↫─☫ Capítulo 67
↫─Capítulo 67
A mesa ao lado se levantou toda de uma vez, tornando as coisas um pouco barulhentas por um momento. Tendo virado a cabeça para aquela direção junto com a confusão, o senhor advogado reconheceu Cha Gyuwon e fez um sinal de reconhecimento.
Ko Woonha só olhou pela janela depois que Cha Gyuwon já tinha se afastado mais do restaurante. A visão de suas costas enquanto ele chamava um táxi parecia como se ele estivesse cambaleando.
“Ele provavelmente está se culpando de forma estúpida de novo. Pensando que foi culpa dele por ter saído como um tolo.”
Ko Woonha soltou um suspiro profundo.
— Eu realmente odeio bancar a babá.
— Hã?
— Eu vou lá fora fumar um pouco.
— Ei, a carne acabou de terminar de grelhar.
— Continue comendo, senhor.
Ko Woonha ficou no canto do restaurante e encarou o táxi enquanto ele se afastava.
Ele se perguntava se tinha ido atrás dele em vão. Assim como tinha vindo para ver Cha Gyuwon dar um passo à frente, ele não tinha intenção de intervir, sabendo que intervir só tornaria a situação de Cha Gyuwon mais difícil; no entanto, o fato de não ter feito nada o deixava perturbado.
Ko Woonha queimou um cigarro em um instante e levou um segundo aos lábios. Nesse exato momento, a porta do restaurante se abriu e três pessoas saíram em grupo. Uma delas era aquele sujeito, ele nem sabia se ele era um estagiário ou um funcionário. Aquele que trabalhava no mesmo prédio.
— ……
“Por que ele de repente ficou bravo e foi embora?”, ele reclamou, “o clima foi para a merda”, “se ele ia embora devia ter ido quieto, por que jogar água fria?”, “fazendo os garotos que estavam se divertindo perderem a energia”, “o moleque não é sombrio pra caralho…”. Era óbvio que o sujeito estava liderando e arrastando o clima para baixo. Ko Woonha intencionalmente se moveu para o lado para deixá-los ficar ao seu lado. O funcionário, inclinando a cabeça, começou a falar besteira de novo. Um dos outros dois que estavam ouvindo silenciosamente perguntou:
— Mas por que o Namyoung não vem?
— Eu não sei. Ele disse que estava vindo logo.
— Ele viria? Ele disse que vinha com a namorada. É vergonhoso aparecer e ficar intimidado porque o moleque de quem ele costumava fazer bullying apareceu com um porte físico enorme.
Os outros deram risadinhas concordando, mas Ko Woonha não estava com clima para rir. Mesmo que sorrir fosse algo tão fácil para ele. Ele levou um terceiro cigarro aos lábios.
— Ei. Você para de fazer coisas infantis agora também. O moleque parece estar vivendo bem. Para começo de conversa, eu nem me lembrava dele até você dizer que estava chamando ele. Eu fiquei tipo: ‘Quem é que está vindo de repente?’. Mas a altura dele é alta pra caralho e o porte físico é, porra. O que disseram que a família dele era. Gângsteres?
— É. Gângsteres. Mas eles não são nada.
O estagiário cuspiu um catarro grosso e se gabou:
— Aquele moleque não pode dizer nada em lugar nenhum. Ele é um ninguém.
— Esse filho da puta, você se lembra de tudo.
Uahaha, com o estouro de risadas, Ko Woonha deu um sorriso sarcástico. Uma veia estava saltada em sua testa.
— Na verdade, aquele moleque do Namyoung não está vindo porque está com medo de levar uma surra do Cha Gyuwon?
— Talvez seja isso.
— Estou te dizendo, ele não veio porque está com medo de que o cara que cresceu para ser um gângster venha se vingar.
Não era apenas falar mal de uma pessoa, mas dar a volta para falar mal de todo mundo. Ko Woonha, incapaz de ouvir por mais tempo, deixou o cigarro cair e murmurou:
— Se vocês sabem disso agora, por que não sabiam o quão assustadores os gângsteres eram naquela época?
Na verdade, embora tenha dito que murmurou, foi em um volume onde tudo podia ser ouvido. O estagiário, tendo boas orelhas, olhou para trás.
— Como é?
O rosto pequeno de Ko Woonha estava suficientemente coberto pela aba de seu chapéu, então o estagiário não o reconheceu.
— Ouvindo de lado, parece que vocês sabiam que ele era de uma família de gângsteres desde que eram estudantes, então eu estava me perguntando… por que vocês fizeram bullying com uma pessoa sem saber o quão assustador isso era naquela época.
Verdades pesadas estavam embutidas em seu tom calmo.
— Aquele amigo devia ser muito gentil. O suficiente para ser considerado um alvo fácil para descarregar a raiva só de olhar para ele.
— Não, por que você está ouvindo escondido a conversa dos outros?
É isso mesmo. Quando você ouve seu próprio comportamento da boca de outra pessoa, de repente ele ganha objetividade e se torna muito patético. Especialmente se for uma história cheia da bravata dos dias mais jovens.
Lee Guhyeong, sentindo uma sensação de vergonha, não pôde aceitar e a expressou através da raiva.
— O quê, você nos conhece? Por que está se metendo?
Mesmo enquanto dizia isso, faltava-lhe fibra moral e ele murmurou o final de suas palavras como se as estivesse borrando.
— É só que ouvindo de lado, estava difícil continuar ouvindo. Vocês sabem que tudo isso é violência escolar, certo?
Ko Woonha não tinha absolutamente nenhuma intenção de revelar que era um conhecido de Cha Gyuwon. Ele quer evitar fazer a criança, que claramente se culparia, ter que ir à delegacia de polícia novamente.
— Não, então por que você julga e interfere sozinho? Você não sabe que isso também é violência verbal?
Em sua resposta sarcástica, havia uma mistura de orgulho por ter respondido razoavelmente bem. Era tão constrangedor que eu estava com vergonha por ele. Ko Woonha engoliu um suspiro. Apenas Cha Gyuwon cresceu, e esses caras, especialmente este aqui, ainda continuam naquela sala de aula.
De repente, Gyuwon parece impressionante. É só que ele acha difícil dar um passo para fora da porta; na realidade, Cha Gyuwon já tinha saído daquela sala de aula.
— Aquela época devia ser o seu auge.
Seu coração estava muito pesado. Ko Woonha lutava com uma dor que estava experimentando pela primeira vez. Então era assim tão doloroso. Ele finalmente entendeu o motivo pelo qual Cha Gyuwon tinha uma expressão como se estivesse prestes a chorar quando pediu para ser espancado, quando pediu para ser enforcado.
Mas nada daquilo tinha doído de jeito nenhum. Tinha sido apenas divertido. Isso não é nada divertido, e nem sequer me faz sentir vivo.
— Como se você não conseguisse esquecer a época em que se sentia superior ao encontrar um garoto que parecia fácil de encher o saco e fazer bullying com ele… ah, me desculpe.
Ko Woonha mudou sua postura e deu um sorriso fino.
— Eu devo estar bêbado. Eu passei dos limites.
Sua voz e tom instantaneamente se tornaram pastosos e tortos pela intoxicação.
— Ah, não, mas foi ouvido tão alto. Eu não pude deixar de intervir. Quantos anos você tem? Acho que seria bom se formar desse tipo de comportamento agora.
Ele esperava que a outra parte estivesse bêbada também. Ko Woonha sinceramente esperava por isso. Ele precisava que ele caísse facilmente em sua provocação.
E o estagiário, que esteve bebendo por cerca de uma hora antes de Ko Woonha chegar, de fato se moveu como ele pretendia. No entanto, depois de dar um passo à frente, ele rapidamente ficou intimidado ao perceber que o nível dos olhos do homem era mais alto do que o seu. Em vez disso, à medida que olhava de baixo para cima, ele descobriu um certo lado familiar.
— Eh? Já te vi na empresa….
O estagiário, piscando com os olhos meio perdidos, apontou o dedo para Ko Woonha. Não parando por aí, ele até deu um leve toque na aba do chapéu.
— Certo? Aquele que estava com o Cha Gyuwon…!
É o inesquecível Ko Woonha. Embora estivesse sobressaltado desde o momento em que o confirmou, não, desde antes disso, quando percebeu que ele era mais alto do que ele mesmo, Lee Guhyeong bravateou:
— O quê… você não era um estranho? Mas por que fingiu não saber? Vocês dois são o quê, próximos?
Quer estivessem sentindo que seu amigo descontrolado estava prestes a passar dos limites, seus companheiros se aproximaram.
Mas Ko Woonha já tinha terminado seu julgamento. Esse cara não vai avançar primeiro. Então ele deveria apenas se virar aqui. Essa era a melhor maneira de encerrar a situação.
— Não, até mesmo naquela época eu me perguntei como você poderia estar com aquele retardado do Cha Gyuwon…. Vocês devem ser próximos. Aquele cara é um gângster. Não fique perto dele. Dizem que não se pode roubar a semente. Como trabalho na mesma empresa, estou te dizendo… Argh!
No entanto, seu corpo se moveu antes que ele pudesse fazer um julgamento racional.
Ko Woonha segurou um isqueiro firmemente na palma da mão, fechou o punho e o desferiu contra o oponente. Ele tinha aprendido todos os tipos de esportes, ele só não tinha pegado os certificados, e isso incluía lutas e técnicas de defesa pessoal.
— Eu sei melhor do que ninguém de onde veio essa semente e sou próximo dessa semente também, então cale a sua boca.
Ko Woonha pensou de forma muito vaga que era uma sorte não ter pegado um certificado de artes marciais, e murmurou com um sorriso feroz, incapaz de reprimir sua raiva.
— Se você sabia que eu era um conhecido do Cha Gyuwon, deveria ter parado. Por que uma pessoa não sabe como parar? É porque você é estúpido?
O senhor, que tinha saído por ansiedade porque Ko Woonha não estava entrando, soltou um grito:
— Yaaaaak!.
Ko Woonha lentamente ergueu o corpo. Só então ele percebeu que estava respirando muito pesadamente. O estagiário, chorando e gritando todo tipo de coisa nos braços dos amigos, gritou:
— Polícia, chamem a polícia!
Entre os dentes visíveis dentro da pronúncia enrolada e lábios entreabertos, estava vermelho por causa do sangue. Ko Woonha murmurou para o advogado que o segurava e dizia:
— Ei, o que está acontecendo!. Com um rosto desprovido de até mesmo um pingo de sorriso.
— Me desculpe. Senhor. Acho que vou ter que ficar devendo para o senhor de novo.
── ⋆⋅☆⋅⋆ ──
Ko Woonha disse que não importava o quanto ele pagasse por um acordo. No entanto, o advogado, que ouviu o breve resumo da situação no caminho, ficou indignado e disse que era injusto demais, e que não poderia dar a ele o que quer que ele pedisse.
Mas como um prazo de prescrição nunca sequer existiu, e além disso, Ko Woonha e seu advogado, que não eram as partes envolvidas, não podiam pleitear os anos de adolescência de Cha Gyuwon por procuração. Ko Woonha era estritamente um estranho, e esse incidente não era diferente de ele arranjar briga com um pedestre que passava e cometer violência.
Deixando o sujeito que estava bravateando triunfantemente que até entraria com um processo, Ko Woonha sentou-se torto em sua cadeira e apenas encarou os próprios joelhos.
— Vamos resolver isso da forma mais pacífica possível.
↫─☫ Continua….
ᯓ★ Nenhuma das situações apresentadas neste capítulo referem-se/ se baseiam em fatos reais.
˙⋆✮ Se possível, apoie o autor na plataforma oficial.✮⋆˙
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr