Capítulo 47
↫─Capítulo 47
A loja era mais parecida com uma drogaria do que com uma farmácia típica coreana. Talvez por causa da chuva, o estabelecimento estava excessivamente quieto. Como Yihyun era o único cliente, os olhares dos jovens funcionários entediados voltaram-se todos para ele de uma vez. Era uma situação um tanto pesada para um cliente que viera comprar um teste de gravidez.
— Está procurando algo? Posso ajudar?
Um funcionário com aparência amigável se aproximou e falou com Yihyun.
— Eu, ah… hmm, estou procurando um teste de gravidez.
Yihyun limpou a garganta com uma tosse seca ao responder. Ele sentiu uma resistência em suas cordas vocais ao pronunciar a palavra “gravidez”. Não era fácil dizer aquela palavra.
A curiosidade brilhou imediatamente nos olhos do funcionário. Seria ele um Beta masculino procurando um teste para a namorada ou esposa, ou um Ômega masculino tentando usar em si mesmo? Esse era o olhar de curiosidade. Como se pudesse encontrar a resposta encarando Yihyun intensamente, ele não conseguia desviar os olhos.
— Sim. É por ali. Ali, na frente da parede com as escovas de dente.
— Obrigado.
Yihyun curvou levemente a cabeça em agradecimento e se apressou.
A toalha de mão que ele havia colocado dentro da cueca roçava e irritava sua virilha, incomodando-o constantemente. Ele continuava puxando a aba do chapéu, sentindo que alguém notaria que ele tinha uma toalha na cueca apenas olhando para o seu jeito de andar.
Ele encontrou facilmente os kits de teste na prateleira para onde o funcionário o havia direcionado. Pegou vários tipos de produtos de diferentes marcas, o máximo que pôde, e os colocou em uma cesta. Ele já tinha lido muitas histórias dizendo que, a menos que você visitasse um hospital para um exame adequado, um ou dois testes não eram suficientes para ter certeza.
Quando colocou a pequena cesta cheia com mais de dez kits de teste no balcão, teve que suportar o olhar curioso do caixa desta vez.
Ele não sentia nenhuma malícia naqueles olhares, mas era uma curiosidade desagradável, de qualquer forma. Mas, agora, ele podia facilmente ignorar essas coisas. Porque nenhum outro problema parecia tão importante quanto testar para a gravidez.
Yihyun saiu da loja com uma sacola contendo doze kits de teste.
A chuva estava tão forte que seu chapéu e suas roupas ficaram molhados no curto momento que levou para dobrar o guarda-chuva e sentar no banco do motorista.
Yihyun colocou a sacola no banco do passageiro e olhava para ela toda vez que parava em um sinal.
E, no que ele próprio considerou um movimento atrevido, colocou silenciosamente a mão direita no baixo ventre. Então, soltou uma risada impotente e absurda.
Ele sabia muito bem. Não havia como estar grávido. Como poderia estar grávido se ambos estavam tomando pílulas anticoncepcionais tão diligentemente?
Talvez fosse bom que Lau não estivesse aqui agora. Ele poderia se empolgar e fazer o teste sozinho, confirmar que não era verdade e então manter isso em segredo. Se eles realmente tivessem um bebê daqui a alguns anos, ele poderia contar para Lau naquela época.
Enquanto observava a chuva caindo como uma cortina, afastada pelos limpadores de para-brisa, Yihyun mordia o lábio inferior ansiosamente.
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Mesmo depois de estacionar o carro na garagem de sua casa, Yihyun permaneceu sentado no banco do motorista por um tempo.
Ele estivera tão ansioso para verificar imediatamente, mas agora que chegara em casa, não se sentia pronto ainda.
Pronto para confirmar que não estava grávido.
Ele ficou sentado ali, vagamente, na chuva que cobria o mundo e ouvia silenciosamente a música que estava tocando.
‘Stay In Love’ de Aaron Kellim.
Era uma música que Lau lhe apresentara.
As memórias associadas à música trouxeram um sorriso ao rosto de Yihyun.
Era um domingo, nem fazia um mês que haviam se mudado para Bali. Quando ele acordou um pouco mais tarde do que o normal, Lau não estava ao seu lado. Yihyun saiu do quarto sem nem trocar de pijama e procurou por Lau.
O cheiro doce de massa de panqueca aguçou seu nariz, e o ar fresco e a luz do sol de uma manhã de domingo tardia entravam por todas as janelas da sala e da cozinha. Esta música estava tocando na caixa de som Bluetooth na cozinha, e Lau estava cantando junto enquanto estava em frente ao balcão, fazendo panquecas.
Yihyun ficou na entrada da cozinha e o observou por um longo tempo. Até a música acabar.
Lau estava aproveitando sua manhã de domingo, despejando a massa na frigideira, moldando-a com uma espátula, cantarolando as partes da letra que não conhecia e esfregando a panturrilha esquerda com o peito do pé direito.
Foi então que Yihyun terminou seu período de ajuste de um mês e foi capaz de aceitar aquele lugar como seu verdadeiro lar.
Um lugar onde Lau cantarolava nas manhãs de domingo e fazia panquecas para ele. Onde quer que fosse no mundo, aquele era o seu lar. E este homem era seu parceiro. Era a lembrança de perceber isso com sua alma.
Ele havia se aproximado silenciosamente e o abraçado com força por trás. Havia pressionado a bochecha contra a camiseta fina dele e sentido sua temperatura corporal e o movimento de seus músculos, sentindo que ele estava vivo.
— Dormiu bem?
— Dormi profundamente.
— Você dormiu como um bebê. Eu poderia ficar te encarando por horas e você nem saberia.
— Você prometeu que não me observaria mais dormir.
— Cinco panquecas serão suficientes?
Yihyun riu ao se lembrar de Lau, que havia mudado de assunto fingindo não notar.
Era mentira que ele estava feliz por Lau não estar aqui agora.
Neste momento, ele queria que ele estivesse aqui com ele. Mesmo que fosse apenas para confirmar que não estava grávido.
Yihyun esperou a música acabar, desligou o player e saiu do carro. Sentia que tinha um pouco mais de coragem para aceitar os resultados agora.
Ele pegou a sacola e dirigiu-se ao banheiro do quarto principal.
Leu cuidadosamente as instruções do teste escritas na embalagem. Riu sem propósito ao pensar que testar poderia ser um pouco mais fácil para ele do que para Betas femininas ou Ômegas femininas, graças à estrutura de seus órgãos reprodutores.
Ele absorveu a urina no bastão conforme as instruções da embalagem e colocou o kit de teste em uma pequena bandeja que havia preparado com antecedência na borda da banheira.
Ajustou um cronômetro de 3 minutos no celular e andou de um lado para o outro no banheiro.
Tentou focar sua mente em outro lugar lendo artigos de notícias ou olhando a vida de seus amigos nas redes sociais, mas tudo falhou.
Lau estaria voando para Hong Kong a esta hora. Ele ainda tinha mais de duas horas de viagem antes de chegar.
Beep, beep, beep.
O alarme do cronômetro interrompeu o caminhar de Yihyun. Ele se virou rapidamente para olhar a bandeja a alguns passos de distância. Mordeu o lábio tão forte que o esmagou com a mão. Seu coração estava disparado.
Por que ele estava tão nervoso quando sabia que não ia acontecer?
Yihyun, incapaz de andar em linha reta, deu pequenos passos laterais, seus olhos arregalando-se gradualmente.
— Ah… ah… ah?
Antes mesmo de conseguir pegar o kit de teste, Yihyun deu um passo para trás involuntariamente. Mesmo assim, seus olhos estavam fixos na bandeja.
Duas linhas vermelhas nítidas sob as letras T e C.
Ele estava grávido.
Arrepios percorreram a bochecha direita, o lado do corpo e a coxa de Yihyun várias vezes. Depois, sentiu até os cabelos da nuca se arrepiarem.
Ele não sabia por quantos minutos ficou parado ali, vagamente, com a mão cobrindo a boca.
Swish. O som da chuva penetrou nos ouvidos de Yihyun, que estiveram surdos para qualquer som no mundo por um tempo. Era como um estrondo que fazia seus tímpanos parecerem dormentes.
Agora, Yihyun começou a se mover com mais calma.
Era difícil ter certeza da gravidez com apenas um kit de teste. Ele vasculhou a sacola que havia colocado na prateleira do banheiro e encontrou um produto de uma empresa diferente da que havia usado antes. As empresas eram diferentes, mas o uso era semelhante.
Lavou as mãos novamente, tirou a embalagem e repetiu o procedimento. Ele se perguntou o que aconteceria já que havia urinado há pouco tempo, mas, felizmente, conseguiu usar o kit de teste.
Desta vez, o resultado também foi de duas linhas vermelhas.
— Não pode ser. Isso é realmente impossível, é sério.
Ele estivera secretamente esperando, mas sabia que era absolutamente impossível. Então, ao encarar este resultado, sentiu-se mais perplexo do que feliz.
Ele queria fazer pelo menos mais dois kits de teste. Era uma expressão engraçada, mas ele precisava de mais urina.
Yihyun foi até a cozinha para beber mais água e abriu o armário para pegar um copo novo.
— Ah.
Seu peito doeu particularmente quando ele mal encostou na porta do armário. Com a parte superior do corpo ligeiramente curvada, Yihyun segurou o peito com a mão. Ele não sentia realmente nenhuma mudança de volume, como se estivesse inchando ainda. Mas talvez fosse apenas sua imaginação, mas parecia sutilmente mais firme do que o normal.
Sério? Sério mesmo?
Seu coração começou a bater rápido novamente. Yihyun encheu um copo com água e foi para a sala. Sentou-se no sofá, respirou fundo e bebeu a água lentamente. A sala estava escura por causa da chuva, mas ele não pensou em acender as luzes.
Ele sentou na sala escura e olhou silenciosamente para frente.
Memórias preciosas com Lau, família e amigos estavam expostas na vitrine. E atrás dela, na parede, pendia uma pequena tela. Era uma pintura que o pai de Yihyun trouxera como presente para o casamento de Yihyun e Lau.
O penhasco na colina ao sul do Mar do Leste.
O pai costumava subir lá sozinho e sentar-se vagamente em um banco, olhando para o mar.
Foi também o lugar onde Yihyun quebrou o silêncio com o pai pela primeira vez, quebrou o isolamento e confessou que estava se transformando em um Ômega.
O pai havia pintado aquela paisagem. Um céu limpo, um mar cintilante e dois homens sentados lado a lado em um banco.
Era uma pintura que se assemelhava muito ao que o pai havia desenhado durante os tempos felizes quando toda a família estava junta, como Yihyun se lembrava. Silhuetas e cores afetuosas e quentes. Uma pintura que apenas o pai poderia expressar, com uma sensação de balões flutuando no céu.
Yihyun colocou gentilmente a mão no baixo ventre e sorriu suavemente. A forte pulsação em seu peito parecia ter diminuído.
Ele esperou cerca de uma hora para sentir vontade suficiente de urinar para o teste.
Na terceira e na quarta vez, apareceram duas linhas vermelhas inequivocamente nítidas.
E Yihyun se arrastou para dentro do cabideiro no closet onde tivera seu heat com Lau. Não havia como o perfume de Lau estar realmente nas camisas recém-lavadas, mas psicologicamente, estava lá. Ele se encolheu cercado pelas camisas de Lau e esperou mais uma hora. Até que o avião dele chegasse a Hong Kong.
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Diferente de quando partiu de Bali, o céu em Hong Kong estava limpo e brilhante. Os arranha-céus densamente povoados da Península de Kowloon e da Ilha de Hong Kong podiam ser vistos lá embaixo. Começou a parecer real que ele tinha chegado a Hong Kong.
Um anúncio foi feito dizendo que era permitido ligar os celulares enquanto o avião pousava e se movia para o terminal, e Lau desligou imediatamente o modo avião.
Dddrrk, dddrrk, dddrrk.
Entre as várias mensagens enviadas rotineiramente conforme o país de estadia mudava e as mensagens de empresas parceiras relacionadas a este evento de feira, a mensagem de Yihyun estava misturada.
— Você teve um bom voo? Me ligue brevemente quando descer no portão de embarque e puder falar sozinho. Não se surpreenda, pois não é nada com que se preocupar 🙂 —
Mesmo com a frase de que não era nada com que se preocupar adicionada, Lau ficou um pouco ansioso. Isso porque era raro Yihyun enviar tal mensagem.
A aeronave foi conectada ao portão, e os passageiros desembarcaram em ordem.
Assim que saiu da passagem de conexão, Lau pegou o celular e olhou para trás para Yuni, que o seguia.
— Vá em frente e passe pela imigração primeiro. Eu te alcanço logo.
— Por quê? Esqueceu algo no avião?
— Não, o Yihyun quer que eu ligue para ele.
— Tudo bem. Espero na restituição de bagagem.
— Ok.
Yuni, que sabia que Yihyun não pediria para ele ligar por questões triviais, não perguntou mais nada e liderou os outros funcionários para além de Lau.
Lau afastou-se para um lado do corredor, em direção à janela, para não atrapalhar os outros passageiros. Os movimentos ocupados das equipes de solo gerenciando outros aviões que haviam pousado anteriormente podiam ser vistos lá embaixo. Ele colocou a pesada bolsa de viagem no chão e tentou ligar para Bali.
— Você chegou bem?
Felizmente, a voz de Yihyun ouvida pelo telefone era a mesma de sempre.
— Sim, acabei de sair do avião e parei brevemente no caminho para a imigração. O que houve?
— E os outros? A noona Yuni ou a Michelle…
— Eu disse para elas irem na frente. Estou sozinho.
— Kūn, nós…
O tom de Yihyun, que parecia não ser diferente do habitual até então, mudou de cor repentinamente. Instantaneamente, todo o corpo de Lau ficou tenso. Foi instinto.
— Nosso bebê…
Lau não ouviu bem a palavra bebê. Ele apenas sentiu que a voz de Yihyun estava sumindo e que sua respiração estava ficando desordenada.
— Yihyun-ah, o que houve? Você está chorando? O que aconteceu?
Para ouvir cada respiração de Yihyun, Lau bloqueou o outro ouvido e aproximou-se da janela.
— Kūn…
— Sim.
— Nós vamos ser pais agora.
— …….
Lau ficou em silêncio por cerca de 30 segundos. Foram 30 segundos que pareceram mais longos do que 30 minutos.
Em seguida, passageiros que saíram em massa, animados com o início total da viagem, ou aliviados por estarem de volta em casa, conversavam ruidosamente em indonésio, cantonês ou inglês, e passavam por Lau. No longo corredor onde todos se aglomeravam em direção ao mesmo destino, apenas um homem grande, com uma altura uma ou duas cabeças maior que as outras pessoas, permanecia sozinho.
Para entender adequadamente o que as palavras que acabara de ouvir significavam, Lau teve que lutar com algo dentro de si. O que Yihyun estava dizendo era um “milagre” tão difícil de aceitar.
— Yihyun-ah? Seo Yihyun?
Ele mal moveu os lábios para chamar Yihyun.
— Acho que devo ter ouvido errado. Pode explicar devagar?
— O Kūn partiu e quase imediatamente eu não me senti bem. Então eu estava no ateliê e depois fui para casa…
O suco do amor jorrou, e algo parecia diferente do normal, então ele suspeitou de gravidez. Mesmo pensando que não era possível, sentiu que precisava verificar. Foi à drogaria e testou com cinco testes de gravidez. Os resultados foram todos positivos. — Yihyun contou a história para Lau o mais calmamente possível.
— Como… como isso pode ser…
Enquanto ouvia a história, Lau andava de um lado para o outro perto da janela, colocava as mãos na cintura ou esfregava o rosto. Parecia um homem de negócios tendo uma chamada de trabalho muito problemática.
— Kūn, isso é real, certo? Eu fiz cinco testes de gravidez. Não pode estar errado, pode? Nosso bebê… ele realmente está aqui, certo?
Yihyun, que mal vinha mantendo a compostura até então, esperava por alguma confirmação de Lau. Só então Lau caiu em si.
— Yihyun-ah.
Seu tom era calmo e firme. Como se segurasse firmemente os dois ombros de Yihyun à sua frente e fizesse contato visual.
— Eu vou voltar agora mesmo. Então, por enquanto, não se esforce em nada e deite para descansar. Ok?
Lau pegou a bolsa de viagem e começou a andar. Ele caminhava apressado entre as pessoas que haviam ido na frente.
— Você… está voltando agora?
— Vou pegar o voo mais rápido com assentos disponíveis. Se não houver passagens, vou de avião fretado. Ligo para você de novo assim que a programação estiver definida. Você só tem que descansar incondicionalmente por enquanto. Ok? Entendeu, Seo Yihyun? Você consegue fazer isso?
— Kūn, Kūn. Espere um minuto.
Yihyun chamou por Lau, que apressava os passos com suas pernas longas.
— Por quê?
— Você não precisa ir tão longe. Depois que o Kūn voltar, podemos ir ao hospital juntos então.
— Não posso. Você está grávido de um bebê, então eu tenho que estar com você em momentos como este.
— Eu estou realmente bem. Liguei porque queria te contar rápido, não para te dizer para voltar. Termine bem o evento da feira e volte. E vamos ao hospital juntos. Vamos fazer assim, nós.
— O evento começa amanhã, e tem como ir agora e voltar para cá de novo amanhã.
— Kūn, não precisa disso…
Os passos apressados de Lau desaceleraram de repente.
Yihyun estava grávido de um bebê.
Teoricamente, não fazia sentido, mas ele continuara a vivenciar coisas impossíveis enquanto caminhava por aqui com Yihyun. Então Lau foi lentamente capaz de aceitar isso como realidade.
O heat de Yihyun, que era impossível, e o filho deles, que foi finalmente concebido apesar de se entupirem de pílulas anticoncepcionais.
— Yihyun-ah.
Parado sozinho entre as muitas pessoas que passavam, Lau chamou Yihyun, silenciosamente levado pelas emoções avassaladoras.
— Sim.
— Você está grávida do nosso bebê.
— …….
— Mesmo que eu te deixe sozinho em momentos como este e ganhe qualquer outra coisa, eu… eu não quero viver uma vida assim. Não foi por isso que eu te pedi em casamento.
Lau murmurou suavemente como se sussurrasse amor. Balançando a cabeça lentamente.
Yihyun mudou de ideia após um momento ao telefone.
— Tudo bem. Então, veja sobre o voo e me ligue de novo. Estarei esperando.
— Sim, eu vou. Bom garoto, nosso Seo Yihyun. Realmente bom, louvável… tão incrível…
O riso de Yihyun envolveu os ouvidos de Lau.
— Ha… eu não consigo desligar.
Lau apressou os passos novamente. Mais rápido do que antes. Quase correndo.
— Venha rápido. Na verdade… eu também quero estar com você.
— Yihyun-ah.
— Sim.
— Seo Yihyun.
— Estou aqui.
O riso baixo de Yihyun aguçou a audição de Lau mais uma vez.
Yihyun estava grávido, poderia estar grávido. Seu cérebro ainda nem tinha reconhecido adequadamente o fato, mas seu peito estufava, ele continuava rindo e queria pular no ar.
— Seo Yihyuuuun!
Lau gritou o nome de Yihyun como se o mundo inteiro devesse ouvir. Foi a primeira vez em sua vida que ele esqueceu a educação que recebeu sobre moral e boas maneiras públicas.
As pessoas olhavam para Lau, sussurrando. Ele não se importava. Sentia vontade de agarrar cada uma delas e gritar o quanto quisesse.
Que o nosso Seo Yihyun, meu parceiro, está grávido do nosso bebê.
— Como… como você pode estar esperando o nosso bebê? Como você pode fazer algo tão incrível? Hein?
À medida que a surpresa e o choque diminuíam, desta vez uma percepção intensa e empolgação varreram Lau. Parecia que o interior sombrio do aeroporto, que estivera todo cinza, agora estava em cores vivas. Ele se sentia tão cheio de energia que poderia nadar até Bali.
— Você é tão lindo, Seo Yihyun, de verdade.
Dirigindo-se à fila expressa onde poderia prosseguir rapidamente com a imigração, Lau teve que respirar fundo. Sentia que tinha que extravasar pelo menos um pouco de algo que estava tão transbordante em seu peito.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna