↫─❀ Capítulo 11
Capítulo 11 Parte 1
Ao chegar ao Palácio Lotus, o assessor, que já havia sido avisado, conduziu Damian diretamente ao Príncipe Herdeiro. Trajando um terno de três peças risca-de-giz cinza-escuro, Ilias abriu um sorriso radiante assim que viu Damian.
— Damian. Você está lindíssimo hoje.
Com um gesto do Príncipe Herdeiro, a equipe que o ajudava a se vestir retirou-se.
— Não foi Vossa Alteza quem disse que hoje seria uma festa de comemoração? Quem olhasse pensaria que está indo fotografar para um catálogo de moda.
— Você também me acha galante? O suficiente para se apaixonar por mim?
Diante do sorriso sedutor e dos olhos semicerrados do Príncipe Herdeiro, Damian respondeu com indiferença:
— Acho que vai enfeitiçar todos na festa.
— Esse “todos” inclui você?
— Eu? Que tipo de brincadeira é essa?
Damian reagiu com óbvia repulsa à pergunta provocativa.
— Não precisa fazer essa cara de desgosto. Agora que tem o seu próprio parceiro, este irmão não está mais em seus planos… Meu coração está partido.
Damian nem sequer piscou diante do murmúrio lamentoso que ele exibia de propósito. Por mais que um Alfa enorme de quase 1,90 metro tentasse parecer melancólico, aquele era um truque que não funcionava com Damian, que o conhecia bem demais.
— Que história é essa de parceiro? Se está se referindo a Sua Excelência, não é nada disso.
— É mesmo? E eu aqui pensando que vocês estavam namorando. Ouvi dizer que Claude tem batido ponto no seu chalé todos os dias ultimamente. Vocês não tiveram um encontro ontem também?
— Ainda não é nada disso.
Ilias observou Damian balançar a cabeça negativamente e, logo em seguida, sorriu simulando naturalidade.
— Entendo. Então é isso o que você pensa? Claude vai ter um bocado de trabalho pela frente.
A expressão de Ilias iluminou-se, transbordando diversão.
O que será que Claude tinha dito a ele?
Damian avaliou Ilias com um olhar desconfiado. Se fosse o seu eu habitual, estaria investigando e fazendo mil perguntas, então ver o assunto ser encerrado daquela forma o deixava com uma sensação incômoda.
— Não sei o que Sua Excelência lhe contou, mas deve ser diferente do que ouviu. Nada foi decidido ainda.
— Sim, sim. Se você diz, então deve ser.
Diante daquela atitude condescendente, Damian abriu a boca para falar, mas, sem saber o que dizer, apenas assentiu com a cabeça.
— Não está na hora de nos movimentarmos?
Bem a tempo, um funcionário da Agência da Casa Imperial aproximou-se para avisar que os preparativos estavam concluídos.
Ilias tinha uma infinidade de perguntas que gostaria de fazer, mas como Damian não dava abertura, ele não pôde pressioná-lo sobre a relação com Claude. No entanto, ao lidar com um Damian que exibia uma postura tão diferente do Claude que transbordava certeza absoluta, ele percebeu que havia algo entre os dois que ele desconhecia.
“Logo saberei.”
Ilias organizou seus pensamentos rapidamente e estendeu a mão para Damian.
— Então, vamos?
No momento em que entraram no salão de festas, os olhares das pessoas que conversavam em pequenos grupos convergiram sobre eles de uma só vez. Fazia tempo que ele não recebia a atenção de tanta gente simultaneamente.
O salão ficou agitado por um instante antes que os convidados começassem a cercar o Príncipe Herdeiro como já era esperado. Como era um evento oficial para celebrar a cooperação tecnológica com a Cordel, uma empresa famosa no setor de semicondutores, o calibre dos presentes era impressionante.
O representante da Cordel, o protagonista da noite, foi o primeiro a saudar o Príncipe Herdeiro. A expressão de Ilias, que costumava ser relaxada quando estava entre os mais íntimos, tornou-se bastante firme.
Damian ficou impressionado com a postura exemplar do Príncipe Herdeiro, que conseguia exaltar o interlocutor sem perder a própria autoridade. Dono de uma fala suave e modos impecáveis, o Príncipe Herdeiro emanava uma imponência incomparável a qualquer outra pessoa. Contudo, para Damian, que conhecia o comportamento habitual do primo de sempre provocá-lo, aquela mudança drástica de postura o fazia sentir um leve arrepio.
A atenção dos empresários também se voltou para Damian, que participava do banquete como parceiro do Príncipe Herdeiro. Os empresários nacionais, já acostumados com o rosto de Damian, mantiveram uma postura relativamente serena, mas os representantes de empresas estrangeiras que visitavam Ronen pela primeira vez pareciam atordoados diante da beleza impressionante de Damian, que exibia sorrisos contidos ao lado do Príncipe Herdeiro.
Por comparecer como parceiro do homem no topo do poder, Damian atraiu todos os olhares.
Ele já estava entediado de ouvir o quanto era bonito. Diante dos elogios que choviam sobre ele, Damian respondia com um sorriso educado e cortês. O papel de anfitrião em festas oficiais era algo muito familiar para ele. Ele já havia acompanhado o Príncipe Herdeiro como parceiro em inúmeras ocasiões.
Também era comum lidar com aqueles que tentavam, de forma sutil, ostentar sua condição de Alfa para ele. Como Damian era primo do Príncipe Herdeiro e um nobre, ninguém ousava lançar gracejos de forma vulgar, mas os desejos obscuros deles não podiam ser completamente ocultados.
Damian conseguia ignorar os olhares desconfortáveis, mas o que ele não conseguia suportar eram os odores sutis e os feromônios que eles emanavam. Por causa da multidão, uma mistura de cheiros estimulava o seu olfato. Ele sentia um enjoo terrível, como se tivesse engolido água suja.
Sua vontade era virar a taça de champanhe que segurava apenas por etiqueta, só para não levantar suspeitas.
À medida que o tempo passava, o semblante de Damian tornava-se cada vez mais pálido. E, naturalmente, Ilias percebeu essa mudança.
— Damian, você está bem? Seu semblante parece abatido…
O champanhe na mão de Damian não havia diminuído um milímetro sequer, e seu rosto estava completamente desprovido de cor. A fisionomia que antes despertava a admiração de todos agora estava tomada por uma expressão de profundo desconforto.
— Estou bem. É apenas… um pouco de calor aqui dentro. Posso tomar um ar fresco lá fora por um momento?
— Quer ir lá fora? Então eu vou com você.
Damian conteve Ilias, que já se preparava para acompanhá-lo.
— Vossa Alteza precisa dar atenção aos convidados. Vou apenas descansar um pouco naquela sacada ali e já volto.
— Se eu te deixar sozinho e acontecer alguma coisa… Ah, Senhor Hunt.
Ilias avistou um grupo que acabava de entrar no salão e foi recebê-lo com entusiasmo. Pelo discreto sinal de embaraço em seu olhar, parecia ser um convidado importante.
— O que poderia acontecer comigo dentro do palácio de Vossa Alteza? Estou bem, não se preocupe.
Damian apressou-se em deixar o local antes que Ilias tentasse impedi-lo novamente.
Seus passos eram rápidos. Sentia que, se ficasse ali mais um segundo, acabaria vomitando. Se soubesse que seria assim, teria trazido pelo menos as balas que Theo lhe dera.
Assim que pisou na sacada, uma brisa fresca o recebeu. Todos os odores desagradáveis foram dissipados pelo vento que roçou de leve suas têmporas.
Haa… Agora sim consigo respirar.
Damian sentou-se em uma das cadeiras dispostas na sacada e afrouxou o nó da gravata que apertava seu pescoço. Sua vontade era tirá-la por completo, mas, como teria que retornar ao salão em breve, optou por um meio-termo. Ele tirou o paletó sob medida do terno, estendeu-o de qualquer jeito sobre o encosto da cadeira e recostou-se para relaxar a tensão do corpo.
Embora o dia tivesse sido bastante quente, felizmente a noite trazia uma brisa fresca que soprava de tempos em tempos. O enjoo em seu estômago finalmente cedeu, e o suspiro que escapou de seus lábios foi de puro alívio.
Quando será que essa recepção vai acabar? Só quando o Príncipe Herdeiro estivesse livre de seus compromissos com os convidados é que Damian poderia perguntar sobre Claude com calma, mas parecia que ele havia escolhido o dia errado. Como Ilias era um homem de agenda lotada, Damian aceitou o convite para a festa por temer não conseguir outra oportunidade tão cedo, mas agora via que não haveria brecha para uma conversa tranquila.
Damian recostou-se confortavelmente na cadeira e fechou os olhos. Assim que seu mal-estar melhorou, sua mente começou a vagar pelas lembranças da noite anterior.
Como as coisas tinham chegado àquele ponto…
Ele não conseguia explicar em palavras aquele sentimento íntimo e peculiar que o atraíra para o homem. A ideia de recusar sequer havia passado por sua cabeça. Sua mente fora tomada apenas pelo pensamento de que precisava saciar uma sede desconhecida que preenchia seu peito. Ele aceitou de bom grado ser consumido pelo peso estável que o pressionava e pelo calor do corpo que se transmitia através do contato da pele.
Como ele deveria interpretar aquilo?
Nunca havia experimentado um desejo que surgisse de forma tão nítida e violenta. Mesmo não estando no período do cio, parecia que ele havia sido lançado diretamente no centro de uma chama de puro anseio. Não havia sequer discernimento para pensar que aquilo era errado. Ele apenas queria se entregar completamente àquele prazer ardente e explícito que o homem lhe proporcionava.
No instante em que envolveu aquele corpo sólido que se movia com tanto dinamismo, Damian percebeu, como um relâmpago, que era exatamente aquilo o que ele desejava.
Será que é assim com todo mundo? Ou será que, por não ter experiência, ele reagia de forma mais sensível ao sexo com ele?
Era nitidamente diferente de quando estava no cio. Naquela época, ele ficava tão inebriado pelos feromônios que não conseguia se lembrar dos detalhes. Suas memórias eram vagas, resumindo-se ao fato de tê-lo desejado desesperadamente a ponto de turvar a visão e ao movimento incessante de seu corpo sendo sacudido.
Mas o que acontecera ontem foi diferente. Ele não estava sob o efeito de feromônios e sua mente estava mais lúcida do que nunca. Tudo era nítido.
O som dos lençóis da cama se amarrotando sob o peso deles.
O aroma sutil do difusor que se espalhava pelo quarto do hotel. O brilho do lustre pendurado no teto alto; ele se lembrava de cada detalhe minuciosamente.
A respiração pesada e ruidosa decorrente da excitação, as gotas de suor que caíam do rosto dele enquanto movia os quadris com vigor, e até mesmo aquele olhar escuro, capaz de devorá-lo, estavam gravados com precisão em suas pupilas.
O quão suaves eram os lábios dele que tocavam cada centímetro de seu corpo, a sensação que suas mãos provocavam ao tatear sua pele, e o quão ameaçador era o movimento daquele corpo robusto que o pressionava com todo o seu peso. Cada elemento era tão claro quanto uma fotografia.
Todas as sensações que ele lhe proporcionou fincaram-se profundamente no âmago de Damian como uma marca indelével, criando raízes definitivas dentro de si.
A lembrança vívida da noite passada aqueceu o corpo de Damian em um instante.
Ele recobrou a lucidez de repente e esfregou as palmas das mãos com força contra as bochechas que ardiam.
Loucura. Por que continuo pensando nisso?
Sentiu um incômodo na parte interna dos quadris e franziu o cenho involuntariamente.
Lembrando-se tardiamente de que estava no Palácio Lotus, Damian fixou o olhar no céu noturno coberto pela escuridão.
Como deveria tratá-lo daqui para a frente?
Era ele quem desejava o casamento. Talvez Claude usasse o que aconteceu para pressioná-lo ainda mais a aceitar sua exigência.
E o que eu quero fazer?
Repetindo a pergunta sem resposta para si mesmo, Damian mordeu os lábios. Agora ele tinha que admitir. Ele estava atraído por ele.
No entanto, casar-se apenas por causa de uma atração física era algo inadmissível. Escolher o parceiro para o resto da vida com base nisso jamais seria uma boa opção. Sim, isso mesmo. O correto seria interromper a gravidez e se afastar de Claude.
A atração física é temporária. Ele não podia tomar uma decisão tão crucial em sua vida sendo guiado por um sentimento passageiro. Apesar disso, outros pensamentos insistiam em surgir na mente de Damian.
Será que o que existe entre nós é realmente apenas desejo? Mesmo que o ocorrido durante o cio pudesse ser explicado pela ação inevitável dos feromônios, como explicar o que aconteceu na noite passada?
Damian não era ingênuo. Embora tivesse se mantido casto até então, não fora por uma escolha deliberada. Ele sabia muito bem que sentir desejo físico por alguém não significava necessariamente gostar da pessoa. Afinal, quantas pessoas na alta sociedade não buscavam apenas o prazer carnal sem qualquer envolvimento emocional?
Além disso, embora ele tivesse dito que queria se casar, Damian não sabia quais eram os verdadeiros sentimentos dele. Ele estava apenas tentando cumprir com sua responsabilidade. Damian nunca ouvira dele que gostava dele.
Dizer que gosta…
Sim, ele nunca ouvira nenhuma palavra que se assemelhasse a uma declaração.
Seu humor desmoronou em um instante. Não entendia por que se sentia de forma tão miserável.
Eu também não gosto dele… Não haveria motivo para isso…
De repente, seu coração deu uma batida pesada, como se tivesse desabado no peito.
Será que… Não, não pode ser. Não há a menor chance.
Damian soltou uma risada sem humor e franziu a testa. Logo em seguida, balançou a cabeça negativamente.
Chega de pensamentos inúteis. É melhor voltar para o salão antes que o Príncipe Herdeiro venha me procurar.
No momento em que se preparava para levantar da cadeira, a porta da sacada se abriu.
Um homem vestindo um terno preto comum estava entrando.
Pensando que alguém havia vindo até ali para descansar, Damian pegou seu paletó com a intenção de liberar o espaço, mas hesitou.
Por alguma razão, o homem abriu um sorriso ao avistar Damian, como se estivesse esperando por aquele momento, e aproximou-se com passos largos.
— Você estava aqui. Eu o procurei por toda parte.
— ……?
— Eu me apresentei ao senhor no salão de festas agora há pouco… mas parece que não se lembra de mim.
Quem era ele? Era alguém que ele deveria conhecer? Como havia cumprimentado muitas pessoas, era impossível lembrar-se de todos os convidados.
Damian franziu levemente o cenho e encarou o homem, que se apresentou estendendo um cartão de visitas:
— Meu nome é Yuri Ivanov, vim acompanhando o Embaixador de Lesia.
O homem parecia ser um diplomata que participava da festa junto com o embaixador de Lesia. Como ele continuava com o cartão estendido, Damian o aceitou, mesmo contra a vontade.
— O senhor estava descansando? Espero não ter atrapalhado…
— Eu já estava de saída. Com licença…
— Espere um momento! Não quis dizer para ir embora, o senhor pode ficar mais um pouco. Gostaria de conversar mais com o conde, se puder me conceder um momento.
— Comigo?
— Sim. Ouvi muitos boatos a seu respeito. Dizem que, se fôssemos escolher a pessoa mais bonita de Ronen, todos apontariam para o conde. Pensei que fosse um exagero, mas ao vê-lo hoje, confesso que duvidei dos meus próprios olhos.
— Entendo.
Por que ele continuava tentando puxar assunto?
Damian queria retornar ao salão, mas como o homem era um diplomata de Lesia, ele hesitava em simplesmente ignorá-lo e dar as costas de forma ríspida.
— Sim. Na verdade, os boatos foram modestos. Ninguém havia me dito que a beleza do conde seria uma das maiores de todo o continente.
— São seus olhos. Deixando isso de lado, estou participando como um dos anfitriões da festa, então preciso retornar. O Príncipe Herdeiro deve estar esperando.
Sentindo um pressentimento incômodo, Damian tentou se retirar o mais rápido possível. Além disso, para piorar a situação, ele era um Alfa. Fosse por falta de controle ou de propósito, um odor desagradável começou a emanar dele gradualmente.
Aquele brilho estranho nos olhos dele não me agrada.
Geralmente, a melhor escolha era não ter qualquer envolvimento com pessoas que exibiam aquele tipo de olhar.
— O papel de anfitrião da festa… Que excelente. Eu também sou um dos convidados da festa de hoje, não sou? Não é papel do anfitrião dedicar um tempo aos seus convidados?
Sem querer prolongar o contato, Damian tentou passar, mas o homem barrou o seu caminho.
— O que pensa que está fazendo?
— Faz menos de um mês que cheguei a Ronen. Gostaria de fazer um pouco de turismo, mas não conheço ninguém e não estou familiarizado com a geografia local, por isso hesito em me movimentar sozinho. Já que o conde é um nobre de Ronen, o que acharia de me apresentar este belo país?
Damian deu um passo para o lado para desviar do homem, mas foi bloqueado novamente. Ele fixou o olhar no homem que o impedia de sair. Seu nível de alerta subiu drasticamente. O feromônio de Alfa que antes emanava de forma sutil começou a se intensificar aos poucos.
O odor incômodo e repugnante fez seu estômago revirar. Sentindo o olfato agredido pelos feromônios, Damian controlou a respiração por um instante e chamou o homem com uma voz gélida:
— Escute aqui, Senhor Ivanov.
— Isso significa que aceita? Quando seria um bom momento? Qualquer dia serve para mim. Posso me ajustar à sua agenda.
— Saia do caminho. Você está bloqueando a minha passagem.
— Essa não é a resposta que eu quero ouvir. Só vou sair do caminho quando definirmos uma data.
— Por que eu deveria me encontrar com o Senhor Ivanov? Se deseja fazer turismo, contrate um guia.
Diante daquelas palavras ríspidas, a expressão do homem mudou completamente. Seus olhos ganharam um brilho hostil e ele distorceu os lábios ao falar:
— Fala sério. Estou pedindo com toda a educação. Por que precisa ser tão ríspido? Você é um Ômega, não é? Se é um Ômega, deveria ser um pouco mais dócil e maleável, como é próprio da sua condição.
O homem passou a mão pelos cabelos e inclinou a cabeça para o lado.
— Você estava lançando olhares sedutores e tentando me provocar agora há pouco, então por que está fingindo agora? Fazer jogo duro até tem o seu charme, mas se exagerar, vai acabar me irritando. Pensa que pode agir com arrogância só porque é da família real? No fim das contas, você não passa de um Ômega. Sei muito bem que bastaria sentir o feromônio de um Alfa para ficar implorando para ser possuído.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Othello