↫─Capítulo ⚝ 23
↫─Things That Deserve To Die ⚝ 23
Ja-kyung abriu os olhos lentamente. O sol brilhava intensamente. Ele não conseguiu dormir bem até de manhã e mal conseguia abrir os olhos. Ele se virou na cama, mas Kang Il-hyeon, que estivera dormindo ao seu lado, não estava em lugar nenhum. Ele se sentou e se espreguiçou. Em vez de suas roupas, o pijama de Kang Il-hyeon havia sido colocado em seu corpo.
Ao contrário do que temia, Kang Il-hyeon não forçou a entrada de forma imprudente. Ele apenas o abraçou e moveu a cintura. Foi surpreendente, tratando-se de Kang Il-hyeon. Ele pensou que Il-hyeon iria forçá-lo com força. Além disso, o toque e o beijo foram muito mais doces do que o esperado, fazendo-o se sentir estranho.
Ele estivera acordado a noite toda, nervoso, e sua garganta estava seca. Ele se levantou e foi até a sala para beber água. Kang Il-hyeon não estava em lugar nenhum. Ele caminhou pela casa depois de beber um copo de água. Ele se perguntou para onde Il-hyeon teria ido desde a manhã. Foi até a porta da frente, mas os sapatos dele não estavam lá. Olhou ao redor e descobriu um bilhete que ele havia deixado na mesa da sala.
[Estou indo trabalhar. Passo aqui para o almoço.]
Era uma caligrafia limpa e reta. É sábado, não era o dia de folga dele? Ja-kyung achou melhor assim. Eles apenas se irritam quando olham para o rosto um do outro. Depois de beber água e admirar as pinturas nas paredes, ele entrou e encontrou o escritório. Diferente da casa onde Kang Il-hyeon sempre ficava, todas as portas estavam abertas. Além disso, não havia câmeras de vigilância.
Havia muitos livros na biblioteca. Uma parte significativa consistia em livros de economia, mas também havia várias coleções de poesia. Ele riu sem perceber. Descobriu que a estante era feita de uma porta de correr enquanto olhava ao redor. Normalmente, havia um espaço escondido atrás desse tipo de lugar.
Em antecipação, ele empurrou a estante para um lado. A estante se deslocou e uma parede apareceu. Decepcionado, ele parou perto da parede, tentando reposicioná-la. Quando a bateu com o punho, produziu um som oco. Seus olhos se arregalaram.
A parede moveu-se suavemente quando ele a empurrou lateralmente com a palma da mão, revelando outro espaço lá dentro. Ele olhou para trás. Ainda havia bastante tempo até o almoço. Havia outro escritório ao entrar. Ja-kyung, que estava examinando a estante e a mesa, parou.
Um cofre estava inesperadamente colocado sob a mesa. Ele deu uma olhada rápida ao redor da sala. Talvez estivesse sendo filmado. Depois de pensar um pouco, ele se ajoelhou e verificou o cofre. Felizmente, era uma fechadura que precisava ser aberta com uma senha em vez de impressão digital.
Ja-kyung, que estava preocupado, lembrou-se dos oito números que Kang Il-hyeon pressionou no porão. Pressionou-os em ordem. Tyririk… houve um som quando ele pressionou o último número. O som indicava que a fechadura havia sido destravada. Ele abriu cuidadosamente a porta do cofre enquanto lambia o lábio inferior.
Os olhos e a boca de Ja-kyung se arregalaram ao verificar o que estava lá dentro, e ele sorriu em desânimo.
— Estava aqui.
Havia inúmeros USBs no cofre. Estavam datados e etiquetados como etiquetas de preço, e organizados de forma que se pudesse ver tudo de relance. Alguns deles tinham apenas datas e nenhuma outra informação. As pessoas com seus nomes neles eram figuras bem conhecidas na Coreia. De políticos a celebridades, escritórios de advocacia e empresários, todos estavam lá.
Não se sabia quais eram as fraquezas deles ali dentro. Primeiro, ele tinha que encontrar o item solicitado pelo cliente. Ja-kyung, que estivera ocupado movendo os olhos e as mãos, parou. Um USB apenas com a data e “DK” escrito há 5 anos se destacou.
— Achei!
Ele o agarrou, mas não pôde levá-lo. Kang Il-hyeon suspeitaria de Lee Ja-kyung se descobrisse que aquilo havia sumido. Havia duas opções. Importar o arquivo. E matar Kang Il-hyeon. Ainda faltava muito tempo para a data de matar Kang Il-hyeon.
Ja-kyung estava perturbado. Deveria pegá-lo? Ou deveria esperar? Ele acabou escolhendo um método um pouco mais seguro. Ele o descobriu, então foi meio sucesso. Ele poderia vir e pegá-lo depois de matar Kang Il-hyeon. Infelizmente, ele tinha que sair agora.
Ele tirou uma foto do USB, salvou-a e colocou-o de volta no lugar. Fechou o cofre e apagou as impressões digitais que haviam sido deixadas. Ele saiu e caminhava pelo corredor quando ouviu um barulho vindo da porta da frente. Ja-kyung sentou-se rapidamente no sofá e, após alguns instantes, o som de passos se aproximou.
— Você está acordado?
Ja-kyung pousou o copo de água que estava bebendo e olhou para Il-hyeon. Eles estavam nus juntos ontem à noite, mas Ja-kyung achou que seria melhor cumprimentá-lo casualmente. Ele estava segurando um saco de papel pardo.
— Hambúrguer está bom para você?
Il-hyeon aproximou-se da mesa e abriu o saco de papel. Ja-kyung levantou-se e aproximou-se dele. De qualquer forma, ele não conseguia comer um hambúrguer desde que chegara aqui.
— Sim… eu gosto.
— Que alívio. Tem uma lanchonete de hambúrguer artesanal lá embaixo e o gosto é muito bom. Experimente.
Kang Il-hyeon tirou o papel do hambúrguer e inseriu um canudo na Coca-cola. Ja-kyung a pegou e a colocou na boca, e o aroma do tempero delicioso o deu água na boca. Ele deu uma mordida com a boca bem aberta, e o tomate, a carne e os picles faziam uma combinação fantástica.
Il-hyeon, o homem à sua frente, sorriu e estendeu um guardanapo. E apontou para os lábios dele. Em vez de usar o guardanapo, Ja-kyung lambeu os cantos da boca com a língua. Il-hyeon o encarava com o queixo apoiado nas costas da mão.
— Por que você está me olhando assim?
— Como está?
— Está delicioso. É um dos melhores hambúrgueres que já comi.
— Não, como foi o sexo ontem?
Ja-kyung quase cuspiu a Coca-cola que estava bebendo. Porra. Vá se ferrar. Deixe-me comer em paz! Ele tossiu e limpou os lábios com o guardanapo. Parecia que ele teria indigestão. Ele olhou para ele, tentando entender o que ele estava dizendo. Kang Il-hyeon inclinou-se para trás e olhou para Ja-kyung.
— Para ser sincero, nem foi sexo.
— Por que você está dizendo isso…?
— Eu fiz tão suavemente quanto prometi, então pensei que poderíamos fazer de novo hoje.
— O quê?!
Ja-kyung aumentou o tom de voz sem perceber, e seu semblante franziu. Não tinha acabado com apenas uma vez? A expressão no rosto de Il-hyeon dizia que não era brincadeira. O que ele deveria dizer? Ele não achava que Il-hyeon o deixaria entrar aqui novamente se dissesse não. Era constrangedor fazer de novo.
— Eu… eu vou pensar…
— Tudo bem.
Vamos levar o nosso tempo. Ou dizer que está doente ou que tem trabalho.
— Já terminou?
Os olhos de Ja-kyung se arregalaram enquanto ele estava prestes a comer o hambúrguer novamente.
— O quê?
— Você disse que iria pensar.
Ja-kyung ficou atônito. Não se passaram nem 5 segundos desde que ele falara.
— Vamos comer primeiro…
Quanto mais ele queria comer, mais perdia o apetite. Era como mastigar um grão de areia em um hambúrguer derretido. Ele comeu a alface lentamente como um coelho, de propósito. Embora ele comesse sem pressa, Kang Il-hyeon ficou sentado ali e não se moveu. Felizmente, o telefone dele tocou. Ele pegou o paletó e levantou-se após uma breve ligação.
— Aonde você vai?
— Empresa. Ouvirei a resposta mais tarde.
Ja-kyung deu um suspiro de alívio sem perceber. Kang Il-hyeon percebeu a expressão relaxada de Ja-kyung e fez uma piada.
— Droga. Você gosta quando eu vou embora. Estou decepcionado.
Ele praguejou e riu, o que deixou Ja-kyung envergonhado, então ele rapidamente fingiu morder o canudo e evitou o olhar dele.
***
Apenas uma luz laranja piscava no velho banheiro. O quarto estava escuro e apenas o som ocasional de água pingando do teto podia ser ouvido. Abaixo dela estava um homem nu amarrado a uma cadeira apenas de cueca. Alguém entrou pela porta aberta. A luz brilhou brevemente e depois se apagou.
Kang Il-hyeon foi quem entrou no banheiro. Ele se aproximou do homem. Os olhos do homem estavam cheios de pavor. Um subordinado trouxe uma cadeira, e Il-hyeon sentou-se, tirou um cigarro e o acendeu.
— Ei. Presidente Choi.
O homem protestou assim que Il-hyeon o chamou.
— Diretor Kang! É um mal-entendido. Eu realmente não sei!
— Você está sendo teimoso sozinho. A lealdade só pode ser protegida se tiver uma vida ligada a ela.
O homem implorou da mesma forma, como se acreditasse que a maneira como ele falava fosse generosa.
— Acredite em mim. Eu realmente não sei. É a verdade!
O Presidente Choi era responsável por um dos cassinos operados pelo grupo de navegação. No entanto, uma grande quantia de dinheiro foi retirada recentemente de sua conta pessoal. Era o próprio dinheiro dele, então não importava onde ele o gastasse, mas o lugar para onde o dinheiro foi era questionável.
Por precaução, Il-hyeon pesquisou minuciosamente a caixa-preta do Presidente Choi e seu paradeiro naquele dia, e o destino foi grosseiramente revelado. O dinheiro foi entregue a um centro de serviços clandestinos. Ele não tinha ideia do que havia sido encomendado lá. Já tinha desaparecido completamente quando ele foi lá esta manhã. E, o mais importante, o homem era primo de Kim Seon-young.
— Diretor, Diretor Kang… Deixe-me ver o Presidente. Eu direi ao Presidente!
Il-hyeon levantou-se e enfiou o cigarro aceso na boca do homem. Il-hyeon agarrou o queixo do homem e o empurrou sem deixá-lo gritar. Preso à cadeira, o homem caiu em uma banheira cheia de água e afundou até o fundo.
A água era tão profunda quanto o peito de um homem adulto, mas em vez de gritos de socorro, apenas bolhas de água subiam à superfície. Com uma carranca no rosto, Il-hyeon limpou a água de sua camisa. Il-hyeon fez um sinal para o subordinado ao lado dele para resgatá-lo conforme a quantidade de bolhas de ar subindo diminuía gradualmente.
O Presidente Choi foi rapidamente arrastado para fora da banheira por dois de seus subordinados. O Presidente Choi respirou fundo com uma expressão aterrorizada no rosto. Il-hyeon sentou-se novamente na cadeira, e o homem havia sido movido para a mesma posição de alguns instantes atrás. Il-hyeon pediu um novo cigarro enquanto olhava para ele.
— Veja. Você é punido por mentir.
Um subordinado ao seu lado trouxe uma toalha, que Il-hyeon usou para limpar meticulosamente o rosto do Presidente Choi.
— Não meu pai, mas eu sou o único que pode salvar o Presidente Choi agora. Pense com cuidado. Não se dê ao trabalho de procurar o Presidente e me fazer sentir mal. Tudo bem?
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna