↫─Capítulo 170
Cada vez que a mão fria deslizava sobre a pele quentinha, as costas de Cheongyeon estremeciam. Ao mesmo tempo, um suspiro arfante escapava por conta própria.
O feromônio de Do-Heon roubava facilmente a força de seu corpo. Braços e pernas se afrouxavam languidamente, como se ele estivesse boiando dentro d’água.
Em contrapartida, os nervos ficavam em alerta máximo e a paciência era pressionada com tal urgência que os pensamentos se cortavam abruptamente.
— Yoo Cheongyeon. Responde.
A cada vez que Do-Heon falava, um hálito denso e um feromônio intenso se espalhavam ao redor de seu tronco. Os lábios dele começaram a descer aos poucos.
Incapaz de conter a excitação, Do-Heon cravava os dentes e mordia a pele macia de Cheongyeon, como se a devorasse aos pedaços.
Clavícula, ombros, peito e até as axilas: colava os lábios em cada canto e mordiscava.
— Está doendo…
Cheongyeon soltou um gemido dolorido e agarrou os ombros dele.
Com aquilo, Do-Heon voltou brevemente a si e ergueu a cabeça. E contemplou Cheongyeon, prensado sob ele.
— …….
É o Yoo Cheongyeon. O Yoo Cheongyeon de verdade, com quem se pode falar e a quem se pode tocar.
Ele gravou nos olhos, sem deixar escapar nada, o rosto de Cheongyeon brilhando alvo no interior escuro.
Quanto mais o fazia, mais um impulso quase primitivo se debatia em sua cabeça com uma violência difícil de controlar. Cenas perigosas, de atormentar e fazer Cheongyeon chorar até deixá-lo em farrapos, se reproduziam sem parar.
Em algum momento, ele percebeu que não estava conseguindo controlar o próprio feromônio.
— Senhor diretor…?
Cheongyeon sentiu algo estranho em Do-Heon, que o encarava sem se mover por alguns segundos, e o chamou com cautela. E se apoiou nos braços atrás das costas, erguendo o corpo.
Por um instante, achando que Cheongyeon tentava fugir, Do-Heon empurrou bruscamente seu ombro e o deitou de volta na cama.
— Ah.
Ele subiu rapidamente sobre Cheongyeon e prendeu aquele corpo frágil entre os dois joelhos.
— Se eu começar, não vou conseguir parar.
Do-Heon murmurou baixo.
Ele sentia que o ciclo de rut avançava mais rápido do que o previsto. Provavelmente tinha sido acelerado pelo estímulo do feromônio de Cheongyeon.
Daquele jeito, em uma hora, não — em menos de trinta minutos, o rut começaria para valer.
— Talvez eu te machuque.
Ele advertiu, expelindo uma respiração pesada.
Cheongyeon mexeu os lábios e pousou a mão sobre a coxa de Do-Heon, que aprisionava seu tronco. Assim que a mão o tocou, sentiu o músculo se retesar e estremecer.
Achou que ele fosse apertá-lo com ainda mais firmeza, mas, inesperadamente, a força escorreu das pernas dele. Estavam frouxas o bastante para que ele pudesse se soltar facilmente de Do-Heon se quisesse.
Cheongyeon deslizou a palma lentamente coxa acima, provocando-o de forma velada.
— Você não vai me machucar.
— Não confia em mim.
Do-Heon passou a mão pelo cabelo, suando frio. Ao contrário das palavras ásperas que saíam de sua boca, ele encarava Cheongyeon com um olhar suplicante.
— Então, se não quiser, diz agora.
Nunca lhe fora tão difícil dizer aquelas palavras.
Se dependesse de sua vontade, entraria em Cheongyeon naquele exato instante. Ele sempre desejara Cheongyeon, mas nunca com tanta urgência quanto agora.
Mas ele não queria tomá-lo à força. Cheongyeon também não podia se assustar.
Do-Heon encarava Cheongyeon com súplica, ofegante. O coração pulsava a ponto de explodir, tomado pelo medo de que daqueles pequenos lábios vermelhos saísse um “não”.
Para não deixar transparecer a tensão, Do-Heon cerrou os punhos com força.
Seria por estarem excepcionalmente próximos? Por causa do feromônio de Cheongyeon que envolvia seu corpo, embaixo ele já estava ereto a ponto de doer havia muito tempo. Queria entrar em Cheongyeon naquele instante e saciar a sede que se acumulara camada sobre camada.
Mas era imprescindível ter a permissão de Cheongyeon.
— …Eu quero.
Pouco depois, Cheongyeon balançou a cabeça com um rosto que não demonstrava o menor medo. E estendeu a mão para Do-Heon, como quem pede um abraço.
— Huu. É mesmo?
Do-Heon soltou um longo suspiro e, em vez de tomar aquela mão, agarrou a blusa fina de Cheongyeon. O canto de sua boca subiu levemente.
— Então não precisa mais continuar vestindo isto.
Sem hesitar, Do-Heon rasgou a roupa para os dois lados.
— Se-senhor diretor?
Com o som do tecido se rasgando, os botões saltaram e caíram no chão.
— Que raio de coisa é essa que você está fazendo?
O rosto de Cheongyeon se tingiu de espanto.
— Não precisa disso. De qualquer forma, aqui você vai ficar sem roupa.
— …….
— Quando tudo acabar, eu compro outra.
Do-Heon disse com suavidade, como quem acalma o assustado Cheongyeon. Mas, em vez de tranquilizá-lo, aquilo o deixou ainda mais confuso.
“Quando tudo acabar, eu compro outra roupa” significava, então, que ele tinha rasgado a roupa para que ele não pudesse fugir no meio.
Cheongyeon baixou os olhos, aturdido, para a própria blusa partida em duas como um trapo.
— Isso é loucura…
Uma voz perplexa escapou naturalmente.
— Só agora percebeu? Que eu sou um louco.
Como se aquilo não fizesse a menor diferença, Do-Heon percorreu lentamente com as mãos o tronco de Cheongyeon, agora completamente exposto. Os pequenos mamilos, avermelhados pela bebida, estavam eretos e rígidos.
Do-Heon enterrou o rosto no peito liso e macio de Cheongyeon e inspirou fundo o feromônio e o cheiro que emanavam dali. E lambeu com a língua o mamilo rosado.
— Haa.
Enquanto Cheongyeon permanecia congelado de surpresa, os feromônios dos dois se enlaçavam sem falha.
Atormentando o mamilo com os dentes, Do-Heon pensou intimamente que era um alívio o perfume que Cheongyeon anunciava ser completamente diferente do cheiro real de seu corpo. Ele não queria compartilhar aquele cheiro com ninguém.
Mas o ciúme infantil não durou muito. A pouca compostura que ele exibia se esgotou rapidamente.
Excitado com o feromônio ômega, Do-Heon tateou apressado a calça jeans de Cheongyeon.
Ele abriu a fivela, baixou o zíper e puxou a calça de uma só vez até os tornozelos. E logo enfiou a mão por dentro da roupa de baixo, acariciando ao redor da carne macia entre as nádegas.
— Hng.
A região já estava razoavelmente úmida.
Mordendo de leve o mamilo de Cheongyeon, Do-Heon enfiou de imediato o dedo médio dentro do orifício.
— Ah, senhor diretor…
Cheongyeon estremeceu, sobressaltado.
Ao contrário da urgência que sentia, o interior de Cheongyeon acomodava com aperto até mesmo um único dedo.
Era estreito assim antes? A sensação das paredes internas se contraindo era transmitida com nitidez por cada articulação de seu dedo.
Do-Heon ofegou, relembrando a sensação de enterrar o pênis ali. Só de pensar, embaixo inchava a ponto de parecer que ia estourar.
— Não aguento mais, Cheongyeon-a.
Sua cabeça estava tomada apenas pelo desejo de penetrá-lo.
Mesmo aumentando para dois dedos, a sensação continuava rígida. O interior e o exterior do orifício iam se molhando, mas ainda não era suficiente. Fazia tempo, então era certo que Cheongyeon também estava tenso.
— …Então enfia logo. Hã?
Diante daquele sussurro destemido de Cheongyeon, Do-Heon estancou.
Por um instante, a respiração ofegante de ambos se cruzou em contratempo.
— Você vai se machucar.
Do-Heon alargava as paredes internas com pressão para inserir o terceiro dedo. E ergueu um pouco o tronco para beijar a testa de Cheongyeon.
Cheongyeon, que hesitava mordendo o lábio inferior, acabou abrindo as pernas ainda mais por conta própria. E não parou por aí: baixou as duas mãos, segurou a carne das nádegas e as afastou, mostrando-se a Do-Heon.
— …Yoo Cheongyeon.
Com aquilo, sua parte de baixo ficou exposta de forma extremamente crua.
Do-Heon por um instante duvidou dos próprios olhos.
Como o dedo dele ainda estava preso ali dentro, dava para ver inclusive o movimento sugestivo das pregas se contraindo.
— Rápido… hã?
Por causa da bebida, não só as bochechas e os mamilos, mas até o orifício estava tomado por um tom avermelhado.
Cheongyeon virava o rosto para o lado, envergonhado, mas, mergulhado na excitação e sem saber o que fazer, apertava com força a entrada.
Diante da pressão que comprimia seus dedos, Do-Heon cerrou os molares e retirou a mão de dentro dele.
Então o orifício molhado, que estava aberto, latejou e foi se fechando aos poucos.
O instinto que ele vinha empurrando para longe com todas as forças acabou engolindo por completo a razão de Do-Heon.
Com a mão úmida do fluido, Do-Heon agarrou com força o tornozelo de Cheongyeon.
— Ah? Espera…!
E, puxando-o para si, ocupou o lugar entre suas pernas.
Cheongyeon, que se debateu por um instante de susto, logo enlaçou obedientemente as duas pernas finas em Do-Heon. O toque das panturrilhas e das coxas coladas à cintura firme dele era muito macio e fofo.
Do-Heon apenas baixou o zíper às pressas, tirou o pênis e o sacudiu com a mão. Da ponta do pau já rigidamente ereto escorria um líquido abundante.
Como quem marca território, ele espalhou tudo aquilo pelas coxas e pela virilha de Cheongyeon.
Não demorou e o feromônio alfa de Do-Heon impregnou densamente até o fundo de suas entrepernas.
Satisfeito, Do-Heon segurou o pênis e encaixou a ponta da glande no orifício de Cheongyeon.
— Ah.
O interior tinha acabado de começar a se molhar, e os dois sabiam que ainda era demais para uma penetração imediata.
Ainda assim, nenhum dos dois disse para parar. Apenas esfregavam mais a pele que se tocava, instigando um ao outro.
Encaixando o pênis no orifício avermelhado, Do-Heon firmou a cintura e começou a empurrar.
Com um som úmido e viscoso, a glande grossa abriu as pregas finas e fechadas e entrou lentamente.
— Hnn, hng… é grande demais…
Diante da sensação invasiva que o preenchia, Cheongyeon balançou a cabeça, murmurando.
— Aguenta.
Do-Heon disse com a voz fervente. Como aquela voz soou de algum modo suplicante, Cheongyeon não conseguiu empurrá-lo e pousou a mão em seu ombro.
— Huu…
O pênis entrou quase até a metade. Mesmo faltando muito para chegar à base, Do-Heon parou um instante, por hábito.
Antes do divórcio, Cheongyeon fechava os olhos e tremia só com aquilo, como se não aguentasse mais.
Do-Heon conferiu a expressão de Cheongyeon por hábito. Diferente de antes, Cheongyeon segurou o rosto de Do-Heon e encarou seus olhos com precisão.
— Ra-rápido…
E abriu os lábios vermelhos, apressando o que vinha a seguir.
Antes mesmo que aquelas palavras ditas fracamente terminassem, Do-Heon enfiou o pênis até o fim.
Pluft!
— Hann!
Ressoou o som viscoso de carne se chocando. Todo o pau de Do-Heon, até a raiz, no buraco avermelhado.
Talvez por ter entrado forçando a abertura, a sensação da carne quente por dentro apertando e mordendo o pênis fez escapar um gemido animalesco por entre os dentes de Do-Heon.
— Poooorra…
Em seguida, um palavrão grosseiro explodiu do fundo de sua garganta.
Era satisfatório a ponto de arrepiar a espinha.
Ele sentiu a base enrijecer mais que o normal. Mesmo estando inteiramente dentro de Cheongyeon, o pênis continuava a inchar.
O desejo de permanecer enterrado naquela carne úmida e o desejo de mover a cintura com brutalidade até gozar colidiam violentamente dentro do coração de Do-Heon .
— Hn… nnh.
Cheongyeon gemeu, com lágrimas penduradas nos cantos dos olhos. Talvez assustado com a sensação de estar aberto até o limite embaixo, tremeu o tronco e apertou com força o orifício.
Diante da pressão que envolvia toda a coluna grossa, Do-Heon franziu o rosto.
Em vez de se mover de imediato, ele puxou por completo a calça jeans, que estava por um fio pendurada em um dos tornozelos de Cheongyeon, e a jogou para fora da cama.
Como o gesto foi brusco demais, o zíper da calça se rasgou.
Assustado com o som, Cheongyeon mais uma vez arregalou os olhos e olhou para Do-Heon.
Do-Heon sorriu de canto, como quem diz para ele ficar tranquilo.
— Quando tudo acabar, eu compro uma calça nova também.
Mas, do ponto de vista de quem olhava, não era um sorriso que tranquilizasse nem um pouco.
A condição acrescentada — “quando tudo acabar” — soava, ao contrário, apenas sinistra.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna