↫─❀ Capítulo 16.5
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Capítulo 16 Parte 5
Acordando lentamente, a primeira coisa que Damian percebeu ao despertar foi o feromônio preguiçoso e familiar que invadia seu olfato. O aroma sutil que restava da colônia de banho misturado com o cheiro pesado e picante da pele de Claude, junto ao rastro espesso de sexo, despertaram todo o corpo de Damian.
Vindo de Claude, que o abraçava por trás, ouvia-se uma respiração suave. O braço envolto em sua cintura permaneceu imóvel.
Ao tentar se virar, Damian hesitou por um instante. Sentindo o pau dele escorregar de leve de dentro de si, encolheu os ombros por um momento. Sentia a retaguarda completamente laceada. Por tê-lo guardado ali dentro por tanto tempo, sentia até uma estranha sensação de vazio.
Tendo se movido apenas um pouco, seu corpo inteiro doía como se tivesse levado uma surra. Especialmente sua cintura, que parecia não ter força alguma. Uma carranca inevitavelmente se formou em sua testa alinhada.
Gemendo de dor, Damian finalmente conseguiu se virar para encará-lo com dificuldade.
Apesar dos movimentos de Damian, ele não dava sinais de que acordaria. Tendo passado pelo rut e transado a noite inteira, era natural que estivesse exausto.
Ficou olhando fixamente para ele adormecido. A testa bem alinhada, o nariz proeminente bem no centro do rosto, as maçãs do rosto salientes na medida certa e os lábios ligeiramente entreabertos eram sensuais. Aquele homem que, quando de lábios cerrados, era mais rigoroso e implacável do que qualquer um, agora apenas dormia mansamente.
Damian estendeu a mão e contornou cuidadosamente as linhas do rosto dele. Como se desenhasse suas feições com as pontas dos dedos, foi delineando cada detalhe de forma preguiçosa e delicada.
A paz trazida pelo calor do contato era infinitamente agradável. O fundo do seu coração, até as profundezas que ele mesmo desconhecia, estava completamente preenchido por ele.
Isso era a marca.
Jamais havia imaginado que experimentaria tal sensação, tal sentimento.
Sabia-se que a marca não acontecia facilmente. Não era algo que ocorria apenas despejando os feromônios um no outro. Sem uma confiança absoluta e um desejo ardente de pertencer mutuamente um ao outro, a marca falharia.
Os cientistas dizem que a marca é apenas um sintoma em que o sistema endócrino se expande, tornando o indivíduo facilmente influenciável pelo feromônio do parceiro. Do ponto de vista médico, isso não estava errado. No entanto, mesmo eles não conseguiram explicar claramente o motivo pelo qual, após a marca, a pessoa passa a reagir unicamente ao feromônio do parceiro marcado.
Apenas presumiam que o sistema de sinais do cérebro havia mudado para responder exclusivamente ao parceiro.
Dizer que era uma simples reação química não bastava, pois a marca possuía inúmeros sintomas inexplicáveis.
Talvez por isso, ninguém jamais havia dito a Damian que a marca traria essa sensação.
Que traria uma plenitude tão imensa e uma satisfação tão grandiosa.
A sensação que experimentava agora não podia ser explicada por nenhuma palavra que conhecesse.
Seu coração estava tão preenchido por ele que uma fortaleza inabalável se ergueu, onde nada mais seria capaz de invadir. O feromônio dele, que dormia calmamente, criou raízes em cada uma de suas veias.
Damian afastou devagar os cabelos desalinhados da testa dele. Acariciou a sobrancelha espessa e alinhada com o polegar por um longo tempo, até que ela se moveu levemente, revelando as pupilas douradas.
Piscando os olhos devagar por algumas vezes, ele logo espantou o sono. Em seguida, o canto de seus olhos se curvou suavemente.
— Dormiu bem?
Como se fosse a coisa mais natural do mundo, ele puxou Damian para um abraço e selou sua testa com um beijo leve.
Envolto por aquele corpo robusto, sentir o calor aconchegante dele naquele momento era indescritivelmente bom.
Os dois se olharam nos olhos. Como se quisessem confirmar um ao outro que a marca da noite passada não fora um delírio individual, permaneceram imóveis, apenas contemplando as pupilas um do outro.
— Não é um sonho.
O tom de voz dele carregava certa incredulidade. Diante daquelas palavras, Damian deu um sorriso contido.
— Jamais imaginei que seria essa a sensação… Por acaso você também está sentindo isso?
Claude estendeu a mão e acariciou docemente o rosto de Damian.
— Como eu deveria chamar isso? Sinto como se o mundo inteiro me pertencesse. Parece que posso fazer qualquer coisa… Que mundo tão nítido e maravilhoso.
Meu Deus. Ele soltou uma exclamação e, como se não pudesse conter a onda de emoção que o invadia, puxou Damian para um abraço apertado. Beijos foram despejados em suas bochechas e ao redor dos olhos. Os lábios que tocavam seu rosto de forma leve e sutil não resistiram e forçaram a abertura da boca de Damian.
O beijo era suave a ponto de causar anseio. Não era um ato de desejo ardente onde imploravam um pelo outro, mas sim um gesto de confirmação de suas existências.
Línguas se entrelaçaram e suas salivas se misturaram. As duas mãos de Damian envolveram os cabelos dele como se os acariciassem, enquanto os dois braços de Claude enlaçaram seu adorável ômega como trepadeiras, colando-o firmemente a si.
Mesmo sem liberarem seus feromônios intencionalmente, as essências de ambos se entrelaçavam, envolvendo o corpo inteiro. Pegando carona no sangue que corria em direção ao coração, onde o pulso latejava, invadiam suas mentes e gravavam a existência um do outro.
O beijo se prolongou e, em seguida, toques leves e brincalhões voltaram a tocar a região dos olhos e as bochechas, afastando-se e retornando repetidamente.
O conforto trazido pelo toque suave das mãos era maravilhoso.
— Não achei que você se marcaria a mim. Eu realmente nem sequer esperava por algo assim…
A voz embargada pela emoção parecia tremer um pouco. Ver que aquele homem que não temia nada no mundo tremia por causa dele trazia uma enorme satisfação. Uma sensação de superioridade por ser o único capaz de exercer tal influência sobre ele.
O que mais deixava Damian eufórico era o fato de ele estar sentindo o mesmo que si.
Damian acariciou novamente os fios de cabelo que caíam sobre a testa dele.
Olhando diretamente para cima, os olhos dele estavam transbordando apenas de amor absoluto. Seu peito se encheu de emoção mais uma vez.
Era impossível resistir sem colocar aquilo em palavras.
— Eu te amo.
Diante da confissão repentina, Claude, que distribuía beijinhos nas pontas dos dedos de Damian, parou seus movimentos. Paralisado como um relógio que parara de funcionar por um instante, ele piscou os olhos lentamente e abriu a boca.
— O que você acabou de dizer?
— Você disse que não esperava que eu me marcasse a você, mas o mesmo valia para mim. Você sempre dava o melhor de si para mim, mas nunca dizia as palavras que realmente importavam.
— Damian, eu…
Ele tentou dizer algo, mas Damian queria terminar de falar antes que ele pudesse se justificar.
— Mas agora isso não importa mais. De agora em diante, ninguém além de mim poderá ter você. Eu te amo, Claude Knox. Amo você, meu marido e Duque de Enosh.
Às vezes, Damian sentia que havia algo entre seus pais no qual ele jamais conseguiria se intrometer. Quando era criança, chorou algumas vezes por se sentir magoado com isso. Sempre que o fazia, aquela sensação peculiar que pairava entre os dois desaparecia. Aquilo provavelmente era o vínculo que só existia entre parceiros marcados.
Não entendia na época, mas agora parecia compreender o que era.
A razão pela qual Damian esperara tanto por seu parceiro destinado era porque queria sentir essa mesma sensação. A completude de ser profundamente gravado no outro de forma exclusiva.
E agora, conforme seu desejo, Damian encontrara esse parceiro.
Assim que a confissão despejada sem fôlego terminou, Claude abraçou Damian com força. Afundando o rosto na curvatura do pescoço dele, controlou a respiração por um momento.
Precisava acalmar as emoções que sentia agora. Não sabia o que fazer com aquele sentimento transbordante que subia até o topo de sua cabeça. Depois de abraçar Damian em silêncio por um longo tempo, ele finalmente ergueu a cabeça.
Encarando o rosto infinitamente adorável e mais belo do que qualquer outro, Claude abriu a boca.
— O meu pai…
Ele trouxe à tona palavras que havia jurado para si mesmo que jamais pronunciaria.
— Eu tinha dezessete anos quando presenciei a traição do meu pai. Eu não gostava dele, mas, ainda assim, acreditava que o amor dele pela minha mãe era verdadeiro. Naquele dia, descobri que isso não passava de uma ilusão. Com a mesma boca que sussurrava palavras de amor para a minha mãe todas as manhãs, ele prometia o mesmo para Anna. Quando fiquei furioso e exigi que ele parasse com aquela sujeira e deixasse de enganar a minha mãe, sabe o que ele me disse?
— O que ele disse?
— Disse que amava a minha mãe. Afirmou que não a estava enganando, e que ter outra parceira era pelo bem da minha mãe, que tinha a saúde frágil.
— Isso é um absurdo. Que grande palhaçada!
Ao ouvir a história, Damian explodiu de raiva e gritou no lugar dele. As pupilas roxo-azuladas de seu ômega ardiam em chamas.
— Exatamente. Uma tremenda conversa fiada que não existe igual no mundo. Por isso, eu não acreditava na palavra amor. Sentia nojo e repulsa só de ouvir aquela palavra sair da boca daquele crápula. A ponto de decidir que, se aquilo era amor, eu jamais pronunciaria tal palavra em toda a minha vida.
Claude beijou os cantos dos olhos de Damian, que estava com as bochechas coradas de raiva.
— Por isso eu não conseguia dizer. Pensava que, no instante em que pronunciasse aquela palavra, o significado dela se desgastaria. No entanto…
Damian balançou a cabeça levemente, indicando que não era nada disso. Em seguida, deu um selinho nos lábios de Claude.
— Eu pensei errado. O amor de que ele falava é diferente do sentimento que eu sinto. Percebi agora o quanto a confissão que você me fez me deixa feliz.
Claude fixou os olhos em Damian, que lhe entregara seu coração por inteiro.
— Desculpe por ter demorado tanto.
— Não precisa se desculpar. Nós nos marcamos. Com isso, você provou para mim o quanto me ama e o quanto me considera precioso. Então, para mim basta.
— Retribuirei a você na mesma moeda. Eu te amo, Damian Percy. Amo você, meu cônjuge e meu ômega.
No instante em que pronunciou a palavra amor, Claude percebeu o quanto vinha mantendo uma teimosia idiota até então. Ao ver a alegria e o êxtase oscilarem nas pupilas de Damian, quis apagar o passado em que trouxera insegurança para o único ômega de sua vida.
— Meu alfa.
— Meu ômega.
Confirmando o amor mútuo, os dois se abraçaram calorosamente e trocaram um beijo. Emoções que sopravam como uma forte tempestade arrastaram ambos.
Tendo se marcado, sentiram simultaneamente o desejo direcionado um ao outro. Sem tempo para recuperar as forças do corpo, os dois se enredaram novamente.
O desejo explícito roubou o autocontrole deles. Respirações úmidas se misturaram e o fôlego logo ficou descompassado. A retaguarda, que abrigara o membro dele a noite inteira, engoliu Claude com facilidade.
No instante em que engoliu o pau ereto, Damian atingiu um orgasmo violento. Gemidos agudos escaparam e lágrimas brotaram devido ao prazer intenso. Agarrando as costas dele que se moviam ferozmente como garras, Damian soluçou submerso no deleite que ele lhe proporcionava.
Encharcados de suor e fluidos corporais, os dois movimentaram seus corpos sem descanso, sacudindo-se violentamente.
O desejo inflamado continuou até o amanhecer de mais uma noite. Explorando e se enredando até o limite onde nenhum dos dois conseguia expelir mais nada, confirmaram seu amor.
Aquele amor agora se tornara completo, sem qualquer insegurança ou incerteza.
Damian, que esperara por seu parceiro destinado, finalmente encontrara seu único par.
Assim como seus pais fizeram, ele provavelmente passaria o resto da vida ao lado de Claude, vivendo juntos essa existência extasiante e maravilhosa.
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Fim da História Principal
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Othello