. ₊ ⊹ Capítulo 04.6
. ₊ ⊹ . ⋆ Capítulo 04 – Prova de Admissão
Pt. 06
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Se uma semana já passou rápido como um raio, quatro dias, metade do tempo, nem se fala.
Depois de se mover o dia inteiro, a sonolência chegava logo após o jantar. Dormindo cedo, acordava cedo; e, até o fim dos assuntos de governo do grão-duque, ele montava sem parar. Quando o grão-duque, terminando o trabalho, chegava ao campo aberto, treinavam esgrima ou luta corpo a corpo até o anoitecer.
Embora fosse um período curto, Rensley se orgulhava de ter se preparado bem, sem perder tempo. No dia da prova de admissão, Rensley, como sempre, acordou cedo e se lavou. Comer demais para ter força só deixaria o corpo lento. Ele fez uma refeição leve com pão, salsicha e chá quente.
— Hoje tem prova de admissão para a ordem de cavaleiros?
— A prova de admissão já terminou há pouco tempo. Por que de repente?
Ao contrário do quarto da grã-duquesa, onde a manhã passava mais silenciosa e ordenada do que nunca, lá fora, o castelo começava a ficar barulhento. Uma prova de admissão sem data marcada era algo sem precedentes.
A região norte, em comparação com outros países, tinha poucos entretenimentos ao ar livre. A prova pública de admissão da ordem de cavaleiros, ou as justas ocasionais realizadas quando visitantes estrangeiros chegavam, eram as maiores atrações para o povo. Embora se diga que, no início da criação da ordem, a admissão era feita de forma mais discreta, hoje o processo de seleção se tornou uma prova praticamente pública para o povo. Em princípio, apenas o rei, os nobres autorizados por ele e os membros da ordem podiam entrar no campo de treinamento, mas o povo costumava se pendurar nas paredes, sentar-se, grudar-se nas janelas dos prédios próximos, subir nos telhados, fazer plataformas e assistir à prova de admissão de várias maneiras.
— Ouvi dizer que um estrangeiro vai fazer a prova de admissão. Por isso, parece que abriram uma prova especial.
— Um estrangeiro? Quem?
— Dizem que o nome dele é Rensley Malocen.
Quando o nome do candidato foi mencionado entre os rumores, algumas pessoas ergueram a voz:
— O Ren vai entrar para a ordem de cavaleiros?
— O Rensley, o Ren que trabalhava na cozinha? Achei que ele tinha conseguido um emprego na cozinha.
— Não era na cavalariça? Quando o vi, ele estava dando feno para os cavalos.
— Eu pensei que ele fosse lavanderia… A Emma o elogiou por ter muita força e carregar muita roupa de uma vez.
Aqueles que trocavam essas testemunhas acabaram encolhendo os ombros, sem chegar a uma conclusão. De qualquer forma, todos que conheciam Rensley não o viam há algum tempo. Às vezes, comentavam que ele deve ter desistido de se estabelecer e deixado Oldenland, ou que era uma pena ele ter partido sem se despedir, já que era um bom rapaz, mesmo tendo convivido por pouco tempo.
E de repente ele aparece para fazer a prova de admissão da ordem de cavaleiros reais?
Uma coisa tão divertida é rara em anos. Apressados para terminar o trabalho e ir assistir à prova de admissão, muitas pessoas se movimentaram rapidamente.
Quando o sol estava alto, o sineiro tocou o grande sino com força. Era o sinal de que a prova de admissão da sagrada ordem de cavaleiros que protege o soberano e o território estava começando. Embora normalmente fosse meio-dia, quando se deveria estar trabalhando, quase todos pararam o que estavam fazendo e se levantaram. Não havia muitos empregadores tão impiedosos a ponto de obrigar os funcionários a ficarem em seus postos em um dia como aquele.
Os fiandeiros pararam as rocas, os ferreiros largaram os martelos. Os pedreiros que consertavam os telhados, os curtidores que cortavam couro, e até os cozinheiros que estavam diante dos fornos, todos lavaram as mãos e saíram, reunindo-se perto do campo de treinamento.
Com o evento inesperado, as pessoas fervilhavam. Olhando para o movimento lá fora da sala de preparação para o combate, Rensley arregalou os olhos.
— Tanta gente vem assistir?
— No inverno, não há muitas distrações, não é? Aqui, tome.
Enquanto colocava as proteções de pulso que o armeiro da ordem lhe entregava, Rensley olhava constantemente para fora. Ele pensava que a prova pública seria apenas diante do grão-duque e dos membros da ordem, mas era um evento que atraía uma multidão. Rensley, já vestindo a armadura de treino, entrelaçou os dedos e esticou os braços. Inclinou o corpo para a esquerda e para a direita, fazendo exercícios de aquecimento com mais vigor.
Nesse momento, o chefe das cavalariças entrou na sala de preparação. Rensley recebeu calorosamente o velho, de cabelos brancos, mas ainda de corpo robusto.
— Hans! Há quanto tempo!
— Seu garoto, pensei que você tivesse ido embora de Oldenland sem se despedir. Onde você estava escondido? E agora, de repente, vai fazer a prova de cavaleiro? Como vou entender isso?
— As coisas acabaram assim. Mas pense bem: não sou eu que vim como acompanhante da Grã-duquesa? Para ser acompanhante da realeza, a esgrima e as artes marciais têm que ser excelentes, sabia?
Ele fez uma expressão de quem estava tentando entender e foi direto ao assunto:
— Sim. Depois conversamos. Hoje, vim trazer o cavalo que você vai montar na prova de cavalaria. Recebi ordens para trazer o novo cavalo para você.
— Cavalo? Como não vou ter tempo de me adaptar a ele, só precisa ser forte e de temperamento dócil.
— Chegou ontem. Ouvi dizer que veio de Cornia. Disseram que provavelmente se daria bem com você. Muito bonito e forte.
A boca de Rensley se abriu ligeiramente. Embora pensasse que não podia ser, sua voz tremeu ligeiramente.
Não pode ser.
— Posso vê-lo agora?
— Sim. Os cavalos que vão sair hoje já estão no campo.
Com pressa, seus pés pareciam querer se adiantar. Rensley seguiu Hans até o estábulo improvisado do outro lado da sala de espera dos candidatos.
Ao levantar a cortina de proteção que impedia a luz solar direta, havia cavalos lá dentro. Rensley imediatamente avistou um cavalo de cor castanha escura com uma mancha branca na testa. Seu velho amigo, que sempre encontrava rapidamente, mesmo quando vários estavam juntos.
— Marilyn!
Arregalando os olhos, Rensley correu até ela. Marilyn também pareceu reconhecer o amigo que não via há muito tempo. Ela levantou a cauda, relinchou com urgência e enfiou os lábios em sua direção.
Abraçando seu pescoço firme, Rensley acariciou sua nuca várias vezes. Vendo a cena, que parecia o reencontro de amantes separados, o chefe das cavalariças ficou perplexo e interveio:
— Você a conhece?
— Eu cuidava dela em Cornia. Fiquei doente no meio do caminho e a deixei em uma hospedaria. Disseram que ela já tinha sido vendida, pensei que nunca mais a veria…
— Ouvi dizer que um comerciante a comprou de volta depois que a vendeu. É uma boa égua. Vale o preço. Que coincidência ou sorte ela ser a que você cuidava. Parece que você vai passar hoje.
Rensley, esfregando a bochecha no pescoço de Marilyn, pensou no que havia acontecido. A senhora Samlit não parecia saber o que aconteceu depois que Marilyn foi vendida, então não devia ter nada a ver com a recompra.
Foi uma coincidência incrível, como Hans disse. Não é isso que se chama destino? Olhando nos olhos escuros do cavalo, ele sussurrou:
— Desculpe por trazê-la tão longe. Obrigado por vir me encontrar.
Marilyn soltou uma respiração curta e forte, como se respondesse. Enquanto compartilhavam a alegria do reencontro, uma trombeta soou lá fora. Era o sinal de que a prova estava prestes a começar.
— Saiam logo. A prova de cavalaria é a terceira, eu cuido dela até lá.
— Obrigado, Hans! Mesmo que eu passe, virei ajudar nas cavalariças.
— Se preocupe em fazer o que tem que fazer, seu desgraçado.
O tempo, como sempre, estava frio, mas o céu estava limpo. A trombeta soou incessantemente, e os gritos de entusiasmo da multidão já chegavam até o meio do campo de prova.
Olhando em volta, Rensley logo avistou o grão-duque, sentado no lugar mais alto do camarote central, no canto do campo. O homem que até ontem treinava com ele, hoje, com o rosto severo de um soberano, olhava para ele como se não o conhecesse.
Em seguida, ele olhou para a multidão pendurada nas paredes do campo. Quando estava prestes a ficar um pouco nervoso com tantos olhos, alguém gritou de repente:
— Ren, vai com tudo!
Rensley levantou a cabeça em direção à voz. Era a lavadeira, com quem ele tomara algumas cervejas durante seu curto período de folga, sentada no telhado de um prédio próximo ao campo.
Ao ver um rosto conhecido, ele se sentiu mais aliviado. Ao lado, estavam as pessoas da cozinha com quem ele fizera amizade assim que chegou a Oldenland. Tia, com quem ele trocara palavras no primeiro dia, acenou:
— Ren, força!
Rensley sorriu amplamente e acenou de volta. Os aplausos e gritos da multidão foram sua resposta.
Os únicos surpresos com a torcida inesperada foram o comandante da ordem de cavaleiros, Anton, e os cavaleiros. Anton pigarreou e ergueu a mão, e a trombeta soou uma vez longamente. A agitação no local diminuiu um pouco.
— Anuncio a ordem da prova de admissão! Primeira prova: combate de esgrima; segunda: luta corporal; terceira: combate a cavalo. Originalmente, os candidatos competem entre si para escolher o vencedor, mas, como esta prova de admissão tem apenas um candidato, os aprovados desta temporada serão os oponentes. Se ele não atingir o nível deles, não haverá sentido em realizar esta prova especial. Cada prova terá três combates, e o candidato será aprovado se vencer em pelo menos duas das três provas. O candidato Rensley Malocen concorda com estas regras?
Era para Rensley enfrentar três cavaleiros sozinho. O rosto severo de Anton estava voltado para ele. Rensley gritou:
— Concordo.
Ele não tinha queixas das condições. Como a prova em si era um privilégio para ele, era justo que os critérios de admissão fossem mais rigorosos do que o normal.
Seu primeiro oponente avançou. Um homem grande e de aparência forte, como os cavaleiros de Oldenland. Como o grão-duque disse que a maioria dos cavaleiros usa espadas longas, ele também trazia uma.
Rensley, hoje também, usou um punhal e uma espada lateral. Como ele usara o estilo de duas espadas nos treinos com o grão-duque, parecia melhor manter a mesma abordagem em vez de mudar.
— Preparar.
Os dois porta-bandeiras nas bordas do campo ergueram suas bandeiras. A bandeira verde-escura, bordada com o brasão do relâmpago, tremulava ao vento.
Os dois homens, frente a frente, correram um contra o outro ao mesmo tempo. As duas lâminas se chocaram, e o oponente avançou para ferir Rensley, sem dar trégua. Rensley desviou do ataque e tentou cortar o pulso do oponente com o punhal, mas ele também desviou rapidamente.
O contra-ataque veio por cima. O punhal subiu rapidamente para bloquear a espada longa, e a espada lateral visou a cintura. O homem inclinou o corpo para o lado para desviar do ataque dele, e Rensley, aproveitando a brecha, enfiou o pé entre as pernas dele. Com um golpe rápido de rasteira, o homem, que estava desprevenido, caiu e rolou. Rensley apontou a espada, e a primeira luta terminou de forma inesperada. Um grito de “Uau!” explodiu da multidão.
— Você é bom, Ren!
— Pensei que os sulistas fossem todos magricelas!
Enquanto o oponente caído se levantava, corado, Rensley ergueu o braço sorrindo. Acenou para a multidão, agradecendo. Rensley estava tranquilo. O homem com quem ele estava lutando não devia ser dos mais habilidosos da ordem. O comandante Anton era orgulhoso e de espírito elevado. Embora quisesse se livrar dele, não seria mesquinho a ponto de colocar o membro mais graduado contra um candidato novato.
E a habilidade do homem que Anton escolhera como seu oponente não era nada comparada à de Gizel Zibedad.
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↫─✧ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki&Belladonna