. ₊ ⊹ Capítulo 02.1
. ₊ ⊹ . ⋆ Capítulo 02 – Cerimônia de Casamento
Pt. 01
Foi ainda de manhã cedo, antes mesmo do nascer do sol, que Rensley abriu os olhos.
No norte, o sol nasce mais tarde e se põe mais cedo do que em Cornia, e todos se movimentam desde quando ainda está escuro. Sem estar acostumado às manhãs de inverno, Rensley se levantou lentamente. Em poucos dias, ele descobriu o quão difícil era sair de debaixo das cobertas aquecidas pelo próprio calor do corpo.
A pessoa que arrumava as roupas silenciosamente ao lado sorriu e o cumprimentou.
— Dormiu bem, Rensley?
— Sim…
Engolindo um bocejo que escapava sem tensão alguma e enxugando lágrimas levemente acumuladas, ele cumprimentou de volta.
— Senhora Samlit, você trabalha duro desde tão cedo.
— Você podia ter dormido um pouco mais. Acho que fiz barulho demais.
— Não, de qualquer forma eu teria que acordar mesmo.
A roupa que a governanta Samlit estava cuidando era um vestido ricamente decorado. Veludo azul-escuro e adornos de seda branca se misturavam com elegância, e as mangas infladas e a parte externa da roupa eram decoradas com joias e pérolas — um vestido feito claramente para alguém nobre, à primeira vista.
O traje de casamento que seria usado por quem se tornaria a Grã-Duquesa de Oldenland estava colocado entre os dois.
— Rensley, tome banho primeiro. Preparei tudo para que você possa fazer isso no quarto.
— Desculpe. Pelo incômodo.
— Que nada. Então eu vou sair por um momento; me chame quando terminar. — A senhora se afastou com um sorriso benevolente. Originalmente, ela seria quem banharia diretamente o corpo da princesa, cuidando de cada canto até deixá-lo reluzente e perfumado. Como ela foi parar ajudando a preparar um homem estranho, com um membro balançando entre as pernas, para se tornar a Grã-Duquesa — a governanta que sorria gentilmente certamente também estava, no fundo, lamentando a situação.
Com um leve sentimento de culpa, Rensley mergulhou na banheira de madeira, pequena e funda se comparada à banheira de pedra do banheiro. Era a primeira vez que tomava banho assim que acordava, e foi bem agradável. A água quente, o aroma de ervas que se desprendia, o ar morno e levemente úmido, a lenha crepitando ao lado, soltando pequenas fagulhas. Em um momento como este, prestes a enfrentar algo preocupante, isso parecia ter o efeito de acalmar os nervos, que estavam particularmente sensíveis.
Foi apenas na noite anterior que ele ouviu que Laudken possuía instalações que traziam água de uma grande fonte termal próxima, permitindo que não só a família real ou os nobres, mas qualquer morador do castelo, pudesse usar água quente à vontade.
Ele já estava acostumado com o mar, rios e vales, mas uma nascente onde a água quente brotava sozinha? Assim como o “vento cortante”, a fonte termal também era algo que Rensley só conhecia por boatos ou pela escrita — e por isso parecia algo misterioso.
Antes de o dia do casamento se aproximar, o Grão-Duque decidiu como lidar com o que viria depois. As pessoas que conheciam a verdadeira identidade de Rensley eram: os dois que logo se tornariam marido e mulher, a governanta Samlit, Larkov — o chefe da ordem dos magos —, e Anton Sorel, o comandante da ordem dos cavaleiros. Eles decidiram limitar o conhecimento apenas aos confidentes de quem precisariam de cooperação direta, deixando de lado os altos funcionários.
No início, as pessoas ficaram atrapalhadas com a confusão, mas depois de ouvir a razão, todas concordaram em cooperar. Rensley exagerou um pouco a própria situação para conquistar a simpatia das pessoas, e a governanta Samlit chegou a chorar, lamentando: “Quantas coisas indizíveis você deve ter passado até agora.” Quando a encontrou pela primeira vez como a Princesa Yvette, ela parecia apenas uma dama de companhia experiente e educada, mas, ao contrário da primeira impressão, era uma pessoa de emoções ricas.
Rensley pediu apenas uma coisa a eles: que, enquanto estivesse ali, não o tratassem como Grã-Duquesa, nem como um nobre ou filho de nobre, mas com naturalidade e conforto. O Grão-Duque o chamava de “Lorde Malocen”, mas esse tipo de título ou tratamento incomodava Rensley. Até os criados da família real de Cornia sempre o chamavam apenas de Rensley. Ele já havia servido outras pessoas, mas nunca tivera empregados ou serviçais próprios. Agora, bancar o senhor que nunca fora, isso ele recusava.
Hoje ao meio-dia, conforme planejado, Gizel Zibedad se casaria com a “princesa” Yvette, vinda de Cornia. Não existia lei proibindo casamentos entre pessoas do mesmo sexo, mas era um fato que isso permanecia apenas como casos históricos, algo raro; e numa situação em que ainda era preciso observar melhor os rumos futuros, todos concordaram que não havia necessidade de revelar agora a verdadeira forma de Rensley.
A Princesa Yvette Elbanes nascera fraca de saúde e, enfraquecida ainda mais pela longa viagem e pelo clima frio, mal conseguia sair da cama. Portanto, após o casamento, ela permaneceria principalmente no quarto da Grã-Duquesa, sem se mostrar diante das pessoas. Quando os conspiradores uniram suas ideias, nasceu uma princesa que, se a verdadeira Yvette ouvisse falar, cairia na gargalhada perguntando quem diabos era essa pessoa.
Rensley Malocen usaria um véu no rosto e vestiria um vestido, exatamente como quando chegara ao castelo pela primeira vez. Só que, desta vez, não seriam as roupas de Cornia, mas o traje de casamento de Oldenland.
Rensley mergulhou até o topo da cabeça na água, como fizera naquela vez, soltando bolhinhas efervescentes. Puf — depois de prender a respiração por um momento, tirou o rosto da água, e seus olhos se abriram por completo, o corpo totalmente aquecido.
Talvez por causa da ansiedade quanto ao futuro, seu coração insistia em querer esfriar. Preciso me recompor. Depois de forçar o corpo e a mente a se aquecerem com água quente, Rensley secou a pele, vestiu um roupão e puxou o cordão ao lado da cama.
***
— Meu Deus.
Desde há pouco, a governanta Samlit não parava de soltar exclamações de admiração. Para Rensley, que já achava um suplício ter que ficar sentado quieto na cadeira sem se mexer, cada vez que ela soltava um suspiro admirado, era como se a base da coluna coçasse ao ponto de enlouquecer. Mas a admiração de Samlit não se importava nem um pouco com a situação de Rensley.
— É uma pena que só eu possa ver isso. Normalmente, arrumar a maquiagem e o traje de casamento da Grã-Duquesa é um trabalho grande, feito por quatro ou cinco damas de companhia juntas.
— É mesmo. Desculpe fazer você trabalhar tanto sozinha…
— Não é isso que quero dizer. Só acho uma pena que mais pessoas não pudessem ver.
Samlit passou o pincel fino sobre os lábios de Rensley, que resmungava melancolicamente, várias vezes, depois deu alguns passos para trás e soltou mais um suspiro parecido com um gemido. Dentro do vestido, os dedos dos pés de Rensley se contraíram.
— Você está mesmo linda, Rensley. Ah, se você só não fosse homem, quanto…!
— Desculpe por ser homem. Por várias razões…
— Ah, não se martirize assim. Todos nós devemos amar a nós mesmos. Não é culpa sua ter nascido homem. Vendo assim, acho até que, mais do que qualquer princesa, é você quem mais combina como noiva do nosso Grão-Duque, não acha?
Que comentário terrível. Rensley tremeu os ombros.
Seguindo a instrução da senhora, ele fechou os olhos, e a sensação do pincel sobre as pálpebras se seguiu. Ele pensara que o trabalho de aplicar algo sobre as pálpebras já tinha terminado, mas isso se repetia várias vezes entre as etapas da maquiagem.
— Abra os olhos só um pouquinho. Só um pouco. Isso, ótimo.
Quando o pincel passava por cima dos olhos abertos, um suor frio brotava naturalmente. Rensley já havia desviado de lâminas voadoras várias vezes, mas naquelas ocasiões, pelo menos, podia se mover livremente. Ter que mover o pincel de forma ameaçadora, como se fosse furar o olho a qualquer momento, e ainda assim não poder fechar os olhos nem se mexer… Quem diria que maquiagem seria algo tão assustador. No momento em que ele apertava os punhos, tenso, a ponta do pincel tocou de leve sob a pálpebra.
— Ai! Dói!
— Ai, ai, um homem crescido gritando desse jeito por tão pouco. Aguente um pouco. Precisa ser feito com cuidado para ficar bonito.
A governanta não deu a mínima atenção à dor de Rensley. Seu tom de voz naturalmente ficou mais rude.
— De qualquer forma, vou usar véu e o rosto nem vai aparecer direito, então vamos fazer isso de qualquer jeito.
— Não existe “de qualquer jeito” no casamento da Grã-Duquesa.
— Senhora, se realmente me considera a verdadeira Grã-Duquesa, não deveria ouvir o que eu digo?
— Ora essa. Mas foi você mesmo que pediu para ser tratado com naturalidade.
Não havia o que responder. Rensley calou a boca e esperou que os preparativos terminassem logo. Depois disso, a senhora Samlit continuou repetindo incontáveis vezes o ciclo de se afastar alguns passos para admirar e depois retocar a maquiagem.
Depois do banho, de um café da manhã simples com comida sem gosto de novo, e de mais uma limpeza do rosto e dos dentes, o tempo de maquiagem começou e se estendeu por muito tempo. Nesse ritmo, o casamento iria começar sem nem tempo para respirar.
Finalmente, a senhora Samlit anunciou o fim, com uma expressão orgulhosa como a de um pintor que acabara de terminar uma obra-prima, e Rensley, com a ajuda dela, vestiu o traje de casamento. Depois de amarrar todos os laços do vestido sem exceção, a senhora penteou cuidadosamente o cabelo de Rensley, segurou sua mão e o guiou até um dos lados da parede.
— Olhe, Rensley. Mesmo você mesmo acha lindo, não acha?
No longo espelho de vidro colocado entre as janelas, refletia-se Rensley, quase pronto para o casamento. Rensley piscou os olhos, encarando a si mesmo no espelho.
Os cabelos loiros, brilhantes graças à escovação cuidadosa; os olhos que, talvez pela iluminação, pareciam mais roxos do que o normal naquele dia; o vestido, com a bela combinação de azul profundo e branco puro; as joias adornadas aqui e ali, adicionando brilho. As partes difíceis de disfarçar num corpo de mulher, como a linha dos ombros ou o pomo de adão, estavam todas escondidas pela roupa.
Era, sem dúvida, uma aparência bonita. Se pensasse que era uma desconhecida, não hesitaria em considerá-la uma beldade digna de um segundo olhar. Mas, por mais bela que fosse a decoração, aos próprios olhos de Rensley — que sabia melhor que ninguém que o conteúdo era um homem com um membro balançando entre as pernas — tudo parecia apenas ridículo.
Ao pensar que aos olhos do Grão-Duque Gizel a imagem apareceria da mesma forma, uma vergonha renovada aqueceu suas orelhas. Havia mais de cem razões legítimas, mas a razão principal para realizar este casamento podia ser resumida em uma frase: para sobreviver.
Comparado a Yvette, que fugira corajosamente após dar um soco na nuca da família real que a atormentara a vida inteira, ver a si mesmo, se passando por mulher para enganar as pessoas e preservar a própria vida, e ainda assim ser chamado de bonito — isso nem como piada saía.
— Está tudo pronto?
Antes de colocar o véu, Larkov, o chefe da ordem dos magos, entrou no quarto. Já de idade avançada, ele arregalou os olhos por trás dos óculos e riu.
— Ora, quase não reconheci. Assim arrumado, vai formar um belo casal com o Grão-Duque.
— Não está linda? Deveríamos pintar um retrato dela como a mais bela Grã-Duquesa da história de Oldenland.
Rensley não tinha nem forças para rebater as piadas provocantes da senhora Samlit e de Larkov. Enquanto ele apenas suspirava, Larkov se aproximou.
— Aqui, beba esta poção. Vai manter sua voz por um tempo depois do casamento também. Mesmo que o efeito passe, ainda há mais poção sobrando, então não se preocupe.
Em sua mão havia um frasco de poção onde o verde e o azul se misturavam lentamente. Rensley não conseguiu esconder a expressão desconfiada e fez uma pergunta de confirmação.
— Vai voltar mesmo para a minha voz original depois, certo?
— Claro. Isso é uma magia de nível bem baixo. Beba de uma vez.
Era a primeira vez na vida que ele bebia algo feito com magia. Ao abrir a tampa, um cheiro forte se espalhou. Rensley fechou os olhos com força. Franzindo a testa e inclinando a cabeça para trás, ele bebeu tudo de uma vez, como instruído. Um sabor difícil de descrever, entre amargo, azedo e adstringente, encheu sua boca, e logo o fundo da garganta começou a coçar e queimar. Era exatamente como quando, na infância, engolira por brincadeira uma raiz de erva desconhecida e passara dias sofrendo com a garganta inchada e coçando.
— Minha garganta está coçando…, ah.
— Sucesso. Ninguém vai desconfiar que você é homem, não importa quem ouça.
Larkov balançou a cabeça, satisfeito. Diferente da sensação estranha de ver a si mesmo maquiado e vestido, Rensley passou a mão sobre o próprio pescoço. O pomo de adão saliente ainda estava lá, bem no lugar.
— Não vai precisar falar muito durante o casamento. O sacerdote vai fazê-lo jurar e fará algumas perguntas, mas basta responder “sim”. E quando a cerimônia terminar, você vai cumprimentar os convidados e os moradores.
— Sim.
Rensley respondeu por reflexo e depois fechou a boca de repente. A voz clara como pérola soava estranha aos seus próprios ouvidos. Larkov riu com gosto.
— Ótimo. Está indo bem. As pessoas de Oldenland não costumam se demorar em casamentos. Nem a família real nem os nobres são diferentes. Depois que a cerimônia terminar, haverá um banquete que vai durar a noite toda até de manhã, mas o casal não precisa ficar até o fim.
Não precisar ficar? O anfitrião do banquete de casamento não era o casal? Embora não tivesse falado nada, a dúvida deve ter aparecido em seu rosto, pois Larkov respondeu.
— Porque o casal precisa passar a noite de núpcias.
— O quê?!
— Ora, ora, por que tanta surpresa? Existe algum casal de recém-casados que não passe a noite de núpcias? Além disso, o ritual da noite de núpcias é muito importante em um casamento real. Os criados já vão preparar o quarto com antecedência, então depois de cumprimentar os convidados, podem subir a qualquer momento.
O que esse velho está dizendo? Rensley o encarou com os olhos transbordando de choque. Mas a senhora Samlit continuava tranquila.
— Não precisa se surpreender, Rensley. Por mais que seja uma noiva de fachada, é claro que precisamos mostrar às pessoas que vocês vão para a noite de núpcias. Só estou dizendo para irem juntos até o quarto, não que precisem realmente passar a noite juntos. Em Oldenland não existe o costume de as pessoas assistirem à noite de núpcias, então não precisa se preocupar. Ouvi dizer que em alguns lugares existe esse tipo de costume?
— No país onde eu trabalhava antes, existia esse costume. O noivo e a noiva nobres precisavam provar a consumação diante de testemunhas de cada família.
— Ai, eu ficaria constrangida demais. Como é que dá para passar a noite na frente dos outros, não importa o motivo?
Essas pessoas… acho que estão me zoando. Em vez de responder em voz alta ao que diziam, Rensley apenas franziu as sobrancelhas e revirou os olhos. Como parecia mesmo ser essa a intenção, Larkov soltou uma risada mais uma vez.
— Bem, vamos terminar por aqui. Preciso sair primeiro para ver o Grão-Duque.
A governanta Samlit trouxe o véu de casamento, longo e fluido, e a capa cerimonial. Diferente do véu que cobria todo o rosto exceto os olhos, este era translúcido e delicado. A capa, de um azul profundo, tinha bordado o brasão da família real de Oldenland, assim como a que o Grão-Duque costumava vestir.
— Abaixe a cabeça um pouquinho, por favor.
Logo um véu suave e leitoso desceu sobre a visão de Rensley, como neblina. Ele também sentiu uma coroa decorativa, bastante pesada, sendo colocada sobre sua cabeça.
Como alguém que agora tinha um segredo, esconder a própria aparência lhe trazia certo alívio. Enquanto Rensley respirava fundo, a senhora Samlit acenou com a mão diante dele.
— Como está, Rensley? Não há problema para enxergar à frente, certo?
— Não.
Ele respondeu curto, incomodado com a voz mais aguda. A senhora Samlit assentiu com a cabeça e segurou sua mão.
— Bem, vamos sair agora. O Grão-Duque deve estar esperando.
Não era a ponto de não conseguir ver nada, mas o que cobria sua visão era incômodo, e a barra do vestido que se prendia aos pés também atrapalhava. Quando ele hesitou nos passos, a senhora Samlit chamou outras damas de companhia. Várias damas se aproximaram e levantaram as bordas da capa e do vestido, e só então Rensley conseguiu caminhar direito. Descendo degrau por degrau a escada em espiral, finalmente chegaram ao salão central, já lotado de pessoas.
O salão, iluminado ainda mais que o normal, tinha em meio à multidão um homem de capa preta que se destacava imediatamente, sem nem precisar procurar.
Parece que em Oldenland até o traje de casamento do monarca é feito de preto. Havia decorações vistosas na gola e nos ombros, mas a capa preta e o bordado prateado no centro eram os mesmos de sempre. Os cabelos que costumavam cobrir a testa estavam penteados para trás, talvez com óleo perfumado, o que o fazia parecer ainda mais nobre que o habitual. Ele conversava com as pessoas ao redor com uma expressão indiferente, sem nenhum resquício de nervosismo por estar prestes a se casar.
Mesmo sem ninguém anunciar a chegada da noiva, assim que Rensley entrou no salão, a atenção da multidão se concentrou nele. O olhar do Grão-Duque também se voltou naturalmente para Rensley. Ele afastou as pessoas ao redor e caminhou em direção a Rensley, que o observava por trás do véu. Ele estendeu a mão. Olhando fixamente para a mão estendida em sua direção, Rensley pensou na conversa por toques de dedos que já não trocavam mais. Quando a Princesa Yvette acabara de chegar ao castelo, o Grão-Duque fora bastante gentil com ela.
Como sempre fora uma pessoa quieta, não havia mudança visível nele, mas diante de Rensley Malocen, aquele calor sutil que ele demonstrava ao tratar a noiva não aparecia mais. Não era motivo para se sentir magoado, mas talvez por causa da sua situação de estar em terra estranha e distante, ele se sentiu inexplicavelmente solitário.
— A mão, Princesa Yvette.
Com essas palavras, Rensley se recompôs e colocou apressadamente a mão sobre a dele. Ao contrário da expressão fria, a mão do Grão-Duque era quente.
— Por aqui.
O Grão-Duque ajudou Rensley a caminhar. O olhar dos convidados acompanhou de perto o movimento dos dois, que logo se tornariam casados. O coro, de pé em um dos lados da parede, começou a cantar um hino de melodia lenta. No centro do salão onde as pessoas estavam reunidas, um sacerdote em trajes cerimoniais estava de pé, com um estrado ritual preparado.
Gizel Zibedad e Rensley Malocen, de mãos sobrepostas, avançaram lentamente juntos. O sacerdote ergueu uma vara de metal e bateu numa taça vazia, também de metal, colocada sobre o estrado. Dlim—. O eco, que fazia zumbir os ouvidos, se espalhou pelo salão inteiro como ondulações.
O Grão-Duque apertou levemente a mão de Rensley, puxando-a para baixo, e curvou o corpo. Ele também o seguiu rapidamente e se sentou diante do estrado.
O casamento começou.
↫─✧ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki&Belladonna