❖ Mind the language, 01.2
❖ Mind the language, 01.2
↫────✶────↬
O pesadelo em questão visitou Alex naquela noite. Foi na madrugada, após ele cair no sono exausto devido a Nathan ter sido especialmente exigente — na verdade, ele sempre o desgastava até a exaustão — naquele dia. No sonho, Alex encontrou as ex-namoradas de Nathan. No sonho, ele era um estudante do ensino médio, provavelmente porque as namoradas de Nathan que ele conhecia se limitavam àquela época do passado.
As garotas cercavam Alex em um círculo. Ele não conseguia se mexer. Apenas ficava parado como se seus tornozelos estivessem amarrados, observando as garotas com olhos cautelosos.
Uma garota de cabelos castanhos chamada Mary, que Nathan namorava logo quando Alex o conheceu, saiu primeiro e disse palavras cruéis para Alex.
— Você não é uma mulher. O Nathan gosta de mulheres.
A partir daí, Alex foi insultado por cerca de seis garotas pelo fato de não ser o tipo de Nathan. Ele se sentiu injustiçado.
O golpe final foi dado por Jessica Bundy. Ela, que foi o gatilho para a infelicidade de Alex, olhava para ele com o rosto atrevido e afiado de sua época de colégio. Jessica não disse palavras cruéis. Em vez disso, ela se transformou subitamente em uma criatura. Uma aranha, o único animal que Alex evitava a todo custo.
Jessica, que se transformou do nada em uma tarântula gigante, começou a perseguir Alex. A partir desse momento, ele conseguiu se mexer e fugiu dela horrorizado. No caminho da fuga, David Mack e Ian Mack estavam sentados em uma arquibancada observando-o. Resumindo, era um sonho sem pé nem cabeça.
— Alex, acorda.
Alex gemia de dor. Ele se revirou na cama e virou a cabeça para o lado de onde vinham o calor e o som. Sentindo uma temperatura corporal fresca, mas quente, ele se aninhou ali. Ouviu-se o som de uma respiração baixa e alguém o envolveu em um abraço.
— Está tudo bem, sou eu.
— Hum…
A força voltou gradualmente ao seu corpo que parecia pesado. Alex abriu os olhos com dificuldade e encontrou Nathan olhando para ele bem de perto. Os olhos verdes que o observavam eram suaves.
— Nate?
— Sim.
Alex percebeu que estava agarrado a Nathan. Por um momento sentiu vergonha, mas em vez de se afastar, encostou o rosto no peito nu de Nathan. Ele podia ouvir fracamente as batidas do coração. Ele não estava sozinho.
— Teve um pesadelo?
— Acho que sim.
— Com o quê?
Os dedos de Nathan deslizaram suavemente pela base das costas de Alex. — Hum — sua cintura tremeu. Um formigamento o atingiu e um gemido baixo escapou. Alex, que ia responder seriamente, lembrou-se que a pessoa no sonho era Jessica Bundy e calou a boca. Esfregando os olhos ainda com sono, ele deu uma resposta curta:
— Apareceu uma aranha…
E era uma aranha do tamanho de uma casa. Uma aranha que só se veria em Silent Hill.
— Foi mesmo?
Nathan riu baixo. Com uma expressão de quem o achava fofo, ele abraçou a cintura de Alex com força. Esse assentiu e tocou o braço de Nathan. “Como ele pode ser tão bonito e ter um corpo assim? As ex-namoradas do Nathan que apareceram no sonho não conhecem esse Nathan, né?”
— Não está na hora de você ir trabalhar?
Estando abraçado assim, o sono foi sumindo aos poucos. Quando perguntou se ele teria que sair logo, Nathan confirmou.
— Sim. Tenho que ir agora.
Ontem ele teve a sorte de folgar no sábado, mas era triste que tivesse que sair hoje, mesmo sendo domingo. Seria bom se o deixassem descansar. Por que os médicos têm tanto trabalho?
Embora não fosse uma preocupação que ele, que fazia horas extras como se respirasse quando surgia um caso, devesse ter, Alex sentiu ressentimento pelo hospital. Ele temia que Nathan, que parecia tão frágil, acabasse desmaiando.
— Quer comer antes de ir? Preparo algo rápido.
— Não, durma mais.
— Eu também tenho que levantar.
A mão que massageava suas costas parou. Nathan arqueou levemente as sobrancelhas.
— Aonde você vai? Não tem nenhum caso grande.
Como tinham acabado de resolver um caso de assassinato na semana passada, era justo descansar no feriado desta semana. Alex assentiu.
— Sim, mas vou ajudar no treino de futebol. Parece que o campeonato é no mês que vem.
— Ah.
Nathan voltou a ficar com uma expressão neutra. Ele olhou para Alex com um olhar indecifrável e disse uma frase:
— Matthew Wayne também vai?
— Matthew? Acho que sim.
Matthew, que “vendeu” Alex para o time de futebol da empresa, também não saiu ileso. Alex convenceu o sargento a usar Matthew como gerente do time, e o sargento, alegando a harmonia do departamento de investigação, pressionou Matthew através do inspetor Janice.
Matthew, que protestou dizendo que era injusto, acabou participando da partida a contragosto, dizendo que preferia ser goleiro a ser o gerente. Por causa do verão, o campeonato interno entre as equipes da polícia estava se aproximando, e a final seria no mês que vem. O prêmio era uma extensão das férias de verão.
— Que horas termina? — Nathan perguntou de repente. Alex achou estranho, mas respondeu calmamente:
— Às 3 da tarde.
— Eu vou te buscar.
— Sério? Você vai sair cedo?
Ao ouvir que ele iria buscá-lo, os olhos de Alex se iluminaram. Quando Alex olhou para ele com expectativa, Nathan bagunçou seu cabelo em silêncio. Depois de dar um beijo em sua testa, Nathan saiu da cama. De manhã, como os horários de saída muitas vezes coincidiam, Nathan deixava Alex usar o banheiro do quarto e ele geralmente usava o do corredor. Depois, ele sempre o levava primeiro de carro. Era o começo de dia que Alex mais gostava.
Afastando a imagem aterrorizante de Jessica Bundy no pesadelo, Alex também se dirigiu ao banheiro. O banheiro, com paredes de tijolos cinzas e madeira revestida de tom baixo, era limpo e sofisticado, a cara de Nathan. Ele pisou no chão de madeira seca e parou em frente à pia. Exceto pelo horário de saída pela manhã, eles sempre tomavam banho juntos, e escovavam os dentes da mesma forma. Ao ver as duas escovas de dentes alinhadas, ele sorriu timidamente.
“É bom.”
Ele teve o pensamento que sempre tinha todas as manhãs. Alex, que antes comprava apenas os produtos mais baratos — shampoo, sabonete, pasta de dente — sem restrições, agora usava os mesmos produtos que Nathan. Ele gostava de sentir que estava sendo tingido pelos gostos dele. Como se ele fosse realmente a sua pessoa.
Além disso, era muito bom que o banheiro não estivesse frio ao acordar. Agora era verão, mas o banheiro do seu antigo apartamento tinha um aquecimento tão ruim que o shampoo chegava a congelar levemente no inverno. A vida aconchegante e pacífica impregnou-se em seu corpo assustadoramente. Ao mesmo tempo, às vezes ele pensava se este lugar não era bom demais para alguém como ele ocupar.
Afastando pensamentos ansiosos, Alex tomou banho. Se sentiu calmo após se lavar com o gel de banho que tinha o cheiro de Nathan. Talvez por causa de sua natureza Alpha, costumava ficar de bom humor facilmente ao sentir o cheiro de Nathan.
Alex saiu do banheiro secando com uma toalha os cabelos molhados que caíam sobre sua testa. Nathan ainda não parecia ter entrado, pois não estava visível.
Ele inclinou levemente a cabeça para olhar a porta e depois se dirigiu ao guarda-roupa. Como o quarto de hóspedes que ele usava como seu não era grande, Alex compartilhava o mesmo guarda-roupa com Nathan. Sorrindo com a sensação de estarem casados, ele abriu a gaveta. Como ele iria direto para o campo, sairia usando o uniforme de futebol.
Nathan entrou depois que Alex já estava totalmente vestido. Foi no momento em que Alex estava sentado na cama terminando de calçar as meias brancas que iam até abaixo do joelho. Na época em que se preparava para ser profissional, ele usava caneleiras e meias de performance, mas o jogo de futebol da polícia não exigia tanto. Além disso, hoje era apenas um treino, então a vestimenta era leve.
— Não está atrasado, Nate?
Assim que viu Nathan vestindo um roupão, a expressão de Alex se iluminou. Parecia que tinham ficado separados por muito tempo, sendo que apenas não se viram durante o banho. Nathan não respondeu. Ele apenas ficou parado na porta, observando Alex sentado na cama calçando as meias.
— …Nathan?
“Tem algo errado?” Alex perguntou intrigado.
— Você vai assim?
Nathan, que estava em silêncio, aproximou-se lentamente. Afastando o cabelo molhado que estava um pouco mais escuro, parou na frente dele. O olhar que o observava era intenso. Alex agora conhecia aquele olhar. Era o rosto que ele fazia quando ia fazer algo que menores de idade não deveriam ver. Sem saber o motivo da mudança repentina, ele engoliu em seco, tenso.
— S-sim.
Nathan segurou seu queixo. Sua cabeça foi levemente levantada. Os cílios dourados e longos de Nathan piscaram. Alex sentiu sede sob o olhar verde que parecia querer devorá-lo. Sua boca secou. “Será que esqueci de beber água?” Ele tentou pensar nisso, mas foi inútil. Seu corpo já começava a esperar por algo.
— É quase igual ao que você usava no ensino médio.
A mão que não segurava seu queixo deslizou suavemente pelo pescoço, descendo até segurar levemente seu ombro. Seu tronco foi sendo empurrado para trás aos poucos. Quando percebeu, Alex estava deitado na cama. Nathan subiu na cama sobre ele. Sentiu o colchão afundar.
— É?
Mesmo estando hipnotizado, Alex gostou de saber que Nathan se lembrava da sua aparência. Alex respondeu atordoado. Nathan assentiu.
— Preto com listras brancas. É igual.
A mão que pressionava seu ombro desceu. Os dedos tocaram suavemente o peito levemente definido pelos músculos e logo chegaram à calça. Os dedos deslizaram para dentro do elástico. Seu pescoço ficou vermelho instantaneamente. Ele recuperou os sentidos tardiamente. Alex, em pânico, segurou o pulso de Nathan.
— Nate, espera, eu, por dentro…
Ele não conseguiu continuar. A calça desceu um pouco, revelando sua pele. O olhar de Nathan fixou-se ali. Sua virilha branca, quase sem pelos, apareceu por cima do calção de futebol. Ele estava sem cueca.
— Você pretendia sair assim?
A voz de Nathan baixou drasticamente. Alex recuou o corpo como se estivesse fugindo e sussurrou apressadamente:
— Isso aqui tem camada dupla, então não precisa usar… quer dizer, não é que eu faça isso sempre…!
Dependendo do modelo, o calção de futebol de camada dupla tem uma parte que funciona como roupa íntima, então Alex costumava não usar nada por baixo. Existem roupas íntimas específicas para futebol, mas o jeito que ele se vestia desde criança tornou-se um hábito. Revelar isso de forma tão nua na frente de Nathan trouxe uma sensação de vergonha. Sua pele clara ficou avermelhada em um instante.
— O que você faria se alguém visse?
A calça foi arrancada. Com o calção curto pendurado em um dos tornozelos onde usava a meia branca longa, seus joelhos foram agarrados. As mãos grandes e pálidas de Nathan seguraram seus joelhos com força e os abriram. Ele parecia irritado e, ao mesmo tempo, de alguma forma, excitado.
— Você se vestiu assim para me ver perder a cabeça?
Ouviu-se uma voz profundamente grave. Alex sentiu um frio na barriga. Amassando o lençol em suas mãos, ele recuou. Ele tentou fugir para se levantar e acalmar Nathan.
— Nate, você não está atrasado? Tem que ir trabalhar, ah, ah!
Alex, que tentou fugir engatinhando, foi capturado. Sua nuca foi pressionada para baixo. Uma força bruta dominou seu tronco e, logo em seguida, suas pernas foram abertas novamente. Com ele empinando o quadril, Nathan posicionou-se entre suas pernas. Suas coxas foram bem abertas. Um calafrio percorreu sua espinha.
— Se continuar assim você vai se atrasar, Nathan, ah, hum, ah…!
Enquanto se preocupava sinceramente com o atraso de Nathan, ele se moveu. Alex arregalou os olhos com a boca ainda aberta para dizer algo. Um gemido escapou primeiro. Algo úmido tocou sua entrada traseira. Uma língua quente, macia e escorregadia.
— Ah, ah, hum…!
Seu corpo travou enquanto ele agarrava os lençóis. Alex parou até mesmo os movimentos de fuga e, sem perceber, empinou o quadril enquanto fazia força nos dedos dos pés. Nathan puxou suas coxas com força, como se o elogiasse. Braços firmes envolveram suas coxas. Alex estremeceu com a sensação da respiração úmida tocando o sulco de suas nádegas.
— N-não pode, mais, hum, é s-sujo, Nate, ah!
Lágrimas surgiram em seus olhos. Não acontecia com frequência, mas Nathan costumava lamber Alex dessa forma quando ele menos esperava. E, inacreditavelmente, Alex sentia prazer ao ser lambido por Nathan. Mesmo sendo um Alpha, e não um Ômega.
Para Alex, era impossível se acostumar com o fato de que Nathan, tão limpo e bonito, estava lambendo uma parte impura. Ele sentia que ia enlouquecer com a sensação de estar fazendo Nathan fazer algo degradante, mas ao mesmo tempo, quando a língua quente e macia lambia as pregas da entrada, uma satisfação imensa o invadia. Era como se a sensação de formigamento se espalhasse suavemente e desaparecesse completamente quando a língua a lambia. Era desesperador.
— Eu sei.
Mesmo dizendo que sabia que era sujo, Nathan não parecia ter intenção de parar. Da primeira vez que ele lambeu ali, pareceu um pouco estranho, mas agora sua língua derretia a entrada de forma tão habilidosa que ela relaxava completamente. Ele usava a ponta da língua para lamber suavemente as pregas bem fechadas e, quando a entrada começava a se abrir timidamente, ele penetrava com a língua imediatamente. Nathan lambia aquele lugar, que estava quente e um pouco inchado devido aos vestígios da noite anterior, como se o estivesse consolando.
— Ah, ah, ah, hum!
A massa de carne macia entrou. Com o calor percorrendo o interior suavemente, os dedos dos pés dentro das meias se encolheram. Esquecendo-se da intenção de fugir, Alex esfregou o rosto no lençol. “Não posso sentir prazer, não posso…”
— Eu sei que é sujo, mas você morre de prazer quando eu lambo.
O sussurro baixo penetrou nitidamente em seus ouvidos. Alex balançou a cabeça. As lágrimas começaram a transbordar. Seu pau, que erigiu rapidamente, estava rígido e balançando embaixo dele. O membro longo e firme pulsava repetidamente.
— Fica duro só de eu lamber.
Nathan descreveu a cena de Alex sentindo prazer e deu um peteleco em seu membro com o dedo. Com esse pequeno estímulo, Alex arqueou as costas e soltou um som de “hum”. Sua mente ficou em branco. O trabalho de Nathan e o fato de ele poder se atrasar para o treino de futebol evaporaram completamente de sua mente.
— Hum, ah, é s-sujo… ah, Nate, ugh, dentro, p-para…!
Naturalmente, Nathan ignorou as palavras de Alex. A língua, que percorria a parte rasa da entrada, mudou o movimento. A língua começou a entrar e sair repetidamente, como se fizesse um movimento de estocada. Alex abriu a boca com o ato escorregadio de percorrer o interior. Enquanto ele ofegava, a saliva escorria por seus lábios. Com o rosto instantaneamente bagunçado, Alex moveu o quadril.
— Aí, ah, é b-bom, ah, ugh, estranho, é estranho… estranho!
Por que ele sentia prazer com algo assim? Estava confuso, mas sentia-se bem. Graças à língua que percorria o interior cada vez mais rápido, o prazer ia se acumulando firmemente. Sons molhados começaram a ser ouvidos vindo debaixo, onde tudo estava ensopado de saliva. Como se Nathan tivesse despejado lubrificante lá dentro.
Ele sentiu arrepios com a sensação de que sua parte traseira, que não deveria se lubrificar sozinha, estava úmida como se ele tivesse se tornado um Ômega. Soltando gemidos de dor, Alex colocou muita força nas coxas. O prazer acumulado ultrapassou um limite e logo se transformou em algo eletrizante que o pressionou. Sem sequer conseguir endireitar a cintura, ele entregou sua retaguarda para Nathan.
— Dentro, ah, não, ah, hum, ah, é bom…! Eu vou, ugh, v-vou, vou…!
Soltando gemidos que não deixavam claro se ele estava gostando ou odiando, Alex debateu-se. Suas panturrilhas ficaram rígidas. Ele, que empurrava o lençol com os pés calçados com as meias longas, atingiu o clímax no momento em que Nathan enfiou a língua profundamente e remexeu o interior.
— Ah, ah, ah!
Toda vez que ele se debatia sozinho, o esperma caía de seu membro que balançava. O líquido branco e com cheiro característico caiu, molhando o lençol. Inclinando a cabeça para trás, Alex soltou uma respiração longa e úmida. O calor estava acumulado em seu rosto branco e avermelhado.
Enquanto Alex ofegava com a boca aberta, sem conseguir sequer engolir a saliva, Nathan afastou o rosto de suas nádegas. Piscando seus longos cílios curvados, ele inclinou a cabeça levemente. Seus olhos bonitos observavam fixamente a entrada de Alex, que pulsava. A expressão relaxada de costume não estava presente. Seus lábios finos e vermelhos estavam completamente molhados de tanto lamber a entrada vorazmente.
Nathan afastou o cabelo meio seco e meio molhado e apertou as nádegas de Alex com força. Ao contrário de seu rosto delicado, suas mãos grandes abriram as nádegas de forma bruta.
— Gostou?
Seu quadril tremeu reflexivamente. Alex soltou um ofego que parecia um soluço, mas assentiu levemente com a cabeça. Porque na cama Nathan era muito decidido, como um médico, e se ele mentisse, Nathan acabaria lhe dando uma lição de qualquer jeito. Como ele sentiu prazer ao ser lambido e acabou gozando, não podia dizer que não foi bom. O rosto de Alex ficou vermelho de vergonha.
— Responda direito, Alex.
Como se tivesse esquecido completamente de ir trabalhar, Nathan perguntou como se estivessem prestes a começar o sexo de verdade. Alex também esqueceu por um momento o que viria depois. Apesar de tudo, ele era um Alpha e, embora fosse de uma forma estranha, excitava-se facilmente com estímulos.
— F-foi bom…
— Por quê?
As lágrimas voltaram a acumular-se nos olhos. Mesmo em meio ao torpor, ele sentia vergonha. A voz de Nathan perguntando por que foi bom era tão calma e contida que Alex sentia que só ele estava sendo ridículo.
— A língua… ah, dentro… quando lambe, é macio… e-eu gosto.
As lágrimas acumuladas caíram pelas bochechas. Respondendo com uma voz sumida, ele enterrou o rosto na cama. No entanto, Nathan não o deixou se esconder. Ele sobrepôs seu corpo ao dele, pressionando o tronco de Alex. O uniforme de futebol preto, que estava grudado ao corpo devido ao suor, roçou na pele um do outro.
— Quer que eu pare?
Nathan sussurrou de forma sugestiva. No momento em que a pergunta baixa foi feita, os dedos longos de Nathan tocaram sua retaguarda. Ele sentiu dedos frios massageando suavemente a entrada, que parecia pulsar e implorar por algo.
A temperatura fria, que não chegava a ser desagradável, tocou a entrada quente, enviando um choque por sua espinha. O dedo entrou superficialmente na abertura que se abria. A entrada, que estava sendo visitada pela língua, apertou e sugou o novo objeto imediatamente assim que ele apareceu preenchendo o interior.
Alex ofegou e pensou. Ele mordeu o lábio com força. O pensamento de que estava atrasado passou por sua cabeça por um momento, mas foi apenas um flash. “Por que eu quero fazer de novo, mesmo tendo feito ontem à noite? Tenho algum problema? Por que o Nathan ficou excitado de repente?” Todo tipo de pensamento se misturou até que, finalmente, apenas um restou em sua mente.
— Eu quero…
Assim que a resposta de que queria caiu, o dedo saiu. Suas nádegas foram abertas até doer. Suas nádegas firmes eram do tamanho exato para caberem nas mãos grandes de Nathan. Apertando e soltando as nádegas, Nathan perguntou:
— Como?
— N-Nate…
Com uma expressão de choro, Alex virou a cabeça para trás pateticamente. Ele implorou com o olhar para Nathan, que o pressionava de cima. Ele sentiu um pouco de ressentimento por Nathan, que perguntava sabendo exatamente a resposta. “É muito vergonhoso!”
— Só vou entender se você falar direito.
— V-você é mau…
— Não quer que eu faça?
Ele balançou a cabeça negativamente. Agora que já estava excitado, não tinha como ir ao treino. Como o calor que não foi devidamente resfriado o deixaria inquieto o dia todo até ser aliviado, Alex tinha, desde o início, apenas uma escolha.
— Embaixo, coloque o s-seu em mim…
As lágrimas voltaram a cair. Suas bochechas estavam tão quentes que pareciam que iam explodir. Nathan soltou um suspiro longo, “fuu”, e colou o corpo ao dele. Alex sentiu algo rígido tocando entre suas nádegas. Ao contrário dos dedos frios de Nathan, o membro dele estava quente como se estivesse pegando fogo. A cabeça grossa e romba tocou a entrada que estava escorregadia por causa da saliva.
— Quando se pede um favor, tem que ser feito direito.
Nathan parecia realmente determinado. Alex tentou argumentar enquanto controlava a respiração que parecia um soluço:
— M-mas, eu sou mais velho que você, Nathan…!
Embora fosse apenas por um mês, seu aniversário era antes do de Nathan. “Pensando bem, meu aniversário é este mês?” Um pensamento aleatório passou rápido. No entanto, a distração logo desapareceu com a próxima ação de Nathan.
— Não quer?
A cabeça do membro que esfregava na entrada como se fosse entrar a qualquer momento, afastou-se. As pregas que estavam sendo esticadas voltaram a se contrair, e o interior que se preparava para ser preenchido ficou vazio. Um sentimento de injustiça o invadiu e ele agarrou o lençol. Havia apenas uma coisa a fazer.
— P-por favor… coloque.
— Onde?
O membro que se afastava voltou aos poucos. Seus lábios se abriram. Seu corpo esperava pela sensação que viria a seguir. Aquela sensação de ser penetrado de uma vez, esticando as pregas e atingindo o fundo como se fosse atravessar sua barriga. Era algo que ninguém além de Nathan poderia lhe dar. Era a sensação que ele só permitia a Nathan.
— Na en-entrada, embaixo…! Ah, ah, hum…!
No momento em que disse a resposta correta, Nathan se moveu. O membro atravessou a entrada de uma vez e penetrou profundamente. Seus testículos bateram nas nádegas empinadas com um som molhado. O pedaço de carne grosso que tirou seu fôlego entrou de uma vez, raspando na próstata, e Alex soltou um grito que era puro prazer.
— Ah, ah, ah!
— Você, haa, é bem obediente.
A voz carregada de satisfação ecoou gravemente. Arrepios surgiram quando aquela voz, tão grave que era difícil acreditar que vinha de um rosto tão bonito, arranhou seus ouvidos. Alex sentiu um prazer avassalador enquanto apertava inconscientemente o membro que preenchia sua retaguarda. O estímulo era forte demais desde cedo.
— Hum, dentro, m-muito, fundo, fundo…!
O Rut estava previsto apenas para daqui a um mês. Mesmo assim, ele sentia que ia enlouquecer assim que recebeu o membro, como se estivesse no cio. Ele sentiu seu interior vazio ser preenchido. Era assustador por ser profundo e, ao mesmo tempo, era bom.
Nathan soltou um gemido e começou a se mover. Ele cravou os dentes na nuca de Alex e sobrepôs o corpo ao dele. Com o tronco colado ao de Alex, Nathan movia apenas o quadril. Alex foi pressionado enquanto os dois se tornavam um só. Estocadas seguidas como se Nathan quisesse esmagá-lo de cima para baixo. A cada penetração, um som de “ugh” escapava involuntariamente. Ele logo ficou sem fôlego.
— Ah, ah…! Ah, ah, Nate, ah, ah…!
— Por que, haa, você só usou isso agora, hein?
Alex, que estava sendo sacudido sem parar, virou a cabeça levemente. Com os olhos bagunçados e úmidos, Alex perguntou:
— V-você gosta que eu use isso?
— Sim. Você está tão lindo que eu estou enlouquecendo.
Ao ouvir aquilo, seu rosto pegou fogo. Ele sentiu como se até seu cérebro estivesse cozinhando, e sua excitação aumentou. Perceber que Nathan ficou excitado com aquela roupa trouxe uma sensação difícil de descrever. Um orgasmo leve percorreu seu corpo. No momento em que Nathan atingiu a próstata em um ângulo certeiro, Alex tremeu levemente.
— É macio.
Nathan disse isso e mordeu levemente o lóbulo da orelha de Alex. A mão que estava apertando e massageando as nádegas passou para a frente e puxou o uniforme dele até a altura do peito. Abraçando Alex por trás, Nathan começou a apertar e acariciar seu peito. O suor escorria. Esfregando a testa molhada no lençol, Alex soltava sons de “hum” e “ah”.
— Todo o seu corpo é macio. Parece firme, mas é doce, branco… estou ficando louco.
— N-não é… hum, ah! Você que é, ah, ugh, mais lindo, ah, aí, aí…!
Isso não podia ser verdade. Desde que teve alta, ele treinou pesado para recuperar o corpo de antes, então não tinha gordura extra e era impossível ser macio. No entanto, Nathan agia como se estivesse comendo algo realmente doce, mordendo e mastigando o pescoço e o lóbulo da orelha de Alex.
— É verdade. Especialmente a sua entrada.
Como se o estivesse punindo por ter ousado contestar, o membro de Nathan o atingiu com força. A mão que massageava seu peito desceu. Suas duas mãos pressionaram firmemente o baixo ventre plano. Sons de carne batendo ecoavam ruidosamente. Não seria estranho se a forma do membro ficasse marcada em sua barriga.
— Se disser essas coisas, ah, eu… ah! Nathan, eu vou gozar, hum…!
Sentiu vontade de urinar. Toda vez que a cabeça do membro de Nathan esmagava o ponto de maior prazer, seus olhos reviravam. Debatendo-se, Alex começou a tremer todo o corpo. Ele fez força no baixo ventre para tentar não cometer o ato vergonhoso de urinar durante o sexo, como sempre acontecia. Com a respiração beirando o choro, Alex levou a mão para baixo.
— Por favor, eu… eu quero ir ao banheiro…!
— Você gozou ontem também. Não finja que não goza, hum.
Ele balançou a cabeça freneticamente. Descendo a mão desajeitadamente, ele tentou cobrir a ponta do membro com a palma da mão. A saliva escorria por seu queixo. Ele sentia que ia perder o juízo. Mesmo que tivesse cometido o erro ontem, ele não precisava fazer hoje, mas não sabia por que sentia essa vontade toda vez. Parecia claro que havia algum problema e ele tentou fazer exames, mas Nathan se opôs e o impediu, então Alex continuava cometendo esse erro na cama.
— N-não quero, ah, ah, hum! Nathan, eu…! Por favor…! Não quero fazer isso aqui, ah, hum!
Nathan foi implacável. Rosnando como um animal, ele afastou o tronco que estava colado ao dele. Levantando o corpo pela metade, pressionou o ombro de Alex com força. Perdendo o equilíbrio e caindo para frente, Alex ficou na posição de nádegas empinadas, como no momento em que Nathan lambia sua entrada.
— Mostre seu rosto, haa. Sim?
Parecia que Nathan queria ver sua expressão, pois segurou sua bochecha. Alex resistiu com força à tentativa dele de virar sua cabeça. Mostrar o rosto em um momento como aquele era vergonhoso demais para ser expresso em palavras. Com certeza estaria estranho.
— N-não, meu rosto… hum, ugh, está estranho…!
Alex esforçou-se para manter a resistência. “Haa”, Nathan soltou um suspiro profundo e o atingiu com força. Como se o estivesse acuando.
— Rápido.
— Não, ah, ah, meu rosto está estranho, ah, hum!
— Não vai me ouvir?
Como ele continuava recusando, Nathan mudou o movimento. Levantando levemente o tronco, ele agarrou o cabelo de Alex com um rosnado.
— Ah, ah…! Ah, ah…!
Alex arregalou os olhos. Ele sentiu o cabelo de comprimento médio ser agarrado com força pela mão de Nathan e, naquele instante, o membro penetrou de forma tão bruta que tirou seu fôlego. Com a sensação de sua garganta se fechando, Alex sentiu um prazer intenso. A vontade incontrolável explodiu junto com o prazer. Inspirando profundamente, ele atingiu o segundo clímax. Com uma sensação de expulsão que não se comparava a quando gozou sendo lambido.
— …!
Sua cintura tremeu violentamente e logo o líquido transparente começou a fluir do membro que ele estava cobrindo com a palma da mão. Com a sensação de um jato de água explodindo, algo escapou de sua uretra. O líquido, que começou a vazar com um som de “shhh”, correu por seus dedos e pingou no lençol. O líquido transparente fluiu de forma contínua, como se ele tivesse segurado a urina por muito tempo.
— Toda vez, ugh, você gosta tanto que chega a urinar — Nathan soltou as palavras carregadas de vergonha e segurou o membro de Alex junto com ele.
— Ah, ah, ugh, não pode, ah, hum, não toque, por favor…!
Alex tentou impedi-lo desesperadamente, mas como tinha acabado de atingir o clímax, estava sem forças e foi inútil. Nathan continuou a se mover, sobrepondo sua mão à de Alex, que estava encharcada pelo líquido morno.
— Está quente.
O membro, que vomitava água em vez de esperma, balançava conforme o movimento de Nathan. Como parecia estar longe de gozar, ele continuou a esmagar o interior violentamente e, a cada vez, o jato de água espirrava ruidosamente, espalhando-se por sua barriga e peito. O líquido que fluía sem parar acabou encharcando o lençol e também o uniforme preto.
— Eu vou fazer dentro, então engula tudo.
Alex sentiu tanto prazer que, no final, seu corpo inteiro começou a tremer. Começando a ter espasmos enquanto balançava o quadril, ele apertou suas paredes internas, implorando para que Nathan gozasse. Não aguentava mais. Parecia que ia desmaiar.
— Hum, hum, hum…!
Sem conseguir pensar em nada, ele apenas assentiu. Quando ele balançou a cabeça freneticamente soltando sons de “sim, sim”, Nathan soltou um palavrão curto. A mão que agarrava seu cabelo apertou com força. Naquele instante, Nathan enterrou-se profundamente nele e gozou.
As lágrimas caíram. Seu queixo foi inclinado até o limite. Nathan o atingiu tão forte que doeu na próstata. Sua visão ficou branca e, desta vez, um clímax avassalador o atingiu.
— Haa, haa…
A respiração quente de Nathan tocou seu ombro. Ele sentiu nitidamente algo quente se espalhando dentro de suas paredes internas amolecidas. Ao mesmo tempo, Nathan libertou Alex lentamente. Ele desabou na cama, ofegando pesadamente e tremendo.
Nathan se moveu enquanto Alex ainda tremia sem conseguir recuperar os sentidos. O membro saiu deslizando e o esperma turvo escorreu seguindo o movimento, até parar em gotas. O esperma, que parecia uma espuma, ficou grudado nos pelos pubianos quase inexistentes e no membro grosso, deixando tudo viscoso. Parecia que o líquido viscoso tinha saído de dentro dele. Um cheiro característico se espalhou.
Sem se importar com o lençol molhado, Nathan sentou-se primeiro e abraçou Alex, trazendo-o para deitar em seu colo. Depois de fazer Alex se apoiar nele, Nathan acariciou as coxas dele, que tinham espasmos intermitentes, e beijou sua testa.
— Shh, Alex.
A mão branca de Nathan puxou para baixo o uniforme que estava todo enrolado. Ele também puxou as meias que tinham descido pela metade. Ao vê-lo arrumando as roupas que teriam que ser trocadas de qualquer jeito, Alex foi recuperando a consciência. Então, em vez de parar, as lágrimas começaram a fluir. Felizmente Nathan não fez o nó, mas o estímulo desde cedo foi intenso demais. Além disso, houve aquela situação inédita de antes.
— Pare de chorar.
Quando os dedos de Nathan acariciaram sua bochecha com uma voz subitamente carinhosa, o susto transformou-se em mágoa. Engolindo um soluço, Alex perguntou baixinho:
— Eu fiz, hum, algo errado?
Nathan franziu levemente os olhos. Ele inclinou o tronco e virou o queixo de Alex. Encontrando seu olhar, Nathan perguntou de volta, parecendo surpreso:
— …O quê?
Alex também ficou surpreso. Observando a reação de Nathan por um momento, Alex disse timidamente:
— Você segurou meu cabelo… não estava bravo?
Nathan soltou um gemido curto que parecia um suspiro. Seu pomo de Adão moveu-se bruscamente e os dedos que seguravam seu queixo apertaram. Nathan abraçou Alex com força. Em seguida, ele esfregou os lábios suavemente em sua têmpora e se desculpou:
— Desculpe. Eu fiz isso porque estava excitado. Eu queria ver seu rosto, mas você não me deixava ver, então acabei segurando daquele jeito no calor do momento.
Ao contrário de seu rosto bonito, calmo e que parecia indiferente, Nathan era extremamente bruto na cama. No início, como ambos eram inexperientes, ele não percebia muito, mas a partir do mês em que começaram a ter relações de verdade, Nathan começou a evoluir a cada dia.
Toda vez Nathan lhe dava um prazer tão intenso que ele perdia o juízo, e ao mesmo tempo mostrava várias facetas que Alex desconhecia. Pedir para ele parar não funcionava com Nathan. Sua profissão de médico contribuía muito para isso, pois ele sabia identificar com precisão o limite da resistência física de Alex e o pressionava até esse ponto exato.
Enquanto era pressionado sem descanso, Nathan o penetrava e o sacudia brutalmente, e costumava fazê-lo dizer coisas vergonhosas sem hesitar. Como ambos eram homens saudáveis e Alex viveu uma vida dura, o sexo com Nathan não era algo insuportável.
No entanto, em uma situação como a de agora, ele acabou se assustando um pouco sem querer. Na verdade, ele se assustou muito.
— Não é isso, é que hoje… eu tive um pesadelo…
Alex deu uma desculpa que com certeza soaria engraçada. Ele próprio não sabia por que tinha se assustado tanto. Nathan não o tinha agredido, apenas tinha segurado seu cabelo. Nathan franziu as sobrancelhas e, com um suspiro ansioso, o apertou ainda mais em seu abraço.
— Vou tomar cuidado de agora em diante. Fiz sem perceber. Você é tão lindo que, quando estamos fazendo, eu perco o controle.
— Eu não sou lindo.
Mesmo naquela situação, Alex corrigiu Nathan. Ele preferia que ele dissesse que era bonito ou atraente.
— Não, você é lindo. Será porque gosta de doces? Seu cheiro corporal também é doce. Usamos o mesmo gel de banho e a mesma loção, né? Mas não tem uma parte sua que não seja linda.
A opinião de Alex não foi levada em conta por Nathan. Ele sentiu Nathan cheirando sua pele, esfregando o nariz em seu pescoço como um filhote. Estremecendo com o estímulo na pele sensível, Alex procurou desajeitadamente a mão dele e entrelaçou seus dedos. Em seguida, olhou para Nathan por um momento, levantou o braço e cheirou. Tinha apenas o cheiro do gel de banho que Nathan usava.
— É igual.
Em vez de responder, Nathan o beijou na bochecha. Seu coração, que estava acelerado, foi recuperando o ritmo normal. Estar nos braços de Nathan o fez sentir sono novamente. Ele estava relaxado e queria continuar abraçado assim. Provavelmente era por causa do susto.
Devido ao hábito profissional ou ao costume de acordar cedo desde o passado, Alex dormia pouco, mas, na verdade, ele gostava de dormir muito. Além disso, quando dormia, dormia profundamente. Por estar com Nathan e sentir seu corpo e mente cada vez mais tranquilos, seu sono aumentou ultimamente.
— Está com sono?
— Um pouco.
Ele piscou. Algo que tinha esquecido voltou à sua mente mesmo estando com sono.
— Você não está atrasado, Nate?
O tempo devia estar perto de trinta minutos agora. Ele também estava atrasado. Além disso, o único uniforme de futebol que ele tinha era este que estava usando, então não tinha outro uniforme para o treino no momento.
— Que tal não irmos?
Nathan sussurrou de forma sugestiva. Se tivesse orelhas de animal, Alex as teria levantado imediatamente, tamanha foi a alegria que ele demonstrou.
— Tudo bem se eu não for?
— Se você não for, eu também vou descansar. Hoje eu ia apenas para o laboratório de qualquer forma.
O tom de voz de Nathan tornou-se subitamente suave. Massageando seu cabelo de forma prazerosa, esfregou os lábios em sua orelha. Como costumava cumprir suas promessas, Alex hesitou, embora estivesse muito tentado. O rosto do sargento Hayden surgiu em sua mente. Percebendo seu sinal de hesitação, Nathan sussurrou novamente:
— Você realmente precisa ir ao treino?
— Não é bem assim…
Para ser exato, quem precisava treinar eram Matthew e os outros membros; Alex tinha apenas o papel de observar a forma deles.
— Então não vá.
— Mas falta pouco para o campeonato…
— Fique comigo.
Aquilo o atraía muito, muito mesmo. Alex considerou seriamente. Sentiu um pouco de peso na consciência, mas passar o dia de folga com Nathan era melhor. Enquanto ele continuava no dilema em silêncio, Nathan fez um carinho em seu pescoço com os dedos, como se estivesse manhoso.
— Vamos dormir até tarde e depois vamos ao cinema.
Ele chegou a piscar lindamente para Alex. Nate era tão fofo que chegava a doer o coração. Alex ficou parado por um momento admirando o rosto dele.
— …Pode ser?
Não havia como resistir sendo ele tão adorável. Alex declarou a rendição prevista. Se Nathan estava pedindo, o que ele não faria?
— Sim.
Em seguida, Nathan agiu rapidamente. Esticando a mão para a mesa de cabeceira, ele pegou o celular e mandou Alex discar o número do sargento Hayden. Nathan recusou firmemente o pedido de Alex de que ele mesmo faria a ligação. Enquanto Alex segurava o braço de Nathan com força sentindo culpa por estar mentindo, Nathan disse ao sargento Hayden, com uma expressão neutra e como se não fosse nada, o nome de uma doença para Alex.
Ele disse que Alex estava com colite pseudomembranosa e que, após descansar no hospital, precisaria repousar hoje. Ele acrescentou um parecer médico dizendo que seria bom não deixá-lo trabalhar muito amanhã também.
— Que doença é essa? — Alex perguntou intrigado ao ouvir o nome pela primeira vez. Nathan respondeu calmamente:
— É um tipo de inflamação intestinal grave que ocorre durante o uso de antibióticos. Não é nada grave.
Talvez por ter a palavra “pseudomembranosa”, parecia ter se tornado uma doença séria. “Os médicos são incríveis. É uma profissão muito conveniente para mentir.” Alex pensou. Ou será que o Nathan apenas era bom nisso? Parecia que eram as duas coisas.
— Pare de se preocupar e vamos dormir.
Nathan acariciou o cabelo de Alex novamente e o pegou no colo. Ele passou os braços por baixo dos joelhos de Alex e levantou o corpo dele naturalmente, o que fez Alex abraçar o pescoço dele às pressas. Embora fosse uma cena que não combinasse em nada com seu tamanho, Alex já estava adaptado àquela posição quase como uma resignação, de tanto que Nathan fazia aquilo.
— …Nathan, eu sou pesado.
Mas ele não esqueceu de acrescentar essa frase. Porque realmente não era um peso leve. Nathan, agindo como se não tivesse ouvido — tal como quando corrigiu a palavra “lindo” — dirigiu-se diretamente para o quarto dele. Alex foi deitado na cama que estava lá apenas por formalidade, mas que quase não era usada. Nathan, que puxou o lençol fino, fechou as cortinas da janela.
— Vamos dormir.
Alex mexeu-se para o lado da parede para dar lugar a Nathan. Ele colou o corpo ao dele na cama que era um pouco estreita para dois homens altos e robustos. “Temos que nos lavar.” Eles disseram um ao outro enquanto conversavam bobagens até que, em certo momento, a mão de Nathan cobriu os olhos de Alex. Com o som do ar-condicionado funcionando silenciosamente servindo de canção de ninar, os dois adormeceram assim.
↫────✶────↬
↫─☫ Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki&Belladonna