⋆。˚ ◉ Capítulo 122
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CAPÍTULO 122
O toque suave dos lábios de Seowoon enviou um arrepio por Cahaya, como se uma corrente percorresse todo o seu corpo. Era a primeira vez que Seowoon tomava a iniciativa, e isso deixou Cahaya tenso, quase como se estivesse com raiva.
Seu corpo inteiro enrijeceu enquanto sua ereção pressionava avidamente contra a bunda de Seowoon. Seowoon o puxou ainda mais para perto, seus corpos firmemente entrelaçados.
Incapaz de se conter por mais tempo, Cahaya capturou os lábios de Seowoon, chupando-os com fome.
— Ah, o Geom Jigeon falava besteira.
— …O quê?
A água do chuveiro escorria entre suas bocas, somando-se aos sons molhados do beijo.
— Ele disse que viu meu pau.
— Do que você tá falando?
Mesmo depois de dormir três dias seguidos sem comer, Cahaya ainda tinha energia para esse tipo de besteira. Seowoon mordeu levemente seu lábio, como que mandando ele calar a boca.
— Cha Seowoon, você tá rangendo os dentes?
O sussurro provocador de Cahaya, seguido de sua língua traçando lentamente o queixo de Seowoon, mandou um arrepio pela espinha dele. A boca de Cahaya foi até seu lábio inferior, chupando e lambendo com malícia, deixando marcas aqui e ali como se tentasse reivindicar posse.
— Agora que penso nisso, foi bem grosseiro da sua parte.
— O que foi agora?
— Você nem respondeu quando eu te chamei pra namorar, mas agora tá me seduzindo assim.
A pinta sob o olho de Cahaya parecia provocante enquanto ele sorria. Seowoon encarou, cativado por aqueles olhos de nebulosa, antes de se inclinar e beijar o ponto logo abaixo do olho dele. Os cílios longos de Cahaya roçaram sua bochecha, tremulando com a sensação de cócega.
Os lábios de Seowoon traçaram beijos suaves pela bochecha de Cahaya, ignorando o aperto crescente que Cahaya tinha em sua cintura.
— Eu devo ser mesmo um desgraçado maluco.
— …Por quê?
— Fiquei excitado só de você beijar meu olho.
— Idiota, eu sinto o mesmo quando você chupa meus lábios.
Seowoon respondeu e imediatamente se arrependeu depois de dizer.
— Cha Seowoon, você tá louco?
Cahaya pressionou Seowoon com mais força contra a parede, erguendo-o um pouco mais alto.
— É, acho que sim.
Seowoon respondeu de forma casual, apoiando os braços nos ombros de Cahaya, mas seu rosto já estava ruborizado.
Com a Terra destinada a ser destruída no futuro e Cahaya tendo até visto sua morte, não havia sentido em adiar ou evitar seus sentimentos um pelo outro. Se o mundo acabasse amanhã, não havia dúvida de que Seowoon passaria seus últimos momentos com ninguém além de Cahaya.
Cahaya abriu a porta do banheiro com um chute enquanto segurava Seowoon nos braços. O chuveiro ainda estava ligado, a água jorrando sem obstáculo.
— Fecha a água.
Seowoon apertou as pernas em torno da cintura de Cahaya para não escorregar.
— O planeta já está condenado. Qual o sentido de economizar água?
— Ainda não está condenado. Eu vou garantir que não esteja.
Seowoon murmurou baixinho, ciente não só de economizar água, mas também da porta fechada. Os outros membros da guilda tinham vindo verificar Cahaya ocasionalmente. Se entrassem agora e os vissem…
— Ei, ei, você nem trancou a porta?
Seowoon deu um tapa urgente no ombro de Cahaya enquanto ele seguia em direção ao quarto.
— Por que eu deveria trancar?
Cahaya parou onde estava, olhando para Seowoon com uma expressão viva que contrastava com sua aparência antes sem vida. Seowoon não conseguiu se forçar a exigir ser colocado no chão.
Era difícil até prever quando ele acordaria se continuasse tão imóvel quanto estava. Ele deu um beliscão suave na bochecha de Cahaya.
— Só tranca tudo, tá?
— Por quê? Você acha que alguém vai fazer alguma coisa estranha?
A reação de Cahaya de não entender por que Seowoon estava fazendo tanto alarde o deixou sem jeito.
— Então me põe no chão!
— Tudo bem. Se o líder da guilda-nim manda trancar, então eu tranco, mesmo não planejando fazer nada estranho.
Cahaya ergueu Seowoon um pouco mais alto antes de garantir que a água e a porta da frente estivessem seguras.
— Só tenta.
— Eu já disse, não vou.
O caminho deles deixou um rastro de água enquanto entravam no quarto. Cahaya fechou a porta com o pé e colocou Seowoon sobre a cama estreita, mal grande o suficiente para os dois. Cahaya subiu por cima, se equilibrando de quatro como um predador observando a presa. Seowoon desviou o olhar sem jeito a princípio, depois olhou brevemente para baixo antes de finalmente encontrar os olhos de Cahaya.
— Que foi? O que é?
— Como você pode ser tão facilmente enganado, musaranhinho?
— O quê?
— Eu tô prestes a fazer algo estranho.
Com um movimento ágil, Cahaya levantou a camiseta de Seowoon e enfiou o rosto nela.
— Ei!
Seowoon socou as costas de Cahaya, mas seus socos não tinham força real. Enquanto respirações quentes e úmidas se espalhavam por seu peito, ele acabou embalando a cabeça de Cahaya em vez de empurrá-lo.
Cahaya virou levemente a cabeça, pressionando a orelha contra o peito de Seowoon. Seowoon instintivamente usou a camiseta como toalha para secar a cabeça de Cahaya e a ergueu para que ele pudesse respirar confortavelmente.
Dali, conseguia ver Cahaya de olhos fechados, ouvindo o som de seu batimento cardíaco.
— Cahaya, você tá bem? Está doendo alguma coisa?
Cahaya inclinou levemente a cabeça para olhar Seowoon.
— Eu pareço fraco pra você?
— Não fraco. Mas parecia que criar o Portal foi incrivelmente difícil.
Tinha sido como se todo ser vivo da Terra estivesse gritando, resistindo à abertura do Portal.
— A primeira vez é sempre difícil, mas a segunda vai ser mais fácil.
Cahaya se sentou, prendendo Seowoon mais uma vez entre seus braços e pernas.
— E comida?
— Já tô cheio de comer o cosmos do Cha Seowoon.
Seowoon estava prestes a agarrar o cabelo de Cahaya enquanto este ria de forma brincalhona, mas parou no meio do caminho.
Em vez disso, envolveu gentilmente a bochecha de Cahaya e fechou os olhos, antecipando um beijo. Mas nada veio. Quando abriu os olhos devagar, viu Cahaya segurando a risada.
— Que foi? O que é?
Cahaya repetiu as palavras que Seowoon tinha dito antes, fazendo Seowoon corar de vergonha. Ele empurrou o rosto de Cahaya, cuja risada refrescante se espalhou contra sua palma.
Cahaya fincou os cotovelos ao lado do rosto de Seowoon, impedindo sua fuga. Seowoon sentiu como se a gravidade puxasse sua cabeça para baixo, preso num espaço que Cahaya tinha criado só para ele. Dessa vez, Cahaya fechou os olhos, e Seowoon instintivamente o seguiu, com a mão subindo para descansar no pescoço de Cahaya.
O beijo de Cahaya agora era mais suave, seus lábios úmidos pressionando gentilmente contra os de Seowoon.
Quando Seowoon teria imaginado estar nessa situação com ele?
Na época em que Seowoon nutria seu amor não correspondido, jamais imaginara que algo como tocar os lábios de Cahaya pudesse acontecer. Tinha dito a si mesmo para não cruzar uma linha da qual jamais poderia voltar.
Seus corpos úmidos se colavam, o atrito e o calor de suas respirações se misturando.
A língua de Cahaya mergulhou mais fundo na boca de Seowoon do que ele antecipara, forçando-o a abrir mais. Quando a ponta afiada da língua roçou o céu de sua boca, as mãos e os dedos dos pés de Seowoon se curvaram. A língua deslizante parecia pronta para lamber também seu pomo de adão.
— Ei… mmh… demais…
Seowoon sussurrou, agarrando de leve a nuca de Cahaya. Mas em vez de aliviar, Cahaya inclinou a cabeça e aprofundou ainda mais o beijo. Parecia que toda a umidade de sua boca estava sendo drenada, mas ela rapidamente ficava molhada de novo a cada sucção apaixonada. A saliva misturada dos dois era engolida repetidamente, tornando-se indistinguível de quem pertencia.
— Haa…
Cahaya se afastou com uma respiração profunda, os lábios escorregadios e brilhantes. Seowoon empurrou os lábios lustrosos com a manga, e Cahaya fingiu se machucar com um pequeno “Ai”. Quando Seowoon rapidamente recolheu a manga, Cahaya fez bico.
— …O que você tá fazendo?
— Tá doendo. Cura logo.
— Do que você tá falando?
Seowoon murmurou baixinho antes de lhe dar um selinho rápido nos lábios.
— Você gosta quando está chupando malangso na boca?
— Que aleatório.
— Nem tanto. Eu venho chupando isto aqui esse tempo todo.
Cahaya agora abriu a boca com um “Ah”.
— Para de mentir, você disse que seus lábios doíam.
— Minha língua também dói.
Enquanto Cahaya punha a língua vermelha para fora, Seowoon respondeu mordendo-a de leve com os lábios.
Cahaya sorriu, movendo a língua brincalhonamente para dentro e para fora da boca de Seowoon, fazendo Seowoon recuar de surpresa.
— Você é louco…!?
O rosto de Seowoon, que já estava ruborizado, agora queimava ainda mais. A língua que tinha se movido dentro de sua boca ainda persistia em seu lábio inferior.
Cahaya lambeu rapidamente da clavícula de Seowoon até o queixo. O toque firme mas suave deixou um rastro frio para trás. Ele puxou a camiseta molhada de Seowoon para cima e a tirou, e o corpo de Seowoon ficou ainda mais tenso enquanto seus pelos se arrepiavam e voltavam ao lugar.
A mente de Seowoon voltou a uma conversa dos tempos de faculdade, um amigo falando sobre sua primeira vez. Ele tinha dito que não conseguiria fazer sóbrio, então bebeu bastante para conseguir.
Naquela época, Seowoon não tinha entendido porque era necessário, mas agora entendia. Seu coração batia feito louco, e ele não sabia o que fazer com o próprio corpo. Talvez álcool fosse a única resposta para acalmar seus nervos naquele momento. Ele olhou para Cahaya, se perguntando como o cara podia estar tão impassível.
A nebulosa geralmente vívida nos olhos de Cahaya parecia consumida por algo naquele dia. Seus olhos, cheios de um calor ardente, encontraram o olhar de Seowoon.
Cahaya deu um sorrisinho tímido antes de apoiar a testa no ombro de Seowoon.
De algum modo, Seowoon começou a entender por que Cahaya estava agindo daquele jeito. A tensão em seu corpo rígido pressionado contra ele sugeria que até Cahaya estava nervoso. Sentindo a ereção de Cahaya pressionada contra a sua, Seowoon desabotoou a calça e abriu o zíper sozinho.
A calça molhada grudava teimosamente em sua pele e, depois de várias tentativas, o membro de Cahaya ficou ainda mais ereto. Cahaya puxou rapidamente a calça de Seowoon, arrastando a cueca junto.
Agora completamente nu, o corpo de Seowoon estava pressionado firmemente contra o de Cahaya, cada pulsação em seu corpo latejando simultaneamente.
— Eu tô ficando louco.
Cahaya deslizou os braços sob os de Seowoon, puxando seus corpos ainda mais perto, sem deixar espaço entre eles.
A pele molhada secava rápido com o calor compartilhado e, lá embaixo, a excitação entre eles era inconfundível mesmo sem olhar. Cahaya depositou um beijo no queixo de Seowoon, depois se afastou um pouco, apenas para provocar o pescoço de Seowoon com a língua.
A visão de Seowoon ficou turva enquanto sua respiração ficava mais ofegante.
“Quem precisa de álcool, afinal?”
Sua mente parecia envolta em névoa, mas as sensações em seu corpo estavam aguçadas. Ele inconscientemente começou a esfregar sua ereção contra a de Cahaya, soltando uma respiração excitada.
— Posso chupar tudo?
Cahaya perguntou, com o olhar fixo no mamilo ereto de Seowoon à sua frente. Sem dar resposta, Seowoon puxou a cabeça de Cahaya em sua direção, e Cahaya imediatamente tomou um de seus mamilos na boca, chupando com força.
— Ah!
O choque que fez seus olhos se arregalarem foi seguido pela mão de Cahaya esfregando sua ereção.
A mão calejada, endurecida de empunhar a espada, parecia áspera contra a pele delicada de Seowoon.
A outra mão de Cahaya deslizou mais para baixo, com o dedo pressionando entre as nádegas de Seowoon, mandando um choque através dele. Era uma sensação estranha e desconhecida de ter a parte mais frágil do corpo sendo explorada.
Cahaya agarrou os dois membros com a mão, movendo-os juntos devagar, deliberadamente.
— Você sabe que eu ainda tenho mais uma senha, né? E mais um desejo também.
Cahaya disse, com a voz mais lenta que o normal, mas Seowoon estava atordoado demais para compreender por completo.
Justo quando sua mente enevoada começava a clarear, Seowoon sentiu suas pernas sendo erguidas. Cahaya se posicionou entre as coxas de Seowoon, erguendo suas pernas mais alto e afastando suas nádegas com o polegar, expondo tudo abaixo.
No momento em que Seowoon percebeu o que Cahaya estava vendo, sua mente entrou em foco. Ele lutou para se libertar, mas Cahaya pressionou seu peso para baixo, prendendo-o no lugar. Por causa disso, Seowoon ficou quase dobrado ao meio, forçado a olhar para cima, para Cahaya.
— Solta, eu disse não…!
A voz de Seowoon, mal acima de um sussurro, soou desesperada.
— Você disse que eu podia chupar tudo.
Cahaya respondeu, com a respiração igualmente ofegante.
Cahaya queria sugar cada última gota do pré-gozo de Seowoon, provar e devorar cada centímetro dele. Aquele impulso não passaria se ele fizesse justamente isso?
O aroma doce que Seowoon exalava era suficiente para nublar os pensamentos de Cahaya e agora, exposto sem o peso das roupas, a doçura de Seowoon o estava enlouquecendo.
— Cha Seowoon, acho que vou usar minha senha e meu desejo hoje.
Com isso, Cahaya cravou os dentes com força na coxa erguida de Seowoon.
· ⋆ · ─ ✦ ─ · ⋆ · Continua
☾ Tradução, revisão e Raws: Belladonna & Othello