⋅⋆ Capítulo 11.6
Capítulo 11 – Parte 6
Ki Giyeonghan roçou os lábios no queixo de Yoon Yejun, como alguém que acabava de despertar para o sexo, e perguntou:
— …Posso fazer mais?
Mas o corpo de Yoon Yejun estava lânguido por ter ejaculado duas vezes seguidas sem descanso. Em parte porque fazia tempo, mas principalmente porque tinha saído e voltado. Além disso, estava mais sensível que o normal e se cansou rápido porque estava com Ki Giyeonghan, que tinha ficado com os nervos à flor da pele com ele o dia inteiro.
Por enquanto, na próxima vez. De qualquer forma, iam fazer de novo da próxima vez. Ele afastou o ombro de Ki Giyeonghan, que pedia daquele jeito tão digno de pena, e o fez parar.
— Hoo… vamos fazer na próxima. Vai se lavar primeiro.
— Mais…
— Depois, vamos fazer depois…
Ki Giyeonghan se acalmou um pouco depois que ele disse isso. Mas ainda não parecia ter a menor intenção de sair de cima dele. Esfregava a glande na coxa dele e a deslizava para a parte interna da virilha, como se fingisse escorregar. Yoon Yejun acabou franzindo a testa diante do sex appeal dele, lançando um olhar sedutor com uma cara indiferente.
Eu sabia, ele com certeza tem experiência com homens….
Yoon Yejun empurrou o corpo de Ki Giyeonghan e ergueu o tronco.
— Vai se lavar logo. Você disse que ia me obedecer.
Quando retrucou com severidade, Ki Giyeonghan o fuzilou com os olhos cheios de força. Yoon Yejun, que não precisava mais se preocupar em ler a expressão dele, encarou o olhar feroz sem dizer uma palavra.
— ……
— ……
Ki Giyeonghan, que afiava o olhar, logo virou a cabeça. Então se levantou do sofá e foi para o banheiro.
Yoon Yejun finalmente conseguiu se sentar direito no sofá quando o peso que esmagava seu corpo desapareceu. Recostou-se no encosto e olhou para a sala escura. Era uma noite muito escura. Claro, havia luz entrando do outro lado da varanda. Fechou os olhos, ouvindo o som da água caindo do outro lado da porta do banheiro.
Estou cansado demais para ir para casa; será que tomo banho e durmo aqui depois que o Ki Giyeonghan sair? Acho que ele não vai brigar comigo de manhã.
Yoon Yejun olhou para a parte de baixo do próprio corpo, toda coberta pelos fluidos misturados dele e de Ki Giyeonghan, e suspirou.
— Haa…
Uma vez é um erro, um acidente. Da segunda vez em diante, não era mais. Além disso, durante o MT ele estava bem bêbado, mas hoje só Ki Giyeonghan estava bêbado, e ele estava completamente sóbrio.
— …Eu também não sei.
Mas o que podia fazer? Afastando a autorrepulsa que crescia, Yoon Yejun decidiu pensar positivo por enquanto. Não era uma situação em que os dois saíam ganhando? Ki Giyeonghan estava dócil e o obedecia direitinho, e ele mesmo estava solteiro havia um bom tempo.
Além disso, Ki Giyeonghan era bom naquilo. Sim. Melhor não pensar demais nem se preocupar tanto. Não é como se isso fosse virar algo mais. Mas ele era mais bruto do que esperava; o que faria a respeito disso? Hoje mal conseguiu pará-lo, mas, se sem perceber ele fizesse… sentia que não sobraria nem os ossos para juntar. Era normal agir assim com só dois anos de diferença?
Yoon Yejun inclinou a cabeça e encarou a porta bem fechada do banheiro. Tinha certeza de que Ki Giyeonghan estava se masturbando lá dentro. Dava para ouvir uma respiração fraca, e o som da água era estranho. Chuá, chape… o som da água espirrando era estranhamente audível.
Devia dizer a ele para se aliviar assim algumas vezes no futuro. Se continuasse sendo pressionado daquele jeito, o corpo ficaria cansado demais. Mesmo agora, o corpo inteiro estava rígido, e ele não sabia o que aconteceria daqui para a frente.
Yoon Yejun, que encarava a porta com bastante seriedade, logo inclinou a cabeça para trás. Quando fechou os olhos, só o som da água chegava aos ouvidos.
— …Quero tomar banho e dormir logo.
Não se importava com mais nada; só queria que Ki Giyeonghan saísse logo.
── ⋆⋅𖤓⋅⋆ ──
Ki Giyeonghan acordou às 8 da manhã, como sempre, mesmo tendo bebido na noite anterior. Por sorte, não estava de ressaca. Bem, nem tinha bebido tanto. Piscou em silêncio, encarando o teto, e de repente se sentou. Estava sozinho na cama, onde caberiam duas pessoas com conforto. Não havia nem vestígio de outra pessoa.
Claro, Yoon Yejun devia ter ido embora. Assim que pensou nisso, o rosto dele se franziu na hora. Não esperava que dormissem na mesma cama, mas como ele podia simplesmente ir embora sozinho, sem nenhuma consideração? Irritado e com sede, saiu da cama e foi para fora do quarto.
— ……
— Ah, bom dia.
Yoon Yejun, que ele achava que tinha ido embora, estava de pé na cozinha. Mexia algo numa panelinha com uma concha. Ki Giyeonghan, sem entender bem a situação, encarou sem expressão a pessoa no canto da cozinha. Era sonho ou realidade? Não conseguia entender e só ficou olhando Yoon Yejun em silêncio.
Yoon Yejun sorriu com gentileza.
— Dormi aqui ontem à noite. Estava difícil ir para casa.
Falou com uma voz indiferente e apontou para a sala com o queixo.
— Dormi no sofá. Achei que você não ia gostar de dividir a cama.
Ao ouvir aquilo, Ki Giyeonghan se virou devagar. Um cobertor extra que ele tinha trazido de casa por precaução estava bem dobrado sobre o sofá.
Não faria muita diferença se ele tivesse dormido na cama…
Ki Giyeonghan pensou isso por um breve momento, mas não conseguiu dizer em voz alta. Não ia soar como se estivesse pedindo para dormirem juntos? Só resmungou consigo mesmo.
E Yoon Yejun, que não fazia ideia do que Ki Giyeonghan estava pensando, abaixou o fogo.
— Quer se lavar e comer junto?
A voz dele era bem afetuosa ao sugerir que comessem juntos, o que deixou Ki Giyeonghan emburrado. Quem disse que ele podia comer na casa dos outros como bem entendesse? As palavras quase chegaram à garganta, mas ele não conseguiu dizê-las e só inclinou a cabeça.
— O quê…
— ……
— Pode ser.
Depois de dizer isso, Ki Giyeonghan se virou depressa e entrou no banheiro. Lavou-se mais rápido que o normal e, quando saiu, Yoon Yejun já tinha posto a mesa.
Tinha passado os acompanhamentos que os pais dele haviam embalado para tigelas separadas, e a sopa de broto de feijão fumegante estava servida em tigelas de sopa. Era uma mesa posta com bastante capricho. Mas Ki Giyeonghan franziu a testa.
Yoon Yejun estava comendo sozinho, sem esperar por ele. Normalmente, quando se está junto, um espera o outro, não é? Mas se conteve para não questioná-lo sobre isso, porque pareceria patético demais.
— Come.
Yoon Yejun pôs kimchi na boca. Ki Giyeonghan se sentou de frente para Yoon Yejun com uma expressão sem jeito.
— Aliás, se eu tivesse deixado os brotos de feijão na geladeira mais um pouco, iam estragar. Ainda bem que deu pelo menos para fazer uma sopa. Por que você comprou broto de feijão? Não parecia que você comia.
Não tinha sido ele que comprou. De vez em quando a família dele vinha e enchia a geladeira. Mesmo dizendo que não precisava porque dava trabalho, não falava muito porque sabia que vinham para ver o rosto dele.
Yoon Yejun não parecia querer ouvir essas circunstâncias. Não parecia curioso e só comia o arroz com a sopa, como se só tivesse a intenção de dar bronca. Por que perguntar se nem está curioso? Ki Giyeonghan resmungou consigo mesmo, contraindo os lábios.
— Você vai pro seu bico…
Antes que ele terminasse de falar, Yoon Yejun, que comia o arroz com a sopa, ergueu a cabeça.
— A gente não combinou de você não falar assim?
Ki Giyeonghan mexeu a sopa, fingindo não ouvir a pergunta, feita com a testa franzida.
— Não, estou perguntando se você vai pro seu bico hoje.
O motivo de não conseguir discutir como sempre era que se lembrava da promessa que tinha feito a Yoon Yejun na noite anterior, e Ki Giyeonghan pretendia cumprir essa promessa. Claro, não conseguia impedir as palavras que escapavam da boca, como agora.
— ……
Yoon Yejun encarou em silêncio Ki Giyeonghan, que estranhamente se esquivava do assunto, e balançou a cabeça. Deixa pra lá. Ficaria satisfeito com só isso. Como um vira-lata ia virar um cão bem adestrado da noite para o dia? Se fosse assim, Ki Giyeonghan já teria conseguido falar sem provocar os sentimentos das pessoas havia muito tempo.
Em vez de discutir, Yoon Yejun mudou o rumo da conversa.
— Vou embora logo depois de comer. Tenho aula particular à tarde.
— Ah.
— Come rápido. Vou embora depois de ver você comer.
Ki Giyeonghan ouviu as palavras dele e pegou a colher devagar. Então comeu o arroz muito devagar, mais devagar que o normal. Mastigava cada grão de arroz 50 vezes e mastigava até a sopa. No fim, Yoon Yejun, sem aguentar a frustração, perguntou:
— Você está contando os grãos de arroz enquanto come?
── ⋆⋅𖤓⋅⋆ ──
O som do teclado estava mais animado que o normal.
Ki Giyeonghan tinha muito o que escrever no relatório. Enquanto escrevia, Ki Giyeonghan conferia uma a uma as fotos que tinha passado para o notebook. Fotos que Yoon Yejun tinha tirado dele, o infográfico de rota que tinha criado para a apresentação, a localização exata de onde as forsítias estavam em plena floração etc. Enquanto conferia as fotos para incluir no relatório, percebeu que Yoon Yejun não tinha mandado as fotos que tiraram juntos.
Devia ter mandado isso antes, por que me fazer entrar em contato primeiro?
Ao contrário dos pensamentos resmungões, ele moveu as mãos rapidamente e pegou o celular. Então procurou nas conversas recentes e encontrou Yoon Yejun, algumas conversas abaixo.
Me manda as fotos que a gente tirou junto. Enquanto digitava a mensagem, os olhos dele foram atraídos para a foto de perfil do mensageiro de Yoon Yejun.
— ……
A foto de perfil de Yoon Yejun ainda era de flores de cerejeira. Ele tinha visto claramente que Yoon Yejun tirou fotos só das forsítias, mas o outro ainda mantinha de foto de perfil as cerejeiras daquele MT idiota. Sério, as pessoas só conhecem flor de cerejeira quando o assunto é primavera. Ki Giyeonghan, sem conseguir esconder os lábios tortos, pôs força no polegar e apertou o teclado.
Por que não forsítias? Não ignora as forsítias. Eu até te levei lá…
Havia muitas coisas sobre as quais queria discutir. Não sabia por quê, mas estava ficando com raiva. Se a foto de perfil de Yoon Yejun fosse de forsítias, ele teria perguntado por que ele trocava de foto de perfil com tanta frequência. Era assim que eram os sentimentos confusos? De repente teve vontade de arrumar briga.
Sem tentar encontrar um motivo para aqueles sentimentos desconhecidos, Ki Giyeonghan apertou a tela com força com as pontas dos dedos.
Por que você não usa forsítia de foto de perfil? Não ignora as forsítias. Eu até te levei lá, e você continua com cerejeira. Não estou dizendo que você é obrigado, mas por que não usa, já que tirou tantas fotos?
Estava prestes a mandar uma mensagem claramente cheia de provocação.
Clique. Clique. Chegaram mensagens em intervalos regulares. Ki Giyeonghan, que estava prestes a apertar o botão “Enviar”, congelou.
Tinha recebido uma mensagem de Yoon Yejun.
[Yoon Yejun]
[Esqueci de mandar as fotos, vou mandar agora. ^^]
[13:18]
Yoon Yejun mandou imediatamente, uma atrás da outra, três ou quatro fotos que tinha tirado com ele. Ki Giyeonghan encarou de olhos arregalados as fotos que iam aparecendo. Para ser exato, o número 1 ao lado das mensagens. O 1 sumia assim que Yoon Yejun mandava as fotos. Ele normalmente não era obcecado por mandar e receber mensagens, mas, por algum motivo, sentiu-se fraco. Ia parecer que estava esperando a mensagem de Yoon Yejun.
Parecia patético, mas devia dizer que ia entrar em contato por causa das fotos de qualquer forma? Que estava prestes a mandar a mensagem agora mesmo. Que o outro tinha mandado as fotos primeiro enquanto ele mandava a mensagem, que não estava esperando.
A boca ficou seca sem motivo. Ki Giyeonghan pegou o copo da escrivaninha e o levou à boca. A água gelada umedeceu a boca, mas a sede não passou. Mas o que era ainda mais irritante era que Yoon Yejun não parecia se importar, ao contrário de Ki Giyeonghan, que fervia por dentro. Outra mensagem foi acrescentada logo em seguida.
[Yoon Yejun]
[Tirei essa à parte e ficou bonita, então vou te mandar também. Não é nada demais, mas não seria legal colocar no relatório pra dar um clima de primavera?]
[13:21]
Ki Giyeonghan engoliu em seco. O que Yoon Yejun tinha mandado era uma foto em close de forsítias, que preenchia a tela. Ki Giyeonghan fuzilou a tela com os olhos como se estivesse disputando um jogo de encarar com o celular. Então, em algum momento, a força do olhar desapareceu. Ki Giyeonghan, que apertava os lábios com força, soltou uma longa respiração, tendo esquecido de respirar. Mal conseguiu soltar a voz.
— …Ele é louco.
Para ser exato, o olhar de Ki Giyeonghan não estava direcionado à mensagem, mas à foto de perfil de Yoon Yejun. A foto de perfil, que o tinha deixado furioso por continuar sendo de cerejeiras, tinha sido trocada por forsítias. A mesma foto que tinha mandado para ele, amarelo vivo com pequenas folhas, com uma cor muito mais rica e bonita que a das cerejeiras. Assim como ele disse, cheia de clima de primavera.
Ki Giyeonghan, que ficou segurando o celular sem expressão por um tempo, mal conseguiu mandar uma resposta.
[Eu]
[Ok.]
[13:25]
E também mudou imediatamente a foto de perfil do mensageiro para as forsítias que Yoon Yejun tinha mandado. Era a primeira foto de perfil que ele colocava desde que comprou o celular.
Continua no Volume 2.
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna