Parte 06
Projection Vol. 6.6
Epílogo.
Sejin, que voltou do columbário, adormeceu exausto assim que comeu. Cheon Seju, que olhava para Sejin, que estava ofegante em cima de sua cama, logo o cobriu com um cobertor e saiu do quarto. Na sala onde as luzes estavam apagadas, a única luz era o luar úmido que se infiltrava pela janela. Ele ficou olhando silenciosamente para a cidade que estava sendo tingida pela última chuva de inverno e pegou o celular.
— …Chefe.
Antes mesmo que o sinal fosse dado corretamente, Seonhyeok atendeu o telefone. Cheon Seju ouviu a respiração dele, que estava inquieto por algum motivo, e abriu a boca.
— Desça para o primeiro andar.
Ele passou o recado e desligou. Em vez de seu quarto, onde Sejin estava dormindo, Cheon Seju entrou no quarto que ficava no final do corredor, vestiu o casaco de Sejin e saiu de casa. Ao pegar o elevador e descer para o primeiro andar, viu Moon Seonhyeok esperando por ele na entrada.
O rosto de Moon Seonhyeok, que travou uma briga feia com Haewoong, cujo rosto foi pressionado no porão, era uma bagunça. No entanto, Cheon Seju deu passos sem sequer olhar para os lábios estourados dele. Seonhyeok seguia Cheon Seju, que caminhava silenciosamente em direção ao jardim.
Enquanto caminhava entre as árvores com galhos nus, recebendo diretamente as gotas de chuva fria que caíam continuamente, Cheon Seju logo parou na frente de um pequeno pavilhão. O espaço para fumantes, preparado para os moradores, era aberto em todos os lados e frio, mas ainda assim era possível escapar da chuva.
Ele entrou sob aquele telhado de madeira, sentou-se silenciosamente no banco e tirou um cigarro para fumar. Ele afastou Seonhyeok, que segurava o isqueiro, acendeu-o ele mesmo e aspirou a fumaça lentamente. Moon Seonhyeok estava parado na frente dele com as duas mãos juntas, como uma pessoa que cometeu um pecado.
— Moon Seonhyeok.
— Sim.
Cheon Seju, que olhava para ele silenciosamente, perguntou:
— O que você disse para o garoto?
— …….
Diante dessa pergunta, o brilho nos olhos de Seonhyeok, que levantou a cabeça, era intenso. Moon Seonhyeok encarou Cheon Seju com os dentes cerrados como se fosse uma pessoa que tivesse muito o que falar, e logo abaixou a cabeça novamente e explicou para ele o que aconteceu durante o dia.
Desde o encontro com Sejin na frente do estúdio até o fato de tê-lo levado para o porão. Ele confessou tudo, sem esconder nada, sobre o que Sejin lhe disse e o que ele disse para Sejin.
— …É só isso.
No final, quando a história terminou e Seonhyeok encarou Cheon Seju, o brilho da admiração ainda estava impregnado em suas pupilas. Moon Seonhyeok não desistiu de Cheon Seju. Ele não desistiu da esperança de que, se Kwon Sejin partisse, ele voltaria a ser uma pessoa perfeita como antes.
Tudo o que aquele pirralho disse eram suposições sem fundamento. Ele não queria ser abalado por palavras ditas por alguém que nem conhecia Cheon Seju. Cheon Seju tinha que ser sempre a pessoa que mostrava as costas na frente de Seonhyeok e abria o caminho. Ele tinha que ser a pessoa em quem ele podia confiar e entregar sua vida.
— Eu cometi um erro. Foi um descuido.
Seonhyeok pediu desculpas inclinando a cintura. De qualquer forma, machucar o garotinho que Cheon Seju estimava era claramente uma coisa errada a se fazer. Ele já tinha ouvido várias vezes para não mexer com os garotos, então, desde o fato de não conseguir controlar seu temperamento e levar um estranho até o estúdio, Moon Seonhyeok pensou que tinha feito algo para levar uma surra de Cheon Seju.
Cheon Seju ia dar um tapa em sua bochecha. Ele ia dar um veredito justo com um rosto frio e impassível, para mostrar que a culpa era dele. No entanto, ao contrário da expectativa de Seonhyeok, não houve dor. Cheon Seju apagou o cigarro que tinha queimado até o fim na areia, apenas olhou para Seonhyeok e pediu desculpas.
— Sinto muito.
— Chefe…!
Aquele pedido de desculpas foi mais desesperador. Moon Seonhyeok olhou para Cheon Seju com um rosto comovido. Cheon Seju encarou silenciosamente o olhar que implorava para não fazer aquilo, para não reconhecer o que o garoto disse. No entanto, parecia que era hora de conversar abertamente com Seonhyeok.
Cheon Seju também sabia que, desde o primeiro encontro, Seonhyeok o considerava como a pessoa com quem sonhava. Ele sabia que ele queria uma imagem perfeita dele.
O motivo de não ignorar essa expectativa era porque o desejo de não desapontar Seonhyeok na vida organizacional, que já era difícil de suportar, atuava como uma espécie de motor. Como ele sentia que realmente desmoronaria se não fizesse nem isso, Cheon Seju suportou aquele tempo difícil sob a desculpa de que corresponderia à expectativa de Seonhyeok. Mas agora não havia necessidade disso. Mesmo sem a expectativa de Moon Seonhyeok, Cheon Seju agora podia ser fiel à sua própria vida.
Seonhyeok tinha que saber esse fato. Cheon Seju, que hesitou, vomitou a verdade que não conseguia contar a ele após 6 anos.
— Eu não sou uma pessoa tão grande quanto você pensa.
— Não diga essas coisas! Você não está sendo sincero!
Diante da recusa intensa de Seonhyeok, Cheon Seju balançou a cabeça.
— Não, as palavras de Kwon Sejin estão certas. Não houve… nem uma única vez em que eu não estivesse com dificuldade no estúdio.
— …….
Seonhyeok, que mordeu os lábios, observou Cheon Seju com olhos ressentidos. Ele não conseguia acreditar que ele reconhecia sua própria fraqueza com a própria boca. Até essa mudança parecia ter vindo daquele garotinho, Kwon Sejin. Seonhyeok sentia ressentimento por Sejin, que tornou tão fraco o homem que era o mais perfeito do mundo.
— …Eu me esforcei muito para ser responsável por você e pelos membros da equipe. O que você viu foi o resultado disso. Desde o momento em que nos conhecemos até agora, eu apenas aguentei para não desmoronar, mas não houve um único momento em que eu estivesse realmente relaxado.
No entanto, ao ver o rosto de Cheon Seju dizendo isso, Moon Seonhyeok percebeu que tinha pensado errado até agora.
Cheon Seju, ao confessar a verdade, tinha um rosto aliviado que ele nunca tinha visto antes. Aquela expressão era algo que só se podia ver em alguém verdadeiramente exausto. Era algo que só se podia ver em alguém que despejou todas as forças e agora dizia que pararia por ali.
O ódio e o desprezo que apertavam todo o corpo pareciam se espalhar em um único instante.
— …….
Ficou sem energia. Seonhyeok não conseguia dizer nada e apenas olhava para Cheon Seju. Muitos momentos passaram pela cabeça dele. Em algum dia, ao ver Cheon Seju, que estava desfeito sem esperança e mostrava lacunas, o momento em que ele se enganava pensando que era porque ele estava cansado, o momento em que ele não se preocupava em observar o estado dele, que sentia dor de cabeça toda vez que matava uma pessoa, foram incontáveis durante 6 anos.
Ele não conseguia acreditar que o que ele seguia até agora era apenas um ideal. Ele não conseguia acreditar no fato de que Cheon Seju não estava mostrando uma imagem perfeita, mas que ele o tinha moldado conforme ele queria ver. Seonhyeok cerrou os punhos e negou a realidade.
Não pode ser. Cheon Seju, aquele homem, não pode ser um humano comum tão fraco assim.
— Sinto muito.
No entanto, não havia mentiras em sua expressão. O rosto, sorrindo fracamente e pedindo desculpas como se sentisse muito por não corresponder à expectativa, estava dizendo que tudo aquilo era sincero.
Moon Seonhyeok abaixou a cabeça com os dentes cerrados. Ele estava com raiva, mas não conseguia expressar a raiva. Ele não conseguia questionar Cheon Seju perguntando por que ele o enganou. Se o que ele viu era a verdade dele ou não, o fato de que Cheon Seju se dedicou e se sacrificou por eles e pela organização era tudo algo que realmente aconteceu. Foi um fruto que nunca empalideceu.
A confiança e o respeito de Seonhyeok, que nasceram com esse fruto como base, não eram sentimentos leves o suficiente para perder o brilho apenas porque Cheon Seju não era a pessoa que ele desejava. Sua cabeça estava confusa. Então. Você não é esse tipo de pessoa, mas o que você quer que eu faça agora que chegou a esse ponto. Ao mesmo tempo em que esse pensamento surgia, uma impaciência surgia com o pensamento de que Cheon Seju, que confessou a verdade, poderia deixá-los. Seonhyeok, que cerrava os punhos, perguntou a Cheon Seju com pupilas cheias de pensamentos.
— Você vai… desistir do trabalho?
Ele não queria deixá-lo ir, mas se agora estava difícil, se o fim do esforço estava chegando para ele, não havia mais nada que ele pudesse exigir de Cheon Seju. Se ele dissesse que ia desistir, a equipe de processamento teria que deixá-lo ir. Diante da pergunta feita por Seonhyeok, que estava desolado, Cheon Seju balançou a cabeça silenciosamente.
— Você pode não gostar, mas eu não tenho autoridade.
— Não é que eu não goste. Eu apenas…!
Diante da palavra que Cheon Seju adicionou como uma premissa, Seonhyeok balançou a cabeça e gritou. No entanto, ele não conseguiu terminar a frase e baixou o olhar. Cheon Seju olhava silenciosamente para tal Moon Seonhyeok. Ele deveria ter muitos pensamentos. Seria um problema que não poderia ser concluído de uma vez.
Cheon Seju, sentindo um interior igualmente complexo, levantou-se do assento. Dando tapinhas no ombro molhado de Moon Seonhyeok, que estava com a cabeça baixa, ele disse:
— Se você realmente não gosta, falarei com o representante, então pense bem.
A autoridade para desistir do trabalho estava com Shin Gyuyeon, não com ele. Mesmo que Cheon Seju tivesse chegado a perdoar a si mesmo, o acordo que existia entre eles não se tornava sem sentido. Foi apenas que agora ele podia aceitar objetivamente a situação em que se encontrava.
Portanto, as coisas a partir de agora não podiam ser iguais às anteriores. Em meio a essa mudança, ele conversou com Seonhyeok pensando que, pelo menos, ele, que está na posição mais próxima a ele na organização, deveria saber a verdade. Porque ele não queria mais lutar desesperadamente.
— Chefe…
— Estou indo.
Cheon Seju, que se virou deixando para trás Seonhyeok, que o olhava com olhos confusos, caminhou em direção à casa.
O fato de ter muitos pensamentos também era o mesmo para Cheon Seju. Através de Sejin, agora ele podia olhar para a frente, não para o passado, mas ele ainda tinha uma lição de casa não resolvida. A resposta para a preocupação sobre que tipo de pessoa ele se tornou ainda estava longe e sem caminho para ser encontrada.
No entanto, não importava. A vida de Cheon Seju não era mais precária. Enquanto a pessoa que sustentava sua vida estivesse ao seu lado, Cheon Seju seria capaz de continuar a jornada de encontrar respostas em sua rotina tranquila.
Toc, toc, a chuva de inverno caía sobre sua cabeça. Cheon Seju olhava para o céu coberto por nuvens enquanto estava parado na entrada do prédio. O céu, onde nem o luar brilhava, era cinzento, mas a sirene não soava mais.
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No fim de semana da semana em que visitou o columbário de Cheon Hyein, houve o ritual de 49 dias de Kim Hyunkyung. Os dois, que passaram um tempo de conversa profunda compartilhando as histórias que ficaram em seus corações por vários dias, decidiram ir ao mercado na sexta-feira à noite para preparar a comida para o ritual que usariam no sábado.
Disseram que o aquecimento global era sério, e o tempo estava oscilando. Alguns dias atrás, não era um clima tão frio para usar apenas uma camisa, mas hoje era a pior onda de frio da história. Antes de sair de casa, Cheon Seju franziu a testa ao enrolar o cachecol no pescoço de Sejin.
— Por quê?
— Não…
Quando Sejin perguntou imediatamente ao ver as sobrancelhas franzidas, ele balançou a cabeça fracamente e baixou o olhar. Então, ele levantou os olhos novamente e olhou para Sejin. Enquanto isso, ele alisou as bochechas de Sejin e disse:
— Pare de crescer agora.
— …….
Diante dessa fala, Sejin, que o olhava fixamente, desviou o olhar para o espelho preso no armário de sapatos. Até pouco tempo atrás, não havia tanta diferença de altura com Cheon Seju, mas agora não. A linha dos olhos de Sejin estava agora 3~4 cm mais alta que a de Cheon Seju. Sejin, que observava fixamente sua própria cabeça que cresceu para cima, esticou os lábios e abaixou a cintura. Ele encostou o rosto no ombro de Cheon Seju, que vestia um casaco, beijou levemente o pescoço dele e perguntou:
— É nojento…?
De jeito nenhum. Embora seus braços e pernas estivessem ficando compridos conforme crescia, o corpo de Sejin ainda era lindo. Conforme os ossos cresciam, o tronco de seu corpo também estava ganhando espessura gradualmente, mas, mesmo assim, talvez por ter uma cintura fina, a linha que ia dos ombros à cintura era linda demais. Quando você observa parado, você não consegue ficar sem colocar as mãos. Ao ver Sejin deitado com aquele corpo longo como o de um modelo, não era nojento, mas terrivelmente excitante.
No entanto, Cheon Seju sabia que, mesmo que explicasse detalhadamente, Sejin reagiria apenas ao comentário de que ele era bonito e faria uma expressão emburrada, então Cheon Seju deu de ombros, empurrou-o e respondeu brincando:
— Um pouco?
— …É você quem é pequeno, não sou eu quem sou grande.
— O quê?
Diante da resposta emburrada que retornou, Cheon Seju levantou as sobrancelhas como se estivesse ouvindo as maiores besteiras. Para um homem de 181 cm, dizer que ele era pequeno, e não apenas pequeno, não passava de uma calúnia. No entanto, como a pessoa que deveria estar se sentindo mal ficou calada e Sejin soltou uma risada nasal e saiu pela entrada, Cheon Seju perdeu o tempo de questionar.
Começou de novo. Quando balancei a cabeça e saí pela entrada seguindo Sejin, vi uma parte de trás da cabeça redonda parada na frente do elevador. Cheon Seju confirmou que o elevador estava subindo do porão, aproximou-se do lado de Sejin e perguntou:
— Por que está assim?
— O quê?
— Você está emburrado.
Diante dessa fala, Sejin arregalou os olhos, encarando Cheon Seju como se perguntasse de que coisas ele estava falando. Ele perguntou de volta com a linha dos olhos pontiaguda como a de um gato:
— Não estou?
No entanto, a rebeldia impregnada na ponta da voz não podia ser escondida, mesmo que ele tentasse. Ele estava completamente emburrado, mas fingia que não… Cheon Seju olhou para ele em silêncio, descobriu Sejin que estava secretamente esticando os lábios, sorriu sem acreditar e voltou para a frente dele.
E então, antes mesmo que Sejin pudesse virar a cabeça, ele beijou levemente sua bochecha. Os lábios se tocaram suavemente e se separaram, e Cheon Seju confortou Sejin com uma voz carinhosa.
— Sejin-ah. Não é nada nojento. Eu estava brincando.
— …Eu sei……
Mesmo com aquele beijo leve, Sejin alongou o fim da frase. A bochecha de Sejin, que baixou os olhos timidamente, já estava tingida de vermelho. Cheon Seju lambeu os próprios lábios e brilhou os olhos, então esticou a mão, agarrou o pescoço dele e o puxou.
Enquanto ele abria e revirava os lábios de Sejin, que fechava os olhos com força como se estivesse envergonhado, ele enfiou a mão dentro do casaco que não estava com o zíper fechado e acariciou sua cintura. A curva que ia das costelas aos ilíacos era linda demais. Cada vez que ele acariciava calmamente, Sejin soltava um gemido, soltando sons de dor. Era uma voz que deixava as pessoas loucas. Foi quando Cheon Seju, movido pelo coração, tentou enfiar a mão dentro da calça dele.
— É fervoroso, muito.
Como uma voz irônica foi ouvida por trás, Cheon Seju virou a cabeça rapidamente. Chae Beomjun estava de pé, de braços cruzados, dentro do elevador que chegara de repente e estava com as portas abertas. Ele, que vestia um casaco sobre o terno, segurava dois celulares na mão, e seu rosto arrumado estava cheio de irritação.
— Eu nem tenho tempo para namorar, por que há tanta confusão ao redor?
Diante da palavra dita com um rosto insatisfeito, Cheon Seju mordeu os lábios como se estivesse surpreso, alisou a bochecha de Sejin que estava de pé e gritou para Chae Beomjun.
— O que você está fazendo aí como um pervertido?
— O que estou fazendo, o quê. Como estou trabalhando, nem sabia se tinha chegado no estacionamento, e enquanto enviava mensagens, fui arrastado de volta ao ser chamado pelo 41º andar. Que tipo de comportamento é este em um lugar público? Se você envelheceu e está brincando com uma criança, deveria ter consciência.
Chae Beomjun, que balançou a cabeça de forma exagerada estalando a língua, sorriu abertamente olhando para Sejin, que estava parado com um rosto emburrado, apontou para o teto abrindo os dedos e disse:
— Sabe, não é? 42º andar. Se você terminar com o chefe Cheon, basta subir um andar. Vou te tratar bem.
— Palhaçada, porra.
Diante da fala que ele instigou ferozmente, Sejin olhou para Cheon Seju, revirando os olhos em silêncio. A existência do homem que apareceu de repente era embaraçosa e desagradável, mas Sejin estava cumprindo as palavras que Cheon Seju disse agora. Aquele conselho para não cumprimentar nem mesmo se encontrasse o homem do 42º andar novamente.
Quando Sejin ignorou, tratando-o como se ele não existisse, Chae Beomjun suspirou como se fosse uma pena e balançou a cabeça.
— Entre rápido. Porque temos que descer.
— Entro mesmo sem você falar.
Cheon Seju respondeu de forma irritada para ele, segurou a mão de Sejin e entrou no elevador. Confirmando que o andar do estacionamento subterrâneo estava pressionado, depois de pressionar o botão do 1º andar, ele puxou Sejin e o colocou do lado oposto a Chae Beomjun. E então, ele varreu o estado de Chae Beomjun e abriu a boca.
— Você vai trabalhar a esta hora?
— Haa, sim. Como o representante estima tanto o gato… Ele está me dando muito trabalho sem saber que estou morrendo.
Gato? Shin Gyuyeon criava gato? Cheon Seju pensou estreitando os olhos, e depois de lembrar do entregador que foi arrastado para dentro daquela casa, balançou a cabeça. Era Yoon Heesoo, não era? Tinha esse nome. Ele sentiu desde que a Sinsa Capital virou de cabeça para baixo por causa do empréstimo ilegal feito em nome dele, mas parecia que Shin Gyuyeon estimava aquele garoto mais do que pensava. Cheon Seju pensou que aconteciam todo tipo de coisas no mundo e fechou a boca. Enquanto isso, Chae Beomjun murmurava sem energia sozinho.
— Tem gente que nem tem tempo para namorar porque está trabalhando até morrer… O chefe ou o colega de trabalho, a sorte deles floresceu…
Colega de trabalho, não era uma relação para ter um título tão grandioso. O número de dias em que ele trabalhava com Chae Beomjun não chegava a dez por ano. Cheon Seju soltou uma risada nasal em silêncio e ignorou as palavras dele.
Enquanto isso, o elevador chegou ao 1º andar, e Cheon Seju desceu de mãos dadas com Sejin assim que a porta abriu. O som de Chae Beomjun estalando a língua foi ouvido atrás, mas ele não se importou. Porque ele sabia que era por inveja.
— Não está tão frio assim.
A rua estava escura. Como ainda era inverno e havia um alerta de onda de frio, não havia ninguém passando na calçada onde a luz da lâmpada da rua brilhava. Cheon Seju caminhou em direção ao mercado mantendo a mão de Sejin, que ele segurava, dentro do bolso de seu próprio casaco acolchoado.
Um hálito branco quebrava entre os lábios levemente abertos. O som dos passos das duas pessoas caminhando pela rua ecoava, e o carro que ocasionalmente passava ao lado jogava um maço de vento neles e desaparecia. Mesmo assim, era confortável. Não podia ser mais aconchegante esta rua fria.
Tudo era paz realizada através de Sejin. Ele nunca pensou que tal tranquilidade voltaria a acontecer após perder Hyein, mas Kwon Sejin realizou tudo isso. A existência dele era mais valiosa do que qualquer outra coisa para Cheon Seju. Agora, algo que não podia ser trocado por ninguém…
— Cheon Seju.
— Sim.
Enquanto caminhavam em direção ao mercado, Sejin chamou seu nome silenciosamente. Cheon Seju balançou a cabeça encarando-o. Sejin olhou para Cheon Seju com a bochecha vermelha, mas logo, como se estivesse envergonhado, virou os olhos para a frente e abriu a boca.
— Aquele dia, sabe.
— Aquele dia?
— Nós… aquilo, o dia em que fizemos…
Cheon Seju engoliu o riso diante da imagem de Sejin que nem conseguia chamar sexo de sexo. Sim, ele, que mordeu os lábios e balançou a cabeça, puxou a mão como se pedisse para ele falar mais, e Sejin hesitou um pouco antes de perguntar:
— …Eu não fui bem naquele dia?
— …….
Cheon Seju, que estava confuso diante do pedido repentino de avaliação, parou de andar abruptamente. Ele desviou o olhar, confirmou a expressão séria de Sejin e engoliu um suspiro por dentro.
Ele parecia saber por que Sejin fazia tal pergunta. Depois de voltar do columbário, Cheon Seju estava evitando estranhamente o contato com Sejin.
O motivo era um só. Cheon Seju sentia uma responsabilidade considerável pelo fato de que a primeira experiência de Sejin foi terminada daquela forma enquanto ele estava bêbado. Se fosse outra pessoa, ele não se importaria muito, mas era Kwon Sejin. Ele levou um garotinho que nem sabia beijar para fazer sexo, mas naquele dia, Cheon Seju estava bêbado e nem conseguiu guiar Sejin adequadamente. Incluindo ter cuspido palavras que não teria dito se estivesse sóbrio.
Cheon Seju, que lembrava do que aconteceu naquela noite, elogiou Sejin para que ele não pensasse estranho.
— Você foi… muito bem, sabia? Foi bom.
— …É mesmo?
Diante das palavras que Cheon Seju sussurrou silenciosamente, Sejin gostou, tingindo a bochecha de vermelho o suficiente para ser notado mesmo na escuridão. Enquanto isso, ele segurava com força a mão que estavam dadas. Ele parecia aliviado com o fato de que o motivo de Cheon Seju evitá-lo não era por ele não ser bom de sexo.
De qualquer forma, Cheon Seju tinha um plano montado para compensar o que aconteceu naquele dia. Ele planejava visitar um hotel no próximo dia de semana, depois de realizar o ritual de 49 dias no fim de semana e visitar o parque memorial.
Lá, Cheon Seju pensava em fazer sexo com Sejin adequadamente e formalmente. Sem cuspir palavras que não tinham sentido bêbado, mas realmente carinhosamente, para que uma boa lembrança restasse para Sejin.
No entanto, mesmo que explicasse isso, as palavras que retornariam para Sejin eram óbvias. Ele diria que não se importava com coisas assim. Ele poderia até correr para cima dele assim que chegasse em casa hoje à noite. Cheon Seju não confiava na própria paciência quando Sejin estava na sua frente. Por isso, ele pretendia chegar ao dia D sem dar margem para ele.
No entanto, enquanto falava daquele dia, algo me ocorreu de repente. Cheon Seju pensou parado estreitando a linha dos olhos e perguntou a Sejin:
— …Por que você entrou no quarto naquele dia?
— Porque eu não queria deixar aquele homem, Kang Doyoon, entrar.
E diante do nome inesperado que vazou, Cheon Seju levantou as sobrancelhas como se estivesse confuso. Ele, que inclinou a cabeça, olhou para cima para Sejin e perguntou:
— Por que esse nome sai aqui?
— …Porque foi você quem chamou aquela pessoa para a casa.
— Eu?
Era um absurdo. Cheon Seju, que perguntou de volta imediatamente, franziu a testa e balançou a cabeça.
— Não é. Eu nunca chamei Doyoon.
Diante do apelido carinhoso que vazou sem querer, Sejin estreitou os olhos e encarou Cheon Seju. Cheon Seju, que percebeu seu próprio erro, sorriu franzindo a testa, bateu a cabeça no ombro de Sejin e pediu desculpas.
— Sinto muito.
— …….
Sem saber que ficaria com raiva daquele jeito hábil, Cheon Seju acariciou os dedos de Sejin que estavam entrelaçados no bolso. Ele esclareceu enquanto acariciava suavemente como se quisesse aliviar o humor.
— Eu realmente nunca fiz isso. Olhe aqui.
Cheon Seju pegou o celular com a outra mão. Mostrou a janela de mensagens com Doyoon, com quem não tinha mais contato após a conversa de um mês atrás, e para verificar até o histórico de chamadas com ele, no momento em que encontrou Kang Doyoon no contato e pressionou o nome.
— …….
Coincidentemente, restava o vestígio de uma ligação com Doyoon naquela noite. Cheon Seju piscou os olhos parecendo embaraçado, e Sejin mordeu os lábios e encheu as bochechas. Cheon Seju explicou como se fosse um absurdo.
— Não, ei. Veja bem. Não fui eu quem ligou. Foi Doyoon… Kang Doyoon quem ligou.
Mesmo sendo um parceiro sexual sem sentimentos, era um fato que Cheon Seju gostava de Doyoon humanamente, e por isso ele não conseguia cortar o afeto por ele como se cortasse uma faca de uma vez. Cheon Seju, que chamou ele de Doyoon sem querer novamente, apressou-se em mudar o apelido e dar uma desculpa, mas não funcionou com Sejin.
— …Deve ter chamado sem você saber enquanto estava bêbado.
Foi com uma voz que rangia os dentes. Mas não havia como ser isso. Encontrar Kang Doyoon até agora era quando ele estava em seu juízo perfeito e esgotado. Como ele nunca tinha encontrado ele enquanto estava bêbado, não havia como ele ter chamado ele sem saber.
Cheon Seju olhou para o lado com um rosto em apuros. Sejin parecia querer encerrar a conversa ali, já que era um caso passado. No entanto, ele era uma pessoa que não conseguia passar por cima de coisas assim. Dúvida e questão entre namorados não deviam existir.
— Espere um pouco.
Ele disse isso e pressionou o botão de chamada, mudando o celular para o viva-voz. Tururu, o sinal tocou várias vezes, mas Doyoon não atendeu até ser conectado à caixa postal. Ao ver Sejin, cujo rosto apodrecia cada vez mais, Cheon Seju mastigou palavrões por dentro.
Não, ele realmente não tinha memória de ter ligado para Doyoon naquele dia. O que Cheon Seju lembrava era entrar no quarto, beber, dormir e abrir os olhos ao descobrir Sejin montado nele. Isso era tudo. Ele lembrava claramente do sexo que se seguiu depois disso, mas a lembrança de ter ligado para Doyoon antes disso não restava de jeito nenhum.
— Chega. Pare com esse assunto.
Sejin, que ficou desconfortável, murmurou com uma voz emburrada.
Naquele momento, Cheon Seju relembrou histórias de namoro passadas. Esse tipo de coisa acontecia frequentemente quando ele namorava homens no início dos vinte anos. Claro, o broto da dúvida não surgia de Cheon Seju, mas do outro lado. No momento em que Cheon Seju lançava uma dúvida sobre isso, ele não tinha interesse nas explicações de ex-namorados que derramavam explicações detalhadas se sentindo injustiçados, e além disso, ele achava isso incômodo. Ele até se separava imediatamente do parceiro por não conseguir tolerar até mesmo o fato de ele fazê-lo ter essa dúvida.
No entanto, ao enfrentar essa situação, parecia que um aviso soava na cabeça de que ele deveria revelar os fatos claros para Sejin. Cheon Seju, tomado pela injustiça, pensou que era absolutamente inocente, pegou o celular e enviou uma mensagem para Doyoon.
20:19 [Doyoon-ah, tudo bem? Você me ligou alguns dias atrás? Como foi um dia em que bebi, não restou nada na memória, então me avise sobre o que conversamos naquela hora.]
Cheon Seju mostrou aquela mensagem para Sejin também e disse:
— Vou te mostrar quando vier a resposta.
— …Sim.
Diante daquela postura confiante, Sejin estreitou os olhos e balançou a cabeça. Sinto muito, mas mesmo que Cheon Seju tivesse dito que não, ele estava suspeitando um pouco, mas vendo as ações dele, só agora o pensamento de que realmente não era ele veio. Então por que aquele homem veio em casa naquela hora? Sejin caminhou pensativo.
Enquanto caminhava enquanto brincava com a mão dada, o mercado apareceu na frente dele. Como ele não podia andar de mãos dadas até mesmo em lugares onde havia pessoas, logo teria que se despedir até mesmo do calor dentro do bolso.
— Venha aqui.
Cheon Seju olhou para o mercado que se aproximava cada vez mais com insatisfação, mas viu que havia um ponto de ônibus ao lado e levou Sejin para lá.
No ponto de ônibus, onde o brilho da placa de informações do ônibus se espalhava, não havia ninguém. Como o ônibus de turismo da cidade parava ali, sempre ficava vazio a uma hora tão tardia.
Em um lugar onde uma parede que bloqueava o vento era erguida como se envolvesse três lados, Cheon Seju colou seus lábios em Sejin de costas para a estrada. Ao ver Sejin, que arregalou os olhos e observava os arredores, ele sorriu e o beijou levemente, então a bonita linha dos olhos de Sejin se relaxou suavemente e ele abriu os lábios. Cheon Seju prestou atenção no som úmido que saía dos lábios de Sejin em vez do som do carro que passava pelas suas costas levantando vento.
— Aqui, haa, estamos do lado de fora…
Diante das palavras que Sejin murmurou cautelosamente, Cheon Seju sorriu franzindo os olhos. Parecia que ouvia o som dos motoristas estalando a língua dizendo que é bom ser jovem enquanto passavam por namorados escondidos em um ponto de ônibus na cidade ao cair da noite. Como ele estava com pressa e grudou os lábios, mas não queria colocar Sejin em apuros, Cheon Seju recuou a parte superior do corpo rapidamente. Eu também sei. Junto com a palavra sussurrada baixinho, seus lábios permaneceram no canto dos olhos de Sejin pela última vez e se separaram. Como ele tinha ficado muito alto, ele teve que levantar o pé um pouco, mas ainda assim o beijo curto foi satisfatório.
— Vamos.
Em vez de segurar a mão de Sejin novamente, que tingiu as bochechas de vermelho, Cheon Seju segurou os ombros dele e caminhou para o mercado. Ao contrário de antes, a respiração ficou ofegante e a respiração como uma nuvem se espalhava da boca de Sejin continuamente. Era uma imagem realmente adorável.
No mercado em uma noite de sexta-feira em que foi emitido um alerta de onda de frio, não havia muitas pessoas. As duas pessoas puxavam o carrinho e colocavam o que precisavam. Talvez por não estarem de chapéu, havia mulheres que ocasionalmente demonstravam interesse em Cheon Seju, mas elas não conseguiam se aproximar devido ao olhar feroz de Sejin. Cheon Seju apenas observava Sejin, que fazia a guarda como um suricato, como se fosse fofo.
— Pode colocar coisas como costela refogada também?
— …Não sei.
Diante da pergunta de Cheon Seju, Sejin balançou a cabeça franzindo a testa. Ele sabia que colocar a comida que o falecido gostava na mesa do ritual, mas como o reconhecimento de que a costela refogada era comida de feriado estava fixado, ele pensou se poderia colocar no ritual de 49 dias.
Sejin, que estava pensando silenciosamente, virou os olhos de repente e olhou para Cheon Seju. Vestindo apenas um suéter bege, com o casaco tirado e colocado no carrinho, ele abaixou o cabelo e parecia quatro ou cinco anos mais novo do que o habitual. Claro, Sejin também tinha um rosto que parecia jovem, então os dois ainda não pareciam da mesma idade. Ao ver aquela imagem, senti um sentimento de lamento.
Seria bom se eu tivesse nascido um pouco mais cedo… Teria sido melhor se a diferença fosse de exatamente cinco ou seis anos. Se fosse assim, ele não teria sentido derrota em relação aos parceiros anteriores por causa da idade. Sejin perguntou a ele, parecendo um pouco triste pelo fato de que Cheon Seju o tratava como uma criança excessivamente.
— O que você colocou quando realizou o ritual da irmã?
Cheon Hyein, Sejin a chamava de irmã mais velha. Ele não gostava do título de sua irmã mais nova, e como os dois agora eram família, ela era como uma irmã mais velha de Sejin. Claro, não era que ele fosse irmão de Cheon Seju, era apenas uma forma de falar. Diante daquele título transbordante de afeto, Cheon Seju sorriu levemente e deu de ombros.
— Bem. Nunca realizei.
Diante da voz calma dele, Sejin fechou a boca e revirou os olhos. O rosto que sorria como se não fosse nada parecia solitário por algum motivo. Depois que Cheon Seju confessou seu passado, havia casos em que ele ocasionalmente falava sobre sua irmã. Toda vez que isso acontecia, Sejin via o arrependimento passar pelo rosto dele. Seria engraçado escapar do passado com apenas algumas palavras, mas ele não podia evitar que seu coração não ficasse confortável toda vez que isso acontecia.
— Então vamos realizar juntos desta vez.
Sejin não perguntou a Cheon Seju por que ele realizou o ritual. Deveria ter sido pelo mesmo motivo pelo qual ele sabia perfeitamente o caminho até o estacionamento do columbário. Em vez disso, ao dizer isso balançando a cabeça, Cheon Seju sorriu silenciosamente. Depois de muito tempo, a resposta retornou para ele. Sim. Isso era o suficiente.
— Cheon Seju, temos que comprar coisas para comer em casa também.
— Devo trazer mais um carrinho?
— …Devo?
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna