundo de seu interior, que havia sido forçado a se abrir.
— Aah, hnn, ah! Ah…!
A parede interna, que nunca recebera um corpo estranho, ardia como se estivesse queimando. Rensley se contorceu em espasmos. A pele colada e o interior entrelaçado pulsavam juntos.
Sujando o corpo e a pele sem cerimônia, eles estavam grudados como um só, sentindo o orgasmo um do outro.
— Ngh…
Com o membro pulsante ainda dentro dele, Rensley ofegava. Um choro mais parecido com tristeza do que com prazer ameaçava escapar.
Ele sabia que seria difícil, mas o ato fora mais pesado do que o esperado. O orgasmo avassalador, o membro que preenchia seu interior, e a brutalidade de Gizel eram um fardo. Gizel, sabendo disso, ofegava e beijava sua testa repetidamente.
— Rensley, Rensley. Desculpe. Desculpe.
— Vou, aah… vou morrer…
Não conseguia mais fingir que estava bem. Com uma voz fraca, ele tentou se queixar, mas sentiu algo estranho em seu interior.
Rensley prendeu a respiração e olhou para baixo. Seus olhos molhados tremiam de medo. Balançando a cabeça, ele olhou para seu rei com um olhar suplicante.
— Alteza, agora não… Não aguento mais. Depois…
Mas Gizel também parecia surpreso, olhando para baixo. Gemendo baixinho, ele recuou os quadris rapidamente, e Rensley estremeceu violentamente.
— Aaaah! Ah, ah, ah!
— Ngh…!
— Ah, uh, não se mexa… hnn, não, por favor, assim…
Rensley murmurou sem controle. Novas lágrimas escorriam, molhando seus cabelos.
Não era ilusão. O membro de Gizel crescia dentro dele. Embora já tivesse aumentado de volume quando ele estava muito excitado, agora era diferente.
O membro, que preenchia seu interior contraído, se expandia como uma rolha dura. Esmagando a parede interna, ainda com o eco do orgasmo, ele sugava o último prazer.
A dor, como se seu ventre fosse explodir, e o prazer extremo alternavam. Gemidos que pareciam gritos escapavam. Tentar retirar o membro, que inchara de forma estranha, rasgaria sua entrada. Gizel optou por penetrar ainda mais fundo.
Foi um movimento pequeno, mas a breve estimulação fez sua visão piscar. Sua respiração se tornou irregular; ele sentia que ia sufocar.
— Alteza… hnn, por favor, me poupe…
— Haa, desculpe. Ah… só, só mais um pouco…
Gizel, sem saber o que fazer, o puxou para perto. Sua respiração ofegante era evidente. Enterrou o rosto em sua nuca, onde flores vermelhas de calor haviam surgido, esfregando os caninos e os lábios na pele.
Era o limite. Sem esperar o orgasmo de Gizel terminar, Rensley fechou os olhos. A visão, que alternava entre o branco e o escuro, se apagou, e sua consciência mergulhou na escuridão.
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O primeiro som que Rensley ouviu ao abrir os olhos foi o estalo de um pedaço de lenha na lareira.
Com as pálpebras semiabertas, ouvindo o som familiar, Rensley pensou, atordoado:
“Voltei.”
Quando despertou um pouco mais, sentiu que o que estava sob sua bochecha não era um travesseiro ou cobertor, mas a pele de uma pessoa. A pulsação constante abaixo de seu rosto, a sensação do peito firme e elástico sustentando sua cabeça, o calor dos braços ao redor de suas costas.
Ao abrir os olhos, seu coração acelerou. Quando se ergueu com cuidado, o braço sobre suas costas deslizou.
Gizel estava sentado na poltrona, de costas retas, diante da lareira. Rensley estava deitado sobre ele, de bruços. Parecia que Gizel, com Rensley sobre si, também havia adormecido.
Mesmo ali, ele ainda gostava de passar o tempo perto da lareira. Rensley sorriu em silêncio. A cela escura não permitia saber as horas. Tentando se levantar sem acordá-lo, Rensley prendeu a respiração.
— Hnn…
Um gemido baixo escapou, mesmo tentando se mover com cuidado. Piscando incrédulo, Rensley estendeu a mão para trás e tocou entre suas nádegas. Meu Deus. Seu rosto corou rapidamente. O membro de Gizel ainda estava dentro dele.
Lembrou-se de que seu membro tinha se expandido de forma estranha, impossível de retirar. Não sabia quanto tempo havia passado desde que desmaiara, mas felizmente, agora parecia ter voltado ao normal.
Pensando bem, as marcas no rosto e os caninos pontudos também tinham desaparecido. Suas mãos estavam normais. Gizel Zibedad havia voltado à sua forma de grão-duque elegante. A luz do fogo criava sombras que realçavam seu rosto bonito.
O fato de terem adormecido ainda unidos significava que ambos permaneceram naquela posição até adormecerem? A suposição era assustadora. Rensley cerrou os lábios e ergueu lentamente os quadris.
—…Nnngh…
Rensley tapou a boca com a mão. Sua respiração ficou ofegante, suas coxas tremeram. A sensação do membro grosso saindo de seu interior molhado, entre a parede interna que se abrira, era mais estimulante do que ele imaginava. O fluido que se acumulara em seu corpo, ainda quente, escorria.
Acordar e enfrentar essa dificuldade… Mesmo erguendo os quadris levemente, o membro não saía facilmente. Mesmo flácido, era mais longo e grosso que o normal. Mordendo os lábios, ele ergueu os quadris um pouco mais.
Então, sentiu algo deslizar sobre sua coxa. Antes que pudesse entender, uma mão grande puxou seu quadril para baixo.
— Hah…!
↫─✧ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki&Belladonna