Capítulo 40
↫─Matched with a Disaster Grade Esper ↫⚝↬ 40
A criança tinha acabado de começar a andar, aprendendo a cambalear com uma velocidade notável. A babá constantemente seguia a criança, mas uma criança pequena em movimento era imprevisível.
— Presidente…! A senhorita Leona desapareceu!
A babá, em pânico, aproximou-se de Raga. Hexion, que fingia divertimento ao lado de Raga, observou enquanto a expressão de Raga endurecia imediatamente.
— Encontre-a agora mesmo!
A propriedade era vasta, embora parecesse improvável que Leona tivesse deixado seus limites. Os adultos, percebendo que uma criança da família Theobald estava desaparecida, começaram coletivamente a busca por Leona. Para o jovem Hexion, aquilo não parecia nada mais do que um jogo de esconde-esconde gigante.
“É óbvio para onde ela teria ido…”
Ignorando os adultos agitados, Hexion dirigiu-se ao jardim oposto. Havia um grande lago lá, do qual Leona frequentemente não conseguia tirar os olhos durante os passeios com a babá. Hexion caminhou apressadamente em direção a ele e, com certeza, lá estava a pequena, hipnotizada pelos peixes, inclinando-se perigosamente em direção à água.
Isso parece um pouco perigoso.
Hexion acelerou o passo. Justo quando ele chegou ao local, o corpo da criança se inclinou. Hexion estendeu a mão apressadamente e conseguiu segurar a criança pelo braço. Os olhos da criança se arregalaram em choque, e então—
— Waaah-!
Um choro alto se seguiu. Os gritos da criança finalmente atraíram a atenção dos funcionários da casa. Raga chegou apressadamente pouco depois. Hexion devolveu Leona para a babá. A criança continuava a chorar inconsolavelmente. Ponderando por que ela estava chorando tanto, Hexion notou Raga, tendo acabado de ser informada da condição da criança, aproximar-se dele com uma expressão ferozmente zangada.
Slap!
— O que diabos você fez para deslocar o braço dela?!
— Ah.
Parecia que as articulações frágeis da criança não suportaram a força do seu puxão, e o braço dela havia deslocado. Não estava rachado nem quebrado — apenas um leve desalinhamento da articulação. No entanto, Raga estava furiosa, e Hexion era muito jovem. Ser esbofeteado na frente de todos pareceu um pouco embaraçoso para ele. Então, ele encontrou o olhar de Raga desafiadoramente e respondeu.
— Eu deveria ter deixado ela cair no lago, em vez disso?
— O que você disse?
— Eu a puxei de volta porque ela quase caiu.
Hexion começou a se defender. No entanto, o rosto de Raga não suavizou; pelo contrário, escureceu. Raga encarou Hexion, então se virou abruptamente, levando a jovem Leona embora. Antes de desaparecer, Raga sussurrou algo para a babá, mas estava distante demais para Hexion ouvir. Ele ainda não entendia qual era o problema. Por ora, ele apenas esfregou a bochecha ardida, encontrando consolo no fato de que poderia escapar da festa chata.
A percepção o atingiu na manhã seguinte. Seu atendente regular estava ausente. Quando ele saiu do quarto para chamar um funcionário que passava, não houve resposta.
Hexion caminhou pelo corredor com seus chinelos de casa. Algo estava claramente errado, mas ele não conseguia identificar o quê. Seu tutor, agendado para a manhã, não chegou e, sem surpresa, também não havia ninguém para preparar seu almoço. A essa altura, Hexion percebeu: Ah. Este é o castigo que Raga Theobald me impôs.
— Damon.
Hexion aproximou-se do jardineiro, com quem conversava ocasionalmente. Mas Damon continuou podando as árvores, como se Hexion não estivesse lá. Hexion ficou observando-o por um tempo, mas o jardineiro não encontrou seus olhos.
Hexion arrastou silenciosamente os pés de volta para a mansão. Em seu andar, estava tudo em silêncio absoluto. Sempre que ele vislumbrava um funcionário passando e tentava interagir, eles o ignoravam, fingindo que ele não estava lá.
“Você existe por causa de Leona.”
Só então Hexion compreendeu o peso daquelas palavras. Ele estava aqui por Leona e, portanto, nunca deve causar-lhe mal.
Tendo causado mal a Leona, ele agora era como se fosse invisível nesta mansão. Hexion tornou-se um fantasma a partir daquele dia.
Se Hexion fosse um adolescente comum, ele poderia ter implorado à sua madrasta ou se agarrado a alguém, soluçando.
Em vez disso, Hexion ponderou calmamente sobre a punição infligida a ele. Bastante inovadora, pensou ele. Criativa também.
Ele a considerou eficaz.
A fome o levou à cozinha, considerando que ninguém reconheceria suas ações. Ele entrou descaradamente, pegou um pouco de pão e saiu. Naturalmente, a equipe continuou a ignorá-lo, como se ele fosse invisível.
Hexion suportou uma semana desta maneira.
No início, ele acreditou que poderia lidar com isso sem problemas. Mas a punição durou mais do que o esperado. Passar o tempo lendo livros na biblioteca só podia durar um certo tempo. Certa manhã, após levantar-se de uma cama bagunçada, Hexion questionou sua própria existência.
Semanas tornaram-se duas. Sem ninguém interagindo com ele, seus sentidos deterioraram-se gradualmente. No entanto, a punição de Raga persistia.
Um mês se passou. De fato, um mês inteiro sem ouvir seu nome. Um dia, enquanto lavava o rosto, Hexion viu seu reflexo no espelho e falou em voz alta.
— Hexion.
O nome que não era pronunciado há mais de um mês pareceu desaparecer em sua mente. No entanto, não pareceu particularmente significativo também.
Depois de secar o rosto, Hexion saiu do banheiro. Honestamente, não lhe pareceu um grande golpe. Mas havia um dano psicológico inegável.
Reconhecendo sua mente desorientada, Hexion parou junto à janela, contemplando a situação. O que poderia resolver isso? Se ele fosse dar voz a um pensamento simples, seria:
“Sinto vontade de apenas acabar com tudo isso.”
Hexion ponderou com uma expressão serena. Um ator famoso não disse uma vez que um homem com boas maneiras, aparentemente perfeito em todos os sentidos, poderia um dia perder o controle e entrar em um surto? Hexion encaixava-se perfeitamente em tal descrição.
Ainda assim, Hexion não tinha intenção de agir violentamente. Ele fundamentalmente não era tolo. Atacar com abandono imprudente só perturbaria sua própria vida. Depois de refletir longamente, Hexion finalmente sorriu levemente e saiu do quarto. Embora tivesse apenas dezesseis anos, esta parecia a maneira mais peculiar como ele lidaria com a situação.
Caminhando deliberadamente, ele dirigiu-se ao prédio principal. Os funcionários continuavam a ignorá-lo. Eles poderiam assumir que ele estava indo se desculpar com Raga Theobald, sua madrasta. No entanto, Hexion visava o quarto andar, onde ficava o quarto de Leona Theobald, não o quinto, onde Raga residia. Foi quando um alvoroço começou dentro da mansão. Presos por ordens conflitantes, os funcionários não podiam falar com ele diretamente, mas a presença de Hexion no quarto de Leona era significativamente e inegavelmente intimidante.
— Oh, senhorita. Vamos dar um passeio?
A babá apressou-se para tirar Leona do quarto. No entanto, Hexion moveu-se mais rápido, estendendo a mão para ninar Leona. O corpo e a expressão da babá endureceram. Hexion segurou a jovem Leona. Seu braço anteriormente deslocado deve ter se recuperado há muito tempo. Apesar de não ver Hexion com frequência, Leona não chorou. Ela apenas olhou para seu irmão, sem ligação de sangue, com olhos curiosos.
— Ah, oh, oh—
Leona balbuciou, apontando para o rosto de Hexion. Aproximando-a, ela cutucou a bochecha dele. Dizem que as crianças se interessam mais por rostos, e isso parecia verdade. Hexion era tipicamente objetivo. Olhando para ela, ele pensou: Ah, quanto tempo faz desde que recebi uma resposta. Ignorando a babá, que não conseguia tirar os olhos dele, Hexion saiu. Apenas continuem me ignorando como têm feito.
Enquanto Hexion levava Leona embora, ninguém interferiu. Ali jazia um conflito de comandos. Hexion não estava planejando nada drástico com Leona. Ele apenas pretendia transmitir uma mensagem a Raga Theobald: é hora de acabar com essa farsa maçante.
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Continua…
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↫─⚝ Tradução, revisão e Raws: Bella Cheng&Belladonna