Parte 05
Projection Vol. 3.5
Como algo podia acontecer, se Sejin realmente estivesse sentindo aquele tipo de sentimento, eu, como adulto, pretendia resolver sua situação confusa. Porque Cheon Seju também já teve uma época em que não conseguia distinguir entre curiosidade sexual e afeição. Foi por isso que perguntei, mas Sejin arregalou os olhos com aquela pergunta, depois franziu a testa e cerrou os punhos.
— Você sabe quantas vezes já fez essa pergunta? Eu disse que não. Por que o assunto volta para esse lado? Como você gosta de homens, acha que eu também sou esse tipo de pessoa? Tire o cavalinho da chuva! Eu não gosto de você!
Os lábios que tagarelavam estavam vermelhos. Observando Sejin, cujos olhos estavam avermelhados como se estivesse com febre de raiva, Cheon Seju semicerrou os olhos. Então, apontou o erro na fala que Sejin acabou de dizer.
— Perguntei se você gosta de homens, mas nunca perguntei se você gosta de mim.
— …
— Por que o sujeito é especificamente eu?
Sejin percebeu seu deslize apenas então e franziu a testa. É verdade. Por que eu disse isso? Mas mesmo pensando nisso, seu coração apenas batia estranhamente, e ele não conseguia encontrar o motivo.
O que diabos está acontecendo? A irritação subiu por causa da excitação sem motivo que continuava desde a noite passada. O homem que estava apoiando o queixo na minha frente parecia tão detestável que eu não aguentava. No fim, pensando que essa conversa em si era uma perda de tempo, Sejin disse, encarando Cheon Seju. De qualquer forma, o comportamento daquele homem presunçoso era óbvio.
— Se eu tivesse respondido que gosto de homens, você teria me perguntado se eu gosto de você, não teria? Não é? Você deve estar muito cheio de si só porque é um pouco bonito. Mesmo que eu goste de homens, definitivamente não é você!
Sim. Isso estava certo. Não é como se eu pudesse gostar de você. Sejin levantou-se depois de gritar isso para negar a suspeita que brotava lentamente do fundo do seu coração. Sua vontade de comer sumiu e ele não queria mais comer. Seu peito ainda estava agitado, e ele sentia que, se comesse mais aqui, vomitaria tudo o que comeu pela primeira vez na vida, então ele não estava se sentindo bem.
Sejin encarou Cheon Seju, que o observava em silêncio, e recolheu a mesa. Ele respondeu ao olhar dele, que parecia perguntar se era mesmo verdade, dizendo: Você é muito narcisista, e foi para o seu quarto escovar os dentes.
Estava escovando os dentes no banheiro quando algo começou a borbulhar dentro dele.
O motivo de Sejin ter ficado bravo foi apenas porque um homem muito mais velho que ele estava dizendo absurdos sobre não ser o seu tipo e coisas assim, e ele ficou perplexo com isso. Não era que ele estivesse triste por não ser do gosto dele, nem que estivesse bravo porque Cheon Seju gostava mais do estilo daquele homem chamado Doyun do que do dele. Eu sou mais bonito que aquele homem! Por que eu não sou o seu tipo! E a sensação de injustiça definitivamente não era isso!
Quem é você para me rejeitar? Era exatamente esse sentimento. Não deveria ser natural que, se alguém como eu dissesse que gosta de você, você também gostasse? Sejin bufava de raiva sem nenhuma lógica, mas como as lágrimas insistiam em subir, ele enxaguou a boca e lavou o rosto.
— Droga…
Ele mordeu os lábios com força e encarou o espelho, onde via um rosto cheio de mágoa. Sejin bateu a cabeça no espelho e balançou-a. Suspeitas sem sentido continuavam surgindo. Sejin não queria admitir o fato de que Cheon Seju estava por trás do motivo pelo qual ele estava irritado e bravo sem motivo, desde a noite passada até agora.
Era apenas uma suposição, mas se ele tivesse confirmado a pergunta de Cheon Seju dizendo “sim, eu gosto de homens”, ele teria perguntado imediatamente para Sejin:
Então, por acaso você gosta de mim?
Ao lembrar da voz de Cheon Seju perguntando isso, suas bochechas e orelhas queimaram intensamente. Assim que colocou o sujeito “você” e “eu” no verbo gostar, seu coração bateu dolorosamente forte. Querendo negar a realidade, Sejin murmurou repetidamente, não é verdade, não é!, balançando a cabeça, e ligou a água fria para começar a tomar banho de roupa e tudo. Seu corpo estava tremendo, mas isso não importava.
Ele esvaziou a cabeça com tanto esforço e até desistiu de estudar para ir dormir, mas, infelizmente, o instinto de Sejin era muito mais honesto do que sua razão. Cheon Seju apareceu em seu sonho novamente.
— Sejin-ah.
Ele estava deitado na cama, assim como no sonho de ontem. Sejin acariciou o peito do pé dele, onde se viam veias azuis saltadas, e olhou para Cheon Seju. Seu coração disparou diante do rosto maravilhoso com um sorriso relaxado. Mesmo sendo um sonho, a visão dele sem roupas era tão provocante que Sejin sentiu uma grande mudança ocorrendo em seu corpo na realidade.
— Você gosta de mim?
Cheon Seju no sonho perguntou isso a Sejin. Sejin no sonho respondeu sem hesitar. Sim. No momento em que pronunciou aquela curta afirmação, ele acordou gritando.
— Não!
Ele estava suando frio na testa, como se tivesse tido um pesadelo. Sejin ofegava e puxou o cobertor. A roupa de baixo úmida o desesperou. Uma situação absurda estava acontecendo.
Sejin foi ao banheiro, lavou a cueca, estendeu-a e voltou para a sala, começando a preparar os acompanhamentos com o rosto frio e rígido. Ele não costumava cozinhar de manhã, mas precisava de algo para se concentrar e apagar as imaginações absurdas que enchiam sua cabeça.
Enquanto isso, Cheon Seju voltou do exercício e, aproximando-se de Sejin, que estava concentrado em organizar a cozinha sem saber que ele tinha chegado, acariciou levemente sua cabeça.
— O que você está fazendo sem nem comer? Por que está cozinhando de manhã?
Como ele, que costumava comer cinco tigelas de arroz de uma vez, reagiu com total nojo, comendo apenas duas tigelas e levantando-se, Cheon Seju tinha certeza de que Sejin não gostava dele. Além disso, se ele realmente gostasse dele, não teria como mostrar aquele olhar de “não diga besteira” de forma tão flagrante. Então, ele bagunçou o cabelo de Sejin como de costume, mas Sejin de repente virou a cabeça e o encarou.
— Não toque no meu cabelo. Eu sou seu cachorrinho?
As palavras disparadas não eram diferentes do normal. Diante da atitude ainda mais ríspida que o de costume, Cheon Seju relaxou completamente e riu.
— Desgasta se tocar? Não seja mesquinho.
Cheon Seju, que disse isso, colou seu corpo em Sejin como se para mostrar, e esfregou o rosto no cabelo dele. Então Sejin bufou de raiva, fechou a tampa do acompanhamento e desapareceu em seu quarto. O modo como ele pulava era adorável. Cheon Seju, ao ver as costas dele desaparecendo com passos pesados, dirigiu-se ao banheiro para tomar banho também.
E Sejin, que bateu a porta do seu quarto com estrondo, estava com o rosto totalmente vermelho, batendo a cabeça na porta. Bang, bang, Sejin batia a nuca e mordia os lábios.
Não, não pode ser…
No entanto, a reação do seu corpo era clara. O corpo de Cheon Seju, que o abraçou por trás, estava quente demais, e um cheiro perfumado emanava dele enquanto esfregava o rosto em seu topo da cabeça. Como ele poderia achar perfumado, em vez de pensar que cheirava mal, estando abraçado a um homem coberto de suor?
— Será que fiquei louco…
Sejin suspirou, escondendo o rosto com as duas mãos. Ele não podia acreditar. Que ele gostava desse cara libertino, presunçoso e brincalhão que só sabia reclamar…
É claro que Cheon Seju não era apenas assim. Cheon Seju era o homem mais bonito que Sejin já tinha visto em sua vida, e honestamente, era alguém sem nenhum defeito exteriormente. O rosto maravilhoso, que fazia os olhos se voltarem mesmo se visto de ponta-cabeça, possuía uma atmosfera fria e estática; a pele lisa era tão macia que, se fechasse os olhos e tocasse, acharia que eram penas de pintinho; seus lábios tinham um formato perfeito, como se pudessem ser modelos de batom; e até mesmo vê-lo fumando, o cigarro que Sejin odiava, era de tirar o fôlego.
Além disso, ele era mais carinhoso do que pensava, era ao mesmo tempo presunçoso e educado com as pessoas, e não era o tipo de homem que demonstrava a bravata típica, falando coisas sem sentido. E também era muito bom nos estudos, inteligente…
Pensando assim em Cheon Seju, Sejin percebeu de repente que os elogios a ele não tinham fim, e mordeu os lábios, sentando-se ali.
Eu realmente gosto de Cheon Seju? Eu não podia acreditar.
Assim, a negação de Sejin durou muito se for longa, e pouco se for curta.
Quando ele dava sermão e ensinava a estudar, ele pensava que era um absurdo, mas quando ele acariciava sua cabeça dizendo que resolveu bem os problemas, não conseguia evitar que seu coração batesse forte. Quando ele estava sentado com o roupão e de forma desleixada, ele acabava dando sermão nele, mas à noite não conseguia evitar que Cheon Seju sem roupas aparecesse em seus sonhos. Quando estava sentado no banco do passageiro ao lado dele, que dirigia muito mal, achava que aquele homem era o pior, mas quando olhava para o perfil dele virando a cabeça para dar ré, ele ficava com sede e só queria tocar nos lábios que estavam diante de seus olhos.
Enquanto repetia tantas negações e palpitações, o tempo passou implacavelmente.
No final de maio, antes de entrar no carro para ir ver Kim Hyunkyung no Ihwagak, Cheon Seju deu antitérmico para Sejin primeiro. Ele estava com febre baixa há vários dias de novo. Cheon Seju agora sabia que aquilo era o prenúncio da dor do crescimento de Sejin.
— Parece que você realmente vai continuar crescendo.
— Eu disse que cresceria.
— Pensei que você estivesse insistindo porque queria que fosse assim.
— …
Sejin olhou para Cheon Seju com desaprovação. No entanto, mesmo olhando assim com as bochechas avermelhadas, não era nada assustador. Cheon Seju acariciou com a ponta dos dedos uma pequena gota de suor em seus longos cílios e trouxe um cobertor do banco de trás para cobri-lo.
Talvez estimulado pelo fato de Cheon Seju ter contado algumas vezes que foi à escola mesmo com febre de 40 graus, Sejin, que estava doente, também insistia em não faltar às aulas. Foi bom ter mandado Sejin para a escola com um coração orgulhoso, mas não me sentia bem em levar uma criança doente ao Ihwagak depois da escola.
Cheon Seju observou Sejin, que suava frio, e colocou a mão em sua testa. O canto dos olhos avermelhados estremeceu. Como o calor foi adicionado ao seu rosto sensível, ele parecia muito mais frágil do que o habitual.
— Você consegue ir? Quer ir na próxima semana e apenas descansar em casa hoje?
Cheon Seju perguntou, mas Sejin balançou a cabeça em silêncio. Era porque ele não queria adiar o que só acontecia uma vez por mês. Cheon Seju, que conhecia bem a teimosia de Sejin, não perguntou novamente. Ele se concentrou em dirigir, pensando em ir logo e voltar para casa logo.
Enquanto percorria o caminho familiar, agora sem nem precisar de navegação, Sejin adormeceu. Cheon Seju, ao contrário do habitual, dirigia com cuidado e verificava constantemente o estado de Sejin. Mesmo ao chegar ao Ihwagak, Sejin não conseguia se firmar. Observando Sejin indo abraçar sua mãe com um rosto sem forças, Cheon Seju estalou a língua e saiu do dormitório. Ele não queria atrapalhar o tempo de Sejin, que tinha vindo apesar do corpo doente.
— Chefe Cheon.
Sentindo o vento de verão que ficava mais quente a cada dia, Cheon Seju fumava calmamente um cigarro. Enquanto estava assim, Han Jiwon, que lia uma pasta de documentos e ia para algum lugar, o avistou e se aproximou.
— Gerente. Olá.
Quando Cheon Seju a cumprimentou sorrindo, ela também baixou a cabeça com um sorriso nos olhos. Ele, que apagou o cigarro, olhou para Han Jiwon e perguntou.
— Você tem passado bem.
— Eu, bem. Sempre passo bem. Ah, ouvi dizer sobre isso da Hyunkyung da última vez. Você está fazendo dieta, não é? Ela não explicou o motivo direito, mas depois de ouvir isso, fiquei um pouco mais aliviada. As mulheres são sensíveis ao peso, afinal.
— Precisa ser sensível? Acho que nem você, nem a Kim Hyunkyung precisam se preocupar com isso.
Com as palavras que ele disse sorrindo, Han Jiwon caiu na gargalhada e deu um tapa em seu ombro. Eu vinha sentindo isso desde a última vez, mas a força do soco não era brincadeira. Cheon Seju tentou ignorar o impacto que atingiu seu ombro e disse.
— Não houve nada de especial desde aquela vez?
— Não houve nada de especial, mas mesmo que eu diga que ela não precisa mais fazer dieta, a Hyunkyung não come bem. Parece que ela está muito preocupada.
— Ela emagreceu mais do que da última vez?
— Sim, bem. Um pouco?
Han Jiwon respondeu balançando a cabeça. Ela também parecia concordar que Kim Hyunkyung não precisava fazer dieta. Cheon Seju conversou com Han Jiwon por um tempo e, ao ouvir a voz de Sejin o chamando, entrou no dormitório.
A sala do dormitório estava vazia. Ao contrário do dia em que ele machucou a mão, hoje, talvez porque os outros funcionários tivessem ido trabalhar, apenas Kim Hyunkyung e Sejin estavam lá dentro.
A mulher de pé na cozinha tinha um rosto definitivamente mais magro do que da última vez. Olhando para ela, que parecia tão frágil que quebraria se ele a tocasse, Cheon Seju engoliu a amargura. Era preciso ir tão longe? Na minha opinião, já é o suficiente. Mas mesmo que ele dissesse isso, não chegaria a ela. Cheon Seju apagou seus pensamentos e sentou-se na cadeira apontada por Sejin.
— Coma o jantar antes de ir. É tarde se você for para casa comer.
Na mesa de jantar, estava o jantar preparado por Kim Hyunkyung. Ele naturalmente olhou para Sejin. Pelo estado dele, seria melhor ir para casa cedo e descansar, mas Sejin, como se não pudesse ir embora desperdiçando a comida preparada por sua mãe, estava sentado ao lado dele, encostado na cadeira. Cheon Seju, que estava preocupado, com medo de que ele pudesse desmaiar, levantou Sejin e trocou de lugar com ele. Depois de sentar Sejin do lado da parede, ele parecia ainda não estar tranquilo, então começou a comer com a cadeira colada ao lado dele.
— Honestamente, no começo eu estava preocupada que Sejin pudesse dar trabalho para você, mas agora acho que não preciso mais. Fico aliviada porque você cuida muito bem do Sejin.
Kim Hyunkyung observou aquela cena fixamente e disse isso sorrindo. Parecia que, de qualquer forma, a preocupação com Kwon Sejin era apenas dela. Cheon Seju perguntou rindo baixo.
— Você não parecia preocupada que eu pudesse tratar Sejin mal.
— Por que eu me preocuparia com isso? Como você bem sabe, ele tem muita energia…
— Apenas coma.
— Veja só.
Às palavras que Sejin disparou friamente, cortando a fala, Kim Hyunkyung riu e acenou para ele. Cheon Seju também riu e olhou para Sejin. Sejin, mesmo suando frio, estava empurrando para dentro da boca a comida feita por Kim Hyunkyung. Deve ser muito gostoso, já que é a comida da mãe que ele come depois de meses.
Dezenove anos, de repente percebi que Sejin era jovem. Cheon Seju olhou para ele como se fosse fofo e empurrou o prato de acompanhamentos para ele. O olhar amuado de Sejin foi para Cheon Seju e logo voltou para a tigela de arroz.
— Da próxima vez que vier, nosso filho terá crescido mais um pouco. O que faremos sem a mãe?
Durante o jantar, Kim Hyunkyung murmurou como se estivesse preocupada. Ela também parecia pensar que Sejin estava passando pela dor do crescimento. A reação de Sejin não foi muito boa.
— O que faremos, o quê. Não sou mais criança, só tomar um remédio e pronto…
— Se estiver doendo muito, peça para o Chefe te abraçar. Dizem que dói menos assim.
— Ah, pare com isso.
Com a voz brincalhona de Kim Hyunkyung, Sejin ficou irritado. Às palavras dela, Cheon Seju lembrou-se do inverno passado. O dia em que ouviu que Sejin bateu em um colega e foi à escola buscá-lo. Sejin, que estava com febre alta, segurava firme a barra da roupa de Cheon Seju, que o deitou na cama. Era isso que significava pedir para abraçar. Cheon Seju riu e disse a Sejin com uma voz brincalhona.
— Sim, se disser, eu abraço. Será que não posso fazer pelo menos isso pelo 8º lugar?
— Pare com isso…
Com a brincadeira de Cheon Seju, Sejin corou e largou os hashis. No último exame intermediário, Sejin ficou em 8º lugar. A razão pela qual ele só conseguiu isso foi porque havia crianças que tiraram notas mais altas chutando as respostas do que Sejin, que resolveu os problemas com esforço.
Kwon Sejin ficou muito chocado com esse fato e largou o lápis por um tempo. Então, ele estava se concentrando nos estudos novamente hoje em dia, consolado por Cheon Seju, que disse que, de qualquer forma, aqueles garotos não conseguiriam subir além do 8º lugar.
Kim Hyunkyung riu acompanhando a brincadeira de Cheon Seju. Sejin ficou com o rosto emburrado o tempo todo, mas ainda assim foi um momento de jantar agradável. Cheon Seju, ao ver Kim Hyunkyung e Sejin cuidando um do outro, lembrou-se de Cheon Hyein. Como parecia raro ter jantado rindo assim com ela, não havia como esconder a amargura.
No caminho de volta para casa após o jantar, a febre de Sejin atingiu uma febre alta, como da última vez. Cheon Seju entrou em casa carregando Sejin nas costas, que ofegava com a boca aberta. Ele foi ao quarto de Sejin, ligou o ar-condicionado primeiro e deitou Sejin na cama.
E Sejin, desta vez também, o segurou.
— …
Cheon Seju observou Sejin, que segurava a barra da sua roupa com os olhos fechados. Ao contrário do rosto pequeno, suas mãos eram tão grandes quanto as de Cheon Seju. Apenas 8 meses. Os dias que passei com Sejin foram tão curtos, mas vê-lo tão maior do que quando o conheci, fez com que aquele tempo parecesse muito mais longo.
Kwon Sejin parecia bem ultimamente. A sombra que pairava sobre ele quando o conheci pela primeira vez tinha desaparecido como se tivesse sido lavada, e Sejin agora não estava mais ansioso. Ele também estava se libertando da instabilidade e recuperando a estabilidade. Cheon Seju via que ele caminhava em silêncio em direção à direção que ele mesmo decidiu, embora de forma desajeitada.
Quanto eu contribuí para a sua felicidade? Eu tornei você um pouco feliz?
Cheon Seju não conseguia mais imaginar, desde certo tempo, uma figura de Sejin que não estivesse em casa. O tempo das refeições juntos, a existência de Kwon Sejin com quem eu ia e voltava do trabalho de manhã e à noite, tornou-se grande demais para ser ignorado agora.
No entanto, restavam agora 7 meses para o tempo que ele poderia passar com Sejin. Até lá… Só mais um pouco. Cheon Seju engoliu sua ganância e deitou-se ao lado de Sejin. Ele segurou a mão que segurava a barra da sua roupa e abraçou apertado o corpo que estava em seus braços. Esperando que, enquanto Kwon Sejin estivesse ao seu lado, ele não sentisse dor…
Reflexão (1)
Um suspiro leve fez cócegas no ouvido. Sejin, que acordou do sono com a sensação de coceira onde os pelos se arrepiaram, abriu os olhos silenciosamente. Ele não via nada. Parecia que estava preso na escuridão. No entanto, ao contrário da sensação estranha de confinamento, o ar que envolvia os arredores era extremamente confortável.
Alguém estava abraçando-o. O aroma que permeava a ponta do nariz não era de alguma forma estranho. Seria Cheon Seju? Sejin levantou a cabeça enquanto ouvia o som do batimento cardíaco batendo forte. Era o momento de confirmar se era aquele homem que o envolvia. Um som de consolo, shii, foi ouvido.
— Tudo bem…
Era uma voz terrivelmente gentil. Junto com ela, o braço que estava colocado atravessando a cintura de Sejin se moveu um pouco. Cheon Seju estava esticando a mão e acariciando suavemente o joelho de Sejin, que estava encolhido.
Com aquele toque, a dor nas articulações, que latejavam dolorosamente, foi diminuindo gradualmente. Cada vez que a palma fria de Cheon Seju tocava sua pele, Sejin sentia a dor do crescimento diminuindo. No entanto, enquanto ele recuperava a estabilidade com o toque analgésico dele, Sejin sentia também um calor quente subindo por todo o corpo, como se algo estivesse pegando fogo em algum lugar dentro dele.
Será uma febre residual que ainda não baixou? Ou é uma febre causada pelo coração? Sejin pensou na consciência sonhadora que aquele calor não era tão ruim. Sentia que quanto mais quente, mais longe a dor parecia estar.
— Logo vai ficar tudo bem…
Ao ouvir a voz de consolo, ele levantou a cabeça com dificuldade. Uma pele pálida que brilhava suavemente sob o luar estava diante de seus olhos. O olhar deslizou para os lábios e a linha do queixo de Cheon Seju, e seu pescoço.
Em cima da linha branca e fina do pescoço, dois pequenos pontos que revelavam sua presença podiam ser vistos. Então, naturalmente, veio à mente o dia em que ele tomou consciência daquelas duas marcas fofas pela primeira vez. O dia em que ele trocou a roupa de Cheon Seju. O dia em que viu seu rosto sereno enquanto dormia.
Naquele dia, Sejin quis beijar aquele lugar. E, ao fazer isso, quis provar a pele de Cheon Seju, algo que ele não podia negar. Na época, ele pensou que estava louco por isso, mas talvez o sentimento que residia nele já tivesse se instalado em seu coração naquela época.
Um longo silêncio se passou. No momento em que Cheon Seju, que caiu em sono profundo, exalou um suspiro fraco, Sejin fechou os olhos com força. Ele colou o corpo nele e pressionou cautelosamente lábios secos sobre a pele macia. Naquele contato tímido, um êxtase se espalhou por todo o corpo. O coração batia forte.
Sejin logo estendeu os dois braços e abraçou o homem. O abraço cheio de calor trouxe-lhe um conforto indescritível. Os braços de Cheon Seju eram perfeitos, e Sejin estava mais tranquilo do que nunca ali dentro.
Nunca em sua vida ele tinha sentido esse tipo de sentimento. Foi apenas tarde demais que ele percebeu, no fato de que Cheon Seju era o único que lhe proporcionava uma sensação tão deslumbrante.
Cheon Seju, acho que gosto muito de você…
Foi uma realização.
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Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna