Capítulo 04.2
❖ Capítulo 04 – The Last Car on The Train, Parte 02
Durante os quinze minutos de táxi até em casa, Alex foi recuperando os sentidos gradualmente. Não estava totalmente sóbrio, mas o suficiente para ter a consciência de que cometera uma excentricidade. Chegou a beijar na rua, onde havia pessoas! Não era um ato ousado digno de ser punido por obscenidade em local público?
Sua identidade era britânica, mas, de qualquer forma, por ser um mestiço oriental com parentes coreanos conservadores, faltava ousadia a Alex. Ele ficou chocado com suas próprias ações.
Além disso, a tensão era enorme por causa de Nathan, que segurava sua mão com força. “Então, estamos indo para casa agora para fazer sexo? Eu que pedi, não foi?”
Diante do grande evento após vários meses, ele foi ficando lúcido. Alex esticou as costas, esforçando-se para não demonstrar que tinha voltado ao normal. Com os punhos cerrados sobre as coxas, pensou ansiosamente. “O que eu devo fazer?” Sua mente ficou em branco. “Primeiro tomar banho, e depois de tomar banho…”
— Vamos.
Nesse meio tempo, o táxi chegou à casa de Nathan. Abrindo a porta rapidamente, Nathan deu uma gorjeta equivalente ao valor da corrida e puxou Alex. Ele parecia muito apressado.
— Espera, espera um pouco.
Não houve tempo para detê-lo. Abrindo a porta com a chave de forma ríspida, Nathan acendeu as luzes e tirou o casaco. Parecia um movimento elegante, mas ao mesmo tempo impaciente. Então, ele segurou Alex, que tentava tirar a própria roupa com gestos desajeitados. O casaco foi arrancado com um movimento brusco. O cinto também foi aberto rapidamente. Ouviu-se o som metálico e o cinto foi arremessado ao chão.
— Argh, sério…
Nathan disse como se estivesse enlouquecendo. Com movimentos impacientes, ele puxou Alex novamente. Sem perceber, os dois subiram as escadas do segundo andar e chegaram à porta do banheiro em um instante.
— Espera, Nathan, eu, eu vou tomar banho primeiro!
Alex gritou desesperadamente. Mesmo quando era difícil tomar banho devido aos ferimentos, Alex insistia firmemente em fazer sozinho. Mostrar o corpo nu para Nathan ainda era um nível de dificuldade muito alto. Ver a nudez de Nathan seguia a mesma lógica. Apesar do pedido fervoroso, Nathan não ouviu.
— Por quê? Para você tomar banho sozinho por quarenta minutos de novo?
Enquanto tirava as roupas dele uma a uma, Nathan não tirava os olhos de Alex e começou a desabotoar a própria camisa. Quando os olhos verdes o encararam intensamente, seu corpo ficou paralisado como se estivesse preso por um alfinete. Era algo eletrizante e um pouco assustador.
— Isso eu não vou deixar.
A pele branca de Nathan apareceu. Alex fechou os olhos com força.
— Eu preciso de preparação psicológica…!
Seu coração começou a bater forte. Era difícil distinguir se o batimento acelerado era um efeito colateral do consumo de álcool ou o choque de ver a nudez de Nathan.
— Você disse que queria sexo. Por que se preparar depois de ter me seduzido?
— Se-Se-Sedução?
Ele não tinha feito algo tão vergonhoso assim!
— Vem.
Ignorando a resistência inútil, Nathan o conduziu para o banheiro. Alex tentou resistir segurando a maçaneta, mas ainda não tinha equilíbrio suficiente para medir forças com Nathan. Ele acabou nos braços de Nathan. Sua cintura foi segurada com firmeza. O membro rígido foi sentido logo abaixo. Quando o pedaço de carne quente e duro se esfregou em sua virilha e baixo ventre, seu corpo ficou totalmente tenso.
Quando a fraca resistência parou, Nathan o empurrou lentamente para o box. Ligando a água em uma temperatura agradável, ele começou o beijo. Os lábios foram mordidos levemente e, em seguida, veio a parte problemática. Os lábios de Nathan morderam e soltaram repetidamente a zona erógena abaixo da orelha, que Alex tanto sentia. Foi como se todos os pontos sensíveis tivessem se concentrado ali; instantaneamente, uma sensação de formigamento subiu.
O membro de Alex, que estava ganhando força lentamente, endureceu de vez. Envergonhado por sentir o membro ereto latejar, ele tentou baixar as mãos, mas Nathan segurou seus dois braços e os prendeu na parede. A água começou a escorrer pelo seu corpo.
— Ah, hng, hng, ah!
Como não recebia estímulos há meses, seu corpo reagiu com extrema sensibilidade. Seu humor logo ficou excitado. “Mais, um pouco mais”, pensamentos assim começaram a surgir. “Eu queria que o Nathan fizesse algo. Algo…”
A resolução de que ele lideraria Nathan e o agradaria voou para longe naquele momento. Suas pernas se abriram gradualmente. Seu corpo foi molhado pela água que escorria. Nathan, sem se importar que seu próprio cabelo estivesse molhando, foi descendo os lábios. Após acariciar a nuca de forma úmida, beijou o queixo e, em seguida, cravou os dentes na clavícula.
“Hng”, Alex fechou os olhos com força e arqueou a cintura. Diante do tronco projetado para frente, como se pedisse para Nathan sugar seu peito, Nathan hesitou por um instante e, soltando um longo suspiro, abaixou a cabeça.
Os lábios tocaram o peito. Os mamilos rosados estavam planos, mas, quando os lábios os tocaram, começaram a saltar lentamente, revelando-se. Nathan abocanhou toda a aréola e sugou suavemente para fazê-los sobressair, tornando a cor avermelhada. O peito formigou. Era uma sensação de cócegas, estranha e…
— Ah, hng, go-gostoso…
Foi bom.
Aproveitando o resto de álcool que ainda estava em seu sistema, Alex reagiu honestamente ao prazer. Lágrimas brotaram por ser estranho, mas ele não queria que parasse.
— Está gostoso?
— Hng, ah, o peito, está estra-estranho…
— E isso?
A voz de Nathan soou baixa no ar úmido. Quando a língua pontiaguda cutucou o mamilo, Alex contorceu o corpo.
— Ah, hng, sinto cócegas, hng, ah, hng!
— Por que você é tão erótico?
Nathan sussurrou enquanto prendia os pulsos dele com força. Nesse meio tempo, o mamilo continuava sendo provocado. Ele mordeu levemente o mamilo endurecido e, depois, lambeu-o suavemente com a língua. Quando a língua lambeu o mamilo rapidamente, ele sentiu que ia enlouquecer.
— Ficando ereto desse jeito só com o peito.
Nathan disse com uma voz rouca. Uma das mãos que segurava o pulso desceu. Ele segurou o membro ereto e o massageou. Quando o polegar massageou a ponta sensível da glande em círculos, Alex estremeceu. O estímulo foi excessivo.
— Ah, se, se tocar, hic!
Com as pernas perdendo a força, Alex cambaleou. Seguindo Alex, que escorregava sentado, Nathan passou sabonete líquido na mão.
Nathan o encarou com olhos de fera enquanto Alex estava com as pernas bem abertas, apoiado na parede. Ele se posicionou entre as pernas de Alex. A mão ensaboada penetrou entre as virilhas. Os dedos longos e escorregadios esfregaram o períneo e começaram a provocar ao redor do buraco firmemente fechado.
Com a boca aberta, Alex arquejava. Sua mente estava entorpecida. Sentia-se flutuando. Como se estivesse percorrendo cada prega, os dedos massagearam aquela região meticulosamente e, logo em seguida, penetraram no buraco fechado com força. Os dedos umedecidos foram penetrando lentamente.
— Ah…
Um gemido saiu sem querer. As memórias do *rut* o invadiram. As coisas que Nathan fizera por ele enquanto tomava o neutralizador também. Se o dedo entrasse um pouco mais e pressionasse algum lugar carnudo lá dentro…
— Hng, hng, ah, aí, a sensação… eu, lá dentro…!
Mal pensou nisso, e o local profundo foi pressionado. Jogando o queixo para trás, Alex tremeu violentamente. A espuma nos dedos que entravam e saíam se dispersou, e o número de dedos umedecidos pela água aumentou para dois, mas Alex, sem sentir grande repulsa, abriu as pernas por conta própria. Suas coxas tonificadas se esticaram completamente.
Nathan inclinou o tronco, deixando marcas de dedos nas coxas lisas e longas. Apoiando os joelhos no chão, ele puxou Alex para si. Deslizando pela parede, Alex foi deixado semideitado no chão do banheiro. A água que caía sobre seu abdômen se acumulava nos músculos e escorria repetidamente.
— Nathan, ah, ah, ah…?
De repente, os dedos saíram bruscamente. Alex, que se contorcia com o prazer crescente, logo sentiu uma sensação estranha. Era algo que nunca tinha sentido antes. Diferente de um dedo ou do membro, aquilo era maleável e úmido. Era quente. Assustado, ele olhou para baixo e cruzou olhares com Nathan.
Ele estava lambendo lá embaixo.
— Não pode!
De tão surpreso, Alex se debateu. Deixar Nathan lamber aquela parte era quase um sacrilégio. Era um lugar impuro e sujo. Como Nathan era médico, ele certamente sabia disso!
— É su-su-sujo. Nathan, não lamba aí. Hein?
— Não é uma região limpa.
O tom de voz era de quem obviamente sabia.
— Mas não vou morrer por lamber.
— Por favor, por favor, por favor…!
Alex implorou choramingando. Se ele ousasse deixar Nathan fazer algo assim, poderia morrer de tristeza. No entanto, Nathan nem sequer fingiu ouvir. A língua tocou. Algo maleável lambeu as pregas cerradas de baixo para cima. Quando a sensação da água escorrendo se misturou, ele sentiu que sua mente ia ficar estranha.
— Não quero, não, hng, ah, ah, hng…
“Eu não quero…”
“Será que estou derretendo de baixo para cima?”
Alex, que se contorcia todo, parou os movimentos quando a língua penetrou no buraco onde os dedos estavam cutucando. Era uma sensação indescritível. O toque macio, quente e que cutucava superficialmente o interior era melhor do que imaginava. Sentir prazer em um ato que não deveria ser prazeroso o fez sentir vergonha e, novamente, uma sensação de pecado. Sentiu como se suas partes baixas estivessem despencando.
— Hng, hng, ah, hng!
Todos os tipos de sensações o atingiram. Alex arquejava descontroladamente com o toque sentido por trás. Os dedos dos pés se encolhiam e se esticavam sem saber o que fazer. Ele elevava os sons de “ah, ahah”, balançando os quadris. Sem perceber, ele abria as pernas cada vez mais.
Algo foi se acumulando gradualmente. A sensação acumulada de forma ondulante espalhou-se por todo o corpo através dos vasos sanguíneos. Ficou difícil aguentar.
— Não, hng, Nathan, eu, vou, pare, pa…!
Sua boca se abriu. Sentiu como se algo explodisse. Ele arqueou a cintura com força e ejaculou com um prazer absurdo. O sêmen que estava acumulado lá dentro por muito tempo foi disparado. O líquido espesso se espalhou pelo seu tronco, respingando até o queixo. A força em seu abdômen foi intensa e depois relaxou lentamente. Seu corpo inteiro tremia.
— Você disse que não queria.
Nathan, que afastou a boca e ergueu o tronco, sussurrou baixo. Seus ouvidos formigaram.
— Diz que não quer, mas derrama desse jeito?
A mão estendida massageou novamente a glande escorregadia. Um líquido turvo e branco, nitidamente diferente da água que corria pelo corpo, manchou os lindos dedos de Nathan. Ao ver aquilo, Alex foi tomado pela vergonha. Lágrimas brotaram.
— N-não…
Alex negou com todas as forças. Ele sabia que, com Nathan, a natureza genética não importava. Mas ele era um alfa, um alfa; por que sentia tanto prazer por trás? Isso era normal?
— Eu não senti, hic, nada.
“E se ele me odiar por eu ter gozado sendo lambido, sendo um alfa?”
Alex tentou levantar-se, negando desesperadamente. Nathan montou nele, pressionando suas coxas enquanto ele tentava fugir de fininho. Nathan franziu o cenho, incomodado com a água que continuava correndo, desligou o chuveiro e pressionou Alex contra o chão. O chão duro do banheiro tocou suas costas.
— Nathan, aqui não, na cama, ah…!
Parecia que Nathan não ouvia suas palavras. Veias azuis saltaram nos braços brancos que pressionavam Alex. A água pingava de seus cabelos molhados. Alex encarou o rosto de Nathan sem conseguir piscar. Mesmo Nathan não sendo um alfa, sentia que algo emanava dele.
— Você disse que estava forte, não foi?
Nathan sussurrou rosnando. O membro rígido tocou o espaço entre as coxas bem abertas pelas pernas dele. Algo quente e duro esfregou ao redor do buraco umedecido pela saliva. Uma sensação arrepiante espalhou-se pela sua espinha. Parecia expectativa, parecia medo.
— Vou conferir.
Com essas palavras, o buraco começou a se abrir lentamente. A sensação de ser preenchido de forma apertada entrou de repente. Ele tinha esquecido. O quanto “aquilo” de Nathan era bonito e, ao mesmo tempo, desproporcionalmente grande.
— Hng, hng, ah, não en-entra…
O medo bateu de repente. Apesar de já ter tido sexo intenso duas vezes no passado, Alex disse que não conseguia colocar, como se fosse uma manha. Nathan deu um sorriso frio, desceu um braço e massageou suavemente ao redor do buraco onde o membro estava sendo inserido.
— Está sentindo?
— Hng, hng, ah, se tocar, hng!
— Ele está aceitando bem, então não se preocupe.
Os dedos subiram e seguraram o membro de Alex. O membro, que tinha perdido um pouco de força após a ejaculação, recuperou a forma assim que a mão de Nathan o tocou. Nathan nem sequer o massageou direito, mas Alex ficou excitado apenas pelo fato de Nathan estar segurando o dele. Quando ele tremeu o abdômen em um sobressalto, Nathan foi direto ao ponto. O membro, que estava sendo inserido lentamente, deu um estocada forte para dentro.
— Ah!
Seu queixo foi jogado para trás. Talvez por ter sido relaxada de forma úmida enquanto era cutucada pelos dedos e lambida pela língua, sua retaguarda conseguiu engolir aquele membro enorme de uma só vez. Talvez pelo efeito do álcool, não houve muita dor. Com a sensação de que as pregas haviam se expandido até o limite, Alex chutou o chão do box com os pés. Ele conteve a repulsa instintiva no momento em que Nathan enterrou o membro até o fim.
A glande espessa raspou naquele lugar prazeroso que ele estava pressionando com os dedos. O simples fato de inserir tudo pressionou a próstata, fazendo Alex soltar um “ha” enquanto encolhia os dedos dos pés. O prazer encobriu a sensação de corpo estranho em um instante. Mesmo Nathan não tocando mais na frente, Alex tremia levemente com o prazer.
— Aguente firme.
Com essas palavras, Nathan deu início aos movimentos. Recuando os quadris, ele retirou o membro de uma só vez e o empurrou para cima com força novamente. O som da pele molhada se chocando ecoou ruidosamente. Ele se deu conta de que estava fazendo algo tão erótico no banheiro. O som se espalhava muito mais do que no quarto.
— Hng, hng, ah, ah, hng!
O som do membro de Nathan entrando e saindo repetidamente, e os gemidos que ele soltava ao abrigar o membro no buraco totalmente dilatado, soavam vergonhosos.
Quanto mais vergonha sentia, mais seus gemidos aumentavam em vez de diminuir. Seu corpo balançava freneticamente. Nathan ergueu levemente o tronco e puxou cada uma das coxas de Alex com os dois braços. Encaixando as pernas entre as costelas e os braços, ele colou o corpo e continuou as estocadas. Sons mais fortes do que antes ecoavam: *pah, pah*. A cada vez, a glande raspava a parte profunda lá dentro.
Nathan o pressionava assustadoramente, emitindo apenas o som de sua respiração ofegante. Parecia alguém que perdera a razão.
Quando Alex, sem perceber, apertava as paredes internas, a intensidade aumentava ainda mais. Ouviu-se um murmúrio de “Droga”, e a velocidade com que o membro entrava e saía acelerou. Suas costas, encostadas no chão duro do banheiro, deslizavam para cima e para baixo repetidamente. Ele sentia que sua mente ficaria estranha a cada vez que a parte interna macia e quente era raspada e preenchida. Suas partes baixas formigavam. O prazer se espalhava cada vez mais. Ele sentiu arrepios por todo o corpo, encolhendo-se, até que veio aquela sensação.
— Es-espera, Na-Nathan, eu, ba-banheiro…!
Alex implorou contorcendo a cintura.
— Solte, hah, aqui mesmo.
Nathan disse aquilo com a maior naturalidade do mundo. As lágrimas explodiram. Mesmo assim, Nathan não parou. A forma como ele girava os quadris enquanto encarava fixamente o seu rosto era de uma beleza quase cruel. A pele pálida mais avermelhada que o normal, os braços com veias saltadas, a nuca coberta de suor límpido. Não sabia de quem era esse namorado, mas ele era lindo. Mas, ao mesmo tempo, era realmente cruel.
— Co-como eu posso fazer isso, ah, hng, hng, hng!
Alex protestou de verdade. O interior foi raspado mais uma vez. “Ah, ahah, é bom, é bom, mas o banheiro, o banheiro…!”
— Antes, hah, você já, hng, soltou.
— Nathan, por favor, hng, hng, ah, por favor…!
As lágrimas caíam sem parar. Nathan é um bobo. “Eu quero parecer bem para ele, como ele pode me mandar urinar na frente dele?” Alex balançava a cabeça negativamente tentando empurrá-lo, mas não adiantava. O chão estava escorregadio e ele estava sendo penetrado. E a força de Nathan era muito grande.
“Que maldade. Se eu tivesse terminado o treinamento de reabilitação…”, foi o que pensou naquele instante.
O interior foi atingido com uma sensação que atravessou até o topo da cabeça. A glande dura, que pressionava o ponto máximo, agitava as paredes internas. O prazer atravessou sua espinha. Alex, sem perceber, colocou muita força atrás. Ele sentiu um certo prazer ao apertar o membro.
— Alex, você, hng…!
Ouviu-se a respiração ofegante de Nathan. Ele sentiu o corpo de Nathan, que tocava suas nádegas, ficar totalmente tenso e, logo em seguida, um líquido quente se espalhou dentro das paredes internas. Ao sentir aquilo, Alex também atingiu seu limite.
— Hng, hng, não, não quero, ah, vou, não pode, eu… ah!
Com um choro, Alex balançou a cabeça freneticamente. Ele desceu as mãos às pressas tentando tapar seu membro, mas não adiantou. No momento em que seus dedos envolveram a glande, o sêmen jorrou.
E logo em seguida, um jato de água começou a jorrar. Sua cintura arqueou-se com força. Suas coxas, presas pelos braços de Nathan, tremiam em espasmos. Sua mente ficou totalmente branca, e naquele instante ele não conseguiu pensar em nada. O prazer de expelir o líquido que estava acumulado entorpeceu seus sentidos. Foi um prazer absurdo.
O líquido transparente que escorria do orifício da glande espalhou-se pelo chão. O líquido encharcou o tronco de Alex e molhou um pouco o seu queixo. O resto escorreu pelos azulejos molhados e misturou-se com a água.
— Hng, não olhe, não… olhe…
Sua consciência foi voltando aos poucos, e Alex fechou os olhos com força, cobrindo o membro. Ele perdeu as forças como se estivesse exausto. O rastro do ápice fazia seu corpo tremer intermitentemente.
— Foi tão bom ser penetrado a ponto de urinar?
— N-não…
Alex abriu os olhos abruptamente e negou. Nathan deu um sorriso enviesado e soltou as pernas de Alex. Em seguida, agarrou o pulso de Alex que cobria o membro.
— Você soltou bastante.
— Por-por que você, hng, fala assim?
— É a verdade.
Nathan massageou o tronco encharcado de Alex com a palma da mão. Alex reagiu horrorizado ao sentir o sêmen sendo espalhado.
— É sujo, Nathan, não, não toque.
— Eu não me importo.
Um braço penetrou sob a cintura de Alex. Nathan o levantou. Alex agarrou-se reflexivamente a Nathan, que o abraçava segurando sua cintura.
— Vamos.
— Aonde?
— Você não disse que queria ir para o quarto?
— Eu, eu, eu quero ir depois de me lavar…
Nathan ignorou Alex. Nathan, que carregava Alex enquanto este abraçava seu pescoço, levou-o para fora do box com cuidado e o ergueu no colo.
— Você vai acabar soltando assim de novo mesmo, para que se lavar?
E então, levando o Alex que tentava escapar timidamente, ele seguiu direto para o quarto.
❖
Nathan não pegou leve.
Ou seja, ele realmente não pegou leve. Estou falando sério.
Primeiro, Alex adormeceu de exaustão na madrugada de hoje, após a noite passada. Não sabia exatamente a que horas começaram, mas como voltaram para casa bêbados assim que a comida saiu, era certo que fizeram sexo desde o início da noite.
Nathan parecia ter realmente perdido a razão, pois não usou o preservativo que sempre usava e ejaculou dentro. Alex descobriu pela vez como era a sensação de ter o sêmen preenchendo seu ventre.
Alex, que se gabava de ser forte, implorou quando o sexo continuou por horas. Nesse meio tempo, ele acabou fazendo o nó de novo e, como o nó drena as energias, ele se cansava facilmente. Como Nathan previu, ele cometeu a “falha” mais duas vezes. A cama ficou encharcada, e Alex adormeceu seriamente preocupado com quem limparia aquilo no dia seguinte.
Diante dos apelos para parar, Nathan ignorou todas as palavras de Alex, dizendo que ele parecia estar totalmente recuperado. Mas se perguntasse se ele odiou, a resposta era não. Ele apenas teve medo.
“E se eu me acostumar a ir por trás sempre? Isso está certo? Um alfa pode ser assim? E também é estranho urinar de forma vergonhosa durante o ato. Será que há algo de errado com meu corpo?”
— Como você está se sentindo por dentro?
Nesse momento, a porta do quarto se abriu. Nathan deixou Alex se lavar no banheiro de dentro do quarto, enquanto ele usou o banheiro no fim do corredor. Para Alex, foi um alívio. Se tivesse se lavado lá, teria lembrado das ações explícitas que ocorreram no banheiro.
Nathan já estava pronto para ir trabalhar. Alex, que se gabava de ser forte e poder dormir tarde, ainda estava descansando na cama com a cintura dolorida. Ele precisava sair logo se não quisesse se atrasar.
— Estou bem.
— Eu limpei todo o sêmen, mas se doer me mande uma mensagem. Eu trago remédio.
Como ele falou naturalmente sobre ter limpado o sêmen, Alex levou um susto. Ergueu a cabeça bruscamente e olhou para Nathan.
— Por quê? Está doendo?
Nathan sentou-se ao seu lado com uma expressão séria. A cama era tão boa que ele nem sentia o colchão afundar muito.
— Ontem eu perdi a razão por um instante. Não era minha intenção fazer dentro… me desculpe.
Ele se desculpou franzindo levemente os olhos.
— Não é que eu tenha odiado…!
Alex balançou a cabeça rapidamente. Era verdade e, além disso, ele não gostava de ver Nathan se desculpando.
— É que eu, toda hora…
— Toda hora?
— Toda hora, enquanto a gente faz, eu so-solto… urina.
Alex baixou a cabeça com uma vergonha mortal. Seu coração batia rápido. Mas, como Nathan era médico, uma consulta desse nível não teria problema, teria?
— Continue falando.
Nathan disse calmamente. Alex não conseguiu ver sua expressão.
— Tem algo de errado com meu corpo?
— Talvez.
Veio uma resposta casual. Alex fez uma cara de choro e olhou ansiosamente para Nathan. Nathan tinha um rosto sério.
— Primeiro, os ferimentos parecem estar todos curados.
Nathan deu uma olhada em Alex, que ainda não tinha se vestido adequadamente. Ele estendeu a mão para o abdômen levemente exposto antes de Alex fechar os botões da camisa. Sua mão acariciou cuidadosamente ao redor do umbigo, onde a cicatriz da cirurgia permanecia. É o lugar onde Nathan deu vários beijos ontem. Ele recebeu beijos na cicatriz do pulso e em todas as pequenas cicatrizes pelo corpo. Mesmo em meio à confusão, aquilo foi muito bom.
— Acho que você urina porque sente prazer demais.
— Será que não melhora se fizermos de outro jeito?
Alex expressou sua opinião cautelosamente. Nathan arqueou levemente uma sobrancelha.
— De outro jeito?
Essas palavras exigiam coragem. Afinal, ele chegou a esta situação atual porque perdeu no argumento durante o sexo para a primeira aplicação do neutralizador.
— Que tal se eu for por ci-cima?
— Se você quiser.
Diferente do esperado, Nathan aceitou prontamente. Sem acreditar, ele perguntou de novo:
— Sério? Eu posso colocar?
— Não.
Veio uma resposta fria.
— Você não acabou de dizer que sim?
— Achei que você queria montar em mim e colocar.
Ouvindo a voz firme, Alex tomou coragem novamente. Já que tinha tocado no assunto, queria tentar. Ele também era um homem feito e um alfa, e certamente tinha o direito de perguntar isso.
— Eu também quero tentar.
— Ouça bem, Alex.
Desta vez, o tom de voz ficou carinhoso. Nathan disse enquanto acariciava a bochecha de Alex suavemente com o dedo:
— Vamos supor que você me penetre.
O tom suave era estranho. O modo de falar de Nathan costumava ser inexpressivo. Era um campo diferente do fato de ele ser gentil com Alex.
— Hng.
— Durante as três vezes que tivemos relações, você fez o nó em todas.
Alex ficou vermelho com essas palavras. Era vergonhoso ter feito o nó sendo penetrado, mas ele fez porque gostava de Nathan. Alex respondeu baixinho:
— Eu te amo, Nathan…
— …Eu também te amo.
Nathan hesitou por um instante. Ele parou de falar por um momento e puxou Alex. Enquanto abraçava Alex em seus braços, ele continuou a falar. Seus dedos acariciavam o cabelo dele de forma agradável.
— De qualquer forma, você sempre faz o nó quando transamos.
Alex assentiu seriamente. Era verdade. Chegando a esse ponto, a causa era clara.
— Acho que não consigo me controlar porque gosto de você.
Com essas palavras, Nathan soltou um risinho e beijou o topo da cabeça de Alex. Um som baixo de beijo ecoou. Seu humor melhorou dobrado.
— Sim. Então o mesmo aconteceria se você estivesse penetrando. Vamos pensa aqui. Se você fizesse o nó dentro de mim e eu tivesse uma ruptura intestinal?
Alex arregalou os olhos com a expressão “ruptura intestinal”. Só de ouvir já era aterrorizante. Ele não queria ver Nathan ferido nem em sonhos.
— Você teria confiança de ver sangue e fazer os primeiros socorros?
Nathan disse frases terríveis, que só de imaginar já eram ruins, de forma muito calma. Alex ficou atônito, mas resistiu uma última vez.
— Is-isso sempre acontece? Alfas fazem o nó com ômegas. Aprendi que é algo natural. Nunca ouvi dizer que houve problemas.
— Sim. Mas eu sou um beta.
Ah…!
Alex ficou momentaneamente sem palavras diante daquela lógica perfeita. De fato, dizem que a retaguarda dos ômegas também fica úmida, mas ele nunca ouviu nada sobre betas ou alfas. “Então os órgãos internos são diferentes para cada tipo genético…?”
— Entendi.
Diante da lógica impecável, Alex perdeu as palavras. No fim, havia um motivo para Nathan insistir em ficar por cima desde a primeira vez. Ele sentia admiração, mas ao mesmo tempo era uma sensação estranha. Seria porque, desde pequeno, ele sempre pensou que abraçaria o belo Nathan? Era apenas esquisito.
— Tudo bem.
No entanto, não lhe ocorriam mais argumentos. Alex aceitou sem forças.
— Bom garoto.
Nathan o elogiou e voltou a acariciar seu cabelo. Era uma lógica irrefutável, mas ele sentia que tinha sido enganado. Com o coração pesado, Alex imaginou o futuro. “De agora em diante, este será o meu destino.” Por algum motivo, foi melancólico.
Pensando nisso, ele percebeu um problema importante. Nathan também mencionara agora há pouco, mas seus ferimentos já estavam totalmente curados. Obviamente, não havia impedimento para a vida cotidiana. Ele continuava fazendo exercícios de reabilitação, mas não precisava de ajuda.
E essa convivência foi baseada no período em que Alex estivesse ferido.
Alex, que estava aproveitando o toque de Nathan, ficou deprimido em um instante. Ele obviamente não tinha entregado seu apartamento para quando tivesse que voltar. Ele também não trouxe muita bagagem, então poderia sair a qualquer momento. Nathan usou o quarto de hóspedes como o quarto de Alex, mas, por algum motivo, ele sempre acabava dormindo na cama de Nathan.
Os últimos quatro meses com Nathan foram o período mais feliz de toda a vida de Alex. Tanto no aspecto emocional quanto no material. A casa era sempre quente, ele fazia as refeições regularmente e não se sentia sozinho. Alex tinha esquecido o quanto era reconfortante saber que havia alguém em casa ao chegar. Até mesmo seu pai, que costumava causar tumultos na maioria das vezes, tinha sua existência agradecida de vez em quando.
Ainda mais se a pessoa que espera for a pessoa mais amada do mundo, a vida muda completamente. Ele não se cansava de olhar para o rosto de Nathan 365 dias, 24 horas, 60 minutos e 60 segundos; quando se encontravam ao acordar, ele chegava a ficar admirado. Durante todo o tempo em que via aquele rosto pálido fechando os olhos calmamente ao seu lado, seu peito transbordava de emoção. Não houve um único dia triste.
Mas pensar que agora era o fim.
— Por que essa cara?
— Hein?
— Ficou tão decepcionado assim?
Nathan observou seu rosto enquanto ele estava mergulhado em pensamentos deprimentes.
— Mas não tem jeito, Alex. Em vez disso, vamos comer o bolo que você gosta hoje à noite.
Nathan disse com uma voz de quem estava ponderando. Não sabia como as coisas tinham chegado a esse ponto, mas bolo era bom. Provavelmente ele estava falando daquele bolo de chocolate denso que custava quase £10 a fatia.
“Talvez eu não consiga comer isso também depois que sair da casa do Nathan.” As lojas eram todas perto da casa de Nathan, e eram muito longe de Peckham, onde Alex morava. O rosto que ele via o dia todo, passaria a ver apenas de vez em quando. Ele não estava terminando o namoro, mas foi muito triste. “E se, por acaso, eu acabar terminando com o Nathan?” As preocupações de Alex começaram a crescer subitamente.
— Sim, vamos fazer isso.
Ao responder forçando o ânimo, Nathan observou Alex calmamente com olhos desconfiados. Alex foi desviando o olhar aos poucos.
— Vamos nos atrasar. Vamos logo.
E eles estavam realmente atrasados. Quando olhou as horas, já era para terem saído há muito tempo. Ele se levantou com pressa. Nathan o observou com um rosto de quem tinha algo a dizer, mas logo o seguiu.
Nathan, mesmo estando atrasado também, deixou Alex primeiro e depois foi para o hospital. Alex entrou no departamento de polícia com passos sem energia. Como não fazia muito tempo que tinha voltado ao trabalho de campo, ele passava as manhãs principalmente fazendo investigações na sede.
↫─☫ Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki, Othello&Belladonna