↫─Capítulo ⚝ 31
↫─Things That Deserve To Die ⚝ 31
Lee Ja-kyung, que estava fumando um cigarro, praguejou ao olhar para a mensagem de erro no laptop. Os óculos foram danificados após caírem na água, e a câmera tornou-se inútil. Todos os arquivos também haviam sumido.
— Comprei por um preço alto…
Ele jogou o laptop e os óculos para o lado e se levantou. Caminhou até a janela e olhou para fora. A chuva logo parou, e a piscina onde Kang Il-hyeon e ele estavam sentados há pouco estava vazia. Talvez a equipe tivesse limpado, pois as bebidas e os petiscos haviam desaparecido.
Ele se lembrou do rosto do pai de Choi Ki-tae ao terminar de fumar. Era exatamente o mesmo homem de sua memória. Dado que ele comia e vivia bem, não parecia que estava sendo punido por fazer algo ruim.
Com um pequeno suspiro, ele enfiou a mão no bolso e puxou um cartão de visitas amassado. Ele o havia obtido anteriormente de Choi Ki-tae, mas Kang Il-hyeon o jogou no chão, e ele o recolheu no dia seguinte e o guardou. Não havia nome no cartão, apenas informações de contato. Ele pegou o telefone e enviou uma mensagem após refletir um pouco.
[Olá. Aqui é Zhang Yi An. Você está ocupado?]
Ele se apoiou no parapeito da janela e olhou para fora enquanto esperava por uma resposta. Lee Ja-kyung notou um carro se aproximando ao longe. Ficou curioso sobre quem viria àquela hora. O carro parou em frente ao portão. Ele se perguntou quem era, mas era difícil dizer da posição em que estava. Simplesmente decidiu ir lá fora.
Ao descer as escadas, uma mulher que ele via pela primeira vez na porta da frente entrou. Estava bem vestida, com o cabelo preso, e era de uma beleza estonteante. Seu corpo também tinha belas curvas, de modo que ele teria olhado para trás se a tivesse visto na rua.
Park Tae-soo a conduziu para dentro a partir da sala de estar. Observando, parecia que ela estava entrando no quarto de Kang Il-hyeon. Quando a governanta se aproximou dele vinda da cozinha, ele foi pego de surpresa e desviou o olhar.
— O que você está olhando desse jeito?
— Ah… Não. Uma estranha apareceu na casa…
— Ela é a professora do Diretor.
— Uma professora?
— Ele está aprendendo espanhol ultimamente.
Ah, é verdade. Se era espanhol, Lee Ja-kyung conhecia até certo ponto. Wang Han o elogiara por sua habilidade excepcional em aprender idiomas.
— A professora é muito bonita.
— O patrão gosta de coisas bonitas. Seja uma pessoa ou um objeto.
Lee Ja-kyung riu sem jeito. Não havia ninguém no mundo que não gostasse de coisas bonitas. No entanto, a beleza para Lee Ja-kyung estava ligada ao dinheiro. O padrão também mudava dependendo de haver ou não dinheiro envolvido. Era algo que as pessoas zombavam abertamente por ser esnobe, mas não importava.
— Vou subir. Por favor, descanse.
Lee Ja-kyung caminhou para o segundo andar após cumprimentar a governanta. Ouviu risadas vindas do quarto de Kang Il-hyeon enquanto subia três ou quatro degraus.
— Espero que alguém me conforte. — Ele pensou.
O telefone em seu bolso toca no meio da escada. Até agora, apenas três pessoas sabiam esse número: Kang Seok-joo, Kang Il-hyeon e Choi Ki-tae, para quem ele enviara a mensagem 30 minutos antes.
O número de Choi Ki-tae apareceu na tela. Ele subiu apressadamente as escadas para o segundo andar. Pressionou o botão de atender e levou o telefone ao ouvido.
— Aqui é Zhang Yi An.
[Uau, é real.]
A voz dele era tão animada que não parecia que ele acabara de realizar o funeral do irmão hoje.
[O que houve? Você entrou em contato do nada…]
— Apenas… acho que nem me despedi adequadamente antes.
[Eu não sabia que você entraria em contato, mas é bom. Você estava tentando me confortar?]
Ele perguntou com uma nuance estranha. Por que tantas pessoas falavam em consolo hoje? Lee Ja-kyung desviou o olhar de um lado para o outro. Por enquanto, uma aproximação de Choi Ki-tae é necessária. Ele entrou no quarto, fechou a porta e falou baixinho.
— Não é nada demais… O que você disse naquela vez ainda é válido?
[O quê?]
— Você disse que faria um preço baixo para mim.
[Drogas? Ou… outra coisa?]
Lee Ja-kyung respondeu imediatamente à pergunta descarada.
— Vamos nos encontrar para falar sobre isso… Quero conversar.
[Haha. Você me surpreendeu muitas vezes hoje.]
— Mas mantenha segredo do Seok-joo ou de outras pessoas. Terei problemas se souberem na casa…
Ele respondeu que manteria. Pediu para se encontrarem logo e encerrou a chamada sem dizer a Choi Ki-tae o local e a hora exatos. Lee Ja-kyung esfregou a bochecha com o rosto cansado. A voz de Choi Ki-tae vinda do receptor era muito favorável.
Lee Ja-kyung sentou-se na cama e olhou pela janela. As nuvens escuras haviam se dissipado, e a lua era visível através do vidro. Era uma bela paisagem. Tentou dormir, mas não conseguiu porque sua mente ainda estava desperta. Após algumas voltas na cama, ouviu o som de um carro lá fora. A professora de espanhol de Kang Il-hyeon parecia estar voltando para casa.
***
Ele nem conseguiu dormir direito, mas acordou mais cedo do que esperava. Lee Ja-kyung ponderou sobre o que fazer e foi ao gramado para se exercitar. Queria sair para correr, mas era cedo demais, e o guarda o impediu porque ele não podia ir sozinho.
O cão que anteriormente atacara Lee Ja-kyung saiu para uma caminhada matinal com o guarda. Ele estava preocupado com outro ataque, mas o cão inesperadamente agiu com calma.
Quando Lee Ja-kyung voltou para casa, tomou um banho e vestiu roupas confortáveis. Substituiu seus óculos pretos quebrados por óculos redondos de armação prateada. O formato era muito melhor que o preto e combinava bem com Lee Ja-kyung. Desceu as escadas e cumprimentou os membros da equipe que encontrou.
Ele se tornou bastante acostumado a viver ali após cerca de dez dias. Pão e salada já estavam na mesa quando ele chegou. Kang Il-hyeon se aproxima enquanto a governanta lhe entrega o suco que ela mesma fez. Havia café na frente de Lee Ja-kyung para ele beber.
Em contraste com Lee Ja-kyung, que dorme muito de manhã, Kang Il-hyeon levantava cedo para se exercitar e comer comida coreana. E Lee Ja-kyung acordava tarde, saía na hora do almoço e bebia café.
— Buenos días.
Após cumprimentar em espanhol, ele puxou uma cadeira à frente de Lee Ja-kyung e sentou-se. Lee Ja-kyung assentiu e o cumprimentou.
— Bom dia.
A governanta lhe deu água e sorriu.
— Aproveitou a aula de ontem?
— Sim, foi divertido. Ela não me ignorou como certas pessoas.
Embora Lee Ja-kyung estivesse ciente de que Kang Il-hyeon se referia a ele, ele o ignorou e se concentrou em sua refeição. Kang Il-hyeon falou em espanhol após comer o pão e beber o suco da governanta.
— Yi An. ¿Puedo abrirte el culo e meterte a polla hoje?
Lee Ja-kyung cuspiu o suco da boca de volta no copo. Lee Ja-kyung franziu a testa para Kang Il-hyeon, que estava sorrindo. Os olhos de Lee Ja-kyung se aguçaram.
— Sinto que vou morrer se você me olhar assim. — disse Il-hyeon em espanhol.
Sem entender o que Kang Il-hyeon dizia, a governanta sorriu e comentou.
— Oh, meu Deus. O senhor melhorou muito. O que isso significa?
— Ouça diretamente do Yi An.
Lee Ja-kyung limpou o suco dos lábios com um guardanapo.
— Sinto muito. Não sei espanhol…
Depois que Lee Ja-kyung terminou de falar, Kang Il-hyeon continuou a falar espanhol frase por frase, como se estivesse esperando a conversa terminar, mas era tudo bobagem. — Eu ficaria muito feliz se você chupasse meu pau, nunca vi ninguém tão bonito quanto você, sua bunda é tão fofa que quero mordê-la. — dizia ele.
A mão de Lee Ja-kyung segurando o garfo ficava cada vez mais forte. Quero matar. Realmente quero matá-lo. Desesperadamente quero matá-lo. A governanta elogiou Kang Il-hyeon por ter o dom de aprender idiomas desde jovem, sem saber que o estômago de Lee Ja-kyung estava fervendo.
De fato, estava claro que ele era um talento natural, dado que apenas sua fala irritava Lee Ja-kyung. Lee Ja-kyung eventualmente pousou o garfo e se levantou.
— Estou satisfeito, então…
— Não faça isso, sente-se. Não vou te ver por alguns dias.
Lee Ja-kyung rapidamente virou a cabeça diante das palavras repentinas.
— Para onde… você vai?
— Viagem de negócios. Vai levar cerca de quatro dias.
Deus. Era inacreditável, mas obrigado. Lee Ja-kyung tentou não demonstrar, mas não conseguiu esconder o brilho no rosto e o tremor nas bochechas. Os olhos de Kang Il-hyeon mudaram gradualmente como uma faca afiada.
— Você gostou?
— Não…
— Você gostou.
— Não… nunca…
— Você parece ter gostado.
— …
Kang Il-hyeon continuou até ouvir o que queria. Ele eventualmente fechou a boca e parou de fazer perguntas. Pediu a Lee Ja-kyung para ir ao seu quarto depois que terminasse o café. Lee Ja-kyung hesitou. Lee Ja-kyung encontrara o que procurava, então não havia mais razão para ele ir ao quarto dele.
— Tenho algo para te dar. Siga-me.
Kang Il-hyeon caminhou sem esperar para ouvir a resposta de Lee Ja-kyung. No fim, Lee Ja-kyung o seguiu relutantemente até o quarto. Ele pretendia esperar na sala de estar até Kang Il-hyeon voltar, mas precisava entrar. Estava ansioso porque as palavras ditas em espanhol há pouco ainda flutuavam em sua cabeça.
— Por que você não entra?
Lee Ja-kyung entrou no quarto. Ouviu um som familiar assim que passou pela porta. Os olhos de Lee Ja-kyung se arregalaram enquanto ele parava. Sentiu uma sensação fria em suas têmporas. Apenas seus olhos se moveram para olhar para Kang Il-hyeon, apesar de seu rosto endurecido.
Kang Il-hyeon sorria suavemente enquanto apontava uma arma para ele.
— O que… o que você está fazendo?
Kang Il-hyeon imediatamente baixou a arma e a entregou a Lee Ja-kyung.
— Presente.
Lee Ja-kyung soltou um suspiro de alívio que estivera segurando. Por um breve momento, pensou que fora descoberto.
— Você disse que nunca usou uma arma antes? Não será difícil. Depois do almoço, o Tae-soo vai te ensinar.
— Por que está me dando isso?
— Você não sabe ao certo o que pode acontecer, então leve uma com você. Não saia sozinho como fez ontem.
— Você não precisa me dar isso…
— É porque estou preocupado. Se algo acontecer com você, terei problemas.
Lee Ja-kyung baixou o olhar para a arma em sua mão. A pistola calibre .22 era novinha e não mostrava sinais de uso. Como havia pouco recuo, era fácil de usar mesmo para iniciantes. Havia também letras gravadas no cabo. An. Os olhos que olhavam para ela tremeram ligeiramente. Como devo lidar com isso?
— Obrigado…
— Se está agradecido, me beije.
Lee Ja-kyung levantou a cabeça e olhou-o nos olhos. Pensou ser uma piada, mas Kang Il-hyeon agarrou seu braço e tomou a arma em um instante, jogando-a no sofá. Kang Il-hyeon agarrou seus pulsos e o empurrou na cama.
Seus lábios se sobrepuseram sem mais questionamentos. Lee Ja-kyung puxou sua mão e agarrou o ombro de Kang Il-hyeon.
— Espere, espere um minuto. Não vim aqui para isso…
— Eu te chamei para isso.
Kang Il-hyeon sorriu enquanto levantava a camisa de Lee Ja-kyung e mordia seu peito. Lee Ja-kyung, que instantaneamente soube que estava em apuros, agarrou o ombro de Kang Il-hyeon e tentou empurrá-lo. Pelo contrário, o som da respiração torna-se mais pesado conforme ele era estimulado. Lee Ja-kyung quase gritou quando Kang Il-hyeon mordeu seus mamilos.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna