↫─Capítulo ⚝ 19
↫─Things That Deserve To Die ⚝ 19
Ja-kyung, que estivera fazendo sons de gemidos, grunhidos e dor, levantou-se abruptamente de sua cama e sentou-se. Suor frio brotava em sua testa e suas costas estavam encharcadas. Ele olhou ao redor, incapaz de distinguir entre sonho e realidade. Ele teve um pesadelo. Kang Il-hyeon aparecia, atirava nele, cortava cada um de seus dedos com uma faca e os colocava em sua boca.
Foi tão vívido que parece que ele ainda tem os próprios dedos na boca. Ele moveu a língua para se certificar de que não havia nada e desabou na cama. Ele não sonhava há algum tempo, mas parecia que os eventos de ontem foram psicologicamente estressantes.
Ele se deitou para tentar adormecer mais uma vez, mas quando percebeu que já havia passado algum tempo, levantou-se. Seria bom se pudesse se exercitar até a exaustão nesta situação. Ele precisa correr pela vizinhança. O sol já estava no meio do céu quando ele foi até a janela e abaixou as persianas.
Ele viu que havia uma construção em um lado do quintal ao ouvir o som de uma furadeira. Desde a última vez, Kang Il-hyeon vem construindo uma piscina, mas parece que o trabalho está prestes a ser concluído agora. Estava bastante agradável e tinha um ar de resort graças à adição de guarda-sóis, mesas e até espreguiçadeiras.
Ele desceu as escadas após se trocar. No sofá da sala, Kang Il-hyeon estava lendo o jornal.
— Bom dia.
Ele o cumprimentou brilhantemente de propósito, e Kang Il-hyeon abaixou o jornal e olhou para Ja-kyung.
— Como foi seu sono? Seu rosto parece bom. Você deve ter dormido bem.
Ja-kyung riu amargamente. O sonho que teve a noite inteira veio à mente. Ele encontrou consolo no fato de dizerem que sonhos eram o oposto da realidade. Depois de cumprimentar o mordomo-chefe na cozinha e preparar uma xícara de café, ele saiu do cômodo e entrou na sala de estar. Antes que percebesse, Kang Il-hyeon estava parado em frente à janela, olhando para fora.
Um cão que ele nunca tinha visto caminhava no quintal com os funcionários, apesar de a construção também estar ocorrendo no local. Era um Pastor Alemão, mas era bastante enorme e parecia feroz.
— Você tem um cachorro…
— Eu o estava criando, mas ele acabou de voltar do campo de treinamento.
— O campo de treinamento… Por quê?
— Ele matou alguém mordendo.
Ja-kyung olhou para Kang Il-hyeon. Ele então disse casualmente o seguinte:
— Era o cara que eu ia matar de qualquer maneira, mas ele ainda precisa de educação.
— Oh…
Kang Il-hyeon cerrou os olhos e sorriu.
— Seja um animal ou uma pessoa, você deve dar uma chance.
Ja-kyung imediatamente sorriu e assentiu. Quando ele tentou forçar um sorriso para a outra pessoa pela manhã após ter tido tal sonho, sentiu como se seu rosto estivesse tremendo. Esta pessoa ainda não tinha ido trabalhar, embora já passasse das dez. Ele saiu cedo no outro dia, mas estava especialmente atrasado hoje.
— A piscina é bem grande.
Ele mudou o assunto para a piscina, já que não tinha nada a dizer. Não que não fosse, mas era realmente grande.
— Estou ansioso para que a construção seja concluída logo.
— Você gosta de nadar?
— Eu sou bom em esportes. E quanto a Yi An?
Ele foi questionado se era bom nisso por Kang Il-hyeon, que era. Ele estava se gabando de si mesmo. Que pena.
— Eu também gosto de nadar.
— Tudo bem. Vamos nadar juntos antes de você voltar para Hong Kong.
Ja-kyung riu da sugestão repentina. Na verdade, ele não queria fazer isso. Ele permaneceu em silêncio e lançou seu olhar para as árvores ao longe enquanto esperava por uma chance de ir para o segundo andar. Nos arbustos densos, algo brilhou.
Agora mesmo… O que foi aquilo?
Ele pensou que estava enganado, mas não estava. Os olhos de Ja-kyung se arregalaram. Seu corpo foi o primeiro a perceber o que era e responder a isso.
Bang, o corpo de Ja-kyung foi deitado sobre o de Kang Il-hyeon enquanto ambos batiam no chão. Antes que pudessem compreender o que estava acontecendo, outra bala foi disparada. Com a forte comoção, membros da equipe fugiram do prédio, e Ja-kyung gritou para que voltassem. Cães latiam alto do lado de fora, e os guardas gritavam.
Ja-kyung respirou fundo e começou a se sentir ansioso. A casa estava quieta e nenhum outro tiro foi disparado. O silêncio foi quebrado por Kang Il-hyeon.
— Eu gostaria que você saísse…
Ja-kyung, que estava olhando ao redor, olhou então para Kang Il-hyeon que estava deitado sob ele.
— Sentado em cima de mim e ofegante, você realmente me deixa louco.
Ele parecia tão relaxado e calmo. Além disso, a coisa sob suas nádegas estava ficando cada vez maior. Porra. Ele não era nem um cachorro no cio! Kang Il-hyeon sorriu abertamente e até riu enquanto Ja-kyung o encarava com desdém.
Vários funcionários correm para dentro bem na hora. Park Tae-soo também estava lá.
— Você está bem, Diretor?
Kang Il-hyeon levantou-se do chão, sacudiu a camisa e caminhou em direção à janela. Park Tae-soo, que estava atrás dele, aproximou-se e o parou.
— É perigoso ficar aí, senhor. Antes de tudo, você precisa evitar…
O rosto de Kang Il-hyeon estava visivelmente franzido enquanto ele olhava para o vidro à prova de balas com um buraco nele.
— Vá pegá-lo.
— Estamos atrás dele agora mesmo.
Ele se virou e olhou para Park Tae-soo.
— Não. O bastardo que vendeu a janela.
Tae-soo fez uma pausa, e Ja-kyung olhou para ele com uma expressão confusa. Kang Il-hyeon rangeu os dentes e tinha um olhar frio.
— Porra… Disseram que era vidro à prova de balas, então comprei por um preço alto pra caramba.
— …
— Não. Apenas o enterre, para que ele nunca mais veja o sol.
— Sim.
Tae-soo curvou a cabeça. O olhar de Kang Il-hyeon mudou para Ja-kyung, que estava ao seu lado. Aqueles olhares eram realmente lentos, mas terrivelmente sufocantes. Droga. Independentemente do que aconteceu ontem, ele percebeu a bala voando e salvou a vida de Kang Il-hyeon hoje. Ele precisa explicar isso de alguma forma. Deveria dizer honestamente ter visto o reflexo da luneta na luz? Ou deveria mentir sobre ter visto a bala?
Evidentemente, o sonho da noite passada não foi apenas uma loucura; em vez disso, foi um prenúncio.
— Yi An.
— Sim…
— Você está bem?
Ele estendeu a mão enquanto se aproximava. Kang Il-hyeon puxou o braço de Ja-kyung enquanto este tentava dar um passo atrás. Seu corpo estava sendo arrastado conforme a distância entre eles diminuía. Ele confirmou que Ja-kyung estava bem acariciando a bochecha de Ja-kyung com a mão. Ja-kyung parecia ter sido arranhado pelo vidro estilhaçado, baseado na pequena quantidade de sangue que estava ali. Kang Il-hyeon parecia mais assustador do que quando exigiu encontrar a pessoa que colocou a janela há pouco.
— Tsc. Você ficou com uma cicatriz no seu rosto bonito.
Ele pensou ter ouvido errado. Ro, rosto bonito? Ele falava como um homem de 60 anos. Ja-kyung olhou para ele com nojo, mas Kang Il-hyeon parecia genuinamente comovido.
— Obrigado.
— …
— Obrigado por salvar minha vida.
Ja-kyung encontrou as melhores palavras para convencê-lo.
— Não. Eu tive sorte. Desde criança, tive o hábito de sempre observar meus arredores cuidadosamente por medo de que alguém pudesse me atacar.
— Como esperado… isso é útil.
— Sim…
— Eu também pensei que minha visão era de cerca de 5.0.
— Haha… De jeito nenhum.
— Se você tirar esses óculos, não vai se transformar no Superman?
O que. O que diabos aquilo deveria significar. Ele estava sendo sarcástico? Ou era um elogio?
— Só brincando.
— Haha.
— Não se force a rir.
— …
Kang Il-hyeon deu um tapinha leve no ombro de Ja-kyung. Então ele chamou a equipe e pediu para trazerem um curativo para colocar no ferimento. Ele caminhou até a pintura e xingou novamente. Ele alegou ter pago um valor muito alto por ela em um leilão, e se alguém fosse encontrado, ele teria direito ao valor total das pinturas e do vidro, incluindo suas vidas.
Como ele poderia ter permanecido composto depois que uma bala acabou de entrar, quando sabia que enfrentava a morte todos os dias. Ja-kyung estava atônito, mas seus pensamentos também eram complicados. A bala que foi disparada antes era obviamente destinada à área onde Ja-kyung estava parado. O posicionamento de duas balas no mesmo local não foi um erro. Quem? Por quê? Pensamentos estavam emaranhados como um fio em sua cabeça.
Kang Il-hyeon aproximou-se de Ja-kyung após receber um curativo e pomada da equipe. Kang Il-hyeon não ia colocar nele sozinho, ia? Toda a equipe estava assistindo. Ja-kyung estendeu a mão antecipadamente, se fosse esse o caso.
— Por favor, dê para mim… Eu mesmo posso colocar.
— Você é o príncipe que salvou minha vida. Eu mesmo colocarei.
Ele sorriu docemente e balançou os dedos, sinalizando para ele se aproximar. Aquele era o seu gesto para o benfeitor que o havia salvado. Ele parece estar tratando Ja-kyung como um cachorro de vizinhança. Ja-kyung relutantemente aproximou-se dele, Kang Il-hyeon então espremeu o remédio diretamente em suas pontas dos dedos e gentilmente o esfregou na bochecha de Ja-kyung. Kang Il-hyeon fixou o olhar nele, e Ja-kyung evitou seu olhar sem motivo.
A equipe estava limpando silenciosamente o vidro nos bastidores. O mordomo-chefe e sua equipe estavam em melhores condições do que o esperado. Como a ferida estava latejando, os olhos de Ja-kyung se franziram sem perceber, e Kang Il-hyeon até assoprou a ferida com a boca. Ja-kyung deu um passo atrás, chocado pela ação inesperada.
Kang Il-hyeon aplicou cuidadosamente o curativo enquanto expressava qual era o problema. Seus olhos estavam cheios de curiosidade. Ja-kyung não aguentou mais e virou a cabeça.
— Obrigado.
Kang Il-hyeon ofereceu o remédio. Tudo bem. Ele passaria isso mais tarde. Ja-kyung o pegou e guardou.
— Se piorar, eu compensarei as despesas hospitalares.
— Sim…
— Se você estiver muito surpreso, eu o compensarei pelo dano psicológico também.
— Sim…
— Se você estiver com muito medo, pode dormir no meu quarto esta noite. Eu permitirei.
O que esse bastardo estava dizendo. Embora Ja-kyung soubesse que era uma piada, ele não conseguia mudar sua expressão. Ele ainda se lembrava de ter sido atingido com força nas nádegas. Enquanto Ja-kyung olhava para baixo, os contornos estavam claramente ampliados. Ja-kyung não conseguia pensar em nada para dizer. Ficou realmente grande. Como poderia ficar maior nesta situação?
Kang Il-hyeon sorriu docemente.
— Não saia hoje. Parece que ele estava mirando no Yi An.
Seus olhos e ações falavam levemente, mas sua voz era firme. Como esperado, ele sabia. Ele não disse mais nada sobre isso. Kang Il-hyeon saiu com Park Tae-soo depois de dizer para ele subir e descansar. A governanta aproximou-se de Ja-kyung e perguntou se ele estava bem. Ja-kyung assentiu e olhou para a pomada e o curativo que estava segurando. Sua bochecha, que acabara de ser tocada, parecia estranhamente coçando.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna