Capítulo 07
— Diga “olá”. Esse é Lee Soo-ha, seu sobrinho.
Foi o primeiro encontro que tivemos em cerca de meio ano. Me perguntava por que ela tinha me ligado. Como nunca fomos próximos o suficiente, era natural que eu suspeitasse das intenções e propósitos de Joo Hae-young ao me contatar. No entanto, o conteúdo da conversa derrubou várias especulações que eu tinha em mente.
— Oi, tudo bem?
— …….
Ele tinha um tom de voz baixo e claro. Olhei secamente para seu rosto pálido, que combinava bem com o adjetivo “pálido” em vez de branco. Não parecia ser tão novo. Ele aparentava ter cerca de 18, 20 no máximo. Qual é sua intenção em me apresentar essa criança……
— Meu sobrinho?
Não pude deixar de perguntar.
Havia apenas dois sobrinhos dos quais eu tinha conhecimento: Kim Myung-woo, filho de Joo Hae-young e Joo Hwa-jin, filha de Joo Hae-myeong, meu irmão mais velho. Lee Soo-ha apareceu de repente.
— É uma história longa e complicada. Tive alguns problemas quando era mais jovem. Mas, claro, não tem nada a ver com o meu atual marido. Isso é tudo que você precisa saber.
De fato, mesmo com essa breve explicação, uma imagem aproximada das coisas se desenhou diante dos meus olhos. Não havia necessidade de saber mais detalhes e isso era o que importava.
— E então, qual é a sua intenção de me apresentar a ele?
— Quero que você tome conta dele.
Fiquei apenas surpreso ao saber que ele era meu sobrinho, mas fiquei estupefato quando ela pediu para tomar conta dele. Conhecíamos bem a personalidade um do outro e não era como se ela estivesse tentando fazer uma brincadeira… Talvez ela tenha assumindo que eu não poderia recusar se me fizesse um pedido tão atrevido desses.
Eu perguntei, enquanto puxava um cigarro.
— E por qual razão eu deveria fazer isso?
— Sua casa é grande.
Em resposta à minha pergunta, Joo Hae-young olhou ao redor da casa e começou a falar besteiras.
— Você não pode dizer que não teve minha ajuda para conseguir se estabelecer aqui logo após ter sido mandado embora sem um tostão e ficou fora das vistas do meu pai.
Isso mesmo.
Antes de acender o cigarro em minha boca, o segurei entre os dedos e o abaixei por um momento para observar a expressão de Joo Hae-young.
— Você sabe que não foi assim. Sai por conta própria, e eu paguei todo o dinheiro que devia. Como você ousa me tratar como um devedor? Faça os cálculos novamente.
— Não é apenas uma questão de dinheiro.
— Claro que é uma questão de dinheiro. Não há mais dívidas.
— Se não fosse pela minha ajuda na época, você teria sofrido por muito tempo. Você acha que nosso pai teria deixado você em paz?
— Não foi porque eu joguei tudo pro alto que você pôde desfrutar dos direitos da herança confortavelmente? Bem, não posso dizer que não terei interesse na posição de chefe do grupo de agora em diante…
Simplificando, Joo Hae-young e eu éramos pertencentes a linhagem de um conglomerado industrial.
Durante o regime militar, o fundador do grupo, Joo Han-young, entrou no ramo automobilístico usando o dinheiro que ganhou como gângster e suas conexões políticas como capital. Posteriormente, ele expandiu para as indústrias de química e construção naval, estabelecendo-se na Coreia como uma grande empresa.
Como Joo Jae-moon, o chefe do grupo, e nosso pai ainda insistiam na forma antiquada de pensar em passar a sucessão do grupo para o filho alfa mais velho, eu, que preenchia as condições necessárias com louvor, já havia sido decidido como o herdeiro do grupo desde o nascimento.
Não fui outro senão eu quem destruiu esse futuro garantido. Portanto, quem se beneficiou com isso foi Joo Hae-young que almejava a posição de nosso pai.
Quando indiquei isso, Joo Hae-young riu ferozmente.
— Não seja arrogante. Mesmo que você não tivesse feito isso, esse cargo seria meu. Eu fiz por merecer desde o início.
Mesmo que ela fingisse estar tranquila com isso, estremecia quando eu cutucava sua fraqueza.
Ela sempre foi uma mulher ardilosa e esperta. Havia sido rejeitada como herdeira porque era uma beta, mesmo sendo mais do que capaz. A discriminação gritante de meu pai a encheu de raiva. Felizmente, era meu pai, e não eu, quem ela queria destruir.
Felizmente para Joo Hae-young, eu não tinha ambição. Se eu tivesse que apontar a causa, seria porque tudo era fácil e não faltava nada. Os privilégios e conveniências que me foram dados desde que nasci não me deram espaço para desenvolver um espírito de ambição. Tudo era facilmente obtido sem nenhum esforço.
Não era de se admirar que minha natureza egoísta e descontraída não me tenha atraído para um negócio que exigia responsabilidade e colaboração, conflitos e aspirações.
— Por que alguém com tanta habilidade confiaria seu filho a mim? Não me diga que eu pareço ser talentoso para cuidar de crianças desprotegidas.
— Porque além de ser um idiota, você é digno de confiança.
— Agradeço o elogio, mas isso não é motivo suficiente. Tente novamente.
Coloquei o cigarro na entrada da boca e acendi. A expressão de Joo Hae-young relaxou um pouco, como se ela tivesse lido a possibilidade de não ser recusada friamente. Com os braços cruzados, Joo Hae-young começou a explicar em um tom suave.
— Eu te disse antes… ninguém sabe. Vamos apenas dizer que eu não sou o tipo de pessoa que quer se separar agora só porque o passado veio à tona. Seria muito estupido fazer isso. O problema é o meu pai. Você o conhece, o temperamento dele. Se ele descobrir sobre a existência de Soo-ha, não vai ficar parado. Estou tentando escondê-lo o máximo que puder e, por isso, não posso ficar com ele.
Acho que sim.
A reputação e imagem da empresa eram as coisas mais importantes na vida daquele homem. Um filho extraconjugal representaria um escândalo. Ao invés de acolhê-lo, é óbvio que ele tentaria se livrar dele.
— Quantos anos ele tem?
— Faz 20 este ano.
— Ele não tem mais idade para precisar de um guardião. Por que ele deveria viver em uma casa?
— Não posso deixar ele sozinho. Estou com medo de matarem meu filho.
— Por quê?
A conversa, que havia fluído sem problemas, foi brevemente silenciada. Por um momento, vi a expressão de Joo Hae-young escurecer. Provavelmente havia uma boa razão para isso. Esperei por uma explicação sem insistir.
Joo Hae-young, que deu um breve suspiro, tirou um cigarro da bolsa e o colocou na boca. Após inalar profundamente a fumaça com uma expressão complexa e cuspi-la no ar, a conversa pôde continuar.
— Há pouco, o pai dele morreu. Se matou.
— Oh.
É uma história pesada, mas não me comoveu.
Não até então.
— Ele ficou lá, sozinho, por uma semana. O pai se enforcou e ele passou uma semana com o corpo do homem morto pendurado. Um vizinho encontrou e denunciou à polícia. Quando perguntei por que ele fez isso, ele disse que ia morrer de fome enquanto permanecia ao lado do pai.
Meu olhar se estendeu de volta para o garoto e o que vi foi um leve sorriso espalhado por seu rosto pálido.
— Obviamente, achei que a reação dele não era normal, então o levei para o Dr. Kim e ele disse que era depressão. Mas teremos que esperar para ver se é temporária ou crônica. Ele me pediu para deixá-lo lá por um tempo, mas ele se recusa a ser internado no hospital. Não tenho problema em encontrar um lugar para ele viver, mas não confio em um estranho para ficar com ele.
— E você chegou a conclusão que eu sou uma boa opção.
— Apesar de você ser uma pessoa desbocada, é a única ao meu redor com tempo livre. Pode cobrar de mim tudo o que gastar com o garoto. Se precisar de mais alguma coisa, fique à vontade para me dizer.
— Se estiver oferecendo um pagamento, eu tenho o bastante.
— Não estou pedindo que cuide dele para sempre, mas só por um tempo.
— Só por um tempo? De qualquer forma, não há razão para eu ter que aturar esse tipo de coisa irritante.
— Eu…
Joo Hae-young, que cortou as palavras e suspirou por um momento, mordeu o lábio com força. Ela parecia estar tentando suprimir sua irritação.
— Eu estou te pedindo, Haewon.
Oh, por favor. Ela estava implorando a seu irmão mais novo, não exigindo, mas implorando, e era óbvio que seu orgulho estava machucado pelo fato de que eu não estava aceitando facilmente. Mas o que eu podia fazer? A verdade era: eu não sentia pena e ser babá era um incômodo. Qual seria o benefício para mim?
Eu me virei para o garoto novamente, respondendo consistentemente, mas com indiferença.
Após uma inspeção mais detalhada, ele era muito bonito. Embora sua beleza não fosse majestosa, estava no nível de atrair a atenção das pessoas. Talvez por isso que, ao olhar para ele, me vi separando suas feições uma a uma. Os olhares que eu dirigia a ele, sem querer, se tornaram cada vez mais intensos.
De repente, nossos olhares se encontraram. Talvez ele tenha percebido a intensa observação deste lado, então moveu seu olhar desfocado para mim.
— …….
Sob os cílios longos, os olhos extraordinariamente melancólicos criavam uma sensação de vazio, diferente de sua cor. Não houve protesto: nenhum pedido para que eu parasse de encarar, nenhum apelo para eu observá-lo com sutileza. Apenas uma aceitação silenciosa de minha observação casual. Foi uma indiferença interpretada com um único significado – ele não se importava o que eu pensava e o que concluía.
Foi estranho. A menos que a pessoa seja um idiota, deveria ter se sentido desconfortável com a conversa acontecendo bem ao seu lado. Joo Hae-young estava claramente tentando esconder seu filho, o que defini como incômodo. Mas ele não parecia se importar.
…… não, ele apenas sorri.
Ele mostrou o mesmo sorriso estranho que vi antes. Isso me lembrou a história de que ele tentou morrer de fome ao lado do corpo do pai que se enforcou porque tinha não queria ficar sozinho.
De repente, percebi por que a expressão chamou minha atenção. Isso porque eu reconheci que, na verdade, era um choro em forma de riso.
Foi ali que me interessei pela contradição nele.
Apaguei o cigarro no cinzeiro e perguntei.
— E você, acha isso melhor do que ficar no hospital?
Ele piscou lentamente uma vez e respondeu calmamente.
— Minha opinião importa?
— Não.
— …
— Mas quero ouvir.
Os olhos do garoto se arregalaram ruidosamente. Só então a pupila, que era como uma bola de vidro preto, entrou em foco. Naquele momento, ele começou a me observar também. Eu estava disposto a aceitar. Ele estava estudando cada movimento meu, e lendo meu humor e meu tom de voz. Fiquei curioso sobre a conclusão da observação.
Depois de um tempo, ele abriu a boca de forma insinuante.
— Eu acho que vai ficar tudo bem.
Nós parecíamos nos sentir semelhantes um ao outro. Essa não era uma conclusão ruim.
Joo Hae-young, que estava observando a mim e ao filho, me incitou com uma piscadela, como se estivesse pedindo uma resposta.
Não há nada a ganhar com isso, além de ser um incômodo. Não é da minha conta, então o melhor é enxotá-lo.
No entanto…
— Deixe-o aí.
Escolhi racionalmente o lado errado.
Mesmo depois que Joo Hae-young saiu, nós apenas nos entreolhamos em silêncio por um longo tempo.
Soo-ha. Lee Soo-…….
Olhando para seu rosto bonito, ponderando o nome que parecia tão intenso quanto sua aparência, de repente quebrei o silêncio e abri a boca.
— E a bagagem?
— Não tem.
A resposta foi bastante concisa. Eu não tive escolha a não ser adicionar outra pergunta.
— Por que não?
— “Eu não tenho nada.
Eu não entendi. Joo Hae-young, que tinha tanto dinheiro, não pagava um centavo de pensão alimentícia por mais que tenha abandonado o filho? Ela era uma sem vergonha, mas não cruel.
— Meu pai gostava de mercado de ações. Ele acabou acumulando algumas dívidas.
Como se tivesse notado minhas dúvidas, Soo-ha comentou sobre a situação. Imediatamente, tudo fez sentido. Finalmente, a vida pobre que o garoto experimentou ficou clara o suficiente.
— E a escola.
— Eu me formei no ensino médio este ano, mas não vou para a faculdade.
— Por quê?
— Porque não tenho dinheiro. Não consegui me inscrever.
— Sua mãe tem muito dinheiro. Você deveria ter pedido.
— Eu não sabia sobre ela. Eu a encontrei pela primeira vez depois que meu pai morreu.
De fato. Ela pagava pensão alimentícia, mas nunca atuou como mãe.
Uma mãe que ele encontrou pela primeira vez aos 20 anos, e um pai que acabou se enforcando após gastar todo o dinheiro da pensão alimentícia como garantia de ações. Pude sentir o cansaço em sua voz enquanto ele relatava seu passado pobre e miserável. O rapaz carregava o olhar de desânimo de um homem idoso que já viu tudo era possível com seus olhos cansados.
E outra coisa eu aprendi com nossa última conversa era que…
Ele era bem perspicaz. Ele não diz nada desnecessário e não queria nenhuma compreensão ou agitação da outra parte. Ele era firme, mas não inabalável. Da mesma forma, Lee Soo-ha já havia descoberto que tipo de pessoa eu era.
Não havia mais nada com o que se preocupar. Era apenas uma questão de me informar gradualmente sobre as precauções a serem tomadas no futuro.
— Vamos comer um pouco.
O convidei, olhando para a clavícula com ossos saltando para fora da camisa folgada. O garoto arregalou os olhos como se tivesse ouvido um som inesperado.
Essa é uma visão para se contemplar.
Com aquele pensamento estranho, levantei-me primeiro.
Quando eu lhe ofereci a massa caseira, ele olhou para ela com desconfiança. Mexeu com seu garfo por um tempo, e então, com muito cuidado, colocou um fio de macarrão em sua boca e começou a mastigar lentamente.
Cruzei os braços e olhei para a expressão de Lee Soo-ha. Como eu tinha um apetite exigente, também era exigente na hora de comer, então a comida devia estar melhor do que a vendida em um restaurante comum.
— Você não gostou?
Lee Soo-ha balançou a cabeça com a pergunta direta.
— Não, está delicioso.
— Sua expressão e palavras são opostas.
— …… eu tenho que rir?
— Isso não foi o que eu quis dizer.
Desde que seja bom, está ótimo. Ele simplesmente não mudava sua expressão com muita frequência.
— Está delicioso. Obrigado.
Parecia estar gostando. Ele simplesmente parecia não mudar de expressão.
A expressão séria vazou um sorriso.
Apenas coma. Quando acenei, ele abaixou a cabeça e se concentrou em comer. Assistir à cena em silêncio, murmurando em voz baixa.
— Você come bem para alguém que tentou morrer de fome.
Eu sabia que era inútil, mas não era do tipo que engolia o que queria dizer.
O garoto fez uma pausa quando ouviu o som. Então eu esperei pela resposta.
— Isso é verdade.
No final ele adicionou um sorriso choroso.
Logo depois, eu acabei perguntando.
— Por que você tentou morrer?
O garoto respondeu calmamente com um sorriso gentil.
— Porque meu pai pareceu estar em paz.
— Se você realmente queria morrer, deveria ter se enforcado como seu pai. Teria sido mais fácil.
— Meu pai ficou horrível.
Esta também foi uma resposta muito interessante.
— Você já viu um cadáver enforcado?
— Nunca vi, mas sei como é.
— É mais feio pessoalmente. E tem um cheiro horrível também.
— Hmm.
— Então eu não quero morrer assim.
— …
Neste momento, eu entendi porque Joo Hae-young não queria deixá-lo sozinho. Ele tinha uma mente estranhamente distorcida. Neste momento, ele estava me mostrando as rachaduras que aquela torção havia causado nele. Seu comportamento estranhamente indiferente foi lido como um produto de resignação, não como uma evidência de superação.
Foi nesse momento que pensei que eu estava no comando de algo mais problemático do que pensava. A ideia me deixou intrigado.
Quando terminou de comer, ele tirou algo do bolso. Era uma pequena pílula.
— O que é isso?
Perguntei imediatamente.
— Inibidores.
Lee Soo-ha confirmou as minhas suspeitas.
— Até onde eu sei, só existe um tipo de pessoa que toma isso.
— Ah, eu sou um ômega.
Eu caí na gargalhada de espanto.
O que quer dizer com ômega? Então Joo Haeyoung trouxe um ômega para a casa de um Alfa?
Em minha consternação, fiquei surpreso por não notar isto antes. Por natureza, alfas e ômegas instintivamente conhecem os traços um do outro. Duas horas se passaram desde que o garoto tinha entrado na casa, mas eu não notei nada disso. Mesmo agora que eu sabia disso, eu me perguntava se ele era realmente um ômega. Isto porque ele não tinha nenhum odor corporal característico de um.
— Tem algum problema?
— Claro! Eu sou um alfa.
— Sim, eu sei.
A maneira como ele balançou a cabeça como se soubesse o que estava errado foi tão inocente que me fez pensar que ele era lamentável.
— Essa é sua única reação?
Para o alfa, um ômega era um catalisador para o cio. Um alfa, por sua vez, causava o mesmo no corpo de um ômega. Em outras palavras, ficar muito próximos acabaria comprometendo o ciclo um do outro.
A sensação de ter seu desejo sexual despertado à força contra sua vontade era literalmente suja. Nunca me envolvi com ômegas, mas tinha tomado algumas drogas sujas, por isso conheço a sensação. Por essa razão, evitava o contato com ômegas.
— Se você quiser que eu vá embora, eu vou.
O cara, que rapidamente leu o sinal de desagrado em mim, falou com calma.
— O que você vai fazer quando sair? Você tem um lugar para ir?
— Você não precisa se preocupar com isso.
Ele me disse para jogá-lo fora. Seu tom era tão firme que era quase condescendente. Ele estava erguendo uma parede contra mim antecipadamente.
Ele tinha razão. O que acontecesse depois da sua partida não seria problema meu, mesmo que os resultados fossem pessimistas o suficiente.
— ….
— ….
Lee Soo-ha esperou em silêncio pela minha decisão. Não havia expectativa ou apelo por piedade. Foi apenas distante.
Um jovem sobrinho. Ele apenas parecia inofensivo, mesmo sendo um ômega. Não gostava de jovens, homens, ômegas ou parentes próximos, então havia inúmeros motivos para eu não me interessar por ele.
Baixei o olhar para o comprimido na palma da mão do garoto. Inibidor. Era uma droga que suprimia o período de estro que costumava aparecer periodicamente. Talvez fosse a causa de eu não reconhecer imediatamente que o menino era um ômega.
Então você só precisa tomar o remédio direito.
— Tome o remédio com cautela.
Mas.
— Esteja ciente disso. Posso fazer qualquer coisa com você.
Era necessário um aviso.
— Mas eu simplesmente não penso em fazer.
Em outras palavras, não era algo que não pudesse ser feito, o que significava que tudo era possível. Não era um aviso inútil para assustá-lo. Os alfas são, por natureza, inteiramente vulneráveis ao desejo. Os ômegas não eram diferentes. Um certo grau de vigilância mútua seria sempre necessário.
— E jogue fora esse remédio. Vou entrar em contato com um médico que conheço. Vá ao hospital amanhã para fazer um exame e obter uma prescrição adequada.
°
°
Continua…
Tradução: Rize
Revisão: MiMi