05ª Parte
— Por favor, sente-se aqui.
— Certo.
— Vou trazê-lo.
Seojae, que fungou, assentiu e disse sim. A cadeira era uma cadeira de madeira elegante. Sua superfície era brilhante, como se tivesse sido colocada ali intencionalmente. Depois de tocar o braço uma vez, os olhos de Seojae se voltaram para a janela.
Uma janela que mal deixava passar luz, como se tivesse sido coberta com algo. A janela parecia ter multi-camadas desde o início. Parecia que um objeto plano como uma tábua tinha sido inserido entre as camadas para bloquear a luz. Naquele momento, Park Changhyun bateu a porta com um estrondo e saiu. Seojae, que olhou para a porta por causa do barulho repentino, lançou o olhar de volta para a janela. Ele tinha ido ao local de trabalho suspeito de Beomjin no ano passado também. Parecia que ele fazia algum tipo de trabalho em um lugar como um antigo karaokê, e naquela época, eu tinha recebido uma bebida em um quarto relativamente limpo. As coisas ficaram tão complicadas por causa da bebida que Park Changhyun me deu então… Seojae balançou a cabeça. Parecia que o trabalho terminaria sem problemas apenas se ele mantivesse seus pensamentos gentis. O Park Changhyun de agora era como um salvador para Junhee. Ele decidiu pensar assim.
— Hoo.
O tempo passou bem, independentemente de sua ansiedade.
Seojae, que tocou o celular que tinha colocado na mesa, confirmou que 11 minutos haviam se passado e olhou ao redor.
Devo desligar o telefone agora?
Havia algo que ele tinha combinado com Park Changhyun enquanto vinha para cá.
— Eu fiz uma refeição com o Sr. Changhyun por perto.
Seojae repetiu as palavras que Park Changhyun o instruiu a dizer, como se estivesse praticando.
— Eu não sabia que meu telefone estava desligado.
Aos 13 minutos, Seojae, que tinha confirmado o tempo passado, pressionou o botão de energia do celular.
Ahem, uma tosse que raramente saía devido à má qualidade do ar não parava. Seojae também espirrou várias vezes seguidas. Preciso terminar este trabalho rápido e respirar ar fresco. Quando ele pensou nos joelhos que logo teria que ajoelhar, sentiu uma sensação de vergonha, mas não parecia ser hora de afirmar tais sentimentos. Rapidamente, aquela coisa chamada perdão, Seojae queria implorar por ela.
— Sim, chefe. Você trabalhou duro. Ei, se você estava decepcionado com isso, então não tenho nada a dizer também.
Park Changhyun, falando como se estivesse brincando, avaliou com os olhos a localização da cabana na montanha agora invisível.
Tudo o que ele podia ver era a montanha escura.
Já que ele derramou gasolina na frente do quarto, era só uma questão de tempo até que pegasse fogo. Ele podia imaginar Min Seojae, que deve estar sentindo o cheiro de fogo em algum lugar ali.
Park Changhyun sorriu maliciosamente e continuou sua ligação com o Presidente Park.
Ele primeiro teve que acalmar o Presidente Park, que estava expressando sua decepção de que a compensação era muito pequena para a agressão. Era verdade que ele ficaria preso no hospital por algumas semanas. Parecia que ele não pararia de reclamar a menos que recebesse mais do que sua parte original. Vamos ver, devo visitá-lo no hospital com algumas flores? Park Changhyun, que olhou para a estrada, olhou de volta para a entrada da montanha azul escura. Um sorriso sereno pairava em seu rosto. Ele já estava ansioso para ver que tipo de expressão Choi Beomjin faria.
Ao mesmo tempo, Seojae, que estava cobrindo a boca por causa da tosse contínua, viu fumaça preta se infiltrando diante de seus olhos como uma longa linha. Um fio, dois fios, e logo estava fluindo como uma grande névoa através da estreita fresta da porta.
Ele pensou que o ar ao redor estava apenas ruim, mas não era isso. Quando ele se aproximou, viu que a maçaneta e a porta estavam aquecidas ao extremo. O cheiro também não era o que se esperaria de um prédio antigo. Ele não tinha notado quando estava fraco, mas o cheiro que sentiu ao se aproximar da porta era próximo a um terrível fedor oleoso. Havia também o cheiro de lixo queimado misturado.
Seojae tentou abrir a porta e sair naquele exato momento, mas a porta, trancada por fora, não abria por dentro. Fumaça preta continuava a entrar pela fresta, e a porta tinha ficado quente demais para tocar. Sua mente facilmente ficou turva com a fumaça que entrava. Seojae chutou a porta com toda a sua força, mas quanto mais ele fazia, mais chamas irrompiam e disparavam para dentro.
Sr. Changhyun! Parecia que gritar seu nome não era mais útil. Ele nunca esteve do meu lado desde o início. Essa convicção se instalou. Com a cabeça girando tontamente, ele foi até a mesa e tentou operar o celular, mas não conseguia ver o que estava na sua frente muito bem. Seojae, que não viu o ícone de sem serviço, continuou pressionando o botão de chamada. Ele não conseguia se conectar nem ao 911. Enquanto a fumaça preta entrava implacavelmente, Seojae fugiu para o banheiro para se afastar da fumaça primeiro. Sua mente parecia estar sendo jogada para um lugar distante por ter inalado tanta fumaça de uma só vez.
Ele não conseguia dizer como, ou quanto tempo, estava passando.
Seojae, que encolheu o corpo na banheira branca, nem sentiu tristeza.
Ele pensou que a fumaça preta que entrava, um fio de cada vez, era como um pássaro.
Um pássaro negro cambaleante.
Quando ele estava batendo na porta do quarto, lágrimas escorreram porque ele estava pensando em Junhee, mas depois de entrar no banheiro, ele não conseguia pensar em nada.
Pássaros negros passaram diante de Seojae, cujo julgamento estava turvo por ter inalado a fumaça.
Suas asas são tão esguias.
Seojae pensou isso enquanto observava a fumaça.
E então ele fechou os olhos.
Seojae teve um sonho.
Venha aqui, Seojae-ya. Um sonho onde alguém o chamava. Parecia a voz de sua mãe que ele tinha ouvido há muito tempo, e também parecia um professor que tinha sido gentil com ele.
Em um campo desolado, ele só ouvia tal voz. Seojae tateou sua própria aparência em roupas surradas. Por que estou assim sem nada em mim?
Bebê, Junhee-ya, a voz que se seguiu era a sua própria. Ele não conseguia dizer de onde o som estava vindo. Seojae estava andando para a frente, mas parou, sem saber exatamente de onde a voz vinha.
Ei! Porra, ei!
A próxima voz que ele ouviu foi a de Beomjin. Seojae pensou que essa voz logo desapareceria também. Mas ela não diminuiu, e ele gradualmente começou a acordar do sonho.
Quando ele abriu os olhos, Beomjin estava dando tapinhas em sua bochecha. Seojae fez uma careta de dor, e só então Beomjin riu. Ha, seu filho da puta! ele disse. O som dele dizendo que estava fazendo todo tipo de coisa se seguiu, mas era muito difícil segurar sua consciência por mais tempo.
Quando ele fechou os olhos novamente, ele não sonhou.
— Ah…
Parecia que ele tinha acordado algumas horas depois. Quando ele tinha acordado brevemente mais cedo, Beomjin e o céu visível atrás dele estavam azuis. Agora, apenas uma luz branca artificial entrava em sua visão. Seojae apertou os olhos e olhou ao redor. Parecia ser um quarto de hospital, mas não parecia o lugar onde Beomjin ficava. Não havia TV, e nem sofá também. Havia apenas duas cadeiras simples que pareciam ser para uso hospitalar.
Aquele que ocupava uma dessas cadeiras era Beomjin. Seojae baixou os olhos e olhou para o Beomjin adormecido. Ele estava sentado com os braços cruzados, os braços superiores expostos, fazendo seus músculos inchar e se projetar ainda mais. O curativo em seu estômago parecia ter sido trocado recentemente, e havia algo como gaze que ele não tinha visto antes cobrindo seu ombro.
—…
Os olhos de Seojae se contraíram enquanto as memórias voltavam uma a uma. Ele se lembrava de conspirar com Park Changhyun pelas costas de Beomjin. Ele tinha atravessado rios demais para passar como se tivesse apenas feito uma refeição. Ele se lembrava muito vagamente de ter ouvido um som de estrondo da banheira no banheiro. Foi quando Beomjin entrou? Ele não conseguia lembrar tantos detalhes assim. De qualquer forma, ele era um homem morto. Assim que acordou, Seojae estava apenas preocupado com o que ouviria de Beomjin. Desta vez, ele não tinha desculpa para o que quer que ouvisse.
—…
Os olhos de Seojae, que estavam voltados para o teto, fecharam-se rapidamente. Ele até encolheu o corpo quando pensou ter ouvido o som de passos. Thud, thud, já que a única pessoa aqui além dele era Beomjin, os passos que se aproximavam também deviam ser de Beomjin. Seojae fez o possível para fingir que estava dormindo. Ele até cerrou os punhos firmemente sob o cobertor por causa da tensão, mas manteve os olhos bem fechados.
….
As passadas pararam subitamente.
Quando ele estava observando de longe, ele tinha apenas um pensamento vago de que ouviria algo, mas agora que parecia que Beomjin estava bem na sua frente, ele sentiu uma dor no rosto que nem tinha sido atingido. A área ao redor de seus olhos tremeu com o pensamento de que ele daria um soco em seu rosto.
— Fingindo que está dormindo?
—…
— Eu sei que você está acordado, então abra os olhos.
Seus cílios pesadamente trêmulos se levantaram lentamente para cima.
Beomjin, que estava observando suas pálpebras se abrirem, trouxe a mão para baixo no poste da cama com um thump e a agarrou com força.
— Porra, o quê. Você está com frio?
—…Não…
— Ei.
—…É.
— Não aja por conta própria.
—…
— Não vai responder?
— Certo…
— Repita comigo.
—…
— Eu.
—…Eu…
— Só vou ouvir o que Choi Beomjin diz.
—…
— Esse pequeno desgraçado.
Enquanto Beomjin fazia um gesto de levantar a mão, os olhos de Seojae se apertaram. Desta vez, parecia natural ser atingido. A gaze cobrindo seu ombro parecia ser um vestígio de tratamento para uma queimadura. Seojae abriu a boca com os olhos ainda fechados.
— Eu vou… só ouvir o que Choi… Beomjin diz…
—…
A voz rouca saiu de sua garganta como uma bola espinhosa. Ele não tinha percebido quando estava respondendo brevemente, mas sua garganta estava arranhando e doendo como se tivesse sido esfregada com lixa. Abrindo lentamente os olhos novamente, Seojae olhou fixamente para Beomjin, que ainda estava na sua frente.
—…Sua garganta dói?
— Um pouco…
— Bem feito.
—…Junhee está…
— Ele foi deixado em boas mãos.
Ele não estava sendo repreendido tanto quanto esperava. Seojae não tinha sido atingido nem uma vez, e não tinha recebido muitos xingamentos também. O ombro de Beomjin, visto de perto, estava coberto por uma grande área de gaze, mas um fluido úmido estava escorrendo, sugerindo dor considerável. Será que ele se machucou tentando me salvar? Ele não tinha memória de como Beomjin tinha aberto a porta do banheiro e entrado. Embora, ele parecia se lembrar de ter ouvido um barulho alto, como se todo o banheiro tivesse explodido com um boom.
Mesmo depois que as palavras terminaram, Seojae desviou o olhar de Beomjin, que estava encarando como se fosse perfurar seu rosto.
— Hyung-nim.
—…
Seu corpo doía como se fosse quebrar. Era assim mesmo sem ter sido atingido.
— O que você achou que podia fazer?
Um som “Hah”, como uma risada vazada, foi um bônus.
Certo. O que eu pensei que podia fazer?
Seojae olhou para Beomjin com olhos que quase tinham perdido o foco. Eu deveria ter só feito uma refeição e voltado. Parece que sou o tipo de pessoa que não deveria fazer nada, nem mesmo por Junhee. Seojae sentiu uma onda de tristeza com os pensamentos que surgiam de dentro. Ele agiu sozinho, se machucou sozinho, e estava tentando chorar sozinho.
Que tipo de pessoa é essa?
Ele até sentiu um desejo de que Beomjin, que fingia que ia bater nele, realmente desferisse um soco.
Há pouco, ele estava com medo de ser atingido, mas agora, parecia patético ter medo do que merecia.
Seojae fechou os olhos ao ver o rosto de Beomjin, que logo pareceu com raiva.
Certo, me bate.
Ele esperou.
Ele esperou, e,
o que o tocou foram lábios.
Sua garganta doía e sua mente estava turva, mas ele conseguia dizer que eram lábios. A língua de Beomjin entrou suavemente em sua boca. Minha boca deve estar cheia de fuligem. Seojae manteve os olhos fechados e aceitou a língua de Beomjin. A língua firme e resoluta parecia um pouco bem-vinda hoje. Ele tinha certeza de que tinha morrido, mas estava sentindo a língua de outra pessoa. O pensamento de que ele estava vivo veio tardiamente.
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—…Não dói?
— Dói pra caralho.
—…Desculpe.
— Você sente remorso, hyung-nim?
— Eu, aquela pessoa.
Depois de dormir mais um pouco e acordar, sua mente parecia clara. Beomjin tinha estado andando sem camisa desde mais cedo. Ele tinha falado quando o ombro enfaixado chamou sua atenção, mas ele não sabia o quanto dizer em relação a Park Changhyun. Ele estava com medo de que Beomjin piorasse as coisas. Seojae julgou que, embora tivesse sido injustiçado, era melhor ficar em silêncio sobre tudo por enquanto. Ele fechou a boca com firmeza.
— Ei… Hyung-nim, você é descoberto no momento em que começa a usar a cabeça.
—…
— Eu sei tudo sobre aquele desgraçado do Park Changhyun, então não fique fazendo suas próprias merdas.
—…
— Droga, há quantos anos estou nesse ramo.
Beomjin fumegou por um bom tempo.
Ele deu uma grande mordida no hambúrguer que segurava na mão, e sempre que sua boca estava vazia, ele amaldiçoava Park Changhyun.
Seojae, que estava observando Beomjin enquanto estava coberto com um cobertor, também desviou o olhar quando as mesmas maldições foram repetidas.
Sua cabeça estava latejando e suas mãos estavam dormentes.
O que vai acontecer com Park Changhyun?
E Beomjin.
Seojae sentiu sua cabeça começar a girar novamente por causa da criança que veio à mente em seguida.
Ele se lembrou das palavras de Park Changhyun sobre estar no mesmo barco, e das pessoas que o cumprimentavam sempre que o viam, dizendo ‘cunhada’.
Será que eu realmente entrei no mesmo barco que Beomjin?
Ele estava tão ansioso.
Depois de passar por algo perigoso, sua vida parecia apenas uma vela tremeluzente em uma rua em pleno inverno.
Uma que poderia ser apagada e extinta a qualquer momento.
Seojae controlou sua respiração cada vez mais rápida o melhor que pôde. Hoo, ele expirou fundo e inspirou lentamente.
Beomjin, que se aproximou, perguntou se ele estava tendo dificuldade para respirar.
—…Não…
Tudo bem se ele morresse, mas a criança não deveria se machucar ou ter dificuldades nem um pouco.
Hoje também, ele tinha seguido Park Changhyun por causa da criança. Seojae sentiu os cantos de seus olhos se apertarem enquanto olhava para Beomjin.
— Então por que caralhos sua expressão está assim?
Beomjin puxou o espaço entre as sobrancelhas de Seojae com o dedo.
—…
Uma fina camada de umidade estava se acumulando em seus olhos.
Beomjin, que estava olhando para seu rosto como se o observasse, levantou o polegar e limpou os olhos de Seojae bruscamente.
— Sempre choramingando dia após dia.
—…
— Você não tem vergonha na sua idade?
—…
— Guarde isso para quando estiver fodendo, seu filho da puta. Que desperdício.
—…
—…Não vou te matar.
—…
— Eu disse que você não vai morrer.
Beomjin falou como se tivesse lido sua mente.
Parecia que quando ele disse para não usar a cabeça, que era tudo muito óbvio, ele não estava apenas dizendo.
Seojae fungou, mas sentiu seu coração se aliviar com aquelas palavras.
Ele não sabia com que intenção, ou quanto de seus pensamentos ele tinha lido para dizer tal coisa.
Parecia que uma mão grande estava lançando uma sombra sobre as vidas de vela dele e de Junhee.
Parecia que o vento frio tinha parado por um momento.
A partir daquele dia, Beomjin se moveu ocupadamente.
Ele mal aparecia à noite, e visitava o quarto de hospital pela manhã ou por volta do meio-dia.
O hospital tinha exigido uma internação de cerca de um dia, mas Seojae tinha ficado hospitalizado por mais de 5 dias. Foi porque sua imunidade estava baixa, então sua condição melhorava e piorava novamente repetidamente. Quando ele chegou ao hospital pela primeira vez, não havia grandes problemas com sua respiração, mas a partir do dia seguinte, ele teve que receber oxigenoterapia. Ainda assim, depois de receber tratamento por cerca de meio dia, as funções corporais que se deterioraram devido à inalação de fumaça haviam se recuperado muito. Ele estava num ponto em que podia se virar, não fossem os pesadelos que tinha toda noite devido ao trauma. Seojae, cujas pálpebras tremiam no quarto de hospital escurecido, acordou com um pequeno som “Ah”.
— Não consegue dormir?
O homem desconhecido que Beomjin tinha designado para vigilância parecia não ter nem vinte anos. Seojae balançou a cabeça para o homem que dizia tais coisas perto dele sempre que ele abria os olhos.
—…Estou bem, então você pode ir.
— Isso é o que eu estou fazendo…
O homem coçando a cabeça ainda tinha gordura infantil nas bochechas. O que ele poderia dizer ao homem que estava sorrindo sem graça?
Seojae pensou em Beomjin, que tinha saído com um corpo que não estava totalmente curado, e soltou uma longa respiração.
Com a justificativa de que seu estômago não estava mais tenso, Beomjin parecia estar se alvoroçando à noite como costumava fazer.
Mesmo quando pus estava saindo de seu ombro infectado, ele dizia que coisas assim estavam bem.
Seojae olhou para seu próprio corpo muito recuperado na escuridão e pensou: não é Beomjin quem realmente precisa estar hospitalizado?
Ele também tinha começado a ouvir recomendações para iniciar o processo de alta desde ontem. Se ele até mencionasse, dizendo ‘Eles disseram que posso ter alta…’ Beomjin só dizia que era melhor ficar no hospital. Aconteceu alguma coisa? Seojae agora se preocupava com coisas assim primeiro.
Quanto à criança, ele a trouxe anteontem para mostrar o rosto por um momento, e só. Como ele estaria agora? Quando Seojae acordava do sono, ele apenas imaginava o rosto da criança em branco. Era verdade que não havia ninguém para cuidar adequadamente dele se ele estivesse no hospital, mas ele estava ardendo por dentro por não poder ver aquele rosto.
Dentro do quarto de hospital silencioso, apenas uma única pequena lâmpada estava acesa.
O homem parado perto do corredor de entrada estava cochilando com as costas encostadas na parede.
Quando ele verificou as horas, eram 3 da manhã.
Ele teria que acreditar em Beomjin, que tinha dito em um tom de desdém: ‘Espere até depois de amanhã’. No entanto, ele não sabia o quão plausível isso era. Beomjin tinha encarado as pessoas que recomendavam a alta e dito ameaçadoramente: ‘Eu disse que vamos ficar mais alguns dias’. Seojae massageou os olhos e a testa na escuridão. Longe de sentir sono, seus músculos faciais estavam tremendo ligeiramente de ansiedade.
Pouco depois, Seojae, que tinha caído em um sono leve, acordava a cada 30 minutos a uma hora e repetia as mesmas ações.
Quando ele acordou com um barulho alto, era hora do café da manhã. Uma mulher com um rosto familiar foi vista caminhando até a cama carregando uma bandeja de refeição quente.
— Sempre tinham uns caras grandes parados aqui na frente, mas eles não estão aqui hoje?
Seojae, que pensou nos caras grandes com uma mente turva, deu um sorriso fraco.
— Como pode um jovem ser tão bonito?
A senhora, que estava olhando para Seojae que tinha acabado de acordar, soltou as palavras como se achasse fascinante.
Com essas palavras, Seojae inclinou a cabeça em saudação, desdobrou a mesa e recebeu a bandeja de refeição.
Durante toda a manhã cedo, o homem que tinha estado batendo as costas contra a parede com um thump, thump, apareceu bem tarde. Vendo que seu rosto e cabelo estavam molhados, parecia que ele pelo menos tinha se lavado no banheiro do corredor.
— Aqui, por favor, coma isso.
— Por que eu… Você deveria comer, cunhada.
— Não. Eu realmente não como café da manhã.
—…
O homem usava a expressão de alguém perdido. Ele não devia ter feito uma refeição adequada desde que estava me vigiando desde a noite anterior. Os rostos dos homens que vigiavam o quarto de hospital mudavam quase todos os dias. Seojae, que estava particularmente preocupado com o homem aparentemente jovem, empurrou a bandeja de refeição para o fim da mesa e assentiu. Depois de fazer um gesto com a cabeça para ele vir, ele calçou os chinelos e saiu da cama.
— Por favor, coma.
O homem, que não conseguia esconder sua perplexidade, rapidamente corou com a expressão de Seojae. Os homens que trabalhavam com Beomjin eram frequentemente alfas. Considerando que o cheiro não era avassalador, ele devia ser um recessivo. Seojae podia dizer por intuição que Beomjin tinha intencionalmente deixado apenas alfas recessivos entrarem no hospital.
Ah, então… o rosto do homem que se aproximou era muito mais jovem do que parecia à distância.
Seu corpo era robusto, mas seu rosto parecia o de um calouro que acabara de entrar no ensino médio.
—…
Era simplesmente lamentável. Seojae, preocupado que o homem pudesse se sentir desconfortável, dirigiu-se para a janela na parte mais interna do quarto. Ele olhou para fora, e tudo estava cinza. Ele tinha ouvido que havia nevado, mas parecia que nenhum vestígio foi deixado. Também não havia vestígios nos telhados dos prédios baixos. Uma estrada larga e muitas pessoas apareciam. Todo mundo está indo para algum lugar ocupado desde a manhã. Eu também queria ir ver meu filho. Para fazer isso, eu tinha que ter alta primeiro.
Com um som atrás dele, Seojae virou a cabeça.
— Cunhada, me desculpe.
— Não. Eu não estava pensando nisso nem um pouco…
Ele tinha ouvido o termo ‘cunhada’ tantas vezes que agora parecia sem sentido. Ele estava prestes a dizer ao homem que ele não precisava pensar assim, mas ouviu o som da porta se abrindo.
— Ei, o que você está fazendo?
Era Beomjin. Beomjin olhou para seu subordinado comendo na cama e usou uma expressão de incompreensão. O homem, com o rosto empalidecendo, cobriu a boca com a mão e ficou descalço ao lado da cama. Hyung-nim, ele disse em saudação.
Beomjin apenas inclinou a cabeça de lado em seu corpo grande.
Seojae, que estava olhando para suas costas, aproximou-se de Beomjin e abriu a boca.
— Eu disse para ele comer. Ele estava aqui ontem o dia todo…
— Hyung-nim… Eu…
A boca do homem já estava cheia de arroz e sopa de carne, mostrando o quanto ele estava com fome. Por causa disso, sua pronúncia estava ruim. Enquanto ele tentava engolir rapidamente, resmungando e mastigando mais algumas vezes, as sobrancelhas de Beomjin caíram. Ele levantou o punho e o plantou no rosto do homem. O homem, que bateu as costas na cama, rolou para trás e caiu no chão com um thud.
— Esse filho da puta… Você acha que eu te coloquei aqui para comer sua porra de refeição, seu cachorro, seu desgraçado.
Ao cair da cama, o homem cuspiu a comida de sua boca como se estivesse vomitando. O caldo leitoso da comida respingou no chão e também na batina branca de hospital de Seojae. Beomjin circulou a cama em direção ao homem caído e caminhou em sua direção. Então, ele levantou a perna e começou a chutá-lo impiedosamente. Um Seojae assustado agarrou o braço de Beomjin.
— Pare… Beomjin, pare. Eu…
— Que porra é essa de me agarrar enquanto estou trabalhando…
Sua mão caiu da gola que estava segurando. Seojae, que olhou para cima, estudou a expressão irritada de Beomjin enquanto ele olhava para trás e então se afastou.
— Como ousa…
A maldição, ‘seu filho da puta’, sibilada entre dentes cerrados, soava arrepiante.
Beomjin disse “Porra” e, depois de lançar um olhar para Seojae que tinha recuado, começou a chutar novamente.
O homem foi pisado pelo pé de Beomjin enquanto ele engasgava, retch, retch, vomitando comida e um líquido claro juntos.
Quando ele foi chutado no plexo solar com a ponta do sapato, ele usou uma expressão de agonia genuína. Seu grito de ‘Hyung-nim, eu errei’ perfurou os ouvidos de Seojae também. Ele sentiu tanta pena do homem que estava sendo espancado assim por sua causa. Seus próprios pés se moveram novamente várias vezes, mas ele não conseguia se conter para parar Beomjin. Seojae, cujo rosto também estava contorcido de dor, só conseguiu murmurar a palavra ‘ei’ por trás de Beomjin.
— Você não vai se mandar, seu desgraçado?
Beomjin bateu no garoto, que era muito menor que ele, com o pé como se o estivesse finalizando. O homem, que tinha estado com uma expressão agonizante há pouco, levantou-se e curvou a cabeça para Beomjin em um ângulo de 90 graus. Ele não conseguia esconder a dor, enquanto mancava para fora do quarto de hospital. Seojae, que o observava, colocou uma mão na testa. Ele não conseguia entender Beomjin por fazer coisas assim.
— Hyung-nim.
Beomjin, que estava de costas como uma montanha, virou a cabeça.
— Não me toque quando eu estou trabalhando.
Ele apontou o dedo para Seojae, avisando-o.
—…
— Como ousa, droga, se intrometer onde os homens estão trabalhando?
Graças a um telefone que vibrava alto, houve uma breve trégua. Beomjin, que estava sentado no sofá verificando a tela, tinha um rosto tenso e desprovido de qualquer brincadeira.
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— Coloque a criança para dormir e venha.
Ele parecia ocupado, mas não se esqueceu de falar com Seojae.
— Ainda não é hora da soneca dele.
— Mesmo assim, coloque ele para dormir e então me chame.
Ele não saberia se fosse mandado brincar, mas ser mandado colocar para dormir e vir, seu corpo se tensionou sem motivo.
Beomjin disse “Uh” e apontou para um quarto no andar de cima. Vá para o quarto bem ao lado da escada, disse ele.
Seojae, que pulou uma resposta, subiu para o segundo andar segurando a criança.
As escadas com padrão de madeira eram elegantes e lisas.
O corredor do segundo andar era bloqueado por um corrimão que era um pouco mais alto que a altura da criança. Havia lacunas aqui e ali, mas não parecia que o pé da criança pudesse escapar. Ainda assim, apenas por precaução, parecia que ele não deveria deixá-la vaguear pelo corredor do segundo andar. Tendo terminado sua breve avaliação, Seojae empurrou a porta do quarto bem ao lado da escada.
Ele pensou que pareceria vazio como a sala do primeiro andar, mas não era o caso.
Os brinquedos que a criança costumava usar estavam alinhados ordenadamente sob a janela. Havia também um tapete que ele não tinha visto antes, e a cama parecia nova. Ele originalmente colocava a criança para dormir em uma cama de solteiro, mas a cama no quarto parecia ser uma feita para caber no corpo pequeno da criança. A grade de segurança, que parecia uma cerca, podia ser estendida para cima, e também era possível dobrá-la para baixo. Seojae, tendo colocado a criança no chão, levantou e abaixou a grade da cama. A criança foi até a janela e sentou-se com um plop. No tapete macio, ele remexeu o corpo, dizendo “Yay, yay”.
Ainda não eram nem 12 horas, como ele ia colocar a criança para dormir? Seojae pegou o telefone, verificou as horas e soltou um suspiro profundo.
Lá fora também estava excepcionalmente brilhante. Seojae, que foi até lá e fechou as cortinas, olhou para o espaço que escureceu instantaneamente. Como era uma manhã brilhante, não estava tão escuro a ponto de ele não conseguir ver o que estava à sua frente.
Parecia quente, e ele pensou que a atmosfera era agradável.
Por que ele pediu para ele escolher um quarto depois de mover todas as coisas da criança para cá?
Seojae pensou no rosto de Beomjin enquanto ele olhava para ele do segundo andar e balançou a cabeça. Ele só escolhe e faz coisas completamente incompreensíveis.
A criança, que parecia que iria brincar com seus brinquedos por um tempo, começou a cochilar em menos de 10 minutos. Seu horário de soneca geralmente era preciso, então parecia que ele não tinha dormido muito de manhã hoje.
Eu deveria perguntar a Beomjin direito onde ele tinha deixado a criança.
Seojae pensou nisso enquanto deitava a criança na cama.
A criança, que parecia abrir os olhos, sorriu amplamente e voltou a dormir. Quando ele deu tapinhas suaves em seu peito por alguns minutos, a força também saiu de seus braços e pernas. Seojae, que tinha estado tocando suavemente seu corpo por um tempo, levantou-se silenciosamente e saiu do quarto. Ele também fechou a porta com cuidado. Era uma porta que quase não fazia barulho.
Seojae, que estava prestes a dar uma olhada no quarto ao lado, ouviu Beomjin subindo e parou suas ações na frente da porta.
— Você deu uma olhada?
— Não.
— Entre.
Beomjin, que fez um gesto com o queixo, aproximou-se sem diminuir a velocidade.
Seojae, que abriu a porta bem ao lado e entrou, sentiu a presença de Beomjin entrando atrás dele e olhou para o lado. Beomjin passou por ele e começou a tirar a camisa.
Os músculos das costas que logo foram revelados se dividiam junto com as tatuagens.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby& Othello