Capítulo 00
Para melhor entendimento da história:
》…《 Flashback
「…」 TV ou matérias na internet
[…] Telefone
🔞 ATENÇÃO: O capítulo a seguir apresenta cenas de conteúdo adulto (+18). Tenha isso em mente antes de prosseguir com a leitura.
ᥫ᭡. Prólogo
Lá fora, onde chovia há meses, o céu estava cinza e sombrio, sem nenhum sinal do sol surgindo. A previsão de que uma onda de calor chegaria estava correta, mas ninguém havia previsto que a chuva que a acompanharia não cessaria durante todo o verão.
A vida também era assim. A vida era uma enxurrada de coisas que jamais se poderia imaginar, e viver era, de alguma forma, suportar e sobreviver àquela realidade despedaçada.
Dojin, que olhava para fora pelas cortinas levemente entreabertas, virou a cabeça lentamente.
O quarto em que se encontrava era escuro e frio. Embora fosse uma tarde com o sol alto no céu, o quarto do homem a quem servia era sempre tão escuro quanto a noite. Cortinas blackout cobriam as amplas e altas janelas, e o ar-condicionado estava ligado numa temperatura tão baixa que ultrapassava o razoável, fazendo arrepios subirem pela sua pele.
Ultimamente, Dojin passou a sentir que aquele quarto era infinitamente frio. O suficiente para mudar sua crença de que o frio era melhor que o calor; sempre que vinha até ali, o ar gelado se enrolava ao redor do seu corpo como uma cobra.
Por isso, ele não queria ficar sozinho naquele lugar. Principalmente porque o calor corporal trocado entre seus corpos nus, enredados e úmidos durante toda a noite, havia sido extasiante, quente e caloroso.
— … Jovem Mestre.
Ao ouvir o murmúrio de Dojin, Yoon-young, que estava dormindo profundamente, abriu os olhos. Ele manteve os braços em volta dos ombros largos de Dojin durante toda a noite, sem o menor movimento, recusando-se a soltá-lo. Por isso, quando Dojin se mexeu, o calor corporal pressionado contra suas costas foi transmitido por inteiro. Era quente, e aquilo era bom.
— … Você acordou?
— Sim. Dormiu bem?
No momento em que ouviu a saudação matinal de Dojin, o pênis inserido nele estremeceu. Não estava totalmente para dentro, apenas até a metade, mas era tão grande que até um pequeno movimento alcançava o fundo das suas paredes internas. A carne quente, naturalmente já ereta por ser de manhã, cutucou seu ponto de êxtase.
— Mmh… Ugh, Hm… Ah…! Espera…!
Dojin reagiu sensivelmente, como se zombasse do fato de que havia gozado sem parar até poucas horas atrás. Enquanto dobrava o tronco e engolia um gemido baixo, Yoon-young o empurrou lentamente por trás.
— Não, eu não consegui dormir. Estava com medo de você fugir enquanto eu dormia, hyung.
O pênis se moveu preguiçosamente nas suas entranhas, pressionando ainda mais fundo o ponto que mais fazia Dojin sentir. À medida que o peso se abatia sobre ele, roçando-o, a boca de Dojin se abriu, e ele contraiu seu buraco com força.
— Eu não vou fugir… Ah, ngh!
Seguindo Yoon-young, que o pressionava lentamente por trás, Dojin também desabou sobre a cama. Em suas costas largas e firmes, flores tinham brotado ao longo das marcas deixadas por seu mestre durante a noite. Estava coberto de tudo, desde marcas de mordida até hematomas causados por lábios e impressões de mãos que haviam pressionado com força.
— Eu disse que não consigo acreditar em você, mesmo que diga isso.
As mãos do seu mestre abriram bem a bunda de Dojin. Por causa da dificuldade do Alfa Dominante em controlar sua força durante o sexo, a bunda de Dojin estava sempre com hematomas no formato das mãos de seu mestre. Yoon-young esfregou com força as marcas, que pareciam impressas a ferro.
Um sabor metálico de dor surgiu. Enquanto lágrimas brotavam em seus olhos pela dor, seu coração se agitou. Ele se sentia infinitamente ferido pelo homem que jamais acreditaria em suas palavras, e uma onda de culpa o inundou.
Enquanto Dojin ficava sem palavras, Yoon-young se acomodou habilmente entre suas pernas e as deslizou para os lados. O buraco se abriu completamente e o pênis forçou sua entrada repetidas vezes.
— Huuuh… Ah… Ngh… Ugh…!
As coxas de Dojin, incomparavelmente fortes após longos anos de treinamento, rapidamente perderam a força e se contraíram após apenas algumas investidas de Yoon-young. Seu buraco, domado por ele, rapidamente esqueceu a dor, se contraiu ao redor da carne que o preencheu completamente e começou a sentir prazer por conta própria. À medida que o prazer subia, a mente de Dojin, antes cheia de tristeza, rapidamente ficou turva.
— Devo circular ou devo socar?
— Hngh, ngh, ah, ahh, ali, ali, uhn, Yoon-young-ah… Circula, assim, ugh…!
Yoon-young observou preguiçosamente Dojin, que rapidamente havia perdido a razão e começado a mover os quadris de maneira lasciva.
Porém, o pênis enterrado dentro dele crescia constantemente de tamanho, preenchendo o interior do seu ventre como se fosse estourar suas paredes internas. Yoon-young soltou uma respiração cheia de excitação, franziu o rosto bonito e pressionou o corpo contra as costas do outro Alfa. Dojin, que tremeu de frio durante toda a madrugada enquanto dormia, sentiu um alívio ao perceber o calor corporal se espalhando por suas costas e fechou os olhos com força.
Naquele ritmo, ele poderia ficar ali por mais três ou quatro horas. Normalmente, Yoon-young não tentava ficar com Dojin, mas, se oferecesse seu corpo assim, ele ficaria. Em momentos como aquele, Yoon-young não expressaria seu ressentimento pelo que ele havia feito, e Dojin usava isso como pretexto para se agarrar ao calor dele. Era um método vulgar.
Um Alfa, um homem com um físico mais robusto do que o de qualquer outro, oferecendo sua bunda para seduzir alguém.
Quando tomou um pênis por trás pela primeira vez, Dojin não acreditou que algum dia se acostumaria com aquilo. Ele havia vivido a vida inteira como um Alfa exemplar em uma sociedade machista e cheia de preconceitos. Não era comum que dois Alfas se envolvessem dessa maneira.
Um homem bonito e com um bom físico como Dojin teria Ômegas se jogando nele de qualquer forma. Quem imaginaria que ele, que só havia usado o próprio pênis e nunca recebido um por trás, acabaria gemendo sob o jovem mestre a quem servia? Dizem que há uma causa para tudo.
Assim como nunca há apenas uma pessoa culpada nos relacionamentos humanos, muitos dizem que sempre há uma razão para as coisas que acontecem. “Se for assim, qual diabos é a razão para a minha vida ter se tornado assim?”
Enterrando o rosto nos lençóis manchados com rastros de gozo, Dojin fechou os olhos com força. Sua testa se franzia enquanto ele balançava com o prazer que Yoon-young lhe proporcionava, e sempre que era penetrado fundo lá dentro, um gemido agudo, tão inapropriado para ele, escapava com um soluço.
Entregando seu corpo ao êxtase, Dojin se forçou a apagar os pensamentos. Ele não queria pensar em nada. Quanto mais pensava no passado, antes de tudo se torcer como estava hoje, mais miserável seu presente parecia, fazendo-o querer morrer.
Mas, às vezes, havia dias em que os pensamentos não desapareciam, por mais que Dojin desejasse. Hoje parecia ser um desses dias. Os sussurros do dia em que se reencontrou com Yoon-young ecoavam em mente violentamente agitada.
》— Você não sabe o que são indenizações? Se seguirmos o procedimento adequado, você irá primeiro para a prisão. Sequestro, tentativa de homicídio e ainda por cima destruição de propriedade. Também poderíamos resolver isso do nosso jeito. De qualquer forma, você vai desaparecer do mundo. E o que acontecerá com aquela sua adorável irmãzinha, de quem você não consegue se fartar? E quanto à sua tia e seu tio, que estão vivendo endividados por causa dela?《
O sorriso tímido e envergonhado da sua infância foi substituído por um sorriso seco e desolado nos cantos dos olhos.
“…O que você quer que eu faça?”
Ele não deveria ter respondido assim naquele dia? Foi por ter dito que faria aquilo que o relacionamento acabou ficando dessa forma?
Por mais que pensasse, Dojin não poderia ter feito outra escolha. Yoon-young simplesmente não conseguia superar o que havia acontecido naquela noite em que foram levados ao penhasco. Por mais que Dojin tentasse recuperar sua confiança, tudo o que recebia era um olhar distorcido pela fúria.
No fim, talvez a única coisa que Dojin pudesse ter feito desde o início fosse oferecer seu corpo.
— Fique ao meu lado e faça o que eu quiser. Se eu disser para rastejar, você rasteja. Se eu disser para lamber, você lambe. E se eu disser para abrir, você abre. Mesmo que morra, morre ao meu lado.
Pensando bem, o relacionamento deles havia começado assim desde o início. Mesmo quando começou a trabalhar como guarda-costas de Yoon-young, que era tão verde e fresco quanto uma folha de bálsamo recém-brotada, a única coisa que Dojin podia fazer por ele era colocar seu corpo em jogo.
Mas ele nem sequer conseguia cumprir essa tarefa simples. Não conseguia nem realizar o trabalho simples de proteger Yoon-young e, assim, tombou do penhasco, chegando onde está hoje.
Refletindo sobre o passado e o futuro que havia perdido, Dojin finalmente enterrou os lábios nos lençóis e engoliu um soluço.
Ele não fazia ideia de onde tudo havia dado errado. Tinha vivido sua vida ao máximo, havia feito tudo o que podia.
》— Eu gosto de você, ahjussi.《
Um rosto sorrindo timidamente piscou diante de seus olhos bem fechados.
》— Não tenho intenção de salvar mais ninguém, além de você, como “garoto bonito”, ahjussi¹.《
Houve uma época em que era dolorosamente feliz só de trocar palavras bobas. Só estar ao lado dele era tão bom que sentia que poderia morrer com falta de ar. Houve uma época em que se protegiam mutuamente, como algo natural, sem dizer uma palavra.
Houve um verão extasiante e quente que Dojin arruinou com as próprias mãos.
𑣲⋆ Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna&Flower
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¹ahjussi: é utilizado para se referir a homens mais velhos, mesmo sem parentesco.
Aviso: Todos os fatos, personagens e situações retratados nesta obra são inteiramente fictícios. Não contendo nenhuma relação com fatos reais.
𖹭ּ ֶָ֢. Gostou do capítulo? Apoie a autora na plataforma oficial para demonstrar o seu carinho!