Capítulo 44
Deep Pivot Side Story — Capítulo 44
— Ah, ah, ah! Tenente, m-minhas costas, estão doendo, ah, hngh…!
Cabelos prateados espalhados desordenadamente sobre o lençol tremiam. Entre eles, orelhas pretas e eretas eram esfregadas com força contra o lençol. Sentado firmemente no abdômen de seu adorável parceiro, Seojoon impulsionou os quadris para baixo com força. Uma voz baixa e controlada proferiu duas palavras como uma ordem silenciosa.
— Miau.
— Ah, mm, Tenente, h-ha…!
— Miau.
— Mmm, hã…
Fluidos não liberados espirravam e estalavam entre seus corpos. Movendo-se como um jóquei montando um cavalo de corrida, Seojoon balançava os quadris, olhando para Yeonwoo, que soluçava. Enquanto ele tentava empurrá-lo com as duas mãos apoiadas em seu peito, Seojoon as recolheu e as prendeu acima da cabeça, falando suavemente.
— Você tem que miar, Querido.
— Meo—hngh, ohh…
— Não vai miar direito?
— Você deve estar brincando comigo…
— O gato está falando língua humana.
Smack! Seojoon investiu fundo, engolindo avidamente o pênis de Yeonwoo. Ao começar a girar os quadris lentamente naquela posição, ele começou a soluçar, seu pênis se contraindo poderosamente mesmo dentro das paredes internas apertadas.
— Nunca mais colocarei orelhas de gato no Tenente.
— Haa, ngh, nunca mais… Essa coisa é totalmente sua, Tenente, ah…
— Nunca mais colocarei orelhas de gato no Tenente.
— Nunca mais, Tenente… Foi só para combinar com seu cabelo, só isso…
Tapa, tapa, tapa! Por um momento, apenas o som estridente de pele batendo preencheu o ar. Yeonwoo, agora rangendo os dentes em puro desafio, conteve os gemidos e agarrou com força os quadris dele. Dominado pela intensa estimulação, Seojoon franziu a testa e soltou um suspiro trêmulo. Ao se inclinar para encontrar os lábios dele, os braços de Yeonwoo o envolveram com força.
Num instante, suas posições se inverteram. Agarrando uma das pernas de Seojoon, Yeonwoo empurrou os quadris para baixo e mergulhou fundo. As orelhas pretas em sua cabeça tremeram em meio à sua respiração ofegante.
— Você é demais, Tenente… Hngh, ahh, você é realmente demais…
Por muitas razões, era algo que nenhum deles esquecerá.
Dois dias antes de retornarem para casa, chegou uma mensagem urgente do governo dos EUA. Era a notícia da morte de mais um Sem Nome.
Seojoon, que estava sentado sozinho em uma mesa de guarda-sol em uma praia tranquila, olhou para Eric quando ele se aproximou para sentar ao lado dele.
— Só restam três agora.
Eric falou em tom sombrio. Excluindo a República Federativa do Brasil, que havia concordado em cooperar com os EUA na pesquisa do portão, restava apenas um.
— Houve um tempo em que só de saber que pessoas como eu existiam em algum lugar do mundo era um conforto. Mas agora, até isso está quase no fim, Joon.
Com os braços cruzados e recostado na cadeira, Eric observava o mar turquesa suavemente ondulante. Seojoon não conseguia imaginar o que ele poderia estar sentindo naquele momento.
— Você está preocupado?
Não importa o quão indiferente alguém pudesse ser, era difícil tratar esse tipo de situação levianamente.
— Preocupado? Nem um pouco.
Eric deu de ombros com um leve sorriso à pergunta de Seojoon. Ele disse que, nos EUA, a percepção dos portões há muito tempo deixou de ser vista como desastres e passou a ser vista como objeto de estudo científico.
Na verdade, o problema era que os portões apareciam independentemente da hora ou do lugar, mas se houvesse espaço e segurança suficientes, eles seriam os objetos ideais para observar buracos negros desconhecidos.
— Mas eu simplesmente não entendo. Por que todos eles fazem escolhas tão tolas…
Seojoon olhou calmamente para o mar. Afinal, ele era uma daquelas pessoas que fizeram uma escolha tão tola.
— Não é irresponsável?
Eric perguntou então. Seojoon franziu a testa levemente e se virou para encará-lo. Talvez pensando que ele não tivesse entendido, Eric elaborou.
— Eu simplesmente não entendo por que eles desistem tão facilmente. Essas pessoas não têm família? Amigos?
Ele continuou falando, sua expressão era de genuína incompreensão.
— Como eles podem jogar tudo isso fora? Claro, eu entendo que é a opção mais fácil e conveniente. Mas ainda assim…
— Fácil?
Seojoon o interrompeu. O leve calor que havia em seus olhos enquanto olhava para Eric desapareceu. Às vezes, as palavras são ainda mais cruéis quando não contêm malícia.
— Você acha que a escolha deles foi fácil?
— Bem, quero dizer… até certo ponto.
Eric respondeu, afobado e gaguejando. Era exatamente isso que fazia Seojoon sentir que talvez pudessem ser colegas, mas nunca amigos de verdade. Talvez tivessem começado como o mesmo tipo de pessoa, mas em termos de ambiente, mentalidade e visão de mundo, havia uma diferença irreconciliável entre eles.
Não tinha sido fácil. Nunca, para ninguém.
Seojoon, que certa vez quase se afogou naquele poço miserável e horripilante de auto-aversão, entendeu o muro imponente que cada um dos agora desaparecidos Sem Nome deve ter enfrentado.
E ele também entendeu que tipo de determinação era necessária para abrir mão das “coisas preciosas” das quais Eric falava.
— Por acaso caí neste vasto continente por sorte.
Seojoon falou em voz baixa após um longo silêncio, com os olhos ainda no mar.
— Por acaso, você estava passando por um lugar onde a maioria das pessoas era branca, então teve a sorte de usar uma pele branca. A sorte de chamar a atenção de uma família branca de classe alta e viver uma vida de abundância. Para alguém como você, Eric, alguém assim — talvez uma “escolha real” fosse realmente possível.
— …
A boca de Eric se abriu ligeiramente em surpresa. Ele parecia querer protestar, mas não sabia o que dizer.
Nem todo Sem Nome vive em um mundo de conto de fadas como você. Sergey, na Rússia, foi abandonado na neve congelante por mais de meio dia. A Líbia teve que se preocupar constantemente com a opinião dos países vizinhos.
Não fosse o milagre gerado pela imprudência de Cha Yeonwoo, a situação de Eric poderia ter sido muito diferente. Ele também poderia ter se deparado com a mesma encruzilhada algum dia. E o ex-vice-diretor do IGTS poderia ter sido lembrado não como um criminoso internacional, mas como um herói da humanidade.
Seojoon olhou para Eric com desinteresse. Pessoas nascidas em terrenos mais elevados muitas vezes esquecem de notar algo extremamente importante.
A imprudência de alguém, o sacrifício cego de alguém, o senso de dever de alguém — essas escolhas ditas tolas e irresponsáveis se uniram para criar o milagre que eles agora desfrutavam, e Eric Donovan nunca entenderia isso de verdade.
— Não quero que você fique encurralado como eles, Eric. Não estou pedindo que se sinta culpado. Mas, pelo menos, não diga que as escolhas deles foram fáceis.
Eric abriu e fechou a boca por um longo tempo, depois ficou em silêncio. Ao longe, Yeonwoo se aproximava deles. Quando Seojoon começou a se levantar, Eric falou em voz baixa.
— Desculpe.
Após aquele breve pedido de desculpas, ele pareceu querer dizer mais, mas fechou a boca novamente. Seojoon o deixou para trás e foi embora.
O jato particular que se preparava para a viagem de volta havia concluído seus testes de voo. Alguns pesquisadores que tinham vindo de longe para se despedir da equipe da SAU, junto com Hee-min, já estavam esperando.
Eric, que acabara de abraçar e se despedir dos membros da SAU, distribuiu presentes repletos para todos. Ele caminhou até Jeongwoo, que segurava a mão de Yeonwoo, e lhe entregou um bichinho de pelúcia, sorrindo enquanto abraçava a criança.
Eric e Rachel, que tinham um carinho especial por crianças, sabiam como fazer Jeongwoo feliz mesmo sem falarem a mesma língua. No início, Jeongwoo era tímido com estrangeiros, mas acabou se abrindo o suficiente para se aconchegar calorosamente nos braços de Eric.
— Obrigado.
Yeonwoo também trocou um abraço leve com ele. Eric sorriu e ergueu o pulso. Sob um relógio caro de edição limitada, havia uma pulseira trançada que todos haviam comprado juntos na Disney World.
Eric, que tinha um carinho especial por Seojoon, Yeonwoo e o resto da equipe SAU, claramente valorizava esse símbolo de suas memórias compartilhadas — especialmente porque não havia como saber quando eles poderiam se encontrar novamente.
Com uma risadinha, Yeonwoo perguntou se ele ainda usava aquela coisa. A pulseira, com seus pingentes coloridos de personagens, era um pouco chamativa para o dia a dia. Eric, sorrindo, disse algo que poderia ter sido uma piada — ou não.
— Claro. Vou engolir e guardar no meu estômago.
— …
Yeonwoo franziu a testa levemente, com uma expressão curiosa no rosto. Eric perguntou animadamente:
— O que está errado?
Escolhendo as palavras com cuidado, sem saber como expressá-las em inglês, Yeonwoo respondeu lentamente:
— É só que… o Tenente também costumava dizer coisas assim com frequência.
— Oh — Eric murmurou suavemente, então deu um tapinha no braço de Yeonwoo.
— Hábito de Sem Nome.
Inclinando-se como se fosse compartilhar um segredo, ele explicou:
— Se há algo precioso que não podemos perder de jeito nenhum, nós o engolimos. É a única maneira de nos sentirmos tranquilos. Coisas como alianças ou equipamentos de campo. Principalmente quando não há onde guardá-los imediatamente.
Abrindo as mãos, ele mexeu os dedos e acrescentou:
— Quer dizer, nossos corpos são basicamente slimes, certo?
✦Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki& Belladonna