Capítulo 41
Capítulo 2 – Parte 14 。°✩°。⌒♡*:・
Tendo perdido toda a razão, Seok-ju era rápido para seu tamanho. Ele começou a perseguir as irmãs, que se esforçaram para se afastar com Yoonyoung, parecendo que as pegaria a qualquer momento. Dojin deu perseguição feito um louco.
No fim, Seok-ju rapidamente alcançou as irmãs. Uwaaah! Com um rugido monstruoso, Seok-ju agarrou as pernas de Yoonyoung enquanto ele era arrastado.
— Vão, crianças! Vão! Deixem o Yoonyoung e vão!
Dojin gritou, pensando que Yunae e Miju estariam numa grande encrenca se ficassem. Miju balançou a cabeça freneticamente, mas Seok-ju golpeou suas costas com uma mão do tamanho de uma tampa de panela. Com um grito, Miju caiu, e vendo isso, Dojin berrou selvagemente.
— Só corram, caralho!
Yunae mordeu o lábio, agarrou a mão de Miju e começou a correr. “Ele vai morrer”, o grito de Miju ecoou pela montanha escura.
Kim Seok-ju, aparentemente sem interesse nas irmãs, arfava em busca de ar, huff, huff, e começou a arrastar Yoonyoung para algum lugar pelas pernas. O inconsciente Yoonyoung era arrastado, sua cabeça batendo no chão.
Vendo isso, a razão de Dojin, também, finalmente estalou.
Seus olhos, agora adaptados à escuridão, faiscaram descontroladamente. Dojin instintivamente vasculhou seus arredores e pegou uma pedra do tamanho da palma da mão de perto de uma árvore.
Uma poderosa intenção assassina, do tipo que ele nunca sentira na vida, envolveu Dojin. Enquanto se preparava para ser atleta, a primeira coisa que ele havia aprendido fora nunca usar sua força para machucar pessoas, mas isso era tudo inútil agora. Agora, Dojin queria matar Kim Seok-ju, mesmo que isso significasse sacrificar tudo.
Por causa do peso de Yoonyoung, Kim Seok-ju não havia ido longe. Sem sentir os galhos das árvores arranhando suas bochechas ou o sangue escorrendo do ferimento em sua cabeça, Dojin correu em direção a ele.
No momento em que Kim Seok-ju, que de algum modo havia se movido em direção ao vale e alcançado a beira de um penhasco, se virou, Dojin impulsionou-se do chão com suas longas pernas e avançou. Sua mente, tendo ultrapassado seus limites, nem sequer registrava a dor formigante em seu corpo ferido.
A pedra, erguida ao alto, atingiu o topo da cabeça de Kim Seok-ju.
— Aargh!
Soltando a mão que arrastava Yoonyoung, Kim Seok-ju agarrou a própria testa. Dojin o atacou feito um falcão, ergueu a pedra de novo e a desceu sobre Kim Seok-ju sem hesitação.
Kim Seok-ju ergueu os braços para bloquear, soltando Yoonyoung e cambaleando para trás, enquanto Dojin o atacava, tendo perdido toda a razão. Foi uma briga animalesca.
Eles se arranharam e socaram, repetidamente tentando imobilizar um ao outro, até que Kim Seok-ju finalmente conseguiu derrubar a pedra da mão dele. Protegendo a cabeça, ele viu uma brecha e jogou Dojin no chão.
Ofegando em busca de um fôlego que fedia a sangue, os dois agarraram um ao outro pela gola. O sangue fluindo da cabeça de Kim Seok-ju pingava no rosto de Dojin.
— Porra, o que é, aquele desgraçado pra você… huff, pra você ir, tão longe.
Kim Seok-ju perguntou a Dojin com olhos que mostravam que ele simplesmente não conseguia entender. Dojin se debateu e se contorceu, e Kim Seok-ju xingou e pressionou-o com mais força.
A certa altura, enquanto seu corpo era empurrado para cima, o chão que sustentava sua cabeça desapareceu. O som de terra desmoronando soou em seus ouvidos. Uma sensação arrepiante o fez estremecer e virar a cabeça; atrás dele estava preto como breu. Era um penhasco.
— Seja qual for o motivo… você está morto por ter ficado ao lado daquele desgraçado.
Kim Seok-ju, seu grande torso arfando em busca de ar, cuspiu saliva sanguinolenta no rosto de Dojin. Seus braços grossos, espremendo cada última gota de força, esmagavam Dojin. Sua cabeça foi forçada para trás, e o sangue subiu para ela.
Dojin resistiu com todas as suas forças, mas então relaxou o corpo e lentamente regularizou a respiração. Não havia chance de vencer daquele jeito. Quanto mais ele fosse encurralado, mais ele tinha que procurar quietamente por uma brecha…
— Que pena. Um desgraçado que nem sabe nadar vai se debater na água e morrer. Adeus. Manda um abraço pros Fantasmas d’Água.
Achando que Dojin havia desistido, Kim Seok-ju sorriu largamente, revelando seus dentes manchados de sangue. No momento em que Kim Seok-ju colocou toda a sua força nos braços para uma despedida final, Dojin usou a súbita mudança no centro de gravidade contra ele, erguendo as coxas e empurrando o corpo para cima por baixo.
Firmemente flexionando o abdômen, Dojin arremessou Seok-ju por cima de seu próprio corpo. Somando sua própria força à força que já puxava Seok-ju de cabeça para baixo, Seok-ju foi o primeiro a virar e cair do penhasco. Foi como se ele tivesse erguido e arremessado o homem muito mais pesado.
— Huff, po, porra!
Ambos acabaram pendurados no penhasco. Pouco antes de cair, Dojin havia cravado os dedos na terra, e ele agora olhava para baixo para Kim Seok-ju, que instantaneamente havia agarrado sua perna.
Pendurado no ar, Kim Seok-ju se agarrava ao tornozelo de Dojin feito um demônio. Um domínio feroz apertou seu tornozelo esquerdo como que para quebrá-lo.
— M-m-me salva. Me salva, seu filho da puta!
— Nem morto, haah, eu… te salvaria.
Dojin cerrou os dentes e tentou rastejar para cima, sacudindo a perna à qual Seok-ju se agarrava. Kim Seok-ju gritou, tornando-se instantaneamente servil. Com um rosto aterrorizado, ele implorou, desmentindo sua grande estrutura.
— Dojin, me salva, por favor me salva! Foi minha culpa!
O pedido de desculpas insincero ecoou no vazio. Dojin, cuja força vinha lentamente se esvaindo, não tinha nem energia para lhe responder. Com seu corpo no limite, ele rastejou terra acima, e a força na mão de Seok-ju que se segurava a ele começou a enfraquecer.
— Por favor, por favor me salva. Você acha que vai ficar bem se eu morrer assim? Hã? Eu falei pra me ajudar!
Então… tente sobreviver por conta própria.
Surpreendentemente, Dojin conseguiu aplicar força sem nenhuma hesitação ou apego remanescente. Preparado para sacrificar seu tornozelo, ele torceu a articulação presa no domínio de Seok-ju. Um som de estalo ecoou brevemente, e com uma sensação de algo se rasgando e uma onda de dor excruciante, a mão que se agarrara tão tenazmente se foi.
Aaaargh!
Um grito ecoou horrivelmente na escuridão. O som ficou mais distante, depois se transformou num splash. Depois disso, o silêncio reinou.
Tendo mal conseguido rastejar para cima, Dojin levou um momento para recuperar o fôlego. Seus pulmões pareciam estar sendo espremidos, e parecia haver um problema com o osso de seu tornozelo. Sua visão girava, e sua cabeça estava definitivamente aberta. Além disso, não havia uma única parte dele que estivesse ilesa.
Mas o que o preocupava mais era a condição de Yoonyoung. Como se Yoonyoung fosse a única coisa que ele conseguia ver, Dojin rastejou até ele e lentamente o ergueu sobre as costas.
O corpo mole estava frio, como se estivesse encharcado. Frio como um cadáver. Mesmo pressionado contra suas costas, ele não conseguia sentir um batimento cardíaco, e todo o seu corpo estava rígido. Como se ele tivesse morrido bem assim.
— Yoonyoung, aguenta só mais um pouco. O hyung… vai te levar pra baixo rápido.
Dojin murmurou para si mesmo enquanto se levantava com Yoonyoung nas costas. Ele entrelaçou os dedos para firmar seu domínio, que insistia em afrouxar, e começou a andar mancando, apoiando as coxas de Yoonyoung.
Sangue escorria continuamente para baixo, obscurecendo sua visão, mas Dojin continuou andando. Ele seguiu o caminho da água, abrindo caminho pela vegetação rasteira a uma pequena distância do penhasco.
— A gente está quase lá, Yoonyoung. Quase lá. Eu vou te salvar. Eu vou te proteger. Está tudo bem. Acorde.
Feito um louco, Dojin continuava sussurrando. Ele sentia que se não falasse com ele assim, Yoonyoung poderia adormecer para sempre.
A certa altura, ele perdeu toda a sensação em seu tornozelo esquerdo. Sem nem saber como estava andando, Dojin arrastava o pé enquanto descia a montanha. Um caminho que era difícil até de descer sozinho, Dojin de algum jeito, penosamente, o percorreu com Yoonyoung nas costas.
Sua boca tinha gosto de metal, e sua mente estava turva. Ele forçou seus olhos a se abrirem, os quais insistiam em se fechar. Movido pela única vontade de levar Yoonyoung a um hospital, Dojin suportou a jornada dolorosa. Ele não tinha noção de quanto tempo havia passado.
Depois de descer em ritmo lento, Dojin finalmente avistou a familiar entrada do vale. Ele devia ter perambulado por um longo tempo, pois o céu estava começando a clarear no leste distante. Olhando para o céu que amanhecia, Dojin soltou uma respiração esfarrapada.
A gente está quase lá. Justo quando ele pensava isso, ele ouviu pessoas gritando à distância.
Ah, estou salvo.
Dojin soluçou feito um louco. Uma súbita onda de alívio deve ter drenado suas forças, pois ele desabou no chão de forma patética.
Mesmo então, ele caiu para a frente para impedir Yoonyoung de se machucar, esfregando a testa na terra enquanto mal conseguia erguer o tronco novamente. Seu único pensamento era de algum jeito alcançar as pessoas.
Naquele instante, ele ouviu alguém correndo em sua direção.
— Jin Dojin!
A voz era familiar, mas Dojin não tinha capacidade mental para reconhecê-la. Ele apenas inconscientemente registrou seu nome e olhou para a frente para ver Sanghyun correndo em sua direção, seu rosto uma máscara de horror.
— Hah, droga, o que diabos aconteceu…
Sanghyun, que havia corrido feito um louco, ficou pasmo com o estado em que Dojin estava, depois verificou Yoonyoung em suas costas. Olhando para ele, Dojin murmurou fracamente.
— Sunbae… Yoonyoung… por favor, salve ele.
— Seu desgraçado maluco, no seu estado, é isso que você vai dizer…!
Sanghyun se aproximou e tocou o pescoço de Yoonyoung. Ele o ouviu soltar um suspiro de alívio enquanto verificava um pulso.
— Ele ainda está vivo. O pulso dele está mais forte do que eu pensava. Então coloque ele no chão por ora.
— Não, eu… eu tenho que levar ele comigo.
— Jin Dojin, coloque ele no chão.
Sua voz de repente baixando, Sanghyun começou a forçar os braços de Dojin a se abrirem. Com um palavrão, Sanghyun rasgou à força as mãos de Dojin, que haviam enrijecido com os dedos entrelaçados. Dojin tentou resistir com todas as suas forças, mas desde que esbarrara em Sanghyun, sua própria consciência vinha se desvanecendo.
— Se você voltar por esse caminho agora, você vai morrer com certeza. O Park Hyun-bae está empenhadíssimo em encontrar você e o Kim Seok-ju. Eu não sei o que aquele desgraçado tagarelou, mas lá dentro, eles acham que você e ele estão do mesmo lado.
— Ainda assim, se eu for e explicar, de algum jeito…
— Seu desgraçado, escuta com atenção. Com os chefões nesse estado, não tem como você sair de lá vivo. Mesmo que você não esteja do mesmo lado que o Kim Seok-ju, isso aconteceu sob a sua supervisão. Se você for, é uma morte de cachorro. Você só vai morrer. Se você morrer assim, o que vai acontecer com a sua família?
Tardiamente, o que Seok-ju havia tagarelado passou pela mente de Dojin. Que Do-yeon estava no pronto-socorro, e que sua Tia e seu Tio estavam fora de si de preocupação por causa disso.
Mas, mas ainda assim… e se o Yoonyoung morrer? Eu tenho que ver o Yoonyoung abrir os olhos. Mesmo que eu tenha que ir, eu tenho que ver isso primeiro.
Dojin teimosamente balançou a cabeça. Mas ele não tinha força restante para resistir, e Sanghyun o arrastou à força.
Depois de cuidadosamente deitar Yoonyoung no chão, Sanghyun encontrou o walkie-talkie de Dojin e o jogou fora. Ele imediatamente vasculhou seus bolsos, jogou seu celular no chão também, e o esmagou com o sapato.
— Vamos. Vamos correr. A gente tem que viver primeiro. Tanto você quanto eu temos que correr pra viver. Eu estou prestes a morrer junto com você por ter te apresentado a isso.
Sanghyun içou Dojin, que mal se mantinha erguido pelo tronco, sobre as costas. Dojin agarrou seu ombro e murmurou algo baixinho, mas seu corpo, já uma ruína, parecia ter decidido que não podia suportar mais, e seus membros ficaram moles.
Sua cabeça tombou para trás. Além de sua visão pendente e instável, ele conseguia ver Yoonyoung, deitado como se estivesse morto.
Antes que suas pálpebras inchadas e machucadas se fechassem, uma única lágrima escorreu. A última coisa capturada em sua visão enquanto ela escurecia para o breu total foi a mão mole e ensanguentada de Yoonyoung. Sobre a tintura de balsamina laranja nas pontas de seus dedos, que o próprio Dojin havia aplicado, o sangue do garoto de dezenove anos estava borrado num vermelho escuro, quase preto.
A promessa que ele no fim não conseguiu cumprir e as palavras “eu gosto de você” que ele nunca conseguiu dizer em voz alta se acumularam no espaço ferido e vazio.
O longo, longo verão terminou, assim, sem mais.
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Fim do Capítulo 2 ⌒♡*:・..
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✦ Tradução, revisão e Raws: Bella donna&Faby&Othello