Capítulo 13
Ping, ping.
O intervalo entre as gotas batendo na janela estava cada vez mais curto. A chuva que caía aos poucos já havia deixado marcas densas no vidro, e as gotas, incapazes de suportar o próprio peso, escorriam em longas linhas.
O som da chuva ficava cada vez mais alto, mas não conseguia atrapalhar os dois no momento.
O ranger da cama era muito mais alto.
“Haa……”
Juliet estava sentado em posição de montaria sobre Dominic, que estava deitado na cama usando o próprio braço como travesseiro, o menor ergueu suavemente a cintura fina.
Dominic olhava para ele de baixo, sorrindo de leve. Ele poderia empurrar a cintura para cima o quanto quisesse, mas saboreava sem pressa os movimentos de Juliet. Em vez disso, seus olhos roxos percorriam o corpo do outro com intensidade.
Já deviam ter sossegado um pouco, mas os mamilos rosados, ainda eretos e firmes, balançavam apetitosos diante dele como frutos bem maduros.
No rosto de Dominic, ao ver aquela cena, havia uma preguiça agradável. Ele segurou com firmeza e suavidade as coxas rígidas de Juliet, que movia a cintura devagar. Em seguida, moveu as pontas dos dedos ao longo das linhas bonitas do corpo dele, redesenhando seus contornos.
Juliet, que balançava a cintura sem pressa, rebolou o quadril e apertou o buraco com força. Dominic respondeu soltando uma respiração pesada, “ha”. Um prazer gostoso percorreu todo o seu corpo em um instante.
Dominic murmurou ao ver o homem sobre ele, que movia a cintura sem dar sinais de cansaço.
“Eu vou ter um filho, afinal preciso de um herdeiro.” Era apenas mais uma conversa sem pé nem cabeça, como de costume.
Eles não escolhiam um assunto e apenas diziam o que vinha à cabeça. Para Dominic, é claro, isso só era possível porque a outra pessoa era Juliet. Afinal, ele jamais revelava seus pensamentos a mais ninguém.
Juliet parou de mover a cintura e olhou para Dominic de cima. Talvez achasse estranho ele falar sobre isso depois de fazerem sexo de forma tão desenfreada várias vezes.
Mas Juliet logo recuperou a calma habitual. Olhando para Dominic, ele segurou a mão que acariciava sua coxa e a puxou. O lugar para onde a mão foi guiada foi o peito de Juliet. Espalmando a mão grande para cobrir um lado do peito plano, ele sorriu satisfeito. Dominic beliscou sem machucar o mamilo sobressalente na palma de sua mão.
Com o rosto suavemente corado, Juliet sorriu docemente e perguntou:
“Com quem?”
“Algum dia vou encontrar um ômega adequado.”
Ao mesmo tempo, ao erguer a ponta do polegar e circular os dois mamilos, Juliet soltou um pequeno gemido e inclinou a cabeça para trás.
“Um só é suficiente. Para ser meu sucessor.” Enquanto continuava a mexer no mamilo de Juliet com uma das mãos, ele desceu a outra mão para acariciar a coxa dele.
A sensação suave na palma da mão era tão gostosa que seu membro esquentou novamente. Sentindo o volume se expandir dentro dele, Juliet franziu a testa e soltou um suspiro mesclado a um gemido.
Olhando para ele, Dominic refletiu sobre as próprias palavras. Os Alfas Dominantes conseguiam controlar a fertilidade da ejaculação, então poderiam ter um filho com quem desejassem. O fato de se divertirem de forma tão promíscua sob o pretexto de expelir feromônios sem que quase surjam disputas por herdeiros se devia a isso.
Era uma capacidade mais conveniente do que parecia.
Por isso, Dominic pretendia usá-la ao máximo para obter apenas aquele único herdeiro e não engravidar mais nenhum outro ômega. Afinal, ter muitos filhos só aumentaria o incômodo.
Juliet continuava se movendo e arfando em cima dele. Mas, mesmo assim, acenou com a cabeça fielmente, como se concordasse com as palavras de Dominic.
“É, um é suficiente.” Ele repetia as mesmas palavras como um mantra. “Um é o suficiente.” Ele parecia meio distante.
Dominic o observou fixamente, repetindo as mesmas palavras com um olhar vago, como se estivesse em outro lugar, embora não devesse estar sentindo feromônios. Parecia estar se lembrando de algo, mas sem como saber, Dominic simplesmente deixou o pensamento de lado.
Ele devia estar excitado demais a ponto de nem perceber direito o que estava dizendo.
Aquele momento já estava durando muito tempo. Para Dominic era uma posição confortável e satisfatória, pois podia tocar o corpo de Juliet à vontade, mas para Juliet devia estar sendo cansativo. Dominic mudou a mão que acariciava a coxa e segurou a bunda pequena dele. Em seguida, ergueu o tronco devagar, invertendo a posição em um piscar de olhos.
“Ah!”
Em um instante, Dominic, que ficou por cima de Juliet, encostou os lábios na nuca dele. Mordiscando levemente com os dentes, provocando o pescoço fino enquanto ele próprio já estava suficientemente quente graças às preliminares de Juliet.
Ele movimentou a cintura naturalmente, empurrando a glande para dentro da entrada de Juliet. Um pequeno gemido, “ah”, roçou seus ouvidos.
Juliet já estava completamente desalinhado. Como se estivesse pronto para aceitar tudo dele.
Mas, ao olhá-lo assim tão quieto, uma dúvida de repente surgiu.
Juliet teria se despido na frente dele para levá-lo ao seu escritório de advocacia… Afinal, qual seria a recompensa para ter que usar um método tão ousado?
“Pensando bem, tem uma coisa que quero saber.”
“O quê?”
É claro que o representante do escritório dele teria dito para usar todos os meios possíveis para conseguir Dominic Miller, mas isso não devia incluir até mesmo um lobby corporal.
Para o que, exatamente, Juliet estava abrindo as pernas de bom grado para ele?
Mesmo tendo algumas suspeitas, Dominic quis obter a resposta diretamente de Juliet.
“O que você combinou de receber do representante do escritório se me recrutasse?”
Seria a posição de sócio? Não, por mais que Dominic Miller fosse um grande nome, eles não ofereciam uma recompensa desse nível. Então o que seria? O motivo para Juliet ir tão longe.
Juliet não respondeu imediatamente.
Ele encarou Dominic fixamente com uma expressão peculiar, depois ergueu os cantos da boca e exibiu um sorriso calmo.
“É segredo.”
Depois de sussurrar, ele sorriu, curvando os olhos.
“Ha.”
Não foi uma reação muito agradável, mas não parecia que ele responderia mesmo se insistisse. Tanto faz, não é? O importante para ele agora não era o que Juliet receberia. Juliet já estava acariciando o braço de Dominic, como se pedisse para ele continuar logo.
Dominic soltou um breve suspiro e acelerou o ritmo.
“Ah, ah, ah!” No mesmo instante, a voz de Juliet subiu de tom.
Quanto mais ele reagia assim, mais rápido Dominic penetrava fundo nele.
Ao ver o corpo trêmulo de Juliet ficar gradualmente ruborizado de excitação, ele não conseguiu mais segurar. Dominic cravou-se completamente na entrada dele e despejou o sêmen ali mesmo.
Está tudo bem?
De repente, uma sensação assustadora pareceu roçar sua espinha. Juliet é um gamma. Se continuar recebendo sêmen dessa forma, pode acabar se transformando.
Se isso acontecer……
No instante em que ia pensar no que viria depois, seus olhos se cruzaram com os de Juliet. Com a testa suada, ele envolveu a bochecha de Dominic com um sorriso no rosto. O beijo que se seguiu fez com que ele esquecesse completamente todas as fúnebres imaginações de momentos atrás.