Capítulo 48
Deep Pivot Side Story — Capítulo 48
— O maior perigo durante um terremoto urbano advém de acidentes secundários causados por desabamentos de prédios. Quando há falta de energia e vazamentos de gás, a evacuação em si se torna extremamente difícil.
O homem falou enquanto apontava para a tela de apresentação. O cartão de identificação em seu pescoço balançava levemente.
【Ji Seojoon – Relações Públicas, Centro de Resposta a Desastres】
— Especialmente quando um terremoto acontece dentro de um prédio, mais pessoas do que você imagina tendem a pegar o elevador…
— Senhor! O senhor é casado?
— Conte-nos sobre seu primeiro amor!
Os alunos na sala de aula fizeram as perguntas típicas. Provavelmente não estavam genuinamente curiosos sobre seu estado civil ou seu primeiro amor — era apenas uma estratégia para matar o tempo e prolongar um pouco mais a aula. Era um treinamento obrigatório de evacuação em caso de desastre, que precisava ser concluído no lugar das aulas regulares.
— Meu primeiro amor morreu enquanto tentava evacuar o local durante um terremoto, dentro de um elevador. Você também pode se tornar o primeiro amor de alguém.
Com esse tipo de comentário sem sentido, Seojoon retomou sua palestra. Os alunos resmungaram de decepção, mas riram como crianças da idade deles costumam fazer.
Após o término da sessão de duas horas, os alunos saíram do auditório acenando ruidosamente. Perto da saída, havia um banner promocional em tamanho real com o slogan: “Três minutos por dia! Aprenda dicas de evacuação em desastres para sua família!”. Havia uma foto de corpo inteiro de Seojoon sorrindo gentilmente. Alguém havia rabiscado orelhas de gato — ou talvez chifres — no topo da cabeça.
Ao sair do auditório, Seojoon dobrou silenciosamente o suporte ao meio, dobrando seu próprio rosto sorridente no meio. Pelo menos agora, a escola provavelmente não reutilizaria aquela coisa ridícula. Ele podia tolerar muita coisa, mas aquelas faixas em tamanho real eram insuportáveis.
O Centro de Pesquisa Gate, em nível nacional, havia sido recentemente integrado ao Centro de Resposta a Desastres e renomeado de acordo. Desde o ano passado, Seojoon trabalhava lá em um cargo temporário como relações públicas.
Como não era funcionário permanente, não tinha muito trabalho de escritório. Seu trabalho consistia principalmente em filmar vídeos de campanha e, ocasionalmente, dar palestras sobre resposta a desastres, como a de hoje.
Depois de entrar no carro, Seojoon tirou o documento de identidade e digitou no celular. Um toque tocou pela conexão Bluetooth do veículo, e logo alguém atendeu.
— Yeonwoo.
— Sim, hyung.
Aquele suave e prolongado “hyeooong” no tom único de Yeonwoo fez os cantos dos lábios de Seojoon se levantarem levemente.
— Acabei de terminar. Quer que eu vá te buscar?
— Venha logo.
A resposta de Yeonwoo veio com uma urgência adorável, como se fosse natural.
— Onde você está?
— Num café perto da escola. Estou ao telefone com o Capitão.
Uma voz familiar podia ser ouvida fracamente ao fundo: — Ei, Seojoon!
Sorrindo enquanto ligava o motor, Seojoon respondeu docemente que chegaria em breve e encerrou a ligação. É claro que aquela doçura não era para Cheong-oh — era para Yeonwoo.
— 30 segundos para a segurança, começando por mim. Protegendo a todos.
Uma voz calma e serena, como a de um âncora de jornal, ecoou pelo escritório dentro do centro. Songhee abaixou o volume da tela que exibia o vídeo da campanha de gerenciamento de desastres estrelado por Seojoon e olhou para a pessoa à sua frente.
— Sun-ae, essa é exatamente a mesma questão que resolvemos juntos da última vez.
Sun-ae, com um bobe enrolado na franja, virou a cabeça ligeiramente para evitar o olhar de Songhee.
— Você precisa mesmo entrar na faculdade ano que vem. Vai continuar se enrolando?
— Você vai continuar relaxando?
Jeongwoo imitou Songhee de lado, batendo na mesa com a caneta. Sun-ae o encarou com olhos penetrantes.
Devido a um caso agudo de apendicite, Sun-ae faltou ao vestibular e acabou repetindo de ano. Através de Yeonwoo, ex-inquilino de sua mãe, Choi Jeong-sook, ela foi apresentada a Songhee para aulas particulares.
Sun-ae respondeu com uma voz presunçosa.
— Mesmo que eu me recomponha, não adianta nada meu apêndice estourar no dia da prova, certo?
— Você nem tem mais apêndice…
Songhee imaginou que o resultado teria sido o igual, mesmo se Sun-ae tivesse feito a prova. Sun-ae simplesmente não tinha talento para estudar. Ela já tinha visto seu jogo uma vez — ela era realmente boa. Talvez devesse se dedicar aos jogos. A triste verdade era que, mesmo para se tornar uma jogadora profissional, ainda era preciso estudar.
Songhee bateu a caneta na mesa e fez um gesto com a mão.
— Certo, foco. O que eu disse que acontece quando o coeficiente quadrático de f(x) é positivo?
— Convexo…
— Ele se curva para cima, lembra?
Naquele momento, Seojoon e Yeonwoo entraram no escritório. Jeongwoo pegou sua bolsa e se preparou para sair. Sun-ae rapidamente desenrolou a franja e fez uma reverência educada para os dois.
— Olá…
— Há quanto tempo, Sun-ae.
Yeonwoo sorriu e acenou. Sun-ae alisou a franja cacheada com a mão.
— Oppa, você não percebe nada de diferente em mim?
— Uh… hmm, você cresceu mais?
— Nããão, olhe direito!
— Hum…
Por trás, Songhee apontou silenciosamente para a própria cabeça, como uma indireta. Seojoon, que estava ajudando Jeongwoo com a bolsa, entendeu a indireta e riu.
— Você tingiu o cabelo.
— Ah! Como esperado. Campeão de encontrar as diferenças!
Sun-ae, brincando, fez armas com os dedos e apontou para Seojoon. Yeonwoo piscou e assentiu, sem jeito.
— Combina com você.
Logo surgiram perguntas educadas sobre sua mãe. Alguns anos antes, Choi Jeong-sook havia perdido sua casa em um acidente com o portão, mas havia dado uma reviravolta dramática na vida. A casa para a qual ela se mudou com uma indenização do governo havia se multiplicado de valor após o fim da crise do portão.
— Por que você está dando aulas particulares aqui hoje?
Seojoon perguntou, e Songhee respondeu por ela.
— Estou de plantão hoje.
Então ela bateu a caneta novamente em Sun-ae, repreendendo-a para ignorar os convidados e se concentrar no problema em questão.
— Tudo bem, estou saindo. Sun-ae noona, estude bastante.
Jeongwoo entregou sua mochila a Seojoon e acenou para Songhee e Sun-ae, que retribuíram o aceno. Assim que Jeongwoo, Yeonwoo e Seojoon saíram, Songhee retomou o interrogatório.
— Ok, então quando o coeficiente quadrático de f(x) é positivo?
Sun-ae, enrolando o bobe na franja, começou a resmungar.
— Positivo significa… positivo significa…
— Ele se curva para cima! Eu te avisei!
***
Enquanto isso, Jeongwoo disparou pelo corredor do centro, passando por Seojoon e Yeonwoo. Ele soltou um suspiro silencioso. Sermões e broncas não funcionavam mais com ele.
Aos doze anos, prestes a completar treze, Jeongwoo estava se preparando para o GED por meio de um programa de educação em pequenos grupos. Ele ainda precisava fazer terapia de reabilitação pulmonar duas vezes por semana. Ele já havia apertado o botão do elevador à frente deles e esperado pelos dois.
— Hyung, podemos comer waffles no caminho? Aqueles que comemos ontem.
Agora que ele estava crescendo, Jeongwoo não o chamava mais de “hyung-ah” daquele jeito fofo.
— Você comeu waffles em vez de jantar ontem.
— Ah, hyung-ah… só por hoje. Só por hoje, ok?
Claro que exceções eram feitas quando ele queria alguma coisa.
— É por isso que você não está crescendo, Jeongwoo. Você só come doces.
Yeonwoo respondeu firmemente, e Jeongwoo agarrou sua mão.
— Eu compro waffles para você, mas só se você comer seu jantar primeiro.
Jeongwoo assentiu rapidamente. Mas quando terminasse o jantar, não haveria mais espaço para waffles. Virou-se para Seojoon, implorando silenciosamente por apoio. Seojoon sorriu enquanto acariciava delicadamente a bochecha agora roliça do garoto.
— Por que você está olhando para mim?
— Você também quer waffles, certo?
Seojoon não disse, mas disse. Mesmo assim, balançou a cabeça com firmeza.
— Ouça Yeonwoo hyung, Cha Jeongwoo. Primeiro o jantar, depois os waffles.
Com um beicinho, Jeongwoo entrou no carro. Ele impôs uma condição: escolher o jantar. Mas quando a escolha acabou sendo pizza, ela foi firmemente rejeitada.
Depois de verificar discretamente como Jeongwoo estava, que dormia em seu quarto no segundo andar, Seojoon desceu e entrou no escritório ao lado. Era época de provas ultimamente, então Cha Yeonwoo não estava dormindo cedo. Ele não havia escolhido a especialização com um emprego específico em mente, mas, como ele mesmo a escolheu, parecia gostar muito de estudar reabilitação esportiva.
Apoiado na mesa, Seojoon segurou o queixo dele e lhe deu um beijo suave. Os lábios de Yeonwoo se curvaram em um sorriso.
— Jeongwoo está dormindo?
— Sim.
Naquele momento, o corpo de Seojoon foi subitamente erguido e colocado sobre a mesa. Ele soltou um grito curto e depois riu. Yeonwoo empurrou os livros e o tablet para o lado, inclinou a cabeça e juntou os lábios novamente. Uma mão grande deslizou por baixo da camiseta de Seojoon.
— Huh…
A mão, já familiarizada com seu corpo, acariciou suavemente a pele sensível de seus mamilos, que se eriçaram em resposta. Seojoon de repente levantou a cabeça e perguntou:
— Você não disse que tem uma prova importante amanhã?
— Está tudo bem… só por algumas horas.
Sons suaves sussurravam entre lábios que se encontravam e se separavam. Mesmo tendo terminado de isolar o quarto antes de se mudarem para a casa com Jeongwoo, eles sempre se pegavam sussurrando assim. Yeonwoo disse certa vez que sussurrar tornava a experiência ainda mais excitante.
— Hyung…
Sua mão deslizou para dentro do cós da calça de moletom de Seojoon, acariciando habilmente seu pênis.
— Deveríamos fazer uma viagem quando o semestre terminar?
— Haah… para onde?
Sorrindo com os olhos enrugados, Yeonwoo sussurrou: — Porto Mukho. Aquele que visitamos antes.
Seojoon passou o braço em volta do pescoço dele e assentiu sem hesitar.
✦Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki& Belladonna