Episódio 13
Yeonwoo, que havia tomado o remédio para atrasar o ciclo de cio antes, se sobressaltou por dentro e desviou do olhar de Chahyun.
— Eu não quero ir trabalhar. Quero colocar aqui dentro e dormir de novo.
Chahyun murmurou, desta vez agarrando com força a bunda de Yeonwoo com sua mão grande. Yeonwoo retrucou.
— Sai de cima, por favor.
— Me deixa colocar dentro e dormir hoje.
— Não. Não estou me sentindo bem.
— Por quê? Eu te deixo fazer isso como recompensa de vez em quando.
Por algum motivo, Chahyun gostava de adormecer com o corpo pressionado contra Yeonwoo enquanto estava inserido. Ele havia permitido isso a contragosto sempre que ficava exausto e adormecia, e agora ele não parava de implorar para fazer isso sempre que tinha chance.
— Sai daqui.
Yeonwoo empurrou Chahyun com força desta vez.
— Haa, você está só brincando comigo.
— Não aja como criança e levanta. Você vai se atrasar para o trabalho.
— …….
Ao sair da cama, Yeonwoo acabou dizendo o que Chahyun mais odiava.
Seu rosto, que vinha sorrindo largo como um pervertido, endureceu de imediato. Os outros diziam que ele parecia assustador quando endurecia a expressão ou ficava com raiva, mas Yeonwoo apenas via isso como um protesto de que ele estava emburrado.
E Yeonwoo não apaziguou o emburrado Chahyun e se sentou na beirada da cama. Quando tentou remover a bolsa de gelo do tornozelo, Chahyun se levantou e fez isso para ele.
— Eu te disse para não falar isso.
— Então aja como um adulto.
— O que mais é coisa de adulto se isso não é? Uma criança coloca o pau na bunda de alguém e dorme?
— Eu não posso hoje porque meu tornozelo dói.
— Porra, o que uma coisa tem a ver com a outra?
— Para de falar como criança.
Quando ele disse a coisa que ele odiava mais uma vez, Chahyun finalmente calou a boca e cerrou os dentes. Os músculos de sua mandíbula estavam visivelmente saltando.
Assim que ele havia removido a bolsa de gelo por completo, Chahyun bateu a porta e saiu do quarto sozinho.
— O que deu nele.
Yeonwoo murmurou com indiferença.
Mas, alguns segundos depois, a porta se abriu de novo. Yeonwoo, que estava conferindo o celular, ergueu o olhar.
— Hong Yeonwoo.
— O quê.
— Você vai comer agora?
— Sim.
— Eu te carrego.
— Eu consigo andar sozinho.
— Aí o seu tornozelo vai continuar sendo forçado.
Chahyun ergueu Yeonwoo e o jogou sobre o ombro como um saco de bagagem. Então caminhou a passos largos até a cozinha e o sentou com cuidado numa cadeira da mesa de jantar.
— De qualquer forma, eu vou ter que ir sozinho, sem você.
— É verdade. Hmm. Devo chamar alguém para cuidar de você por alguns dias?
— Eu não estou tão machucado assim. Também recebi remédio….
Mesmo depois de dizer aquilo, Chahyun deixou Yeonwoo sentado e preparou o café da manhã sozinho. Colocou arroz numa tigela e esquentou os acompanhamentos e a sopa da geladeira.
Enquanto a sopa fervia, Chahyun trouxe uma bolsa de gelo nova e se ajoelhou diante de Yeonwoo.
— Vou trocar por uma nova.
Uma bolsa morna tocou seu tornozelo.
— Me diga se doer.
Yeonwoo assentiu.
— Você precisa melhorar logo.
Chahyun murmurou preocupado, baixando a cabeça e beijando seu tornozelo.
O peito de Yeonwoo doeu enquanto o observava.
Baek Chahyun e Hong Yeonwoo estavam agora iguais a sempre, e ainda assim não iguais.
Esta era a nossa vida diária. Era tão pacífica e adorável.
Baek Chahyun, você arruinou tudo.
Yeonwoo mordeu o lábio inferior e estendeu a mão. E desarrumou o cabelo de Chahyun, penteado com esmero para trás.
— Ah, por que você está fazendo isso? Eu arrumei o cabelo.
Chahyun franziu o cenho conforme sua franja caía rapidamente por causa do toque de Yeonwoo.
Ele sempre mantinha pomada quando saía. Desde que Yeonwoo disse que ele parecia mais novo e mais fofo com a franja abaixada, na faculdade, ele havia se mantido de forma consistente no estilo de jogar a franja para trás.
— Tenho que fazer de novo por causa de você.
— …Porque você é fofo.
Sim. Mesmo neste momento, Chahyun, que sempre queria parecer másculo para ele, era fofo. Quanto mais ele era assim, mais fundo crescia o ódio por ele.
— É irritante.
— Chahyun-ah. Eu quero sair para ir ao café.
Tirando o pé de sua mão, Yeonwoo mudou de assunto.
— Na próxima vez.
— Quando é isso?
— Quando o seu tornozelo estiver todo bom.
— …….
— E você vai entrar no cio logo, de qualquer forma. Vamos pensar nisso depois que acabar.
Aquilo significava que ele tinha que ficar trancado em casa até então. Como esperado, Chahyun não parecia querer deixar Yeonwoo sair.
— Você não está se preparando para o casamento?
A expressão de Chahyun voltou a ficar desagradável quando o casamento foi mencionado. Seus lábios se contraíram de leve, como se ele estivesse desgostoso.
— É no ano que vem, né?
— …….
— Estou curioso. Me conta.
— Eu estou deixando tudo com as empresas, então não há nada para eu preparar. Também não vai acontecer imediatamente.
Chahyun finalmente respondeu a contragosto à pressão calma de Yeonwoo.
— Entendi….
Então você vai fazer esse casamento custe o que custar. Então nós realmente não podemos mais ficar juntos.
Yeonwoo pensou.
Ele se sentiu amargurado por não conseguir mudar a cabeça de Chahyun até o fim, mas ainda assim foi um bom ganho. Ele sabia que Chahyun continuava sem nenhuma intenção de cancelar o casamento e não o deixaria terminar com ele facilmente.
Como esperado, dar corda parece ser mais eficaz do que se debater demais.
— Toma seu remédio.
— Está bem.
Depois de terminar o café da manhã, Chahyun tirou o remédio que havia sido prescrito no pronto-socorro de madrugada. Yeonwoo respondeu obediente e olhou de relance para o comprimido para dormir, que era prescrito apenas para a dose da noite.
Ele havia recebido remédio para uma semana, então havia um total de sete comprimidos para dormir.
— Tenha um bom dia.
Yeonwoo se despediu enquanto estava sentado à mesa. Chahyun, que já havia recolocado o cabelo com pomada, assentiu. E, depois de beijar de leve os lábios de Yeonwoo, foi trabalhar.
* * *
Como Chahyun disse, alguém veio à casa à tarde para ir ao hospital. Era o motorista de Chahyun, que ele havia visto várias vezes antes.
Ele havia esperado que teria uma chance de escapar se saísse para a fisioterapia, mas era uma esperança vã. Havia um total de três pessoas vigiando Yeonwoo.
As palavras “esse moleque louco” saíram por conta própria. Ele tinha três pessoas vigiando uma pessoa só.
Com dois homens corpulentos de pé diante da porta quando Chahyun não estava, mais o motorista, ele não podia nem ousar fugir.
Mesmo que a dor no tornozelo fosse fingimento, correr a toda velocidade o forçaria. Havia uma alta chance de ser pego rápido, e então Chahyun agiria de forma ainda mais louca do que agora.
Então, se fosse sair de casa, ele tinha que conseguir sem falha.
Yeonwoo decidiu por completo mirar o momento em que Chahyun estivesse com ele. Parecia mais fácil sair então, já que os homens corpulentos que o vigiavam pareciam encerrar o turno quando Chahyun estava em casa.
Para isso, ele tinha que dar um comprimido para dormir a Chahyun. Foi para isso que ele o havia recebido, em primeiro lugar.
Ele se sentiu desconfortável ao planejar dar um comprimido para dormir ao próprio namorado e fugir, mas não havia outro jeito. Além disso, Chahyun foi quem agiu como um louco primeiro.
Ele decidiu que era melhor agir o quanto antes. Ficou ansioso porque tinha que fugir antes que o ciclo de rut de Chahyun começasse.
— Você chegou cedo?
Yeonwoo saiu para recebê-lo quando ouviu o som da porta da frente abrindo.
— Por que você saiu? Fica sentado.
Chahyun disse com desaprovação, olhando o pé manco de Yeonwoo.
— O chefe da família chegou em casa com dinheiro, então eu tenho que recebê-lo. Me dê sua bolsa.
Yeonwoo estendeu a mão para Chahyun. Chahyun, que estava fazendo uma expressão desagradável com as palavras infantis, riu e pegou sua mão.
— Eu ia carregar a sua bolsa.
— Eu queria que Hong Yeonwoo ficasse em casa o tempo todo.
Chahyun continuou rindo e entrou no quarto. Mesmo então, ele não soltou a mão de Yeonwoo.
Yeonwoo observou Chahyun trocar de roupa em silêncio e pensou em como lhe dar o comprimido para dormir.
Não parecia que ele conseguiria apagar Chahyun só com o comprimido para dormir. Mas ele não podia simplesmente jogar todos os comprimidos prescritos numa bebida. Seria perigoso e o gosto seria perceptível.
Seria melhor lhe dar com álcool.
— O que você fez em casa?
— Eu só fiquei deitado, exceto quando fui ao hospital.
— Houve algum desconforto?
— É chato ficar em casa todo o dia.
— Só aguenta mais alguns dias.
Chahyun afrouxou a gravata e tirou o paletó, respondendo com naturalidade. Yeonwoo se sentou na cama e ergueu o olhar para ele, perguntando:
— Você vai tomar banho?
— Sim.
— Vamos tomar banho juntos? Faz tempo.
A mão de Chahyun, que estava desabotoando a camisa, parou.
— Por que você está agindo tão fofo hoje?
— Eu quero tomar banho também.
Ele pareceu hesitar por um instante, então sacudiu a cabeça.
— Parece perigoso tomar banho junto porque é escorregadio. Eu te lavo, se estiver incômodo.
Ele pensou que ele cederia facilmente, mas parecia que ele estava preocupado com seu tornozelo. Yeonwoo assentiu emburrado.
O canto da boca de Chahyun se contraiu de leve, como se ele estivesse de bom humor.
Assim que terminou de se trocar, ele levou Yeonwoo ao banheiro e o lavou minuciosamente ele mesmo. Ele o tratou como se estivesse manuseando vidro, como se estivesse bastante chocado por Yeonwoo ter gemido de dor de manhã.
Depois de deixar Yeonwoo sair do banheiro primeiro, Chahyun começou a tomar banho.
Yeonwoo, que estava esperando o momento, tirou dois comprimidos para dormir nesse intervalo.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna