Capítulo 02.2
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𓇼 ⋆.˚ 𓆉 Capítulo 2: O Início em Seringe 𓆡⋆.˚𓇼
Pt. 02
/Flashback/
É uma ilha famosa por suas belas vistas do mar.
Não apenas oferece paisagens deslumbrantes do mar a partir do continente, mas o ecossistema marinho também é incrivelmente rico e diversificado. É somente quando você mergulha que consegue apreciar totalmente suas maravilhas. Os visitantes que vêm aqui costumam exclamar: “Este é o mar mais bonito que já vi.”
No entanto, esta ilha não é amplamente conhecida. O primeiro motivo é que as ilhas ao redor, grandes e pequenas, são todas propriedades privadas. O segundo motivo é que, mesmo que as pessoas saibam de sua existência, é difícil chegar lá porque há pouquíssimas rotas marítimas para a ilha. E o terceiro motivo é que as fortes correntes marítimas na área tornam o local perigoso para aqueles que não estão acostumados a nadar em tais águas.
No entanto, Yuri Gable atendia a todas as condições para pisar nessa ilha.
Ling Tangyun, amigo de Yuri – ou, mais precisamente, um membro de seu clã – possui uma das ilhas daqui e permitiu que Yuri viesse. Ling Tangyun havia chegado à ilha mais cedo; ele disse que estaria descansando aqui com sua esposa e filhos, e aqueles próximos à sua família, como Yuri, eram bem-vindos para se juntar a eles. Ele havia enviado um barco para pegar Yuri e trazê-lo para a ilha. Portanto, a viagem até a ilha não foi difícil. Quanto às fortes correntes tornarem necessário ser um nadador experiente para nadar no mar, isso já não era mais uma preocupação.
Este lugar estava vazio, exceto por alguns caseiros contratados pela família Ling que moravam lá. Ao chegar, a beleza do mar superou qualquer expectativa que Yuri já tivesse alimentado. Era tão impressionante que ele desejou poder ficar debaixo d’água para sempre.
— Você não pode entrar!
Enquanto Yuri secava o cabelo com uma toalha após o mergulho, Fei — filho de Ling Tangyun — inflou as bochechas e gritou.
— Por que não?! Eu sou um ótimo nadador!
— As correntes estão muito fortes. — disse Yuri.
— As correntes…?!
O menino franziu a testa, aparentando não entender o que ele queria dizer. Yuri tentou explicar novamente para que o garoto compreendesse a situação.
— As correntes fortes tornam tudo muito perigoso.
— Não tem onda nenhuma aqui. — o garoto rebateu irritado, apontando para o mar sutilmente ondulado do lado de fora.
— Existem ondas que você só consegue ver debaixo d’água, não na superfície.
— …Tsc. Mas eu quero nadar. — resmungou o menino.
Yuri jogou a toalha sobre os ombros da criança, que continuava resmungando, mas se recusava a desistir.
— Sua pele já está ficando vermelha. Você vai pegar um resfriado se continuar correndo por aí no sol. Está vendo aquela pedra preta lá fora? Você não tem permissão para ir além dela, entendeu?
O garoto gritou “Sim!” e saltou imediatamente na água.
Yuri observou a criança brincando perto da praia antes de se virar. Fei era travesso o suficiente para ser difícil de lidar às vezes, mas não era do tipo teimoso que ignorava os alertas dos adultos.
— Ah, até que enfim o tritão resolveu vir para a terra firme. Já estava pensando se devia chamar alguém para te ajudar — você ficou debaixo d’água por tanto tempo. – disse Ling Tangyun com um sorriso, sentado sob o guarda-sol na areia branca. Ele estendeu uma garrafa de cerveja para Yuri.
Yuri balançou a cabeça e pegou um pouco de água, tomando um gole para aliviar a garganta.
— As correntes estão fortes mesmo? É perigoso? – perguntou Ling Tangyun.
— Perto da margem é tranquilo. Mas se você avançar alguns metros, precisa tomar cuidado. Nesse nível, ainda é controlável.
Yuri olhou para Fei, que espalhava água com a irmã mais nova, e depois se sentou na cadeira.
— Que pena. Então quer dizer que eu também não posso ir mais fundo?
— Não tem problema se você tiver o equipamento de mergulho adequado e alguém para te dar suporte. Mas não parece que você trouxe equipamento, trouxe?
— Não. – disse Ling Tangyun, balançando a cabeça com um olhar de desgosto.
— Uma pena. Eu estava ansioso para ver as belezas subaquáticas. Mas por que as correntes estão tão fortes? – perguntou Ling Tangyun.
— São justamente as correntes fortes que criam essa beleza. Elas atraem muitas criaturas em busca de alimento.
Yuri colocou na mesa o copo de água que tinha virado em poucos goles e se reclinou na cadeira.
Olhando para o relógio, Yuri percebeu que havia passado muito tempo nadando e mergulhando, completamente hipnotizado pela paisagem subaquática. Sentia-se inesperadamente sonolento, mais do que o habitual. Devia ser o esforço para se manter firme contra as correntes fortes.
Ao estreitar os olhos, Yuri notou uma pequena figura saltando na água sem hesitar. Ele observou com satisfação o garoto afastar-se a nado, mostrando excelente técnica e uma velocidade impressionante.
— Hum… Espera, é seguro ele nadar assim? – o tom de Ling Tangyun ficou mais sério.
Yuri respondeu: — Está tudo bem. – enquanto servia mais água no copo.
— Sinceramente, ir um pouco mais longe não tem problema, desde que ele fique na superfície. Mas se por acaso der uma cãibra, pode ser complicado. Vou ficar de olho nele.
De qualquer forma, Yuri não tinha intenção de sair dali, a menos que surgisse algo urgente. Ele não queria perder um único segundo com o oceano. Havia chegado apenas à tarde, mas na manhã seguinte já teria que ir embora. Era uma viagem rápida no meio de seus compromissos de trabalho.
Ling Tangyun estalou a língua, como se dissesse que o tempo de viagem não valerá a pena, mas Yuri balançou a cabeça. Mesmo que fosse apenas por meio dia, não queria perder a chance de visitar um lugar tão deslumbrante.
— Aquele é o seu irmão mais novo?
Yuri avistou o garotinho de quem tinha ouvido falar antes. Ele estava a uma certa distância, então não dava para ver os detalhes com clareza, mas Yuri sabia que o garoto deveria ser dois anos mais velho que Fei. No entanto, parecia muito mais novo, quase como se houvesse uma diferença de quatro anos entre eles. O garoto tinha um porte franzino e delicado.
— Hum…
Como de costume, ao falar do irmão mais novo, Ling Tangyun franziu levemente as sobrancelhas. Aquele homem, que se aproximava dos quarenta anos, era o irmão mais velho daquele garoto de aparência tão delicada.
— Por que você trouxe seu irmão mais novo? – perguntou Yuri, surpreso, sabendo que Ling Tangyun não era particularmente próximo a ele.
— Ah. Originalmente, meu pai planejava levá-lo para Hong Kong. Mas, há poucos dias, o garoto disse, do nada, que queria visitar a ilha no Pacífico Sul, já que nunca tinha vindo aqui. O que eu podia fazer? Não tive escolha a não ser trazê-lo. Parece que ele já tinha planejado pedir para vir desde o começo.
— Graças a ele, acabei virando o alvo da irritação do meu pai sem motivo nenhum. – disse Ling Tangyun, dando um gole amargo na cerveja com uma expressão azeda.
— Talvez seja por causa da grande diferença de idade. O garoto provavelmente vê você como uma figura paterna.
— Ei, não fala uma coisa dessas. – Ling Tangyun resmungou de repente, segurando a cabeça. Yuri olhou para ele.
— Teve uma vez que ele disse ao meu pai que eu parecia o pai dele. Depois disso, meu pai me deu o olhar mais desagradável do mundo. Você não tem ideia de quanto desdém ele demonstrou por mim!
Por um momento, Yuri sentiu uma ponta de empatia por Ling Huolong. Deve ter sido enfurecedor ouvir o próprio filho dizer que outra pessoa lembrava seu pai. Mas, claramente, Ling Tangyun também não estava nem um pouco feliz com a situação. Yuri deu de ombros.
— Ah… No fim das contas, são só crianças.
A maioria dos pais das outras crianças era relativamente jovem, como Ling Tangyun. Então, fazia sentido o garoto preferir seguir um irmão mais velho que parecia um pai do que alguém que mais se assemelhava a um avô. Não é o típico comportamento de crianças dessa idade? Discutir sobre qual mãe é mais bonita ou qual pai é mais legal.
— Certo… – suspirou Ling Tangyun, sem concordar com a perspectiva de Yuri, mas sem se dar ao trabalho de argumentar. Com uma expressão complicada, ele observou o irmão mais novo nadando ao longe e balançou a cabeça.
— De qualquer forma, se aquele garoto se machucar, meu pai vai ficar furioso.
Yuri olhou para Ling Tangyun e voltou a encarar o mar.
Ah, era realmente um lugar de uma beleza de tirar o fôlego.
A água era cristalina, como uma joia transparente. O céu se estendia infinitamente num azul brilhante, pontilhado por nuvens puramente brancas.
Um lampejo de arrependimento surgiu em seu peito ao pensar que teria que ir embora em breve.
Se pudesse, largaria o trabalho e ficaria ali para sempre. Além do mais, Kyle havia desaparecido de repente — provavelmente no meio de algum festival literário por aí — e James já estava rangendo os dentes de frustração, com a voz carregada de raiva. Se Yuri se tornasse mais um fardo, James acabaria doente.
Não havia escolha a não ser esperar pela próxima oportunidade.
Yuri fixou o olhar na extensão infinita do mar, tentando conversar o máximo possível para afastar a sonolência que começava a tomar conta dele.
Yuri não sabia quanto tempo havia se passado. Ele prometeu a si mesmo, em silêncio, que se lembraria de cada pedaço daquela beleza que presenciava, encarando fixamente a vastidão da água.
O tempo parecia escorrer sem que ele percebesse. Embora não estivesse dormindo, era como se o tempo tivesse passado em um transe, sem sentido. Seu corpo estava ali, mas sua mente parecia submersa.
Houve um som. Um leve borrifo de água.
— …
Yuri olhou na direção do garoto. Ele brincava alegremente na água, mergulhando de vez em quando. Sob a água cristalina, a paisagem era magnífica — tanto que era possível ver o fundo do mar apenas flutuando na superfície. O menino, com sua resistência ainda em desenvolvimento, puxava o ar profundamente enquanto continuava a brincar.
Então, ele parou de repente, com a atenção fixa em algo debaixo d’água. Encarou o ponto com firmeza por um momento e respirou fundo. Com um impulso, mergulhou de volta.
— …
Yuri franziu levemente a testa. Ao seu lado, Ling Tangyun riu despretensiosamente e disse: — Parece que estão se divertindo, né? As crianças não parecem querer sair da água de jeito nenhum. – Ele acenou de volta para o filho, que acenava do mar.
— O que foi?
Ling Tangyun olhou intrigado para Yuri enquanto este se erguia na cadeira.
— O seu irmão mais novo…
— Ahn? Ah, ele só está mergulhando e voltando. Ele costuma ser animado, mas é raro vê-lo tão empolgado assim. Deve ser por causa do oceano.
De longe, a voz de Fei ecoou entusiasmada: — Nossa, uma tartaruga! É enorme! – Ele a irmã mais nova gritaram de empolgação.
— Pai, ela tá nadando bem debaixo dos nossos pés!
Fei gritou, com a voz cheia de surpresa e delícia. Ling Tangyun respondeu: — Nossa, que incrível! – Mas de repente se sentiu confuso quando Yuri se levantou abruptamente.
— O que houve? A tartaruga é perigosa?
— Não, não tem perigo desde que não toque nela. Mesmo se você se aproximar, ela só vai embora.
Apesar da resposta, o rosto de Yuri permaneceu sério, e ele apressou os passos em direção ao mar.
Assim que começou a andar, Yuri viu que Fei estava tão empolgado quanto o garoto de antes, correndo para pular na água. Ele queria tocar na tartaruga. A menininha também gritou curiosa: — Irmão, eu também, eu também! – e tentou mergulhar algumas vezes antes de cair no choro após engolir água salgada.
— Xiaoxun, volte aqui.
Yuri chamou e saltou no mar.
Ele rapidamente alcançou Xiaoxun, que chorava agarrada firmemente à boia. Secando suavemente as lágrimas dela, disse: — Segure na boia. – e olhou para baixo.
Assim como Fei dissera, uma grande tartaruga nadava abaixo deles. Era incomumente grande para uma avistada perto da ilha, com cerca de 60 a 70 cm de comprimento. Fei nadava na direção dela.
A razão pela qual o outro garoto tinha entrado na água provavelmente fora porque vira a tartaruga… mas…
Yuri mergulhou.
A água era tão transparente que dava a sensação de que a tartaruga estava perto o suficiente para ser tocada, mas, na realidade, ainda estava a vários metros de profundidade. Quando Fei mergulhou, puxou o ar várias vezes. Mas ao atingir certa profundidade, o garoto — que nadava bem — perdeu repentinamente o equilíbrio. Seu corpo cambaleou e inclinou como se tivesse colidido com algo.
Com certeza.
Naquela profundidade, a correnteza o atingira. Era forte o suficiente para ser um desafio até para um adulto experiente, quanto mais para uma criança. Fei entrou em pânico quando seu corpo parou de responder como ele queria e o ar dos seus pulmões se esgotou. Ele começou a se debater na água.
— …
Yuri mergulhou rapidamente em direção a Fei, que se agarrou a ele em desespero. Tomado pelo pânico, o menino não conseguia pensar com clareza — apenas agarrou-se aos ombros, braços e cintura de Yuri, ignorando os sinais que este tentava dar.
Embora fosse apenas uma criança, quando aterrorizada e usando toda a sua força, era difícil para um adulto resistir. Se Fei tivesse ido mais fundo, a correnteza seria ainda mais forte, e Yuri talvez não tivesse conseguido alcançá-lo a tempo.
Ainda estava tudo sob controle. Ele daria conta.
Yuri lutava para nadar para cima, quase sem conseguir mover a parte superior do corpo, já que Fei o abraçava com força. Sentiu um alívio silencioso por o menino não ter mergulhado tão fundo, e logo emergiram.
— Você está bem, Fei. Calma, já passou.
Yuri nadou lentamente até Xiaoxun, que o encarava com olhos arregalados de medo. Ele acomodou Fei com cuidado na boia dela. O garoto estava assustado e ainda o segurava firme, mas aos poucos recuperou a calma e segurou no suporte.
Yuri empurrou suavemente a boia na direção de Ling Tangyun, que nadava até eles com uma expressão de pânico. Em seguida, olhou ao redor, mas não viu sinal do outro menino por perto.
Deixando Ling Tangyun encarregado de acalmar as crianças, Yuri mergulhou de volta no mar e nadou na direção em que o garoto tinha ido mais cedo.
Conforme avançava naquela direção, percebeu que a correnteza ficava cada vez mais forte. Se continuasse assim, o garoto seria arrastado. Yuri estalou a língua. Sentiu-se aliviado por não estar sendo levado pela força da água. Finalmente, pouco tempo depois, encontrou o menino.
A criança estava mal consciente, agarrando-se desesperadamente a algo que lembrava corais ou pedras submersas. Pequenos cortes e escoriações cobriam suas mãos, pernas e corpo. Ele parecia completamente exausto, sem nenhuma bolha de ar saindo de sua boca. Enquanto Yuri nadava pressuroso na direção dele, sentiu um leve sobressalto de surpresa.
Se o garoto estivesse debaixo d’água durante todo aquele tempo, já deveria ter desmaiado. No entanto, ainda lutava para segurar os últimos vestígios de consciência, seus olhos turvos piscando fracamente, revelando pupilas profundas e negras.
Era a primeira vez que Yuri via o garoto chamado Ling Xinlu, e a primeira vez que o observava de tão perto.
Por alguns segundos, como se esquecesse a urgência da situação, Yuri congelou e encarou a cena fixamente.
O menino agarrava-se com força a um enorme recife de coral, lutando contra a correnteza para não ser arrastado.
Seus cabelos pretos como o azeviche* flutuavam graciosamente na água, e sua pele pálida e luminosa parecia brilhar nas profundezas. Seu rosto delicado de boneco era tão marcante que parecia pertencer a outro mundo — um espírito das águas ou uma divindade aclamada em contos antigos.
Ele era como uma flor desabrochando sob a superfície.
Radiante e arrebatador.
Foi a primeira vez que Yuri se viu cativado por algo — ainda que por um instante — mais do que pela própria água.
Enquanto permanecia paralisado em pensamentos, notou os olhos do garoto se entreabrirem. Voltando à realidade, Yuri nadou rapidamente até ele.
Quando o garoto percebeu que alguém viera salvá-lo, começou a agitar os braços descontroladamente. O terror da morte havia dominado o pouco de consciência que lhe restava. Embora ainda levemente lúcido, toda a força restante estava focada em se agarrar a Yuri. Apenas o instinto de sobrevivência permanecia.
Yuri hesitou, recuando um pouco. Ainda não.
Aquela situação era diferente da de Fei.
Mesmo sendo apenas uma criança, a força que o garoto exercia em seu abraço desesperado era aterradora naquelas circunstâncias. Yuri já estava exausto de combater a correnteza violenta e sentia seu corpo enfraquecer. Para piorar, a corrente ali era mais forte do que antes, tornando ainda mais difícil manter o controle dos movimentos. Se o menino usasse toda a força restante para agarrá-lo, ambos poderiam se dar muito mal. E sem uma corda ou barra para prender a criança, Yuri não tinha um meio seguro de puxá-lo para fora.
Naquela situação, a melhor opção era esperar o garoto perder a consciência. Para Yuri, que também começava a ficar sem fôlego, aquele momento não parecia distante.
“Você vai ficar bem. Pode ser um pouco assustador, mas não se preocupe. Eu te encontrei. Feche os olhos por um momento e, quando abri-los, estará em um lugar seguro.”
Yuri olhou para a criança de perto. Seu olhar transmitia as palavras, embora duvidasse que o garoto pudesse entender. Ver o menino se debater e tentar nadar em sua direção fazia o coração de Yuri doer, mas ele não podia se dar ao luxo de estender a mão levianamente. Ele se reassegurou em silêncio.
“Vai dar tudo certo — eu vou te salvar.”
O garoto era impressionantemente belo, a ponto de Yuri achar impossível desviar o olhar.
Como uma flor desabrochando sob o oceano — um desabrochar tão radiante e delicado como esse, onde mais alguém poderia encontrar algo assim?
Yuri esperou pacientemente, observando a criança lutar para se manter consciente. Enquanto isso, ele próprio começava a sentir a respiração cada vez mais pesada.
Não demorou muito para que o olhar do garoto mudasse, agora tomado por raiva. Era uma fúria feroz e aterrorizante que fez Yuri estremecer — uma raiva direcionada àquele que o assistia à beira da morte.
O garoto encarou Yuri com fixidez. Seus olhos transbordavam fúria, ressentimento e dor, antes de finalmente apagar. Suas mãos soltaram os corais e seu corpo começou a flutuar ao léu, levado pela correnteza.
Apenas quando Yuri se aproximou e confirmou que o menino havia realmente desmaiado, ele estendeu a mão e puxou aquela delicada e bela flor para a superfície.
“Que espetáculo…”
Realmente, era hipnotizante. Durante todo aquele momento, Yuri não conseguiu parar de se maravilhar com a cena.
/Fim do Flashback/
↫。🫧 Fim do capítulo 2.
⌀ ⌀ ⌀ NOTA: Azeviche é um tipo de carvão fóssil muito duro e de cor negra e brilhante, que pode ser polido para fazer joias e enfeites. ⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki