↫─☫ Episódio 179
𓆰𓆪 Episódio 179 𓆰𓆪: Frequência
《Mural Anônimo da Guilda Pado》
[※Por favor, tenha bons modos ao postar!]
[※Posts que não seguirem as regras poderão ser apagados sem aviso.]
Título: [Anônimo] O que acabou de acontecer?
O 240 estava perseguindo alguém pela escada de emergência como se fosse matar a pessoa. Eu vi direito?
Comentários (99+)
— É, você viu direito, ㅋㅋ.
⤷ Ah, é? Achei que tinha derramado alucinógeno na minha salada, mas bom saber que vi direito.
⤷ Que tipo de vida você leva, Anônimo?
— Você só viu o 240?
⤷ É, foi a primeira vez que ouvi o 240 gritando;;
⤷ Você perdeu a coisa mais importante… O J devia estar na frente.
⤷ ????? Por que o J estaria na nossa guilda?
⤷ Sei lá, talvez o 240 tenha trazido ele aqui.
⤷ Sequestrado?
⤷ Nem pensar.
Título: [Anônimo] Mas o 240 tinha um hematoma no pescoço.
Era um hematoma em forma de mão. Para um nível S ter uma marca dessas no pescoço…
Será que…?
Comentários (99+)
— Parece que…
— Não vou falar mais porque não quero uma reunião com o 240.
⤷ Sério mesmo.
⤷ Como você sabe disso se é anônimo? ㅋㅋ
⤷ Não subestime as habilidades de coleta de informação do Seo Min-gi…
— Ah, entendi! O J e o 240 se sacrificaram pelos funcionários sonolentos e entediados…
⤷ J-men.
⤷ Eu estava com tanto sono depois do almoço, mas isso me acordou na hora.
Título: [Anônimo] Mas tem um motivo para o número um ser o número um.
Ele é tão rápido e ágil. Eu pisquei e ele já estava lá embaixo.
Comentários (99+)
— Sério, ele estava lá embaixo assim que o vento soprou.
— É tipo teletransporte.
— Pelo menos ele não quebrou o prédio, o J é o melhor!
⤷ Não, precisa quebrar para a gente ir para casa.
⤷ Ah, é.
⤷ Será que ele podia voltar e quebrar só mais um pouquinho? Só o suficiente para o prédio não desabar?
Título: [Anônimo] Juntei todos os posts do mural anônimo para resumir a situação.
Parte disso é inventada.
Não sei o que aconteceu depois que a matéria saiu, mas o 240 estava mantendo o J em cativeiro.
O J, que valoriza a liberdade, estrangulou o 240 e escapou feito o vento.
O 240 perseguiu o J como se fosse matá-lo (testemunhas confirmaram).
Prova: o 240 gritou com o J, dizendo coisas como “Você está louco? Para agora!”, umas coisas ameaçadoras.
O J arrombou uma porta e escapou com sucesso.
O vidro foi coberto pela habilidade da JS, bloqueando a visão externa. O primeiro andar virou uma estufa.
O Cara do Escudo está em desespero.
Faz sentido?
Comentários (99+)
— Como pode eu sentir que meu cérebro foi corrompido só de ler isso?
⤷ KKKK ㅋㅋㅋㅋㅋㅋㅋ.
⤷ Agora a gente sofre ataque mental lendo post também. Brutal.
— Isso é real?
⤷ Quem sabe **
⤷ Não sei do resto, mas a parte do estrangulamento e do 240 perseguindo o J como se fosse matá-lo é real. Eu mesmo vi.
⤷ Uma boa mistura de mentiras e fatos.
⤷ Fiquei com tanto medo que desabei.
— O que as secretárias anônimas estão fazendo? Soltem a fofoca.
⤷ Se as secretárias estivessem aqui, não estariam lidando com essa bagunça, kkk.
⤷ Né. Aguentem firme.
⤷ Elas provavelmente vão fazer hora extra hoje à noite. Boa sorte.
Título: [Anônimo] Vou resumir em uma frase.
O J e o 240 se estrangularam e brincaram de pega-pega.
Comentários (99+)
— O que está acontecendo, afinal?
— Este post vai ser apagado logo.
— Haah…
Uma mão grande, de ossos fortes, pousou o celular. Um suspiro profundo escapou. Bae Won-woo segurou a cabeça, soltando um gemido. Ele sentia que suspirara de forma igualmente desesperançada não fazia muito tempo.
Primeiro andar do prédio da Guilda Pado, o café interno. Pouco antes, o café estava movimentado, mas agora estava quieto. Apenas três pessoas estavam sentadas ali, solitárias no vazio.
Bae Won-woo soltou outro suspiro profundo, como se a própria terra fosse desabar.
— Haah…
— Para de suspirar, Vice-Líder de Guilda.
— …Eles viram tudo, né?
— Bom, a gente tentou bloquear… mas eles provavelmente viram as partes importantes.
Um cheiro fresco de grama encheu o ar. As janelas que antes davam uma visão clara do lado de fora agora estavam cobertas de vegetação e flores vibrantes. Folhas tremulavam suavemente. Kang Ji-soo mexia seu latte de morango com um canudo. Seus olhos verde-escuros brilhavam com um tom esmeralda radiante. O balcão do café agora era atendido não por um funcionário de meio período, mas por uma figura humana feita de trepadeiras.
Bae Won-woo murmurou:
— Eu devia ter ido direto para a masmorra… Por que é que eu fui pegar café…
— Adianta o que se arrepender do que já foi feito, Vice-Líder de Guilda? Você devia estar pensando em como resolver.
— Que diabos é isso, Sayoung? Quantas vezes você está planejando sair na capa do jornal?
— Desta vez não é culpa minha…
Uma voz baixa e descontente respondeu. Lee Sayoung estava de pernas cruzadas, massageando a têmpora com os olhos fechados.
O longo toque de chamada parou e logo uma notificação anunciou que a ligação não pôde ser completada. Sua sobrancelha delicada se franziu levemente. Lee Sayoung discou de novo, sua voz fria murmurando:
— Agora ele nem atende…
Bae Won-woo falou com cautela:
— O J… e, ãh… eles devem ter tido um motivo para brincar de “pega-pega”, né?
— Não sei…
Um som de ranger veio de seus dentes cerrados. Uma aura ameaçadora tremeluzia atrás de Lee Sayoung, vestido com um sobretudo negro como breu. Ele cuspiu as palavras com amargura.
— Droga. Eu chamei para comer e ele saiu disparado como se os pés estivessem pegando fogo. Como isso é culpa minha?
— …
— Me diz, Bae Won-woo. É culpa minha chamar alguém que dormiu o dia inteiro para comer alguma coisa?
— N-não… Chamar alguém para comer é uma coisa legal…
— Não importava o que eu dissesse, ele não respondia. O quê, ele não quer comer comigo? Nem falar comigo? Fugir daquele jeito?
Sua voz foi ficando cada vez mais inflamada quanto mais ele falava. Aquilo era perigoso. Se continuasse assim, ele poderia explodir.
Kang Ji-soo e Bae Won-woo trocaram olhares. Você fala com ele primeiro. Não? O Vice-Líder de Guilda devia falar primeiro. Depois de debater em silêncio por um tempo, Kang Ji-soo arregalou os olhos, desafiando-o. Por fim, Bae Won-woo quebrou o silêncio.
— Sayoung. Será que… você, hum, você aprisionou o J?
— O quê? Rá…
Lee Sayoung zombou. Um sorriso feroz apareceu em seu rosto delicado.
— Você é cego? O J parece alguém que poderia ser aprisionado?
— Não é isso, mas… sempre existe a possibilidade do “e se” no mundo, né?
— Não.
Lee Sayoung respondeu com firmeza, e Bae Won-woo suspirou de alívio. Ele deu uma espiada na nuca dele. Um hematoma escuro, em forma de mão, destacava-se claramente. O corpo de um nível S é resistente— forte o bastante para que só uma grande força deixasse sequer um arranhão. Deixar uma marca tão nítida num corpo tão resiliente…
Ah, ele não queria saber de mais nada. Lee Sayoung era alguém que ele criara, cuidara e nutrira, nos bons e nos maus momentos. Ele não queria saber de seus enroscos românticos brutos. Mas os sinais eram óbvios demais, até para alguém tão desligado quanto Bae Won-woo. Tudo apontava para uma única conclusão.
Ele cobriu o rosto, desesperado. Se ao menos fosse um pouco mais alheio!
Naquele momento, Kang Ji-soo bateu o copo na mesa com um som seco.
— Por enquanto!
Bae Won-woo e Lee Sayoung ergueram o olhar ao mesmo tempo. Apesar dos olhares afiados, ela bateu palmas sem demonstrar um pingo de medo.
— O Seo Min-gi disse que seguiu o J, né?
Um Pequeno Milagre Seo Min-gi, que emergira da sombra de Lee Sayoung, havia imediatamente se fundido de volta às sombras depois de receber as ordens, sem sequer entender a situação. Bae Won-woo assentiu.
— É-é, isso mesmo.
— O Seo Min-gi não vai conseguir derrotar o J, mas deve pelo menos ter garantido a localização, né? Provavelmente ligou o GPS também.
— Faz sentido.
— Se a gente ficar só sentado aqui conversando entre nós, não vamos conseguir resposta nenhuma.
Ela ergueu o indicador de forma incisiva.
— Vice-Líder de Guilda, liga para o Choi Go-yo.
— Hã? Entendido.
— E Líder de Guilda…
Kang Ji-soo acrescentou com seriedade:
— Tente parecer digno de pena.
***
— Hah…
Cha Eui Jae se apoiou no parapeito do prédio, olhando para o céu cheio de cinzas brancas rodopiando. As cinzas caíam como neve, indiferentes a seus sentimentos. Ele estalou a língua, frustrado. Seu celular vibrava sem parar em sua mão. Fugir tinha sido uma boa ideia, claro. Mas…
Não havia para onde ir.
“Como pode não haver para onde ir…”
Cha Eui Jae apoiou o queixo no braço. O restaurante de sopa de ressaca era óbvio demais, o Jung Bin provavelmente estava ocupado, e o aconchegante ninho de amor de Hong Yeseong… Cha Eui Jae balançou a cabeça, afastando o pensamento. Trabalho demais. Ir até Hong Yeseong para evitar Lee Sayoung seria como pular de um inferno para outro.
“Será que eu devia comprar uma casa?”
Ele se lembrou de que Ham Seok-jeong administrava sua antiga casa. Talvez devesse ir para lá… Cha Eui Jae soltou um pequeno suspiro.
— Senhor, por favor, devolva meu celular. Estou implorando, isso é questão de vida ou morte para mim.
Seo Min-gi, amarrado pelo pulso ao parapeito do terraço com uma gravata, suplicou. O nó estava frouxo o bastante para ser desatado facilmente, mas o que realmente o prendia não era a gravata— era Cha Eui Jae.
O celular vibrou de novo. Cha Eui Jae olhou o identificador de chamada. Líder de Guilda. Como ele não atendera, parecia que o líder tinha mudado o foco para Seo Min-gi. Cha Eui Jae se agachou diante dele, mostrando-lhe a tela do celular.
— Atende e diz que me perdeu.
— Hã? Mas…
Craque, Cha Eui Jae estalou os dedos em silêncio. Seo Min-gi assentiu rapidamente. O líder de guilda estava longe, mas os punhos dele estavam bem ali. Cha Eui Jae deslizou para atender e segurou o celular junto à orelha de Seo Min-gi. Ele estabilizou a respiração e falou:
— Sim, Líder de Guilda.
—…
— Líder de Guilda?
O telefone ficou em silêncio por um longo momento antes de se ouvir uma inspiração suave.
—O J está aí com você, não está?
— O-o quê? Não, não, de jeito nenhum!
A voz de Seo Min-gi falhou e guinchou enquanto sua tentativa de mentir desmoronava miseravelmente. Cha Eui Jae agarrou Seo Min-gi pela gola e articulou com os lábios:
— Quer morrer?
Seo Min-gi balançou a cabeça freneticamente. Seus óculos escuros bateram contra a tela do celular. Enquanto isso, Lee Sayoung permaneceu em silêncio. Por fim, sua voz, agora contida, perguntou baixinho:
—Eu fiz alguma coisa errada?
— …
O queixo de Seo Min-gi caiu. Cha Eui Jae, segurando o celular, ficou igualmente atordoado. Nunca ouvira aquele tom vindo dele antes. Lee Sayoung continuou murmurando:
—Eu só queria fazer uma refeição com você, mas você saiu correndo daquele jeito…
…É mesmo?
Pensando bem, Lee Sayoung devia ter ficado surpreso também. Eles estavam conversando normalmente, e ele de repente saiu disparado. Mas ainda assim…
Cha Eui Jae esfregou a nuca. Ouvir a voz dele fazia os pelos da nuca se arrepiarem. Suas orelhas coçavam, e seus dedos se curvavam involuntariamente.
“Se só a voz dele já faz isso, como eu poderia encará-lo pessoalmente!”
—…Hyung, você está com raiva? Não vai mesmo me responder?
Cha Eui Jae abriu a boca, mas parou, prendendo a respiração. Sentia que sua voz sairia estranha se falasse agora. Enquanto isso, Seo Min-gi, percebendo o clima dele, desatou a gravata do pulso. Foi se arrastando devagar, afastando-se cada vez mais do celular.
Justo quando Cha Eui Jae estava prestes a dizer algo, Lee Sayoung falou primeiro.
— Então eu vou…
Algo apareceu atrás dele. Era uma sensação que ele já sentira algumas vezes. Cha Eui Jae se virou imediatamente. Uma porta grande havia aparecido no meio do terraço. Lentamente, a porta se abriu rangendo. Do outro lado havia um espaço cheio de verde, como um jardim botânico. O cheiro de grama fresca chegou até eles.
— Iik.
Abridor Romântico, agarrado à maçaneta, soltou um gritinho fraco ao desmaiar. Pernas longas passaram graciosamente por cima do corpo mole de Abridor Romântico e tocaram o piso do terraço. Um sobretudo preto esvoaçou. Cha Eui Jae murmurou em silêncio:
Merda.
— …Eu tenho algum juízo.
Merda!
↫。。⛧ Continua….
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna&Yuki