Capítulo 21
Capítulo 21 。 ₊°༺❤︎༻°₊ 。
— O quê?
Ao ouvir a pergunta de Eun Sajun, Yeoul ficou paralisado como alguém que acabara de levar um choque.
Ele realmente me chamou de Yeoul? Como sabe meu nome verdadeiro?
Sentiu como se todo o sangue estivesse deixando seu corpo.
— Estou perguntando se você se lembra do momento em que estava transando comigo.
— Transando?
O que aquilo significava?
Yeoul ficou ainda mais confuso, arregalando os olhos.
Ao mesmo tempo, Sajun sorriu com os olhos.
— Ah, nosso querido não sabe o que significa “transar”? Estou falando de sexo.
— Ah…
Yeoul ficou atônito ao descobrir que existia uma palavra tão vulgar.
Pensando que jamais teria motivo para usar uma palavra daquelas em toda a sua vida, balançou a cabeça como um gato que acabara de sair do banho.
— Os gemidos do nosso querido foram muito gostosos de ouvir.
Eun Sajun soltou uma risadinha.
Ao mesmo tempo, a lembrança de ter aberto o próprio corpo para aquele homem voltou à mente de Yeoul.
Naquele momento, ele não estava em seu estado normal.
Se foi assim, então talvez ele ter chamado meu nome tenha sido apenas algo que imaginei ter ouvido.
Pensando bem, se Eun Sajun soubesse que Yeoul estava enganando-o sobre sua identidade, certamente não o teria deixado escapar.
Yeoul decidiu não fazer nenhuma besteira.
Afinal, suas pernas já estavam dormentes.
— Que gracinha.
Eun Sajun beliscou repentinamente a bochecha de Yeoul.
Não havia absolutamente nenhuma malícia naquele gesto.
Pelo contrário, havia até certo carinho estranho nele, fazendo Yeoul se perguntar por que diabos Sajun estava agindo daquela maneira.
Aos poucos, a mão de Eun Sajun deslizou pelas costas de Yeoul e então empurrou um dedo entre suas nádegas.
— Ah!
A sensação fez parecer que a penetração da noite anterior estava voltando à vida.
— D-de repente… Por que está fazendo isso?
— Estou fazendo uma massagem. Fique quieto.
Outro dedo entrou.
— Uau. Pensar que já ficou tão apertado assim durante a noite…
Admirado, Eun Sajun começou a movimentar os dedos para frente e para trás, como se estivesse penetrando.
As pupilas redondas de Yeoul tremeram rapidamente.
Seu coração também acelerou, enquanto o calor de seu corpo parecia se concentrar nas nádegas.
— P-pare… Aah!
Apavorado com aquela espécie de penetração, Yeoul agarrou os lençóis e tentou escapar.
Mas o toque de Sajun, cujos dedos entravam até o fim e se moviam dentro dele, não podia ser facilmente evitado.
A cama balançou e, aos poucos, as paredes internas de Yeoul começaram a ficar úmidas.
O som da carne roçando contra carne podia ser ouvido claramente.
— I-isso… Isso é estranho. Pare. Ha… Haa…
Yeoul soltou respirações quentes e enterrou a testa nos lençóis.
Cada vez que seu corpo era sacudido, sentia como se fosse derreter.
Seu pênis também começou a endurecer, relembrando os acontecimentos da noite anterior.
Sem saber o que fazer com o calor que se acumulava em seu corpo, Yeoul se contorceu.
Em meio àquilo, a outra mão de Eun Sajun envolveu suavemente seu pênis.
— Aahng!
Quando sua excitação chegou ao limite, Yeoul acabou chegando ao clímax.
— Ah… Não…
Yeoul mordeu o lábio inferior com força, sentindo uma humilhação enorme.
Mas o líquido que já começara a sair não parava facilmente.
Além disso, quando os dedos de Eun Sajun roçaram sua glânde, a sensação se tornou ainda mais intensa.
— P-por favor… pare…
— Haha. Você é realmente muito fofo.
Eun Sajun sorriu como uma raposa.
Quanto mais perturbado Yeoul ficava, mais excitado ele parecia.
Por isso, a irritação começou a crescer dentro de Yeoul.
Queria estrangulá-lo, se pudesse.
E queria descobrir o código o mais rápido possível.
Instintivamente, Yeoul olhou para a calça de Eun Sajun, cujo cinto estava firmemente preso.
Se eu agir como um louco e tirar a calça dele de novo…
Quando estava prestes a se levantar, Eun Sajun repentinamente pressionou o corpo sobre as costas de Yeoul.
— Ah.
Yeoul soltou um gemido breve quando seu corpo ficou completamente enterrado nos lençóis.
Logo, Eun Sajun retirou a mão que estivera mexendo entre suas nádegas.
Os fluidos de Yeoul escorreram pelos dedos de Sajun em uma linha curva.
Ele levou os dedos à boca e os chupou.
— Hã!
Yeoul ficou chocado com aquele comportamento descarado.
Já havia percebido isso na noite anterior, mas Eun Sajun realmente parecia ter um estômago de ferro.
— Na verdade, eu estava no Rut ontem.
— O quê?
Rut?
Ele estava falando do ciclo de Rut, o período equivalente ao cio de um Ômega?
Yeoul ficou chocado.
De fato, a temperatura do corpo de Sajun estivera anormalmente alta, e suas pupilas também pareciam turvas.
— Tomei supressores, mas eles não fizeram muito efeito. Acabei ficando em uma situação complicada.
Pelo que Yeoul sabia, o Rut de um Alfa costumava durar cerca de uma semana.
— E como você está agora?
— Estou muito melhor depois de abraçar meu querido. Obrigado.
— N-não foi nada.
Certamente havia sido doloroso e chocante.
Mas ouvir aquele agradecimento fez Yeoul ficar constrangido sem motivo.
— Pensando bem, hoje é o último dia do ano.
— Ah…
— Que tal irmos ver o primeiro nascer do sol do ano novo amanhã de manhã?
— O nascer do sol?
— Sim. Estava pensando que poderíamos ir para a Ilha de Jeju.
Ele falou com tanta naturalidade, como se estivesse dizendo que iria até o mercado da esquina.
Para Yeoul, viajar para a Ilha de Jeju não era diferente de fazer uma viagem internacional.
Isso deve ser algo que ele considera possível porque é rico.
— Primeiro, não sei a que horas vou terminar o trabalho hoje! Vou avisando você conforme as coisas forem acontecendo.
— Sim, entendi.
— Só de pensar em começar o ano novo com meu jagi, já estou ficando animado.
Ao ouvir aquilo, o coração de Yeoul também palpitou sem motivo.
Isso também deve fazer parte da conexão emocional necessária para a gravidez.
Era como comer comida de lanchonete.
— Vou terminar o trabalho o mais rápido possível e voltar. Você se esforçou bastante ontem à noite, então descanse bem.
— Ah…
— Agora vamos nos lavar e tomar café da manhã juntos.
Finalmente, Eun Sajun se levantou da cama.
Os dedos de Yeoul segurando a escova de dentes se moviam rapidamente.
O café da manhã que tomou com Eun Sajun era composto de comida coreana, tendo enguia grelhada como prato principal.
Era uma refeição que Sajun havia preparado, dizendo que Yeoul tinha se esforçado muito na noite anterior.
Na verdade, Yeoul não gostava particularmente de enguia.
Tinha lembranças de ela ser muito forte e com gosto de peixe quando a comera na escola ou quando tivera oportunidade de experimentá-la em restaurantes.
Por isso, pretendia comer apenas os outros acompanhamentos.
Mas, pensando que não poderia ignorar a consideração de quem havia preparado a refeição, deu uma mordida.
A enguia estava tão deliciosa que Yeoul chegou a se perguntar que tipo de enguia havia comido até então.
Seus hashis não pararam de se mover, e ele acabou comendo tudo.
Depois de terminar aquela refeição extremamente satisfatória, Eun Sajun saiu para trabalhar.
Yeoul, por sua vez, estava escovando os dentes.
Depois de enxaguar a boca e terminar de se arrumar, voltou ao quarto.
Talvez por ter experimentado sexo pela primeira vez na vida, seu corpo não estava em boas condições.
Naturalmente, procurou a cama macia e deitou-se.
Talvez por estar de estômago cheio, seus olhos também se fecharam suavemente, e o sono começou a dominá-lo.
Aos poucos, suas grandes pupilas começaram a se fechar.
Logo, seus olhos sonolentos se fecharam completamente.
Vou lhe dar um mês a partir de agora. Descubra o código no corpo de Eun Sajun durante esse período.
Você não sabe o que farei se me desobedecer.
A voz de Shin Taeon acariciou os ouvidos de Yeoul.
Seu olhar assassino também surgiu diante de seus olhos.
Era como se tivesse se transformado em uma arma prestes a atravessá-lo.
— Hã!
As pupilas de Yeoul se abriram de repente, como se tivesse sofrido uma convulsão.
Ele também se sentou às pressas.
— Haa… Haa…
Estava tão assustado que mal conseguia respirar.
Imediatamente, olhou para o relógio na parede.
Nem trinta minutos haviam se passado.
— Haa…
Pelo visto, o conforto que havia sentido por um breve momento não passara de uma ilusão.
Yeoul sentiu uma emoção esmagadora e fechou os olhos por um instante antes de abri-los novamente.
Depois de destruir o celular na noite anterior, sua comunicação com Shin Taeon havia sido interrompida.
Embora os dois não se falassem com frequência, talvez Taeon tivesse tentado entrar em contato durante aquele período.
Yeoul sentiu a cabeça girar.
Parecia que teria de contar a Shin Taeon sobre sua situação.
Posso fazer uma ligação de um telefone público em vez de usar um celular.
Precisava tentar entrar em contato com ele imediatamente.
Yeoul levantou-se da cama.
Então entrou no closet e trocou de roupa, vestindo-se para sair.
Concluiu que não haveria problema, pois o contrato não possuía nenhuma cláusula que o proibisse de sair durante seu período de vigência.
Yeoul abriu a porta do quarto e saiu silenciosamente.
A governanta e os outros funcionários estavam trabalhando em seus respectivos postos.
Ele desceu rapidamente as escadas.
Logo chegou à porta de entrada e abriu o armário de sapatos.
Havia tantos pares organizados de maneira impecável que aquilo o fez lembrar de uma loja de calçados.
Entre eles, viu o tênis que havia usado quando chegara àquela mansão.
Tivessem sido lavados ou não, não pareciam mais os mesmos tênis de que se lembrava.
Os sapatos que antes pareciam cobertos de cinzas vulcânicas por causa da sujeira agora estavam brancos como um boneco de neve.
Por um momento, Yeoul se perguntou se realmente eram seus tênis.
Mas, depois de conferir as partes desgastadas e a marca barata, teve certeza de que eram os seus e os calçou.
— Oh, meu Deus! Aonde você vai?
A governanta olhava para Yeoul com olhos arregalados, como os de um coelho assustado.
— Ah, tenho algumas coisas para resolver, então pensei em sair por um instante.
— Que tipo de coisa você precisa resolver?
— Estou pensando em encontrar um amigo da minha cidade natal. Volto logo.
Impaciente, Yeoul deu uma breve explicação e abriu a porta para sair.
— Não… Isso vai dar problema…
A governanta ficou aflita e abriu a porta da frente.
Mas Yeoul já havia desaparecido de seu campo de visão.
Com uma expressão preocupada, ela pegou o celular e fez uma ligação.
— Diretor-nim. Temos um grande problema.
— Ufa.
Assim que saiu da mansão, Yeoul foi apressadamente até a rua.
Grandes prédios comerciais se espalhavam pela região.
Ele olhou ao redor, procurando um telefone público.
Os telefones públicos eram usados principalmente antes de Yeoul nascer, por isso ele só havia aprendido sobre eles nas aulas.
Tinha ouvido dizer que, com a popularização dos celulares, encontrar um telefone público hoje em dia era como tentar colher estrelas do céu.
E era verdade.
Não havia cabine alguma à vista.
— Ha… O que eu faço?
Preocupado, Yeoul ficou aflito.
Enquanto procurava desesperadamente por um telefone público, acabou esbarrando em alguém que vinha na direção oposta.
— Ah.
Ao mesmo tempo em que soltou um gemido, seu corpo deu um pequeno solavanco.
— Ai…
Um gemido frágil foi ouvido.
Yeoul havia esbarrado em uma senhora idosa que carregava uma sacola plástica.
Além disso, as maçãs dentro da sacola haviam caído e rolavam pela calçada.
— Desculpe.
Apavorado, Yeoul se apressou em recolhê-las e colocá-las de volta na sacola.
Felizmente, não eram muitas, então conseguiu juntá-las rapidamente.
— Aqui está.
— Obrigada, rapaz. Você não precisava se esforçar tanto…
A senhora ficou sem jeito ao receber a sacola.
— Não foi nada. A culpa foi minha.
Normalmente, Yeoul prestava atenção por onde andava.
Mas, dessa vez, não conseguira se concentrar por causa da obsessão de que precisava entrar em contato com Shin Taeon.
Sentindo-se culpado, Yeoul suspirou.
Quando estava prestes a se afastar da senhora, pensando que deveria voltar a procurar um telefone público…
— Geum Yeoul?
Ao ouvir aquela voz chamando seu nome, Yeoul se assustou e se virou.
— Hã!
No mesmo instante, seu corpo inteiro ficou rígido.
— O que você está fazendo aqui?
Era Shin Taeon.
Ele estava parado ali, com um cigarro entre os lábios.
。 ₊°༺❤︎༻°₊ 。 。 ₊°༺❤︎༻°₊ 。
Continua….
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Gabby.