↫─☫ Extra 1
↫─☫ Extra 1
↫─☫ Ready to be parents
Bip, bip, bip, bip — Bip, bip, bip, bip —
O alarme barulhento começou a tocar em algum momento. Seo Gyu-ha, com uma expressão franzida, tateou ao redor do travesseiro em busca do celular. Ele primeiro silenciou o som, ficou deitado por um instante e só então levantou o corpo.
O relógio do celular marcava 9h01 da manhã. Normalmente, ele teria voltado a dormir sem hesitar, mas hoje não podia. Era dia de consulta no hospital.
Quando ele estava prestes a se mexer, a porta do quarto se abriu no momento exato e Lee Cha-young entrou. Ao ver Seo Gyu-ha sentado na cama, ele sorriu e se aproximou.
— Você acordou. Eu estava vindo justamente te chamar.
O sorriso dele se tornou mais profundo. O rosto ainda sonolento e os fios de cabelo espetados, exibindo sua presença, eram simplesmente adoráveis.
— Vá se lavar. Acho que precisamos nos preparar rápido para não atrasar.
— Eu disse que iria sozinho à tarde, que incômodo…
Seo Gyu-ha esfregou o rosto seco algumas vezes e se levantou. Enquanto isso, Lee Cha-young pediu à ajudante que preparasse a refeição e foi ao closet escolher a roupa para sair.
Enquanto trocava de roupa, ele cantarolava sem perceber. Desde o mês passado, Lee Cha-young se oferecia como motorista e acompanhava Seo Gyu-ha em todas as consultas ginecológicas. O estopim foi a caderneta da gestante. No dia em que mudaram as malas para a casa nova, Lee Cha-young estava explorando meticulosamente a casa já organizada quando encontrou o pequeno caderno sobre a mesa da sala.
Havia uma ovelha fofa desenhada na capa, mas ele ficou com uma expressão de surpresa ao ler o que estava escrito embaixo. As palavras “Diário dos Pais”, “Amo você, Kkam-jjak” e “Ginecologia do Hospital XX” estavam impressas em sequência.
Ele entendeu o que era no momento em que viu. Com o coração acelerado, folheou as páginas e, como esperado, viu detalhes das consultas e fotos de ultrassom do feto; na última página registrada, estava anotada a data da próxima consulta.
Naquela noite, Lee Cha-young aplicou a técnica de falar ao pé do ouvido de Seo Gyu-ha, que estava quase pegando no sono após receber uma massagem. — Gyu-ha, da próxima vez, vamos juntos à consulta. Depois podemos ir comer algo gostoso. Pode ser?
Talvez por preguiça devido ao sono, Seo Gyu-ha aceitou de forma inesperadamente tranquila. Agora era hora de resolver o próximo problema. Pelo que Lee Cha-young pesquisou, mesmo que um ômega masculino engravide, há um limite para a expansão da cavidade abdominal, por isso o comum era o parto ocorrer por volta dos 8 meses. Seguindo esse cálculo, o bebê nasceria em três ou quatro meses, e ele estava preocupado se um hospital comum conseguiria lidar bem com o parto de um ômega masculino.
Além disso, embora tivesse conseguido o consentimento usando um truque, Seo Gyu-ha poderia se sentir sobrecarregado pelo fato de dois homens irem juntos ao ginecologista. No dia seguinte, Lee Cha-young sugeriu cautelosamente a Seo Gyu-ha mudar para o hospital afiliado ao grupo da família e, usando a excelente arma dos subsídios e um pouco de poder, providenciou uma sala de espera e um consultório separados para gestantes masculinos. Desde então, todos os sábados de manhã, eles iam juntos ao hospital encontrar o médico e, após a consulta, saíam para um almoço saboroso.
Graças ao fato de terem saído de casa no horário, felizmente chegaram ao hospital sem atraso. A sala de espera, como de costume, estava lotada de pessoas preenchendo todos os espaços.
Enquanto Lee Cha-young fazia a recepção, Seo Gyu-ha caminhou com familiaridade, abriu a porta interna e entrou. O interior estava vazio. Diziam ser um espaço exclusivo para gestantes masculinos, mas ele nunca encontrou ninguém ali em suas visitas.
Enquanto ele estava sentado no sofá, Lee Cha-young entrou logo atrás. Mesmo com muitos lugares vagos, ele fez questão de se sentar bem colado ao lado de Seo Gyu-ha e pegou sua mão para massageá-la.
— Já mediu a pressão?
— Ainda não. Vou fazer daqui a pouco.
— O que vamos comer hoje? Tem algo que você queira?
— E você?
— Para mim, qualquer coisa está bom.
Ao ouvir a voz falando de forma indiferente, Seo Gyu-ha soltou uma risadinha. Parecia que tinha sido ontem o tempo em que ele tinha ânsias de vômito por causa dos enjoos ou quando foi pego comendo bananas escondido, mas, em algum momento, esses sintomas desapareceram sem deixar rastros e agora ele estava completamente normal.
— Então vamos comer sushi.
— Ótimo.
Lee Cha-young pegou o celular imediatamente e ligou para algum lugar. Enquanto o ouvia falar algo sobre reserva, houve uma batida na porta e o rosto de uma enfermeira apareceu após ela abrir.
— Senhor Seo Gyu-ha, pode entrar no consultório.
Só então, após medir a pressão às pressas, Seo Gyu-ha se dirigiu ao consultório ao lado. O médico, que aparentava ter muita experiência, recebeu os dois com um sorriso afável. Após registrar as perguntas e respostas detalhadas que faziam todas as vezes, ele recomendou que Seo Gyu-ha se deitasse na maca para o exame de ultrassom abdominal.
Ao se deitar conforme instruído e descobrir a barriga, o aparelho com gel tocou seu abdômen. Em seguida, houve uma mudança no monitor acima de sua cabeça. Não apenas Seo Gyu-ha virou o rosto para olhar, mas Lee Cha-young também não conseguia tirar os olhos da tela.
— Como podem ver, esta parte aqui é a cabeça. Está crescendo muito saudável.
Lee Cha-young, que observava a tela atentamente, falou com cautela:
— Parece que a cabeça desceu demais… Está tudo bem?
— A posição do feto muda constantemente. Ele se move animadamente na barriga e, por volta do meio da 30ª semana, ele se encaixa.
Em seguida, o médico lançou uma pergunta a Seo Gyu-ha:
— Você já sentiu os movimentos fetais?
— …Não.
A sensação da barriga levemente protuberante e rígida continuava a mesma, mas ele ainda não tinha sentido o bebê se mexer. O médico, que já havia decifrado completamente a personalidade do parceiro do gestante após algumas consultas, acrescentou explicações gentis por iniciativa própria:
— Como estamos na 18ª semana, provavelmente na próxima semana você sentirá os movimentos com clareza. Continue bebendo bastante água e faça exercícios constantes, como alongamento ou ioga, desde que não se esforce demais.
— Sim. Obrigado.
Deixando para trás o médico que demonstrava um espírito profissional exemplar até o fim, os dois saíram do consultório. Seria rápido descer a pé, mas Seo Gyu-ha optou por pegar o elevador. Ele acabou soltando outra risadinha. Pelo reflexo na porta do elevador, ele via Lee Cha-young, que não aguentou a espera e já estava olhando novamente para a caderneta do bebê.
Conforme o combinado, decidiram almoçar em um restaurante japonês. Pensando em ter um almoço farto, ele teve um café da manhã leve, e agora seu estômago vazio clamava por comida. Após estacionar o carro na garagem subterrânea e caminhar em direção ao elevador, de repente ouviu-se a voz de uma mulher atrás deles.
— Não é o Cha-young?
Ao ouvir seu nome ser chamado subitamente, os olhares dos dois se voltaram para trás ao mesmo tempo. Uma expressão de surpresa surgiu instantaneamente. Ao ver seus pais parados a uns quatro ou cinco passos de distância, Lee Cha-young abriu a boca:
— O que os senhores fazem por aqui?
— Vim almoçar com seu pai depois de muito tempo. Que coincidência nos encontrarmos num lugar desses.
No momento em que ouviu, ele teve um pressentimento. Como era um restaurante de um conhecido, ele já havia levado sua mãe lá antes; ele sentiu que o destino deles provavelmente seria o mesmo.
— Vocês também vieram almoçar?
— Sim.
— Que bom. Eu estava justamente dizendo no caminho que queria ver vocês. Não é, querido?
Ao olhar para os pais de Lee Cha-young parados à sua frente, Seo Gyu-ha também teve um palpite. Ah. Cem por cento de chance de sentarmos juntos.
O pressentimento não falhou. Assim que o funcionário, que serviu o chá educadamente em cada copo, saiu, Choi Tae-seon perguntou a Seo Gyu-ha, sentado à sua frente:
— Como você está se sentindo, Gyu-ha?
— Estou bem.
— E o Kkam-jjak, está crescendo bem?
— Sim.
Logo, um sorriso surgiu nos lábios de Choi Tae-seon.
Ela conheceu Jung Eun-hee, mãe de Seo Gyu-ha, quando ambas estavam no ensino fundamental. O encontro começou quando se tornaram parceiras de mesa por sorteio no primeiro dia do novo ano letivo; desde o início, a conversa fluía bem, as personalidades combinavam e até os pequenos gostos eram semelhantes. Elas se davam tão bem que pareciam almas gêmeas, tornando-se rapidamente melhores amigas inseparáveis.
A amizade das duas mulheres continuou sólida mesmo após se formarem na escola, tornarem-se adultas e se casarem. Jung Eun-hee casou-se primeiro e teve dois filhos, e quando estava grávida do terceiro, Choi Tae-seon também engravidou do primeiro filho. Após darem à luz crianças da mesma idade, as trocas tornaram-se, naturalmente, ainda mais ativas. Até que Cha-young fosse estudar no exterior, elas se encontravam pelo menos uma ou duas vezes por semana, levando as crianças, para conversas agradáveis.
Naquela época, Jung Eun-hee tinha três filhos homens, e o seu primogênito também era homem. Por isso, naturalmente, ela costumava fazer piadas do tipo: — Se pelo menos um deles fosse menina, seríamos sogras —, mas, nessas horas, Jung Eun-hee apenas sorria discretamente em vez de concordar ativamente como de costume.
Só agora, depois de muito tempo, Choi Tae-seon conseguia entender o motivo. O sentimento de mágoa por ela ter escondido o fato de o filho caçula ser um ômega durou muito pouco. Pensando no sofrimento que ela deve ter passado para manter o segredo até dela, sua melhor amiga, e no que deve ter sentido por causa das palavras ditas levianamente, Choi Tae-seon sentia muita pena.
De qualquer forma, como o conhecia desde os tempos de fralda por vários anos, Choi Tae-seon sabia bastante sobre Seo Gyu-ha, o filho de sua amiga.
Ele era honesto com suas emoções; se gostava, dizia que gostava, se não gostava, dizia que não gostava, sem hesitar. E como ele causava pequenas confusões com frequência! Não foram poucas as vezes em que as mães estavam tomando chá e Jung Eun-hee corria horrorizada para o quarto das crianças ou para a cozinha. Além disso, depois de entrar no ensino fundamental, ele vivia praticamente com curativos nos braços e pernas.
Em comparação, seu filho Lee Cha-young era uma criança muito precoce. Era estranho dizer isso do próprio filho, mas, desde pequeno, ele era um garoto impecável. Era inteligente, aprendia rápido qualquer coisa que lhe ensinassem, preferia ler livros a brincar com brinquedos ou robôs, e raramente fazia manha chorando ou procurando pela mãe como as outras crianças.
Esse filho raramente ficava radiante e animado, mas isso acontecia justamente quando diziam: — Vamos visitar a casa do Gyu-ha. — Quando chegava o sábado de manhã, dia em que costumavam ir, o filho deixava de lado até as aulas de natação que tanto gostava para acompanhar a mãe.
Lá, ele demonstrava gostar da mesma forma. Choi Tae-seon costumava sorrir satisfeita toda vez que o via brincando com videogames e cartas de personagens, coisas que ele nem olharia se estivesse sozinho. Era porque, ao interagir com Gyu-ha, seu filho finalmente parecia um garotinho de sua idade.
— ….
O olhar de Choi Tae-seon, que relembrava memórias antigas, voltou-se repetidamente para Seo Gyu-ha.
Sendo objetiva e fria, era fato que ele tinha muitos pontos insuficientes para ser considerado o parceiro de casamento de seu filho. O marido acabou permitindo por causa da notícia do bebê, mas ele ainda demonstrava sinais de arrependimento ocasionalmente.
Em contrapartida, Choi Tae-seon achava que foi até melhor. Ela se surpreendeu uma vez pelo fato de Gyu-ha ser um ômega, e uma segunda vez pelo fato de ele ter esse tipo de relacionamento com seu filho, mas ela mesma gostava de Gyu-ha desde o início e, acima de tudo, como os dois disseram que formariam uma família e viveriam bem, não havia motivo para se opor por muito tempo.
Ao encontrar um cônjuge com condições semelhantes, eles poderiam até ter benefícios mútuos externamente, mas seria muito difícil sentir a estabilidade ou satisfação provenientes do cerne familiar. Talvez fosse porque ela mesma aceitou o pedido de casamento do marido apesar dessa disparidade… A opinião de Choi Tae-seon era que era muito melhor viver de forma vibrante, amando intensamente e às vezes discutindo, do que ter uma vida monótona e padronizada.
— A refeição chegou.
Os pratos que saíam em sequência preencheram a mesa. Durante esse tempo, o sorriso não saía dos lábios de Choi Tae-seon. Mesmo diante dos adultos, onde se esperaria discrição, seu filho colocava sem hesitar o antepasto de sua própria porção no prato de seu parceiro. Quando estavam no auge do namoro, seu marido também fazia questão de cuidar dela assim e acabava recebendo broncas desnecessárias.
— Coma bastante e devagar, Gyu-ha.
— Sim. …Comam bastante também.
Evitando o rosto sorridente que parecia “já saber de tudo”, Seo Gyu-ha apressou-se em usar os hashis.
Em um dia antes do casamento, enquanto conversavam sobre várias coisas como de costume, o assunto do tratamento formal veio à tona. Após uma longa discussão, concordaram em chamar os pais um do outro de “mãe” e “pai”, mas as palavras ainda não fluíam naturalmente e pareciam estranhas.
Lee Tae-han, que comia em silêncio, finalmente abriu a boca:
— Os preparativos estão indo bem?
Lee Cha-young entendeu imediatamente e respondeu:
— Sim. Hoje mesmo fomos juntos ao hospital. Vou enviar as fotos mais tarde.
Seo Gyu-ha olhou para o lado com uma expressão de surpresa. Ele abriu bem a boca para reclamar, mas lembrou tardiamente que os adultos estavam sentados à frente e rosnou em voz baixa:
— Por que você vai enviar isso?
— Eu já te disse. Eles estão curiosos para saber se o Kkam-jjak está crescendo bem, então, aproveitando que enviei as fotos para a sua mãe, enviei para a minha também.
— Não sei. Não lembro.
— Vou ter que instalar câmeras de segurança dentro de casa também.
— Enlouqueceu… O que você está dizendo?
Choi Tae-seon continuou a refeição rindo silenciosamente. Como esperado, seu palpite estava correto. Era muito divertido observar os dois implicando um com o outro como crianças, e após terminarem o almoço tranquilamente, saíram do restaurante.
— Na próxima, venha nos visitar em casa. A mamãe vai fazer algo gostoso.
Em seguida, Choi Tae-seon falou carinhosamente com Seo Gyu-ha também:
— Se houver algo que você queira comer, use e abuse do Cha-young, e se por acaso ele te deixar triste, me ligue imediatamente. Entendido?
— Sim. Vão com cuidado.
Após se despedirem dos pais no estacionamento, os dois entraram no carro novamente.
O próximo destino era o shopping. Como forma de fazer a digestão após a refeição, decidiram que, nas tardes em que iam juntos ao hospital, passariam no shopping para fazer compras e colecionar itens de bebê um por um.
Assim que saíram no terceiro andar, um novo mundo se abriu. Hoje também começaram a explorar calmamente a partir das lojas próximas à entrada. A expressão de Seo Gyu-ha estava bastante séria. No início, ele soltou uma risada incrédula ao ver roupas íntimas do tamanho da palma de sua mão ou sapatos menores que metade de seu punho, achando tudo muito insignificante, mas depois de vir algumas vezes, ele já estava bem acostumado.
Enquanto isso, Lee Cha-young abriu o bloco de notas do celular. Sua personalidade que busca a perfeição se manifestava sem falta mesmo nessas horas. Ao abrir o arquivo cuja última data de modificação foi no sábado passado, surgiu uma lista detalhando meticulosamente o que comprar a cada semana. Hoje, dando continuidade à semana passada, era dia de comprar brinquedos para o Kkam-jjak.
Lee Cha-young caminhou até a seção onde ficavam os brinquedos para bebês. Ele se deixou levar rapidamente.
Se escolhesse este, aquele outro também parecia bonito; se comprasse aquele, o que estava ao lado também parecia bom. Após uma longa e profunda reflexão, Lee Cha-young esticou o braço e pegou um chocalho azul e um amarelo, um de cada vez. Seo Gyu-ha, que estava parado ao lado escaneando os produtos na prateleira, viu a cena e falou:
— Por que está pegando dois?
— Gostei dos dois e não consigo escolher.
Um sinal de desaprovação surgiu no olhar de Seo Gyu-ha. Na semana passada, ele disse a mesma coisa e comprou dois bonecos de coelho enormes que só mudavam de cor. Se continuasse assim, era óbvio que a casa ficaria cheia de dois ou três itens iguais sem nem serem gêmeos.
— Escolha apenas um, só um.
O olhar de Lee Cha-young voltou-se repetidamente para suas duas mãos. Havia muita seriedade no olhar que baixava para as caixas de chocalho. Após ponderar em sua mente por um tempo, ele finalmente pediu ajuda a Seo Gyu-ha:
— Qual você acha melhor?
— O azul é melhor. …O amarelo também parece bom.
Embora tendesse a preferir tons de azul, ele sentia que para um bebê, de alguma forma, sensações acolhedoras como amarelo ou rosa combinariam mais. Não, já que ele nasceria no verão, talvez o azul, que parece refrescante, fosse melhor…
Enquanto ele olhava alternadamente, ouviu-se um sussurro como uma tentação diabólica:
— Vamos comprar os dois e usar ambos. Um para você, um para mim.
— ….
— Se ele ficar olhando só para a mesma coisa, o Kkam-jjak não vai ficar entediado?
— …Que seja, então.
Assim, o histórico de compras por impulso aumentou novamente. Com a intenção de apenas olhar as vitrines de agora em diante, ele caminhou, mas as roupas de bebê expostas na loja em frente chamaram sua atenção. Desta vez, novamente, Lee Cha-young deu o primeiro passo.
— É realmente pequeno. O Kkam-jjak também vai usar algo assim depois, né?
Uma funcionária que observava do interior da loja aproveitou o momento e aproximou-se rapidamente para puxar conversa:
— Estão procurando roupas de bebê?
— Sim. Só para dar uma olhada.
— De quantos meses ele está?
— Ainda está na barriga do pai, ai.
Seo Gyu-ha beliscou o braço de Lee Cha-young subitamente e olhou para a funcionária.
— Estamos apenas olhando, não se preocupe.
Como ele estava com o rosto inexpressivo, poderiam pensar: “Ele ficou bravo?”, mas a funcionária não demonstrou nada. A funcionária veterana, que detectou o cheiro de riqueza nos dois homens, sorriu e disse: — Sim. Então fiquem à vontade e, se precisarem de ajuda, me chamem imediatamente — e afastou-se alguns passos para o lado. Logo, Seo Gyu-ha falou baixinho entre dentes para Lee Cha-young:
— Por que você fala uma coisa dessas?
— Não posso mentir dizendo que ele já nasceu.
Dizem que não se cospe em rosto sorridente, e era verdade. Ao olhar para o rosto que sorria radiante, Seo Gyu-ha acabou virando a cabeça com uma expressão de desaprovação.
Diferente dele, que mal usava a aliança de casamento por detestar a sensação de aperto, Lee Cha-young nunca a tirava, e não escondia o fato de ser casado e um futuro pai. Pensando na posição de Seo Gyu-ha, que viveu como um beta a vida inteira, ele mantinha em segredo que seu cônjuge era um ômega masculino, mas quando alguém perguntava sobre o bebê, como agora, ele nunca respondia com mentiras. Ele dizia ser uma forma de expiação pelo erro do passado, quando desconhecia e negava a existência da criança.
Nesse meio tempo, Lee Cha-young estava novamente imerso em olhar as roupas de bebê. Ele folheou as roupas penduradas ordenadamente nos cabides e tirou uma delas. Era uma roupa íntima cheia de estampas de estrelas em tons pastéis.
— Esta não é bonita?
— Pendura isso lá.
Seo Gyu-ha respondeu sem nem piscar. Assim como os brinquedos, comprar roupas parecia ainda mais precoce. Por ser estranho ficar ali parado sem fazer nada, ele folheou as roupas nos cabides sem muito entusiasmo e logo descobriu algo estranho.
— Ei.
— Sim?
— Por que isso está pendurado aqui?
O que Seo Gyu-ha apontou foi a etiqueta onde constavam o nome da marca e outras informações. O correto seria estar costurada no interior da roupa, ou seja, na parte que toca a nuca, mas agora ele via que todas estavam do lado de fora.
— É verdade —, disse Lee Cha-young enquanto examinava atentamente, e logo encontrou a resposta. — Acho que é para não tocar na pele se estivesse do lado de dentro. Já que os bebês ficam deitados quase o dia inteiro.
Era uma resposta plausível. Seo Gyu-ha assentiu e descobriu outra coisa estranha.
— O tamanho também é esquisito.
Ele tirou uma peça de roupa íntima e mostrou a etiqueta que acabara de apontar de perto. Desta vez, nem Lee Cha-young conseguiu responder facilmente. “6m”, o que diabos isso significava? Parecia ser uma informação sobre a roupa…
Enquanto olhavam seriamente da mesma forma, Seo Gyu-ha virou a cabeça e perguntou a Lee Cha-young:
— Não quer dizer que a criança tem 6 metros de altura, né?
— …Acho que não.
— Ou será que significa 60 centímetros?
A funcionária, vendo-os sussurrando com as cabeças juntas, não perdeu a oportunidade e aproximou-se prontamente.
— 6m significa que é para bebês de 6 meses. As roupas para bebês antes de completarem um ano vêm com tamanhos como 3m, 6m, de acordo com o número de meses.
Ao ouvir a explicação gentil, Seo Gyu-ha tossiu seco por causa do constrangimento. Foi por ter pensado em “6 metros” ao ver a roupa de bebê.
— Que tal este aqui? É uma roupa feita de cem por cento algodão…
A funcionária, que ganhou a simpatia com uma pequena gentileza, começou a vender com uma lábia fluida. Pouco depois, as mãos dos dois homens que caminhavam para o elevador após terminarem as compras carregavam, amigavelmente, uma sacola cada, cheias de chocalhos, mantas para recém-nascidos e roupas de baixo.
***
— Ah, estou cansado.
Assim que se deitou na cama, as palavras “estou cansado” saíram naturalmente. Como ele aproveitou a saída para ver um filme e até jantar fora, já passava das 8 horas.
Talvez por ter caminhado mais que o normal, ele sentiu um puxão incomum no baixo ventre. Enquanto massageava a barriga devagar, sentiu algo estranho. Era óbvio, mas à medida que o Kkam-jjak crescia sem sobressaltos, sua barriga também aparecia um pouco mais.
Diziam que, pela estrutura física masculina ter mais músculos, a barriga não aparecia tanto quanto nas mulheres, mas isso era apenas relativo e não significava que não aparecia nada. Ao usar um moletom com capuz ou roupas largas, ficava perfeitamente disfarçado, mas ao ficar pelado para tomar banho ou ao tocar a barriga com as mãos nuas como agora, ficava claramente evidente.
Com um som de clique, a porta do banheiro da suíte se abriu. Exalando um aroma refrescante de colônia, Lee Cha-young subiu na cama e, sem falta, pegou o frasco de óleo da gaveta do criado-mudo. Como ele se deitou confortavelmente por iniciativa própria, as mãos grandes e quentes começaram a massagear lentamente desde as panturrilhas.
Durante esse tempo, Seo Gyu-ha manteve os olhos fixos na TV. Toda vez que uma resposta errada surgia no programa de perguntas, ele soltava uma risada. Ele estava imerso e assistindo com diversão quando percebeu a estranheza tardiamente. Como ele disse que também massagearia os ombros, ele se sentou sem pensar muito e continuou vendo TV, mas quando deu por si, estava aninhado no corpo de Lee Cha-young em uma posição de abraço por trás, usando-o como travesseiro.
Em vez de se afastar, Seo Gyu-ha moveu o corpo para lá e para cá para se acomodar de forma mais confortável. Peito e abdômen tinham músculos bem definidos e poderia parecer desconfortável, mas, na realidade, ao se apoiar, não era nada disso. Não era duro, era uma sensação de firmeza, e o calor corporal quente era um bônus em comparação a uma cadeira.
Ele já estava acostumado ao toque que acariciava sua barriga com cuidado. Lee Cha-young massageava a barriga de Seo Gyu-ha por cima do pijama e, sorrateiramente, levantou a barra da roupa e começou a acariciar a pele nua.
A mão que rodeava o umbigo fingindo ser comportada subiu gradualmente, o que era um passo natural. Enquanto massageava suavemente o mamilo, que ostentava uma presença delicada, com o polegar, Lee Cha-young perguntou com uma voz que misturava expectativa e curiosidade:
— Quando será que o leite materno vai começar a sair?
— Que papo bizarro é esse?
— Bizarro por quê? É natural, já que há um bebê na barriga.
— O fato de você falar essas coisas é que é bizarro. O meu lei… ah, que seja, por que você se importa com isso?
— É o seu corpo, é claro que eu tenho que me importar.
Poderia soar como algo ofensivo, mas Lee Cha-young não se importou nem um pouco. Era porque ele sabia bem que, quando Seo Gyu-ha se sentia constrangido ou envergonhado, ele de propósito ficava mais sério ou resmungava.
Ele deu vários beijos na nuca macia que aparecia por cima do pijama e, virando levemente a cabeça de Seo Gyu-ha, selou seus lábios. Naturalmente, os olhos de Seo Gyu-ha se fecharam. Sem que ninguém tomasse a iniciativa primeiro, eles abriram os lábios, misturaram as línguas e continuaram um beijo profundo. Seo Gyu-ha envolveu o pescoço de Lee Cha-young com um braço e retribuiu da mesma forma, esfregando sua própria língua contra a carne macia que invadiu sua boca enquanto a sugava.
— *Som de sucção*, haa…
O som úmido e o gemido baixo que escapava intensificaram o prazer sexual. Enquanto continuavam se beijando e se remexendo, as costas de Seo Gyu-ha acabaram tocando o lençol da cama. Lee Cha-young estava logo acima dele. Para não pressionar a barriga, ele sustentava a parte superior do próprio corpo com os cotovelos e, com a outra mão, acariciava o lóbulo da orelha de Seo Gyu-ha enquanto perguntava com uma voz baixa:
— Quer fazer?
— …Por que pergunta de novo? Como se fosse novidade.
Seo Gyu-ha envolveu novamente o pescoço de Lee Cha-young e uniu seus lábios. Desta vez não foi longo. Após fazer apenas o suficiente para deixar um gosto de quero mais, Lee Cha-young ergueu o tronco, tirou a camiseta preta de manga curta que usava como pijama e depois despiu Seo Gyu-ha também.
— Não está com frio?
— Não.
Embora tenha sentido um leve arrepio ao expor a pele nua, ele não sentiu frio. E ele sabia bem que era assim apenas no começo, que logo seu corpo ficaria quente e, mais tarde, estaria todo encharcado de suor.
Lee Cha-young continuou o ato com tranquilidade. Levando os lábios que estavam na orelha de Seo Gyu-ha para baixo ponto a ponto, ele abocanhou o mamilo que estava massageando com os dedos até pouco tempo atrás.
Ele o tocou com a ponta da língua, girando-o, e depois abriu mais a boca para abocanhar com avidez até a pele ao redor. Toda vez que ele sugava com força, fazendo sons de sucção propositais, ele sentia Seo Gyu-ha se sobressaltar e mexer o quadril.
Na última vez que foram juntos ao hospital, o médico que terminou a consulta deu a notícia bem-vinda de que “agora entrou no período de estabilidade”. Antes de sair do hospital, Lee Cha-young voltou sozinho ao consultório e lançou a pergunta sobre se relações sexuais eram possíveis, recebendo a resposta satisfatória de que, desde que não fosse de forma violenta, estava tudo bem.
Naquela noite, os dois passaram um tempo mais do que satisfatório. Só de pensar que poderiam ter uma relação de verdade após quase três meses, ele ficou tão excitado que o líquido pré-ejaculatório escorria antes mesmo de começarem.
O ápice foi o momento da inserção. Quando finalmente se tornaram um após um longo tempo dedicado ao relaxamento, a sensação que sentiu foi tão extasiante e quente que seu pênis inchava só de pensar nisso agora.
Hoje era o mesmo. Enquanto estimulava intensamente os lugares onde Seo Gyu-ha reagia de forma particularmente sensível, Lee Cha-young aqueceu com o calor do corpo o gel que despejou na palma da mão e levou a mão para a parte traseira de Seo Gyu-ha. Assim que inseriu o dedo médio, sentiu a parede interna se aderindo de forma quente. Lee Cha-young moveu os dedos com cuidado. Toda vez que ele entrava e saía lentamente, como se estivesse penetrando, e pressionava firmemente as profundezas uma vez, ouvia-se o som de Seo Gyu-ha gemendo de dor e prazer.
O dedo que era um logo se tornou dois, três. Enquanto continuava a alargar o interior com a mão direita, ele acariciava o pênis semiereto de Seo Gyu-ha com a mão esquerda. Toda vez que ele segurava com firmeza e subia como se estivesse ordenhando, gotas de líquido seminal límpido escorriam.
— Htss, haa…
— Quer que eu faça com a boca?
Eram palavras que ele não tinha motivo para recusar. Seo Gyu-ha, que soltava respirações ofegantes, esticou as duas mãos e segurou a cabeça de Lee Cha-young em vez de responder. Ao puxá-lo para baixo, entre suas pernas, Lee Cha-young abriu bem a boca, como se estivesse esperando por isso, e engoliu o pênis de Seo Gyu-ha.
— Hng…!
Assim que foi sugado para dentro daquele lugar quente, um prazer eletrizante se espalhou por sua espinha. Hoje, novamente, seguiu-se uma carícia gananciosa. Ele cutucava vários pontos dentro da boca enquanto movia o quadril, o que poderia causar repulsa, mas, longe disso, uma pressão de sucção forte foi aplicada como se dissesse que ele poderia fazer ainda mais, enquanto Seo Gyu-ha segurava firmemente as coxas dele. A cada vez, Seo Gyu-ha não sabia o que fazer e arranhava o lençol com as pontas dos pés esticadas com força. Momentos depois, uma voz tão ofegante quanto sua respiração fluiu da boca de Seo Gyu-ha:
— Saia, acho que vou gozar.
Mesmo assim, após sugar com a boca por um tempo, Lee Cha-young finalmente soltou o pênis. Em vez de levantar o rosto imediatamente, ele enterrou os lábios um pouco mais abaixo, lambendo o escroto e o períneo sem hesitar. Ele sentiu a força máxima nas mãos de Seo Gyu-ha que agarravam seus ombros. Enquanto ele continuava a estimular a área ao redor da base com os lábios e a língua, logo o sêmen jorrou da ponta do pênis.
— Haa, haa…
O baixo ventre de Seo Gyu-ha, que tentava recuperar o fôlego, subia e descia violentamente. Enquanto ele descansava por um breve momento, Lee Cha-young rasgou a embalagem do preservativo que havia deixado separado junto com o gel. Como agora eram um casal, poderiam ejacular internamente com consentimento, mas, tanto por questões de higiene quanto pelo pequeno Kkam-jjak, ele preferia usar preservativo.
Lee Cha-young alinhou a ponta de seu pênis com a abertura úmida e trêmula, abriu lentamente o corpo de Seo Gyu-ha e entrou. Em vez de inserir tudo de uma vez, ele inseriu apenas cerca de um terço e fez movimentos de vaivém lentos. Seu olhar não conseguia se desviar do ponto de junção. Percebendo para onde ele estava olhando, Seo Gyu-ha franziu o cenho, envolveu a cintura de Lee Cha-young com as duas pernas e o puxou.
— Não brinque e coloque logo tudo.
— Não estou brincando, estou controlando o ritmo. Você sente dor se eu colocar tudo de uma vez.
— Porra, é claro que dói quando você enfia esse troço enorme.
— Sim. Por isso agora estou me contendo.
Quando tiveram a primeira relação após a gravidez, embora ele tenha dito que tomaria cuidado, acabaram se assustando mutuamente porque ele pressionou a parte externa do útero com a glande. Após algumas tentativas e erros depois disso, Lee Cha-young descobriu que, se inserisse apenas cerca de 70 por cento, ambos poderiam desfrutar sem problemas. Claro que, mesmo se inserisse tudo, não chegaria a tocar o corpo do útero onde está a bolsa gestacional, mas como seria um problema grave se houvesse alguma contração devido ao impacto, era necessário um controle delicado.
— Use um pouco mais de gel.
Diante do pedido feito enquanto ele olhava de relance para baixo, Lee Cha-young recuou o quadril sem questionar. Após aplicar gel suficiente na entrada que se fechava rapidamente e na parede interna avermelhada, ele inseriu novamente.
Desta vez, ele moveu o quadril imediatamente, sem hesitação. Ao inclinar o tronco para beijá-lo, uma língua escorregadia invadiu sua boca abrindo seus lábios. Após trocarem um beijo curto que foi recebido com prazer, Lee Cha-young começou os movimentos de quadril para valer.
Seu olhar continuava fixo no rosto de Seo Gyu-ha. Ele fazia o movimento de vaivém em uma velocidade moderada e entrava um pouco mais a cada vez. Quando a lateral da glande arredondada arranhou algum lugar da parede interna, ele sentiu Seo Gyu-ha inspirar profundamente e apertar embaixo com força. Deixando marcas na nuca onde feromônios estariam sendo emitidos aos montes se ele não tivesse feito a cirurgia de supressão, Lee Cha-young continuou a cutucar repetidamente apenas aquela parte específica.
— Htss, aí não, não faça isso!
Seu corpo honesto continuava o mesmo. Toda vez que Lee Cha-young movia o quadril, um som úmido ecoava do interior. Ao pensar que aquilo era para receber o alfa com mais facilidade, os movimentos que ele tentava controlar acabaram se tornando um pouco mais rápidos sem que ele percebesse. Se fosse por sua vontade, ele queria prender as duas mãos de Seo Gyu-ha e estocar lá dentro impiedosamente conforme seu desejo. Exatamente como sempre fazia antes de o bebê aparecer.
— Ei, cacete, vá devagar!
Ao ouvir o grito apressado enquanto ele segurava seu braço, Lee Cha-young recobrou os sentidos. Ele respirou fundo para se acalmar e ajustou a velocidade novamente.
A parede interna, encharcada de gel e fluidos corporais, continuava a se mover de forma lasciva, como se estivesse sugando o pênis do alfa. Prevendo que o desejo logo superaria a razão novamente, Lee Cha-young propôs uma alternativa primeiro:
— Você quer ficar por cima?
Parecia ser melhor assim. Mesmo agora, o sexo com Lee Cha-young era incrivelmente bom. Talvez fosse porque o corpo mudou com a gravidez, mas ele frequentemente sentia que estava mais sensível do que antes.
O fato de Lee Cha-young tomar cuidado também contribuía para isso. Quando eles transavam de forma tão intensa que ele perdia os sentidos, era comum ele perceber que já tinha acabado quando voltava a si; ultimamente, como ele fazia tudo de forma lenta e cuidadosa a ponto de deixá-lo ansioso, cada sensação era sentida com clareza.
— Me ajude a levantar.
Com a permissão de Seo Gyu-ha, Lee Cha-young inverteu a posição sem esforço. Seo Gyu-ha sustentou seu corpo com os joelhos e as pontas dos pés, apoiou as duas mãos no abdômen de Lee Cha-young e começou a mover o quadril lentamente.
— Está tudo bem?
— Está apertado pra caralho.
Diante do resmungo exagerado, Lee Cha-young deu uma risadinha e acariciou as coxas de Seo Gyu-ha suavemente.
— Você aguentou tão bem o *knotting*, e agora está reclamando disso?
Imediatamente, um raio caiu sobre ele.
— Seu desgraçado, é por isso que eu estou assim agora!
Pensando que tinha cometido um erro, Lee Cha-young baixou o olhar rapidamente.
Era o seu ciclo de *rut*, então ele estava meio fora de si, e naquela época ele nem sonhava que Seo Gyu-ha era um ômega. Mas ter feito o *knotting* sem o consentimento do parceiro foi um erro claro de sua parte. Ainda mais por ter feito aquilo pensando que ele era um beta e não um ômega que pudesse suportar um alfa, ele não teria o que dizer mesmo se fosse xingado de algo pior que um desgraçado.
Lee Cha-young ergueu o tronco com os cotovelos e deu um beijo leve nos lábios de Seo Gyu-ha. A palavra “desculpe” rondava sua boca, mas sabendo que ele ficaria ainda mais irritado se dissesse em voz alta, ele a substituiu por um beijo cheio de sentimento.
— É só isso?
— Que porra você está dizendo? Você sabe o trabalho que deu para colocar.
Tecnicamente a inserção foi feita por Lee Cha-young, mas, de qualquer forma, o fato importante era que eles ainda estavam unidos. Seo Gyu-ha começou a mover o quadril novamente. Enquanto explorava cada detalhe, desde o canto dos olhos excitados até o cenho franzido, Lee Cha-young levou a mão ao mamilo, que era a única coisa que exibia uma presença protuberante no peito plano.
A sensação de aperto macio era tão boa que o deixava louco. Ao prendê-lo entre os dedos e esfregar, e depois puxar com força, o aperto lá embaixo ficou ainda mais forte.
— Será que você também vai sentir prazer quando der o peito para o Kkam-jjak mais tarde? Acho que vou sentir ciúmes se for assim.
— Você enlouqueceu? Acha que eu sou um pervertido como você?
— Você não negou que vai dar o peito.
Antes que outro raio caísse, Lee Cha-young ergueu o corpo de uma vez e selou a boca de Seo Gyu-ha novamente. Enquanto entregava sua língua para o cara que envolveu seu pescoço com os dois braços como se estivesse esperando por isso, ele continuou os movimentos de quadril enquanto massageava as nádegas elásticas com as duas mãos. Ao aplicar força e empurrar um pouco mais fundo, um protesto imediato veio:
— Não coloque tudo.
— Não vou colocar. Vou fazer apenas o suficiente para você se sentir bem.
O olhar de Lee Cha-young pousou na região do pescoço. Quando soube que Seo Gyu-ha tinha feito uma cirurgia de supressão de feromônios semipermanente, o primeiro pensamento que teve foi de “lástima”. Se fosse o Seo Gyu-ha, os feromônios dele certamente seriam incríveis. Só de pensar que o aroma corporal que ambos exalariam durante o sexo preencheria todo o quarto, e que eles misturariam seus corpos como animais, ele já sentia uma satisfação louca.
Mas, graças ao fato que descobriu tardiamente, esse pensamento desapareceu logo em seguida. Quando conversaram sobre várias coisas antes do casamento, Seo Gyu-ha mencionou de passagem que — por ter feito a cirurgia de supressão de feromônios muito cedo, surgiram efeitos colaterais e, por isso, ele não podia abortar a criança. — Em outras palavras, se não houvesse problemas no corpo de Seo Gyu-ha e ele tivesse feito a cirurgia de interrupção, Lee Cha-young nunca teria sabido que tinha um filho. Além disso, se ele tivesse percebido cedo que ele era um ômega, esse tipo de relacionamento nunca teria acontecido.
Em resumo, o fato de Lee Cha-young poder desfrutar da felicidade atual era tudo graças a Seo Gyu-ha. O fato de terem chegado aqui através de inúmeras coincidências era, pensando bem, um milagre.
Enquanto esfregava a glande em um lugar protuberante como uma pequena saliência, logo abaixo da passagem que levava ao útero, Lee Cha-young continuou o sexo tranquilo. Eram movimentos cuidadosos e lentos, mas o calor era o mesmo de sempre. Em certo momento, Seo Gyu-ha se sobressaltou com uma sensação estranha. Ao sentir uma sensação de frescor na pele, percebeu que Lee Cha-young estava liberando feromônios.
No momento em que percebeu, o fluido lubrificante jorrou de dentro novamente. Enquanto afastava o cara que mordiscava sua nuca, Seo Gyu-ha deu voz a algo que lhe veio à mente:
— …Ei, você.
— Sim.
— Ai, cacete, pare de morder. Enfim, você… não faz um bom tempo que você não entra no *rut*?
Agora que pensou nisso, ficou curioso. Seo Gyu-ha sabia, como conhecimento básico, que quanto mais dominante é o alfa, mais curto e regular é o ciclo. Como Lee Cha-young também era um dominante, ele deveria ter passado por isso várias vezes, mas ele nunca sentiu nenhum sinal durante esse tempo.
Com o pensamento que lhe veio em seguida, Seo Gyu-ha rangeu os dentes. Não me diga que esse sujeito…
Antes que ele continuasse, Lee Cha-young deu uma risadinha e esticou a mão para o cenho de Seo Gyu-ha.
— Relaxa essa expressão. Só de olhar para o seu rosto eu já sei o que você está pensando.
Independentemente disso, Seo Gyu-ha não abandonou sua suspeita razoável.
— Você não anda balançando o pau por aí, né?
— Como se isso fosse possível.
— Então o que você fez durante o *rut*?
— O que mais eu faria? Passei com remédios.
— …Ah.
Como se nunca tivesse arregalado os olhos, Seo Gyu-ha ficou calado.
É verdade. Existem supressores, por que eu não pensei nisso?
Originalmente, Seo Gyu-ha também tomava o remédio a cada 30 dias, mas como os sintomas desapareceram completamente depois que o bebê surgiu na barriga, ele tinha esquecido totalmente. Como ele não tinha o que dizer e exercia seu direito ao silêncio, a posição mudou novamente e suas costas tocaram o lençol. A distância diminuiu e, em seguida, uma voz sussurrando, como se quisesse que ele ouvisse, chegou aos seus ouvidos:
— Transar sem tomar supressores durante o *rut*… aquela vez com você foi a primeira e a última. Depois disso, nunca sequer segurei a mão de outra pessoa. Além disso, agora eu sou um homem casado e com filho… Me sinto um pouco triste por você não ter esse nível de confiança em mim. Especialmente sendo meu cônjuge.
Cada palavra cutucava seu peito. Seo Gyu-ha moveu os lábios e contestou de forma tímida, com a voz mais baixa:
— …Você agiu como um louco durante o *rut*. Por isso achei que naturalmente estava resolvendo em outro lugar.
— Estou magoado.
— …!
O olhar fixo dele era extremamente ardente. Graças a isso, foi quase a primeira vez que ele pensou: “Desta vez eu errei”.
Lee Cha-young era um cara que gostava de sexo tanto quanto ele. Então, talvez o que ele estivesse dizendo agora fosse mentira, mas em vez de perguntar de forma patética se era verdade, ele decidiu acreditar. Para ser sincero, ele tinha uma grande vontade de acreditar que era verdade. Afinal, enquanto ele aproveitava as férias com o Secretário Choi, Lee Cha-young disse que seus enjoos eram tão graves que atrapalhavam até sua vida cotidiana.
— Você está arrependido, não está?
Seo Gyu-ha aproveitou a oportunidade que lhe foi dada.
— …Um pouquinho.
Enquanto mexia na orelha quente de Seo Gyu-ha, Lee Cha-young sorriu de forma radiante com aquele rosto que ainda funcionava perfeitamente com ele, e deixou escapar seus verdadeiros sentimentos:
— Acho que agora você já sabe, mas não tenho a menor intenção de fazer isso com outra pessoa além de você no futuro. E o mesmo vale para você.
Ao ouvir aquilo, Seo Gyu-ha hesitou e só então encontrou o olhar dele novamente.
— Por que você está me incluindo nisso?
— Você também não pode com outra pessoa além de mim.
Após olhar para ele, hipnotizado pelo rosto sorridente, Seo Gyu-ha entendeu o significado um pouco tarde e fez uma expressão de incredulidade.
— Por que você decide isso do seu jeito?
— Se você falar assim, fico muito decepcionado. Ou… por acaso você já pensou em rolar com outra pessoa além de mim? Com o meu filho na sua barriga?
Seo Gyu-ha se assustou com a sensação do que estava parado lá dentro alargar o interior e entrar profundamente. Além disso, sentiu outro arrepio.
— Eu disse para não colocar tão fundo…!
— Responda. Já teve esse tipo de pensamento?
— Não tive. Não tive, porra.
Diante da resposta imediata, Lee Cha-young finalmente retirou um pouco de seus feromônios e beijou a testa de Seo Gyu-ha. Ele voltou a ter um rosto dócil, como se nunca tivesse tido aquele olhar gélido, e expressou sua sinceridade disfarçada de piada:
— Que tal tentarmos dominar 100 posições sexuais depois que o Kkam-jjak nascer? Não podemos cair na monotonia.
— O que isso significa?
Ele perguntou porque não conhecia a palavra, mas Lee Cha-young interpretou de outra forma e respondeu:
— Significa que vamos aproveitar de formas variadas e diferentes. Ainda há muitas coisas que não fizemos.
Era uma tentação atraente. Após beijá-lo mais uma vez, Lee Cha-young disse: — Por enquanto, vamos continuar como estávamos — e começou a mover o quadril de forma lenta e persistente novamente.
Embora tivesse falado como brincadeira, agora, fosse pela frente ou por trás, Seo Gyu-ha nunca mais se envolveria com outra pessoa além dele. Porque não haveria tempo para isso. Se, por um milagre, algo assim acontecesse, ele usaria isso como uma oportunidade. Bastaria dar um fim na outra pessoa sem que ninguém soubesse, e ele pretendia manter Seo Gyu-ha ao seu lado nem que tivesse que transformá-lo em um idiota. Até que um dos dois partisse deste mundo, para a vida inteira.
↫─☫ Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna