Parte 02
Projection Vol. 6.2
Mesmo com todo o corpo tomado pela embriaguez e pelo desejo sexual, apenas a sensibilidade permanecia nítida. Cheon Seju sentiu a ponta da língua de Sejin lamber suavemente a pequena protuberância proeminente. Pensou que era uma sensação desconhecida, mas ao mesmo tempo o arrebatamento que percorria todo o seu corpo não era ruim. Sentia como se todo o seu ser estivesse derretendo diante do calor que Sejin exalava.
Sempre costumava acariciar a outra pessoa, mas ao se tornar o alvo que recebia as carícias, a sensação era nitidamente diferente. A cada repetição do beijo de Sejin que chupava seu peito como se estivesse chupando um doce, uma fisgada percorria a parte inferior de seu ventre.
— Mais… hu, tente mais…
Cheon Seju, que resmungou baixinho, desceu uma das mãos e agarrou o próprio membro. Acariciando o pênis rigidamente ereto de cima a baixo, concentrou-se no contato com Sejin. As protuberâncias macias da superfície da língua lamberam a aréola raspando de forma perigosa. A língua que havia se aproximado a ponto de quase roçar o mamilo, no entanto, afastou-se sem que houvesse contato, e os lábios que pousaram ao redor sugaram a pele de forma dolorosa.
Cheon Seju não detectou a mudança que havia começado junto com a dor aguda. Apenas sentia que, a cada contato com Sejin, submergia em uma sensação de que todo o seu corpo estava sendo esmagado de forma extasiante.
Os dentes alinhados rasparam de leve a ponta do mamilo. Diante do estímulo sexual desconhecido que desabava junto com a respiração quente de Sejin, Cheon Seju não conseguiu conter e segurou a ponta de sua própria glande aplicando força.
— Ah…
Sentindo uma pressão avassaladora como se estivesse inserido dentro de alguém, ele segurou com a mão e movimentou. Sua cintura saltou para cima e para baixo, e a região pubiana de Sejin, que se elevava por cima da calça, roçou contra a parte inferior de Cheon Seju. Sejin franziu os cantos dos olhos que estavam tingidos de vermelho e olhou para cima. Cheon Seju, que mantinha os olhos firmemente fechados com os lábios abertos, exibia um rosto sufocado como um homem que estivesse implorando por um prazer impaciente.
Haa, Sejin soltou um suspiro repleto de excitação, ergueu o tronco e puxou a calça e a cueca de Cheon Seju para baixo. Pof, a ponta de seu membro de tom rosa escuro que saltou para fora da cueca box estava completamente molhada. O polegar de Cheon Seju estava posicionado sobre a abertura da uretra que estava coberta de líquido pré-ejaculatório.
— Ah…
Exalando uma exclamação relaxada, ele esfregou a abertura da ponta do membro com a ponta do polegar de unhas curtas como se estivesse cutucando. A pele que estava corada de vermelho como se fosse sangrar distorcia-se para lá e para cá enquanto derramava o líquido lubrificante escorregadio. Sejin olhou para aquela cena como se estivesse hipnotizado e tratou de arrancar as próprias roupas apressadamente.
A camiseta, a calça e a cueca caíram no chão uma após a outra e Sejin, que ficou desnudo, não hesitou em puxar também a roupa de baixo de Cheon Seju que havia ficado presa na coxa. Cheon Seju, mantendo os olhos semicerrados, ajudou-o a retirar suas próprias roupas. Durante esse tempo, o membro que havia escapado de sua mão balançou para cima e para baixo como se estivesse clamando por contato. Sejin finalmente agarrou o membro de Cheon Seju com uma das mãos antes mesmo que a cueca box retirada caísse totalmente no chão.
— Fic…
Junto com um gemido curto, Cheon Seju impulsionou a cintura uma vez. O pênis que havia raspado contra a palma da mão seca de Sejin caiu para baixo e voltou a se posicionar dentro da mão dele.
— Cheon Seju…
Sejin, que chamou o nome dele com uma voz trêmula de excitação, empurrou as pernas de Cheon Seju para cima e esfregou o próprio membro contra a glande dele. Naquele instante, diante de um volume que não havia imaginado, Cheon Seju hesitou. Enquanto ele erguia a cabeça com um olhar de incredulidade para verificar o tamanho dele, Sejin não conseguiu conter e voltou a colar a própria boca na dele.
— Sim… ah.
Diante daquele beijo, Cheon Seju voltou a erguer os olhos para olhar para Sejin. Por alguma razão, os cantos dos olhos de Sejin, que emitia um pequeno som de lamento, pareciam estar molhados. A cada piscada de olhos dele, a pinta de lágrima que estava corada de vermelho desaparecia sob os cílios e reaparecia em seguida. O rosto entregue à luxúria era excessivamente pecaminoso. Cheon Seju sentiu como se o chão sob seus pés estivesse desaparecendo e abriu a boca.
Desta vez, Sejin colocou a língua para fora primeiro e invadiu o interior dele. A ponta da língua quente varreu cada canto da boca de Cheon Seju. A língua de Kwon Sejin percorria como um fora da lei um lugar que ninguém tocava havia vários anos. Sejin, que tentou raspar de leve o céu da boca dele exatamente como ele havia feito consigo, viu-o tremer os ombros e gemer, o que o fez soltar um gemido ainda maior e curvar os cantos dos olhos para baixo.
— Eu gosto de você de verdade…
Sejin, que sussurrou como se fosse uma confissão, inclinou o corpo cada vez mais em direção a Cheon Seju. O membro de Sejin encostou-se ao pênis que estava erguido sobre o baixo-ventre de Cheon Seju. Sejin golpeou o abdômen dele sem direção, feito um filhote de cachorro que não sabia o que fazer em seu primeiro cio. Cheon Seju, que franziu o cenho diante de uma carícia extremamente sem jeito e desconhecida, segurou a cintura dele com as mãos e ensinou a Sejin o que deveria fazer:
— Desse jeito… não dá certo.
Seguindo o movimento de suas mãos, os membros que se esfregavam de forma desajeitada se alinharam lado a lado. Diante das palavras sussurradas de forma lenta e contida, Sejin moveu a cintura enquanto o beijava como se fosse morder e engolir os lábios de Cheon Seju.
— Haa, ah…
Era impossível controlar o corpo diante do prazer que sentia em cima e embaixo. Era diferente da masturbação. Tocar Cheon Seju era algo excessivamente estimulante para ele. Sejin, que finalmente afastou os lábios como se não conseguisse mais suportar, gemeu com a testa apoiada na curva do ombro de Cheon Seju. A respiração quente espalhou-se pelos arredores da nuca dele. Os olhos de Sejin, que havia virado a cabeça, estavam relaxados e turvos. Enquanto recuperava o fôlego com dificuldade, de repente avançou em direção a uma pequena pinta que estava visível.
— Ah……
Sejin fincou os dentes e mordeu a nuca de Cheon Seju. Diante de uma dor ardente e estranhamente desconhecida, Cheon Seju elevou a cintura e abraçou Sejin com força.
Os ombros de Sejin eram largos, sem nenhuma gordura supérflua, e em comparação a isso, a cintura fina possuía um ponto que estimulava a malícia de uma pessoa. Erguendo a mão que ameaçava se estender sem forças, Cheon Seju acariciou as costas de Sejin de cima a baixo.
— Ah…!
Kwon Sejin desabou sem qualquer resistência diante daquele toque. No entanto, mesmo vacilando, não abandonou a obsessão e sugou a nuca de Cheon Seju. Era o lugar onde desejava encostar os lábios desde tempos muito antigos. Não conseguia se dar por satisfeito com apenas um breve beijo. Smack, smack, o som da carne sendo sugada e se desprendendo ecoou várias vezes.
— Sejin-ah.
Queria ejacular logo qualquer coisa, mas como Sejin não conseguia recuperar o controle de jeito nenhum, Cheon Seju envolveu as bochechas dele com as duas mãos e chamou o nome de Sejin.
Sob a visão confusa, os lábios de Sejin que brilhavam cobertos por sua saliva estavam inchados como se tivesse chupado um membro. Apesar de não ter chegado nem perto da virilha, aquela era exatamente a aparência de alguém que acabou de fazer sexo oral. Diante da sensação de rigidez que tomava conta da parte inferior, Cheon Seju puxou o corpo para cima da cama, sentou-se apoiando as costas na cabeceira e estendeu o braço lentamente.
— Toque.
— …Sim.
Cheon Seju, que puxou a mão de Sejin e a posicionou sobre o próprio pênis, balançou a cabeça para afastar a dor de cabeça que se aproximava. Sentia como se o mundo inteiro estivesse de cabeça para baixo. Na verdade, parecia que a terra e o céu haviam invertido as posições, ou simplesmente que ele havia enlouquecido.
Estando fora de si daquela forma, Cheon Seju lambeu os lábios e fechou a mão de Sejin. Mantendo a mão dele fechada em círculo como se estivesse se masturbando, começou a desferir golpes com a cintura dentro dela.
Pof, pof, o pênis impulsionado com força raspava o interior da palma da mão macia de Sejin. Talvez pelo fato de a mão ser muito grande, a sensação não diferia em nada de uma inserção dentro de uma parede interna curvilínea.
— Mais, haa, segure firme.
As bochechas que estavam coradas de vermelho ganharam um tom bonito de maturação. O rosto de Sejin exibindo o rubor era tão pecaminoso e belo que dava vontade de lamber imediatamente. Sob os cílios firmemente baixados, era possível ver a mão de Sejin que envolvia seu pênis. A mão longa e fina, a mão que às vezes amarrava o cordão de seu roupão de banho que havia se afrouxado, a mão que limpava as gotas de água presas nas pontas de seus cabelos, a mão que segurava o membro rosado e o balançava de forma desajeitada.
Naquele instante, diante da sensação de ejaculação que subia de forma vertiginosa, Cheon Seju cerrou os dentes e voltou o olhar para o rosto de Sejin. As pupilas tomadas por um desejo sexual intenso o encaravam como se fossem devorar Sejin.
Caralho, engolindo o palavrão dentro da boca, Cheon Seju piscou os olhos lentamente. Sentiu um calafrio percorrer todo o corpo diante do fato renovado de que Sejin era virgem. O fato de ele ser o único ser humano no mundo a ter visto aquele rosto excitante trazia um estímulo extasiante para Cheon Seju.
— Ah…
O esperma que Cheon Seju finalmente derramou molhou completamente os dedos longos de Sejin. Ao ver o líquido seminal esbranquiçado lambuzando também o peito avermelhado e os mamilos rosados que pareciam quase brancos de tão claros, Cheon Seju foi tomado por uma sede impossível de expressar em palavras. Apenas aquilo não era o bastante. Só mais um pouco….
Deixando de lado a sensação de fraqueza que envolvia todo o seu corpo, Cheon Seju ergueu o tronco, empurrou os ombros de Sejin e o deitou sobre a cama. Sejin, que não havia feito nada mas que arfava de forma adorável, olhava com as pupilas trêmulas para Cheon Seju que subia por cima dele. Foi no instante em que Cheon Seju envolveu o membro de Sejin com a mão enquanto mantinha o olhar fixo nele.
— Ah…
Sejin fechou os olhos com força e disparou o esperma para o alto. Pelo fato de estar segurando o pênis dele apontado para cima, o líquido seminal, que parecia ter sido expelido após muita retenção, espirrou em gotas até o rosto de Cheon Seju.
— ……
Diante do som de Sejin puxando o ar com força, Cheon Seju soltou um riso desacreditado e limpou o esperma que havia atingido a região dos olhos. Ao passar as costas da mão, sentiu o líquido viscoso se espalhar levemente pelo rosto.
Mais surpreendente do que o fato de ele ter ejaculado em seu rosto era o fato de Sejin ter chegado ao ápice no instante em que ele havia encostado a mão. Soltando um riso contido e lambendo os lábios, Cheon Seju olhou para Sejin de cima e puxou os cabelos para trás. Os fios que cobriam a testa subiram e caíram novamente para baixo, e ele resmungou com uma voz constrangida:
— Isso faz a pessoa se sentir culpada……
Sentia como se estivesse transando com uma criança que não sabia de nada. Cheon Seju sorriu franzindo o cenho.
Sejin, como se não tivesse compreendido as palavras dele, inclinou a cabeça com uma expressão aérea. Por dentro dos lábios amplamente entreabertos, era possível ver a língua vermelha e úmida. A cada respiração arquejada que ele dava, a boca pequena se fechava levemente e se abria em seguida. Cheon Seju olhou com ganância para Sejin, que estava imerso nos vestígios da ejaculação, e sentou-se de joelhos diante dele. Embora tivesse sido apenas uma brincadeira de mãos, sentia que precisava fazer algo mais por ele.
No entanto, antes mesmo que pudesse encostar a cabeça do pênis incrivelmente grande contra os lábios dele, a mão de Sejin bloqueou sua cabeça. Era possível ver Sejin incapaz de esconder o olhar vacilante entre as palmas das mãos que barravam sua testa. Cheon Seju conteve a tontura e segurou o pulso dele.
— Vou chupar para você.
Contudo, diante de uma expressão de desejo mais precisa, Sejin também demonstrou uma recusa ainda mais exata.
— …Não quero.
Sejin, que falou de forma firme, estendeu a mão e ergueu o tronco de Cheon Seju para cima novamente. Cheon Seju, que não tinha forças nem para discutir com ele, fez sem dizer nada exatamente o que Sejin ordenava. Deitando-se com a cabeça apoiada no travesseiro, olhou fixamente para Sejin e descobriu um leve toque de birra em seu rosto endurecido.
…Será que agi com muita experiência. Sentia um pouco de culpa em relação a Sejin, mas, de forma cômica, o sentimento de achar adorável aquele Sejin que parecia amuado surgiu com mais força do que isso.
Mesmo em meio à tontura, Cheon Seju estendeu a mão e envolveu a bochecha de Sejin. Puxando o rosto daquela criança que exibia uma expressão confusa sem saber o que fazer em seguida, sobrepôs os próprios lábios aos lábios carnosos dele. A respiração que vinha ao encontro da sua era extremamente doce. Sentia como se o interior que antes estava vazio estivesse se preenchendo apertado. Cheon Seju pensou, sem sequer perceber que a sirene que antes ecoava em sua cabeça havia desaparecido:
Era extasiante, como se finalmente tivesse obtido o que tanto almejava. Enquanto beijava Sejin, Cheon Seju compreendeu o que vinha desejando.
Cheon Seju queria que Sejin confiasse nele do fundo do coração, queria que ele olhasse única e exclusivamente para ele, e queria se tornar uma existência que jamais pudesse ser apagada da vida dele. Queria se tornar o tudo de Kwon Sejin.
Será que isso seria possível? Será que você realmente não vai fugir?
Cheon Seju abriu os olhos sutilmente e observou o rosto de Sejin, que o beijava com ardor. Guardou na memória as pálpebras de Sejin que tremiam levemente, os cantos dos olhos corados de vermelho e as sobrancelhas totalmente caídas. Não queria esquecer jamais aquela aparência adorável de Sejin, que talvez pudesse ser a última.
— Haa…
Quando Cheon Seju afastou a cabeça lentamente, Sejin moveu os lábios úmidos enquanto arfava. As pupilas turvas estavam profundamente relaxadas. Era um rosto que parecia que bastaria dar tapinhas em suas costas para que ele adormecesse imediatamente. No entanto, não podia terminar daquela forma. Cheon Seju acariciou suavemente a bochecha de Sejin e estendeu o braço para pegar o gel na gaveta do criado-mudo.
Somente após a mão que acariciava sua bochecha se afastar é que Sejin percebeu a existência daquilo. Observando-o olhar fixamente para o gel com a boca aberta de forma aérea, Cheon Seju pensou que aquilo levaria metade do dia se continuasse assim e estendeu a mão primeiro.
— Sabe como fazer?
— …Sim.
Diante da pergunta feita baixinho, Sejin acenou com a cabeça timidamente. Sejin, que desviava dos olhos de Cheon Seju para fixar o olhar nos arredores do pescoço dele, só então ergueu a visão para olhar para Cheon Seju quando ele abriu a tampa do gel. As pupilas que pareciam contas de vidro transparentes pareciam molhadas pela chuva. Como se uma umidade tivesse se instalado nos olhos límpidos e úmidos, era possível ver os dois olhos puros de Sejin se tornando gradualmente turvos. Cheon Seju sentiu um aperto no peito e puxou o braço de Sejin com a mão que não segurava o tubo.
— Estique os dedos.
— ……
Era uma mão muito longa e bonita. Cheon Seju despejou uma quantidade generosa de gel sobre os dedos unidos de Sejin e deixou o tubo de lado. Após aplicar o gel abundantemente por toda a extensão do dedo indicador dele, sentou-se abrindo bem as pernas. Os músculos firmes se relaxaram revelando linhas belas, e o membro rosado e a entrada ficaram expostos de imediato. Apesar de ser uma postura que adotava pela primeira vez, apenas a expressão de Sejin, que não conseguia desviar os olhos dali mesmo estando envergonhado, fazia valer a pena suportar a humilhação. Cheon Seju soltou um riso sutil, segurou o pulso fino de Sejin e o direcionou em direção ao próprio períneo.
— Faça.
— ……
Sejin permaneceu sem dizer nada, apenas lambendo os lábios. Foi possível ver um lado de sua testa ficar levemente molhado, como se estivesse tenso. Ao perceber que ele estava quebrando em suor frio, Cheon Seju soltou um riso desacreditado e voltou a segurar a mão de Sejin. Mantendo o indicador esticado dele firme, empurrou-o para dentro de sua própria entrada.
A região que jamais havia sido invadida por outra pessoa aceitou com dificuldade a existência do invasor. A carne se abriu de forma apertada e a entrada do dedo rumo ao interior desenhou-se de forma viva.
— Ah…
Ao contrário de Cheon Seju, que acabou franzindo o cenho diante da sensação de estranheza que sentia pela primeira vez, Sejin soltou um gemido mordendo os lábios. Será que esta não era a minha entrada? Cheon Seju teve um pensamento sem sentido enquanto permitia que o dedo de Sejin entrasse até o fim.
A sensação de ter algo inserido dentro do corpo era excessivamente estranha. Alongando levemente os lábios diante da sensação desagradável que se espalhava a partir de baixo, ele acariciou suavemente o queixo de Sejin.
— Tem que alargar. Não fique parado…
Diante das palavras de incentivo, Sejin moveu a ponta do dedo observando as reações de Cheon Seju. Ah, Cheon Seju gemeu baixo e agarrou o cobertor. O toque que raspava suavemente a parede interna estava lhe proporcionando uma sensação que jamais havia experimentado. Diante da sensação de que a região do prazer estava se expandindo, Cheon Seju sentiu uma tensão tardia e relaxou a força das pernas. No vão das pernas que se abriram ainda mais, seu pênis estava estendido, meio ereto. Abaixo dele, o períneo liso e, em seguida, a entrada que mordia o dedo de Sejin.
— É quente…
Sejin, que observava aquela cena obscena como se estivesse hipnotizado, resmungou. Diante daquela avaliação repentina, Cheon Seju apenas franziu os olhos e sorriu. Sejin gravou aquele som de riso nos ouvidos e girou o pulso. O interior de Cheon Seju era extremamente caloroso e quente. A carne que se agarrava de forma elástica parecia ser muito macia, mas ao tatear erguendo o dedo, sentia que a carne esticada formava uma parede com curvas firmes.
Sejin, que estava concentrado em examinar o corpo de Cheon Seju, percebeu em determinado momento que precisava relaxar a parte de baixo. Afinal, aquilo não era uma luva e ele não estava fazendo aquilo para ficar apenas com o dedo enfiado ali dentro.
— …Está tudo bem?
Sejin engoliu a saliva seca e empurrou também o dedo médio para o interior enquanto perguntava a Cheon Seju. Ele estava estendido de forma impotente sobre os travesseiros empilhados. Ao ver a cena dele mantendo os olhos firmemente fechados, com os lábios abertos exibindo um rosto que parecia imerso em um prazer peculiar, Sejin sentiu de certa forma o desejo de fazê-lo se sentir bem o mais rápido possível.
Ao vê-lo acenar com a cabeça de forma relaxada, Sejin moveu as pontas dos dedos. Tateando a parede interna, lutou para encontrar a posição da próstata, que diziam reduzir o peso do lado que recebia a inserção ao proporcionar prazer.
— Uhm…
No entanto, não conseguia encontrar facilmente. Mesmo quando a carne se agarrava intensamente aos dedos e o gel derretido pelo calor molhava abundantemente os arredores da entrada, Sejin não conseguia saber de jeito nenhum se estava fazendo aquilo direito. Sentindo-se apressado, Sejin empurrou mais um dedo para dentro. Os três dedos, com exceção do polegar e do mínimo, alargaram a entrada de Cheon Seju de forma apertada.
— Ah…
Ele soltou um gemido superficial e puxou os cabelos para trás. O rosto de Cheon Seju estava visivelmente corado. Os olhos frios estavam caídos sem forças e, pelo fato de a pele ter empalidecido, a região de seus olhos e lábios parecia mais vermelha do que o habitual.
O coração batia de forma dolorosa, tum, tum. Era totalmente inacreditável o fato de aquele homem que sempre fora indiferente, aquele homem que às vezes parecia distante do mundo, estar soltando uma respiração ardente conectado a ele. Sejin engoliu a saliva e inclinou o rosto em direção a ele. Beijou profundamente os lábios que estavam levemente entreabertos e, agindo exatamente como se estivesse se masturbando, dobrou os dedos e raspou suavemente a parede interna dele.
— Ah…
O rosto perfeito de Cheon Seju estava se desfazendo gradualmente. Ao vê-lo lamber os lábios com o cenho franzido, Sejin também lambeu os próprios lábios. Não conseguia respirar. Ainda nem havia feito a inserção, mas sentia que ia ejacular apenas com o toque dos dedos dele novamente. Olhando para Sejin daquela forma, Cheon Seju estendeu a própria mão acompanhado por um breve suspiro.
— Vai deixar para fazer a inserção no asilo?
Junto com as palavras que irritaram Sejin de imediato, Cheon Seju empurrou o próprio indicador para dentro de sua entrada traseira. O dedo que entrou abrindo a entrada rígida junto com os três dedos de Sejin logo encontrou de primeira a região que Sejin apenas roçava de forma impaciente.
Ah, junto com um gemido que não conseguiu reter, Cheon Seju esticou as pontas dos pés. O prazer que atravessou todo o seu corpo de forma arrebatadora foi como um raio. Em busca do prazer que havia passado por todo o corpo como um flash, ele não parou e empurrou para o lado o dedo de Sejin que estava colado ao seu próprio dedo. Acabou posicionando a ponta do dedo de Sejin exatamente sobre o seu ponto de estímulo.
— Aí… ah, fic.
— Aqui…?
Antes mesmo que ele pudesse falar, a ponta do dedo de Sejin pressionou a parede interna. Cheon Seju, que gemeu jogando a cabeça para trás, arfava com os olhos semicerrados. Estava em uma dimensão totalmente diferente do prazer que ele costumava experimentar no dia a dia. Só então Cheon Seju compreendeu por que as inúmeras pessoas que haviam ficado sob seu corpo arfavam sem conseguir sequer respirar direito.
A cada vez que Sejin acariciava suavemente aquela região, era impossível controlar o corpo.
— Ah, hyt, ah…!
Um gemido que nunca havia emitido antes fluiu por entre seus lábios. Diante daquele som de lamento, Sejin sentiu seu membro se tingir de calor como um vulcão em erupção. Ao olhar assustado, viu que um líquido viscoso escorria em gotas. Não era uma ejaculação, mas a glande rosada de Sejin estava molhada de líquido pré-ejaculatório como se tivesse tomado chuva.
— Acho que agora, haa, já dá…
Enquanto Kwon Sejin se mostrava confuso, Cheon Seju retirou os dedos que havia enfiado junto em sua entrada. Posicionou a mão que estava escorregadia, lambuzada de gel e secreção, sobre o membro estendido e esfregou a glande. Mesmo com aquele pequeno contato, o pênis dele erigiu rapidamente.
Com Sejin cutucando sua parte traseira enquanto ele acariciava o pênis, aquele prazer atingiu o ápice. Sentia como se sua mente estivesse virando uma papa. Nenhum pensamento surgia em sua cabeça. Cheon Seju, sem sequer notar que um leve sorriso pairava no canto de sua boca, olhou para o rosto lindo e corado de Sejin.
— Coloque…. Depressa.
Engolindo em seco diante das palavras que ele proferiu enquanto estendia a mão, Sejin puxou para trás os cabelos molhados de suor. Sem sequer notar que a testa branca e arredondada ficava exposta e que os cabelos que voltavam a fluir para baixo incomodavam suas sobrancelhas, Sejin retirou a mão que mantinha dentro de Cheon Seju.
A entrada que havia aceitado outra pessoa pela primeira vez acolheu com satisfação a retirada do inimigo. Após exibir brevemente a parede interna que exibia um tom vermelho vivo, foi possível ver a abertura diminuir enquanto se contraía. Sejin, em meio ao pânico, ergueu o corpo às pressas e direcionou seu pênis para aquele lugar.
— Ah…
O cenho de Cheon Seju se franziu. O pênis de Sejin, que havia conseguido introduzir apenas a cabeça antes que se fechasse, era consideravelmente grande. Era diferente dos dedos que haviam aumentado um a um. A glande introduzida de imediato entrou empurrando os músculos que se contraíam como se fosse rasgá-los.
— Ah…
Cheon Seju, que ficou com o pescoço corado de vermelho, segurou o lençol da cama com as duas mãos. Como Sejin estava examinando seu estado, ele adotou uma expressão como se não fosse nada, mas estava em pânico diante de uma dor que superava a imaginação. As pontas dos dedos que haviam empalidecido agarraram o cobertor com violência. No entanto, a sensação nítida que sentia na parte de baixo não se tornava turva.
— Ah…!
O membro de Sejin, que havia entrado até a metade, era pesado. E doía. Doía demais. Será que doía tanto assim. Será que algo não estava errado. Cheon Seju teve esse tipo de pensamento em meio aos gemidos. Fazia muito tempo que não sentia dor. Mesmo quando uma faca cortava sua coxa, ou quando perfurava a palma de sua mão, não sentia nada…. Apenas ardia um pouco e pronto, mas aquilo nã
o era uma dor que pudesse ser tratada daquela forma.
— Es, fic, espera um pouco…
Finalmente ele segurou o braço de Sejin e enviou um sinal para que parasse. Sejin, que nem sequer conseguia discernir qual som estava ouvindo por estar olhando apenas para a junção, só então ergueu o rosto aéreo para verificar o estado de Cheon Seju. Em seguida, suas sobrancelhas longas se curvaram de forma alarmada.
— Está doendo…?
Kwon Sejin exibia um rosto tão digno de pena que Cheon Seju, por um instante, quase esqueceu que o lado que estava recebendo a inserção era ele mesmo e quase perguntou a ele se estava doendo. Naquela medida, Sejin exibia uma expressão tão lamentável que parecia pronto para encerrar a inserção imediatamente se Cheon Seju respondesse que estava doendo.
— Não, apenas…
Cheon Seju, que mordeu os lábios, resmungou de forma embaraçada. No entanto, acabou não contendo Sejin e estendeu as mãos para envolver as duas bochechas dele. Juntou a própria boca à boca macia dele e sussurrou:
— Me beije…
Diante daquele sussurro, Sejin abriu bem os olhos e, logo em seguida, relaxou o olhar de forma turva ao beijá-lo. No instante em que as línguas dos dois se entrelaçaram, Cheon Seju ergueu as pernas e envolveu a cintura de Sejin. Pof, o pênis cravado para baixo sem nenhuma resistência dividiu o interior ao entrar rasgando a parede interna que sofria espasmos. Cheon Seju quase mordeu a língua, mas suportou com esforço e sugou a língua de Sejin.
— Sim… ah…
O gemido que Sejin derramava acariciava a região dos ouvidos. Ele movia a cintura por instinto, e Cheon Seju foi capturado por uma sensação de estar caindo em um abismo sem fim. Doía e dava medo. Na mesma medida, ele acabou se agarrando a Sejin. Era a primeira vez que experimentava aquele tipo de sentimento. A cada vez que fazia sexo, sempre costumava apenas acalmar e confortar alguém, mas nunca havia se tornado o alvo desse conforto….
A cada vez que Sejin colava a boca na sua e derramava uma respiração arquejada ao beijá-lo, sentia como se ele o estivesse confortando. O fundo mais profundo de seu peito se preenchia de calor, e uma plenitude tingia todo o seu ser. Aquilo era um sentimento que ele não ousava expressar em palavras. Uma comoção ou algo que superava isso estava se aproximando.
Somente naquele instante Cheon Seju compreendeu o fato de que já não havia mais retorno. A partir de agora, no futuro, ele… não suportaria um único momento em que Kwon Sejin não estivesse presente. Por um instante, um desespero alarmante tingiu sua visão, mas foi também quando um prazer que reluzia como luz surgiu.
Cheon Seju não conseguiu capturar o fim dos pensamentos que se desvaneciam e abraçou Sejin com força.
— Ah, ah, haa…!
A cada vez que Sejin golpeava a parte de baixo provocando um som úmido, sentia a sensação de estar sendo arrastado para dentro de um lamaçal. Um calafrio arrepiante surgiu como se dedos sem forma estivessem tateando o interior da junção que se unia firmemente como se fossem um só corpo.
Enquanto as pontas dos pés tremiam, o cheiro de esperma que permanecia de forma acre no ar e o odor corporal de Sejin se misturaram em um só e perfuraram o lugar mais profundo do corpo. Cheon Seju não conseguia distinguir as sensações complexas que se misturavam e apenas se agarrou a Sejin. Diante daquele abraço doloroso, os cantos dos olhos de Sejin ficaram vermelhos.
— Cheon Seju…
Gosto tanto de você, junto com a confissão tímida e os movimentos oscilantes, faíscas saltaram diante de seus olhos. A cada vez que o pênis de Sejin raspava e passava por algum lugar da parede interna, sua respiração travava. O que o membro que golpeava as entranhas de forma desajeitada provocava era uma dor e um prazer que não podiam ser separados.
Ao ver Cheon Seju mantendo a boca aberta sem conseguir emitir nenhum som, Sejin estendeu os braços e o acolheu em seu peito. Aquele abraço era imensamente confortável. Cheon Seju enterrou o rosto na nuca dele sem sequer notar que a região de seus olhos estava se molhando. Diante do aroma adocicado que exalava da pele de Sejin, a dor que desabava sobre o períneo diminuiu sutilmente.
— Se doer, haa, morda…
E Sejin entregou o próprio pescoço a Cheon Seju exatamente como ele havia visto em uma determinada noite. Ele, que exibia o rosto corado de vermelho, foi tomado por um calafrio extasiante ao sentir Cheon Seju fincar os dentes e morder sua nuca. Não conseguia conter a imensa alegria diante da existência do homem que se agarrava a ele. O sentimento que havia atingido o limite transformou-se em ondas que transbordavam e molhou as pupilas de Sejin.
— Eu te amo. Eu amo você de verdade…
Lágrimas transparentes rolaram em gotas seguindo as bochechas de Sejin.
Era uma noite em que parecia que as leis do mundo estavam desmoronando.
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Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna