Episódio 15
Fazia quatro anos desde que Chahyun e Yeonwoo tinham sido intimos pela primeira vez, mas Yeonwoo ainda se via desnorteado e incapaz de se adaptar sempre que recebia pedidos tão absurdos.
Yeonwoo ofegou, por fim, baixando a mão. Enquanto apalpava seu buraco com os dedos indicador e médio, sentiu a lubrificação molhada. O som sutil da umidade escorregadia estimulava sua audição.
Ele não conseguia se obrigar a erguer o olhar, abaixando a cabeça bem fundo. Estava mortificado por Chahyun estar assistindo a tudo aquilo de perto.
Logo, depois de molhar suficientemente os dedos, Yeonwoo espalhou aquilo com cuidado sobre o membro de Chahyun. Chahyun então soltou um gemido satisfeito.
— Haa, porra. Tão quente.
Chahyun pegou a mão molhada de Yeonwoo e esfregou seu pau contra ela. Se era assim, não havia razão para fazer Yeonwoo fazer isso. Yeonwoo reclamou por dentro, mas ofereceu obediente as duas mãos a Chahyun.
— I-Isso é suficiente?
— Bom trabalho.
Chahyun o elogiou, afagando o joelho de Yeonwoo com a palma da mão. Então, posicionou sua haste, minuciosamente molhada com a lubrificação de Yeonwoo, embaixo.
Yeonwoo se sobressaltou conforme a sensação dura da glânde de Chahyun pressionou sua entrada fechada. Chahyun, com os olhos fixos no tenso Yeonwoo, enfiou seu membro no buraco com um pluc!
— Aheuk!
— Dói?
Chahyun perguntou, pressionando o baixo-ventre de Yeonwoo. Ele podia sentir a parede interna surpresa se contraindo e se apertando.
Sua barriga foi instantaneamente preenchida. Yeonwoo recuperou o ar e sacudiu a cabeça.
— N-Não… É bom.
— Hoo.
— É bom, Chahyun-ah.
— Então você devia apertar mais.
— Heuk… Hnnh. A-Assim?
Yeonwoo moveu os quadris de leve, retesando os músculos de baixo. Ele pôde ver vagamente as veias saltando na testa de Chahyun.
— Ha, Hong Yeonwoo. Puta…
Chahyun cerrou os dentes e puxou os quadris lentamente para trás. Por causa do álcool, o interior de Yeonwoo estava muito mais quente e apertado que o normal. Se Yeonwoo permitisse, ele sentia que poderia ficar dentro dele a noite inteira.
— Heuek.
Conforme Chahyun se retirou quase até a raiz, a entrada de Yeonwoo se fechou, agarrando a glânde que ainda estava dentro dele. Chahyun encarou as rugas estiradas retesadas conforme se fechavam sobre seu membro, então enfiou seu pau de volta.
Diferente da primeira vez, ele separou lentamente a parede interna enquanto se inseria, fazendo o baixo-ventre de Yeonwoo tremer de leve.
— Ah… Se você faz assim… fica estranho.
— É por causa do álcool.
Chahyun respondeu com naturalidade. A parede interna ainda não estava completamente molhada, então parecia seca quanto mais fundo ele ia. Ele teria que esperar mais para se mover como devia.
— Haa, só… coloca tudo de uma vez… Baek Chahyun. Como você fez agora.
— Você sempre demora mais para ficar molhado por dentro quando bebe. Mas está tão molhado por fora. Por que é isso?
Chahyun agarrou as nádegas de Yeonwoo e começou a erguer os quadris de forma superficial.
— Ah, ah!
Os movimentos não eram brutos, mas a haste, encaixada bem apertada dentro de sua barriga, ficava apunhalando sua parede interna, causando uma sensação simultânea de rigidez e cócegas. Yeonwoo odiava essa sensação ambígua. Sentia que doeria menos se Chahyun se movesse com brutalidade em vez disso.
Yeonwoo esticou os braços e os enlaçou em volta do pescoço de Chahyun.
— Faz logo, só.
— Por quê?
— Eu não gosto disso. Euh, não faz devagar…
— Eu te disse, ainda está seco por dentro.
— Aheut.
Por algum motivo, Yeonwoo não parava de sacudir a cabeça, então Chahyun retirou seu membro por completo. Pela sua experiência, se ele metesse com brutalidade daquele jeito, poderia ser bom, mas sempre resultava em pequenos rasgos internos.
Por que ele foi beber álcool de repente? Chahyun estalou a língua, insatisfeito, e devolveu seu membro a Yeonwoo.
— Molha de novo.
— Ah, por que eu tenho que ficar fazendo isso?
— Porque você pode se rasgar.
— Então faz você mesmo…
— Você disse que queria receber meu pau rápido, não disse?
Chahyun esfregou seu membro contra a mão de Yeonwoo, pressionando-o, e Yeonwoo desviou do seu olhar. Ele hesitou por um instante, então mordeu o lábio inferior e afagou com cuidado a haste para cima e para baixo.
Na opinião de Yeonwoo, o membro que já havia estado dentro do seu buraco estava molhado o suficiente. Parecia que Chahyun só o estava fazendo fazer isso para humilhá-lo, o que o deixava ressentido.
Parecia que já fazia um bom tempo desde que ele havia tomado o comprimido para dormir, mas por que ainda não estava funcionando? Os olhos de Chahyun estavam mais claros que nunca, sem um traço de sono.
— Você tem que… espalhar por igual até a glânde .
Ele precisava que ele adormecesse rápido. E se ele não conseguisse sair hoje?
Os movimentos da mão de Yeonwoo desaceleraram conforme ele se perdia em outros pensamentos, então Chahyun ergueu os quadris de leve, como se para tirá-lo daquilo. O membro grosso e escorregadio se esfregou contra seu períneo, fazendo Yeonwoo estremecer.
— Por que você está tão lento? Como você vai receber meu pau desse jeito?
— Só um pouco…
— Faz com cuidado, Hong Yeonwoo.
Chahyun, com a paciência se esgotando, agarrou a mão de Yeonwoo e o fez tocar seu buraco molhado, então o fez segurar seu membro de novo com aquela mão.
Certo. Seria prejuízo se visse sangue no meio de tudo isso.
Yeonwoo espalhou a lubrificação que havia secretado por toda a glânde de Chahyun, conforme seu pedido pervertido. Ele afagou com aplicação a raiz da haste e a glânde dura, deixando-a muito mais escorregadia do que antes. Como se ele tivesse aplicado uma quantidade generosa de gel.
— Isso é suficiente?
Chahyun, que vinha assistindo todo esse tempo, finalmente sorriu e jogou o cabelo caído de Yeonwoo para trás.
— É. Eu deveria meter logo.
Depois de fazer Yeonwoo abrir bem uma perna, Chahyun posicionou sua glânde na entrada. A entrada, que já havia recebido a haste inteira uma vez, estava suavemente relaxada.
— Heup!
Exatamente como na primeira vez, ele empurrou tudo para dentro de uma vez, fazendo a cabeça de Yeonwoo pender para trás. Desta vez, Chahyun não se demorou e imediatamente começou a impulsionar os quadris.
Os movimentos eram tão brutos que o som de carne batendo em carne podia ser ouvido.
— Haeuk. Ah!
— É bom?
Chahyun perguntou, afagando o membro de Yeonwoo para cima e para baixo. Uma gotícula tênue de líquido havia se formado na ponta de seu membro ereto.
— Eut, é… Ahh.
— Você está perdendo a cabeça.
Chahyun bloqueou a glânde com o polegar para impedir que Yeonwoo gozasse por conta própria e começou a empurrar mais forte de verdade. Suas coxas grossas se esfregavam contra o interior da virilha branca de Yeonwoo, como se a pressionassem.
Cada vez que o membro inchado se chocava contra sua parede interna, o peito do pé de Yeonwoo se contraía e se curvava. Então, Chahyun mordia sua panturrilha para impedi-lo de colocar força nos tornozelos.
— Aheuk…! M-Mas está muito… Só um pouco mais suave…
— Você me disse para meter forte.
Chahyun pressionou com força, empurrando tudo para dentro de Yeonwoo, como se determinado. Ao mesmo tempo, tirou a parte de cima que Yeonwoo vestia, como se ela estivesse no caminho.
— Para… Muito fundo, haeuk! Está muito fundo.
Antes que percebesse, os olhos de Yeonwoo estavam com as bordas vermelhas. Hoje, uma sensação de queimação subia de dentro de sua barriga. Sons estranhos ficavam saltando de sua boca conforme Chahyun o revolvia como se estivesse esmagando o ponto que ele mais sentia.
— Ah, Chahyun-ah. Baek Chahyun.
Yeonwoo esqueceu que estava esperando Chahyun adormecer e se agarrou a ele com desespero. A ansiedade de que esse sexo pudesse ser o último brotou num canto do seu coração, deixando Yeonwoo ainda mais ansioso.
Então, incapaz de suportar nem a menor separação, ele ficava enlaçando os braços em volta de Chahyun, pressionando o peito contra ele e implorando por beijos.
Ele ergueu o olhar para Chahyun, que estava coberto de suor e em cima dele, chamando seu nome e fazendo contato visual constantemente. Ainda assim, ele se sentia insatisfeito e carente.
— Por que você está chorando, Hong Yeonwoo. Hoo.
— Heuht… Heuk. Ahh!
— Você está dizendo que dói, ou que é bom? Merda, você está se fechando tão bem aqui.
Yeonwoo pôs a língua para fora e umedeceu os lábios secos, então enlaçou as pernas em volta da cintura de Chahyun. Chahyun o advertiu para não colocar força nos tornozelos, mas ele teimosamente deu mais força às coxas, amarrando-o com força.
— Eu, eu… Heut! Você…
— Hong Yeonwoo, suas pernas…
— Se eu penso em você fazendo sexo assim com aquela mulher… Ah.
Mesmo com seus corpos se tocando sem uma fresta, Yeonwoo ainda estava insatisfeito.
— Eu fico com tanta raiva…
Sentia como se seu coração estivesse sendo rasgado em pedaços ao pensar nele olhando outra pessoa com um rosto tão fervoroso e olhos tão ansiosos.
Toda a sinceridade que ele havia escondido bem fundo derramou de sua boca sob a influência do álcool.
Ele estava com tanto ciúme de alguém que nem conhecia. Era tão doloroso e triste que não seria ele quem teria Chahyun.
— Isso não vai acontecer.
Chahyun segurou a mão de Yeonwoo, que gemia com calor, empapado de um prazer avassalador. Sua voz, cheia de excitação, era resoluta.
Mas Yeonwoo não a ouviu.
— Eut, haeuk… Ahh.
— Além de você… Porra.
Chahyun, que vinha olhando para baixo, para o rosto lacrimoso de Yeonwoo, não suportou mais e começou a marretar o buraco de Yeonwoo de forma selvagem. Por um tempo, nenhuma palavra foi trocada entre eles. Apenas gemidos, respiração pesada e fricção molhada se misturavam e ecoavam.
O membro de Chahyun se chocou contra a parede interna de Yeonwoo várias vezes. E, quando a visão dos dois homens começou a piscar em branco, Chahyun alcançou seu clímax, agarrando o cabelo de Yeonwoo e beijando-o. Foi um beijo sufocante, profundamente imbuído de possessividade.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna