Capítulo 32
↫─Capítulo 32
— No que eu estou pensando?
— Se casar aos vinte e seis anos já foi cedo demais. Como posso dizer ao Yihyun para engravidar aos vinte e seis? Todo o desgaste físico da gravidez e do parto recai sobre o Yihyun. Eu não posso fazer isso com o nosso Yihyun.
— Isso deveria ser eu?
Lau, permanecendo firme em frente à mesa de jantar, franziu a testa com os braços cruzados.
— Eu sei disso, você acha que o Yihyun não sabe o que o hyung está pensando?
— ……
— Tenha uma conversa adequada com o Yihyun. Estou dizendo isso porque estou preocupado que o hyung mude de assunto mesmo se o Yihyun tentar falar primeiro.
Foi direto no ponto.
Seo Yihyun levantou-se enquanto o bebê continuava a resmungar.
— O hyung sabe que ele é forte o suficiente para decidir o que é melhor para si mesmo, Sweetie.
Isso também era verdade.
Talvez Lau estivesse sendo apenas teimoso, fixado na ideia de fazer o que era melhor para Yihyun. Mas ele estava sempre ansioso de que coisas como casamento, gravidez, parto e criação de filhos pudessem atrapalhar o desenvolvimento pessoal ou as conquistas de Yihyun.
O bebê, que estivera enfiando a mão na boca, sorriu brilhantemente para Lau e estendeu os braços. Sem hesitação, Lau pegou a mão e beijou o pequeno punho.
— Parang-ah, o papai deve estar muito feliz desde que você nasceu.
Seo Yihyun, carregando a bolsa de fraldas no ombro, segurou o bebê em um braço e dirigiu-se à porta da frente.
— O Yihyun deve estar concentrado, então eu vou indo. Dê um oi por mim.
— Dirija com cuidado.
A porta da frente se fechou e, em poucos segundos, o choro do bebê começou. A voz de Seo Yihyun, acalmando o pequeno, também podia ser ouvida.
— O tio desapareceu? Está tudo bem, Parang-ah. Não chore. Vamos para casa ver a mamãe. Você sabe o quanto a mamãe está esperando pelo Parang-i? Vamos ver o tio de novo na semana que vem, tá bom?
O coração de Lau doeu com o choro sofrido que não parava facilmente e que gradualmente desaparecia. Por um tempo, ele ficou parado com as mãos nos quadris, ouvindo o choro vagamente. Somente depois que o choro sumiu completamente, ele foi para a sala e começou a arrumar as coisas do bebê.
Itens grandes de bebê como tapetes, cobertores e carrinhos, que eram difíceis de carregar para lá e para cá a cada vez, eram mantidos no quarto de hóspedes da casa de Lau e Yihyun.
Mesmo que apenas um pequeno bebê tivesse ido embora, a casa parecia vazia, e seus movimentos tornaram-se desnecessariamente ocupados. Enquanto organizava o tapete, o cobertor e o lenço que o bebê usara hoje no cesto de roupa suja, Lau parou de repente e ficou pensativo.
— Estou dizendo isso porque estou preocupado que o hyung mude de assunto mesmo se o Yihyun tentar falar primeiro.
A intromissão de Seo Yihyun não era uma preocupação infundada.
Depois de cuidar de Parang ou passar um tempo com sua família, Yihyun sempre ficava quieto por um tempo. Ele não poderia estar alheio aos olhares de inveja direcionados às duas pessoas que pareciam felizes ao redor do bebê. Lau também se sentia da mesma forma que Yihyun, então sabia bem o que aqueles olhares significavam.
Cada vez, em vez de ter uma conversa séria, Lau aliviava o clima mudando de assunto com uma piada leve.
Que era um momento importante em que ele precisava se focar mais em seu trabalho, que Yihyun poderia ser ainda mais reconhecido.
Sob o pretexto de fazer o que era melhor para Yihyun, ele não estaria, na verdade, ignorando o que Yihyun realmente queria?
Hum…. Lau suspirou pesadamente e saiu da lavanderia. Eram quase 6 horas. Mesmo nos dias em que seu trabalho corria bem, Yihyun nunca trabalhava além das 6 horas. Um trabalho regular e constante que não prejudicasse sua saúde ou vida diária. Esse era o jeito de Yihyun.
Parecia que ele precisava de uma mudança de ares.
Embora fosse fim de semana, era domingo à noite, então não seria difícil reservar uma mesa em um bom restaurante. Havia vários bons restaurantes em Ubud administrados por amigos que eles fizeram nas últimas duas semanas. Ele poderia pedir um vinho e, dependendo da atmosfera, trazer à tona o assunto de ter um bebê.
Seria porque ele tinha tais pensamentos?
Seu coração batia mais rápido do que o habitual.
Era uma ocorrência rara, então Lau sorriu sem jeito para si mesmo e coçou a nuca. Apenas Seo Yihyun conseguia fazer esse coração arrogante se sentir tão macio quanto o de um menino, e fazê-lo palpitar como no momento em que fez o pedido de casamento, o que o fez rir.
Ele arrumou o sofá bagunçado e colocou os brinquedos de Leo de volta no lugar. Também lavou as canecas que Seo Yihyun e o Gerente Han tinham usado. Mesmo fazendo isso, a agitação em seu peito não diminuía.
Só então Lau percebeu.
Que aquilo era algo diferente de uma empolgação palpitante.
Parecia que algo estava prestes a acontecer, ou melhor, algo já estava acontecendo, mas ele simplesmente não estava ciente, o que o deixava ansioso…. Isso não era empolgação, mas inquietação.
Lau não conseguia ficar parado em um lugar. Ele vagou por toda a casa, pela sala, cozinha e quarto. Então, parado no closet, ele agarrou a manga da camiseta de Yihyun, enterrou o nariz e a boca nela e inalou. Mesmo sendo uma camisa lavada, parecia que ele podia sentir o cheiro dele.
A inquietação não diminuía. Pelo contrário, tornava-se mais forte. Era uma pulsação diferente de tudo que já sentira antes. Seu coração martelava em suas têmporas.
Ele tinha que ir até o Yihyun.
Ele tinha que ver com seus próprios olhos que Yihyun estava seguro.
Ele tocaria o calor de sua pele e ouviria sua voz calma. Então ele estaria livre dessa inquietação.
Ele estava intensamente consumido apenas por esse pensamento.
Ele saiu do closet e atravessou o corredor. Quando saiu pela porta da frente, estava quase correndo.
As luzes estavam acesas no ateliê de Yihyun, localizado entre a galeria e a residência. Antes de abrir a porta, ele pôde ver o interior pela janela primeiro.
No momento em que Lau descobriu Yihyun sentado no chão além da grande janela, os pelos de todo o seu corpo se arrepiaram.
— Yihyun-ah!
No entanto, ele não conseguiu correr para Yihyun assim que abriu a porta. Ele teve que dar meio passo para trás e apertar os olhos com força.
Os feromônios de um ômega, do Diamond Dust, preenchiam a sala. Como uma estufa com centenas de milhares de lírios em plena floração, como se um frasco de perfume tivesse sido quebrado em um espaço confinado. Um aroma forte, pungente e perigoso.
Lau aproximou-se de Yihyun com a porta aberta. Yihyun, que estava sentado, estava com a cabeça baixa e seus ombros subiam e desciam como se ele estivesse soluçando. Ao chegar mais perto, viu que ele estava agarrando o próprio pescoço e tendo dificuldade para respirar.
Para não assustar Yihyun, Lau ajoelhou-se ao lado dele. Ele colocou cuidadosamente a mão nas costas de Yihyun e as acariciou.
— Yihyun-ah, Seo Yihyun? Sou eu.
— Kūn…?
Os olhos de Yihyun, ao levantar a cabeça, estavam desfocados. Seus lábios languidamente entreabertos exalavam e inalavam lentamente. Lau envolveu os ombros de Yihyun com os braços e puxou-o para o peito. Então ele acariciou sua bochecha e beijou sua testa. Não estava quente como um fogo ardente, mas sua temperatura corporal estava mais alta do que o normal.
Exposto aos feromônios condensados do Diamond Dust, Lau sentiu seus próprios feromônios vazarem incontrolavelmente. O desejo pelo corpo que ele abraçava surgiu dolorosamente.
— Sim, sou eu. Está tudo bem agora, Yihyun-ah.
— É mesmo, é mesmo o Kūn?
As mãos trêmulas de Yihyun agarraram o peito de Lau.
— Sinta os feromônios. Sou eu. Há quanto tempo você está assim? Hein?
Yihyun enterrou o nariz e a boca no pescoço de Lau.
— É o cheiro do Kūn. É o Kūn.
Então, como se procurasse água em uma sede ardente, ele buscou desesperadamente os lábios de Lau. Mas ele não conseguia nem beijá-lo adequadamente.
— Toque-me aqui, Kūn.
Yihyun agarrou o pulso de Lau e puxou-o para entre suas pernas. Era uma visão que só poderia ser vista depois que as preliminares tivessem amadurecido e ele tivesse sido suficientemente exposto aos feromônios. Não, era ainda mais agressivo do que isso.
Lau assustou-se. Foi porque sua virilha estava completamente encharcada, tanto quanto ele podia notar mesmo através das calças.
Yihyun não tinha pulado um único dia de tomar os supressores. Lau mesmo vinha cuidando disso todos os dias. Hoje não foi diferente.
Então, como algo assim pôde acontecer?
— Meu… meu estômago está quente, Kūn.
Yihyun implorou de dor com os lábios brancos e secos pelo calor. Lau abraçou os ombros de Yihyun com força.
Feromônios explosivamente fortes, alta temperatura corporal, calor no abdômen, suco do amor jorrando, forte desejo sexual….
Até onde Lau sabia, isso era o heat.
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Yihyun não conseguia se sustentar com as pernas porque não tinha força nos joelhos. Quando ele o puxou à força, suas coxas tremeram, e o suco do amor estava empossado densamente onde ele estivera sentado. Vendo a mancha que escurecera os ladrilhos cinzas, Lau sentiu que perderia o juízo e avançaria sobre Yihyun.
Ele cerrou os dentes e balançou a cabeça. Então ele quase carregou Yihyun no colo e sentou-o no sofá.
Ele precisava encontrar os supressores e dar a ele, mas Yihyun não queria soltá-lo. Ele envolveu o pescoço de Lau com os braços e agarrou-se a ele de forma doce e desesperada.
— Não vá….
— Eu não vou a lugar nenhum. Vou buscar o remédio. Você precisa tomar seu remédio agora, Yihyun-ah.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna