↫─☫ Episódio 175
𓆰𓆪 Episódio 175 𓆰𓆪: Frequência
Cha Eui Jae fechou e abriu a mão. A força que havia desaparecido tinha voltado por completo. Uma porta estranha que aparecera de repente na memória de “Cha Eui Jae ”. Uma voz que ele nunca ouvira na memória dele , mas que parecia familiar. Ele tentou lembrar. A voz rosnava como uma fera…
— Cha Eui Jae .
Era parecida com o que ele ouvira no fragmento que Yoon Gaeul lhe mostrara. Lee Sayoung continuava sentado ali, imóvel, sorrindo. Era um sorriso assustadoramente preciso. Tudo nele parecia desumano.
Deveria neutralizá-lo primeiro? Cha Eui Jae estalou os dedos. E logo depois—
Bam!
Cha Eui Jae disparou para frente, chutou a cadeira e agarrou a garganta de Lee Sayoung, montando sobre ele. Tump, a cabeça de Lee Sayoung bateu no chão. Tap, tap, tap… O relógio caiu do pulso dele e rolou para longe.
Apesar de estar preso ao chão e sendo estrangulado, Lee Sayoung não resistiu. Seu sorriso não vacilou. Cha Eui Jae sentiu vontade de cobrir aquele rosto.
Lee Sayoung entreabriu os lábios.
— Para com isso… Eu não fiz isso para brigar.
A pele sob suas palmas estava fria, mas havia um pulso fraco e leve. Cha Eui Jae olhou de lado. Deveria quebrar as pernas dele primeiro? Mesmo que quebrasse, Nam Woo-jin poderia consertá-las…
Lee Sayoung sussurrou:
— Eu preciso… testar tudo. Esta é a última chance.
— …
Lee Sayoung ergueu a mão e cobriu com cautela a mão dele que o estrangulava. Seu toque era frio. Cha Eui Jae apertou mais o pescoço de Lee Sayoung.
— O que você quer?
— Ah, o que eu quero…?
Os músculos do pescoço dele tremeram levemente. Lee Sayoung estava rindo. Tossidas suaves pontuadas por uma risada delicada escaparam. Uma vez que começou a rir, continuou por um bom tempo até finalmente parar. Lee Sayoung fez cócegas no dorso da mão de Cha Eui Jae com os dedos.
— Vamos dormir juntos.
— …O quê?
Cha Eui Jae duvidou dos próprios ouvidos. Ouviu direito? Mas Lee Sayoung o encarava de baixo, ainda sorrindo. Seus longos cílios tremularam. Uma fragrância estonteante flutuou pelo ar.
— Você mesmo checou agora há pouco.
Lee Sayoung bateu na própria cabeça com os dedos. Foi um gesto brusco, sem nenhum cuidado com o próprio corpo. Cha Eui Jae quase agarrou sua mão, mas parou. Lee Sayoung continuou, imperturbável, com uma voz lenta:
— Seus sonhos e os meus estão conectados agora. Graças ao relógio.
— …
— Você não está curioso? Sobre o que só eu sei…
Um guardião que observara o fim por muito tempo. O que é o fim, como ele vem e por que eles fracassaram. Ninguém saberia melhor do que Lee Sayoung. Era uma oferta tentadora.
Cha Eui Jae encarou os olhos violeta aninhados entre o cabelo desgrenhado de Lee Sayoung. Os olhos ainda refletiam tudo sobre ele. Sem emoções, sem opiniões. Apenas refletindo. Quando Cha Eui Jae apertou mais, um pequeno gemido escapou dos lábios de Lee Sayoung.
Depois de um momento, Cha Eui Jae afrouxou um pouco o aperto, deixando-o respirar. Uma crise de tosse veio em seguida. Cha Eui Jae sentiu os músculos tremendo sob sua mão e perguntou em voz baixa:
— Tudo isso acabaria se você simplesmente me contasse. Por que dar voltas?
— Ah, isso é… sem graça.
— O que você… Você me disse que esta é a última chance.
— Disse…
— Se perdermos essa chance, todos morremos. Você, eu, todo mundo.
— Eu sei…
— E diversão ainda é importante para você?
— O que… não é importante?
Lee Sayoung piscou devagar. Seus olhos violeta haviam desbotado para um lilás pálido. No fundo daqueles olhos de cor suave, uma chama branca tremeluzia. Cha Eui Jae , fascinado, encarou a chama. Lee Sayoung murmurou:
— Eu vaguei sozinho por tanto tempo.
— …
— E agora… finalmente me sinto vivo…
As mãos negras agarraram as mãos que o estrangulavam e apertaram. Cha Eui Jae voltou a si e arregalou os olhos. Lee Sayoung mal sussurrou, com a voz forçada:
— Me estrangule mais forte. Isso é bom…
Um sorriso se insinuou no rosto que antes não mostrava emoção alguma.
Um sorriso distorcido. Ele estava genuinamente gostando daquilo.
Um calafrio percorreu a espinha de Cha Eui Jae . A sensação o deixou tremendo enquanto ele arrancava as mãos, sacudindo-as furiosamente. Lee Sayoung estalou a língua, decepcionado. Cha Eui Jae ficou horrorizado.
“Ele é louco de verdade?”
Os dedos negros bateram na mão de Cha Eui Jae como as patas de uma aranha. Ele estremeceu. Lee Sayoung caiu na gargalhada.
— É bom para nós dois, não é? Você não queria me estrangular?
— Para de me fazer parecer um pervertido!
— Mesmo? Que pena…
Lee Sayoung esfregou o pescoço, onde a marca da mão dele ainda estava claramente visível. Cha Eui Jae engoliu em seco.
Droga. Não era para ter alguma reunião ou algo assim? Lee Sayoung deu de ombros.
— Você não estava vasculhando memórias, tentando encontrar algo…
— …
— Pense nisso. Para mim, tanto faz… Hyung.
E assim que Eui Jae ouviu aquela palavra—
Pá!
Ele não conseguiu se conter e desferiu um soco.
Os olhos lilases de Lee Sayoung reviraram, e seu corpo amoleceu. Cha Eui Jae , ofegante, abriu o punho, a mão pressionando o peito de Lee Sayoung. Felizmente, seus instintos entraram em ação e ele havia segurado o soco. O pulso dele ainda batia normalmente.
A mão de Cha Eui Jae tremia incontrolavelmente. Ele mexeu os dedos, a sensação persistente do toque de Lee Sayoung ainda vívida.
“Que diabos? Ele é um pervertido de verdade?”
O quê? Dormir juntos? Estrangulá-lo? Ele é mesmo louco? Talvez tenha vagado por tanto tempo que perdeu o juízo.
Cha Eui Jae mal conseguiu engolir o grito que subia pela garganta. Seu coração batia como se ele tivesse corrido uma maratona. Se era raiva, choque ou excitação, ele não sabia dizer.
“O Lee Sayoung não está em seu juízo perfeito.”
Agora, ele sentia falta do Lee Sayoung que conhecia. O Lee Sayoung pirralho, mas de certa forma cativante. Cha Eui Jae baixou a cabeça, apoiando a testa no peito dele. Sua voz tremeu.
— Ei, ei, acorda, Lee Sayoung…
— …
— Vai, não me deixa aqui assim…
— …
— Você já dormiu o bastante!
Ao grito de Cha Eui Jae , o corpo sob ele se mexeu. Um pequeno gemido veio em seguida. Cha Eui Jae ergueu a cabeça de supetão. Lee Sayoung, gemendo como se sentisse dor, segurou a cabeça e piscou. Seu rosto bonito se contorceu numa careta.
— Que diabo…
Lee Sayoung se apoiou nos cotovelos, aproximando os rostos deles.
— Quando foi que eu… por que a gente está assim… espera.
Ele estreitou os olhos e examinou o rosto de Cha Eui Jae , inclinando a cabeça. Sua mão disparou, segurando o queixo e a bochecha dele . Lee Sayoung examinou seu rosto, franzindo a testa.
— Por que seu rosto está tão vermelho… está com febre?
— Meu rosto?
— Espera um pouco…
Lee Sayoung hesitou e segurou a cabeça de novo, bem onde Cha Eui Jae o havia socado. J desviou o olhar. Parecia um cachorro que tinha feito algo errado. Lee Sayoung piscou.
— Hyung.
— …Hã.
— Você me bateu?
— …Não.
— Espera, então… por que meu pescoço…
Lee Sayoung esfregou o pescoço e pigarreou. Era exatamente onde Cha Eui Jae o estrangulara. Cha Eui Jae virou ainda mais a cabeça, quase olhando por cima do ombro agora. Lee Sayoung inclinou a cabeça.
— Hyung.
— …
— Você sabe, não sabe?
Cha Eui Jae virou a cabeça de volta de supetão. Surpreendentemente, Lee Sayoung parecia inquieto.
O que ele quis dizer com “sabe”? Que havia outro Lee Sayoung dentro dele? Ou havia algo mais que ele vinha escondendo? Cha Eui Jae estava igualmente confuso, mas não podia perder aquela oportunidade.
Cha Eui Jae assentiu. Era hora de tirar da cartola as velhas habilidades do seu trabalho de meio período no restaurante de sopa de ressaca.
— Sei.
Fingir que sabe e concordar. A maioria das pessoas despejava seus segredos depois de uma leve cutucada. Lee Sayoung estreitou os olhos brevemente antes de baixar os cílios, pensativo.
— …Onde você ouviu isso? Você nem está com o celular…
Cha Eui Jae cruzou os braços e encarou Lee Sayoung fixamente. Lee Sayoung, ocupado pensando, soltou um suspiro curto.
— Ah…
Ele bagunçou o cabelo, frustrado.
— Droga. Você viu no canal dos Caçadores, não viu?
Normalmente, esse cara não daria pista nenhuma, mas agora estava simplesmente entregando tudo por conta própria. Devia estar desorientado. Ainda bem que eu bati na cabeça dele, pensou Cha Eui Jae , soltando um escárnio alto o bastante para ele ouvir. Ele não abria o canal dos Caçadores fazia um tempo, então rolou pelo acúmulo de mensagens.
E o que o recebeu foi…
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[5] Gyu-Gyu: J, vem pro chat~
[5] Gyu-Gyu: Se você não aparecer, vou assumir que vocês dois estão namorando de verdade~
[8] Eu Sou Um Artesão: Precisa de mais palavras?
[8] Eu Sou Um Artesão: Vocês também viram a foto.
[8] Eu Sou Um Artesão: Ele estava carregando como se fosse um tesouro sagrado.
[29] Menino Vendedor de Bolinhas de Gude: Ãh, o que está acontecendo mesmo?
[8] Eu Sou Um Artesão: Mais um atrasado.
[8] Eu Sou Um Artesão: Vai logo ler a matéria.
[8] Eu Sou Um Artesão: O J e o 240 estão namorando, diz lá.
O quê?
[11] Cara do Escudo: Argh…
[11] Cara do Escudo: A gente também não sabe de nada.
[11] Cara do Escudo: A linha telefônica da guilda foi cortada.
[11] Cara do Escudo: Não entrem em contato.
[11] Cara do Escudo: Também vou entrar numa masmorra.
[6] Honeybee: Ei, você não vai dar uma resposta direta?
[6] Honeybee: Qual é a desses dois, sério?
[6] Honeybee: Eles estão namorando?
[6] Honeybee: Ou estão tramando alguma coisa juntos?
[11] Cara do Escudo: O Cara do Escudo está indisponível no momento.
[6] Honeybee: “Indisponível no momento”? Tá de brincadeira?
[6] Honeybee: Ei, Seo Min-gi, aparece!
[34] Um Pequeno Milagre Seo Min-gi: Um Pequeno Milagre Seo Min-gi está indisponível no momento.
[8] Eu Sou Um Artesão: Esse comportamento dissimulado é insano.
[6] Honeybee: Hã.
[5] Gyu-Gyu: Hahahahahaha.
[6] Honeybee: Por que vocês todos não dizem logo que estão namorando também?
[11] Cara do Escudo: Por favor, evitem dizer “namorando”. Tenho TEPT com isso.
[6] Honeybee: Argh.
Cha Eui Jae agarrou Lee Sayoung pela gola enquanto este apalpava a própria garganta. Seus olhos brilharam num azul intenso.
— O que você fez?
↫。。⛧ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna&Yuki