↫─Capítulo ⚝ 111
↫─Things That Deserve To Die ⚝ 111
Tak, o olhar de Il-hyeon voltou-se para o jornal sobre a mesa. Lá, o incidente da noite passada estava em destaque. Era um grande acontecimento que um membro de alto escalão de uma organização japonesa tivesse saltado de um hotel no centro de Hong Kong. Claro, ele não saltou voluntariamente.
O avô de Zhang Yi An, Zhang Myung, acendeu um cachimbo e acenou para o secretário com uma expressão de desaprovação. O secretário estendeu um tablet. Nele havia uma foto de Furukawa Daichi. Apesar de seu rosto estar escondido atrás de um chapéu e uma máscara, ele ainda estava vivo e bem até três dias atrás.
Il-hyeon pegou o aparelho e deslizou as fotos uma a uma. O homem não teve contato com ninguém ao chegar em Hong Kong. Então um carro preto apareceu. As pessoas no carro tinham seus rostos habilmente cobertos, de modo que era impossível reconhecê-las.
— Profissional. Levou menos de cinco minutos para sequestrá-lo.
Ele deslizou para a próxima foto. E para a próxima novamente. A mão de Il-hyeon congelou no ar. O sujeito estava vestido com um moletom com o capuz puxado e óculos escuros que revelavam apenas a ponte do nariz, mas Il-hyeon o reconheceu imediatamente. Um funcionário entra e serve o chá recém-passado enquanto ele olhava para a foto sem expressão.
Depois que Il-hyeon expressou sua gratidão, ele devolveu o tablet ao secretário.
— Eu compensarei a perda.
Zhang Myung ergueu o corpo que estava inclinado no sofá com uma expressão de surpresa.
— Por que você faria isso?
— Digamos que seja por não ter sido capaz de manter os gatos sob controle.
Il-hyeon riu amargamente. Agora ele entendia por que Zhang Myung pediu para vê-lo pessoalmente. O gato selvagem havia causado um problema. A imagem dele acenando com a mão para esconder isso e fingindo que nada aconteceu durante a ligação telefônica de algumas horas atrás estava vívida em sua mente.
A pessoa que contratou Lee Ja-kyung foi Zhang Myung junto com seu pai, que morreu há dois anos. Não havia como ele não reconhecê-lo. O velho de temperamento impetuoso deve ter planejado resolver isso encontrando-se com ele primeiro.
— Que inesperado.
O olhar de Il-hyeon, que pairava sobre a xícara de chá, mudou para Zhang Myung. Fosse porque ele prometeu assumir a responsabilidade pelas consequências ou por algum outro motivo, a expressão de Zhang Myung estava um pouco tolerante.
— Eu via o CEO Kang Il-hyeon como uma pessoa muito racional.
Isso teria sido impensável no passado. Mesmo que fosse alguém de confiança de Kang Il-hyeon, quando cometia um erro, a retribuição que se seguia era implacável.
— Talvez a velhice tenha deixado meu coração mais complacente.
Zhang Myung riu da declaração absurda.
— Eu gostaria que você tivesse mostrado essa generosidade ao seu pai também.
Il-hyeon ficou em silêncio. Zhang Myung nunca se perguntou como o Presidente Kang morreu, mas ele tinha um palpite. Não é surpreendente neste ramo que membros da família atirem uns nos outros.
Nesse momento, o telefone em seu bolso vibra. Era o número de Wang Han. — Com licença. — Il-hyeon levantou-se e caminhou em direção ao corredor atrás da sala de estar. A voz de Lee Ja-kyung surgiu quando ele atendeu o telefone.
— Onde você está?
— Hong Kong.
— Quando você vem?
O olhar de Il-hyeon voltou-se para o relógio. Um leve senso de alívio pôde ser ouvido vindo de Ja-kyung ao mencionar que Il-hyeon poderia chegar mais tarde do que o esperado. Travesso.
— Você quer me ver?
— Sim…
Não havia energia na voz que respondeu relutantemente. Bem, por que ele teria após causar um grande problema?
— Espere. Estarei aí logo.
—
Wang Lun agarrou a mão de Ja-kyung enquanto ele suspirava após a ligação. Ele o puxou como um pedaço de carne e tentou arrastá-lo para dentro da loja. A loja ficava em um canto de Macau e oferecia serviços como tatuagens e depilação.
Ao serem conduzidos para dentro, um homem com tatuagens no rosto os cumprimentou. Ja-kyung empurrou a porta pela qual tinha vindo e saiu, mas Wang Lun imediatamente o seguiu e agarrou seu braço.
— Só uma vez. Só uma vez.
— Você está louco? Se você quer tanto depilar, faça você mesmo!
— Não podemos todos morrer. Tem que ser você quem se sacrifica. Você entende? Você pode descobrir um novo gosto.
— Não. Não seremos nós três que morreremos, será você. Se o hyung não tivesse mentido, eu nunca teria vindo aqui com você!
Os transeuntes olhavam para os homens altos discutindo em frente à loja. Wang Lun trouxe Ja-kyung aqui assim que chegaram a Macau e terminaram de desarrumar as malas por um único motivo.
Wang Lun sugeriu que ele preparasse um presente caso o perspicaz Kang Il-hyeon descobrisse todos os fatos. No entanto, Ja-kyung não conseguia entender por que, mesmo sendo um presente, seu próprio corpo tinha que carregar o fardo. E para piorar a situação, era uma depilação brasileira.
— Quem ia querer receber um presente desses!
— Você não sabe porque é ignorante. Apenas espere e veja. O CEO Kang Il-hyeon, aquele pervertido, ficaria emocionado se descobrisse.
— Quem você está chamando de pervertido!
Wang Lun caiu na gargalhada ao ver a aparência perturbada de Ja-kyung. Não era Ja-kyung quem o chamava de bastardo louco e pervertido o tempo todo? Ele implorou a Ja-kyung, esfregando as mãos como uma mosca.
— Wei. Por favor, por favor. Por favor, salve minha vida.
— Se você está com tanto medo, por que fez uma coisa dessas?
— Algum de nós pensou que terminaria assim?
Wang Han, que estava no banco do motorista, saiu do carro e ajudou silenciosamente.
— Vamos fazer isso juntos.
Wang Lun hesitou por um momento, e o rosto franzido de Ja-kyung relaxou lentamente. Seria injusto sofrer sozinho, mas seria menos injusto se os três fossem depilados juntos. Ja-kyung não sabia por que ele e Wang Han tinham que sofrer junto com Wang Lun pela bagunça que ele havia causado, mas se Kang Il-hyeon descobrisse, ele não deixaria passar.
Il-hyeon tinha mostrado claramente seu descontentamento com a ideia de enviá-los em uma viagem. Claro, ele tinha dito casualmente para eles terem uma viagem divertida, mas até o dia anterior à partida, ele havia atormentado Ja-kyung na cama, ao ponto de ele mal conseguir caminhar no avião.
— Então, vamos entrar?
Lun sorriu e empurrou suas costas. Ja-kyung suspirou e foi arrastado relutantemente para dentro, e Wang Han também o seguiu. Mas ninguém sabia que isso envolvia uma dor terrível.
—
— O que há de errado com sua expressão? Você não está feliz?
Lee Ja-kyung e os irmãos Wang não puderam deixar de sorrir. Kang Il-hyeon apareceu antes mesmo que tivessem a chance de se recuperar da dor ardente da sessão de depilação. Tardiamente, Wang Lun sorriu amplamente, abrindo os braços.
— Nosso CEO Kang Il-hyeon, você ficou ainda mais charmoso na nossa ausência. Não é verdade, Wei?
Ja-kyung sorriu relutantemente. Kang Il-hyeon passou por Lun e foi até Ja-kyung. Ele segurou firmemente ambas as bochechas de Ja-kyung e o beijou, fazendo com que os rostos de Lun e Han se contorcessem. Ja-kyung empurrou Il-hyeon pelo ombro, consciente dos irmãos Wang.
— Ei, espere um minuto.
— Senti sua falta.
— Você não deveria…. quando tem gente por perto.
— Quem se importa se alguém ver?
Os irmãos Wang fizeram uma expressão de nojo com suas palavras. Eles não eram apenas pessoas aleatórias ali. Mas o pecado cometido era tal que eles não podiam nem brincar sobre isso. Quem imaginaria que o homem que sequestraram na noite passada tinha qualquer conexão com Kang Il-hyeon?
— Foi mais tarde do que o esperado. Desculpe.
Ja-kyung ficou até feliz por Il-hyeon ter chegado tarde.
— Não, tudo bem…
O olhar de Il-hyeon percorreu Ja-kyung de cima a baixo uma vez.
— O que você fez hoje?
Ja-kyung olhou para os irmãos Wang. Eles imploravam com os olhos para que ele mentisse rápido.
— Eu estava no cassino.
— E o que mais.
— Fui fazer compras…
— E o que mais.
Ja-kyung franziu os lábios como um peixinho. Ele não conseguia se obrigar a dizer que tinha ido depilar os pelos pubianos.
Wang Han interveio rapidamente.
— Você também comeu tortas de ovo! Quando se trata de Macau, o que importa são as tortas! Haha.
Ele riu cordialmente, e Lun concordou, sugerindo que comessem mais uma. Parecia que o clima estava ficando mais leve, mas então Il-hyeon sorriu.
— Você estava se divertindo tanto que nem percebeu que perdeu seu telefone.
Os três ficaram em silêncio por um momento.
— Pois é…
Enquanto encarava Ja-kyung, ele sorriu e chamou Park Tae-soo.
— Tae-soo. Tente fazer uma ligação para o telefone de Ja-kyung.
De repente? Ja-kyung olhou para Il-hyeon com uma expressão confusa. Quando ele foi recuperar seu telefone no início da manhã, havia policiais fervilhando na área, então ele não conseguiu recuperá-lo. Ele tinha conseguido colocá-lo no modo silencioso por enquanto…
Enquanto Ja-kyung movia os olhos cautelosamente, Tae-soo fez a ligação. Não havia ninguém para atender porque estava no silencioso. Mas então o toque de um telefone veio do bolso de Il-hyeon. Os olhos de Ja-kyung se arregalaram, e Wang Lun e Wang Han, que estavam atrás dele, tiveram a mesma reação.
Il-hyeon lambeu o lábio inferior e tirou o telefone do bolso interno de seu paletó. Era o que Ja-kyung tinha deixado no telhado do edifício. As palavras “Meu baby” estavam claramente escritas na tela.
Ja-kyung olhou para aquilo sem piscar.
— Estou curioso. Por que meu baby estava em Hong Kong quando foi se divertir em Macau?
A coisa com que Ja-kyung estava preocupado explodiu tão facilmente. Seus olhos se moveram em direção a Wang Lun. Foi obra sua, então você assume a responsabilidade.
— E foi logo em frente ao prédio onde o assassinato aconteceu. Hmm?
Seu tom e expressão eram suaves. Era ainda mais assustador. Ja-kyung segurou a respiração e olhou para Wang Han e Wang Lun atrás dele. Seus rostos refletiam profunda contemplação também. Il-hyeon sorria casualmente, mas seu olhar era o de um predador pronto para despedaçar sua presa.
Ja-kyung mordeu o lábio e tentou inventar uma resposta flexível.
— Bem… eu me pergunto por que estava lá…
Enquanto Ja-kyung continuava se fazendo de inocente, Il-hyeon sorriu e fez um gesto em direção a Tae-soo. A porta logo se abriu e dois homens grandes entraram e agarraram os braços dos irmãos Wang. Quando Wang Lun gritou em protesto, Il-hyeon levantou um dedo como aviso em vez de dar uma resposta.
— Se vocês brincarem comigo mais uma vez, eu vou arrancar os órgãos de seus corpos pela quantia de dinheiro que perdi.
Quando falou sobre arrancar os órgãos de uma pessoa viva, ele riu casualmente, e Wang Lun manteve a boca fechada. Vendo os dois sendo arrastados, Ja-kyung endureceu sua expressão. Esperançosamente, Il-hyeon não iria realmente matá-los. Ele tinha certa fé de que ele não faria, mas ninguém sabia o que Il-hyeon faria quando ficasse com raiva.
Ja-kyung recuou um pouco e sorriu sem jeito.
— Eu… fui enganado também.
— Claro que foi.
— Se você quer matar alguém, mate o Lun hyung! Ele é um cara realmente ruim!
Il-hyeon ficou impressionado.
— Como esperado, meu querido. Você nunca deixa de ser leal.
Il-hyeon afrouxou a gravata. Ja-kyung deu um passo para trás e cerrou o punho. Certamente ele não pretendia estrangulá-lo com ela? Enquanto Ja-kyung observava, Il-hyeon jogou a gravata de lado e fez gestos de chamamento. Quando Ja-kyung não se moveu, Il-hyeon se aproximou dele, agarrou seu ombro e o arrastou à força para a cama.
Il-hyeon agarrou o tornozelo de Ja-kyung e subiu na cama enquanto ele tentava se levantar apressadamente. Então ele o imobilizou colocando a panturrilha de Ja-kyung entre seu braço e o flanco. Quando viu o aperto aumentando, Ja-kyung ficou pálido e levantou a parte superior do corpo, contorcendo-se, mas seu pé não se soltava devido à força.
— Espere um minuto! CEO Kang Il-hyeon!
Il-hyeon riu suavemente como se estivesse derretendo.
— Vai doer. Claro, não tanto quanto a dor no meu coração.
Sua voz estava fria. Significava que ele não estava brincando. Ja-kyung gritou em angústia.
— Não! CEO Kang Il-hyeon! Ei, Kang Il-hyeon!
— Estou ouvindo. Fale.
Percebendo que a mão que segurava o tornozelo estava fazendo força, Ja-kyung balançou o braço.
— Um presente! Eu tenho um presente para você!
A mão de Il-hyeon, que estava prestes a torcer seu tornozelo, parou por um momento. Aproveitando a oportunidade, Ja-kyung retirou rapidamente o pé e escapou por baixo da cama. Pensando que ele havia mentido para evitar uma crise, a expressão de Il-hyeon tornou-se furiosa.
— Você quer quebrar os dois?
Ja-kyung hesitou. A metade inferior de seu corpo ainda parecia estar queimando. Apresentar isso como um presente? Wang Lun também era um louco. Ele não estava dizendo que era justificável o braço de Wang Lun ser quebrado sem motivo. Enquanto ele ficava ali balançando, perdido em pensamentos, Il-hyeon se aproximou confiante.
Ah, que se dane. Ja-kyung fechou bem os olhos e caminhou em direção a ele, agarrando sua mão firmemente. E então ele colocou a mão dele dentro do bolso de sua própria calça. Enquanto esfregava vigorosamente a mão dele contra o membro latejante, o rosto de Kang Il-hyeon estremeceu.
Ja-kyung pensou que Il-hyeon ficaria tão satisfeito que seus olhos revirariam, mas sua expressão estava p*ta da vida.
Droga. Ele deve ser um idiota f*dido por ouvir o Wang Lun.
Melhor implorar. Assim que tentou soltar a mão dele, seu corpo foi empurrado com força contra a cama. Kang Il-hyeon, que estava bem na sua frente há um momento, agora pairava sobre sua cabeça. Seu rosto se contorceu ferozmente. Gemidos abafados e risadas escaparam de seus lábios retorcidos.
— Haah, porra… Você é realmente inacreditável.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna