Capítulo 14
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- Capítulo 14 - [Fim do Volume 1]
“Como foi o seu primeiro homem?” Deitados na cama, exaustos após fazerem sexo repetidas vezes, Dominic perguntou de repente.
Conversar bobagens ou fazer perguntas um ao outro no meio do sexo, nas preliminares ou depois, era algo bastante comum entre eles. Talvez fosse apenas mais um momento da rotina normal, mas dessa vez era um pouco diferente.
“O quê?” Juliet franziu a testa ao ouvir a pergunta.
Dominic ainda mantinha o pau inserido dentro dele. Apoiando a sensação macia do membro dentro do seu ventre, Juliet o repreendeu:
“Perguntar sobre o passado é o fim da picada.”
Com a respiração ainda arfante, a cada inspirada de Juliet, seu interior se contraía e relaxava ritmicamente, apertando e soltando levemente o membro que continuava ali dentro. Dominic aproveitava aquela sensação deliciosa enquanto perguntava:
“Conta vai.”
Juliet virou o rosto, mas Dominic não o deixou em paz.
Logo em seguida, abraçou seu corpo, acariciando o peito e esfregando os mamilos com os dedos, fazendo Juliet se contorcer e gritar em rendição.
“Era o conselheiro da escola.” Ele confessou a contragosto, arfando. “Eu tinha me envolvido com uns garotos problemáticos por acaso e quase levei uma advertência. Se meus pais ficassem sabendo seria um escândalo, e eu não sabia como isso poderia afetar minha ida para a faculdade.”
Lembrando-se do passado, Juliet deu uma breve risada e acrescentou em tom brincalhão:
“Tinha um boato de que o professor era gay. Fui dar uma conferida por via das dúvidas e era verdade. Graças a isso, me livrei da punição.”
Dominic olhou para Juliet com uma expressão enigmática.
“O que foi?” Diante do questionamento intrigado, Dominic pareceu refletir por um instante antes de fazer outra pergunta.
“Quantas vezes isso aconteceu?”
“Bem, eu não cheguei a contar.” Pensando por um momento, Juliet logo deu um sorriso. “Eu não resolvia tudo na base do sexo. Só usava esse método quando realmente precisava.”
Ele acrescentou rapidamente, como se tentasse se defender previamente de qualquer crítica que pudesse vir.
“E qual é o problema? Se eu não fizesse, outra pessoa faria de qualquer jeito.”
Dominic, que o observava em silêncio, deu um sorriso discreto.
“Eu não estou te criticando.” Ele continuou num tom despreocupado: “Uma vez, para me livrar de um cara irritante, eu quebrei o freio do carro dele.”
Os olhos de Juliet se arregalaram de surpresa. Porém, a atitude de Dominic parecia completamente indiferente.
“Ouvi dizer que ele ficou acamado por uns três anos, mas não sei ao certo. De qualquer forma, como ficou mais conveniente para mim, é o que importa.”
Dominic sorriu ao acrescentar aquilo com leveza.
“Como eu pensava, você se parece muito comigo.”
Juliet pareceu surpreso com as palavras dele, mas logo abriu um sorriso radiante.
“Eu sabia.” Após beijar Dominic, Juliet sussurrou: “Nós somos bem parecidos, não é?”
Dominic deu um leve sorriso para ele.
“É verdade.”
Juliet, cujos lábios se selaram aos dele novamente, fechou os olhos.
Por isso precisamos nos entender.
Porque temos a mesma personalidade.
***
A luz morna da primavera iluminava cada canto do mundo.
Observando o mundo que havia se tornado brilhante, como se o inverno nunca tivesse existido, e as folhas verdes brotando, Juliet estava sentado no banco do passageiro.
Em breve as férias de Dominic chegariam ao fim. A hora de ele dar uma resposta a Juliet também se aproximava. No entanto, ele hesitava sem dar qualquer confirmação. Temendo estragar tudo se o pressionasse, Juliet permaneceu em silêncio. Ele parecia esperar que Dominic falasse primeiro, mas este permanecia em absoluto silêncio.
Nesse meio-tempo, qual seria o motivo de tê-lo convidado para a casa de campo recém-comprada? E ainda por cima a uma distância considerável da cidade, tendo que percorrer uma estrada de terra que parecia não ter fim.
Tentando não criar grandes expectativas, Juliet se esforçava para pensar em outra coisa. Porém, era impossível evitar o nervosismo crescente. Se até o fim desta viagem ele não desse uma resposta, então o próprio Juliet teria que tocar no assunto primeiro…
“Juliet.” Com a voz chamando seu nome de repente, ele se assustou e virou a cabeça.
Dominic, que estava ao volante, levantou uma das mãos e apontou para a frente. Ao virar o olhar, Juliet logo entendeu o motivo.
No fim da estrada, havia uma casa de campo de tamanho aconchegante, totalmente diferente do que ele havia imaginado. Além disso, à medida que se aproximavam da casa, cerejeiras enfileiradas nos dois lados da pista criavam um espetáculo deslumbrante, espalhando pétalas delicadas para todos os lados a cada sopro do vento.
“Meu Deus…”
Assim que o carro parou em frente à casa acolhedora, emoldurada pelo cenário repleto de cerejeiras em flor, Juliet saiu apressado e soltou um suspiro de admiração. Radiante de alegria, Juliet abraçou Dominic.
“Obrigado por me trazer aqui.”
Dominic apenas retribuiu o abraço sem dizer nada demais. Quando Juliet ergueu a cabeça no meio do abraço, os olhares dos dois se cruzaram.
Por um momento, enquanto se encaravam, a distância entre eles encurtou de repente.
Não dava para saber quem havia se aproximado primeiro. No entanto, a cabeça ligeiramente inclinada e os lábios entreabertos deixavam bem claro o que ambos desejavam.
Com praticidade, Dominic envolveu a nuca de Juliet com uma das mãos. No exato instante em que seus lábios estavam prestes a se tocar, Juliet de repente sussurrou:
“Eu te amo.”
<Fim do Volume 1>