. ₊ ⊹ . ⋆ Capítulo 04.5
. ₊ ⊹ . ⋆ Capítulo 4.5: O Rei do Norte
Ao ouvir isso, Rensley rangeu os dentes. Seu rosto, que estava tenso, se desfez num instante.
Antes que pudesse decidir, suas pernas já se moviam. Ele correu e se jogou nos braços abertos. Os dois braços, como aço, o prenderam. A força era tão intensa que ele prendeu a respiração por um instante. Seria por causa da transformação em monstro? O calor que sentia naquele peito largo e firme parecia mais alto que o normal. O cheiro que ele tentara esquecer o deixava tonto como um narcótico.
Ele tinha tantas coisas para dizer, mas, em seus braços, tudo parecia evaporar. Como uma criança que aprendeu palavras ruins, apenas uma frase se repetia:
— Alteza, Alteza, Alteza…
Ele esfregou o rosto em suas roupas macias. Envolveu os braços em torno de seu pescoço e fechou os olhos. Beijou sua nuca firme e suas bochechas marcadas com padrões. A cena de alguém que fugiu sem aviso, voltou sem permissão e, sem vergonha, explorava seu corpo, devia ser ridícula, mas ele não tinha compostura. Cada vez que seus lábios roçavam a pele, os braços que o seguravam se apertavam. Uma respiração quente roçava suas bochechas e o topo de sua cabeça. Depois de várias respirações profundas de Gizel, ele finalmente conteve os beijos de Rensley.
— Hah, não pode. Pare. Você vai se machucar.
Sua voz, ofegante, tremia baixinho, como se estivesse controlando a paciência. Rensley ergueu as pálpebras pesadas de sonolência. Viu os caninos que se estendiam abaixo de seus lábios. Como ele disse, não seria estranho se machucasse num beijo. Mesmo assim, Rensley se aproximou e sussurrou:
— Não me importo de me machucar.
— Senhor Malocen.
— Se eu me machucar, o senhor pode me curar com magia…
Rensley fechou os olhos novamente. Beijou seu queixo e, deslizando para cima, encontrou seus lábios.
Um rosnado, como o da forma de monstro, ecoou em seus ouvidos. Uma língua quente abriu seus lábios. Uma carne quente penetrou entre eles. O beijo era muito mais rude e ardente do que ele lembrava. Rensley já ofegava, apertando os braços com mais força. A língua, mais grossa e longa que o normal, explorava cada canto de sua boca. Lambia com força a mucosa sensível e o céu da boca, cutucando por baixo da língua e atrás dos dentes. A cada movimento, sua boca inteira esquentava.
Rensley também entrelaçou sua língua, mas, com os movimentos que lambiam até a garganta, ele acabou se agarrando a ele, apenas ofegando.
— Ngh, haa, nng…
Respiração ofegante, sons úmidos de saliva, gemidos nasais. A cada movimento de cabeça, os caninos pontiagudos roçavam sua língua e o interior dos lábios.
Rensley, sem se importar, pressionava os lábios contra os dele. Colocou todo o peso sobre ele. Normalmente, quando se beijava de pé, ele ficava na ponta dos pés, mas hoje quase tinha que se esticar. Não era ilusão; seu corpo parecia maior.
— Haa…!
O beijo apressado não era apenas para ele; Gizel, percebendo tardiamente a dificuldade de Rensley, levantou-o de repente. Assustado, ele prendeu a respiração por um instante, mas logo envolveu as pernas na cintura de Gizel e continuou beijando.
A cada penetração da carne úmida em sua boca, o calor subia em seus corpos entrelaçados. O beijo, com a língua longa cutucando sua garganta, era mais parecido com sexo oral do que com um beijo.
As mucosas sensíveis perto da úvula eram constantemente roçadas pela ponta da língua. Embora pudesse dar náuseas, o prazer era maior que o desconforto. Rensley, ofegante, abria cada vez mais a boca.
— Hnn, nngh, aah…
— Haa, Rensley…
A língua percorreu longamente sua boca e recuou. Sua voz, com um suspiro quente, chamou seu nome. Rensley apertou os braços em volta de seus ombros.
— Alteza, é tão bom. Gosto de você…
Quando o amor e o desejo se misturavam, a paixão se tornava grande e honesta. O coração, que vagava sem destino, ganhou voz.
Então, os braços que o seguravam se apertaram mais. Embora não esperasse uma resposta, Gizel sussurrou em seu ouvido:
— Também gosto de você.
Rensley abriu os olhos que estavam fechados.
Será que ele tinha ouvido direito? Não conseguia acreditar no que ouvira. Ao encontrar os olhos dourados, Gizel repetiu com uma pronúncia clara, como se negasse suas dúvidas.
— Gosto de você. Amo você.
— Alteza.
— Então, por favor, fique ao meu lado.
— …
— Farei o que você quiser, então não parta.
Rensley era uma pessoa comum. Embora fingisse indiferença, várias vezes imaginara ser correspondido.
Mas diante de uma paixão que superava sua imaginação, a primeira sensação era de constrangimento. Atordoado, ele ficou em silêncio por um momento, e então as lágrimas voltaram a subir, franzindo a testa enquanto batia algumas vezes no ombro de Gizel.
— O que sou eu para o duque fazer esse tipo de pedido? Apenas ordene. Seja o nome que for, amarre-me como quiser. Se é para falar assim, melhor me prender como criminoso.
— Você não é meu subordinado, o que ganho dando ordens?
— De que adianta ler tantos livros? Sua Alteza é um sábio tolo. É uma criança, um idiota.
— Sim. Por isso não posso ficar sem você.
Mesmo quando ele insultava o rei, Gizel apenas balançava a cabeça em concordância. Rensley pressionou as pálpebras inferiores molhadas com as costas da mão. Seu coração batia tão forte que parecia que ia explodir, e uma dor aguda apertava seu peito.
Quando esfregou os lábios na bochecha marcada, Gizel beijou-o de volta. A língua, que há pouco explorava sua boca, lambia suas bochechas e pescoço. A dor aguda, ao passar pelas feridas, trouxe de volta à mente sua aparência desleixada. Rensley balançou a cabeça.
— Não faça isso. Estou sujo, não me lavei.
— Cheira a sangue.
— Por isso…
Devia ter me arrumado, como o comandante Anton dissera. Arrependeu-se de ter agido com pressa, mas já era tarde.
— Aah, Alteza… não pode…
Mas Gizel não parecia se importar. Enterrou o nariz em sua nuca, cheirando-o abertamente, ofegando. Até mordiscava a pele com os dentes.
Ele parecia uma fera controlando o impulso de cravar os caninos em sua jugular. Rensley, com medo instintivo de ser dominado por um predador, se encolheu, mas o abraçou.
A respiração quente caía sobre sua pele tensa. Quanto mais sua respiração se tornava rouca, mais suave era a de Rensley. Então, os dentes pontiagudos e duros morderam a gola da camisa, em vez de seu pescoço. Com o som de rasgo, Rensley abriu os olhos, e Gizel rasgava sua roupa com os dentes.
Em vez de desabotoar os nós e botões com a elegância de sempre, sua mão, transformada como a pata de uma fera, agarrou o pano restante e o rasgou. O som do tecido rasgando arranhava seus tímpanos. Enquanto sua pele se revelava, Rensley, como uma presa, prendeu a respiração e esperou que ele terminasse. Mas a mão que rasgava a roupa parou de repente. Percebendo tardiamente o corpo rígido de Rensley, Gizel inclinou-se.
— Desculpe.
A tensão era real, mesmo que ele tentasse evitar. Rensley respirou fundo e o abraçou.
— Não importa. É que estou tão sujo, isso me incomoda…
— Entendo. Fui impaciente. Desculpe.
De repente, a cela se iluminou com uma luz vermelha. O fogo na lareira se acendeu sozinho. Rensley não se surpreendeu. Para aquele mago, acender uma lareira com um olhar não era difícil.
Ele colocou a mão sobre a cabeça de Rensley e a deslizou para baixo. Desta vez, os olhos de Rensley também se arregalaram. O sangue e a sujeira em seus braços e mãos desapareceram num instante. Seus cabelos, emaranhados, foram alisados como se tivessem acabado de ser lavados e penteados.
Se essa habilidade também era magia, os atos de lavá-lo e enxugá-lo não passavam de um hobby de Gizel. Sem explicação, Gizel segurou Rensley, agora nu, e andou alguns passos. Colocou-o lentamente sobre a grande mesa perto da lareira e inclinou-se sobre ele.
— Hmm…
Deitado de costas, Rensley sentiu a carícia começar. Uma língua úmida e ligeiramente áspera percorria sua pele nua. Deslizando diagonalmente do pescoço, passou pela clavícula até o mamilo, amassando e rolando com força.
Era claramente mais estimulante do que o normal. Sentindo uma dor aguda, Rensley ofegava e gemia.
Gizel, prestes a sugar o mamilo como de hábito, assustou-se com a sensação de seus caninos perfurando a carne e ergueu a cabeça. A área ao redor da aréola estava inchada e vermelha. Rensley, sem se assustar, acariciou sua bochecha.
— Quero ver o corpo do Alteza também…
— …Meu corpo não é digno de ser visto agora.
— O senhor disse que faria tudo o que eu quisesse.
Então, Gizel beijou sua testa e se levantou sem objeções.
Erguendo-se, ele se despiu como um servo obediente. Rensley, com a boca ligeiramente aberta, observava seu corpo nu se revelar.
Já era um corpo firme e bem treinado, mas hoje as linhas estavam mais grossas. Seu peito largo, seu abdômen esculpido, ombros, cintura e quadris, os músculos estavam tensos, duros como rocha.
As marcas misteriosas, como as do rosto, se misturavam com as sombras criadas pelas curvas do corpo. A pele negra que cobria o corpo do monstro também não havia desaparecido completamente, permanecendo em fragmentos em sua pele. Gizel esboçou um sorriso amargo.
— Não é uma boa visão.
— É magnífico. Falo sério.
Embora não fosse intencional, o olhar de Rensley se voltou lentamente para o centro.
O membro, já ereto e quase vertical, estava claramente mais imponente do que o normal. Seu tamanho, já considerável, era agora, sem exagero, do tamanho de um antebraço. As veias salientes e as protuberâncias também estavam mais grossas.
Rensley se levantou. Como atraído por um ímã, aproximou-se. De pé, colado a ele, foi o primeiro a tocar seu corpo com as mãos e os lábios. Deslizou os dedos sobre as marcas em sua pele. Estendeu a língua e lambeu a pele do monstro que permanecia. Gizel, ofegante, tentou detê-lo com impaciência.
— Rensley, pare.
Mas Rensley não se moveu. Lambendo seu abdômen firme, ele se abaixou. Quando seu rosto se aproximou da virilha, o falo parecia ainda maior.
Quando encostou a bochecha e esfregou, o calor irradiou. Rensley engoliu um suspiro. Ser mordido pelos caninos poderia causar apenas arranhões, mas colocar algo assim dentro de si rasgaria seu interior.
O alarme foi apenas mental. Rensley segurou-o com a mão e lambeu da base à ponta. Sentiu as veias salientes na ponta da língua. O membro estimulado pulsava em sua palma, como uma cobra, e, talvez por sugestão, o cheiro parecia mais forte. Dele, vinha um cheiro diferente do normal, como ferro enferrujado.
— Fuu…
A respiração instável de Gizel o excitava. Lambendo a haste e chupando a glande, Rensley engoliu-o com pressa. Abraçando as coxas firmes como pedra, inclinou a cabeça e tentou acariciar com a boca cheia.
— Ngh, hmm, ng…
Mas, antes mesmo de mover a língua, ele ficou sem fôlego. Não era um falo, mas uma mordaça grossa que preenchia sua boca. Seu maxilar, esticado ao limite, doía como se fosse deslocar. O sangue subiu ao seu rosto. Engolindo a dor, ele moveu a cabeça, empurrando o membro até a garganta, tentando chupar mais fundo, mas foi breve. A mão de Gizel segurou sua cabeça, impedindo o sexo oral. Quando a coisa foi arrancada de sua boca, Rensley tossiu e olhou para ele com um olhar de censura.
— Aqui não há óleo.
— O que isso importa?
— Se não lubrificar direito, vou… sentir muita dor.
Gizel o levantou novamente. Deitado na mesa, Rensley foi virado de bruços. Surpreso com a mão que erguia seu quadril, ele olhou para trás. A expressão de Gizel estava calma como sempre.
— Se precisar lubrificar, posso fazê-lo com a boca.
— O quê?
Antes que Rensley pudesse repetir, Gizel inclinou a cabeça.
Percebendo sua intenção, Rensley, horrorizado, tentou rastejar para a frente, mas foi inútil. Os braços que o seguravam eram mais fortes que o normal.
— Ah, não! Não quero, não!
Ele dissera que faria tudo o que ele quisesse, mas a escolha final parecia ser sua.
Entre suas nádegas erguidas, Gizel enterrou o rosto. A ponte alta do nariz tocou seu cóccix, e a língua comprida lambeu sua entrada sem hesitar.
O toque era nas costas, mas seu membro ereto pulsou. Uma sensação elétrica subiu da ponta dos dedos aos pés, e Rensley se contorceu sem saber o que fazer. A cintura e os braços, que sustentavam seu tronco, tremeram e perderam força.
— Ngh, eu, eu disse que não, hnn, queria, aah…
↫─✧ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki&Belladonna