Parte 10
Projection Vol. 6.10
O tempo passou, maio acabou e chegou junho. Finalmente, a longa internação terminou. Cheon Seju deu alta usando uma órtese no braço, com o plano de visitar o hospital novamente após duas semanas para observar o progresso do local da cirurgia.
— Haa…
Cheon Seju, que saiu do hospital, soltou um suspiro de alívio. Era junho, entrando no início do verão. O sol estava quente e o vento estava morno, mas parecia que a liberdade, que ele não podia sentir no terraço do hospital, envolvia todo o seu corpo. Enquanto estava ali parado recebendo a luz do sol, Sejin o chamou de lá.
— Cheon Seju, venha aqui.
O táxi chamado por Sejin já havia chegado. Sejin, que carregou diligentemente a bagagem no porta-malas, colocou Cheon Seju no banco de trás, afivelou o cinto e sentou-se no banco do passageiro.
— Posso seguir o caminho que foi definido, né?
O motorista, que mascava chiclete, perguntou olhando para o caminho definido que apareceu no celular. Sejin respondeu baixinho, e os dois seguiram para casa após duas semanas.
Como houve um acidente de carro, ele se preocupou se haveria algum trauma, mas, felizmente, a ansiedade não era grande. Cheon Seju, com os lábios esticados, verificava os arredores de vez em quando para ver se não havia veículos grandes se aproximando do táxi. Então, logo se acalmou e fechou os olhos. Embora sentisse um pouco de náusea, ainda era suportável.
O táxi parou em frente à entrada do apartamento e Cheon Seju desceu do carro novamente com a ajuda de Sejin. Na verdade, ele conseguia descer do carro sozinho, mas, como Sejin ficava muito chateado sempre que ele tentava fazer algo sozinho, Cheon Seju pensou em “quando vou ver isso de novo?” e estava entregando todo o seu corpo a ele.
— Suba logo.
— Sim.
Sejin, segurando a bagagem com as duas mãos, gesticulou enquanto segurava a porta do elevador. De alguma forma, durante as duas semanas em que esteve no hospital, Sejin parecia ter crescido. Quem ficou deitado foi ele, mas era como se a coluna de Sejin tivesse esticado, e a altura dos olhos de Sejin estava longe. Cheon Seju encarou Sejin, que pressionou o botão do 41º andar, estendeu a mão direita e tentou traçar uma linha do topo de sua cabeça até o rosto de Sejin.
— …O quê?
Mas aquela mão só chegava até as sobrancelhas de Sejin. Cheon Seju ficou ereto corretamente, pensando que seu corpo estava torto, e mediu sua altura novamente. Mas o resultado foi o mesmo. A diferença de altura entre Cheon Seju e Sejin agora passava de 5 cm.
— …Você é muito pequeno.
Sejin, que estava aguentando aquele toque com um rosto de alguma forma triunfante, não perdeu a oportunidade e provocou Cheon Seju. Pequeno. E ainda “muito” pequeno…? Era uma afirmação que ele não podia aceitar de forma alguma, mas era um fato. Cheon Seju olhou para cima para Sejin, que cresceu de forma inacreditável, e balançou a cabeça, ficando perplexo.
— Eu criei um broto de feijão…
— Eu disse que ia crescer muito.
— Então é por isso que tem tanto líquido?
— …
À provocação de Cheon Seju sobre os erros que Sejin cometia ocasionalmente na cama, ele corou e mordeu os lábios. Além de ter crescido, Sejin continuava o mesmo. Ainda jovem, ainda adorável e ainda fofo.
Cheon Seju olhou para cima para Sejin com um rosto cheio de sorriso nos olhos, beijou levemente seus lábios e saiu do elevador. O saguão, que ele via depois de muito tempo, era estranho. Ao inserir a senha com sua mão direita intacta e entrar, surgiu o hall de entrada familiar.
— Vou tirar seus sapatos.
— Sim.
Sejin tratava Cheon Seju como se fosse um bebê. Sejin, que colocou a bolsa dentro da entrada e se ajoelhou, tirou os tênis de Cheon Seju e os colocou de lado. Cheon Seju, que observava silenciosamente enquanto ele tirava o outro sapato, sentiu uma vontade de brincar e colocou o pé na ponta do queixo de Sejin.
— Levante a cabeça.
— …
Aquele rosto que levantou o olhar silenciosamente com essas palavras estava tímido. Os olhos avermelhados, que ficaram assim por causa do que foi feito, estavam puxados para cima de forma fresca, e os lábios, mastigados por causa da provocação de que havia muito líquido, estavam inchados. Cheon Seju reprimiu o impulso de enfiar algo na boca de Sejin, que aparecia superficialmente, e perguntou a Sejin:
— Já que chegamos em casa… agora posso fazer?
Por causa de alguém com uma mentalidade antiquada, como se tivesse acabado de subir da era Joseon, ele não conseguiu nem uma vez brincar com as mãos enquanto Sejin estava ao seu lado no hospital. Não, não era um quarto comum, mas um quarto especial, e apesar de não haver ninguém entrando ou saindo a menos que fosse o horário estipulado, Sejin era realmente decidido. Mesmo pedindo apenas para mostrar os mamilos dizendo que ele se masturbaria apenas uma vez sem tocar com a ponta dos dedos, Sejin o encarou com um olhar de quem vê um pervertido nojento e abriu a porta do quarto, então Cheon Seju, que não queria ir à delegacia por assédio sexual, teve que agir como um homem recatado por duas semanas, algo que não estava em seu destino.
Agora que estava em casa, tudo bem, né? À pergunta feita, Sejin balançou a cabeça novamente.
— Não pode até que seu braço esteja curado.
— Não…
Cheon Seju, que se sentiu injustiçado por um momento, engoliu o xingamento que subia sem ele perceber e encarou Sejin.
— Você vai ser assim mesmo? Você não tem nenhum sentimento ao me ver?
— …
Sejin desviou o olhar furtivamente à pergunta. Ele encarou fixamente o peito do pé de Cheon Seju e respondeu com uma voz silenciosa.
— Eu não sou um lixo que fica excitado ao ver uma pessoa doente.
— …Você vai me transformar no único lixo?
À pergunta feita rindo por estar perplexo, Sejin levantou a cabeça. Ele perguntou enquanto olhava para cima para Cheon Seju com a testa franzida.
— …Você já ficou excitado ao me ver doente?
Ele estava dizendo algo óbvio. Em fevereiro passado, antes de contar tudo a Sejin, Cheon Seju ficou excitado ao ver Sejin doente. Ele não tinha feito nada, apenas beijou e bicou seus lábios, mas mesmo assim ficou excitado porque era tão excitante. Não só isso. Houve algo parecido em março.
No dia em que Sejin, que saiu para se exercitar no rio Han sem verificar a previsão do tempo dizendo que o dia estava quente, ficou encharcado na chuva repentina de primavera e pegou um resfriado, Cheon Seju foi dominado pelo impulso de enfiar seu pênis entre os lábios de Sejin, que respirava com a boca aberta. Ele conseguiu aguentar, mas, de qualquer forma, era um fato óbvio que ele estava excitado.
E ele diz que não é um lixo que fica excitado ao ver alguém doente. Isso significa que eu sou um lixo? Cheon Seju olhou para baixo para Sejin com a testa levemente franzida. Ele negou o fato enquanto rangia os dentes por dentro, encontrando o olhar de Sejin, que o observava com um rosto que de alguma forma parecia esperar.
— Não.
— …
Sentindo que ele estava mentindo, os olhos de Sejin se estreitaram. Deixando-o de lado, Cheon Seju deu um passo. Ele pensou em sair da frente porque o sujeito sábio era detestável. Cheon Seju, que entrou em casa assim, foi direto para seu quarto. Sejin o seguiu, e ao confirmar que ele estava sentado na cama, entrou no closet e trouxe roupas para ele trocar.
— Vamos trocar de roupa.
— Quero ficar assim mesmo.
Como ele já tinha trocado de roupa logo que saiu do hospital e estava com roupas confortáveis, não havia necessidade de trocar de novo. Além disso, como Sejin não mostrava nem os mamilos e ainda assim tentava tocá-lo com a desculpa de trocar sua roupa, Cheon Seju disse isso, e Sejin esticou os lábios e disse com uma voz decidida:
— Cheon Seju, não seja manhoso.
Cheon Seju, que ficou sem palavras com a repreensão, abriu a boca e olhou para ele, que estava parado na sua frente. O olhar que o observava diretamente era sério. Manhoso. A escolha da palavra que não combinava com ele era tão absurda, mas o olhar de Sejin já era o de alguém olhando para uma criança.
— Diz que não quer comer, diz que não quer trocar de roupa, fica emburrado porque não deixo se masturbar, por que você é tão manhoso? Você tem 32 anos ou 32 meses? Por que não me escuta?
Sejin estava derramando repreensões como se fosse a chance perfeita. Parecia que ele não queria perder a oportunidade agora que o tratava como criança. Cheon Seju engoliu o absurdo e fechou a boca.
Sejin estava falando como se ele estivesse sendo exigente com a comida, mas ele recusou o café da manhã porque não queria comer a comida ruim do hospital agora que estava voltando para casa. Claro, é verdade que ele estava frustrado por não poder se masturbar, mas não era algo que pudesse ser descartado de uma vez só com a palavra “manhoso”. Cheon Seju, que ia discutir, olhou para Sejin e soltou um riso de exaustão.
Parecia que Kwon Sejin gostava muito dessa situação em que ele o tratava como uma criança, e parecia claro que essa seria a primeira e última oportunidade. Como a expressão triunfante de Sejin era fofa, Cheon Seju abriu a boca com a intenção de apenas acompanhar.
— Não sei. Vou fazer 32 meses, então se vire.
— …
Àquela fala, Sejin franziu a testa e abriu a boca. Ele olhou para baixo silenciosamente para ele, perguntando-se se era realmente Cheon Seju quem estava na sua frente, então logo suspirou baixinho, ajoelhou-se na frente de suas pernas e sentou-se. Sejin tirou a calça que ele estava vestindo e levantou o tornozelo de Cheon Seju para colocar a calça que ele vestia em casa.
— Não quero vestir cueca também.
— …O quê?
Foi quando Cheon Seju disse algo absurdo. Deixando o braço com a órtese pendurado na cama, Cheon Seju olhou para Sejin com um sorriso lascivo naquele rosto fascinante e disse:
— Não vou vestir roupa de baixo porque é incômodo, então tire tudo.
— …
Sejin esticou os lábios insatisfeito. Devia ser porque ele estava fazendo aquilo de propósito porque ele disse que não podia fazer sexo. No entanto, Sejin não era uma pessoa dominada pelo desejo sexual o suficiente para ficar excitado apenas por ver o pênis de Cheon Seju. Sejin repetiu para si mesmo cerca de 108 vezes na mente que Cheon Seju era um paciente e colocou a mão em sua cueca.
Durante o tempo em que esteve no hospital, ele não pôde ajudar com o banho devido à forte recusa de Cheon Seju. Por causa disso, era quase meio mês desde que Sejin via o pênis de Cheon Seju, mas, no momento em que o elástico da cueca desceu, Sejin sentiu que algo estava errado e não pôde deixar de franzir os olhos.
— Cheon Seju.
— Por quê. Ficou excitado quando viu?
Olhando de relance para Cheon Seju, que estava deitado bufando, Sejin balançou a cabeça e tirou o resto da cueca. Entre as pernas de Cheon Seju, que abria as pernas como se dissesse “olhe se quiser”, não havia pelos. Não havia nem um fio de pelo.
O fato de Cheon Seju ter um pênis branco ele sabia desde pouco tempo depois de conhecê-lo. Era porque ele andava por aí tirando as roupas sem cuidado. No início, Sejin achava estranho que ele não tivesse pelos pubianos, mas, como soube que também havia homens que cuidavam daquela área, não se importou muito.
Na verdade, quando ele perguntou a Cheon Seju depois que se tornaram amantes, Cheon Seju respondeu que era verdade que ele cuidava, então ele pensou que fosse assim. Ele sentiu um pouco de ciúme porque não sabia quem era a pessoa que cuidava dos pelos pubianos dele, mas, como pensou que ter ciúmes dessas pessoas seria diminuir o profissionalismo delas, Sejin não disse nada.
Mas!
Mesmo estando no hospital por duas semanas, não cresceu nem um fio. Isso era impossível. Mesmo que ele fizesse depilação, não faz sentido que os pelos não cresçam por duas semanas, não é? Sejin, com suspeitas crescentes, encarou o pênis liso de Cheon Seju e perguntou a ele:
— Por que seus pelos não cresceram?
— …O quê?
— Você disse que cuida. Mas você ficou no hospital o tempo todo. Você não saiu para lugar nenhum, então por que não tem nenhum pelo?
Ao perguntar isso, Sejin esfregou o órgão genital de Cheon Seju com a palma da mão seca. Nem mesmo penugem, muito menos pelos pubianos, havia no pênis que estava ficando excitado rapidamente, no corpo, nos testículos, ou no períneo que se conectava ao buraco abaixo dele. Uma sensação excessivamente lisa fez seu baixo ventre puxar firmemente. Sejin mastigou a língua para acalmar a parte de baixo e esperou pela resposta de Cheon Seju.
No entanto, mesmo esperando por um bom tempo, nenhuma resposta veio. Parecia estranho, então ele levantou o olhar e viu Cheon Seju, que estava com a boca fechada enquanto cobria os olhos com a mão direita. Só então Sejin descobriu a verdade.
Que ele não cuidava, mas que Cheon Seju nasceu com um pênis branco…
— Não era hora de você falar de fraldas para mim.
Sejin riu com um som de ar escapando. Um sorriso profundo estava pendurado em seus olhos, e Sejin não conseguia controlar os cantos da boca que eram puxados para o alto. O motivo de Cheon Seju ter mentido para ele era claro. Ele estava envergonhado e queria esconder.
O fato de Cheon Seju ter um complexo fez parecer que água quente tinha sido derramada em algum lugar do fundo de seu coração. Ele não sabia que chegaria o dia em que acharia esse homem fofo. Sejin não conseguia suportar porque o homem que estava xingando baixinho era adorável.
— Cheon Seju.
— O quê.
— Acho que você tem 32 meses mesmo.
— …Não zombe de um velho.
À brincadeira de Sejin, Cheon Seju respondeu rangendo os dentes. Sejin riu alto com essa aparência. Sem saber que Cheon Seju estava espiando por entre os dedos, ele soltou uma risada clara. Então, em algum momento, ele lambeu os lábios e ajoelhou-se na cama. Enquanto estava sentado na coxa de Cheon Seju, que ainda estava despido, Sejin estendeu a mão e agarrou seu pênis.
O pênis rosa, reto e bonito de Cheon Seju era excessivamente liso. A textura era tão lisa que não seria estranho se fosse feito de silicone. Não só isso. Suas pernas e axilas também eram macias. Parecia que os únicos pelos em seu corpo eram o cabelo e as sobrancelhas. Sejin perguntou enquanto acariciava seu pênis e testículos, sem conseguir esconder o fato de que estava estranhamente excitado.
— Por que seus pelos não cresceram?
— O que sei eu.
— Eu tenho pelos.
— Oh, o Sejin de 20 meses está feliz porque tem pelos no pênis?
Cheon Seju retrucou com uma voz descontente. Entre as pernas de Sejin, havia pelos pubianos de cor clara alinhados de forma ordenada. Cheon Seju já teve inveja desses pelos pubianos, que cresciam tão lindamente como se tivessem sido penteados, mesmo sem ele fazer nada? Sejin abaixou a cintura com um sorriso nos lábios.
Quando ele afastou à força o braço que cobria o rosto de Cheon Seju, viu Cheon Seju com a área abaixo dos olhos tingida de vermelho. Um homem grande como ele era apenas uma criança neste momento. Sejin não conseguiu se conter e pressionou os lábios nos cantos dos olhos dele.
Com os beijos, o rosto de Cheon Seju, que estava rígido de vergonha, relaxou gradualmente. Ele soltou um suspiro baixo “haa” e sentiu a mão dele acariciando sua cintura. Não deveria fazer isso com alguém doente…
Sejin pensou assim, mas tirou a camiseta cruzando os braços, avançou em direção ao pescoço de Cheon Seju e beijou-o profundamente. Na verdade, dizer que ele não ficou excitado ao ver Cheon Seju doente era tudo mentira. Ele nem conseguia contar quantas vezes se masturbou no banheiro enquanto Cheon Seju dormia no hospital. Sejin sentiu remorso enquanto se culpava chamando a si mesmo de lixo, mas parecia que ele não tinha sido o único. Só agora sua culpa diminuiu.
Os dedos bonitos estendidos para baixo agarraram o pênis rosado que escorria líquido pré-ejaculatório. A ponta da glande do pênis de Cheon Seju estava tingida de vermelho como se fosse ejacular a qualquer momento. Sejin beijou Cheon Seju enquanto segurava aquilo na mão e o acariciava.
Quando viu a cena do acidente, o que estava à frente parecia um beco sem saída, mas a realidade que retornou era aconchegante e pacífica. Sejin, que pensava assim, rolou em sua boca uma palavra que atingiu seu cérebro por um momento.
Felicidade, sim. Isso era felicidade. A pequena e preciosa felicidade de Sejin, que só poderia ser alcançada se Cheon Seju estivesse lá.
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— Ah, abra.
À fala de Sejin, Cheon Seju abriu a boca naturalmente. A colher com bulgogi e macarrão entrou direto.
Cheon Seju era canhoto, mas sabia usar a mão direita razoavelmente bem. Era porque ele também aprendeu a usar a mão direita, já que o braço esbarrava no amigo sentado ao lado quando ele usava a mão esquerda na hora de comer. Não era tão perfeito quanto a mão esquerda, mas era um nível habilidoso o suficiente para ser chamado de ambidestro.
No entanto, parecia não parecer nada disso aos olhos de Sejin. Ao ver Cheon Seju derrubar o acompanhamento umas duas vezes enquanto usava os hashis, ele se voluntariou para ser as mãos e pés de Cheon Seju.
Cheon Seju, que não queria abrir a boca como um pintinho para seu amante de vinte anos sendo que já tinha trinta e dois anos, recusou terminantemente, mas não conseguiu vencer a teimosia de Sejin. Do hospital até em casa, Sejin estava cuidadosamente cuidando das refeições de Cheon Seju ao seu lado.
— Quer beber água?
— Sim.
Ao assentir, Sejin, que serviu água, encostou a borda do copo nos lábios de Cheon Seju. Cheon Seju bebeu água “glup, glup” e, quando a sede passou, fechou os lábios, virou a cabeça e afastou o copo. Havia um orgulho no rosto de Sejin, que bebeu o restante da água de uma vez. Ao ver aquele rosto fofo, a fala de “vou comer sozinho” não conseguiu sair, então Cheon Seju estava sendo cuidado como um bebê de Sejin.
— Estou cheio.
— Coma só mais uma colherada.
— Comi muito.
— Só sobrou a última colherada.
Sejin levantou a tigela de arroz como se dissesse “veja isto”. Dentro da tigela, comida de forma limpa, restava apenas o equivalente a uma colherada de arroz. Cheon Seju olhou fixamente para aquilo, soltou um suspiro baixo e abriu a boca. Então Sejin riu abertamente e colocou o arroz na boca dele com uma colher. Em seguida, entrou o pepino em conserva recém-colocado. Cheon Seju acariciou sua barriga cheia e mastigou e engoliu o pepino em conserva, que era refrescante e picante.
Enquanto isso, Sejin levantou-se e foi para o lado oposto da mesa de jantar. Sentou-se em seu lugar um pouco atrasado, pegou sua tigela de arroz que tinha começado a comer e recomeçou a refeição. Sejin também comeu enquanto cuidava de Cheon Seju, mas ele tinha acabado de comer apenas duas tigelas. Ele ainda precisava comer mais três.
Cheon Seju sentou-se do lado oposto e olhou fixamente para Sejin. O rosto bonito, concentrado na refeição, estava corado. A parte interessada, que não conseguia usar um braço, estava morrendo de frustração, mas Sejin parecia estar infinitamente satisfeito com o fato de poder estar junto com Cheon Seju todos os dias.
Por outro lado, Cheon Seju achava aquele descanso estranho. Nunca tinha descansado assim sem fazer nada. Talvez ele tivesse brincado como um desempregado antes de ir para a creche. Era muito estranho, já que não havia nenhuma brincadeira nas memórias restantes, nem mesmo nas férias do jardim de infância. Uma ansiedade de que ele precisava fazer algo surgia, e seu corpo se agitava como se estivesse desperdiçando o tempo.
— Quando vai voltar para o cursinho?
Devido ao acidente, já fazia mais de duas semanas que Sejin não conseguia ir ao cursinho. Claro, quando estavam no hospital, ele não conseguia pedir para Sejin ir ao cursinho porque sabia que ele estava preocupado com ele, mas agora que não havia nenhum lugar doendo além do braço esquerdo, estava tudo bem mesmo que Sejin não ficasse ao seu lado o dia todo. Então, à pergunta feita, Sejin levantou os olhos imediatamente e respondeu:
— Decidi tirar um mês de folga, então não diga nada até passar um mês.
À fala que bloqueou a repreensão na origem, Cheon Seju fechou a boca de forma descontente. Ele olhou para Sejin, que inalava o bulgogi de cogumelos enquanto apoiava o queixo, e perguntou de repente:
— Você pagou a mensalidade do cursinho. Eles vão adiar por um mês? O que você disse para adiarem por um mês?
O cursinho que Sejin frequentava era um sistema de pagamento total por semestre. Cheon Seju pagou a mensalidade de três meses do primeiro semestre até maio quando se matriculou no cursinho em fevereiro, e ele já tinha pago a mensalidade de outro semestre antes do acidente. Não havia como o econômico Kwon Sejin jogar fora a mensalidade de um mês, e parecia que ele tinha entrado em contato e pedido para adiar a participação nas aulas por um mês…
O que ele deve ter dito para darem um mês de tempo? Cheon Seju, que se lembrava da fala do gerente do cursinho de que eles gerenciariam rigorosamente a agenda dos estudantes, estreitou os olhos e exigiu uma resposta. Àquele olhar, Sejin evitou o olhar furtivamente, encarou fixamente a tigela de arroz e respondeu com uma voz pequena:
— …Disse que um membro da família sofreu um acidente de carro e precisava ser cuidado.
— Família?
— Sim.
Família…
O sorriso espalhou-se gradualmente pelos lábios de Cheon Seju enquanto ele rolava na boca a palavra que saiu de Sejin. Família. Não era uma fala errada também. Morar juntos, amar uns aos outros, cuidar uns dos outros, tentar colocar a outra pessoa em primeiro lugar. Se isso não era um casal e uma família, então o que era? Não havia outra palavra para explicar.
Cheon Seju, de bom humor, sorriu e sorriu para Sejin ao ouvir que Sejin pensava nele como um marido. Foi quando Sejin, que mastigou dois pepinos em conserva, engoliu a comida e continuou:
— Eles entenderam quando disse que meu pai tinha se machucado.
— …Pai?
— Sim, pai.
À fala que saiu do nada, a expressão de Cheon Seju endureceu. Ele encarou Sejin como se não estivesse satisfeito, com os lábios esticados. Ele pensou que eles eram um casal, mas era uma família nesse sentido. Parecia que ele tinha levado um golpe na nuca. Um sorriso torto surgiu nos lábios de Cheon Seju. Ele perguntou a Sejin com um sorriso nos olhos:
— Ah. Não é marido?
— …O quê?
Àquela fala, Sejin levantou a cabeça como se estivesse confuso. A perplexidade se espalhou naquelas pupilas transparentes. O sinal de lágrimas localizado abaixo dos olhos que piscavam estava avermelhado. Sejin, com o rosto tingido de vermelho em um instante, perguntou de volta enquanto gaguejava:
— Ma, marido?
— Se eu tivesse que dizer, penso que você e eu somos um casal. Acho que você não pensou assim? Pai? Esse é o seu gosto?
— Do que você está falando!
À fala que Cheon Seju cuspiu tortamente, Sejin gritou balançando a cabeça. Sejin, que levantou-se de um salto, percebeu que ele estava chateado e se aproximou de Cheon Seju imediatamente. Ele olhou para baixo para Cheon Seju, que o encarava com um sorriso falso usando a órtese, mastigou os lábios com hesitação e o abraçou com força.
— Não. Não é isso…
Ao ser abraçado por aquele abraço com um cheiro aconchegante, a sensação de incômodo pareceu diminuir um pouco. Cheon Seju, cujo humor melhorou rapidamente, provocou Sejin com o ouvido encostado no peito de Sejin.
— Já que estamos aqui, tente me chamar de pai. Dizem que há malucos que fazem sexo chamando um ao outro assim. Sim, e se eu te adotar como meu? Então não seria mentira para o cursinho.
— Do que você está falando. Não. Não é que eu realmente te considero um pai, é só que eu não conseguia pensar que éramos um casal…
Sejin, que balançou a cabeça de um lado para o outro, murmurou enquanto enterrava os lábios nos cabelos de Cheon Seju. O coração de Sejin, que explicava assim, estava batendo muito alto. Cheon Seju abraçou Sejin com força enquanto envolvia sua cintura com o braço direito intacto. Ao aproximar mais a bochecha e o ouvido perto do peito dele, o som das batidas do coração soou alto como se não restasse mais ninguém no mundo além de Kwon Sejin. A excitação de Sejin foi transmitida exatamente como estava. Junto com isso, o estômago de Cheon Seju também formigou.
— Ouvindo você, agora eu sei. Você e eu somos realmente como um casal…
A voz que contava timidamente era bonita. Quando ele levantou a cabeça furtivamente, viu Sejin com os olhos avermelhados como se fosse chorar de alguma forma. Cheon Seju não conseguiu esconder a alegria e encostou o corpo em Sejin, que pressionou os lábios na sua testa várias vezes.
Em outras palavras, mais do que pai, é marido, nunca tinha pensado em casamento. Se ele pudesse, pensou que queria vestir Sejin com um vestido de noiva.
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Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna