❖ Mind the language, 3
❖ Mind the language, 3
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Alex abriu os olhos por volta da uma da tarde. Nathan, que acordou primeiro, já tinha tirado os lençóis do quarto e arrumado o colchão molhado. Ele deu vários beijos de presente em Alex, que saiu do quarto cambaleando. Depois disso, tomaram banho juntos. Nathan dissolveu uma bomba de banho com folhas de chá na banheira e eles se lavaram brincando levemente com a água com as mãos. Como punição por ter deixado cair água nos olhos de Nathan, Alex sofreu outra “penalidade” severa na banheira.
Vestindo camiseta e calças de algodão, os dois prepararam um almoço tardio. Através da grande janela de vidro da sala, a luz do sol entrava em quadrados brilhantes, e o ar dentro de casa estava agradavelmente fresco. A sensação da roupa tocando a pele bem seca e o ar fresco o deixavam de bom humor. Estava perfeito demais.
O almoço foi pizza. Enquanto Alex preparava a massa e a abria em círculos, Nathan colhia e lavava o manjericão que eles cultivavam juntos. Alex pressionou o centro da massa para abri-la em um círculo, deixando as bordas gordinhas. Ele misturou purê de tomate, cebola em pó, alho em pó, açúcar, pimenta e orégano para fazer o molho e o espalhou na massa. Nathan, ao lado, provou o molho com o dedo.
— Está gostoso.
— Que bom.
O som de risadas leves misturava-se ao som dos pássaros do lado de fora da janela da cozinha. Através da janela que deixaram aberta apenas enquanto cozinhavam, ouvia-se o som das conversas de famílias que passavam pela calçada. Ele espalhou uniformemente o queijo muçarela ralado sobre o molho. Finalmente, era hora de colocar a cobertura.
— O que vamos colocar?
— Canadian.
Nathan tinha gostos definidos. Ele gostava de cogumelos e vegetais e, se fosse colocar carne, eram pedaços de bacon picados e pepperoni.
— Bacon, cogumelos e pepperoni, era isso?
— Sim. E você?
— Eu vou querer Hawaiian.
A expressão de Nathan ficou estranha. Pensando bem, Nathan provavelmente nunca tinha visto que tipo de pizza ele comia. Ele não era de comer muito e, geralmente, quando comiam pizza fora, Alex seguia o estilo de Nathan.
— Não sabia que você gostava de abacaxi quente.
— É docinho, eu gosto.
Era exatamente isso. A única pizza que tinha um sabor adocicado era a que levava abacaxi.
— Eu não sabia disso.
Nathan franziu um olho e mordeu de leve o nariz de Alex. “Ah!”, Alex exclamou soltando uma risada.
— Seu gosto é estranho.
Como imaginado, Nathan parecia ser uma das muitas pessoas que detestavam abacaxi na pizza. Alex rebateu firmemente:
— Abacaxi é muito gostoso.
Alex já estava treinado para as inúmeras reações que recebia toda vez que dizia que gostava de Hawaiian. Quando ele afirmou com convicção que abacaxi era gostoso, Nathan soltou um riso sarcástico.
— Quem é gostoso é você.
— …Vamos colocar logo a cobertura.
O rosto dele ficou vermelho instantaneamente com a frase difícil de lidar que surgiu da mudança repentina de assunto. Felizmente, o forno pré-aquecido apitou no momento certo. Nathan, que impediu Alex de esticar o braço em direção ao armário superior, pegou a lata de abacaxi para ele. Seus dedos se tocaram.
— Não é brincadeira. É verdade.
— C-como uma pessoa pode ser gostosa?
— Você é.
Nathan o beijou, prendendo sua mão entre os dedos. “Estranho. Tenho certeza de que ele não era tão habilidoso no começo…” Quando percebeu, Nathan já tinha se tornado alguém que dizia coisas sensuais assim com naturalidade.
Mas se perguntarem se ele não gostava, a resposta era: de jeito nenhum. Quando ele dizia coisas assim com aquele rosto relaxado e aquela voz agradável de ouvir, Alex sentia seu coração bater tão forte que parecia que ia explodir de emoção. Ele apenas sentia vergonha por perceber o quanto era inexperiente em comparação a Nathan. Ele sentia que deveria dizer coisas legais assim também. Como sua genética original era completamente diferente da de Nathan, parecia que seria impossível para sempre. Bem, Nathan já tinha tido muitas namoradas. Ele teve várias desde pequeno.
Então, ele lembrou-se do pesadelo com Jessica Bundy e da mulher de ontem à noite. Alex balançou a cabeça para afastar os pensamentos inúteis que insistiam em aparecer e segurou a mão de Nathan. Ele sorriu em silêncio e abriu a lata de abacaxi.
A pizza finalizada com manjericão foi assada lentamente e ficou pronta em quinze minutos. Era diferente do forno do seu antigo apartamento, que vivia quebrando. A cozinha de Nathan era cheia de coisas caras e boas, então o prazer de cozinhar aumentava naturalmente.
Era bom poder tomar banho com água quente por ter uma banheira, e era bom que a casa estivesse fresca no verão mesmo sem ligar o ventilador. Era um presente que Alex provavelmente nunca teria desfrutado se não tivesse conhecido Nathan. Ele foi a primeira coisa boa que aconteceu na vida de Alex e era uma sorte que nunca mais encontraria.
Alex fingiu ignorar o sentimento de angústia que o roía desde ontem. Ele sempre se sentia feliz quando estava com Nathan, mas algum lugar em seu coração estava inquieto, como se ele tivesse voltado a ser criança. O esforço pareceu surtir efeito, pois assim que se sentaram na sala e começaram a comer a pizza, a leve ansiedade foi desaparecendo gradualmente.
Observando Nathan comer a pizza dobrada ao meio com satisfação, o tempo passou rápido e já passava das quatro da tarde. Enquanto procuravam o filme mais comum que tinha acabado de estrear, Nathan ouviu Alex dizer que nunca tinha ido ao BFI e reservou um filme em IMAX. Assim, eles tiveram encontros por dois dias seguidos.
South Bank estava lotada no fim de semana. Ele quase não tinha lembranças de ter vindo para o lado de Waterloo. Enquanto ele observava a paisagem ao redor que parecia estranha, apesar de ter vivido em Londres a vida inteira, Nathan aproximou-se.
— O que você quer beber?
Naturalmente carregando um pacote de chocolates Maltesers, Nathan perguntou a ele. Alex, que olhava curiosamente para as pessoas, respondeu rápido. Ele soltou um sorriso involuntário.
— Milk-shake!
Sua voz saiu um pouco alta. Nathan riu baixo.
— Tudo bem.
O cinema estava muito cheio. Para Alex, que costumava economizar o dinheiro que usaria para ver filmes para pagar as despesas básicas, a vida cultural era uma experiência de muito tempo atrás. Mesmo que o sistema de Londres fosse projetado para que estudantes pobres pudessem desfrutar da cultura, isso só era possível para quem tinha alguma folga.
Somado ao fato de que nem Nathan nem ele tinham feriados fixos e andavam ocupados, um cinema no fim de semana era, na prática, algo próximo de uma primeira experiência. O humor de Alex, que tinha caído levemente enquanto fazia a pizza, atingiu o auge no momento em que Nathan voltou trazendo algo para os dois comerem.
Até que uma intrusa apareceu.
— Oh, não é o Dr. White?
Uma mulher de cabelos longos e cacheados apareceu de repente e falou com Nathan. Alex paralisou com o rosto ainda sorridente, piscando os olhos. “Será um déjà-vu? Por que em todo lugar que vou tem mulheres que conhecem o Nathan?” Alex pensou atordoado.
Nathan, que vinha caminhando, virou a cabeça com uma expressão neutra. A mulher era bem mais baixa que a loira com cara de modelo de ontem à noite; por causa disso, ela era de uma estatura que caberia perfeitamente no abraço de Nathan. Ao mesmo tempo, ela tinha um corpo incrível.
— …Sra. Laurel.
— É você mesmo! Não achei que fosse encontrá-lo aqui fora, que coincidência! O senhor também veio ver um filme?
A mulher chamada Laurel parecia muito feliz em vê-lo e falava com Nathan. Alex, que estava paralisado, inspirou profundamente. Ele deu um passo cauteloso à frente. Como um cão em alerta contra um estorvo que se aproxima do seu dono.
— Sim — Nathan respondeu secamente. Ele nem sorriu. No entanto, a mulher chamada Laurel não dava sinais de que ia se afastar. A ansiedade dele aumentou ainda mais. Alex quase não tinha conhecidas mulheres ou Ômegas ao seu redor, mas Nathan tinha tantas conhecidas mulheres que Alex chegava a suspeitar se todas as pessoas ao redor dele não eram mulheres.
Pensando bem, as colegas médicas também não eram em maioria mulheres? Não, tirando isso, por mais que Londres seja pequena, como é possível encontrar alguém conhecido todos os dias? Alex suspeitava se Nathan não tinha feito alguma estreia em algum lugar sem ele saber. Ele foi tomado por uma ansiedade de que deveria investigar as informações de Nathan ilegalmente.
— Uau, que surpresa! Eu tinha a imagem de que o senhor não frequentaria esse tipo de filme ou cinema.
Laurel chegou a se aproximar ainda mais de Nathan. Ele viu as amigas dela atrás perguntando quem era ele com os olhos brilhando. O sentimento de alerta de Alex explodiu. Ele deu dois passos ansiosos. Nathan estava logo ali.
— É mesmo?
Nathan, que percebeu a presença de Alex, virou a cabeça. O olhar de Laurel também se fixou nele. Sem conseguir aguentar mais, Alex aproximou-se de Nathan. Então, com olhos vigilantes, ele parou ao lado dele, pegou o Maltesers e grudou nele.
— Olá.
Alex cumprimentou. O sorriso no rosto da mulher chamada Laurel aumentou.
— Oh, que cavalheiro bonito. Ele é seu amigo?
Alex, que pretendia responder com firmeza, ficou sem fala por um momento. A resposta “Sim!” não saiu de sua boca de imediato. Alex paralisou, como se não conseguisse dizer nada quando ficava excessivamente tenso. “Será que está tudo bem eu ser o namorado do Nathan?”
Digo, claro que estaria tudo bem. Alex amou Nathan por muito tempo e o desejou. O problema era o fato de que, até agora, Nathan só tinha namorado mulheres.
Em um mundo onde ainda existia a percepção de que Betas normalmente se relacionavam com o sexo oposto, ele hesitou se deveria dizer algo assim para uma estranha que nem conhecia bem. As pessoas do hospital ficaram sabendo que eles eram namorados através do próprio Nathan. Pensando bem, ele nunca tinha dito pessoalmente para um conhecido de Nathan que era o namorado dele.
Enquanto Alex hesitava por esses motivos, Laurel falou novamente:
— Se não se importarem, que tal vermos o filme e nos divertirmos juntos?
O olhar de Nathan fixou-se em Alex. Alex recuperou os sentidos com as palavras de Laurel. Tinha ficado um pouco estranho para responder que era o namorado, mas ver o filme juntos era algo que definitivamente não podia acontecer. Alex estava prestes a balançar a cabeça freneticamente para recusar. Nathan fez isso por ele.
— Sinto muito, mas o Alex é tímido. Acho que isso não será possível. Tenham um bom filme.
Nathan, que deu uma resposta curta e grossa, puxou Alex antes mesmo que ele pudesse lançar mais um olhar de alerta para Laurel. Mesmo sendo puxado, Alex olhou firmemente na direção de Laurel.
Nathan só parou quando chegaram embaixo da escada na entrada do cinema. Em um lugar isolado onde poucas pessoas passavam, Alex ficou encurralado entre Nathan e a parede. Ao olhar para cima com os olhos arregalados, Nathan disse, franzindo levemente o cenho:
— O que foi aquilo agora há pouco?
Nathan parecia estar bravo. Alex sentiu-se injustiçado. “Quem fica encontrando mulheres na rua é o Nathan!”
— O que foi o quê?
Geralmente era Alex quem estava errado, e o que Nathan dizia estava sempre certo…! Mas hoje ele não conseguia entender o que tinha feito de errado. Alex perguntou com uma expressão de injustiça. Nathan deu um riso sarcástico, como se estivesse incrédulo.
— Por que você não disse que era meu namorado quando ela perguntou se era meu amigo?
Houve um momento de silêncio. Alex hesitou. Ele precisava de tempo para organizar em uma frase os pensamentos complexos que cruzaram sua mente em pouco tempo. A causa de ter tido aquele pensamento antes era, com certeza, o ocorrido de ontem e o conteúdo do pesadelo, mas ele não queria dizer isso para Nathan. Ele não queria parecer mesquinho.
— Mas somos amigos também, não somos?
Então Alex respondeu assim por enquanto.
— Você e eu?
Já que eram namorados, mas também eram amigos. Eles não começaram como amigos? Por muito tempo.
— …Sim.
Mas não parecia ser a resposta certa para aquela situação. Nathan apagou a expressão do rosto de forma assustadora. Ao mesmo tempo, ele soltou um “ha”.
— Você beija, faz sexo e mora junto com um amigo? Eu não. Eu não tenho o hábito de ficar excitado e avançar em cima de um amigo.
Era verdade. Não se faz esse tipo de coisa com um amigo. Alex respondeu desanimado:
— …Sim.
— Então, da próxima vez, não hesite e responda logo. Eu sou seu namorado. Não seu amigo.
— É que… eu…
“Eu não queria que você fosse prejudicado por estar namorando comigo em vez de uma mulher.”
Alex disse isso em pensamento. Era verdade que ele não tinha muita sensibilidade para essas coisas, mas se dissesse isso, era certeza que Nathan ficaria ainda mais bravo. E ao mesmo tempo ficaria magoado. Por isso, Alex apenas se desculpou:
— Desculpe.
Ele abaixou levemente a cabeça. Se fosse em um momento normal, ele teria observado a reação de Nathan, segurado sua mão ou falado mais, mas acabou não fazendo nada. Ele estava desconfortável por causa de mulheres que conheciam Nathan aparecerem repetidamente desde ontem. Odiava que esse tipo de pensamento negativo continuasse surgindo. Enquanto olhava para a ponta de seu tênis com a cabeça baixa, Nathan segurou seu queixo.
— Alex.
Como Alex tentava não fazer contato visual, Nathan acompanhou seu olhar. Com aquele rosto lindo bem na sua frente, não havia como desviar. Quando finalmente o encarou de frente, Nathan franziu as sobrancelhas.
— Eu não queria te pressionar. Só não gostei que você deu aquela resposta.
— Sim.
Uma ponta de arrependimento surgiu no rosto indiferente. Sua voz contida tornou-se mais carinhosa do que o normal. No entanto, o sentimento que começou a crescer desde ontem não desapareceu facilmente. Era um sentimento cuja identidade nem o próprio Alex conseguia definir com clareza. Era como algo que grudou em seu coração como uma sanguessuga, deixando um rastro desagradável e incômodo.
“Será ciúme? Mas o Nathan nem fez nada de errado?”
Diante do silêncio, Nathan abraçou Alex. Prendendo-o firmemente em seus braços, ele disse:
— Não estou bravo. Me desculpe.
Alex assentiu. Sentindo o aroma agradável vindo da pele dele, ele pensou que, em momentos como esse, gostaria que Nathan fosse um alfa ou um ômega. Se fosse assim, Nathan saberia que ele andava marcado com seus feromônios, e haveria mais alfas ou ômegas ao redor de Nathan do que betas. Talvez eles tivessem começado a namorar há muito tempo.
— Vamos, o filme vai começar.
— Tudo bem.
Nathan disse enquanto entrelaçava os dedos suavemente aos dele. Alex quis perguntar quem era aquela pessoa chamada Laurel, mas, detestando a ideia de ouvir uma resposta parecida com a de ontem, apenas manteve a boca fechada. O que ele mais temia era causar problemas por iniciativa própria. Não havia questão alguma entre os dois. Tudo estava em paz. Realmente, não estava acontecendo nada.
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O filme foi divertido. Era sobre animais infectados por uma epidemia que atacavam humanos, mas o protagonista era um cachorro. Mais precisamente, um cachorro e seu dono. Esse filme bizarro, que misturava terror zumbi com drama emocionante, tinha um público surpreendentemente grande, a ponto de ser exibido no BFI.
Sempre que surgia uma cena engraçada, o som das risadas das pessoas ao redor o fazia se sentir gradualmente melhor. Para Alex, contanto que não houvesse incidentes ou problemas envolvendo dinheiro, a simples presença de Nathan já era o suficiente para fazê-lo feliz todos os dias, então era uma reação natural.
Sendo sua primeira vez no BFI, as escadas eram muito íngremes e altas, e a tela gigante ficava o mais próximo possível dos assentos. O cinema era tão alto que ele chegou a se preocupar se haveria algum acidente, mas estar ali já era uma experiência prazerosa por si só. Nathan pegava Maltesers e o alimentava, e fazia Alex lamber o chocolate que ficava em seus dedos. Alex, em contrapartida, dava pipoca na boca de Nathan. Na verdade, isso era mais divertido do que o filme.
No caminho de volta, compraram sorvete no McDonald’s. Alex sorriu, feliz por Nathan ter comprado e lhe entregado um sorvete com cobertura de chocolate como se fosse a coisa mais natural do mundo. Era curioso como sentia felicidade mesmo realizando ações tão triviais.
Apesar de alguns altos e baixos, fora um dia satisfatório. No caminho para casa, ouvindo o rádio da madrugada que tocava no carro, ele abriu a janela. No vento morno da noite, o cheiro das folhas verdes e o perfume das flores se misturavam no ar. A lua estava grande e alta. Exatamente como na noite em que caminharam de mãos dadas pela primeira vez.
— Alex.
O carro parou no sinal vermelho. Nathan, que olhava para a frente, virou o rosto lentamente e falou:
— Oi?
— Não guarde as coisas para si. Se tiver algo para dizer, diga para mim.
— Por que isso de repente?
— É que mais cedo parecia que você queria dizer algo.
Alex piscou os olhos por um momento. De fato, ele tinha algo a dizer. No entanto, já era passado e, além disso, não queria trazer à tona um assunto desagradável. Especialmente por confiar em Nathan.
E também porque tinha medo de que surgissem conflitos.
Para Alex, Nathan era o seu mundo. Ele não queria mais ninguém além dele. Mesmo quando Nathan não o ouvia, ele não se lembrava de ter sentido um rancor verdadeiro; sendo assim, não queria demonstrar que se sentiu um pouco mal por causa de pessoas que não significavam nada.
Na memória de Alex, os conflitos sempre foram o caminho para o pior cenário. Brigas estavam ligadas à ruína. O relacionamento de sua mãe e seu pai foi assim, e o seu relacionamento com David Mack também. Ele não queria dar motivos para um conflito.
Olhando bem para trás, Alex nunca teve amigos próximos e, com colegas de trabalho como Matthew, que surgiram com a idade, ele não se lembrava de ter brigado ou se desgastado emocionalmente. Sua memória de discussões com alguém era inexistente.
Em suma, Alex nunca havia brigado com alguém que estivesse em um relacionamento importante para ele. Preferia suportar e deixar passar. Assim como nunca havia enfrentado o seu pai.
— Eu estou bem. Acho que foi só porque levei um susto de manhã.
— É verdade?
— Sim!
Alex assentiu. Nathan o observou com os olhos semicerrados. O sinal mudou. Quando Alex disse baixinho “está verde”, Nathan estendeu a mão. Após afagar suavemente o cabelo dele, Nathan segurou o volante novamente.
— Mesmo assim, se quiser falar algo, fale.
— Eu falarei.
— Promete?
— Quer que eu jure de dedinho?
— Quando chegarmos em casa.
Alex riu da resposta de Nathan. Ele apagou da mente o pensamento que havia passado por um instante. Por mais que tentasse, não conseguia imaginar a si mesmo brigando com Nathan. A menos que Nathan ficasse bravo.
Provavelmente, isso nunca aconteceria em toda a sua vida.
Ingenuamente, foi o que Alex pensou.
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↫─☫ Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki&Belladonna