↫─Capítulo ⚝ 26
↫─Things That Deserve To Die ⚝ 26
O carro esportivo branco rugiu e acelerou. A motocicleta à frente o provocava como se não pudesse ser capturada. A estrada tornou-se mais estreita após um longo período de condução. A motocicleta faz uma curva fechada à esquerda e entra em uma estrada de cascalho.
O carro esportivo seguia logo atrás. Uma nuvem de poeira subiu, espalhando pedregulhos por toda parte. A motocicleta estava correndo há muito tempo quando parou bruscamente ao fazer uma curva. Estava bloqueado devido a uma construção. O carro esportivo também parou, e um homem com aparência de durão saltou do assento do motorista. Ele zombou da motocicleta perdida.
— Ei, seu bastardo! Você perdeu hoje!
O homem puxou uma adaga do peito. A adaga brilhou à luz enquanto ele retirava o jornal que a envolvia. O carro era claramente de Choi Ki-tae, mas ele não estava em lugar nenhum. Logo depois, outra pessoa saiu do banco do passageiro, e Lee Ja-kyung manteve um olhar atento nele.
Ele tinha cabelos amarelos, piercings nos lábios e sobrancelhas, e uma tatuagem de duende no mesmo lugar que Choi Ki-tae. Eles não se pareciam, mas eram quase certamente parentes de sangue ou muito próximos. O homem enfurecido brandiu sua adaga e fez um sinal para Lee Ja-kyung ir até ele.
— Venha. Vou tirar suas entranhas da sua barriga.
Lee Ja-kyung tirou o capacete em resposta ao homem que ria e sorria. A máscara preta que cobria seu rosto até a ponte do nariz tornava impossível identificá-lo.
— Venha, seu moleque!
A expressão do homem tornou-se cada vez mais distorcida. Lee Ja-kyung aproximou-se dele com passos largos. Como se não parecesse que ele estava implorando por perdão, o homem avançou com sua adaga. Lee Ja-kyung sacou uma pistola com silenciador de dentro dos braços e, num piscar de olhos, disparou um tiro na coxa do homem.
Pisyung. O homem gritou e rolou no chão de terra, agarrando as pernas.
— Porra!
O homem de cabelos amarelos, que estava encostado no carro fumando um cigarro, levou a mão apressadamente à cintura, mas Lee Ja-kyung estava um passo à frente. Ele foi baleado na canela também e caiu para frente. Lee Ja-kyung aproximou-se e encostou a arma na cabeça do homem de cabelo amarelo. Ele então puxou a arma da cintura dele, separou a munição com uma mão e a jogou no chão.
— Onde estão os garotos que foram levados da delegacia ontem?
O homem de cabelos amarelos ergueu a cabeça e zombou.
— Porra. Você é aquele bastardo. Acha que eu vou te contar?
Lee Ja-kyung estendeu os braços para o lado e mirou no corpo do outro homem assim que ele terminou de falar. Balas foram disparadas sem aviso, e a cabeça grande explodiu e caiu para trás. Sangue e tecido cerebral jorraram do crânio estilhaçado, manchando o chão de vermelho.
O sangue sumiu do rosto do homem de cabelos amarelos, que estava sorrindo maldosamente há pouco.
— Ei, não faça isso. Não sei quem você é, mas está cometendo um grande erro agora.
— Onde eles estão?
— Você sabe quem é meu pai? Se você quer algo, tem que negociar. Que jeito ignorante.
Lee Ja-kyung puxou uma adaga e a enterrou no ombro do homem de cabelos amarelos. Aargh! Um grito choroso ecoou pela pacata vila rural. A ponta da faca que perfurou a pele rasgou os músculos e bateu nos ossos. Os olhos do homem de cabelos amarelos ficaram brancos e ele rangeu os dentes enquanto Lee Ja-kyung girava a adaga.
Lee Ja-kyung parou de se mover e olhou para o homem com um rosto indiferente.
— Este é o meu jeito de negociar. Vou perguntar de novo. Onde eles estão?
— Argh… Ugh…
— Você não quer falar?
O homem assentiu com a cabeça e os olhos vermelhos.
— Depó… depósito…
— A localização.
— Se, se você me deixar viver… eu… te conto.
Lee Ja-kyung girou a adaga novamente, o homem de cabelos amarelos estremeceu de dor e gemeu.
— Eu conto! É um depósito em Siheung-dong! Argh! Porra! Dói! Eu contei! Para com isso! Porra! Para!
Lee Ja-kyung estendeu a mão. Ele fez um sinal para que o homem de cabelos amarelos entregasse seu telefone. O homem tirou o telefone do bolso. Após desbloquear o bloqueio, Choi Ki-tae estava visível na lista de contatos. Também havia mensagens trocadas. Como esperado, ele era o irmão mais novo de Choi Ki-tae.
[Hyung, qual é o endereço do depósito em Siheung-dong onde as crianças estão sendo mantidas?]
Lee Ja-kyung desviou o olhar para o homem de cabelos amarelos. Ele sangrava pelas pernas e ombros, seu rosto tornava-se mais pálido e sua respiração mais pesada. Ding. A resposta veio rápido.
[Seu idiota. Você já está sofrendo de demência? Por que seria Siheung? É Doksan.]
Um canto dos lábios de Lee Ja-kyung se ergueu. Os olhos do homem de cabelos amarelos foram lentamente engolidos pelo medo.
— Seu irmão disse que não era lá?
O homem de cabelos amarelos apressou-se em dar desculpas com um rosto contemplativo.
— Eu, eu errei. É Doksan! Doksan-dong! Lembrei agora. Doksan-dong, 298-31!
Lee Ja-kyung imediatamente discou o número de Choi Ki-tae e pressionou o viva-voz. Depois de algum tempo, uma voz irritada pôde ser ouvida. Era Choi Ki-tae. Lee Ja-kyung segurou o telefone perto da boca do homem de cabelos amarelos. Ele queria ter certeza.
[Ah, seu bastardo. O que é agora!]
O homem de cabelos amarelos olhou para a arma apontada para sua testa e abriu os lábios.
— Hyung… O lugar… Onde os garotos estão reunidos… É Doksan-dong, 298-31, certo?
Haa. O suspiro irritado de Choi Ki-tae pôde ser ouvido claramente pelo alto-falante. Mas não foi apenas o som. Havia também o som de carne batendo e o gemido de um homem suprimido. Lee Ja-kyung só podia imaginar o que Choi Ki-tae estava fazendo quando atendeu o telefone.
O homem de cabelos amarelos parecia nervoso porque Choi Ki-tae ia fazer um som absurdo.
[Louco. Você só foi lá uma ou duas vezes? Porra, você tem maneiras diferentes de irritar as pessoas.]
— Des-desculpa… Eu esqueci…
[Desliga, seu moleque! Porque estou ocupado.]
O telefone desligou abruptamente, e o homem de cabelos amarelos suspirou aliviado e olhou para Lee Ja-kyung. Satisfeito? Você vai me salvar agora. Lee Ja-kyung colocou o telefone do homem de cabelos amarelos no bolso e puxou o gatilho. Pisyung, a cabeça do homem de cabelos amarelos explodiu, fazendo-o cair para trás, e sangue e carne espirraram no rosto de Lee Ja-kyung.
Lee Ja-kyung passou pelo homem morto em direção ao carro. Ele olhou pelo vidro do carro, limpou o sangue no rosto, depois pegou uma bomba de sua bolsa e a fixou na parte de baixo do carro. Enquanto ligava a motocicleta e voltava pelo caminho de onde viera, ouviu um barulho alto à distância. Ele podia sentir o cheiro de sangue na ponta do nariz.
***
Kang Il-hyeon saiu do carro e respirou fundo. Claramente não havia nada por perto, então o ar era limpo. Também foi uma decisão sábia construir uma casa aqui. Ao se aproximar do portão, notou dois funcionários saindo dos fundos da casa com escadas.
Eles baixaram a escada e cumprimentaram Kang Il-hyeon educadamente.
— O senhor chegou, Diretor.
— O que está acontecendo no meio da noite?
— Acho que o operário da construção tocou no CCTV enquanto ia e voltava para a construção da piscina. A direção estava errada, então eu o coloquei de volta na posição original.
Um veículo de construção colidiu com um poste de utilidade pública durante o dia, resultando em uma breve queda de energia. Ele havia tentado instalar um gerador de emergência anteriormente, mas desistiu. Mas sentia ser necessário fazê-lo agora. Após mandá-los de volta, Kang Il-hyeon foi até a piscina onde a construção foi concluída e fez uma expressão satisfeita.
O tamanho e a profundidade eram ideais. Havia duas espreguiçadeiras perto da piscina. Ele foi até lá e deitou-se com as pernas esticadas. Estava visivelmente melhor hoje. Boa noite. Ele murmurou para si mesmo. Queria encher de água e relaxar aqui.
No caminho para casa, recebeu a informação de que o presidente e a equipe do centro de serviços haviam descoberto corpos no reservatório. Estava claro quem fez isso. Ele estava irritado porque chegou um passo atrasado. Kim Seon-young provavelmente estava rindo e aproveitando a essa altura. Aquela maldita bruxa. Ela tinha muitos motivos para estar feliz indo ao escritório dele durante o dia.
Ele fez uma careta e dirigiu sua atenção para o segundo andar. No quarto de Zhang Yi An, as luzes estavam apagadas. Ele já havia adormecido. Estava tão ocupado com o trabalho que não via o rosto de Zhang Yi An há dois dias, e se perguntava o que ele estava aprontando. Ele lembrou como os olhos dele estavam úmidos de excitação enquanto jazia sob ele, lutando contra a vergonha.
Kang Il-hyeon levantou-se e entrou na casa. A primeira pessoa que encontrou foi a governanta.
— O senhor chegou, Diretor.
— Voltei. Nada aconteceu hoje, certo?
— Exceto por uma breve queda de energia durante o dia, não houve nada. Ah, e o jovem Yi An parece estar doente. Ele subiu cedo à noite para tomar remédio e dormir, mas ainda não desceu.
O rosto de Kang Il-hyeon tornou-se severo. Por isso todas as luzes estavam apagadas. Ele estava prestes a subir para o segundo andar quando a governanta o chamou.
— Ele queria descansar hoje, então me pediu para informar o Diretor.
Isso significa que Kang Il-hyeon também não deveria ir. Após um breve momento de reflexão, Kang Il-hyeon subiu as escadas, fingindo não ouvir o que a governanta disse. A luz da sala de estar acendeu quando ele abriu a porta. O quarto estava silencioso mesmo quando ele foi para a frente da porta do quarto. Ele bateu e esperou, mas não houve resposta.
— Yi An.
Não houve resposta quando ele chamou seu nome. Ele bateu de novo. Ainda estava muito silencioso. Ele girou a maçaneta e a porta estava trancada. A testa de Kang Il-hyeon franziu-se gradualmente. Ele deveria tentar forçá-la a abrir? Uma mensagem chegou ao seu telefone exatamente quando ele estava contemplando isso.
[Diretor. Peguei uma gripe e agora perdi a voz. Desculpe o transtorno, mas nos vemos amanhã.]
Foi a primeira mensagem de Zhang Yi An. Kang Il-hyeon olhou para a porta. Outra mensagem chegou.
[Tomei o remédio. Acho que vai ser melhor eu dormir. Obrigado pela preocupação.]
— Tudo bem. Descanse bem.
Não houve resposta ou mensagem desta vez. Ele pausou por um momento antes de se afastar da porta. Olhou para trás mais uma vez antes de sair, mas foi só isso. Ele não queria forçar uma pessoa doente a sair e intimidá-la. Claro, seria divertido, mas…
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna