Episódio 37
Ele não disse que assinaria, e estava lendo em silêncio as palavras no papel, então eu pensei que algo estava errado. Eu estava preocupado com o que fazer se ele dissesse que não gostou, mas, no dia seguinte, Chahyun enviou um contrato adicional preparado por meio do seu advogado.
As condições que ele apresentou eram as seguintes:
Artigo 1. “Hong Yeonwoo” concorda em não ter nenhum encontro privado com outros Alfas durante a vigência deste contrato (seis meses).
Artigo 2. “Hong Yeonwoo” concorda em passar todos os ciclos de cio que ocorrerem durante a vigência deste contrato com “Baek Chahyun”.
Artigo 3. “Hong Yeonwoo” concorda em não trocar de emprego nem abrir uma nova loja durante a vigência deste contrato, e a trabalhar apenas dentro do “Edifício Heesung”.
Artigo 4. “Hong Yeonwoo” concorda em ganhar mais de cinco quilos de peso durante a vigência deste contrato.
Yeonwoo teve que ler a última cláusula de novo porque não conseguiu entendê-la. Quando ele perguntou a Chahyun por que ele havia incluído isso, ele respondeu que Yeonwoo era frágil e magro demais, e não havia nada para agarrar durante o sexo.
Quando perguntado o que aconteceria se ele tentasse mas não conseguisse ganhar peso, ele deu uma resposta ambígua de que deixaria passar se Yeonwoo comesse quando ele mandasse.
Quando Yeonwoo lhe disse para não brincar, Chahyun retrucou que era um assunto muito sério para ele. Ele parecia não disposto a ceder nem um pouco.
No fim, o assunto foi resolvido com Yeonwoo assinando os documentos.
Assim que assinaram o contrato com os termos desejados, Yeonwoo pensou que algo aconteceria imediatamente. Por exemplo, exigências excessivas e autocráticas como as que eles tiveram no escritório.
Mas, depois disso, Chahyun ficou tão quieto que as preocupações de Yeonwoo foram desmentidas. Vários dias passaram sem nenhum contato.
De acordo com as conversas dos clientes que vinham ao café, a empresa parecia estar ocupada com várias coisas acontecendo ao mesmo tempo. Os funcionários do escritório que trabalhavam no Edifício Heesung estavam todos sofrendo com hora extra.
Yeonwoo sentia pena deles, mas era uma coisa boa para ele. Ele vinha estando em alerta, sem saber quando Chahyun chamaria, mas se sentiu aliviado quando descobriu que Chahyun também estava ocupado.
No entanto, a alegria não durou muito. Um pouco depois das seis da tarde de sexta-feira, Chahyun apareceu depois de vários dias.
— A que horas o café fecha?
Chahyun não olhou nem de relance para o atendente no balcão e perguntou a Yeonwoo, que estava conferindo os itens do pedido nos fundos.
— Oito horas.
Yeonwoo respondeu com o coração nervoso, se perguntando se Chahyun lhe diria para ir ao escritório de novo ou para ir a um hotel imediatamente.
— Você já jantou?
— Ainda não.
— Ainda não?
A voz de Chahyun se elevou. O atendente olhou de relance para Chahyun e Yeonwoo, como se se perguntasse algo. Yeonwoo disse ao atendente para ir para dentro do quartinho dos fundos um instante e então respondeu.
— Eu vou comer depois do trabalho. Você quer um café?
— Você vem comendo como devia? Você não ganhou peso nenhum.
— Quantos dias faz?
— Peça uma marmita de agora em diante. Não passe fome.
— Está bem.
Já que havia um contrato, Yeonwoo concordou de bom grado.
Ele não sentia vontade de comer nada porque se sentia abafado e febril hoje. Ele teria que garantir que comesse de agora em diante.
Chahyun pareceu insatisfeito com a resposta tíbia de Yeonwoo, mas não acrescentou nada mais.
Ele não pediu nada e se virou e caminhou em direção à saída do prédio.
— Por quê?
Mas ele não deu alguns passos e voltou ao café.
Yeonwoo perguntou como se ele tivesse algo mais a dizer.
— Não posso. Eu tenho que ver você comer eu mesmo.
— O quê?
— Quão pouco você come para o único lugar que eu consigo agarrar quando a gente transa ser sua bunda?
— Você está louco?
O horrorizado Yeonwoo olhou em volta do balcão. Chahyun não parecia se importar se os outros ouviam essa conversa ou não.
— Termine cedo e saia. Não tem clientes à noite de qualquer forma.
— Você esqueceu o que prometeu? Você disse que não me incomodaria durante o horário de trabalho.
Yeonwoo o repreendeu, baixando a voz o máximo possível.
— Você esqueceu? Você concordou em cooperar comigo para ganhar cinco quilos.
Chahyun estava confiante.
— Você não ganhou nem um quilo em alguns dias, e está pulando o jantar hoje. Você foi quem violou o contrato primeiro.
— …….
Yeonwoo não tinha nada a dizer quando Chahyun disse aquilo. Parecia um argumento forçado, mas, quando ele escutava, era verdade.
Além disso, se ele deixasse assim, Chahyun ficaria de pé diante do balcão e não se moveria, então Yeonwoo não teve escolha a não ser recuar.
Felizmente, havia poucos clientes nas noites de sexta-feira. Ninguém queria desperdiçar sua preciosa noite de sexta num café de um prédio de escritórios.
Yeonwoo deixou o fechamento com o atendente e seguiu Chahyun para fora. Ele estava consciente da atenção ao redor enquanto caminhava lado a lado com Chahyun, então deliberadamente caminhou alguns passos atrás.
Muito ocasionalmente, funcionários que reconheciam Chahyun o cumprimentavam com polidez primeiro, mas Chahyun nunca aceitava seus cumprimentos. Ele mesmo era uma pessoa com defeito de personalidade.
Quando saíram do prédio, um carro já esperava. Quando eles se sentaram lado a lado no assento de trás, o motorista deu partida no carro.
— Para onde a gente vai?
Yeonwoo perguntou, olhando Chahyun, que estava usando a gravata com esmero e a camisa abotoada até o fim, para variar.
Eles iam longe? Isso seria um problema. Ele estava especialmente cansado hoje e queria ir para casa cedo descansar. Claro, Yeonwoo não estava em posição de dizer tal coisa, então tinha que seguir Chahyun sem reclamar, mesmo que ele de repente quisesse ir para o exterior.
— Eu te disse, a gente vai comer.
— Tem diferentes tipos de comida.
— Lá tem comida coreana, ocidental e chinesa.
Ele disse aquilo, mas Yeonwoo ainda não sabia para onde eles iam. Eles iam a um bufê?
Ele não tinha apetite e tinha dor de cabeça pela febre leve, e já se sentia estufado só de pensar em Chahyun o observando comer. Além disso, amanhã será sua consulta de reabilitação….
Yeonwoo olhou de relance para Chahyun e avaliou a atmosfera. Ele ia alimentá-lo e depois ir a um hotel? Ou talvez, desta vez, no carro?
Era vergonhoso perguntar diretamente quais eram suas intenções com o motorista ali na frente.
Yeonwoo não teve escolha a não ser fechar a boca e encarou em silêncio pela janela até chegarem ao destino.
Ele deve ter cochilado um pouco. Quando abriu os olhos com Chahyun lhe dizendo para se levantar, ele estava diante de um prédio que nunca havia visto.
Parecia uma casa particular impecável, e também parecia um museu de arte. Era difícil adivinhar o que era.
Quando Yeonwoo saiu do carro, Chahyun, que esperava na entrada, entrou no prédio primeiro. Outros visitantes pareciam estar conferindo seus convites, mas Chahyun entrou sem nenhum procedimento desse tipo.
Nenhum dos funcionários de uniforme deteve Chahyun. Yeonwoo o seguiu para dentro.
— Baek Chahyun, quanto tempo? Por que você está tão atrasado?
Dentro, dezenas de homens e mulheres de terno estavam reunidos num salão grande que parecia um salão de banquetes. A julgar pelo fato de que todos tinham mais ou menos a mesma idade de Chahyun, parecia um reencontro ou um típico encontro de filhos de empresários.
— A empresa terminou tarde.
— Você deve estar aprendendo com afinco no trabalho. Você fez um escândalo enorme dizendo que nunca entraria na empresa e viveria como vagabundo pelo resto da vida.
— Eu já estou trabalhando como um cão, então não me irrite. Aliás, onde a gente come?
— Comer? Tem uma sala com uma mesa separada lá dentro.
Chahyun trocou algumas palavras com alguém que parecia ser um conhecido, então agarrou o braço de Yeonwoo e entrou.
Ele pensou que haveria uma mistura de vários feromônios porque havia tanta gente, mas o interior espaçoso era apenas agradável. Ele não conseguia sentir nenhum feromônio.
Só então Yeonwoo percebeu que neutralizador de feromônios havia sido pulverizado por todo o local.
Pensando bem, ele havia ouvido que neutralizador de feromônios era bastante comumente usado em encontros frequentados pela classe alta. A julgar por quão perfeitamente estava apagado, devia ser muito caro, tão eficaz quanto era.
Conforme passavam por muitas pessoas e cruzavam o salão de banquetes, comida de bufê estava exposta lá dentro. O espaço entre as mesas era largo, tornando o espaço amplo e agradável.
— Senta e come.
— Quem é ele?
Assim que Chahyun sentou Yeonwoo, outras pessoas começaram a se aproximar e falar com eles. Estavam interessadas em Yeonwoo, que Chahyun havia trazido.
— Hong Yeonwoo. Meu….
— O que é? Será que era por causa dele que o Baek Chahyun era tão protetor…?
Antes que Chahyun pudesse terminar de falar, um homem interrompeu como se tivesse sacado. Ele imediatamente esticou a mão para Yeonwoo e disse seu nome.
Yeonwoo não sabia o que estava acontecendo e trocou cumprimentos com ele. Mas, assim que o aperto de mão terminou, Chahyun empurrou o homem para longe.
O homem parecia curioso sobre Yeonwoo e ficou tentando achar um momento para falar com ele, mas Chahyun não aceitou, então ele logo se afastou dos dois.
Yeonwoo olhou em volta da sala de forma discreta. Parecia que as pessoas ali pensavam nele como namorado de Chahyun.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna