Capítulo 57
↫─Matched with a Disaster Grade Esper ↫⚝↬ 57
— O que fazemos agora?
— É verdade que não é uma abordagem fácil de sugerir.
— Mas…
Naquele momento, alguém falou: — Você não vai aguentar por muito tempo de qualquer maneira.
— O quê?
A voz era fria e calculista, como se instasse a um confronto com a realidade.
— Ninguém pode suprimir desejos prestes a explodir — afirmou simplesmente, como quem declara uma inevitabilidade.
— Então devemos apenas deixar estar?
— O que precisamos fazer é ajudar, apenas um pouco.
— Ajudar?
— No final, quando se trata da própria sobrevivência, atropelar os outros torna-se fácil — continuou a pessoa, falando como se declarasse o óbvio.
↫─⚝─↬ Tradução, revisão e Raws: Bella Cheng&Belladonna
Zero Nine estivera trancado na cobertura por dias, percebendo gradualmente que estava se tornando cada vez mais difícil manter a compostura. Seu relógio revelava que ele estava em um estágio inicial de colapso. O centro continuava entrando em contato, mas Zero Nine sabia o que eles proporiam, então deliberadamente não respondia. Ele foi até a cozinha e engoliu água gelada, como se aquele ato pudesse manter sua sanidade intacta. Sem isso, temia que pudesse desmoronar. Forçando-se a beber, ele retirou-se para o quarto. Talvez conseguisse lidar melhor se apenas permanecesse dormindo.
— Hexion.
Zero Nine chamou por ele em meio à névoa do sono iminente. A escuridão chegaria por um breve momento quando ele fechasse os olhos. No entanto, tal escuridão nunca durava muito. Ele acordava durante curtos períodos de alívio, sentindo-se febril, seu corpo irradiando calor. Ele se levantou da cama, sentindo os lençóis pegajosos de seu suor frio, a cabeça girando e a boca amarga.
Ele estava ressequido.
Zero Nine cambaleou de volta para a cozinha. Ele precisava de água. Ao entrar na sala de estar, detectou um cheiro químico estranho. Não era um cheiro medicinal adequado, mas mais como o odor persistente impregnado em alguém por estar em um hospital por tempo demais. Seu rosto ficou frio enquanto olhava para a sala.
Ali jazia Hexion.
Com certeza, era Hexion, calmamente estendido no sofá em uma camisa de força branca. Zero Nine rangeu os dentes em frustração. Tinha que chegar a este ponto, para ele ser reduzido a isso? Ele rosnou internamente enquanto tropeçava em direção a Hexion, caindo no chão ao lado do sofá onde Hexion jazia à vista.
— Hexion, o que devo fazer?
Zero Nine sabia como Hexion responderia. Ele responderia com naturalidade. Você julgou bem, Zero Nine. Chamando-o por seu nome numérico, questionando o que estava errado, Zero Nine, meu desastre. A voz dele era clara. Quanto mais Zero Nine pensava nele, mais sua sede se intensificava. Apenas uma vez, um único toque bastaria. Se apenas uma gota de água tocasse seus lábios, talvez fosse o suficiente.
Sem perceber, Zero Nine subiu no sofá, montando sobre o corpo de Hexion, olhando para seus olhos fechados. Apenas uma vez, um gole. Ele sabia que ansiaria por mais, mas lentamente lambeu os cílios de Hexion. A pele por baixo tinha um gosto pálido ao tocar sua língua.
— Odeio a ideia de que você possa me perdoar por isso.
Com uma risada amarga, Zero Nine pressionou seus lábios contra a boca seca de Hexion. Ele pretendia apenas tocar levemente a pele, mas sua sede o traiu e, instintivamente, sua língua disparou para provar aqueles lábios ásperos. Ele acreditava que a febre que o atormentava diminuiria com um mero gosto, apenas para que ela surgisse mais ferozmente ao contato.
Ele empurrou sua língua para dentro da boca de Hexion sem hesitar, ciente de quão vergonhoso era estar fazendo isso com alguém encharcado de medicação, incapaz de sequer abrir os olhos. No entanto, um suspiro quente escapou dele ao finalmente tocar o guia cuja existência era agora tão tangível. A cada sucção de sua língua, a saliva de Hexion fluía, e enquanto Zero Nine engolia, ele roçava na sensação áspera da camisa de força que prendia os braços de Hexion. Mesmo que o toque não fosse direto, os contornos do corpo de Hexion palpáveis sob sua palma o deixavam sem fôlego.
— Hexion…
Zero Nine chamou-o, esperando que ele pudesse responder. Mas não houve mudança naqueles olhos resolutamente fechados. Com uma risada autodepreciativa, Zero Nine mordeu gentilmente abaixo do queixo de Hexion. Com a camisa de força protegendo o pescoço, era o único lugar que ele podia tocar. Ele queria rasgar aquela roupa em pedaços, mas Zero Nine entendia; aquele traje branco era o último escudo contra seus impulsos primitivos.
Involuntariamente, Zero Nine mordiscou a borda do colarinho, mas o tecido resistente não cedeu aos seus dentes, deixando apenas marcas de mordida irregulares. Exalando uma respiração trêmula, ele percebeu que sua camisa de força estava em seu caminho. O conflito entre querer derrubar tudo e aceitar apenas o que era permitido colidia dentro dele.
Espalhando seu hálito quente sobre a orelha de Hexion, ele inalou profundamente. Hexion jazia pacificamente, seu rosto composto imperturbável. O farfalhar fraco e débil do tecido parecia pulsar com suas respirações silenciosas. Agarrando o corpo de Hexion, Zero Nine sentiu a protuberância firme de sua pelve antes de descer mais. Afastando as coxas de Hexion, ele se acomodou entre elas, enterrando a cabeça no peito de Hexion.
— Haa…
A umidade na superfície da camisa de força parecia aumentar com seu suspiro. O calor continuava a subir. A paciência revelou-se muito menos eficaz do que ele esperava, com apenas o desejo alimentando o fogo no fundo de seu ventre.
— Hexion, Hexion…
Zero Nine clamou desesperadamente por ele.
— Abra os olhos, diga alguma coisa.
Você rosnaria para mim ou tentaria morder? Por favor, qualquer coisa. Por dentro, contradições colidiam violentamente: esperando que Hexion abrisse os olhos e rosnasse para que Zero Nine pudesse ser forçado a apaziguá-lo, mas simultaneamente desejando que ele permanecesse alheio até que este calvário terminasse. Esperando que ele não percebesse que estava sendo atropelado sem sequer saber.
— Ah…
Zero Nine mordeu o lado carnudo de uma coxa que estivera esfregando, congelando diante de um murmúrio baixo vindo de Hexion. Levantando a cabeça, ele espiou a expressão de Hexion, notando um leve tremor de seus cílios espessos como uma linha escura em seu rosto. Seu coração batia pesadamente no peito, ansioso pelo que isso poderia significar. Mas a pálpebra voltou ao lugar, imóvel.
Soltando uma respiração que não sabia que estava segurando, Zero Nine soltou uma risada oca.
Ele beijou os lábios contidos de Hexion novamente, pressionando para capturar e mordiscar a língua inflexível de Hexion. Saliva não engolida pingava para fora, e Zero Nine inclinou a cabeça, roçando ao longo do palato duro de Hexion e esfregando com insistência. Apesar da escassez de umidade, lamber a língua de Hexion era mais doce do que qualquer coisa.
O aperto de Zero Nine apertou em torno das coxas de Hexion, mas não importava o quanto ele persuadisse e engolisse, sua garganta ardente não seria saciada. Enquanto seus dedos se enterravam na roupa, ele ouviu um som de rasgo distante. No entanto, absorto como estava em devorar a língua de Hexion, Zero Nine não registrou.
Uma maré crescente de antecipação surgiu através dele. Ele assumiu que tocar Hexion aliviaria isso, mas apenas a sede se seguia. Ansiando alcançar mais profundamente, Zero Nine, com o olhar carregado de emoções não gastas, examinou o rosto imóvel de Hexion, desejando ouvi-lo chamar meu desastre. O pensamento de que sua presença poderia de fato se tornar tal maldição para Hexion o deixou pesado de emoção.
— Acorde e grite comigo.
Deixando a parte superior da camisa de força intocada, ele puxou para baixo as partes brancas inferiores. Sua palma ardeu ao encontrar a pele nua. O alívio foi quase esmagador, como se a enxaqueca de dias que o atormentara estivesse finalmente desaparecendo.
— Vá em frente e diga que me odeia.
Apesar de saber que não aconteceria, Zero Nine não pôde deixar de desejar em voz alta. Assim, ele olhou para o espaço branco entre as coxas de Hexion. Ele demorou-se, sentindo a carne firme, mas macia das coxas de Hexion sob seus lábios. Mordiscadas leves deixavam marcas tênues, mas a cada pequeno sinal de desconforto do corpo de Hexion, parecia que ele poderia acordar a qualquer momento.
Zero Nine lambeu ternamente a coxa marcada, aproximando seus lábios uma fração para dentro. Perturbado com o conhecimento do estado dormente de Hexion, fosse pela medicação ou pelo sono, ele esfregou a bochecha contra a pele cedente antes de levantar um joelho atrás de Hexion. Olhando para cima para a bagunça de seu próprio cabelo cinza.
Zero Nine beijou o períneo, exalando pesadamente, sugando gentilmente a sensação firme antes de baixar a cabeça para o portão de entrada firmemente selado. Sua mão agarrou firmemente um lado dos quadris de Hexion. Então, com um começo suave, ele começou a lamber lentamente, como se estivesse rezando para que Hexion não acordasse.
Ainda assim, o gosto tornava cada toque naquela palidez fantasmagórica tão enlouquecedor que, a cada lambida, ele ficava frenético, lambendo a área ainda mais forte. Sons úmidos surgiam apenas de sugar com força até que a pele ficasse corada. Zero Nine cuidadosamente separou a abertura tenra com seus lábios, buscando a entrada com sua língua.
Sua cabeça latejava com um calor que ele poderia atribuir ou ao guiamento não realizado o corroendo ou ao conhecimento estimulante de que, neste momento, Hexion estava totalmente à minha mercê. Lentamente, ele trabalhou sua língua na profundidade cedente, cada movimento provocando contrações gananciosas. Mesmo dormindo, Hexion respondia tão prontamente que aquele senso de excitação era inegável. A culpa corrosiva parecia raspar em seu coração em meio a esta excitação aguçada.
↫────☫────↬
Continua…
⌀ ⌀ ⌀
↫─⚝ Tradução, revisão e Raws: Bella Cheng&Belladonna