Capítulo 04.6
4. Wolfie, The Bunny
—Continua.
Cheriot ordenou em voz baixa. Yurij hesitou um instante, apertou os lábios e alargou a entrada do buraco com o dedo médio. Dois dedos certamente eram avassaladores. «O que e como os caras que transaram com o Cheriot faziam? Não entendo…»
—Haa…
Yurij, que estava alargando à força a parte de trás, separou levemente os lábios por causa do prazer que aos poucos o invadia com força pela frente. Cheriot estava estimulando o membro de Yurijj com uma mão realmente habilidosa. Com uma mão apertava e soltava suavemente o pênis como se o fizesse com a boca enquanto o movia, e com a outra esfregava com o polegar a ponta da glande, de onde começava a sair lentamente o líquido pré-seminal. Quando a polpa do dedo, um pouco áspera e dura por causa dos calos, roçou o meato uretral, um prazer pungente se espalhou pelo membro.
—Huu, ha…, ugh…, hh…
O pênis, que tinha desanimado por um instante ao introduzir o dedo no buraco, estava completamente ereto e duro. Parecia ansiar por ser tocado, tremendo na mão de Cheriot. Ao ver de relance com os olhos entreabertos, Yurij sentiu vergonha, mas reconheceu que a punheta que ele estava lhe dando era incrivelmente boa. Era a primeira vez que recebia carícias assim.
—Ah, haa, ah.
Aos poucos os gemidos ficaram mais frequentes e curtos. Soltando ofegos baixos, Yurij sem perceber estava movendo os quadris. Não teve oportunidade de notar que Cheriot o olhava fixamente enquanto ele, como costumava fazer ao penetrar, repetia mover-se lenta e ritmicamente para a frente e para trás. Como estava em abstinência havia mais de três anos, Yurij reagia com sensibilidade. Perseguindo o prazer familiar, esqueceu o que estava fazendo. Sua mão só tocava desajeitadamente a parte de trás, não estava preparando o buraco para seu propósito original.
—Você gosta tanto assim?
—Haa…, ha, ugh, hmn…
Yurij assentiu aturdido e mordeu com força o lábio inferior. Cheriot, observando satisfeito seus olhos estranhamente torcidos, falou de novo.
—Então se concentra só nessa sensação.
Pelo prazer que o invadia com intensidade, a voz de Cheriot se dispersou. Inclinando o pescoço avermelhado pelo calor, Yurij soltou um longo suspiro de satisfação. Bem quando pensava que queria que ele apertasse um pouco mais com a mão, Cheriot aumentou ligeiramente a força e apertou o pênis. «Ah, isso.» Diante do estímulo que se intensificava exatamente como ele queria, Yurij intuiu que o orgasmo estava próximo. «Assim, assim, só mais um pouco, isso…»
—Ha, ugh.
O que o deteve quando aos poucos se aproximava do clímax foi o estímulo que sentiu por trás. Ao abrir os olhos sobressaltado, viu que Cheriot tinha agarrado seu pulso e tirado os dedos. Parou de tocar sua glande e retirou por completo os dedos que mal tocavam, e depois introduziu no buraco de Yurijj os próprios dedos molhados de saliva.
—O que foi? Você devia continuar se mexendo.
Cheriot tinha, por alguma razão, uma voz acalorada. Yurij, sem entender por que ele usava aquele tom, apertou os olhos turvos de excitação. Cheriot, encarando fixamente suas bochechas visivelmente mais coradas do que o normal, soltou um —ha—, uma risada forçada.
—Sério, sabendo o quanto ele é lindo…
Os dedos que empurravam lentamente iam muito mais fundo do que quando Yurij os tinha introduzido. Embora não tivesse hesitado em particular, talvez por falta de habilidade, Cheriot, que soube explorar bem o interior que só estava rígido, acariciou suavemente as paredes internas esponjosas.
—Com essa expressão é difícil te dar bronca.
—Que… expressão?
Não conseguiu terminar a frase. A sensação de que lhe pressionavam as entranhas era tão estranha que Yurij arqueou as sobrancelhas e ficou rígido de boca aberta. Cheriot pressionou
aqui e ali dentro do buraco como se procurasse algo. Concretamente, os dedos que tateavam na direção do baixo-ventre de Yurijj encontraram um lugar grosso e inchado que roçava suas polpas.
—Se parece com você, está escondido lá no fundo.
—Ei, que…
Cheriot lhe disse com ações. O dedo que mal tocava em algum lugar logo pressionou suavemente, com força moderada, um ponto entre as entranhas e o baixo-ventre.
—Hah, ugh…!
Sobressaltado, Yurij encolheu a cintura. Ao tentar sem perceber levantar as nádegas para tirar o dedo, Cheriot o acompanhou. Quando Cheriot pressionou e esfregou com força moderada um ponto que ele também conseguia sentir, o sexo de Yurijj ficou ereto, convulsionando. Uma sensação pungente se espalhou por todo o seu corpo e lhe deu arrepios até a cabeça. Não distinguia bem se era prazer ou dor.
—Para, Cherry, hah, droga, solta…
Huuu. Yurij, apertando os olhos com força, conteve um gemido angustiado entre os dentes cerrados. Porque a mão que segurava seu membro movia o pênis de uma maneira mais estranha e suave do que antes. —Haa, ugh.
—Enquanto observava com obstinação Yurij, que respirava com dificuldade, Cheriot moveu a mão para a frente e para trás.
—Haa, ha, haa, ha…. Ha, huhm…
A mente ficou nublada. A sensação que surgia de dentro entorpecia o corpo de Yurijj com um formigamento, e na parte da frente se espalhava um prazer familiar, mas mais intenso do que qualquer outro que ele tivesse sentido. E à medida que o tempo passava, Yurij começou a perceber também como prazer a sensação que se expandia dentro do buraco.
O limite se aproximava. Com uma leve careta, Yurij tensionou o maxilar. O movimento de seus quadris foi acelerando. Embora o braço devesse doer de tanto sacudir sem parar, Cheriot não mostrava sinais de cansaço e movia a mão rapidamente no mesmo compasso.
No estado anterior ao orgasmo, cruzou-lhe a mente o pensamento de que quem estava no rut era Cheriot, mas ele só estava sentindo de maneira unilateral demais. «Parece que não posso gozar primeiro assim», e tentou detê-lo por um instante, mas naquele momento o dedo de Cheriot saiu.
Com a concentração dispersada bem antes de chegar lá, Yurij abriu os olhos e procurou
Cheriot. «Por que ele tirou a mão de repente?» No instante em que o olhou com ressentimento, com os olhos azuis umedecidos pelo calor…
—Eu achei que fosse morrer me segurando, Wolfie.
Algo diferente de um dedo tocou a entrada do buraco de onde o dedo tinha saído. A grande cabeça do pênis se esfregou contra o pequeno orifício rosado e enrugado como se lhe desse um beijo. Ao sentir um calor incomparável ao dos dedos, Yurij se sobressaltou e arregalou os olhos e a boca. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, Cheriot segurou sua cintura com a mão que tinha retirado, fixou-a e depois empurrou com força o próprio quadril para cima.
Puh.
O membro de Cheriot, que parecia impossível de introduzir, se cravou dentro de Yurijj. As rugas se esticaram no instante e a entrada, que estivera tensa e fechada, se abriu tanto quanto a largura do membro. Uma sensação pungente e ardente se espalhou por todo o buraco, a ponto de ele pensar por um momento que tinha rasgado. Ah, ahh. Gemendo sem som, Yurij encolheu a cintura.
«Agora, dentro, atrás.»
—Hh, Yurij, droga, tá apertado demais.
«O membro, a coisa do Cheriot, dentro de mim…»
—Ah, parece que vai quebrar. Haa, dói, Yurij.
«Entrou.»
Incrédulo, arregalou muito os olhos e olhou para baixo: realmente metade do membro de Cheriot estava dentro. Parece que Cheriot estava apressado demais, porque só tinha baixado a parte de baixo até abaixo da cintura. Sem nem pensar em tirar mais roupa, Cheriot continuou puxando a cintura de Yurijj. Mesmo que quisesse fugir, não podia.
—Se mal entrou a metade… o que você pretende fazer?
Cheriot, reclamando com um tom manhoso, empurrou o quadril com uma força tão grande que quase lhe cortou a respiração. Embora mal tivesse entrado menos da metade e ele sentisse como se lhe atravessassem todas as entranhas a ponto de querer vomitar, Cheriot continuou empurrando para dentro como se dissesse que ainda faltava muito.
—Para, chega, ugh, huh…!
Uma dor ardente subiu pelas paredes internas de baixo para cima. Seu ventre ficou tenso como se a pele fosse rasgar e toda a força se concentrou em seu abdômen. Era pedir demais que relaxasse. Seu corpo, que recebia um alfa pela primeira vez na vida, não sabia o que fazer e ficou rígido. Mais do que a dor, o angustiante era a pressão abdominal que lhe cortava a respiração. A dor, por outro lado, ele conseguia suportar.
—Aguenta, Yurij, calma, expira. Isso. Mmm.
Cheriot moveu a outra mão, que tinha parado por um instante, e esfregou seu membro. O membro, que pelo susto tinha perdido um pouco de força, ao ser tocado por Cheriot começou a endurecer aos poucos. A mão que esfregava e movia o pênis, suavemente, foi subindo até apertar e soltar a cabeça redonda da glande com a palma.
Como ele tinha pensado antes, Cheriot era incrivelmente habilidoso. Como conseguia excitar tanto alguém só tocando com a mão? Yurij entregou o corpo àquelas mãos e relaxou lentamente a força. Ao se esforçar para respirar fundo de qualquer jeito, aos poucos a força foi indo embora. —Haa, ha. —Soltando um fôlego cansado, ao relaxar a força mais uma vez, enfim o membro de Cheriot entrou mais um pouco.
—Ah…
Ao se abrir suavemente a entrada do buraco, que só se fechava com força sem deixá-lo entrar, Cheriot, que vinha sofrendo um pouco, também soltou um suspiro de satisfação.
A cintura de Yurijj, que se estreitava para baixo a partir do peito, e a largura de sua pelve eram quase iguais. Com o grande pênis cravado entre as nádegas, pequenas mas de forma perfeita e unidas, Yurij desabou sobre Cheriot. Exagerando, a sensação de volume era tão enorme que encheria seu ventre e ainda sobraria. De fato, as nádegas de Yurijj, que tinham engolido o membro de Cheriot, estavam extremamente abertas.
Com a sensação de estar fixado como que espetado num pau, Yurij não ousava se mexer. —Ugh, ugh. —Cheriot observou extasiado seu rosto, que soltava ofegos com as sobrancelhas arqueadas de forma patética, como se estivesse possuído por um fantasma, e depois soltou uma blasfêmia.
—Sério, que porra de coisa linda.
Como se fosse enlouquecer, como se não soubesse o que fazer com esse sentimento.
—Eu fico louco com essa expressão…
Cheriot, que murmurou com a voz fora de si, soltou a mão que lhe acariciava o sexo. Quando Yurij moveu os lábios ao sentir um breve pesar, Cheriot sussurrou:
—Tudo bem, eu te compenso de outra maneira.
Embora não conseguisse entender o que ele queria dizer, Yurij também não podia fazer nada. Como uma pessoa presa numa armadilha, Yurij não conseguia se mexer. —Eu, sério, me segurei… muito…
Soou mais uma reclamação manhosa. Mesmo em meio ao sofrimento, ele achou aquilo adorável e Yurij, de cenho franzido, soltou uma risadinha forçada. Cheriot, que rapidamente notou que ele o achava fofo, se lançou como se tivesse esperado só por esse momento.
—Agora eu vou fazer o que eu quiser.
Segurando levemente a cintura de Yurijj, Cheriot puxou o quadril para trás. Ao sentir que o membro, introduzido com dificuldade, saía pela metade de uma vez, Yurij abriu a boca e soltou um gemido sem som, huuu. Cheriot o olhou com os olhos desfocados enquanto ele apertava os olhos e cerrava o maxilar. Depois de inflar o peito e expirar, ao olhar para baixo, para Cheriot, aquelas pupilas verdes brilharam.
Diante do olhar intenso e cheio de desejo que ansiava unicamente por ele, Yurij sentiu um arrepio desconhecido. Deu-lhe um calafrio que fez seu corpo tremer, e no instante seguinte sua parte inferior afundou. Paph. O sexo o atravessou em linha reta, como se esticasse as entranhas retorcidas. Com a sensação de receber um golpe no ventre, Yurij encolheu a cintura e soltou um fôlego que engasgava.
Cheriot, que segurou sua cintura prestes a desabar, liberou o desejo que tinha contido todo esse tempo. Encarando fixamente Yurij com os olhos completamente perdidos, Cheriot moveu o quadril com rudeza. Suas nádegas roçavam sem parar os ossos da virilha, e o som da carne se chocando se expandiu com força.
—Ha, huh, haah, huu……
Por um tempo, Yurij não conseguiu fazer nada além de expirar a muito custo. Todo o seu corpo se moveu violentamente de cima a baixo, tanto que seus ossos retumbavam, e quando o períneo aberto roçava os testículos de Cheriot, ele sentia até uma dor como se fosse se formar um hematoma. Yurij não conseguia sustentar o corpo e repetia inclinar e jogar a cabeça para trás. Toda vez, as veias de seu pescoço se marcavam e escapava um som baixo como um uivo.
—Hm, uh, uhn, uhg.
O sofá rangeu feito louco e se moveu em todas as direções seguindo o movimento de Cheriot. Sem conseguir respirar, Yurij só emitia sons conforme lhe saíam e, no instante em que o grosso pedaço de carne que golpeava selvagemente lá dentro pisoteou o ponto grosso de antes, soltou um gemido como um grito e caiu sobre o corpo de Cheriot.
—Huuuu…!
🍒。・゚♡゚・。🎂。・゚♡゚・。🍒
Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna