Capítulo 36
Deep Pivot Side Story — Capítulo 36
Bip. Um dos pesquisadores ligou o microfone e perguntou:
— Você precisa da ajuda do seu parceiro?
Bip. O som de um microfone sendo ligado veio do outro lado.
— Não.
Yeonwoo recusou firmemente, então acrescentou em inglês desajeitado: “Por favor, não conte a ele”, e após uma breve pausa, disse calmamente: “Desculpe…”
O pesquisador deu de ombros e olhou para Seojoon. Ele deu um sorriso irônico. Aquela voz soara verdadeiramente lamentável. Aparentemente, Yeonwoo imaginou que seria menos constrangedor fazer isso sozinho do que aceitar a ajuda de Seojoon.
— Yeonwoo, sou eu.
Bip. Seojoon apertou o botão do microfone.
— Quer que eu ajude?
Por fim, Yeonwoo respondeu.
— Não… Eu consigo fazer isso sozinho, Tenente. O senhor não precisa entrar.
Foi uma resposta contida. Mas Seojoon não acreditava que alguém como Cha Yeonwoo — que havia passado apenas pela fase 2 do teste de compatibilidade — pudesse lidar com a masturbação com calma em um lugar desconhecido. Ele riu e ligou o microfone.
Bip.
— Eu não quis dizer que estava entrando.
Então, depois de uma pequena pausa, ele disse:
— Yeonwoo, você não disse que me mostraria seu pau sempre que eu quisesse?
Alguns segundos de silêncio se seguiram. Bip — a luz do microfone acendeu na sala de coleta.
— …Os pesquisadores não estão… bem ao seu lado?
Sua voz estava calma, mas o leve tremor no final deixou claro que ele estava nervoso. Seojoon apertou o botão do microfone novamente.
— São todos estrangeiros. Não conseguem entender mesmo. Lembra do que conversamos ontem, né, Yeonwoo? Combinamos de fazer sexo por telefone quando eu quisesse.
Seojoon continuou descaradamente com suas bobagens com os pesquisadores ao seu lado. Na verdade, a única pessoa que conseguia entendê-lo ali era Cha Yeonwoo, do outro lado.
— Quando foi a última vez, Yeonwoo?
Bip.
— …Há três dias.
Por alguma razão, ele realmente respondeu.
— Lembra quando a gente se chupou? Você gozou duas vezes, não é? Você chorava, dizia que era tão gostoso esfregar o pau no meu mamilo, e me implorava para pressionar meu peito contra você toda vez que transassemos de agora em diante…
Bip! Bip, bip bip bip bip bip! O microfone do lado dele ligava e desligava freneticamente.
— Entre, Tenente.
Deveria ter dito isso desde o início. Com uma expressão radiante, Seojoon pediu licença aos pesquisadores, dizendo que levaria apenas um minuto, e entrou na sala de coleta. Cha Yeonwoo estava sentado na cama, com o rosto vermelho como uma beterraba.
— “Sexo” é uma palavra inglesa, Tenente.
Ele repreendeu amargamente sua amante depois de verificar se o microfone estava desligado.
— Você realmente perdeu a cabeça.
A sala de coleta em si era sombria, quase hostil. Cercada por paredes brancas e impassíveis e envolta em um silêncio pesado, até mesmo um Esper experiente provavelmente acharia aquele espaço enervante.
Seojoon sorriu enquanto caminhava até ele.
— Aquelas pessoas lá fora provavelmente também estão ocupadas. Quanto tempo você vai fazê-las esperar? Eu poderia ajudar e terminar isso rapidinho.
Yeonwoo puxou o vestido de Seojoon e se aconchegou nele, sussurrando:
— A câmera está dificultando o foco.
Seojoon olhou para a câmera instalada na parede da sala de coleta. De qualquer forma, ela estava desligada.
— Também tínhamos uma câmera quando fizemos o teste de compatibilidade. Se a luz vermelha estiver acesa, significa que está desligada. Não se preocupe.
Ele afagou delicadamente a cabeça que se escondera sob o manto. Um suspiro cálido roçou seu peito nu.
— Ainda assim… é uma distração.
Yeonwoo não conseguia levantar a cabeça de dentro da beca, então Seojoon segurou sua bochecha e gentilmente o forçou a olhar para cima. Fios de monitoramento pegajosos, a cama especial e o equipamento de laboratório — tudo lembrava o teste de compatibilidade do ano anterior.
Ele depositou beijos no rosto corado dele enquanto abria o vestido. Enquanto acariciava seu corpo, que ainda cheirava a sabonete, Yeonwoo se encolheu de vergonha exageradamente.
Mas, ao contrário de seu dono tímido, seu pênis era muito amigável: ele já havia levantado a cabeça e estava praticamente implorando para Seojoon tocá-lo.
— Viu? Assim que entrei, ele já estava vazando feito louco.
Seojoon esfregou a ponta semiereta com o dedo. Yeonwoo franziu a testa e perguntou:
— …Tem certeza de que esta sala é à prova de som?
Seojoon riu e mordeu levemente os lábios. Deslizou a língua entre eles e o beijou profundamente. Os olhos de Yeonwoo se fecharam. Seojoon passou os dedos pelos fios macios de cabelo, acariciou a parte de trás da cabeça redonda e acariciou sua nuca, aliviando sua tensão.
Um hálito quente umedeceu suas membranas mucosas enquanto as línguas se entrelaçavam. Ele penetrou fundo, depois lambeu superficialmente repetidas vezes, sugando os lábios. Um gemido baixo escapou da garganta dele. Estalo, estalo. Seojoon o beijou em todos os ângulos como se fossem focas carimbando e desceu os lábios até a nuca, fazendo Yeonwoo agarrar o vestido com força.
— Tenente, mmh, Tenente…
— O que?
— Meu coração está… batendo muito rápido… Eles podem ouvi-lo lá fora…
A cabeça de Yeonwoo se afundou no vestido dele. Seojoon não conseguiu conter a gargalhada. Queria terminar logo, mas Cha Yeonwoo continuava falando bobagens e estragando o clima. Não havia ninguém olhando, mas ele continuou se escondendo. Como um avestruz que se acha seguro só porque está com a cabeça enterrada, Yeonwoo ofegava baixinho, apenas com a cabeça enfiada no vestido de Seojoon.
— Guia Cha Yeonwoo, nesse ritmo ficaremos aqui até de manhã.
Seojoon o repreendeu com um tom intencionalmente frio.
— Se você continuar sendo tão desajeitado, não poderei contratá-lo como meu guia exclusivo.
Yeonwoo olhou para cima sem expressão e piscou lentamente.
— …É esse o conceito que você está buscando?
— Qual o sentido de um teste de compatibilidade se o seu guia nem consegue fazer você gozar?
Quando Seojoon se virou friamente e fingiu que ia embora, Yeonwoo rapidamente se levantou e agarrou seu pulso. Os fios finos presos ao seu corpo se arrastavam frouxos pelo chão.
— Por favor, faça isso de novo, Tenente.
Ele o abraçou pela cintura com um sorriso bobo. Seojoon se esforçou para não sorrir. Ele vinha tentando recriar o clima frio e distante do primeiro teste de compatibilidade, mas não era fácil agora que seu bebê havia se tornado ousado com todo o amor que ele lhe dera.
Uma sombra caiu sobre o rosto de Seojoon enquanto ele se encostava na parede.
— Só me dê mais uma chance… Posso fazer melhor desta vez.
Seojoon franziu a testa como se ainda não estivesse convencido, então perguntou em um tom frio:
— Você pode terminar rapidamente, em dez minutos, Guia Cha Yeonwoo?
Yeonwoo puxou a mão de Seojoon para baixo, entre suas pernas.
— Se você me tocar…
— Eu conseguiria em cinco minutos. — Ele sussurrou com um olhar sorridente. Seojoon, roçando os lábios nos dele, riu baixinho e passou a mão lentamente para cima e para baixo no eixo pesado em sua palma.
— Há…
Yeonwoo empurrou a beca de Seojoon para trás e pousou a mão grande sobre o peito dele, enterrando os lábios na curva do pescoço. O movimento suave do polegar em torno de sua aréola provocou um arrepio estranho em Seojoon.
— Eu também não deveria ficar excitado.
Era para ser ele quem tocava Yeonwoo, fazendo-o gozar, mas, de alguma forma, eram as mãos de Yeonwoo que vagavam sobre ele.
— Tenente, ha…
A linha entre seu ombro e pescoço foi levemente mordiscada. O pênis na mão dele ficou ainda mais grosso e começou a se contorcer, emitindo ruídos úmidos enquanto pulsava sozinho. Enquanto os lábios de Yeonwoo percorriam sua clavícula, ele subitamente ergueu Seojoon sobre a mesa.
Então, ele inclinou a cabeça e encontrou o mamilo, chupando-o. Seojoon ardia incontrolavelmente sob sua boca. Ele precisava tomar cuidado para não misturar seus próprios fluidos com o sêmen de Yeonwoo, mas a maneira como ele se pressionava entre as coxas de Seojoon dificultava manter distância.
Seojoon puxou sua blusa para cima, agora na metade do corpo, e avisou:
— Yeonwoo, seu esperma—haa…—não pode se misturar com o meu.
— Sim, sim, Tenente… Eu sei.
A mão de Yeonwoo se sobrepôs à de Seojoon, onde segurava seu pênis. O pré-sêmen se formou na fenda e pingou na mão de Seojoon. Suas respirações, indistintas, tornaram-se mais urgentes entre seus lábios.
Yeonwoo, mordendo o lábio e totalmente concentrado, olhou para cima com um gemido baixo. — Ah, Tenente, ha… — Seus olhos estavam vermelhos enquanto ele franzia as sobrancelhas, suplicando baixinho.
— Meu nome — uh, diga meu nome…
— Yeonwoo.
— Haa, sim, Tenente…
“Yeonwoo… Yeonwoo…” Seojoon o beijou e continuou sussurrando seu nome. Suas mãos unidas se moveram mais rápido. Sem mais nada a dizer — apenas seu nome sendo chamado algumas vezes —, Yeonwoo corou e respondeu com muita facilidade.
✦Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki& Belladonna