Capítulo 05.1
𓇼 ⋆.˚ 𓆉 Capítulo 5.1: O caminho do amor (5) 𓆝 𓆡⋆.˚ 𓇼
Ele não conseguia distinguir o que era sonho e o que era realidade.
Em determinado momento, um rosto encharcado de suor apareceu diante de seus olhos.
Era claramente um rosto familiar, mas por um longo tempo ele não conseguiu reconhecê-lo. Talvez porque a expressão naquele rosto fosse muito estranha. Era como o rosto de alguém que ele nunca tinha visto antes.
— …
— Você está acordado?
— ….
— Você não é?
Yuri olhou para ele com os olhos turvos, apenas entreabertos, vagamente se perguntando: “Quem é esse?”. Como se percebesse que Yuri ainda não estava totalmente consciente, o outro não disse nada, apenas abaixou a cabeça silenciosamente e chupou os lábios dele. Devorou aqueles lábios sem a menor hesitação, como se consumisse vorazmente algo delicioso para saciar uma barriga faminta. Depois de se afastar um pouco, olhou para Yuri com a mesma expressão estranha de sempre.
Era um rosto lindo.
Quando estava de bom humor, aquele rosto era tão doce quanto um gatinho adorável ronronando. Yuri sabia que, quando aquele rosto sorria, brilhava tanto quanto o sol.
No entanto, o rosto diante dele agora, embora ainda bonito e radiante, não carregava mais a doçura suave de um gatinho.
Em algum momento desconhecido, ele se transformou em um leopardo maduro e elegante, olhando para ele com os olhos de uma fera selvagem.
“O que é isso… Não é um gatinho…?”
Yuri pensou brevemente num pensamento um tanto absurdo, e então se perguntou: “Então quem era aquele gatinho?”
Era….
— Você gosta disso?
De repente, uma voz sussurrante soou.
Só depois de ouvir essa pergunta Yuri percebeu o prazer intenso que vinha incontrolavelmente de baixo. Havia uma massa dura e inchada pressionando a região íntima de Yuri. Aquele pedaço de carne escaldante, esfregando-se com força contra a base, o eixo e a ponta do pênis, desde quando estava ali? E desde quando o próprio Yuri se afogava em um prazer avassalador, emitindo sons curtos, ofegantes e sem sentido, como gemidos?
Entre o espaço onde suas partes rígidas se esfregavam umas nas outras, um líquido se misturou, sem que fosse possível distinguir a quem pertencia, escorrendo com ruídos úmidos e escorregadios.
— Nem consegue falar, né? Bom, eu também.
Aquelas palavras curtas e fragmentadas se juntaram em uma frase. “Haaa.” Uma gota de suor pendia na ponta do seu nariz, balançando com a respiração rápida e prazerosa que ele exalava, antes de finalmente cair com um leve respingo. O suor escorreu para os lábios de Yuri, carregando um sabor adocicado.
— Você gosta tanto assim? Sr. Gable, o senhor tem sido como uma casca vazia esse tempo todo…
A voz sussurrante era baixa e áspera. A respiração quente e irregular, como se estivesse prestes a se romper, roçou novamente os lábios de Yuri com uma mordida suave. Não era mais possível dizer de quem eram aqueles suspiros ofegantes ou aquele calor escaldante.
Foi tão bom.
Sua mente nebulosa só conseguia registrar o prazer, como se fosse a única coisa que existisse.
Não havia um pingo de consciência para mais nada, vergonha, razão, confusão, coisas assim. Tudo o que restava era a onda ofegante de prazer correndo abaixo.
— …
Ele prendeu a respiração. A sensação de aperto vindo de baixo fez aquele momento brilhar diante dos olhos de Yuri por um instante. A explosão de êxtase foi intensa e vívida em cada detalhe. Uma sensação de libertação, como se algo preso tivesse acabado de ser libertado.
E em meio a tudo isso, Yuri nem percebeu que seu corpo tremia em ondas. Quando esses tremores começaram a diminuir, sabe-se lá quanto tempo havia se passado, e os últimos resquícios de sua consciência mergulharam em uma névoa sonolenta.
— Como você consegue dormir assim? …Você já está dormindo mesmo? …Eu disse que faria o meu melhor para atendê-lo, mas você não acha isso um pouco injusto?
A sensação dura e inchada ainda cutucava implacavelmente abaixo, misturada com uma risada zombeteira que soava quase exasperada.
As mãos que seguravam as costas de Yuri com força até então pareceram se soltar gradualmente. Aquela mão desceu pelas costas dele e parou em seus quadris.
— …Está pensando em continuar dormindo assim? É melhor acordar.
— Se você se levantasse agora mesmo e me dissesse para parar, eu pararia… Mas você provavelmente não quer isso, não é? – A voz sussurrante mordiscou o lóbulo da orelha de Yuri.
O ombro de Yuri se contraiu instintivamente. Um som baixo e involuntário escapou de sua garganta.
Era uma sensação ao mesmo tempo familiar e completamente estranha.
Essa sensação era como a de quando ele fundira seu corpo com o de alguém, muito tempo atrás. No entanto, ao mesmo tempo, era uma sensação desconhecida, completamente diferente de qualquer experiência que ele já tivera.
Ele conseguia sentir o aperto firme em sua virilha.
Uma das mãos do outro agarrou a parte íntima de Yuri, que havia amolecido após a liberação do prazer, junto com a sua, ainda rígida e transbordando de desejo reprimido. Aquela mão começou a se mover lentamente, depois ganhou velocidade gradualmente.
Em pouco tempo, o desejo ressurgiu como se impulsionado por aquela sensação, e uma torrente de calor escaldante e úmido irrompeu. A luxúria transbordou e se agarrou pegajosa à parte inferior do abdômen.
— …
Por um momento, todo movimento cessou.
Pareceu-lhe ouvir um som parecido com o rosnado de uma fera.
E por um longo tempo, tudo pareceu suspenso, como se o próprio mundo tivesse parado de girar.
Então, depois disso.
— O que é isso, já está ficando duro de novo?
O outro homem soltou uma risada e exalou um suspiro preguiçoso, porém profundamente satisfeito. A parte de Yuri, que antes esfregava contra seu desejo e o acariciava implacavelmente, enrijeceu-se novamente em um instante. Ele bateu levemente na ponta com a ponta do dedo. Sua própria parte, embora tivesse acabado de se soltar, não mostrava sinais de murchar; permanecia totalmente tensa, balançando indefesa a cada toque.
— Agora que olho de perto, Sr. Gable, o senhor é realmente muito lascivo. Seu corpo, suas expressões… Como conseguiu conter um corpo tão lascivo todo esse tempo? Deve ter sido uma luta e tanto.
Sua voz excitada e trêmula estava impregnada de uma vaga excitação. Ele deslizou lentamente a mão para baixo, acariciando a parte semi-ereta de Yuri. Não apenas aquela parte, mas a parte inferior do abdômen e a virilha abaixo dela também foram exploradas lentamente pelo seu toque.
A mão esfregando a área molhada e luxuriosa abaixo, encharcada com os desejos de ambos, moveu-se para baixo. Mais para baixo.
Em algum momento, o homem parou de falar. Tudo o que restava era sua respiração irregular, densa de excitação, ecoando com dificuldade. E de vez em quando, seus lábios ávidos pressionavam, sugando vorazmente os de Yuri.
— …
Inconscientemente, a testa de Yuri se contraiu. Uma ruga se formou entre suas sobrancelhas.
Uma sensação estranha e desconhecida surgiu.
A mão que massageava entre suas pernas deslizou gradualmente para baixo, cavando mais fundo aos poucos, até finalmente alcançar aquele lugar silencioso e escondido bem no centro.
Aquela mão pareceu parar por um momento, mas não hesitou por muito tempo.
Dentro do corpo.
Acompanhada por uma sensação desconfortável e completamente estranha que Yuri nunca havia experimentado antes, aquela mão invadiu profundamente seu interior.
E, incontrolavelmente, o corpo de Yuri estremeceu. Seu corpo recuou instintivamente, apertando com força o dedo que se afundava cada vez mais.
— …
Os genitais pressionados contra a virilha de Yuri se contraíram levemente. Um som baixo, como um gemido misturado a um estalo de língua, soou.
Em pouco tempo, a mão que o acariciava e empurrava suavemente para dentro do seu corpo tornou-se um pouco mais áspera. Como se a paciência estivesse se esgotando, ele começou a coletar o sêmen que havia encharcado a virilha de Yuri, usando-o como lubrificante, empurrando ainda mais para dentro enquanto adicionava um, depois dois, depois três dedos, alongando o interior à medida que avançava.
Não conseguia respirar.
— Ah, ah, haa, ah… – Algumas respirações curtas e ofegantes escapavam em rajadas desconexas.
Não doeu nada. Mas a sensação estranha, seca e desconfortável que se apoderou de Yuri fez o corpo dele enrijecer. No entanto, ao mesmo tempo…
A mão esfregando e raspando implacavelmente dentro de seu corpo, em algum momento fugaz, de repente provocou uma labareda com uma explosão aguda.
— …!
Foi apenas uma pequena faísca, mas claramente atingiu algo dentro de seu corpo. O corpo de Yuri estremeceu involuntariamente e se contorceu em resposta.
A mão parou por um breve momento. Yuri sentiu um olhar penetrante fixo nele.
— …Ah, certo. É aqui…?
Uma voz baixa, entremeada por um rosnado, reverberou no ar.
E então…
— ….!!!!
Um grito irrompeu. Não, ele nem conseguia distinguir se era um grito ou um gemido. Nem conseguia discernir se era choque, prazer ou terror.
Sob o ataque implacável àquele ponto específico dentro de seu corpo, a visão de Yuri se apagou, sua mente mergulhando em um caos incontrolável. Ele não tinha ideia de como seu corpo se contorcia, dos sons que emitia ou de quão distorcida sua expressão havia se tornado.
O olhar não o abandonou por um segundo sequer, como se quisesse devorá-lo por inteiro. Finalmente, incapaz de se conter por mais tempo, os dentes cravaram-se na nuca de Yuri. Não apenas a nuca, mas também os ombros, as orelhas, o peito, tudo estava mordido, sugado, marcado.
— Você gosta? Você gosta tanto assim? …Tá, tanto quanto você quiser.
A voz era áspera, rouca, cheia de excitação e respirações irregulares, sussurrando palavras que eram tudo menos gentis.
Logo depois, a mão que estivera esticando e alisando as entranhas de Yuri se retirou. No entanto, mesmo ao sair, uma sensação desconhecida de plenitude persistiu, o local ainda pulsando levemente. Então, imediatamente depois, um calor feroz e implacável invadiu, preenchendo e tomando aquele vazio por completo.
Não conseguia respirar.
A sensação de ser violentamente dilacerado por algo que o penetrava implacavelmente roubou de Yuri toda a consciência, restando apenas o instinto irracional de se agarrar desesperadamente ao que estava diante dele. Em frenesi, ele arrastou o corpo encharcado de suor para dentro de seus braços, consumido pelo fogo ardente da sensação enquanto forçava aquele êxtase aterrorizante a penetrar cada vez mais fundo em seu próprio corpo.
E então, a mente de Yuri ficou branca.
— …
Por um tempo, Yuri nem percebeu que seus olhos estavam abertos. Piscou lentamente, uma, duas vezes, e então encarou o teto, sem perceber o que estava vendo, movendo-se apenas como um autômato, piscando vagamente com a mente apagada.
A consciência só retornou quando ele percebeu uma mudança nas sensações que não havia notado antes. O som da água corrente do banheiro, ele não sabia quando, havia parado.
E então, o pensamento “A água parou” surgiu, trazendo fragmentos de consciência de volta à sua mente.
— …
Por um breve momento, Yuri desejou poder perder a consciência novamente.
No instante em que sua mente começou a funcionar, seu corpo se manifestou, dolorido em todas as articulações, tão exausto que não conseguia mover um dedo sequer. Então, ele se deu conta de sua situação: esparramado no meio da sala de estar bagunçada, com roupas e garrafas de bebida espalhadas por toda parte. E então, as memórias voltaram à tona.
Nem todas as memórias permaneceram intactas.
Primeiro vieram fragmentos tão nebulosos quanto sonhos, depois trechos de completo vazio onde nada podia ser lembrado, até que, em algum momento, Yuri abriu os olhos e gradualmente recuperou a consciência até aquele momento.
Ah, certo. Talvez já tivessem se passado várias horas desde que ele acordou. Essa percepção também só lhe ocorreu agora.
Depois de desmaiar em transe e acordar em um horário desconhecido, a primeira coisa que Yuri notou foi a luz pálida do amanhecer entrando pela grande janela de vidro da sala de estar. Normalmente, aquela seria a hora em que ele iria nadar, então seu corpo, por hábito, acordou sozinho.
E a próxima coisa que ele percebeu foi Ling Xinlu, deitado meio esparramado sobre ele, numa postura como a de um sapo virado.
— Acordado agora? …Você está lúcido desta vez? …Ainda não está totalmente consciente?
↫。🫧 Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki