↫─Capítulo ⚝ 33
↫─Things That Deserve To Die ⚝ 33
A festa foi realizada em uma vila em Gapyeong. Choi Ki-tae era o dono, e havia uma piscina no meio do quintal. Também era bastante grande, com espaço suficiente para dez adultos brincarem. Assim que chegaram, Kang Seok-joo tirou a roupa e entrou na piscina, jogando água nas mulheres.
— Como você tem passado?
Lee Ja-kyung pegou uma garrafa de água e começou a beber, mas alguém se aproximou e sentou-se ao lado dele. Era a mesma mulher que ele vira antes. Ela trabalhava na área jurídica e era modelo. A mulher, em um vestido de frente única, sentou-se ao lado de Lee Ja-kyung. Seus seios voluptuosos estavam adornados com um deslumbrante colar de joias.
Ela jogou o longo cabelo para um lado e sorriu enquanto olhava para Lee Ja-kyung.
— Você mudou os óculos. Este é melhor.
— Sim…
— Quando você volta para Hong Kong?
— Em dez dias, mais ou menos.
— Que pena. Eu vou com frequência fazer compras em Hong Kong, posso entrar em contato com você separadamente?
O corpo dela se aproximou enquanto perguntava. Sua pele era macia. A parte superior do corpo estava levemente inclinada, expondo a saboneteira. A mulher abraçou gentilmente o braço dele enquanto o olhava intensamente. Ela esfregou o peito abertamente, e Lee Ja-kyung não a afastou de verdade.
se fosse o Lee Ja-kyung de costume, seu corpo teria reagido, mas estranhamente ele não sentiu nada. Ele ficou chocado em um instante, como se tivesse sido atingido por um raio. Ele não conseguia acreditar que não havia reagido a uma mulher tão bonita e atraente depois de ver o enorme pau de Kang Il-hyeon.
Ttak!
Alguém estala os dedos perto do ouvido dele. Quando ele se virou, era Choi Ki-tae. Choi Ki-tae aproximou-se e sentou-se após olhar com desaprovação para a mulher sentada ao lado de Lee Ja-kyung. A mulher, que fora empurrada, virou-se e praguejou.
— Oh, seu bastardo louco.
— Ele é meu convidado. Vá embora.
Ela balançou a mão para chamar a atenção dele e, após um breve momento encarando-o, saiu para se juntar às amigas. Lee Ja-kyung olhou para as costas da mulher com uma expressão chocada no rosto. Ela era linda, mas por que… Choi Ki-tae acenou com a mão na frente do rosto inexpressivo dele.
— O quê? Eu te interrompi?
Lee Ja-kyung, que voltou a si, balançou a cabeça para os lados.
— Não…
Ele olhou para a água que Lee Ja-kyung segurava na mão.
— Você não gosta de champanhe? Quer que eu te traga outra coisa?
— Está tudo bem… não gosto de álcool.
— Ah, que desperdício.
As palavras tinham uma nuance estranha. Lee Ja-kyung fingiu não saber e bebeu a água. Kang Seok-joo subiu nos ombros de um amigo enquanto fumava maconha e chacoalhava o champanhe. A tampa estourou e o champanhe espirrou em Lee Ja-kyung.
Choi Ki-tae correu para bloquear com a mão, mas chegou um passo atrasado. Lee Ja-kyung franziu a testa ao se ver subitamente coberto de champanhe.
— Aquele bastardo louco.
Choi Ki-tae praguejou e limpou o champanhe das roupas de Lee Ja-kyung.
— Você está bem?
— Sim…
Kang Seok-joo virou o champanhe na boca, bebeu e depois espirrou nas mulheres novamente. Era absurdo ver champanhe que valia milhões de won ser jogado fora como água. Mesmo depois que o gosto desapareceu, parecia durar muito tempo. Eles decidiram lutar em grupos de três, três e cinco, e riram quando um deles caiu na água. Ele era um jovem realmente revigorado, considerando que não usara drogas.
— De jeito nenhum. Vamos entrar e trocar de roupa.
— Eu estou bem…
— Vamos. Tenho algo para te dar.
Os olhos de Choi Ki-tae escureceram. Lee Ja-kyung parecia preocupado enquanto segurava a garrafa de água que estava bebendo. Felizmente, Park Tae-soo estava esperando do lado de fora do portão. Seria preferível para os dois terminarem o trabalho aqui em vez de serem pegos por ele.
Choi Ki-tae tomou a iniciativa e levantou-se depois que Lee Ja-kyung assentiu com a cabeça. Havia sacos de maconha e drogas por todo o lugar. Lee Ja-kyung seguiu-o até o segundo andar. Ele podia ver o andar de baixo de relance enquanto passava pelo corredor. No sofá, um homem e uma mulher faziam sexo com apenas as partes de baixo expostas.
Olhando para aquilo, Choi Ki-tae riu.
— Porra! Vão fazer isso no quarto!
A mulher que subira no homem e rebolava mostrou o dedo médio para Choi Ki-tae. Gemidos podiam ser ouvidos de todos os lados. Choi Ki-tae escoltou Lee Ja-kyung até o último quarto. O ruído foi completamente silenciado uma vez lá dentro.
Havia uma cama, um sofá e um pequeno banheiro no quarto. Dizia-se ser uma vila, e cada quarto parecia reservado para sexo. Enquanto Lee Ja-kyung olhava o quarto, Choi Ki-tae foi até um pequeno bar ao lado e serviu duas bebidas. Era um álcool forte…
Sua intenção era óbvia. Ele a colocou na frente de Lee Ja-kyung, que olhou para ele fixamente, e então Choi Ki-tae o aconselhou a beber.
— Eu… eu não consigo beber…
— Apenas tome um gole. Não tem drogas.
Lee Ja-kyung levou o copo à boca. Choi Ki-tae riu enquanto ele franzia a testa após provar um pouco. Choi Ki-tae pegou sua bebida e a esvaziou de um fôlego só. O anel em seu dedo era perceptível. Havia uma joia grande incrustada nele, e a pedra era grande e colorida. Ele sorriu enquanto contemplava o deslumbrante Lee Ja-kyung.
— Você parece tão sexy, mas é mais fofo porque nem consegue beber.
Lee Ja-kyung ergueu os olhos, e ele se desculpou brevemente.
— Oh, sinto muito se te deixei desconfortável, mas você parece realmente sexy, especialmente seus olhos. Você não sabe?
Ele tirou um cigarro do bolso, acendeu-o e exalou a fumaça. Lee Ja-kyung descansou as mãos no colo e encarou o copo que parecia não conseguir esvaziar. Ele costumava receber muitos olhares de ódio quando era mais jovem, mas era tudo por causa da cor de seus olhos. Seu pai, em particular, afirmava que não gostava da cor dos olhos de Lee Ja-kyung e tentou arrancá-los com uma faca.
— É realmente por causa da droga que você me contatou? Não é mesmo?
Ele perguntou baixinho. Lee Ja-kyung permaneceu em silêncio e balançou a cabeça levemente. Choi Ki-tae levantou-se e sentou-se ao lado de Lee Ja-kyung, enquanto ele mexia nervosamente nos dedos. Ele pegou gentilmente a mão inquieta de Lee Ja-kyung e ofereceu-lhe maconha.
— Gostaria?
Lee Ja-kyung hesitou por um momento antes de morder a ponta e sugar. Quando ele tossiu, Choi Ki-tae sorriu e esfregou a maconha no sofá para apagá-la. E então seus lábios se aproximaram. Tinha um cheiro distinto de cânhamo. Ele virou a cabeça para evitar que seus lábios se tocassem e empurrou o ombro de Choi Ki-tae.
— Você não quer se lavar…?
Os olhos de Choi Ki-tae se estreitaram.
— Eu estou limpo. Quer ver?
Quando ele estava prestes a tirar as calças, Lee Ja-kyung segurou sua mão e balançou a cabeça.
— Lave-se… Eu farei isso depois que você se lavar…
Choi Ki-tae levantou-se do assento após estalar a língua com um rosto de desaprovação quando Lee Ja-kyung mostrou-se mais firme do que ele esperava.
— Então espere. Vou me lavar e já saio.
Ele pegou seu celular e o cigarro, jogou-os de lado e entrou no banheiro. A porta se fechou e o som da água foi ouvido lá de dentro. Lee Ja-kyung limpou a área onde os lábios dele haviam tocado com as costas da mão há pouco e depois cuspiu no chão.
Ele rapidamente pegou um conector do bolso interno e conectou o telefone de Choi Ki-tae ao novo telefone que trouxera. O telefone levou cerca de dez minutos para copiar. Enquanto isso, ele queria que Choi Ki-tae ficasse no banheiro, mas havia uma boa chance de ele sair mais cedo porque seu corpo havia aquecido.
Lee Ja-kyung olhou ansiosamente para o telefone e para a porta do banheiro. O som da água parou após cerca de 5 minutos. Oh, merda. Sem surpresa, a maçaneta girou. Lee Ja-kyung levantou-se, desabotoou a camisa e caminhou até a cama.
Exatamente nesse momento, Choi Ki-tae saiu vestindo apenas sua camiseta de baixo envolto em uma toalha. Os olhos de Choi Ki-tae brilharam de desejo assim que viu Lee Ja-kyung sentado na cama com as roupas desfeitas. Ao se aproximar, ele sorriu e colocou as mãos em ambos os lados da cama.
— O quê. Você me disse para me lavar, mas é um amor por ir para a cama primeiro. Meu gatinho lindo.
Um rosto de lobo está gravado em seu peito, assim como uma tatuagem de duende em seu braço. Seus lábios se aproximaram. Lee Ja-kyung virou a cabeça e os lábios dele se moveram pelo seu pescoço. Lee Ja-kyung sentiu-se sujo e franziu a testa enquanto ele lambia seu pescoço com a língua.
Ele tentara duas vezes com Kang Il-hyeon e achou que ficaria tudo bem, mas sente-se muito pior do que esperava. Lee Ja-kyung checou o relógio enquanto aumentava a força do aperto. Feito. Dez minutos. Quando ele empurrou o ombro de Choi Ki-tae, o corpo dele se afastou. Choi Ki-tae olhou para ele com o rosto confuso.
— Por quê?
A nuca que ele acabara de sugar estava formigando.
— Sinto muito. Eu não consigo…
Seu rosto estava franzido, e seus olhos estavam misturados com irritação e raiva. Haa, porra. Ele praguejou enquanto jogava o cabelo para trás.
— Ei, você está brincando comigo?
— Sinto muito mesmo.
Lee Ja-kyung tentou sair da cama devagar, mas Choi Ki-tae o bloqueou com o braço e o jogou na cama. Lee Ja-kyung lutou por um tempo enquanto ele tentava subjugá-lo à força. Não mate este bastardo ainda. Nesse momento, alguém bateu na porta. Bang bang, bang bang. Ei, Choi Ki-tae, abra a porta. Está ficando louco lá fora agora. Porra! Choi Ki-tae!
— Ah, fala sério.
Se ele o deixasse em paz, aquela pessoa esmagaria e quebraria a porta. Choi Ki-tae caminhou até lá. Assim que abriu a porta, seus amigos entraram bêbados, balbuciando e empurrando. Enquanto Choi Ki-tae discutia com eles, Lee Ja-kyung correu para o sofá, desconectou seu telefone e o colocou no bolso de trás.
Choi Ki-tae virou-se por um breve momento, e seus olhares se cruzaram. Lee Ja-kyung pediu desculpas e saiu correndo. Ouviu um chamado atrás de si, mas fingiu não ouvir e desceu as escadas para chamar Kang Seok-joo, que estava na piscina.
— Eu vou primeiro. Estou muito cansado, não consigo ficar mais tempo.
— O quê? Já?
— É… Divirta-se.
Enquanto ele se afastava, a mulher que era modelo antes acenou com a mão com uma expressão triste. Depois de se despedir dela, Park Tae-soo saiu do carro e aproximou-se dele. Mas algo estava estranho em sua expressão.
Lee Ja-kyung, que se aproximava do carro, parou e verificou seu rosto no espelho retrovisor. Uma marca vermelha do tamanho de uma moeda era claramente visível em seu pescoço. Ele fechou os olhos com força. Ele se sentiria melhor se esmagasse a cabeça de Choi Ki-tae agora mesmo, mas não podia, então seu estômago estava revirando.
Park Tae-soo, que estava parado em frente ao banco do motorista, olhou para ele de forma estranha enquanto endireitava as costas. Ele abriu apressadamente a porta do banco de trás como se estivesse escapando.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna